Questões de Concurso Comentadas para médico veterinário

Foram encontradas 21.169 questões

Resolva questões gratuitamente!

Junte-se a mais de 4 milhões de concurseiros!

Q2712277 Português

Texto para as questões 11,12, 13, 14 e 15.


PENSAR É TRANSGREDIR


1------Não lembro em que momento percebi que viver deveria ser uma permanente reinvenção de nós mesmos — para não

2--morrermos soterrados na poeira da banalidade embora pareça que ainda estamos vivos.

3------Mas compreendi, num lampejo: então é isso, então é assim. Apesar dos medos, convém não ser demais fútil nem demais

4--acomodada. Algumas vezes é preciso pegar o touro pelos chifres, mergulhar para depois ver o que acontece: porque a vida não

5--tem de ser sorvida como uma taça que se esvazia, mas como o jarro que se renova a cada gole bebido.

6------Para reinventar-se é preciso pensar: isso aprendi muito cedo.

7------Apalpar, no nevoeiro de quem somos, algo que pareça uma essência: isso, mais ou menos, sou eu. Isso é o que eu queria

8--ser, acredito ser, quero me tornar ou já fui. Muita inquietação por baixo das águas do cotidiano. Mais cômodo seria ficar com o

9--travesseiro sobre a cabeça e adotar o lema reconfortante: "Parar pra pensar, nem pensar!

10------[...]

LUFT. Lya. Pensar é transgredir. Rio de Janeiro: Record, 2005. p.21. (Fragmento)

Baseado na análise de “Pensar é transgredir”, título e texto, assinale a alternativa INCORRETA sobre o texto.

Alternativas
Q2712274 Português

Leia o texto a seguir, para responder às questões 7 e 8.


O isopor dela foi parar no “lixão”


1____Depois de liderar uma campanha para que seus

2--vizinhos passassem a reciclar o lixo, num prédio de São

3--Paulo, a economista Liz Pontes Moreira, 45 anos, sofreu

4--duas decepções. Primeiro, ela e os outros viram os restos

5--se acumular duas semanas a fio na lixeira, sem que a

6--cooperativa de catadores cumprisse o combinado:

7--removê-los. Depois, foi a vez de a empresa particular que

8--havia sido acionada pelo síndico falhar. Ao ligar para a

9--firma, Liz foi informada pelo gerente: “Enviamos uma

10--parte do lixo da senhora para o ‘lixão’”. A razão? “Isopor

11--e caixas longa vida não valem nada neste mercado”.

12--Desiludida, a economista resolveu deixar o lixo num

13--posto de coleta.

Veja, n. 2.204, São Paulo, p. 119, 5 set.2007.

Coloque (V) ou (F), conforme sejam verdadeiras ou falsas as proposições sobre a pontuação do texto.


( ) Os dois pontos nas duas situações do texto (linhas 6 e 9) foram usados pelo mesmo motivo.

( ) Em “a economista Liz Pontes Moreira, 45 anos,” (linha 3) a expressão destacada está entre vírgulas porque é um aposto, já que apresenta uma informação sobre a economista, sem uso de conectivo ou verbo.

( ) Empregou-se vírgula antes sem que (linha 5) para separar a oração subordinada adverbial da oração principal.

( ) Aoração “Ao ligar para a firma,” (linhas 8 e 9) está separada por vírgula porque é reduzida e subordinada adverbial deslocada de seu lugar habitual, no final do período.

( ) As aspas em: “Enviamos uma parte do lixo da senhora para o ‘lixão’”, (linha 9 e 10) delimitam a fala do gerente.


Assinale a alternativa que contém a sequência CORRETA:

Alternativas
Q2712273 Português

Leia o texto a seguir, para responder às questões 7 e 8.


O isopor dela foi parar no “lixão”


1____Depois de liderar uma campanha para que seus

2--vizinhos passassem a reciclar o lixo, num prédio de São

3--Paulo, a economista Liz Pontes Moreira, 45 anos, sofreu

4--duas decepções. Primeiro, ela e os outros viram os restos

5--se acumular duas semanas a fio na lixeira, sem que a

6--cooperativa de catadores cumprisse o combinado:

7--removê-los. Depois, foi a vez de a empresa particular que

8--havia sido acionada pelo síndico falhar. Ao ligar para a

9--firma, Liz foi informada pelo gerente: “Enviamos uma

10--parte do lixo da senhora para o ‘lixão’”. A razão? “Isopor

11--e caixas longa vida não valem nada neste mercado”.

12--Desiludida, a economista resolveu deixar o lixo num

13--posto de coleta.

Veja, n. 2.204, São Paulo, p. 119, 5 set.2007.

Em relação ao tipo de discurso utilizado no trecho: Enviamos uma parte do lixo da senhora para o “lixão”, (linhas 9 e 10) a voz do gerente está:

Alternativas
Q2712271 Português

Leia o título e o texto inicial de uma reportagem publicada na revista Cláudia para responder às questões 4 e 5.


Sem diploma, com sucesso


Não é verdade que só desenvolve uma bela carreira quem tem formação universitária. Cinco mulheres contam como se realizaram exercendo atividades de nível técnico.


ZYBERSZTAJN, Abram. As melhores piadas do humor judaico. V. 2. Rio de Janeiro: Gramond, 2003.p.23

As duas expressões do título “Sem diploma”, “com sucesso” marcam um paralelismo gramatical que, aliado à antonímia, marca ainda mais o contraste entre elas. Leia os enunciados a seguir, e marque a alternativa na qual tal estratégia NÃO foi utilizada

Alternativas
Q2712270 Português

Leia o título e o texto inicial de uma reportagem publicada na revista Cláudia para responder às questões 4 e 5.


Sem diploma, com sucesso


Não é verdade que só desenvolve uma bela carreira quem tem formação universitária. Cinco mulheres contam como se realizaram exercendo atividades de nível técnico.


ZYBERSZTAJN, Abram. As melhores piadas do humor judaico. V. 2. Rio de Janeiro: Gramond, 2003.p.23

Analise as proposições e coloque (V) para verdadeira e (F) para falsa, em relação ao título do texto.


( ) O título não é condizente com o texto.

( ) Para chamar a atenção do leitor, o título explora uma sinonímia cujas marcas linguísticas são “COM” e “SEM”.

( ) A leitura do texto permite formular hipóteses sobre a temática e a relação com o título.


A sequência CORRETA é:

Alternativas
Q2712269 Português

Leia o texto a seguir, para responder às questões de 1 a 3.

.

Conto de fadas para Mulheres Modernas

.

1____Era uma vez, numa terra muito distante, uma linda princesa, independente e cheia de autoestima que, enquanto

2--contemplava a natureza e pensava em como o maravilhoso lago do seu castelo estava de acordo com as conformidades

3--ecológicas, se deparou com uma rã. Então, a rã pulou para o seu colo e disse:

4____- Linda princesa, eu já fui um príncipe muito bonito. Mas, uma bruxa má lançou-me um encanto e eu transformei-me

5--nesta rã asquerosa. Um beijo teu, no entanto, há de me transformar de novo num belo príncipe e poderemos casar e constituir lar

6--feliz no teu lindo castelo. A minha mãe poderia vir morar conosco e tu poderias preparar o meu jantar, lavarias as minhas roupas,

7--criarias os nossos filhos e viveríamos felizes para sempre…

8____… E então, naquela noite, enquanto saboreava pernas de rã à sautée, acompanhadas de um cremoso molho acebolado e de

9--um finíssimo vinho branco, a princesa sorria e pensava: – Eu, hein? … nem morta!

(Luís Fernando Veríssimo)

Analise as proposições sobre o texto:


I - Em: “Linda princesa” (linha 4) temos um vocativo em que se evidencia uma relação semântica de espanto.

II - As expressões “um encanto” (linha 4) e “o meu jantar” (linha 6) funcionam sintaticamente como objeto direto.

III - O termo “Mas” (linha 4) é uma expressão adversativa que contraria uma ideia anterior.

IV- O pronome “seu” (linha 3) tem como referente “O colo do príncipe”.

V- Em: “viveríamos felizes para sempre…” (linha 7) o sujeito sintático é classificado como indeterminado.


Está(ão) CORRETA(S), apenas:

Alternativas
Q2712267 Português

Leia o texto a seguir, para responder às questões de 1 a 3.

.

Conto de fadas para Mulheres Modernas

.

