Questões de Concurso Comentadas para arqueólogo

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Q3386557 Arqueologia
Conforme prevê a Portaria nº 375 de 2018, o Fiscalis está organizado em quantos módulos?
Alternativas
Q3386556 Arqueologia
Com base no Art. 12 da Portaria nº 375 de 2018, assinale a alternativa que indica corretamente um instrumento de identificação dos bens culturais materiais.
Alternativas
Q3386555 Direito Ambiental
Normativo que dispõe sobre a solicitação da renovação de licença ambiental de operação com reservatórios de empreendimentos hidrelétricos de qualquer tamanho ou dimensão dentro do território nacional:
Alternativas
Q3386554 Arqueologia
São considerados sítios arqueológicos os locais que apresentam testemunhos da passagem ou permanência humana em algum momento do passado. Neste sentido, são exemplos de sítios arqueológicos anterior à chegada dos europeus ao Brasil:
Alternativas
Q3386553 Direito Administrativo
Em conformidade com a legislação vigente, a critério do IPHAN, este poderá opinar favoravelmente à concessão da renovação da licença de operação de empreendimento, desde que o projeto de estudos arqueológicos tenha sido aprovado com garantias da execução pelo:
Alternativas
Q2477590 Arqueologia
Leia o texto.

Ao conceituarmos a Arqueologia como a disciplina que investiga a emergência, a manutenção e a transformação dos sistemas socioculturais através dos tempos, por meio da cultura material por eles produzida, fica implícito que seu interesse primordial é explanar fenômenos de mudança cultural, operando, fundamentalmente, a partir de três dimensões interrelacionadas que estruturam a vida social: forma, espaço e tempo.

(LIMA, Tânia. Cultura material: a dimensão concreta das relações sociais. Boletim do Museu Paraense Emilio Goeldi, vol. 6, n° 1, 2011.)



De acordo com essa interpretação, a Arqueologia deve
Alternativas
Q2477589 Arqueologia
O IPHAN, pela portaria n° 316/2019, analisará necessariamente uma série de aspectos para o reconhecimento dos sítios arqueológicos. Sobre esses aspectos, considere:

I. A coerência entre os dados fornecidos nas documentações associadas e as informações constantes no cadastro.

II. A sequência cronológica do sítio fundamentada através de estratigrafia.

III. A acurácia no georreferenciamento e na delimitação.

IV. Os dados relativos à caracterização e à contextualização.

V. A completude e a pertinência dos dados apresentados.


Para reconhecimento dos sítios arqueológicos, o IPHAN analisará: 
Alternativas
Q2477587 Arqueologia
Leia o texto.


O sentido da história, do passado, de forma nenhuma se encontra num objeto ou no acúmulo de objetos numa reserva técnica, mas num contexto situado; contradizer esse princípio é negar fundamentalmente a Arqueologia, e por contexto entendemos um complexo de relações numa paisagem social, num sistema vivo. Portanto, destruir o sítio, o lugar, a paisagem, o ambiente, para resgatar peças não legitima os beneméritos do contrato, porque ele parte de uma premissa falsa, a de que a peça resgatada compensa, ainda que minimamente, a destruição cientificamente questionável de um contexto.

(STUCHI, Francisco, et al. Arqueologia pelas gentes: um manifesto. Constatações e posicionamentos críticos sobre a arqueologia brasileira em tempos de PAC. Revista de Arqueologia, vol. 26, n° 1, 2013.)



O texto acima critica um tipo de prática arqueológica e apela para um elemento do exercício da profissão de arqueólogo. Eles são, respectivamente: 
Alternativas
Q2477585 Arqueologia
O IPHAN, pela portaria n° 317/2019, estabelece atividades científicas próprias do campo profissional da Arqueologia. Tendo em vista essas atividades, considere:

I. Coordenar pesquisas arqueológicas na condição de coordenador-geral ou coordenador de campo.

II. Integrar equipe de pesquisa arqueológica como arqueólogo ou na condição de especialista, mestre ou doutor em arqueologia.

III. Executar ações de prospecção, escavação, acompanhamento ou monitoramento arqueológicos.

IV. Ministrar disciplinas relacionadas à arqueologia, enquanto professor arqueólogo.

V. divulgação científica feita através de redes sociais como elemento de publicização do conhecimento arqueológico.

VI. Executar ações de análise, curadoria e interpretação de bens arqueológicos.



São atividades estabelecidas pela referida portaria do IPHAN:
Alternativas
Q2477584 Arqueologia
Leia o texto retirado do site da UNESCO.

