Questões de Concurso
Comentadas para professor de ensino fundamental
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A criação de Brasília é um marco na história urbanística do Brasil. A decisão de construir uma nova capital foi tomada durante o governo de Juscelino Kubitschek. A escolha do local para a construção da nova capital, no Planalto Central, foi guiada por motivos estratégicos e de planejamento. O arquiteto responsável pelo projeto urbanístico de Brasília foi o renomado Oscar Niemeyer, em colaboração com o urbanista Lúcio Costa. A construção teve início em 1956 e foi concluída em 21 de abril de 1960, quando Brasília foi oficialmente inaugurada como a nova capital do Brasil.
Qual foi o principal motivo para a transferência da capital para o interior do país?
Texto para responder à questão.
Caso de divórcio (III)
Ele é um ex-seminarista. Sério, metódico e higiênico. Do tipo que dorme sem amassar o pijama. Dela, todos dizem: é uma santa. Nunca tiveram filhos, e explicam que é por um problema de bacia estreita. Dele, não dela, mas ninguém jamais pediu maiores explicações. Ele é técnico contábil, está muito bem de vida. Ela se dedica a obras benemerentes e a atividades paroquiais. Os dois fizeram cursilho. Certa vez, ele escreveu uma carta ao jornal sobre uma vaga questão de dogma da Igreja e assinou Leigo Alerta. Ela usa o cabelo puxado para trás e amarrado num coque que é uma declaração de princípios. Até que um dia...
Um dia, por acaso, ligam o rádio no meio de uma transmissão de futebol. E ela ouve um nome: Dulcídio Wanderley Boschilia. Não ouve o resto da frase, não sabe quem é, mas fixa-se no nome como se o agarrasse com os dentes. Dulcídio Wanderley Boschilia. Estremece. Sente uma estranha sensação no peito, uma aflição. Como um sumidouro. Dulcídio Wanderley Boschilia. O que é que está me acontecendo, Deus? Levanta e vai na cozinha tomar água. Quando volta, o marido acabou de desligar o rádio e está tirando a gravata, sinal certo de que se prepara para dormir. Será que ele notou alguma coisa? Dulcídio Wanderley Boschilia. Não consegue dormir. Nunca mais será a mesma. Que fascínio tem aquele nome para mudar uma vida? E o mais estranho é que só de madrugada, o marido roncando como um urso, ela se dá conta que existe um homem que corresponde ao nome. Até então o nome fora uma assombração sem corpo na sua vigília, uma coisa etérea, uma abstração sonora.
Poucas horas antes da missa das seis, a aflição ganha um corpo. Mas que corpo terá Dulcídio Wanderley Boschilia? De volta da missa ela pega o jornal e vira para a página de esportes. Procura uma fotografia. Será este aqui? Deixa ver. Zezinho. Não é este. Tadeu. Cacau. Sente-se ridícula. O massagista Banha. Preciso me controlar. E súbito, num canto da página, a notícia: o árbitro Dulcídio Wanderley Boschilia, que apitou o jogo de ontem, ficará na cidade até amanhã pela manhã, quando embarcará para São Paulo.
A empregada aparece na sala para pedir instruções para o almoço e descobre a patroa, com o jornal amassado contra o peito, o olhar perdido, e uma expressão na boca que a empregada — se soubesse soletrar a palavra — chamaria de pura lascívia. No mesmo dia, temendo nem ela sabe bem o quê, a empregada pede dispensa, depois de 17 anos com a família.
Na manhã do dia seguinte, em vez da missa, a mulher vai para o aeroporto. De cabelo solto. O marido fica dormindo. Atenta a todas as chamadas para embarque, a mulher procura em vão por alguém com cara de Dulcídio Wanderley Boschilia. Almoça um bauru com guaraná no balcão do aeroporto e fica até à noite. Só quando descobre que não há mais voos para São Paulo naquele dia é que vai para casa.
— Onde é que você esteve? quis saber o marido, preocupado.
— Não interessa.
Ela tranca-se no quarto, e nos quatro dias seguintes só sai uma vez, para telefonar a um jornal. Pede o endereço de Dulcídio Wanderley Boschilia em São Paulo. Ninguém sabe. Ela deve escrever para a Federação Paulista de Futebol, o Departamento de Árbitros, por aí. Na noite do quarto dia ela declara para o marido:
— Quero ir para São Paulo.
— Está bem. Iremos.
— Você, não. Eu. Quero viver. Quero viver!
O marido salta com os dois pés no seu peito, como um Watusi, e a manda cambaleando para dentro do quarto. Fecha a porta. Até hoje, só a deixa sair para ir ao banheiro. Ela tem assustado várias pessoas da vizinhança com chamados furtivos, da janela, no meio da noite, e misteriosos bilhetes “para o Dulcídio, em São Paulo. Rápido, rápido!”
VERISSIMO, L. F. Ed Mort e outras histórias. Porto Alegre: L&PM Editores, 1985.
I – Fica delegado aos membros da coordenação pedagógica, juntamente com a secretaria de educação e os docentes, aprovar mudanças necessárias no regimento escolar do estabelecimento.
