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O texto seguinte servirá
de base para responder à questão.
O que acontece no cérebro
quando ouvimos opiniões diferentes — e como treinar nossa capacidade de escuta
Ouvir uma opinião contrária
à nossa quase sempre provoca alguma reação. Embora muitas vezes atribuamos essa
dificuldade a fatores culturais ou pessoais, a ciência mostra que ela também
está relacionada ao funcionamento do cérebro.
A neurociência explica por
que ouvir ideias diferentes é tão desafiador. A discordância ativa sistemas
cerebrais responsáveis por detectar conflitos e preservar a coerência interna
do pensamento. Por isso, quando nos deparamos com ideias que entram em choque
com nossas crenças, tendemos a reagir rapidamente e, muitas vezes, de forma
defensiva.
Quando somos expostos a uma
opinião que contradiz a nossa forma de pensar, o cérebro não começa avaliando
argumentos de maneira racional. Antes disso, ele identifica que existe um
conflito. Uma das regiões envolvidas nesse processo é o córtex cingulado anterior
(CCA). Essa estrutura atua como um sistema de monitoramento responsável por
detectar inconsistências entre expectativas e realidade, além de conflitos
entre respostas ou entre crenças.
Estudos indicam que o córtex
cingulado anterior participa de circuitos ligados tanto ao controle cognitivo
quanto ao processamento da dor física e social. Por essa razão, uma opinião
contrária pode ser percebida pelo cérebro como algo desconfortável ou potencialmente
ameaçador, mesmo quando não há confronto direto entre as pessoas.
Outras regiões cerebrais
também entram em atividade nesse processo. A amígdala está relacionada às
respostas a ameaças, enquanto a ínsula participa da percepção de estados
corporais de mal-estar. O resultado dessas ativações é familiar para muitas
pessoas: tensão no corpo, sensação de desconforto e tendência a se defender ou
a encerrar rapidamente a conversa.
Posteriormente, entra em
ação o córtex pré-frontal dorsolateral, região associada a funções cognitivas
superiores, como planejamento, inibição de impulsos e tomada de decisões. Essa
área contribui para regular as reações emocionais e possibilita uma avaliação
mais refletida da situação.
Aceitar um ponto de vista
diferente do nosso exige esforço mental. O cérebro precisa manter
simultaneamente dois modelos mentais incompatíveis: aquilo em que acreditamos e
aquilo que o outro afirma. Em seguida, é necessário comparar essas
representações e avaliar se alguma delas deve ser modificada.
Esse processo envolve também
a chamada dissonância cognitiva, isto é, o mal-estar psicológico que surge
quando uma informação ameaça a coerência da nossa visão de mundo ou da nossa
identidade. Em muitas situações, esse desconforto leva as pessoas a reforçar as
crenças que já possuem, em vez de considerar seriamente o ponto de vista
contrário.
Além disso, diversas crenças
estão ligadas ao sentimento de pertencimento a determinados grupos sociais.
Alterar uma perspectiva pode ser vivido, ainda que de forma inconsciente, como
um risco social, como sentir constrangimento, perder status ou ser excluído. O
cérebro social tende a evitar esse tipo de ameaça.
Outro elemento importante
nesse processo é o estresse. Quando os níveis de estresse são elevados ou
prolongados, o sistema nervoso entra em estado de alerta. Nessa condição,
diminui a capacidade do córtex pré-frontal de regular as emoções e de lidar com
divergências de forma equilibrada. Assim, ouvir com calma e refletir sobre
argumentos diferentes torna-se mais difícil.
Apesar dessas dificuldades,
há um aspecto positivo: os sistemas cerebrais envolvidos na regulação emocional
e no controle cognitivo são maleáveis e se modificam com a experiência.
A dificuldade de ouvir
opiniões divergentes aparece com frequência no debate social contemporâneo,
especialmente em contextos nos quais decisões coletivas precisam ser tomadas,
como equipes de trabalho, instituições ou espaços de liderança. Quando um desacordo
não é bem conduzido, ele gera conflitos interpessoais, falhas de comunicação e
deterioração do clima emocional.
Felizmente, é possível treinar a capacidade de escuta. Estudos desenvolvidos pelo grupo Neurociência do Bem-estar da Universidade de Sevilha mostram que o treinamento da regulação fisiológica e emocional está associado a uma maior capacidade de pensar antes de responder, ouvir com menor reatividade e conduzir conversas difíceis com mais clareza.
Assim, o objetivo não é evitar o desconforto provocado pela
discordância, mas aprender a regulá-lo. Ouvir não significa concordar nem
abandonar os próprios valores. Significa sustentar o desconforto pelo tempo
necessário para ampliar a compreensão da situação.
Em um mundo cada vez mais
polarizado, a capacidade de escutar opiniões é compreendida como uma habilidade
a ser desenvolvida. Entender como o cérebro reage às divergências é um passo
importante para substituir reações automáticas por respostas mais calmas,
claras e conscientes.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/crm83ke7d4ro.adaptado.
Considerando as regras de pontuação da norma padrão, assinale a alternativa CORRETA quanto ao emprego dos sinais de pontuação no período.
O texto seguinte servirá
de base para responder à questão.
O que acontece no cérebro
quando ouvimos opiniões diferentes — e como treinar nossa capacidade de escuta
Ouvir uma opinião contrária
à nossa quase sempre provoca alguma reação. Embora muitas vezes atribuamos essa
dificuldade a fatores culturais ou pessoais, a ciência mostra que ela também
está relacionada ao funcionamento do cérebro.
A neurociência explica por
que ouvir ideias diferentes é tão desafiador. A discordância ativa sistemas
cerebrais responsáveis por detectar conflitos e preservar a coerência interna
do pensamento. Por isso, quando nos deparamos com ideias que entram em choque
com nossas crenças, tendemos a reagir rapidamente e, muitas vezes, de forma
defensiva.
Quando somos expostos a uma
opinião que contradiz a nossa forma de pensar, o cérebro não começa avaliando
argumentos de maneira racional. Antes disso, ele identifica que existe um
conflito. Uma das regiões envolvidas nesse processo é o córtex cingulado anterior
(CCA). Essa estrutura atua como um sistema de monitoramento responsável por
detectar inconsistências entre expectativas e realidade, além de conflitos
entre respostas ou entre crenças.
Estudos indicam que o córtex
cingulado anterior participa de circuitos ligados tanto ao controle cognitivo
quanto ao processamento da dor física e social. Por essa razão, uma opinião
contrária pode ser percebida pelo cérebro como algo desconfortável ou potencialmente
ameaçador, mesmo quando não há confronto direto entre as pessoas.
Outras regiões cerebrais
também entram em atividade nesse processo. A amígdala está relacionada às
respostas a ameaças, enquanto a ínsula participa da percepção de estados
corporais de mal-estar. O resultado dessas ativações é familiar para muitas
pessoas: tensão no corpo, sensação de desconforto e tendência a se defender ou
a encerrar rapidamente a conversa.
Posteriormente, entra em
ação o córtex pré-frontal dorsolateral, região associada a funções cognitivas
superiores, como planejamento, inibição de impulsos e tomada de decisões. Essa
área contribui para regular as reações emocionais e possibilita uma avaliação
mais refletida da situação.
Aceitar um ponto de vista
diferente do nosso exige esforço mental. O cérebro precisa manter
simultaneamente dois modelos mentais incompatíveis: aquilo em que acreditamos e
aquilo que o outro afirma. Em seguida, é necessário comparar essas
representações e avaliar se alguma delas deve ser modificada.
Esse processo envolve também
a chamada dissonância cognitiva, isto é, o mal-estar psicológico que surge
quando uma informação ameaça a coerência da nossa visão de mundo ou da nossa
identidade. Em muitas situações, esse desconforto leva as pessoas a reforçar as
crenças que já possuem, em vez de considerar seriamente o ponto de vista
contrário.
Além disso, diversas crenças
estão ligadas ao sentimento de pertencimento a determinados grupos sociais.
Alterar uma perspectiva pode ser vivido, ainda que de forma inconsciente, como
um risco social, como sentir constrangimento, perder status ou ser excluído. O
cérebro social tende a evitar esse tipo de ameaça.
Outro elemento importante
nesse processo é o estresse. Quando os níveis de estresse são elevados ou
prolongados, o sistema nervoso entra em estado de alerta. Nessa condição,
diminui a capacidade do córtex pré-frontal de regular as emoções e de lidar com
divergências de forma equilibrada. Assim, ouvir com calma e refletir sobre
argumentos diferentes torna-se mais difícil.
Apesar dessas dificuldades,
há um aspecto positivo: os sistemas cerebrais envolvidos na regulação emocional
e no controle cognitivo são maleáveis e se modificam com a experiência.
A dificuldade de ouvir
opiniões divergentes aparece com frequência no debate social contemporâneo,
especialmente em contextos nos quais decisões coletivas precisam ser tomadas,
como equipes de trabalho, instituições ou espaços de liderança. Quando um desacordo
não é bem conduzido, ele gera conflitos interpessoais, falhas de comunicação e
deterioração do clima emocional.
Felizmente, é possível treinar a capacidade de escuta. Estudos desenvolvidos pelo grupo Neurociência do Bem-estar da Universidade de Sevilha mostram que o treinamento da regulação fisiológica e emocional está associado a uma maior capacidade de pensar antes de responder, ouvir com menor reatividade e conduzir conversas difíceis com mais clareza.
Assim, o objetivo não é evitar o desconforto provocado pela
discordância, mas aprender a regulá-lo. Ouvir não significa concordar nem
abandonar os próprios valores. Significa sustentar o desconforto pelo tempo
necessário para ampliar a compreensão da situação.
Em um mundo cada vez mais
polarizado, a capacidade de escutar opiniões é compreendida como uma habilidade
a ser desenvolvida. Entender como o cérebro reage às divergências é um passo
importante para substituir reações automáticas por respostas mais calmas,
claras e conscientes.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/crm83ke7d4ro.adaptado.
De acordo com o texto-base, assinale a alternativa CORRETA.
O texto seguinte servirá
de base para responder à questão.
O que acontece no cérebro
quando ouvimos opiniões diferentes — e como treinar nossa capacidade de escuta
Ouvir uma opinião contrária
à nossa quase sempre provoca alguma reação. Embora muitas vezes atribuamos essa
dificuldade a fatores culturais ou pessoais, a ciência mostra que ela também
está relacionada ao funcionamento do cérebro.
A neurociência explica por
que ouvir ideias diferentes é tão desafiador. A discordância ativa sistemas
cerebrais responsáveis por detectar conflitos e preservar a coerência interna
do pensamento. Por isso, quando nos deparamos com ideias que entram em choque
com nossas crenças, tendemos a reagir rapidamente e, muitas vezes, de forma
defensiva.
Quando somos expostos a uma
opinião que contradiz a nossa forma de pensar, o cérebro não começa avaliando
argumentos de maneira racional. Antes disso, ele identifica que existe um
conflito. Uma das regiões envolvidas nesse processo é o córtex cingulado anterior
(CCA). Essa estrutura atua como um sistema de monitoramento responsável por
detectar inconsistências entre expectativas e realidade, além de conflitos
entre respostas ou entre crenças.
Estudos indicam que o córtex
cingulado anterior participa de circuitos ligados tanto ao controle cognitivo
quanto ao processamento da dor física e social. Por essa razão, uma opinião
contrária pode ser percebida pelo cérebro como algo desconfortável ou potencialmente
ameaçador, mesmo quando não há confronto direto entre as pessoas.
Outras regiões cerebrais
também entram em atividade nesse processo. A amígdala está relacionada às
respostas a ameaças, enquanto a ínsula participa da percepção de estados
corporais de mal-estar. O resultado dessas ativações é familiar para muitas
pessoas: tensão no corpo, sensação de desconforto e tendência a se defender ou
a encerrar rapidamente a conversa.
Posteriormente, entra em
ação o córtex pré-frontal dorsolateral, região associada a funções cognitivas
superiores, como planejamento, inibição de impulsos e tomada de decisões. Essa
área contribui para regular as reações emocionais e possibilita uma avaliação
mais refletida da situação.
Aceitar um ponto de vista
diferente do nosso exige esforço mental. O cérebro precisa manter
simultaneamente dois modelos mentais incompatíveis: aquilo em que acreditamos e
aquilo que o outro afirma. Em seguida, é necessário comparar essas
representações e avaliar se alguma delas deve ser modificada.
Esse processo envolve também
a chamada dissonância cognitiva, isto é, o mal-estar psicológico que surge
quando uma informação ameaça a coerência da nossa visão de mundo ou da nossa
identidade. Em muitas situações, esse desconforto leva as pessoas a reforçar as
crenças que já possuem, em vez de considerar seriamente o ponto de vista
contrário.
Além disso, diversas crenças
estão ligadas ao sentimento de pertencimento a determinados grupos sociais.
Alterar uma perspectiva pode ser vivido, ainda que de forma inconsciente, como
um risco social, como sentir constrangimento, perder status ou ser excluído. O
cérebro social tende a evitar esse tipo de ameaça.
Outro elemento importante
nesse processo é o estresse. Quando os níveis de estresse são elevados ou
prolongados, o sistema nervoso entra em estado de alerta. Nessa condição,
diminui a capacidade do córtex pré-frontal de regular as emoções e de lidar com
divergências de forma equilibrada. Assim, ouvir com calma e refletir sobre
argumentos diferentes torna-se mais difícil.
Apesar dessas dificuldades,
há um aspecto positivo: os sistemas cerebrais envolvidos na regulação emocional
e no controle cognitivo são maleáveis e se modificam com a experiência.
A dificuldade de ouvir
opiniões divergentes aparece com frequência no debate social contemporâneo,
especialmente em contextos nos quais decisões coletivas precisam ser tomadas,
como equipes de trabalho, instituições ou espaços de liderança. Quando um desacordo
não é bem conduzido, ele gera conflitos interpessoais, falhas de comunicação e
deterioração do clima emocional.
Felizmente, é possível treinar a capacidade de escuta. Estudos desenvolvidos pelo grupo Neurociência do Bem-estar da Universidade de Sevilha mostram que o treinamento da regulação fisiológica e emocional está associado a uma maior capacidade de pensar antes de responder, ouvir com menor reatividade e conduzir conversas difíceis com mais clareza.
Assim, o objetivo não é evitar o desconforto provocado pela
discordância, mas aprender a regulá-lo. Ouvir não significa concordar nem
abandonar os próprios valores. Significa sustentar o desconforto pelo tempo
necessário para ampliar a compreensão da situação.
Em um mundo cada vez mais
polarizado, a capacidade de escutar opiniões é compreendida como uma habilidade
a ser desenvolvida. Entender como o cérebro reage às divergências é um passo
importante para substituir reações automáticas por respostas mais calmas,
claras e conscientes.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/crm83ke7d4ro.adaptado.
Considere o trecho do texto-base:
Esse processo envolve também a chamada dissonância cognitiva, isto é, o mal-estar psicológico que surge quando uma informação ameaça a coerência da nossa visão de mundo ou da nossa identidade.
De acordo com o trecho apresentado, assinale a alternativa CORRETA.
O texto seguinte servirá
de base para responder à questão.
O que acontece no cérebro
quando ouvimos opiniões diferentes — e como treinar nossa capacidade de escuta
Ouvir uma opinião contrária
à nossa quase sempre provoca alguma reação. Embora muitas vezes atribuamos essa
dificuldade a fatores culturais ou pessoais, a ciência mostra que ela também
está relacionada ao funcionamento do cérebro.
A neurociência explica por
que ouvir ideias diferentes é tão desafiador. A discordância ativa sistemas
cerebrais responsáveis por detectar conflitos e preservar a coerência interna
do pensamento. Por isso, quando nos deparamos com ideias que entram em choque
com nossas crenças, tendemos a reagir rapidamente e, muitas vezes, de forma
defensiva.
Quando somos expostos a uma
opinião que contradiz a nossa forma de pensar, o cérebro não começa avaliando
argumentos de maneira racional. Antes disso, ele identifica que existe um
conflito. Uma das regiões envolvidas nesse processo é o córtex cingulado anterior
(CCA). Essa estrutura atua como um sistema de monitoramento responsável por
detectar inconsistências entre expectativas e realidade, além de conflitos
entre respostas ou entre crenças.
Estudos indicam que o córtex
cingulado anterior participa de circuitos ligados tanto ao controle cognitivo
quanto ao processamento da dor física e social. Por essa razão, uma opinião
contrária pode ser percebida pelo cérebro como algo desconfortável ou potencialmente
ameaçador, mesmo quando não há confronto direto entre as pessoas.
Outras regiões cerebrais
também entram em atividade nesse processo. A amígdala está relacionada às
respostas a ameaças, enquanto a ínsula participa da percepção de estados
corporais de mal-estar. O resultado dessas ativações é familiar para muitas
pessoas: tensão no corpo, sensação de desconforto e tendência a se defender ou
a encerrar rapidamente a conversa.
Posteriormente, entra em
ação o córtex pré-frontal dorsolateral, região associada a funções cognitivas
superiores, como planejamento, inibição de impulsos e tomada de decisões. Essa
área contribui para regular as reações emocionais e possibilita uma avaliação
mais refletida da situação.
Aceitar um ponto de vista
diferente do nosso exige esforço mental. O cérebro precisa manter
simultaneamente dois modelos mentais incompatíveis: aquilo em que acreditamos e
aquilo que o outro afirma. Em seguida, é necessário comparar essas
representações e avaliar se alguma delas deve ser modificada.
Esse processo envolve também
a chamada dissonância cognitiva, isto é, o mal-estar psicológico que surge
quando uma informação ameaça a coerência da nossa visão de mundo ou da nossa
identidade. Em muitas situações, esse desconforto leva as pessoas a reforçar as
crenças que já possuem, em vez de considerar seriamente o ponto de vista
contrário.
Além disso, diversas crenças
estão ligadas ao sentimento de pertencimento a determinados grupos sociais.
Alterar uma perspectiva pode ser vivido, ainda que de forma inconsciente, como
um risco social, como sentir constrangimento, perder status ou ser excluído. O
cérebro social tende a evitar esse tipo de ameaça.
Outro elemento importante
nesse processo é o estresse. Quando os níveis de estresse são elevados ou
prolongados, o sistema nervoso entra em estado de alerta. Nessa condição,
diminui a capacidade do córtex pré-frontal de regular as emoções e de lidar com
divergências de forma equilibrada. Assim, ouvir com calma e refletir sobre
argumentos diferentes torna-se mais difícil.
Apesar dessas dificuldades,
há um aspecto positivo: os sistemas cerebrais envolvidos na regulação emocional
e no controle cognitivo são maleáveis e se modificam com a experiência.
A dificuldade de ouvir
opiniões divergentes aparece com frequência no debate social contemporâneo,
especialmente em contextos nos quais decisões coletivas precisam ser tomadas,
como equipes de trabalho, instituições ou espaços de liderança. Quando um desacordo
não é bem conduzido, ele gera conflitos interpessoais, falhas de comunicação e
deterioração do clima emocional.
Felizmente, é possível treinar a capacidade de escuta. Estudos desenvolvidos pelo grupo Neurociência do Bem-estar da Universidade de Sevilha mostram que o treinamento da regulação fisiológica e emocional está associado a uma maior capacidade de pensar antes de responder, ouvir com menor reatividade e conduzir conversas difíceis com mais clareza.
Assim, o objetivo não é evitar o desconforto provocado pela
discordância, mas aprender a regulá-lo. Ouvir não significa concordar nem
abandonar os próprios valores. Significa sustentar o desconforto pelo tempo
necessário para ampliar a compreensão da situação.
Em um mundo cada vez mais
polarizado, a capacidade de escutar opiniões é compreendida como uma habilidade
a ser desenvolvida. Entender como o cérebro reage às divergências é um passo
importante para substituir reações automáticas por respostas mais calmas,
claras e conscientes.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/crm83ke7d4ro.adaptado.
Em relação às relações sintáticas e semânticas presentes no período, assinale a alternativa CORRETA.
O texto seguinte servirá
de base para responder à questão.
O que acontece no cérebro
quando ouvimos opiniões diferentes — e como treinar nossa capacidade de escuta
Ouvir uma opinião contrária
à nossa quase sempre provoca alguma reação. Embora muitas vezes atribuamos essa
dificuldade a fatores culturais ou pessoais, a ciência mostra que ela também
está relacionada ao funcionamento do cérebro.
A neurociência explica por
que ouvir ideias diferentes é tão desafiador. A discordância ativa sistemas
cerebrais responsáveis por detectar conflitos e preservar a coerência interna
do pensamento. Por isso, quando nos deparamos com ideias que entram em choque
com nossas crenças, tendemos a reagir rapidamente e, muitas vezes, de forma
defensiva.
Quando somos expostos a uma
opinião que contradiz a nossa forma de pensar, o cérebro não começa avaliando
argumentos de maneira racional. Antes disso, ele identifica que existe um
conflito. Uma das regiões envolvidas nesse processo é o córtex cingulado anterior
(CCA). Essa estrutura atua como um sistema de monitoramento responsável por
detectar inconsistências entre expectativas e realidade, além de conflitos
entre respostas ou entre crenças.
Estudos indicam que o córtex
cingulado anterior participa de circuitos ligados tanto ao controle cognitivo
quanto ao processamento da dor física e social. Por essa razão, uma opinião
contrária pode ser percebida pelo cérebro como algo desconfortável ou potencialmente
ameaçador, mesmo quando não há confronto direto entre as pessoas.
Outras regiões cerebrais
também entram em atividade nesse processo. A amígdala está relacionada às
respostas a ameaças, enquanto a ínsula participa da percepção de estados
corporais de mal-estar. O resultado dessas ativações é familiar para muitas
pessoas: tensão no corpo, sensação de desconforto e tendência a se defender ou
a encerrar rapidamente a conversa.
Posteriormente, entra em
ação o córtex pré-frontal dorsolateral, região associada a funções cognitivas
superiores, como planejamento, inibição de impulsos e tomada de decisões. Essa
área contribui para regular as reações emocionais e possibilita uma avaliação
mais refletida da situação.
Aceitar um ponto de vista
diferente do nosso exige esforço mental. O cérebro precisa manter
simultaneamente dois modelos mentais incompatíveis: aquilo em que acreditamos e
aquilo que o outro afirma. Em seguida, é necessário comparar essas
representações e avaliar se alguma delas deve ser modificada.
Esse processo envolve também
a chamada dissonância cognitiva, isto é, o mal-estar psicológico que surge
quando uma informação ameaça a coerência da nossa visão de mundo ou da nossa
identidade. Em muitas situações, esse desconforto leva as pessoas a reforçar as
crenças que já possuem, em vez de considerar seriamente o ponto de vista
contrário.
Além disso, diversas crenças
estão ligadas ao sentimento de pertencimento a determinados grupos sociais.
Alterar uma perspectiva pode ser vivido, ainda que de forma inconsciente, como
um risco social, como sentir constrangimento, perder status ou ser excluído. O
cérebro social tende a evitar esse tipo de ameaça.
Outro elemento importante
nesse processo é o estresse. Quando os níveis de estresse são elevados ou
prolongados, o sistema nervoso entra em estado de alerta. Nessa condição,
diminui a capacidade do córtex pré-frontal de regular as emoções e de lidar com
divergências de forma equilibrada. Assim, ouvir com calma e refletir sobre
argumentos diferentes torna-se mais difícil.
Apesar dessas dificuldades,
há um aspecto positivo: os sistemas cerebrais envolvidos na regulação emocional
e no controle cognitivo são maleáveis e se modificam com a experiência.
A dificuldade de ouvir
opiniões divergentes aparece com frequência no debate social contemporâneo,
especialmente em contextos nos quais decisões coletivas precisam ser tomadas,
como equipes de trabalho, instituições ou espaços de liderança. Quando um desacordo
não é bem conduzido, ele gera conflitos interpessoais, falhas de comunicação e
deterioração do clima emocional.
Felizmente, é possível treinar a capacidade de escuta. Estudos desenvolvidos pelo grupo Neurociência do Bem-estar da Universidade de Sevilha mostram que o treinamento da regulação fisiológica e emocional está associado a uma maior capacidade de pensar antes de responder, ouvir com menor reatividade e conduzir conversas difíceis com mais clareza.
Assim, o objetivo não é evitar o desconforto provocado pela
discordância, mas aprender a regulá-lo. Ouvir não significa concordar nem
abandonar os próprios valores. Significa sustentar o desconforto pelo tempo
necessário para ampliar a compreensão da situação.
Em um mundo cada vez mais
polarizado, a capacidade de escutar opiniões é compreendida como uma habilidade
a ser desenvolvida. Entender como o cérebro reage às divergências é um passo
importante para substituir reações automáticas por respostas mais calmas,
claras e conscientes.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/crm83ke7d4ro.adaptado.
Em relação à análise sintática da oração destacada, assinale a alternativa CORRETA.
O texto seguinte servirá
de base para responder à questão.
O que acontece no cérebro
quando ouvimos opiniões diferentes — e como treinar nossa capacidade de escuta
Ouvir uma opinião contrária
à nossa quase sempre provoca alguma reação. Embora muitas vezes atribuamos essa
dificuldade a fatores culturais ou pessoais, a ciência mostra que ela também
está relacionada ao funcionamento do cérebro.
A neurociência explica por
que ouvir ideias diferentes é tão desafiador. A discordância ativa sistemas
cerebrais responsáveis por detectar conflitos e preservar a coerência interna
do pensamento. Por isso, quando nos deparamos com ideias que entram em choque
com nossas crenças, tendemos a reagir rapidamente e, muitas vezes, de forma
defensiva.
Quando somos expostos a uma
opinião que contradiz a nossa forma de pensar, o cérebro não começa avaliando
argumentos de maneira racional. Antes disso, ele identifica que existe um
conflito. Uma das regiões envolvidas nesse processo é o córtex cingulado anterior
(CCA). Essa estrutura atua como um sistema de monitoramento responsável por
detectar inconsistências entre expectativas e realidade, além de conflitos
entre respostas ou entre crenças.
Estudos indicam que o córtex
cingulado anterior participa de circuitos ligados tanto ao controle cognitivo
quanto ao processamento da dor física e social. Por essa razão, uma opinião
contrária pode ser percebida pelo cérebro como algo desconfortável ou potencialmente
ameaçador, mesmo quando não há confronto direto entre as pessoas.
Outras regiões cerebrais
também entram em atividade nesse processo. A amígdala está relacionada às
respostas a ameaças, enquanto a ínsula participa da percepção de estados
corporais de mal-estar. O resultado dessas ativações é familiar para muitas
pessoas: tensão no corpo, sensação de desconforto e tendência a se defender ou
a encerrar rapidamente a conversa.
Posteriormente, entra em
ação o córtex pré-frontal dorsolateral, região associada a funções cognitivas
superiores, como planejamento, inibição de impulsos e tomada de decisões. Essa
área contribui para regular as reações emocionais e possibilita uma avaliação
mais refletida da situação.
Aceitar um ponto de vista
diferente do nosso exige esforço mental. O cérebro precisa manter
simultaneamente dois modelos mentais incompatíveis: aquilo em que acreditamos e
aquilo que o outro afirma. Em seguida, é necessário comparar essas
representações e avaliar se alguma delas deve ser modificada.
Esse processo envolve também
a chamada dissonância cognitiva, isto é, o mal-estar psicológico que surge
quando uma informação ameaça a coerência da nossa visão de mundo ou da nossa
identidade. Em muitas situações, esse desconforto leva as pessoas a reforçar as
crenças que já possuem, em vez de considerar seriamente o ponto de vista
contrário.
Além disso, diversas crenças
estão ligadas ao sentimento de pertencimento a determinados grupos sociais.
Alterar uma perspectiva pode ser vivido, ainda que de forma inconsciente, como
um risco social, como sentir constrangimento, perder status ou ser excluído. O
cérebro social tende a evitar esse tipo de ameaça.
Outro elemento importante
nesse processo é o estresse. Quando os níveis de estresse são elevados ou
prolongados, o sistema nervoso entra em estado de alerta. Nessa condição,
diminui a capacidade do córtex pré-frontal de regular as emoções e de lidar com
divergências de forma equilibrada. Assim, ouvir com calma e refletir sobre
argumentos diferentes torna-se mais difícil.
Apesar dessas dificuldades,
há um aspecto positivo: os sistemas cerebrais envolvidos na regulação emocional
e no controle cognitivo são maleáveis e se modificam com a experiência.
A dificuldade de ouvir
opiniões divergentes aparece com frequência no debate social contemporâneo,
especialmente em contextos nos quais decisões coletivas precisam ser tomadas,
como equipes de trabalho, instituições ou espaços de liderança. Quando um desacordo
não é bem conduzido, ele gera conflitos interpessoais, falhas de comunicação e
deterioração do clima emocional.
Felizmente, é possível treinar a capacidade de escuta. Estudos desenvolvidos pelo grupo Neurociência do Bem-estar da Universidade de Sevilha mostram que o treinamento da regulação fisiológica e emocional está associado a uma maior capacidade de pensar antes de responder, ouvir com menor reatividade e conduzir conversas difíceis com mais clareza.
Assim, o objetivo não é evitar o desconforto provocado pela
discordância, mas aprender a regulá-lo. Ouvir não significa concordar nem
abandonar os próprios valores. Significa sustentar o desconforto pelo tempo
necessário para ampliar a compreensão da situação.
Em um mundo cada vez mais
polarizado, a capacidade de escutar opiniões é compreendida como uma habilidade
a ser desenvolvida. Entender como o cérebro reage às divergências é um passo
importante para substituir reações automáticas por respostas mais calmas,
claras e conscientes.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/crm83ke7d4ro.adaptado.
Em relação à regência verbal do verbo destacado no período, assinale a alternativa CORRETA.
O texto seguinte servirá
de base para responder à questão.
O que acontece no cérebro
quando ouvimos opiniões diferentes — e como treinar nossa capacidade de escuta
Ouvir uma opinião contrária
à nossa quase sempre provoca alguma reação. Embora muitas vezes atribuamos essa
dificuldade a fatores culturais ou pessoais, a ciência mostra que ela também
está relacionada ao funcionamento do cérebro.
A neurociência explica por
que ouvir ideias diferentes é tão desafiador. A discordância ativa sistemas
cerebrais responsáveis por detectar conflitos e preservar a coerência interna
do pensamento. Por isso, quando nos deparamos com ideias que entram em choque
com nossas crenças, tendemos a reagir rapidamente e, muitas vezes, de forma
defensiva.
Quando somos expostos a uma
opinião que contradiz a nossa forma de pensar, o cérebro não começa avaliando
argumentos de maneira racional. Antes disso, ele identifica que existe um
conflito. Uma das regiões envolvidas nesse processo é o córtex cingulado anterior
(CCA). Essa estrutura atua como um sistema de monitoramento responsável por
detectar inconsistências entre expectativas e realidade, além de conflitos
entre respostas ou entre crenças.
Estudos indicam que o córtex
cingulado anterior participa de circuitos ligados tanto ao controle cognitivo
quanto ao processamento da dor física e social. Por essa razão, uma opinião
contrária pode ser percebida pelo cérebro como algo desconfortável ou potencialmente
ameaçador, mesmo quando não há confronto direto entre as pessoas.
Outras regiões cerebrais
também entram em atividade nesse processo. A amígdala está relacionada às
respostas a ameaças, enquanto a ínsula participa da percepção de estados
corporais de mal-estar. O resultado dessas ativações é familiar para muitas
pessoas: tensão no corpo, sensação de desconforto e tendência a se defender ou
a encerrar rapidamente a conversa.