1____Era uma vez, numa terra muito distante, uma linda princesa, independente e cheia de autoestima que, enquanto

2--contemplava a natureza e pensava em como o maravilhoso lago do seu castelo estava de acordo com as conformidades

3--ecológicas, se deparou com uma rã. Então, a rã pulou para o seu colo e disse:

4____- Linda princesa, eu já fui um príncipe muito bonito. Mas, uma bruxa má lançou-me um encanto e eu transformei-me

5--nesta rã asquerosa. Um beijo teu, no entanto, há de me transformar de novo num belo príncipe e poderemos casar e constituir lar

6--feliz no teu lindo castelo. A minha mãe poderia vir morar conosco e tu poderias preparar o meu jantar, lavarias as minhas roupas,

7--criarias os nossos filhos e viveríamos felizes para sempre…

8____… E então, naquela noite, enquanto saboreava pernas de rã à sautée, acompanhadas de um cremoso molho acebolado e de

9--um finíssimo vinho branco, a princesa sorria e pensava: – Eu, hein? … nem morta!

(Luís Fernando Veríssimo)

Analise as proposições:


I - As atitudes da princesa NÃO justificam o título do texto, uma vez que reproduzem o pensamento e o comportamento das mulheres modernas, que não sonham mais com “príncipes encantados”.

II - O texto confere originalidade e um modo de sentir e pensar próprios, usando um nível de linguagem simples e acessível.

III - A expressão “Era uma vez” no primeiro parágrafo funciona como encadeador discursivo, demarcando uma situação temporal, ao tempo em que introduz um enunciado e determina-lhe a orientação argumentativa.

IV- O uso do termo “nem morta!” é próprio da oralidade e poderia ser substituído, sem prejuízo do sentido, por “jamais”.


Estão CORRETAS, apenas.

Alternativas
Q2712266 Português

Leia o texto a seguir, para responder às questões de 1 a 3.

.

Conto de fadas para Mulheres Modernas

.

1____Era uma vez, numa terra muito distante, uma linda princesa, independente e cheia de autoestima que, enquanto

2--contemplava a natureza e pensava em como o maravilhoso lago do seu castelo estava de acordo com as conformidades

3--ecológicas, se deparou com uma rã. Então, a rã pulou para o seu colo e disse:

4____- Linda princesa, eu já fui um príncipe muito bonito. Mas, uma bruxa má lançou-me um encanto e eu transformei-me

5--nesta rã asquerosa. Um beijo teu, no entanto, há de me transformar de novo num belo príncipe e poderemos casar e constituir lar

6--feliz no teu lindo castelo. A minha mãe poderia vir morar conosco e tu poderias preparar o meu jantar, lavarias as minhas roupas,

7--criarias os nossos filhos e viveríamos felizes para sempre…

8____… E então, naquela noite, enquanto saboreava pernas de rã à sautée, acompanhadas de um cremoso molho acebolado e de

9--um finíssimo vinho branco, a princesa sorria e pensava: – Eu, hein? … nem morta!

(Luís Fernando Veríssimo)

A partir da leitura do texto “Conto de fadas para Mulheres Modernas”, analise as proposições e coloque (V) para verdadeira e (F) para falsa.


( ) O texto proporciona uma reflexão, por meio de um discurso personalizado, conferindo ao tema um certo juízo de valor.

( ) O conto poderia ter como desfecho: Aprincesa terminaria com o príncipe e “viveriam felizes para sempre.”

( ) A escolha lexical pode fornecer pistas e levar-nos a afirmar que o discurso do príncipe pertence ao passado tal como os contos tradicionais, já o da princesa é contemporâneo.

( ) O autor, de uma forma coloquial, retrata com muito humor a vida da mulher contemporânea que ao descobrir seus potenciais latentes teria se rebelado e resolvido mostrar todo o seu potencial, elevando sua autoestima e autoconfiança aos mais altos níveis.

( ) Os adjetivos usados para definir a princesa não condizem com a atitude que ela toma no fim do conto.


A sequência CORRETA é:

Alternativas
Ano: 2016 Banca: FUNIVERSA Órgão: IF-AP
Q1235430 Veterinária
A respeito de plantas que causam fotossensibilização, julgue os itens subsequentes.
I - Na fotossensibilização secundária, o princípio tóxico, presente na planta, causa lesão hepática, deposita-se na pele e, quando em contato com a luz ultravioleta, produz fotodermatite. 
II - A icterícia é um sinal clínico e achado microscópico presente tanto na fotossensibilização primária quanto na secundária. 
III - Brachiaria sp. e Enterolobium sp. são exemplares de plantas que causam fotossensibilização secundária. 
IV - A fotossensibilização primária ocorre quando um princípio tóxico pré-formado, presente na planta, é absorvido e chega ao tegumento via circulação sanguínea. Seu contato com os raios ultravioletas desencadeia a fotodermatite. 
V - A Ammimajus é uma planta que causa fotossensibilização primária, sendo o furocumarínico o seu princípio tóxico. A quantidade de itens certos é igual a 
Alternativas
Ano: 2016 Banca: IMA Órgão: Prefeitura de Esperantina - TO
Q1235144 Ciências
Um consórcio internacional de cientistas anunciou, no último dia 11 de fevereiro, a primeira detecção de ___________________________, um fenômeno previsto pelo físico Albert Einstein há exatos cem anos, mas que nunca havia sido observado.
O texto refere-se a
Alternativas
Ano: 2016 Banca: FAUEL Órgão: Prefeitura de Jacarezinho - PR
Q1233953 Veterinária
Com base na RDC ANVISA nº 275, de 21/10/2002, que dispõe sobre o Regulamento Técnico de Procedimentos Operacionais Padronizados aplicados aos Estabelecimentos Produtores/Industrializadores de Alimentos, assinale a alternativa que associa corretamente os conceitos apresentados a seguir com a sua respectiva definição: 
1. Operação de redução, por método físico e ou agente químico, do número de microrganismos a um nível que não comprometa a segurança do alimento. 
2. Operação que se divide em duas etapas, limpeza e desinfecção. 
3. Operação destinada à redução de microrganismos presentes na pele, por meio de agente químico, após lavagem, enxágue e secagem das mãos. 
4. Operação de remoção de terra, resíduos de alimentos, sujidades e ou outras substâncias indesejáveis. 
Alternativas
Ano: 2016 Banca: CONSULPLAN Órgão: Prefeitura de Sabará - MG
Q1232832 Português
Estradas para a perdição?
Numa época em que quase todo mundo carrega um GPS facílimo de operar no bolso ou na bolsa, imagens de satélite nunca foram tão banais. Dois toques na tela do celular são suficientes para que o sujeito consiga examinar uma representação mais ou menos realista e atualizada da Terra vista do espaço.
Mesmo assim, uma forma inovadora de enxergar o nosso planeta, bolada por uma equipe internacional de cientistas, é capaz de deixar surpreso – e cabreiro – quem ainda tem um pouco de imaginação. O trabalho revela um globo retalhado por estradas, um “bolo planetário” cortado em 600 mil pedacinhos.
Note, aliás, que essa estimativa do número de fatias separadas pela ação humana provavelmente é conservadora – ainda faltam dados a respeito de certas áreas, o que significa que o impacto global das estradas deve ser ainda maior. De qualquer jeito, se você achava que a Terra ainda está repleta de vastas áreas intocadas pela nossa espécie, pense de novo.
A pesquisa, que acaba de sair na revista “Science”, indica que mais da metade dos pedaços de chão não atravessados por estradas têm área de menos de 1 km², e 80% desses trechos medem menos de 5 km² de área. Grandes áreas contínuas (com mais de 100 km²), sem brechas abertas especificamente para o tráfego humano, são apenas 7% do total.
E daí? Decerto uma estradinha passando nas vizinhas não faz tão mal assim, faz? Muito pelo contrário, indica a literatura científica avaliada pela equipe do estudo, que inclui a brasileira Mariana Vale, do Departamento de Ecologia da UFRJ. Para calcular as fatias em que o planeta foi picado, Mariana e seus colegas utilizaram como critério uma distância de pelo menos 1 km da estrada mais próxima – isso porque distâncias iguais ou inferiores a 1 km estão ligadas a uma série de efeitos negativos das estradas sobre os ambientes naturais que cortam.
Estradas são, é claro, vias de acesso para caçadores e gente munida de motosserras; trazem poluentes dos carros e caminhões para as matas e os rios; além de trazer gente, trazem espécies invasoras (não nativas da região) que muitas vezes deixam as criaturas nativas em maus lençóis. Considere ainda que estradas, em certo sentido, dão cria: a abertura de uma rodovia em regiões como a Amazônia quase inevitavelmente estimula a abertura de ramais secundários, dos quais nascem outras picadas, num processo que vai capilarizando a devastação. [...]
(Reinaldo José Lopes. Folha de S. Paulo. 18 de dezembro de 2016.)           O título do texto apresenta-se em forma de um questionamento. Em relação a tal pergunta é correto afirmar que 
Alternativas
Ano: 2016 Banca: FAUEL Órgão: Prefeitura de Jacarezinho - PR
Q1231105 Português
Consideração intempestiva sobre a utilidade e os inconvenientes da história para a vida Nietzsche 
A mais ínfima felicidade, quando está sempre presente e nos torna felizes, é incomparavelmente superior a maior de todas, que só se produz de maneira episódica, como uma espécie de capricho, como uma inspiração insensata, em meio a uma vida que é dor, avidez e privação. Tanto na menor como na maior felicidade, porém, há sempre algo que faz que a felicidade seja uma felicidade: a faculdade de esquecer, ou melhor, em palavras mais eruditas, a faculdade de sentir as coisas, durante todo o tempo que dura a felicidade, fora de qualquer perspectiva histórica. Aquele que não sabe instalar-se no limiar do instante, esquecendo todo o passado, aquele que não sabe, como uma deusa da vitória, colocar-se de pé uma vez sequer, sem medo e sem vertigem, este não saberá jamais o que é a felicidade, e o que é ainda pior: ele jamais estará em condições de tornar os outros felizes. É possível viver, e mesmo viver feliz, quase sem lembrança, como o demonstra o animal; mas é absolutamente impossível ser feliz sem esquecimento. 
(F. W. Nietzsche. II Consideração intempestiva sobre a utilidade e os inconvenientes da história para a vida. In: Escritos sobre história. Texto adaptado. São Paulo: Loyola, 2005. p. 72-3) 
Acerca do texto lido, considera-se que todas as alternativas abaixo estão incorretas, exceto: 
Alternativas
Ano: 2016 Banca: INAZ do Pará Órgão: Prefeitura de Curralinhos - PI
Q1227849 Português
                                                                                                       Era uma Vez
             Acabara de fechar a mala azul-marinho, mala pequena para as roupas.              Agora era a vez da outra, menor ainda, couro gasto onde carregava seus livros toda vez que saía d férias.              Tinha muita gente que achava aquela menina muito inteligente e o motivo era um só: era uma menina devoradora de livros.              Às vezes, é claro, a irmã mais velha encontrava a menina debulhando-se em lagrimas, grossas lagrimas, o livro aberto, O personagem esperando a emoção passar, e a irmã esperando que ela fechasse o livro tão incomodativo. Mas um segundo só, e quem a espiasse veria e ouviria as gargalhadas ruidosas, sonoras, o livro ao lado, o personagem esperando passar o ataque de riso, e a pessoa que espiava, esperando que Deus olhasse pela cabecinha daquela menina devoradora de livros.              Lia com paixão e com uma incrível entrega, porque além de ser uma senhora devoradora de livros, ela fazia os deveres da escola e ninguém tinha do que se queixar.              Às vezes saía de casa para a escola como se andasse sobre a neve, o gorro na cabeça, mãos metidas em luvas. Mas a temperatura era 35º e era verão nas terras brasileiras. Ah, era só a menina dentro do personagem recém-conhecido e da história recém-lida, passada numa cidade européia cheia de neve.              Outras vezes o personagem permanecia, ficava até a hora do recreio, até ser trocado por um sanduíche de queijo quentinho, derretendo. Mas na maior parte das vezes ela ia Evinha da escola, falas do personagem entremeando as suas, exclamações e gestos que não eram dela e que ninguém sabia, porque era mesmo uma coisa muito de dentro e muito mágica, coisa de leitor e personagem, coisa não muito simples de explicar.              Uma noite, jantar à mesa servido, a conversa rolava sobre política e as eleições que viriam. Mãe e pai envolvidos nas últimas declarações do candidato de oposição, a voz da mãe sobressaindo, clara, inquieta, imaginando acontecimentos borbulhantes para o final de semana. De repente, alguém notou a menina de olhos perdidos, o prato limpo e vazio, e a resposta veio clara quando perguntaram por que não se servia de frango.             - Espero por Richard, não percebem?             Naquela cidade de joões, e pedros, e antônios e paulos e Carlinhos e aninhas, Richard entrou de repente esperando pela menina apenas, que o deixara há pouco entre páginas de um livro azul com ilustrações sombreadas.             Jantou sozinha naquela noite, Richard não sentiu o sabor do frango, mas ela sentiu um estranho sabor que ninguém poderia sentir. Ela encheu a sala de jantar de Richard, e não importava que ele não tivesse descido as escadas, não tivesse deixado a cabana perto de Montana e estivesse, aquela hora, acendendo a lareira para se aquecer, pensando nela, quem sabe?             Às vezes o pai a olhava com extrema atenção. A mãe não ligava muito, achava que era como ela mesma tinha sido, um pouco apaixonada demais por personagens complicado-se histórias e romances.             Por esse motivo, falar na arrumação da ala de couro marrom é patê muito importante nesta história porque, ao subir no trem para saltar nas férias, ia na mão esquerda a mala com roupas. Na mão direita, a mala com personagens a espera dela e as cidades também, geografias se encontrando e cobrindo de veludo azul-marinho o caminho da menina.             