II – O regimento escolar disporá sobre direitos e deveres dos membros da comunidade escolar, devendo estabelecê-los em consonância com os princípios constitucionais gerais e a legislação pertinente.
III – O regimento escolar obedecerá à forma legislativa apropriada, devendo ter uma ordem lógica e coerente, ordenada por assuntos, do geral para o particular, sendo desenvolvido por títulos, capítulos e seções, compostos por artigos.
IV – Qualquer alteração do regimento escolar passará a vigorar no ano letivo vigente se necessária.
V – A organização administrativa será instituída de forma a atender às finalidades da escola, expressas em sua proposta pedagógica, e a ela se subordinará.
I – O planejamento é um processo de racionalização, organização e coordenação da ação docente, articulando a atividade escolar e a problemática do contexto social.
II – O planejamento é uma atividade de reflexão acerca das opções e ações individuais, se não focar didaticamente sobre o rumo que se deve dar ao trabalho, prevalece os rumos estabelecidos pelos interesses dominantes da sociedade.
III - No planejamento escolar, o que se pode constar ou não, são as atividades de ensino e de aprendizagem, independente dos objetivos propostos pelo Projeto Político pedagógico da escola, por ser algo particular do objetivo de cada educador.
IV – Os elementos do planejamento escolar – objetivos, conteúdos, métodos, estão recheados de implicações sociais, têm um significado genuinamente político.
V – O planejamento é um meio para programar as ações docentes, mas é também um momento de pesquisa e reflexão intimamente ligado à avaliação. Há três modalidades de planejamento, articulados entre si o plano da escola, o plano de ensino e o plano de aulas.
I – Do perfil real dos sujeitos que trabalham na instituição, visando à importância da sociedade conhecer e julgar sobre a formação dos profissionais que instituem a base de reflexão sobre as relações vida-conhecimento-cultura-professor-estudante e instituição escolar.
II – Do diagnóstico da realidade concreta dos sujeitos do processo educativo, contextualizado no espaço e no tempo.
III – Da implantação dos programas de acompanhamento do acesso, de permanência dos estudantes e de superação da retenção escolar.
IV – As bases norteadoras da organização do trabalho pedagógico, enfatizando a obrigatoriedade do método pedagógico adotado pela instituição escolar.
V – A definição dos métodos específicos que os educadores devem ter no contexto escolar, assim como discutir com membros da sociedade a qualidade das aprendizagens em função do contexto das desigualdades sociais que refletem na escola.
I – A Educação Infantil, que compreende: a Creche, englobando as diferentes etapas do desenvolvimento da criança até 3 (três) anos e 11 (onze) meses; e a Pré-Escola, com duração de 2 (dois) anos.
II – A Educação Infantil, que compreende o atendimento às crianças de 6 (seis) meses a 6 (seis) anos, nos dispositivos da lei.
III – O Ensino Fundamental, obrigatório e gratuito, com duração de 9 (nove) anos, é organizado e tratado em duas fases: a dos 5 (cinco) anos iniciais e a dos 4 (quatro) anos finais;
IV – O Ensino Fundamental, obrigatório, com duração de 12 (doze) anos, organizado em duas fases, ensino fundamental I e ensino fundamental II.
V - O Ensino Médio, com duração mínima de 3 (três) anos.
1. Avaliação Formativa
2. Avaliação Somativa.
3. Avaliação Diagnóstica.
( ) compreende a totalização de vários instrumentos avaliativos. Assim, no decorrer de um período letivo (bimestre, por exemplo), em que o aluno realizou diversas atividades (trabalhos, pesquisas e provas), este recebe uma nota única pela soma desses resultados.
( ) Esse tipo de avaliação possibilita ao educador e educando detectarem, ao longo do processo de aprendizagem, suas falhas, desvios, suas dificuldades, a tempo de redirecionarem os meios, os recursos, as estratégias e procedimentos na direção desejada”
( ) Nesse tipo de avalição propõe o uso do feedback para o professor, mas ao mesmo tempo contempla o uso de recursos para que os déficits identificados sejam superados e a aprendizagem seja efetivada. Não se trata de aumentar a nota dos educandos, mas de ampliar sua aprendizagem. É, de fato, o tipo de avaliação que visa transformar a prática pedagógica, pois a mesma dá informações, identifica erros, sugere interpretações quanto às estratégias e atitudes dos alunos e, portanto, alimenta diretamente a ação pedagógica.
I. Os instrumentos pedagógicos podem ser entendidos como aqueles instrumentos dos quais o professor se apropria para o desenvolvimento da atividade de ensino, como computadores, jogos, livros, apostilas, experimentos e provas.
II. Os instrumentos pedagógicos atuam como mediadores nos processos de ensino e de estudo e, sendo assim, possibilitam a aprendizagem.
III. Os instrumentos pedagógicos viabilizam transmitir conhecimentos aos alunos, facilitando a significação conceitual dos conteúdos abordados em sala de aula.
IV. Os instrumentos pedagógicos utilizados pelo professor no planejamento do seu ensino têm o potencial de facilitar a significação conceitual e também contribuir para a constituição humana de alunos e professores.
São corretas as afirmativas: