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Q4034178 Administração Pública
Durante ronda noturna em prédio público, o vigia identifica movimentação suspeita em área restrita e precisa comunicar ocorrência urgente à central de monitoramento. Entretanto, verifica falha temporária no sistema telefônico interno. Ele dispõe de rádio comunicador, sinalização luminosa de emergência e apito de alerta acústico. A decisão quanto ao meio de comunicação deve considerar rapidez, eficiência e garantia de recebimento da mensagem. A atuação inadequada pode comprometer a segurança institucional. Considerando os processos de comunicação, analise as assertivas abaixo:
I. Deve-se utilizar o meio disponível mais rápido e eficiente para transmitir a informação.
II. É adequado aguardar o reparo do telefone antes de comunicar ocorrência urgente.
III. A comunicação deve buscar confirmação de recebimento da mensagem enviada.

Assinale a alternativa que contém apenas a(s) assertiva(s) CORRETA(S).
Alternativas
Q4034177 Direito Constitucional
Durante manifestação pacífica em frente ao prédio público, o vigia recebe ordem informal para impedir qualquer reunião no local. Entretanto, os participantes exercem o direito constitucional de reunião, sem armas e de forma pacífica, em área aberta ao público. A atuação do agente deve respeitar os direitos fundamentais previstos na Constituição Federal. Considerando exclusivamente os Arts. 1º ao 5º da Constituição da República Federativa do Brasil de 1988, sem considerar jurisprudência, doutrina ou outras fontes, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q4034175 Administração Pública
Durante inspeção periódica, o vigia percebe iluminação defeituosa em corredor estratégico do prédio público. Embora não haja registro de incidente, a falha aumenta a vulnerabilidade do local e pode facilitar acidentes ou ocorrências indesejadas. Conforme rotina institucional, cabe ao vigia identificar riscos e comunicar imediatamente à manutenção para correção. A atuação preventiva busca evitar danos antes de sua ocorrência. Considerando princípios e medidas de ação preventiva contra riscos, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q4034174 Gestão de Pessoas
Durante a troca de turno em unidade pública, surgem divergências entre vigias quanto à execução das rondas e ao correto preenchimento dos registros de ocorrência. O desacordo evolui para discussão mais intensa, prejudicando a comunicação entre os profissionais e comprometendo a continuidade das atividades de vigilância. A chefia identifica que o conflito está impactando o ambiente organizacional e podendo afetar a segurança institucional. A situação exige análise sobre condutas adequadas no contexto das relações humanas no trabalho. Considerando esse cenário, analise as assertivas abaixo:
I. A manutenção de diálogo respeitoso contribui para solução de conflitos profissionais.
II. Ignorar conflitos pode preservar temporariamente o ambiente de trabalho.
III. A postura colaborativa fortalece a segurança institucional.

Assinale a alternativa que contém apenas a(s) assertiva(s) CORRETA(S).
Alternativas
Q4034173 Direito Penal
Em situação de tentativa de agressão nas áreas externas de uso público do prédio administrativo, o vigia precisa agir para proteger a própria integridade física e evitar danos a terceiros. A intervenção deve limitar-se ao necessário para cessar a agressão e neutralizar o risco imediato, sem exceder os limites legais. O objetivo principal é preservar vidas e restabelecer a segurança. Considerando noções básicas de defesa corporal, assinale a alternativa CORRETA.
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Q4034172 Direito Administrativo
Durante o exercício da função em prédio público municipal, o vigia tem acesso a informações internas relacionadas a procedimentos administrativos ainda não divulgados oficialmente. Em conversa informal fora do ambiente de trabalho, comenta detalhes com terceiros, acreditando não haver impedimento formal, pois não existe classificação expressa de sigilo. Posteriormente, a chefia toma conhecimento do fato e avalia possível violação de postura ética. A situação exige análise quanto aos deveres de discrição e responsabilidade funcional. Considerando os princípios da ética profissional, analise as assertivas abaixo:
I. O servidor deve manter discrição sobre informações internas obtidas no exercício da função.
II. A ausência de classificação formal de sigilo autoriza divulgação irrestrita das informações.
III. A conduta ética exige responsabilidade quanto ao uso de informações institucionais.

Assinale a alternativa que contém apenas a(s) assertiva(s) CORRETA(S).
Alternativas
Q4034171 Direito Constitucional
Em determinado dia, o vigia impede a entrada de um cidadão em área de uso público do prédio administrativo, sem apresentar justificativa concreta e alegando decisão pessoal. O cidadão questiona a legalidade da restrição, afirmando tratar-se de espaço acessível à coletividade. A situação exige análise dos direitos e garantias fundamentais previstos na Constituição Federal. Considerando exclusivamente os Arts. 1º ao 5º da Constituição da República Federativa do Brasil de 1988, sem considerar jurisprudência, doutrina ou outras fontes, assinale a alternativa CORRETA.
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Q4034170 Administração Pública
Em inspeção rotineira, o vigia identifica portão lateral com fechamento defeituoso, facilitando acesso não autorizado. Embora não haja ocorrência registrada, o risco potencial é evidente. A atuação preventiva é essencial para evitar danos futuros ao patrimônio público. Considerando princípios e medidas de ação preventiva contra riscos, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q4034169 Atendimento ao Público
Durante o turno noturno em prédio público municipal, o vigia é procurado por um cidadão que relata perda de documentos nas dependências do órgão. Embora não seja responsável direto pelo setor administrativo, ele representa o primeiro contato institucional naquele momento. O cidadão demonstra ansiedade e solicita orientações imediatas. A conduta do vigia deve observar princípios de atendimento ao público, mesmo fora do horário comercial. Considerando essa situação, assinale a alternativa CORR
Alternativas
Q4034168 Relações Humanas
Em determinada situação, o vigia discorda de orientação recebida da chefia quanto à rotina de ronda. Em vez de dialogar, passa a adotar postura resistente e pouco colaborativa com a equipe. A conduta afeta o ambiente organizacional e compromete a eficiência do serviço. A solução exige maturidade profissional e respeito hierárquico. Considerando relações humanas no trabalho, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q4034167 Segurança da Informação
Durante o monitoramento das câmeras de vigilância, o vigia identifica movimentação suspeita em área restrita do prédio público. O sistema eletrônico registra imagens e horários automaticamente. A atuação exige observação atenta e comunicação imediata à autoridade competente. A falha na análise pode comprometer a segurança patrimonial. Considerando noções de segurança eletrônica, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q4034156 Português
O que está por trás do aumento de navios abandonados no mar 

Nos últimos meses, cresceu de forma significativa o número de petroleiros e de outras embarcações comerciais abandonadas por seus proprietários em diversas regiões do mundo. Esse fenômeno levanta questionamentos sobre suas causas e, principalmente, sobre os impactos humanos sofridos pelos marinheiros mercantes envolvidos.

Um tripulante, cuja identidade foi preservada, relatou à imprensa a partir de um petroleiro abandonado fora das águas territoriais de um país asiático que a tripulação enfrentou falta de alimentos básicos, como carne, grãos e peixe. A escassez comprometeu a saúde dos trabalhadores e agravou o clima a bordo, marcado por fome, tensão e incerteza quanto ao futuro.

A embarcação transporta cerca de setecentos e cinquenta mil barris de petróleo bruto, avaliados em aproximadamente cinquenta milhões de dólares, e havia partido do Extremo Oriente da Rússia com destino à Ásia no início de novembro. Após meses sem pagamento de salários, o navio foi considerado abandonado por uma federação sindical internacional. A embarcação permanece em águas internacionais, sem autorização para atracar, mas houve intervenção sindical para garantir parte dos salários atrasados e o envio de alimentos, água potável e suprimentos essenciais. Apesar da repatriação de alguns tripulantes, a maioria segue a bordo.

Dados sindicais indicam que, em 2016, foram registrados apenas vinte navios abandonados no mundo. Em 2025, esse número saltou para mais de quatrocentos, afetando mais de seis mil marinheiros, um aumento expressivo em relação ao ano anterior. A instabilidade geopolítica, conflitos armados e os efeitos prolongados da pandemia contribuíram para interrupções nas cadeias de suprimento e variações nos custos de frete, dificultando a sobrevivência financeira de algumas empresas marítimas.

Outro fator relevante é a expansão das chamadas frotas fantasmas, compostas principalmente por embarcações antigas, com estruturas de propriedade pouco transparentes, condições precárias de navegação e ausência de seguro adequado. Esses navios costumam operar sob bandeiras de conveniência, registradas em países com fiscalização limitada, o que permite contornar sanções internacionais e exportar petróleo em desacordo com restrições impostas a determinados Estados.

O uso de bandeiras de conveniência não é recente e historicamente tem sido adotado para escapar de legislações nacionais mais rigorosas. Atualmente, poucos países concentram grande parte do registro dessas embarcações, recebendo taxas em troca do uso de suas bandeiras. Nos últimos anos, novos Estados passaram a oferecer esse tipo de registro, ampliando o problema.

A maioria dos navios abandonados em 2025 navegava sob bandeiras de conveniência. Embora não seja possível determinar quantos pertencem diretamente às frotas fantasmas, o estado precário dessas embarcações e a falta de transparência aumentam os riscos tanto para  os navios quanto para suas tripulações.

Segundo diretrizes internacionais, um marinheiro é considerado abandonado quando o armador deixa de garantir sua repatriação, o sustento básico ou o pagamento de salários por pelo menos dois meses. No ano passado, tripulações abandonadas acumularam mais de vinte e cinco milhões de dólares em salários atrasados, dos quais cerca de dois terços foram recuperados por meio de intervenções sindicais.

As nacionalidades mais afetadas pelo abandono marítimo em 2025 foram a indiana, a filipina e a síria. Diante desse cenário, alguns governos passaram a restringir a atuação de embarcações envolvidas em violações de direitos trabalhistas, especialmente aquelas com proprietários difíceis de identificar ou sem resposta dos Estados de registro.

Especialistas do setor marítimo apontam que os países que oferecem bandeiras de conveniência frequentemente deixam de assumir responsabilidades sobre as embarcações registradas, apesar de o direito marítimo internacional prever a existência de um vínculo efetivo entre o navio, seus proprietários e o Estado de bandeira. Na prática, esse vínculo ainda é frágil e pouco definido.

O tripulante que relatou sua experiência afirma que, no futuro, será mais criterioso ao escolher em que navio trabalhar, buscando informações sobre condições de trabalho, salários, provisões e eventuais sanções. Marinheiros frequentemente dependem das oportunidades disponíveis, e, enquanto as frotas fantasmas continuarem a desempenhar papel central no transporte de petróleo, especialistas alertam que apenas uma cooperação internacional mais ampla poderá reduzir os riscos e proteger os trabalhadores do mar.

https://www.bbc.com/portuguese/articles/cd9gd4ee4zvo.adaptado.
O texto analisa práticas recorrentes no transporte marítimo internacional, destacando estratégias utilizadas para reduzir controles legais e regulatórios sobre determinadas embarcações.
De acordo com o texto-base, é CORRETO afirmar que:
Alternativas
Q4034155 Português
O que está por trás do aumento de navios abandonados no mar 

Nos últimos meses, cresceu de forma significativa o número de petroleiros e de outras embarcações comerciais abandonadas por seus proprietários em diversas regiões do mundo. Esse fenômeno levanta questionamentos sobre suas causas e, principalmente, sobre os impactos humanos sofridos pelos marinheiros mercantes envolvidos.

Um tripulante, cuja identidade foi preservada, relatou à imprensa a partir de um petroleiro abandonado fora das águas territoriais de um país asiático que a tripulação enfrentou falta de alimentos básicos, como carne, grãos e peixe. A escassez comprometeu a saúde dos trabalhadores e agravou o clima a bordo, marcado por fome, tensão e incerteza quanto ao futuro.

A embarcação transporta cerca de setecentos e cinquenta mil barris de petróleo bruto, avaliados em aproximadamente cinquenta milhões de dólares, e havia partido do Extremo Oriente da Rússia com destino à Ásia no início de novembro. Após meses sem pagamento de salários, o navio foi considerado abandonado por uma federação sindical internacional. A embarcação permanece em águas internacionais, sem autorização para atracar, mas houve intervenção sindical para garantir parte dos salários atrasados e o envio de alimentos, água potável e suprimentos essenciais. Apesar da repatriação de alguns tripulantes, a maioria segue a bordo.

Dados sindicais indicam que, em 2016, foram registrados apenas vinte navios abandonados no mundo. Em 2025, esse número saltou para mais de quatrocentos, afetando mais de seis mil marinheiros, um aumento expressivo em relação ao ano anterior. A instabilidade geopolítica, conflitos armados e os efeitos prolongados da pandemia contribuíram para interrupções nas cadeias de suprimento e variações nos custos de frete, dificultando a sobrevivência financeira de algumas empresas marítimas.

Outro fator relevante é a expansão das chamadas frotas fantasmas, compostas principalmente por embarcações antigas, com estruturas de propriedade pouco transparentes, condições precárias de navegação e ausência de seguro adequado. Esses navios costumam operar sob bandeiras de conveniência, registradas em países com fiscalização limitada, o que permite contornar sanções internacionais e exportar petróleo em desacordo com restrições impostas a determinados Estados.

O uso de bandeiras de conveniência não é recente e historicamente tem sido adotado para escapar de legislações nacionais mais rigorosas. Atualmente, poucos países concentram grande parte do registro dessas embarcações, recebendo taxas em troca do uso de suas bandeiras. Nos últimos anos, novos Estados passaram a oferecer esse tipo de registro, ampliando o problema.

A maioria dos navios abandonados em 2025 navegava sob bandeiras de conveniência. Embora não seja possível determinar quantos pertencem diretamente às frotas fantasmas, o estado precário dessas embarcações e a falta de transparência aumentam os riscos tanto para  os navios quanto para suas tripulações.

Segundo diretrizes internacionais, um marinheiro é considerado abandonado quando o armador deixa de garantir sua repatriação, o sustento básico ou o pagamento de salários por pelo menos dois meses. No ano passado, tripulações abandonadas acumularam mais de vinte e cinco milhões de dólares em salários atrasados, dos quais cerca de dois terços foram recuperados por meio de intervenções sindicais.

As nacionalidades mais afetadas pelo abandono marítimo em 2025 foram a indiana, a filipina e a síria. Diante desse cenário, alguns governos passaram a restringir a atuação de embarcações envolvidas em violações de direitos trabalhistas, especialmente aquelas com proprietários difíceis de identificar ou sem resposta dos Estados de registro.

Especialistas do setor marítimo apontam que os países que oferecem bandeiras de conveniência frequentemente deixam de assumir responsabilidades sobre as embarcações registradas, apesar de o direito marítimo internacional prever a existência de um vínculo efetivo entre o navio, seus proprietários e o Estado de bandeira. Na prática, esse vínculo ainda é frágil e pouco definido.

O tripulante que relatou sua experiência afirma que, no futuro, será mais criterioso ao escolher em que navio trabalhar, buscando informações sobre condições de trabalho, salários, provisões e eventuais sanções. Marinheiros frequentemente dependem das oportunidades disponíveis, e, enquanto as frotas fantasmas continuarem a desempenhar papel central no transporte de petróleo, especialistas alertam que apenas uma cooperação internacional mais ampla poderá reduzir os riscos e proteger os trabalhadores do mar.

https://www.bbc.com/portuguese/articles/cd9gd4ee4zvo.adaptado.
O texto aborda fatos recentes relacionados ao abandono de embarcações comerciais, articulando informações sobre a situação vivida por tripulações e dados que evidenciam a ampliação desse fenômeno em escala global.
De acordo com o texto-base, é CORRETO afirmar que:
Alternativas
Q4034154 Português
O que está por trás do aumento de navios abandonados no mar 

Nos últimos meses, cresceu de forma significativa o número de petroleiros e de outras embarcações comerciais abandonadas por seus proprietários em diversas regiões do mundo. Esse fenômeno levanta questionamentos sobre suas causas e, principalmente, sobre os impactos humanos sofridos pelos marinheiros mercantes envolvidos.

Um tripulante, cuja identidade foi preservada, relatou à imprensa a partir de um petroleiro abandonado fora das águas territoriais de um país asiático que a tripulação enfrentou falta de alimentos básicos, como carne, grãos e peixe. A escassez comprometeu a saúde dos trabalhadores e agravou o clima a bordo, marcado por fome, tensão e incerteza quanto ao futuro.

A embarcação transporta cerca de setecentos e cinquenta mil barris de petróleo bruto, avaliados em aproximadamente cinquenta milhões de dólares, e havia partido do Extremo Oriente da Rússia com destino à Ásia no início de novembro. Após meses sem pagamento de salários, o navio foi considerado abandonado por uma federação sindical internacional. A embarcação permanece em águas internacionais, sem autorização para atracar, mas houve intervenção sindical para garantir parte dos salários atrasados e o envio de alimentos, água potável e suprimentos essenciais. Apesar da repatriação de alguns tripulantes, a maioria segue a bordo.

Dados sindicais indicam que, em 2016, foram registrados apenas vinte navios abandonados no mundo. Em 2025, esse número saltou para mais de quatrocentos, afetando mais de seis mil marinheiros, um aumento expressivo em relação ao ano anterior. A instabilidade geopolítica, conflitos armados e os efeitos prolongados da pandemia contribuíram para interrupções nas cadeias de suprimento e variações nos custos de frete, dificultando a sobrevivência financeira de algumas empresas marítimas.

Outro fator relevante é a expansão das chamadas frotas fantasmas, compostas principalmente por embarcações antigas, com estruturas de propriedade pouco transparentes, condições precárias de navegação e ausência de seguro adequado. Esses navios costumam operar sob bandeiras de conveniência, registradas em países com fiscalização limitada, o que permite contornar sanções internacionais e exportar petróleo em desacordo com restrições impostas a determinados Estados.

O uso de bandeiras de conveniência não é recente e historicamente tem sido adotado para escapar de legislações nacionais mais rigorosas. Atualmente, poucos países concentram grande parte do registro dessas embarcações, recebendo taxas em troca do uso de suas bandeiras. Nos últimos anos, novos Estados passaram a oferecer esse tipo de registro, ampliando o problema.

A maioria dos navios abandonados em 2025 navegava sob bandeiras de conveniência. Embora não seja possível determinar quantos pertencem diretamente às frotas fantasmas, o estado precário dessas embarcações e a falta de transparência aumentam os riscos tanto para  os navios quanto para suas tripulações.

Segundo diretrizes internacionais, um marinheiro é considerado abandonado quando o armador deixa de garantir sua repatriação, o sustento básico ou o pagamento de salários por pelo menos dois meses. No ano passado, tripulações abandonadas acumularam mais de vinte e cinco milhões de dólares em salários atrasados, dos quais cerca de dois terços foram recuperados por meio de intervenções sindicais.

As nacionalidades mais afetadas pelo abandono marítimo em 2025 foram a indiana, a filipina e a síria. Diante desse cenário, alguns governos passaram a restringir a atuação de embarcações envolvidas em violações de direitos trabalhistas, especialmente aquelas com proprietários difíceis de identificar ou sem resposta dos Estados de registro.

Especialistas do setor marítimo apontam que os países que oferecem bandeiras de conveniência frequentemente deixam de assumir responsabilidades sobre as embarcações registradas, apesar de o direito marítimo internacional prever a existência de um vínculo efetivo entre o navio, seus proprietários e o Estado de bandeira. Na prática, esse vínculo ainda é frágil e pouco definido.

O tripulante que relatou sua experiência afirma que, no futuro, será mais criterioso ao escolher em que navio trabalhar, buscando informações sobre condições de trabalho, salários, provisões e eventuais sanções. Marinheiros frequentemente dependem das oportunidades disponíveis, e, enquanto as frotas fantasmas continuarem a desempenhar papel central no transporte de petróleo, especialistas alertam que apenas uma cooperação internacional mais ampla poderá reduzir os riscos e proteger os trabalhadores do mar.

https://www.bbc.com/portuguese/articles/cd9gd4ee4zvo.adaptado.
O texto apresenta informações sobre características dos navios abandonados e critérios utilizados para definir o abandono de marinheiros, além de consequências financeiras enfrentadas pelas tripulações.
De acordo com o texto-base, é CORRETO afirmar que:
Alternativas
Q4034153 Português
O que está por trás do aumento de navios abandonados no mar 

Nos últimos meses, cresceu de forma significativa o número de petroleiros e de outras embarcações comerciais abandonadas por seus proprietários em diversas regiões do mundo. Esse fenômeno levanta questionamentos sobre suas causas e, principalmente, sobre os impactos humanos sofridos pelos marinheiros mercantes envolvidos.

Um tripulante, cuja identidade foi preservada, relatou à imprensa a partir de um petroleiro abandonado fora das águas territoriais de um país asiático que a tripulação enfrentou falta de alimentos básicos, como carne, grãos e peixe. A escassez comprometeu a saúde dos trabalhadores e agravou o clima a bordo, marcado por fome, tensão e incerteza quanto ao futuro.

A embarcação transporta cerca de setecentos e cinquenta mil barris de petróleo bruto, avaliados em aproximadamente cinquenta milhões de dólares, e havia partido do Extremo Oriente da Rússia com destino à Ásia no início de novembro. Após meses sem pagamento de salários, o navio foi considerado abandonado por uma federação sindical internacional. A embarcação permanece em águas internacionais, sem autorização para atracar, mas houve intervenção sindical para garantir parte dos salários atrasados e o envio de alimentos, água potável e suprimentos essenciais. Apesar da repatriação de alguns tripulantes, a maioria segue a bordo.

Dados sindicais indicam que, em 2016, foram registrados apenas vinte navios abandonados no mundo. Em 2025, esse número saltou para mais de quatrocentos, afetando mais de seis mil marinheiros, um aumento expressivo em relação ao ano anterior. A instabilidade geopolítica, conflitos armados e os efeitos prolongados da pandemia contribuíram para interrupções nas cadeias de suprimento e variações nos custos de frete, dificultando a sobrevivência financeira de algumas empresas marítimas.

Outro fator relevante é a expansão das chamadas frotas fantasmas, compostas principalmente por embarcações antigas, com estruturas de propriedade pouco transparentes, condições precárias de navegação e ausência de seguro adequado. Esses navios costumam operar sob bandeiras de conveniência, registradas em países com fiscalização limitada, o que permite contornar sanções internacionais e exportar petróleo em desacordo com restrições impostas a determinados Estados.

O uso de bandeiras de conveniência não é recente e historicamente tem sido adotado para escapar de legislações nacionais mais rigorosas. Atualmente, poucos países concentram grande parte do registro dessas embarcações, recebendo taxas em troca do uso de suas bandeiras. Nos últimos anos, novos Estados passaram a oferecer esse tipo de registro, ampliando o problema.

A maioria dos navios abandonados em 2025 navegava sob bandeiras de conveniência. Embora não seja possível determinar quantos pertencem diretamente às frotas fantasmas, o estado precário dessas embarcações e a falta de transparência aumentam os riscos tanto para  os navios quanto para suas tripulações.

Segundo diretrizes internacionais, um marinheiro é considerado abandonado quando o armador deixa de garantir sua repatriação, o sustento básico ou o pagamento de salários por pelo menos dois meses. No ano passado, tripulações abandonadas acumularam mais de vinte e cinco milhões de dólares em salários atrasados, dos quais cerca de dois terços foram recuperados por meio de intervenções sindicais.

As nacionalidades mais afetadas pelo abandono marítimo em 2025 foram a indiana, a filipina e a síria. Diante desse cenário, alguns governos passaram a restringir a atuação de embarcações envolvidas em violações de direitos trabalhistas, especialmente aquelas com proprietários difíceis de identificar ou sem resposta dos Estados de registro.

Especialistas do setor marítimo apontam que os países que oferecem bandeiras de conveniência frequentemente deixam de assumir responsabilidades sobre as embarcações registradas, apesar de o direito marítimo internacional prever a existência de um vínculo efetivo entre o navio, seus proprietários e o Estado de bandeira. Na prática, esse vínculo ainda é frágil e pouco definido.

O tripulante que relatou sua experiência afirma que, no futuro, será mais criterioso ao escolher em que navio trabalhar, buscando informações sobre condições de trabalho, salários, provisões e eventuais sanções. Marinheiros frequentemente dependem das oportunidades disponíveis, e, enquanto as frotas fantasmas continuarem a desempenhar papel central no transporte de petróleo, especialistas alertam que apenas uma cooperação internacional mais ampla poderá reduzir os riscos e proteger os trabalhadores do mar.

https://www.bbc.com/portuguese/articles/cd9gd4ee4zvo.adaptado.
O texto apresenta um quadro recente ligado ao transporte marítimo, destacando não apenas a ocorrência do problema, mas também suas repercussões diretas sobre trabalhadores embarcados.
De acordo com o texto-base, é CORRETO afirmar que: 
Alternativas
Q4034152 Português
O que está por trás do aumento de navios abandonados no mar 

Nos últimos meses, cresceu de forma significativa o número de petroleiros e de outras embarcações comerciais abandonadas por seus proprietários em diversas regiões do mundo. Esse fenômeno levanta questionamentos sobre suas causas e, principalmente, sobre os impactos humanos sofridos pelos marinheiros mercantes envolvidos.

Um tripulante, cuja identidade foi preservada, relatou à imprensa a partir de um petroleiro abandonado fora das águas territoriais de um país asiático que a tripulação enfrentou falta de alimentos básicos, como carne, grãos e peixe. A escassez comprometeu a saúde dos trabalhadores e agravou o clima a bordo, marcado por fome, tensão e incerteza quanto ao futuro.

A embarcação transporta cerca de setecentos e cinquenta mil barris de petróleo bruto, avaliados em aproximadamente cinquenta milhões de dólares, e havia partido do Extremo Oriente da Rússia com destino à Ásia no início de novembro. Após meses sem pagamento de salários, o navio foi considerado abandonado por uma federação sindical internacional. A embarcação permanece em águas internacionais, sem autorização para atracar, mas houve intervenção sindical para garantir parte dos salários atrasados e o envio de alimentos, água potável e suprimentos essenciais. Apesar da repatriação de alguns tripulantes, a maioria segue a bordo.

Dados sindicais indicam que, em 2016, foram registrados apenas vinte navios abandonados no mundo. Em 2025, esse número saltou para mais de quatrocentos, afetando mais de seis mil marinheiros, um aumento expressivo em relação ao ano anterior. A instabilidade geopolítica, conflitos armados e os efeitos prolongados da pandemia contribuíram para interrupções nas cadeias de suprimento e variações nos custos de frete, dificultando a sobrevivência financeira de algumas empresas marítimas.

Outro fator relevante é a expansão das chamadas frotas fantasmas, compostas principalmente por embarcações antigas, com estruturas de propriedade pouco transparentes, condições precárias de navegação e ausência de seguro adequado. Esses navios costumam operar sob bandeiras de conveniência, registradas em países com fiscalização limitada, o que permite contornar sanções internacionais e exportar petróleo em desacordo com restrições impostas a determinados Estados.

O uso de bandeiras de conveniência não é recente e historicamente tem sido adotado para escapar de legislações nacionais mais rigorosas. Atualmente, poucos países concentram grande parte do registro dessas embarcações, recebendo taxas em troca do uso de suas bandeiras. Nos últimos anos, novos Estados passaram a oferecer esse tipo de registro, ampliando o problema.

A maioria dos navios abandonados em 2025 navegava sob bandeiras de conveniência. Embora não seja possível determinar quantos pertencem diretamente às frotas fantasmas, o estado precário dessas embarcações e a falta de transparência aumentam os riscos tanto para  os navios quanto para suas tripulações.

Segundo diretrizes internacionais, um marinheiro é considerado abandonado quando o armador deixa de garantir sua repatriação, o sustento básico ou o pagamento de salários por pelo menos dois meses. No ano passado, tripulações abandonadas acumularam mais de vinte e cinco milhões de dólares em salários atrasados, dos quais cerca de dois terços foram recuperados por meio de intervenções sindicais.

As nacionalidades mais afetadas pelo abandono marítimo em 2025 foram a indiana, a filipina e a síria. Diante desse cenário, alguns governos passaram a restringir a atuação de embarcações envolvidas em violações de direitos trabalhistas, especialmente aquelas com proprietários difíceis de identificar ou sem resposta dos Estados de registro.

Especialistas do setor marítimo apontam que os países que oferecem bandeiras de conveniência frequentemente deixam de assumir responsabilidades sobre as embarcações registradas, apesar de o direito marítimo internacional prever a existência de um vínculo efetivo entre o navio, seus proprietários e o Estado de bandeira. Na prática, esse vínculo ainda é frágil e pouco definido.

O tripulante que relatou sua experiência afirma que, no futuro, será mais criterioso ao escolher em que navio trabalhar, buscando informações sobre condições de trabalho, salários, provisões e eventuais sanções. Marinheiros frequentemente dependem das oportunidades disponíveis, e, enquanto as frotas fantasmas continuarem a desempenhar papel central no transporte de petróleo, especialistas alertam que apenas uma cooperação internacional mais ampla poderá reduzir os riscos e proteger os trabalhadores do mar.

https://www.bbc.com/portuguese/articles/cd9gd4ee4zvo.adaptado.
O texto discute medidas adotadas por governos e reflexões de especialistas diante do abandono marítimo, ressaltando responsabilidades institucionais e escolhas individuais dos trabalhadores do setor.
De acordo com o texto-base, é CORRETO afirmar que: 
Alternativas
Q4034151 Português
A crescente demanda por acompanhantes de saúde em um Brasil com famílias mais enxutas e cada vez mais velho

O envelhecimento acelerado da população brasileira, aliado à redução do número de filhos e à diminuição das redes familiares, tem tornado mais comum a contratação de cuidadores e acompanhantes de saúde. Esse movimento amplia o debate sobre a regulamentação da profissão e revela uma expansão das atividades desses profissionais, que vão além do cuidado de idosos e passam a atuar no acompanhamento em exames, consultas e procedimentos hospitalares, inclusive para pessoas mais jovens.

Plataformas digitais facilitam esse tipo de contratação, geralmente informal, sem contratos de trabalho e com pagamento acordado por diária. Girlaine Ferreira, cuidadora há seis anos na região metropolitana de São Paulo, relata que esse serviço ainda é pouco conhecido, mas permite complementar a renda. Ela cobra valores que variam conforme a duração e o dia do atendimento e afirma que consegue aumentar significativamente o ganho mensal. Segundo sua experiência, a maioria dos clientes pertence às classes média e alta, tanto pelo custo quanto pela falta de informação sobre a existência desse tipo de serviço entre pessoas com menor escolaridade.

Ao longo de sua atuação, Girlaine já acompanhou pacientes em exames, procedimentos e longas internações hospitalares, inclusive em unidades de terapia intensiva. Embora tenha formação no cuidado de idosos, ela explica que não é obrigatório ter curso específico de enfermagem, desde que os limites do serviço estejam claros entre cliente e profissional.

A auxiliar de enfermagem Edineusa Matos também encontrou nesse tipo de acompanhamento uma oportunidade de renda extra. Com jornada de trabalho que alterna longos períodos de serviço e descanso, ela consegue assumir atendimentos como acompanhante, tanto na capital paulista quanto na região do ABC. No início, teve dificuldade em divulgar seu trabalho, mas hoje recebe boas avaliações e novos clientes por indicação. Entre os casos atendidos, destaca o acompanhamento de uma mãe que precisava levar o filho autista ao médico e não tinha condições de dirigir ou usar transporte por aplicativo.

Além de acompanhar consultas, Edineusa já auxiliou pacientes com necessidades específicas e atualmente acompanha um idoso em sessões regulares de hemodiálise. Seu rendimento como acompanhante, em alguns meses, supera o salário do emprego formal, o que lhe permitiu financiar a compra de um imóvel. Os valores cobrados variam conforme a complexidade do serviço e o esforço exigido.

Apesar do crescimento dessa atividade, a informalidade traz riscos. O trabalho de cuidador está previsto na Classificação Brasileira de Ocupações, o que permite contratação formal, com direitos trabalhistas. As atribuições incluem acompanhamento em consultas, auxílio em exercícios leves, administração de medicamentos prescritos e observação de sinais de emergência, sem diagnóstico ou prescrição médica. No entanto, a categoria ainda carece de regulamentação específica e de representação sindical unificada. Um projeto de lei sobre o tema tramita na Câmara dos Deputados.

Segundo a advogada Patrícia Schüler Fava, serviços eventuais não configuram vínculo empregatício, mas a prestação habitual gera obrigações formais para o contratante. Comparecer à residência ao menos três vezes por semana já caracteriza relação de trabalho doméstico, com exigência de registro e garantia de direitos.

Especialistas associam a maior demanda por acompanhantes ao envelhecimento populacional e à redução das redes de apoio familiar. A médica Roberta França destaca que o Brasil envelheceu em poucas décadas, um processo que levou mais de um século na Europa, sem a mesma preparação econômica e social. O demógrafo Márcio Minamiguchi observa que a geração mais idosa teve menos filhos e conta com apoio familiar mais limitado, o que amplia a procura por profissionais e por instituições de longa permanência.

A antropóloga Valquíria Renk lembra que muitas famílias não têm condições financeiras de contratar esses serviços, fazendo com que o cuidado recaia sobre parentes, sobretudo mulheres, sem remuneração. Para famílias com maior renda, o principal obstáculo costuma ser a falta de tempo, o que torna a contratação de acompanhantes uma alternativa. Embora a Política Nacional do Cuidado, sancionada em 2024, busque reconhecer e estruturar essas atividades, sua efetividade ainda é limitada, mantendo grande parte das famílias sem apoio adequado.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/c0jvq82v755o.adaptado.
O texto trata das diferentes experiências profissionais de acompanhantes de saúde, evidenciando formas de atuação, limites do serviço e estratégias de inserção no mercado.
De acordo com o texto-base, é CORRETO afirmar que:
Alternativas
Q4034150 Português
A crescente demanda por acompanhantes de saúde em um Brasil com famílias mais enxutas e cada vez mais velho

O envelhecimento acelerado da população brasileira, aliado à redução do número de filhos e à diminuição das redes familiares, tem tornado mais comum a contratação de cuidadores e acompanhantes de saúde. Esse movimento amplia o debate sobre a regulamentação da profissão e revela uma expansão das atividades desses profissionais, que vão além do cuidado de idosos e passam a atuar no acompanhamento em exames, consultas e procedimentos hospitalares, inclusive para pessoas mais jovens.

Plataformas digitais facilitam esse tipo de contratação, geralmente informal, sem contratos de trabalho e com pagamento acordado por diária. Girlaine Ferreira, cuidadora há seis anos na região metropolitana de São Paulo, relata que esse serviço ainda é pouco conhecido, mas permite complementar a renda. Ela cobra valores que variam conforme a duração e o dia do atendimento e afirma que consegue aumentar significativamente o ganho mensal. Segundo sua experiência, a maioria dos clientes pertence às classes média e alta, tanto pelo custo quanto pela falta de informação sobre a existência desse tipo de serviço entre pessoas com menor escolaridade.

Ao longo de sua atuação, Girlaine já acompanhou pacientes em exames, procedimentos e longas internações hospitalares, inclusive em unidades de terapia intensiva. Embora tenha formação no cuidado de idosos, ela explica que não é obrigatório ter curso específico de enfermagem, desde que os limites do serviço estejam claros entre cliente e profissional.

A auxiliar de enfermagem Edineusa Matos também encontrou nesse tipo de acompanhamento uma oportunidade de renda extra. Com jornada de trabalho que alterna longos períodos de serviço e descanso, ela consegue assumir atendimentos como acompanhante, tanto na capital paulista quanto na região do ABC. No início, teve dificuldade em divulgar seu trabalho, mas hoje recebe boas avaliações e novos clientes por indicação. Entre os casos atendidos, destaca o acompanhamento de uma mãe que precisava levar o filho autista ao médico e não tinha condições de dirigir ou usar transporte por aplicativo.

