Questões de Concurso Comentadas para médico

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Ano: 2026 Banca: Instituto Fênix Órgão: Prefeitura de Campo Alegre - SC Provas: Instituto Fênix - 2026 - Prefeitura de Campo Alegre - SC - Advogado | Instituto Fênix - 2026 - Prefeitura de Campo Alegre - SC - Agente Administrativo III | Instituto Fênix - 2026 - Prefeitura de Campo Alegre - SC - Analista de Administração e Tecnologia da Informação | Instituto Fênix - 2026 - Prefeitura de Campo Alegre - SC - Analista de Suporte e Infraestrutura de Tecnologia da Informação | Instituto Fênix - 2026 - Prefeitura de Campo Alegre - SC - Arquiteto | Instituto Fênix - 2026 - Prefeitura de Campo Alegre - SC - Engenheiro/Engenheiro Civil | Instituto Fênix - 2026 - Prefeitura de Campo Alegre - SC - Engenheiro/Engenheiro Agrônomo | Instituto Fênix - 2026 - Prefeitura de Campo Alegre - SC - Engenheiro Sanitarista | Instituto Fênix - 2026 - Prefeitura de Campo Alegre - SC - Farmacêutico | Instituto Fênix - 2026 - Prefeitura de Campo Alegre - SC - Fisioterapeuta | Instituto Fênix - 2026 - Prefeitura de Campo Alegre - SC - Assistente Social | Instituto Fênix - 2026 - Prefeitura de Campo Alegre - SC - Contador | Instituto Fênix - 2026 - Prefeitura de Campo Alegre - SC - Educador Social | Instituto Fênix - 2026 - Prefeitura de Campo Alegre - SC - Enfermeiro | Instituto Fênix - 2026 - Prefeitura de Campo Alegre - SC - Engenheiro Ambiental | Instituto Fênix - 2026 - Prefeitura de Campo Alegre - SC - Fonoaudiólogo | Instituto Fênix - 2026 - Prefeitura de Campo Alegre - SC - Instrutor de Educação Física | Instituto Fênix - 2026 - Prefeitura de Campo Alegre - SC - Médico II | Instituto Fênix - 2026 - Prefeitura de Campo Alegre - SC - Médico Veterinário | Instituto Fênix - 2026 - Prefeitura de Campo Alegre - SC - Nutricionista | Instituto Fênix - 2026 - Prefeitura de Campo Alegre - SC - Psicólogo | Instituto Fênix - 2026 - Prefeitura de Campo Alegre - SC - Terapeuta Ocupacional |
Q4065733 Português
Farofa, a comida mestiça que está na mesa dos pobres e dos ricos



       Eu vou saudar a farofa! Ela nunca exige protagonismo. Está ali, na beirada do prato, como quem não quer chamar atenção, mas, silenciosamente, sustenta toda a estrutura da refeição. Tire a farofa da mesa e logo surge um desconforto, uma ausência que ninguém consegue nomear, mas todos sentem. Ela tem a estranha virtude dos coadjuvantes indispensáveis.
      As raízes da farofa estão na mandioca, planta domesticada pelos povos originários muito antes de qualquer europeu sonhar em atravessar oceanos. A farinha de mandioca, assim, se tornou não só base alimentar, mas também uma herança cultural. E sim, já existia ali uma espécie de farofa — farinha tostada na gordura da caça, enriquecida com pedaços de peixe, raízes, frutas ou ervas locais.
       Depois veio o choque da colonização. Junto dele, a presença forçada dos africanos, sequestrados de suas terras, que trouxeram para a cozinha brasileira um repertório de técnicas e sabores que mudou tudo. Na mistura ameríndia, entraram as gorduras generosas, os miúdos, as carnes defumadas, as cebolas dourando, o dendê, as especiarias. A cozinha virou espaço de resistência, de criação, de memória e de reinvenção.
     Sérgio Buarque fala que as famílias do interior colonial torravam todos os dias sua mandioca. Era uma “fineza da terra”, uma sofisticação em meio agreste e rude. Ela viaja no alforje bandeirante e acompanha a lida do gado. Sobrevive a viagens. Misturada ao charque, alimenta a colônia.
    Os portugueses, sempre pragmáticos, se adaptaram. Sem trigo para o pão, adotaram a farinha de mandioca como substituto. Trouxeram carnes curadas, embutidos, métodos de charcutaria, e acrescentaram novas camadas a esse prato que nunca se apresenta como prato.
      O curioso é que, apesar de carregar toda essa história, a farofa nunca pede palco. Está ali para servir, para acompanhar, para dar sentido ao conjunto. Ninguém recebe apenas com um prato de farofa, mas fica uma lacuna se ela desaparecer.
      E há, talvez, algo de profundamente brasileiro nisso. A farofa é, por definição, a comida mestiça, da adaptação, da criatividade. É improviso! É nacional e local. Sai do solo como mandioca/macaxeira/aipim. Torna-se uma “poupança enterrada” que pode ser sacada quando necessária. Diferente de uma fruta que amadurece e exige ser colhida imediatamente, a raiz da mandioca dorme, engrossa e anuncia que aguardará semanas, meses, anos até ser resgatada e saciar fome.
     Geógrafos deterministas dizem que milho e arroz geram Estado e burocracia. A mandioca é mais libertadora de estruturas políticas complexas.
       Ela está na mesa do pobre e do rico. No almoço apressado da obra, surge da farinha tostada com um pouco de sal e gordura. No restaurante estrelado, esconde-se sob a alcunha de “farofa de panko com manteiga trufada e castanhas”. Ela circula com a mesma desenvoltura no churrasco de esquina e no brunch gourmet. Pode ser feita com ovo (adoro!), banana, bacon, torresmo, cebola, carne-seca, cogumelo, amêndoas ou até daquela última bolacha esquecida no fundo do armário. O século dezenove adorava com banha de porco, mas incorpora bem a manteiga e o azeite de oliva. Metamorfose absoluta: aumenta o que é pouco, engrossa o que é ralo e esfria o que é quente. É um signo aberto em plena mesa.
       A farinha funciona com o luxo e com a escassez. A farofa não julga. Ela aceita o que há. Vive do que sobra. Sobrevive do que se oferece. E, ainda assim, nunca é menos. Ela contraria o zelo nutricional. Você pegou arroz e batatas? Nada como uma farofinha por cima para unir de forma harmoniosa a cota de carboidratos. Engordou? O culpado será o pudim e a batata frita. A farofa é inimputável. A barriga sempre será de “chope”, jamais de mandioca. A farofa é única e autoral. Ela nunca sai igual, porque nunca somos os mesmos.
     A farofa é Heráclito puro: tudo flui ou se esfarela... Cada farofa é uma fotografia daquele dia, uma digital irrepetível. É feita do que tinha, de quem estava, de como a vida se apresentou naquela hora. Talvez seja como o vinho. Cada safra carrega o clima, a terra, o tempo, a mão do produtor, o jeito da uva naquele ano. E é justamente isso que torna cada garrafa única. Assim também é a farofa. Nunca se repete. E, por isso, é tão especial.
     No fim, como a vida, farofa não tem receita. E talvez essa seja a beleza única da planta. No fundo, a vida é feita disso. De memória, de afeto e de esperança. Esperança de que, enquanto houver gente, haverá também farofa. E que, afinal, todos somos “farofeiros da vida” – improvisando, sobrevivendo, rindo e despejando colheradas da deliciosa farofa sobre o prato. Comida é afeto e cultura. Vai uma farofinha no seu domingo?


Autor: Leandro Karnal - Estadão (adaptado).
No texto, a farofa é construída como elemento aparentemente secundário, mas dotado de forte densidade cultural e simbólica. Essa construção interpretativa se sustenta sobretudo porque o autor:
Alternativas
Q4065312 Legislação dos Municípios do Estado do Rio Grande do Sul
Sabe-se que casos de incontinência pública e conduta escandalosa, ofensa física contra qualquer pessoa, cometida em serviço, salvo em legítima defesa, e aplicação irregular de dinheiro público podem levar à aplicação da pena de demissão a servidor. Assim, quantos dos seguintes itens apresentam exemplos previstos no Regime Jurídico dos Servidores Públicos do Município que também levam à penalização de demissão aos servidores? I. Revelação de segredo apropriado em razão do cargo; II. Inassiduidade ou impontualidade eventuais; III. Indisciplina ou insubordinação, mesmo que leves ou pontuais.
Alternativas
Q4065311 Direito Administrativo

Analise as partes que seguem acerca das penalidades, de acordo com o Regime Jurídico dos Servidores Públicos do Município: Na aplicação das penalidades, não serão consideradas a natureza e a gravidade da infração cometida e os danos que dela provierem para o serviço público (1ª parte), assim como circunstâncias agravantes ou atenuantes e antecedentes, visto não haver qualquer correlação possível (2ª parte).


Acerca das partes, pode-se afirmar que:

Alternativas
Q4065310 Direito Administrativo
Analise o texto a seguir, conforme o que dispõe o Regime Jurídico dos Servidores Públicos do Município:
É lícito ao servidor criticar atos do Poder Público do ponto de vista doutrinário ou da organização do serviço, em trabalho assinado, respondendo, porém, civil ou criminalmente na forma da legislação aplicável, sempre.
Acerca do texto, pode-se afirmar que ele está:
Alternativas
Q4065309 Direito Administrativo

Assim como exercer com zelo e dedicação as atribuições do cargo e ter lealdade às instituições a que servir, pode-se afirmar que atender com presteza também é um dos deveres do servidor, conforme Regime Jurídico dos Servidores Públicos do Município. Nesse sentido, o atendimento com presteza se estende:



I. A expedição de certidões requeridas para defesa de direito ou esclarecimento de situações de interesse pessoal.


II. Ao público em geral, prestando as informações requeridas, ressalvadas as protegidas por sigilo.


III. As requisições para a defesa da Fazenda Pública.



Estão CORRETAS:

Alternativas
Q4065308 Direito Administrativo
Conforme dispõe o Regime Jurídico dos Servidores Públicos do Município, pode-se afirmar que o direito de reclamação administrativa prescreve, salvo disposição legal em contrário, em quanto tempo, quanto aos atos de demissão e de cassação de aposentadoria ou disponibilidade, ou que afetem interesse patrimonial e créditos resultantes de diferenças remuneratórias não pagas?
Alternativas
Q4065307 Direito Constitucional
O servidor efetivo, filiado a regime próprio de previdência social, será aposentado voluntariamente aos sessenta e dois anos de idade, se mulher, e em qual idade, se homem, sendo observados o tempo de contribuição e os demais requisitos estabelecidos em lei complementar, conforme a Lei Orgânica?
Alternativas
Q4065305 Direito Constitucional

A Lei Orgânica traz que os subsídios dos Secretários Municipais ou ocupantes de cargos da mesma natureza serão fixados dentro dos limites e critérios estabelecidos na Constituição Federal e na Lei Orgânica. Os Secretários Municipais ou ocupantes de cargos da mesma natureza terão direito a décimo terceiro salário e ___________ anuais de trinta dias, ______ prejuízo dos subsídios.


Preenche, CORRETA e respectivamente, as lacunas:

Alternativas
Q4065303 Legislação dos Municípios do Estado do Rio Grande do Sul
A Câmara de Vereadores, observado o disposto na Lei Orgânica, compete elaborar seu Regimento Interno, dispondo sobre sua organização, provimento de cargos, seus serviços e, especialmente sobre, por exemplo, o previsto em quantos dos seguintes itens? I. Eleição da Mesa, sua composição e suas atribuições; II. Número de reuniões mensais; III. Comissões.
Alternativas
Q4065302 Noções de Informática

No uso do sistema operacional Windows 11, servidores públicos frequentemente recorrem ao Explorador de Arquivos para organizar, localizar e visualizar documentos e pastas de trabalho. Esse recurso oferece diferentes modos de exibição dos itens, que alteram a forma como os arquivos são apresentados na tela. Considerando essas configurações, analise as partes:



(1ª parte): No modo de exibição Lista, os nomes dos arquivos são apresentados em formato compacto, geralmente ocupando uma única linha por item.


(2ª parte): A exibição no modo Ícones pequenos faz com que os nomes dos arquivos e pastas sejam quebrados automaticamente em múltiplas linhas para melhor adaptação do espaço disponível na janela.



Pode-se afirmar que:

Alternativas
Q4065301 Noções de Informática
No desempenho de atividades administrativas, um servidor utiliza o Google Chrome para acessar diversos sistemas institucionais. Ao identificar uma página estratégica que deverá ser consultada recorrentemente, ele busca um procedimento imediato, direto e sem navegação por menus, que permita seu salvamento para acesso futuro. Considerando as funcionalidades do navegador, assinale a alternativa que apresenta o procedimento MAIS ADEQUADO nessa situação. 
Alternativas
Q4065300 Noções de Informática
No contexto das rotinas administrativas, servidores públicos frequentemente utilizam navegadores de internet, como o Google Chrome, para acesso a sistemas institucionais e consulta a informações online, podendo recorrer ao modo de navegação anônima. Considerando as características e limitações desse recurso, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q4065299 Noções de Informática

Ao clicar no ícone de Configurações no Menu Iniciar do Windows 11, é exibida a tela Início, que concentra informações gerais do dispositivo, status do sistema e acessos rápidos a configurações frequentemente utilizadas. Com base nessa tela, analise as assertivas que seguem, julgando-as V, se Verdadeiras, ou F, se Falsas:



( ) Uma das informações exibidas é o Windows Update, com indicação da última verificação realizada.


( ) A tela Início oferece funcionalidade para download e instalação de programas no computador.


( ) Nessa tela, é exibido o status da conexão de rede em uso, indicando se o dispositivo está conectado e a condição da conexão.



Qual alternativa preenche, CORRETAMENTE, de cima para baixo, os parênteses acima?

Alternativas
Q4065298 Noções de Informática

No Microsoft Word 365, os recursos de formatação permitem alterar o plano de fundo do documento e destacar trechos de texto, influenciando sua apresentação visual. Considerando o uso dos recursos Cor da Página e Sombreamento, analise as assertivas a seguir:



I. O recurso Cor da Página aplica-se a todo o documento independentemente de qualquer seleção prévia de texto, enquanto o Sombreamento somente pode ser utilizado mediante a seleção de um trecho do texto.


II. Os recursos Cor da Página e Sombreamento promovem o ajuste automático da cor da fonte, de modo a garantir contraste adequado com o fundo aplicado, independentemente da tonalidade escolhida.



Acerca das assertivas, pode-se afirmar que:

Alternativas
Q4065291 Português

Para responder à questão, leia o texto abaixo.


Energias renováveis no contexto do desenvolvimento de cidades sustentáveis


Atualmente, 61% da população brasileira (lBGE, 2023) e 56% da mundial residem em áreas urbanas, com previsão de aumento para 68% até 2050 (Un-Habitat, 2023). Nesse contexto, as cidades tornam-se centrais no debate sobre o desenvolvimento sustentável, envolvendo dimensões econômicas, sociais e ambientais.

A preocupação com o desenvolvimento de cidades sustentáveis tem sido central nas discussões e práticas gerenciais, especialmente nas políticas públicas. Gestores enfrentam desafios complexos para promover a sustentabilidade urbana, sendo necessários novos arranjos institucionais, políticos, tecnológicos e econômicos para atender ao paradigma da sustentabilidade.

Uma cidade sustentável possui um caráter utópico e multifacetado. É utópico, pois exige mudanças profundas de comportamento na sociedade, exigindo grande esforço sem garantias de resultado. É multifacetado, pois diferentes campos de conhecimento têm entendimentos distintos sobre uma cidade sustentável.

Uma cidade sustentável deve oferecer qualidade de vida aos seus habitantes, atendendo necessidades tecnológicas, culturais, políticas e ambientais, sem comprometer o desenvolvimento econômico no longo prazo. Assim, esse pode ser visto como um processo contínuo, retroalimentado por seus habitantes, que integra objetivos sociais, ambientais e econômicos da cidade.

A concepção de cidades sustentáveis enfrenta diversos desafios. O primeiro é a conciliação entre a lógica sustentável e o processo de urbanização. Embora a urbanização possa promover o desenvolvimento sustentável por meio do crescimento econômico, melhorar a moradia, o meio ambiente e diminuir a condição de pobreza, também pode restringi-lo ao fomentar o consumo excessivo e gerar um distanciamento socioecológico.

Nos países emergentes do Sul Global, os desafios das cidades englobam a inclusão, especialmente de grupos minoritários, além de questões básicas como moradia digna, criminalidade, crescimento desordenado e transporte. Esse cenário contrasta com as cidades do Norte Global, que se concentram mais nas questões ambientais.

Outro aspecto conflituoso nessa discussão são as divergências entre as formulações teóricas e a proposta de práticas de intervenção, tendo como dilema o compromisso dos gestores públicos na formulação e implementação de políticas públicas adequadas para a condução da sustentabilidade nas cidades, considerando o seu contexto.

Com o intuito de elencar, de maneira ampla, algumas diretrizes para o desenvolvimento de cidades sustentáveis, teóricos propuseram princípios para a cidade sustentável que podem ser observados no planejamento e na gestão urbana, sem perder de vista o apelo ao desenvolvimento sustentável: educação sustentável, energias renováveis, eficiência energética, construções sustentáveis, transportes sustentáveis, desperdício de alimentos, acomodação do crescimento populacional, segurança da água, gestão dos recursos naturais e meio ambiente.

Os princípios indicados reforçam a multiplicidade de frentes para estabelecer uma cidade sustentável, evidenciando a inter-relação entre as dimensões tecnológicas e sociais, muitas vezes mediada pela gestão pública. Assim, o planejamento urbano assume um papel fundamental na delimitação e implementação de políticas e práticas voltadas à sustentabilidade, conciliando tecnologia e cenário social.


Adaptado de: BENVINDO, J. dos S. et. al. Energias renováveis no contexto do desenvolvimento de cidades sustentáveis: Uma análise do Plano Fortaleza 2040. Cad. Gest. Pública Cid., São Paulo, v.31, n.2, 2026.

Considere a frase abaixo, extraída do texto, e analise as assertivas que a sucedem, à luz de aspectos fonológicos, morfológicos e sintáticos da Língua Portuguesa:


Gestores enfrentam desafios complexos para promover a sustentabilidade urbana, ...



I. promover pertence à terceira conjugação, uma vez que se relaciona semanticamente ao sujeito Gestores.


II. Em complexos, a letra x representa a sequência fonêmica /ks/, correspondendo a dois fonemas consonantais.


III. O vocábulo urbana cumpre função adjetiva, por atribuir característica ao substantivo sustentabilidade..



Está CORRETO o que se afirma em

Alternativas
Q4065288 Português

Para responder à questão, leia o texto abaixo.


Energias renováveis no contexto do desenvolvimento de cidades sustentáveis


Atualmente, 61% da população brasileira (lBGE, 2023) e 56% da mundial residem em áreas urbanas, com previsão de aumento para 68% até 2050 (Un-Habitat, 2023). Nesse contexto, as cidades tornam-se centrais no debate sobre o desenvolvimento sustentável, envolvendo dimensões econômicas, sociais e ambientais.

A preocupação com o desenvolvimento de cidades sustentáveis tem sido central nas discussões e práticas gerenciais, especialmente nas políticas públicas. Gestores enfrentam desafios complexos para promover a sustentabilidade urbana, sendo necessários novos arranjos institucionais, políticos, tecnológicos e econômicos para atender ao paradigma da sustentabilidade.

Uma cidade sustentável possui um caráter utópico e multifacetado. É utópico, pois exige mudanças profundas de comportamento na sociedade, exigindo grande esforço sem garantias de resultado. É multifacetado, pois diferentes campos de conhecimento têm entendimentos distintos sobre uma cidade sustentável.

Uma cidade sustentável deve oferecer qualidade de vida aos seus habitantes, atendendo necessidades tecnológicas, culturais, políticas e ambientais, sem comprometer o desenvolvimento econômico no longo prazo. Assim, esse pode ser visto como um processo contínuo, retroalimentado por seus habitantes, que integra objetivos sociais, ambientais e econômicos da cidade.

A concepção de cidades sustentáveis enfrenta diversos desafios. O primeiro é a conciliação entre a lógica sustentável e o processo de urbanização. Embora a urbanização possa promover o desenvolvimento sustentável por meio do crescimento econômico, melhorar a moradia, o meio ambiente e diminuir a condição de pobreza, também pode restringi-lo ao fomentar o consumo excessivo e gerar um distanciamento socioecológico.

Nos países emergentes do Sul Global, os desafios das cidades englobam a inclusão, especialmente de grupos minoritários, além de questões básicas como moradia digna, criminalidade, crescimento desordenado e transporte. Esse cenário contrasta com as cidades do Norte Global, que se concentram mais nas questões ambientais.

Outro aspecto conflituoso nessa discussão são as divergências entre as formulações teóricas e a proposta de práticas de intervenção, tendo como dilema o compromisso dos gestores públicos na formulação e implementação de políticas públicas adequadas para a condução da sustentabilidade nas cidades, considerando o seu contexto.

Com o intuito de elencar, de maneira ampla, algumas diretrizes para o desenvolvimento de cidades sustentáveis, teóricos propuseram princípios para a cidade sustentável que podem ser observados no planejamento e na gestão urbana, sem perder de vista o apelo ao desenvolvimento sustentável: educação sustentável, energias renováveis, eficiência energética, construções sustentáveis, transportes sustentáveis, desperdício de alimentos, acomodação do crescimento populacional, segurança da água, gestão dos recursos naturais e meio ambiente.

Os princípios indicados reforçam a multiplicidade de frentes para estabelecer uma cidade sustentável, evidenciando a inter-relação entre as dimensões tecnológicas e sociais, muitas vezes mediada pela gestão pública. Assim, o planejamento urbano assume um papel fundamental na delimitação e implementação de políticas e práticas voltadas à sustentabilidade, conciliando tecnologia e cenário social.


Adaptado de: BENVINDO, J. dos S. et. al. Energias renováveis no contexto do desenvolvimento de cidades sustentáveis: Uma análise do Plano Fortaleza 2040. Cad. Gest. Pública Cid., São Paulo, v.31, n.2, 2026.

No período É multifacetado, pois diferentes campos de conhecimento têm entendimentos distintos sobre uma cidade sustentável, o conectivo pois estabelece uma relação semântica específica entre as orações. Considerando o funcionamento discursivo desse conector e as possibilidades de reescrita do período, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q4065286 Geografia

Para responder à questão, leia o texto abaixo.


Energias renováveis no contexto do desenvolvimento de cidades sustentáveis


Atualmente, 61% da população brasileira (lBGE, 2023) e 56% da mundial residem em áreas urbanas, com previsão de aumento para 68% até 2050 (Un-Habitat, 2023). Nesse contexto, as cidades tornam-se centrais no debate sobre o desenvolvimento sustentável, envolvendo dimensões econômicas, sociais e ambientais.

A preocupação com o desenvolvimento de cidades sustentáveis tem sido central nas discussões e práticas gerenciais, especialmente nas políticas públicas. Gestores enfrentam desafios complexos para promover a sustentabilidade urbana, sendo necessários novos arranjos institucionais, políticos, tecnológicos e econômicos para atender ao paradigma da sustentabilidade.

Uma cidade sustentável possui um caráter utópico e multifacetado. É utópico, pois exige mudanças profundas de comportamento na sociedade, exigindo grande esforço sem garantias de resultado. É multifacetado, pois diferentes campos de conhecimento têm entendimentos distintos sobre uma cidade sustentável.

Uma cidade sustentável deve oferecer qualidade de vida aos seus habitantes, atendendo necessidades tecnológicas, culturais, políticas e ambientais, sem comprometer o desenvolvimento econômico no longo prazo. Assim, esse pode ser visto como um processo contínuo, retroalimentado por seus habitantes, que integra objetivos sociais, ambientais e econômicos da cidade.

A concepção de cidades sustentáveis enfrenta diversos desafios. O primeiro é a conciliação entre a lógica sustentável e o processo de urbanização. Embora a urbanização possa promover o desenvolvimento sustentável por meio do crescimento econômico, melhorar a moradia, o meio ambiente e diminuir a condição de pobreza, também pode restringi-lo ao fomentar o consumo excessivo e gerar um distanciamento socioecológico.

Nos países emergentes do Sul Global, os desafios das cidades englobam a inclusão, especialmente de grupos minoritários, além de questões básicas como moradia digna, criminalidade, crescimento desordenado e transporte. Esse cenário contrasta com as cidades do Norte Global, que se concentram mais nas questões ambientais.

Outro aspecto conflituoso nessa discussão são as divergências entre as formulações teóricas e a proposta de práticas de intervenção, tendo como dilema o compromisso dos gestores públicos na formulação e implementação de políticas públicas adequadas para a condução da sustentabilidade nas cidades, considerando o seu contexto.

Com o intuito de elencar, de maneira ampla, algumas diretrizes para o desenvolvimento de cidades sustentáveis, teóricos propuseram princípios para a cidade sustentável que podem ser observados no planejamento e na gestão urbana, sem perder de vista o apelo ao desenvolvimento sustentável: educação sustentável, energias renováveis, eficiência energética, construções sustentáveis, transportes sustentáveis, desperdício de alimentos, acomodação do crescimento populacional, segurança da água, gestão dos recursos naturais e meio ambiente.

Os princípios indicados reforçam a multiplicidade de frentes para estabelecer uma cidade sustentável, evidenciando a inter-relação entre as dimensões tecnológicas e sociais, muitas vezes mediada pela gestão pública. Assim, o planejamento urbano assume um papel fundamental na delimitação e implementação de políticas e práticas voltadas à sustentabilidade, conciliando tecnologia e cenário social.


Adaptado de: BENVINDO, J. dos S. et. al. Energias renováveis no contexto do desenvolvimento de cidades sustentáveis: Uma análise do Plano Fortaleza 2040. Cad. Gest. Pública Cid., São Paulo, v.31, n.2, 2026.

No conjunto de diretrizes voltadas ao desenvolvimento de cidades sustentáveis, são elencados princípios que orientam o planejamento e a gestão urbana sob uma perspectiva integrada. Diante disso, assinale a alternativa que apresenta um princípio NÃO contemplado nesse conjunto. 
Alternativas
Q4065283 Português

Para responder à questão, leia o texto abaixo.


Energias renováveis no contexto do desenvolvimento de cidades sustentáveis


Atualmente, 61% da população brasileira (lBGE, 2023) e 56% da mundial residem em áreas urbanas, com previsão de aumento para 68% até 2050 (Un-Habitat, 2023). Nesse contexto, as cidades tornam-se centrais no debate sobre o desenvolvimento sustentável, envolvendo dimensões econômicas, sociais e ambientais.

A preocupação com o desenvolvimento de cidades sustentáveis tem sido central nas discussões e práticas gerenciais, especialmente nas políticas públicas. Gestores enfrentam desafios complexos para promover a sustentabilidade urbana, sendo necessários novos arranjos institucionais, políticos, tecnológicos e econômicos para atender ao paradigma da sustentabilidade.

Uma cidade sustentável possui um caráter utópico e multifacetado. É utópico, pois exige mudanças profundas de comportamento na sociedade, exigindo grande esforço sem garantias de resultado. É multifacetado, pois diferentes campos de conhecimento têm entendimentos distintos sobre uma cidade sustentável.

Uma cidade sustentável deve oferecer qualidade de vida aos seus habitantes, atendendo necessidades tecnológicas, culturais, políticas e ambientais, sem comprometer o desenvolvimento econômico no longo prazo. Assim, esse pode ser visto como um processo contínuo, retroalimentado por seus habitantes, que integra objetivos sociais, ambientais e econômicos da cidade.

A concepção de cidades sustentáveis enfrenta diversos desafios. O primeiro é a conciliação entre a lógica sustentável e o processo de urbanização. Embora a urbanização possa promover o desenvolvimento sustentável por meio do crescimento econômico, melhorar a moradia, o meio ambiente e diminuir a condição de pobreza, também pode restringi-lo ao fomentar o consumo excessivo e gerar um distanciamento socioecológico.

Nos países emergentes do Sul Global, os desafios das cidades englobam a inclusão, especialmente de grupos minoritários, além de questões básicas como moradia digna, criminalidade, crescimento desordenado e transporte. Esse cenário contrasta com as cidades do Norte Global, que se concentram mais nas questões ambientais.

Outro aspecto conflituoso nessa discussão são as divergências entre as formulações teóricas e a proposta de práticas de intervenção, tendo como dilema o compromisso dos gestores públicos na formulação e implementação de políticas públicas adequadas para a condução da sustentabilidade nas cidades, considerando o seu contexto.

Com o intuito de elencar, de maneira ampla, algumas diretrizes para o desenvolvimento de cidades sustentáveis, teóricos propuseram princípios para a cidade sustentável que podem ser observados no planejamento e na gestão urbana, sem perder de vista o apelo ao desenvolvimento sustentável: educação sustentável, energias renováveis, eficiência energética, construções sustentáveis, transportes sustentáveis, desperdício de alimentos, acomodação do crescimento populacional, segurança da água, gestão dos recursos naturais e meio ambiente.

Os princípios indicados reforçam a multiplicidade de frentes para estabelecer uma cidade sustentável, evidenciando a inter-relação entre as dimensões tecnológicas e sociais, muitas vezes mediada pela gestão pública. Assim, o planejamento urbano assume um papel fundamental na delimitação e implementação de políticas e práticas voltadas à sustentabilidade, conciliando tecnologia e cenário social.


Adaptado de: BENVINDO, J. dos S. et. al. Energias renováveis no contexto do desenvolvimento de cidades sustentáveis: Uma análise do Plano Fortaleza 2040. Cad. Gest. Pública Cid., São Paulo, v.31, n.2, 2026.

Com base nas ideias do texto, assinale a alternativa que MELHOR EXPLICITA um dos principais dilemas associados à implementação de cidades sustentáveis.
Alternativas
Q4057419 Segurança e Saúde no Trabalho
De acordo com a NR-05, é vedada a dispensa arbitrária, ou sem justa causa, do empregado eleito para cargo de direção de Comissões Internas de Prevenção de Acidentes (CIPAs) desde o(a):
Alternativas
Q4057418 Medicina
Durante a realização de exames periódicos numa indústria, o Médico do Trabalho faz um diagnóstico de nefropatia tóxica. No que se refere ao diagnóstico definitivo dessa patologia, podemos afirmar que ele pode ser feito:
I. através da realização de ultrassom de rim e vias urinárias. II. somente após a exclusão de outras possíveis causas de nefropatia. III. através de estudo radiográfico com contraste das vias urinárias.
Assinale a alternativa CORRETA:
Alternativas
Respostas
2221: C
2222: B
2223: C
2224: C
2225: B
2226: D
2227: A
2228: D
2229: D
2230: A
2231: D
2232: B
2233: A
2234: C
2235: C
2236: C
2237: A
2238: D
2239: C
2240: B