Gente que lê muito fala bonito? Criança que lê demais começa a falar difícil? Respondam, se quiserem. Eu respondo pela menina: não. Porque não eram as palavras que mudavam nem se complicavam. Mas nos olhos e nos gestos muito mais se podia ler. O que as palavras não podiam dizer, diziam os olhos, diziam as mãos.             Parecia uma menina que já andava pelo mundo há mais tempo que os outros meninosde sua idade. Parecia saber o final de todas as conversas. Parecia saber o princípio de todas as histórias.              Referências ... Casos contados à mesa do almoço e do jantar já sabidos, tão antigos e simples, tão conhecidos. Acostumada as tramas e aos enredos, enredava-se.             Dia de aula de educação física tramava dores de cabeça violentas, dores de coluna, noites mal dormidas e o desempenho era invejável.             Por isso se preparava tão cuidadosamente para as férias.             Gostava do lugar, gostava da viagem de trem, gostava da companhia da mãe e das conversas que varavam a madrugada entremeada do café forte ou vinho tinto servido as visitas, aos amigos da mãe, aos seus amigos e sorvidos também por ela, que a mãe permitia, que não tinha isso de café tira sono (não faz mal, dorme mais de manhã, está de férias) ou que vinho embriaga (é fraco, é saudável, embriaga coisa nenhuma, dizia a mãe).              E ela empolgava-se com essas coisas. Gostava do jeito de ser da mãe achando que as coisas podem passar suavemente se não forem empurradas, amontoadas ... Gostava da figura da mãe, da maneira simples com que encantava os amigos com histórias de acontecimentos e observações brilhantes. Gostava de vê-la assim, tão jovem, tão natural, tão ...             Ter mãe daquelas, pensava, era mesmo muito confortável. Gostava de dormir com ela e, naquela semana o pai não viria, ia poder encolher-se ao lado da mãe e dormir sem precisar rezar pro anjo da guarda para protegê-la de pesadelos.             Terminado o jantar, as pessoas iam chegando e, as vezes, nem dava tempo de retirar a toalha, a conversa começava, tudo puxado, cutucado pelo brilho dos olhos da mãe, pela torrente de frases bonitas (ela pelo menos achava), pela risada, pelo fascínio da voz, da maneira de acender o cigarro.             Às vezes a mãe cantava e era bonito vê-la assim, olhada por todo mundo e todo mundo querendo acertar que música era aquela, quem havia gravado pela primeira vez, em que ano?             Naquela noite porém, a conversa prolongou-se demais. Parecia até reunião. Do grupo inicial sobrou um rapaz magro, olhos negros e profundos que anotava coisas, perguntava outras, parecendo tímido, aprendiz.             Naquela noite, passou da cadeira para o sofá e quando acordou estava agasalhada, o cobertor o travesseiro, a sala meio às escuras, ninguém ao redor da mesa, nenhuma voz, ninguém.             Agarrada ao travesseiro e ao cobertor tratou de andar para o quarto. Abriu devagar a porta e o que viu foi uma cama desarrumada, homem e mulher que, sôfregos e felizes, beijavam-se, riam-se, deliravam. O corpo magro do homem reconheceu. Era o rapaz tímido, de olhos negros. E a mulher mais velha e mais bela era sua mãe.             Voltou para o sofá e ali se quedou por um longo tempo. Depois dormiu.             Acordou na cama, ao lado da mãe que ressonava profundamente.             De tarde partiram de volta. A semana terminara. Naquela semana não leu nenhum livro, perdida em meio as conversas depois do jantar.             Não abriu nenhuma página, abriu portas, sim. E como folhas de livros, estavam lá os personagens belos, saídos das páginas, ou da sala?             O pai esperava na estação. E ao beijar a menina e perguntar sobre as leituras daquela semana ouviu:             - Li todos os livros, todas as histórias.                                (Maria Lúcia Medeiros - Zeus ou a menina e os óculos, 1994, p.37-42)
No fragmento: “As vezes, é claro, a irmã mais velha encontrava a menina debulhando-se em lágrimas, grossas lágrimas/...|”, encontramos que figura de linguagem na parte sublinhada?
Alternativas
Ano: 2016 Banca: IOPLAN Órgão: Prefeitura de Constantina - RS
Q1226208 Português
“Árabe” e “público” são acentuados porque:
Alternativas
Ano: 2016 Banca: INAZ do Pará Órgão: Prefeitura de Curralinhos - PI
Q1225629 Noções de Informática
Com base na suposição a seguir, assinale a alternativa correta. Um Funcionário da Prefeitura Municipal de Curralinho-PA está trabalhando em uma planilha de Microsoft Excel 2013 BR. Ao digitar a expressão =SOMA(F1:F4), está fazendo a somatória das células:
Alternativas
Ano: 2016 Banca: IMA Órgão: Prefeitura de Picos - PI
Q1224367 Veterinária
Assinale (V) para verdadeiro e (F) para falso nos itens abaixo que falam sobre complexo teníase/cisticercose: 