Além de acompanhar consultas, Edineusa já auxiliou pacientes com necessidades específicas e atualmente acompanha um idoso em sessões regulares de hemodiálise. Seu rendimento como acompanhante, em alguns meses, supera o salário do emprego formal, o que lhe permitiu financiar a compra de um imóvel. Os valores cobrados variam conforme a complexidade do serviço e o esforço exigido.

Apesar do crescimento dessa atividade, a informalidade traz riscos. O trabalho de cuidador está previsto na Classificação Brasileira de Ocupações, o que permite contratação formal, com direitos trabalhistas. As atribuições incluem acompanhamento em consultas, auxílio em exercícios leves, administração de medicamentos prescritos e observação de sinais de emergência, sem diagnóstico ou prescrição médica. No entanto, a categoria ainda carece de regulamentação específica e de representação sindical unificada. Um projeto de lei sobre o tema tramita na Câmara dos Deputados.

Segundo a advogada Patrícia Schüler Fava, serviços eventuais não configuram vínculo empregatício, mas a prestação habitual gera obrigações formais para o contratante. Comparecer à residência ao menos três vezes por semana já caracteriza relação de trabalho doméstico, com exigência de registro e garantia de direitos.

Especialistas associam a maior demanda por acompanhantes ao envelhecimento populacional e à redução das redes de apoio familiar. A médica Roberta França destaca que o Brasil envelheceu em poucas décadas, um processo que levou mais de um século na Europa, sem a mesma preparação econômica e social. O demógrafo Márcio Minamiguchi observa que a geração mais idosa teve menos filhos e conta com apoio familiar mais limitado, o que amplia a procura por profissionais e por instituições de longa permanência.

A antropóloga Valquíria Renk lembra que muitas famílias não têm condições financeiras de contratar esses serviços, fazendo com que o cuidado recaia sobre parentes, sobretudo mulheres, sem remuneração. Para famílias com maior renda, o principal obstáculo costuma ser a falta de tempo, o que torna a contratação de acompanhantes uma alternativa. Embora a Política Nacional do Cuidado, sancionada em 2024, busque reconhecer e estruturar essas atividades, sua efetividade ainda é limitada, mantendo grande parte das famílias sem apoio adequado.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/c0jvq82v755o.adaptado.
O texto discute aspectos legais e sociais relacionados ao trabalho de acompanhantes de saúde, considerando tanto as regras que definem vínculos de trabalho quanto fatores demográficos e familiares que influenciam a demanda por esses serviços.
De acordo com o texto-base, é CORRETO afirmar que:
Alternativas
Q4034148 Português
A crescente demanda por acompanhantes de saúde em um Brasil com famílias mais enxutas e cada vez mais velho

O envelhecimento acelerado da população brasileira, aliado à redução do número de filhos e à diminuição das redes familiares, tem tornado mais comum a contratação de cuidadores e acompanhantes de saúde. Esse movimento amplia o debate sobre a regulamentação da profissão e revela uma expansão das atividades desses profissionais, que vão além do cuidado de idosos e passam a atuar no acompanhamento em exames, consultas e procedimentos hospitalares, inclusive para pessoas mais jovens.

Plataformas digitais facilitam esse tipo de contratação, geralmente informal, sem contratos de trabalho e com pagamento acordado por diária. Girlaine Ferreira, cuidadora há seis anos na região metropolitana de São Paulo, relata que esse serviço ainda é pouco conhecido, mas permite complementar a renda. Ela cobra valores que variam conforme a duração e o dia do atendimento e afirma que consegue aumentar significativamente o ganho mensal. Segundo sua experiência, a maioria dos clientes pertence às classes média e alta, tanto pelo custo quanto pela falta de informação sobre a existência desse tipo de serviço entre pessoas com menor escolaridade.

Ao longo de sua atuação, Girlaine já acompanhou pacientes em exames, procedimentos e longas internações hospitalares, inclusive em unidades de terapia intensiva. Embora tenha formação no cuidado de idosos, ela explica que não é obrigatório ter curso específico de enfermagem, desde que os limites do serviço estejam claros entre cliente e profissional.

A auxiliar de enfermagem Edineusa Matos também encontrou nesse tipo de acompanhamento uma oportunidade de renda extra. Com jornada de trabalho que alterna longos períodos de serviço e descanso, ela consegue assumir atendimentos como acompanhante, tanto na capital paulista quanto na região do ABC. No início, teve dificuldade em divulgar seu trabalho, mas hoje recebe boas avaliações e novos clientes por indicação. Entre os casos atendidos, destaca o acompanhamento de uma mãe que precisava levar o filho autista ao médico e não tinha condições de dirigir ou usar transporte por aplicativo.

Além de acompanhar consultas, Edineusa já auxiliou pacientes com necessidades específicas e atualmente acompanha um idoso em sessões regulares de hemodiálise. Seu rendimento como acompanhante, em alguns meses, supera o salário do emprego formal, o que lhe permitiu financiar a compra de um imóvel. Os valores cobrados variam conforme a complexidade do serviço e o esforço exigido.

Apesar do crescimento dessa atividade, a informalidade traz riscos. O trabalho de cuidador está previsto na Classificação Brasileira de Ocupações, o que permite contratação formal, com direitos trabalhistas. As atribuições incluem acompanhamento em consultas, auxílio em exercícios leves, administração de medicamentos prescritos e observação de sinais de emergência, sem diagnóstico ou prescrição médica. No entanto, a categoria ainda carece de regulamentação específica e de representação sindical unificada. Um projeto de lei sobre o tema tramita na Câmara dos Deputados.

Segundo a advogada Patrícia Schüler Fava, serviços eventuais não configuram vínculo empregatício, mas a prestação habitual gera obrigações formais para o contratante. Comparecer à residência ao menos três vezes por semana já caracteriza relação de trabalho doméstico, com exigência de registro e garantia de direitos.