O próprio turismo representa uma faca de dois gumes, pois proporciona benefícios econômicos, mas também resulta em grandes impactos culturais e ecológicos. O forte aumento do número de visitantes ao Santuário Histórico de Machu Picchu deve ser acompanhado por uma gestão adequada que regule o acesso, diversificando a oferta e esforços para compreender plenamente e minimizar os impactos. Uma parcela maior, apropriada e crescente, das receitas significativas do turismo poderia ser reinvestida no planejamento e na gestão. O planejamento e organização dos transportes e da construção de infraestruturas, bem como as condições sanitárias e de segurança tanto para os turistas como para os novos residentes atraídos pelo turismo exigem a criação de novas soluções de elevada qualidade e de longo prazo, sendo uma preocupação constante e significativa.

(Disponível em: https://whc.unesco.org/en/list/274/ Acesso 12/2/2024.)



Com base no trecho, é correto afirmar:
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Q2477583 Arqueologia
Leia o texto.

A continuidade das pesquisas afro-diaspóricas é fundamental para caracterizar-se a magnitude e heterogeneidade da presença africana no Brasil. Como disciplina, ela frisa a materialidade das ações sociais e criatividade cultural de africanos e seus descendentes. Ela pode, assim, ajudar a definir políticas públicas de preservação e valorização do patrimônio afro-brasileiro, as quais (...) podem abrir caminhos afroreparatórios.

(SYMANSKI, Luis; FERREIRA, Lucio. Transformação e resistência: Arqueologia da diáspora africana no Brasil. In SYMANSKI, Luis; SOUZA, Marcos André de (Org.). Arqueologia histórica brasileira. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2022.)



Com base no texto, é correto afirmar que Arqueologia afro-diaspórica tem 
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Q2477582 Arqueologia
Leia o texto.


(...) a história de tantos anos de repressão militar na América Latina tem sido apagada e distorcida (...). Isso envolveu a construção e propagação de um discurso histórico que, além de desconsiderar, renegar e/ou diminuir os crimes humanitários cometidos e os movimentos de resistência, dificulta o desenvolvimento de políticas públicas efetivas de reparação histórica e de uma reflexão social sobre as consequências desses regimes no contexto sociopolítico e econômico atual e futuro. No entanto, a Arqueologia da Repressão e da Resistência pode desempenhar um papel fundamental na reversão desse quadro, principalmente se considerarmos a importância do estudo da materialidade nesse cenário. Afinal, (...) as histórias das vítimas de violência política (como da violência institucional dos regimes civis-militares) são histórias subalternas como as dos povos colonizados, dos negros e das mulheres, que não têm voz nos registros oficiais – quase sempre atrelados (...) às fontes de poder.


(LEMOS, Caroline Murta. A violência institucional do terrorismo de Estado e suas materialidades: por uma Arqueologia da Repressão e da Resistência. In ROSIGNOLI, Bruno; et al. (Orgs.). Arqueología de la dictadura en Latinoamérica y Europa. Oxford: BAR, 2020.)



Com base no trecho acima, é corretor afirmar que a Arqueologia
Alternativas
Q2477580 Arqueologia
Leia o texto que fala sobre técnicas de preparo do solo para a agricultura na Península Ibérica durante o período romano.


Cacos de cerâmica são adicionados aos solos para melhorar a porosidade (número e uniformidade dos poros) e o grau de permeabilidade e drenagem. Desta forma, os solos tornam-se capazes de reter ar (solos porosos contribuem para oxigenar as raízes) e água para dissolver elementos minerais para alimentar as plantas, permitindo a proliferação de microrganismos aeróbios. A porosidade também facilita a filtragem da água, evitando assim a asfixia ou o enfraquecimento das raízes das plantas). Existem paralelos em sociedades pré-industriais nas quais os solos foram deliberadamente modificados pela adição de fragmentos e material orgânico, como a terra preta na Amazônia.

(GARCÍA SÁNCHEZ, Jesús. Roman Peasantry, Spatial Archaeology, and Off-site Surveys in Hispania. In BERMEJO TIRADO, Jesús; GRAU MIRA, Ignasi (Eds.). The Archaeology of Peasantry in Roman Spain. Berlin and Boston: De Gruyter, 2022.)



No trecho, o autor traça um paralelo entre as práticas agrícolas da Antiguidade romana e as amazônicas. Sobre o tema, é correto afirmar:
Alternativas
Q2477579 Legislação Estadual
Leia o texto.

Distante cerca de 80 quilômetros (km) a noroeste de Cuiabá, o município mato-grossense de Jangada está colado ao centro geográfico da América do Sul. (...) Em um abrigo sob rochas de difícil acesso, situado em um vale na parte sudeste da cadeia de montanhas, dois paredões calcários preservam um pedaço pouco conhecido da pré-história do Brasil e das Américas. Entre 1984 e 2004, o casal de arqueólogos Denis Vialou e Águeda Vilhena Vialou, do Museu Nacional de História Natural da França, coordenou escavações em duas áreas contíguas de 80 metros quadrados desse refúgio rupestre e encontrou indícios de que o homem moderno teria habitado a região em dois momentos: por volta de 27 mil anos e entre 12 mil e 2 mil anos atrás. (...) O material obtido em Santa Elina está guardado no Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade de São Paulo (MAE-USP), onde o casal de arqueólogos dá aulas durante dois meses por ano como professores convidados.

(PIVETA, Marcos. Homo sapiens no centro da América do Sul. Pesquisa FAPESP, n° 259, 2017.)


Materiais escavados no sítio de Santa Elina encontram-se armazenados em São Paulo. De acordo com a Lei n° 7.782/2002 do Estado de Mato Grosso, novos materiais arqueológicos escavados 
Alternativas
Q2477578 Arqueologia
Nos termos da Portaria n° 375/2018, o IPHAN realizará a Proteção de bens culturais materiais com determinadas finalidades. Acerca dessas finalidades, considere:

I. Evitar a descaracterização, deterioração ou destruição de bens culturais materiais.

II. Impedir a evasão de bens culturais materiais móveis.

III. Assegurar a internacionalização do patrimônio arqueológico através de políticas de empréstimos de patrimônio a instituições de outros países.

IV. Garantir à sociedade o direito de conhecer, interpretar e interagir com os bens culturais materiais.



São finalidades estabelecidas pela portaria do IPHAN:
Alternativas
Q2477577 Arqueologia
Em caso de uma expedição ou missão estrangeira de Arqueologia no país é
Alternativas
Q2477576 Arqueologia
Leia o texto.

(...) convém utilizar as informações textuais e os dados arqueológicos como complementares, podendo ambos conter indicações que se confirmem ou estejam em desacordo, cabendo ao estudioso explorar tanto as convergências como as possíveis diferenças. Dessa forma, pode-se esclarecer melhor tanto o sentido das evidências materiais quanto os mecanismos ideológicos ocultos nas informações escritas.

(FUNARI, Pedro Paulo. Arqueologia. São Paulo: Contexto, 2022.)


Sobre o uso combinado de fontes textuais e arqueológicas para o estudo dos chamados períodos históricos, é correto afirmar:
Alternativas
Q2477574 Arqueologia
Leia o texto.


(...) os dados obtidos até o momento [na Arqueologia do Pantanal] permitem inferir que a trajetória histórica e cultural da ocupação indígena na região é longa, diversa e complexa. Desde a chegada dos caçadores-coletores no Pleistoceno, muitas transformações culturais ocorreram entre as populações indígenas que se assentaram na região. Entre essas, destacam-se o estabelecimento dos caçadores-coletores, a consolidação dos povos ceramistas no Pantanal, a expansão das populações culturalmente originadas no Brasil Central e na Amazônia, a configuração do mosaico cultural registrado a partir do século XVI e os impactos do colonialismo.

(BESPALEZ, Eduardo. Arqueologia e história indígena no Pantanal. Estudos Avançados, vol. 29, n° 83, 2015.)


Com base nesse trecho, sobre a Arqueologia do Pantanal, é correto afirmar:
Alternativas
Q2477573 Arqueologia
Leia o texto abaixo.


Embora a domesticação costume ser requisito para a emergência da agricultura, seria errado tomá-las como sinônimos. Na América do Sul, o registro arqueológico das terras baixas, principalmente da Amazônia, parece mostrar vários exemplos em que a domesticação não precedeu a emergência da agricultura. Ao contrário, no caso da Amazônia, deve-se notar como algumas das plantas mais importantes que compõem a dieta atual e pretérita dos povos indígenas da região sequer foram domesticadas.

(NEVES, Eduardo Góes. Sob os tempos do equinócio: oito mil anos de história na Amazônia Central. São Paulo: Ubu, EDUSP, 2022.)


Com base nas informações presentes no trecho citado, é correto afirmar que as pesquisas arqueológicas realizadas na Amazônia ao longo das últimas décadas
Alternativas
Q2477571 Arqueologia
Leia o texto.


A arqueologia é uma ciência social no sentido de que ela procura explicar o que aconteceu a um grupo específico de seres humanos no passado e fazer generalizações a respeito do processo de mudança cultural. Porém, ao contrário dos etnólogos, dos geógrafos, dos sociólogos, dos cientistas políticos e dos economistas, os arqueólogos não podem observar o comportamento da população que eles estudam; ao contrário dos historiadores, também não têm, na maioria dos casos, acesso direto ao pensamento dessa gente registrado em textos escritos.

(TRIGGER, Bruce. História do Pensamento Arqueológico. São Paulo: Editora Odysseus, 2004 [1989].)

No que diz respeito à especificidade da Arqueologia no seio de outras ciências sociais, é correto afirmar que, frequentemente, 
Alternativas
Respostas
121: A
122: C
123: A
124: C
125: A
126: B
127: C
128: D
129: A
130: B
131: C
132: A
133: C
134: C
135: D
136: A
137: B
138: C
139: A
140: B