(  ) O homem é o único hospedeiro definitivo da forma adulta da T. solium e da T. saginata. O suíno doméstico ou javali é o hospedeiro intermediário da T. solium e o bovino é o hospedeiro intermediário da T. saginata, por apresentarem a forma larvária (Cysticercus cellulosae e C. bovis, respectivamente) nos seus tecidos.  (   ) Morfologicamente os parasitas desse complexo apresentam corpo dividido em escólex, colo e estróbilo, apresentando um sistema digestivo simples, mas também algumas particularidades como escólex possuindo 4 ventosas e uma dupla coroa de acúleos inseridos no rostro observados na espécie Taenia solium (    ) O complexo teníase/cisticercose é constituído por duas entidades mórbidas distintas, causadas por cestódios, em fases diferentes do seu ciclo de vida.  A teníase é provocada pela presença da forma adulta da Taenia solium ou da Taenia saginata, no intestino delgado. A cisticercose é causada pela larva da Taenia saginata nos tecidos, ou seja, é uma enfermidade somática.  (   ) O cisticerco aloja-se em diversas partes do organismo, como tecidos musculares ou subcutâneos; glândulas mamárias (mais raramente); globo ocular e, com menor frequência, no sistema nervoso central. 

A sequência correta dos itens é: 
Alternativas
Ano: 2016 Banca: IMA Órgão: Prefeitura de Picos - PI
Q1224354 Veterinária
A qualidade do peixe fresco destinado ao comércio nacional ou internacional é definida como espécies saudáveis e de qualidade adequada ao consumo humano, desde que seja convenientemente lavado, conservado pelo resfriamento a uma temperatura próxima ao ponto de congelamento da água. Todo esse regulamento é procedido pelo Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento – MAPA, Através dessas especificações técnicas podemos classificar esse peixe como: 
Alternativas
Ano: 2016 Banca: FAUEL Órgão: Prefeitura de Cerro Azul - PR
Q1222093 Português
Segundo as regras de acentuação do Novo Acordo Ortográfico, qual das palavras abaixo está acentuada de forma INCORRETA?
Alternativas
Q1219988 Noções de Informática
Na configuração padrão do Excel 2007, para inclusão de uma tabela dinâmica, em qual das abas abaixo é possível encontrar a opção para essa ação?
Alternativas
Respostas
18581: A
18582: D
18583: A
18584: A
18585: D
18586: C
18587: B
18588: A
18589: C
18590: D
18591: A
18592: C
18593: C
18594: E
18595: A
18596: B
18597: B
18598: B
18599: B
18600: B