Especialistas associam a maior demanda por acompanhantes ao envelhecimento populacional e à redução das redes de apoio familiar. A médica Roberta França destaca que o Brasil envelheceu em poucas décadas, um processo que levou mais de um século na Europa, sem a mesma preparação econômica e social. O demógrafo Márcio Minamiguchi observa que a geração mais idosa teve menos filhos e conta com apoio familiar mais limitado, o que amplia a procura por profissionais e por instituições de longa permanência.

A antropóloga Valquíria Renk lembra que muitas famílias não têm condições financeiras de contratar esses serviços, fazendo com que o cuidado recaia sobre parentes, sobretudo mulheres, sem remuneração. Para famílias com maior renda, o principal obstáculo costuma ser a falta de tempo, o que torna a contratação de acompanhantes uma alternativa. Embora a Política Nacional do Cuidado, sancionada em 2024, busque reconhecer e estruturar essas atividades, sua efetividade ainda é limitada, mantendo grande parte das famílias sem apoio adequado.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/c0jvq82v755o.adaptado.
O texto discute a atuação dos acompanhantes de saúde, relacionando aspectos econômicos da atividade às condições formais de trabalho e aos limites definidos para essa função profissional.
De acordo com o texto-base, é CORRETO afirmar que:
Alternativas
Q4034147 Português
A crescente demanda por acompanhantes de saúde em um Brasil com famílias mais enxutas e cada vez mais velho

O envelhecimento acelerado da população brasileira, aliado à redução do número de filhos e à diminuição das redes familiares, tem tornado mais comum a contratação de cuidadores e acompanhantes de saúde. Esse movimento amplia o debate sobre a regulamentação da profissão e revela uma expansão das atividades desses profissionais, que vão além do cuidado de idosos e passam a atuar no acompanhamento em exames, consultas e procedimentos hospitalares, inclusive para pessoas mais jovens.

Plataformas digitais facilitam esse tipo de contratação, geralmente informal, sem contratos de trabalho e com pagamento acordado por diária. Girlaine Ferreira, cuidadora há seis anos na região metropolitana de São Paulo, relata que esse serviço ainda é pouco conhecido, mas permite complementar a renda. Ela cobra valores que variam conforme a duração e o dia do atendimento e afirma que consegue aumentar significativamente o ganho mensal. Segundo sua experiência, a maioria dos clientes pertence às classes média e alta, tanto pelo custo quanto pela falta de informação sobre a existência desse tipo de serviço entre pessoas com menor escolaridade.

Ao longo de sua atuação, Girlaine já acompanhou pacientes em exames, procedimentos e longas internações hospitalares, inclusive em unidades de terapia intensiva. Embora tenha formação no cuidado de idosos, ela explica que não é obrigatório ter curso específico de enfermagem, desde que os limites do serviço estejam claros entre cliente e profissional.

A auxiliar de enfermagem Edineusa Matos também encontrou nesse tipo de acompanhamento uma oportunidade de renda extra. Com jornada de trabalho que alterna longos períodos de serviço e descanso, ela consegue assumir atendimentos como acompanhante, tanto na capital paulista quanto na região do ABC. No início, teve dificuldade em divulgar seu trabalho, mas hoje recebe boas avaliações e novos clientes por indicação. Entre os casos atendidos, destaca o acompanhamento de uma mãe que precisava levar o filho autista ao médico e não tinha condições de dirigir ou usar transporte por aplicativo.

Além de acompanhar consultas, Edineusa já auxiliou pacientes com necessidades específicas e atualmente acompanha um idoso em sessões regulares de hemodiálise. Seu rendimento como acompanhante, em alguns meses, supera o salário do emprego formal, o que lhe permitiu financiar a compra de um imóvel. Os valores cobrados variam conforme a complexidade do serviço e o esforço exigido.

Apesar do crescimento dessa atividade, a informalidade traz riscos. O trabalho de cuidador está previsto na Classificação Brasileira de Ocupações, o que permite contratação formal, com direitos trabalhistas. As atribuições incluem acompanhamento em consultas, auxílio em exercícios leves, administração de medicamentos prescritos e observação de sinais de emergência, sem diagnóstico ou prescrição médica. No entanto, a categoria ainda carece de regulamentação específica e de representação sindical unificada. Um projeto de lei sobre o tema tramita na Câmara dos Deputados.

Segundo a advogada Patrícia Schüler Fava, serviços eventuais não configuram vínculo empregatício, mas a prestação habitual gera obrigações formais para o contratante. Comparecer à residência ao menos três vezes por semana já caracteriza relação de trabalho doméstico, com exigência de registro e garantia de direitos.

Especialistas associam a maior demanda por acompanhantes ao envelhecimento populacional e à redução das redes de apoio familiar. A médica Roberta França destaca que o Brasil envelheceu em poucas décadas, um processo que levou mais de um século na Europa, sem a mesma preparação econômica e social. O demógrafo Márcio Minamiguchi observa que a geração mais idosa teve menos filhos e conta com apoio familiar mais limitado, o que amplia a procura por profissionais e por instituições de longa permanência.

A antropóloga Valquíria Renk lembra que muitas famílias não têm condições financeiras de contratar esses serviços, fazendo com que o cuidado recaia sobre parentes, sobretudo mulheres, sem remuneração. Para famílias com maior renda, o principal obstáculo costuma ser a falta de tempo, o que torna a contratação de acompanhantes uma alternativa. Embora a Política Nacional do Cuidado, sancionada em 2024, busque reconhecer e estruturar essas atividades, sua efetividade ainda é limitada, mantendo grande parte das famílias sem apoio adequado.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/c0jvq82v755o.adaptado.
O texto aborda mudanças sociais relacionadas às formas de cuidado em saúde, considerando transformações demográficas e familiares que afetam a organização desse tipo de serviço na sociedade brasileira.
De acordo com o texto-base, é CORRETO afirmar que:
Alternativas
Respostas
21: B
22: D
23: A
24: B
25: D
26: A
27: A
28: A
29: C
30: B
31: D
32: C
33: C
34: D
35: A
36: B
37: B
38: A
39: B
40: C