Posteriormente, entra em
ação o córtex pré-frontal dorsolateral, região associada a funções cognitivas
superiores, como planejamento, inibição de impulsos e tomada de decisões. Essa
área contribui para regular as reações emocionais e possibilita uma avaliação
mais refletida da situação.
Aceitar um ponto de vista
diferente do nosso exige esforço mental. O cérebro precisa manter
simultaneamente dois modelos mentais incompatíveis: aquilo em que acreditamos e
aquilo que o outro afirma. Em seguida, é necessário comparar essas
representações e avaliar se alguma delas deve ser modificada.
Esse processo envolve também
a chamada dissonância cognitiva, isto é, o mal-estar psicológico que surge
quando uma informação ameaça a coerência da nossa visão de mundo ou da nossa
identidade. Em muitas situações, esse desconforto leva as pessoas a reforçar as
crenças que já possuem, em vez de considerar seriamente o ponto de vista
contrário.
Além disso, diversas crenças
estão ligadas ao sentimento de pertencimento a determinados grupos sociais.
Alterar uma perspectiva pode ser vivido, ainda que de forma inconsciente, como
um risco social, como sentir constrangimento, perder status ou ser excluído. O
cérebro social tende a evitar esse tipo de ameaça.
Outro elemento importante
nesse processo é o estresse. Quando os níveis de estresse são elevados ou
prolongados, o sistema nervoso entra em estado de alerta. Nessa condição,
diminui a capacidade do córtex pré-frontal de regular as emoções e de lidar com
divergências de forma equilibrada. Assim, ouvir com calma e refletir sobre
argumentos diferentes torna-se mais difícil.
Apesar dessas dificuldades,
há um aspecto positivo: os sistemas cerebrais envolvidos na regulação emocional
e no controle cognitivo são maleáveis e se modificam com a experiência.
A dificuldade de ouvir
opiniões divergentes aparece com frequência no debate social contemporâneo,
especialmente em contextos nos quais decisões coletivas precisam ser tomadas,
como equipes de trabalho, instituições ou espaços de liderança. Quando um desacordo
não é bem conduzido, ele gera conflitos interpessoais, falhas de comunicação e
deterioração do clima emocional.
Felizmente, é possível treinar a capacidade de escuta. Estudos desenvolvidos pelo grupo Neurociência do Bem-estar da Universidade de Sevilha mostram que o treinamento da regulação fisiológica e emocional está associado a uma maior capacidade de pensar antes de responder, ouvir com menor reatividade e conduzir conversas difíceis com mais clareza.
Assim, o objetivo não é evitar o desconforto provocado pela
discordância, mas aprender a regulá-lo. Ouvir não significa concordar nem
abandonar os próprios valores. Significa sustentar o desconforto pelo tempo
necessário para ampliar a compreensão da situação.
Em um mundo cada vez mais
polarizado, a capacidade de escutar opiniões é compreendida como uma habilidade
a ser desenvolvida. Entender como o cérebro reage às divergências é um passo
importante para substituir reações automáticas por respostas mais calmas,
claras e conscientes.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/crm83ke7d4ro.adaptado.
Considerando os sentidos produzidos pelos termos no contexto do período, assinale a alternativa CORRETA.
O texto seguinte servirá
de base para responder à questão.
O que acontece no cérebro
quando ouvimos opiniões diferentes — e como treinar nossa capacidade de escuta
Ouvir uma opinião contrária
à nossa quase sempre provoca alguma reação. Embora muitas vezes atribuamos essa
dificuldade a fatores culturais ou pessoais, a ciência mostra que ela também
está relacionada ao funcionamento do cérebro.
A neurociência explica por
que ouvir ideias diferentes é tão desafiador. A discordância ativa sistemas
cerebrais responsáveis por detectar conflitos e preservar a coerência interna
do pensamento. Por isso, quando nos deparamos com ideias que entram em choque
com nossas crenças, tendemos a reagir rapidamente e, muitas vezes, de forma
defensiva.
Quando somos expostos a uma
opinião que contradiz a nossa forma de pensar, o cérebro não começa avaliando
argumentos de maneira racional. Antes disso, ele identifica que existe um
conflito. Uma das regiões envolvidas nesse processo é o córtex cingulado anterior
(CCA). Essa estrutura atua como um sistema de monitoramento responsável por
detectar inconsistências entre expectativas e realidade, além de conflitos
entre respostas ou entre crenças.
Estudos indicam que o córtex
cingulado anterior participa de circuitos ligados tanto ao controle cognitivo
quanto ao processamento da dor física e social. Por essa razão, uma opinião
contrária pode ser percebida pelo cérebro como algo desconfortável ou potencialmente
ameaçador, mesmo quando não há confronto direto entre as pessoas.
Outras regiões cerebrais
também entram em atividade nesse processo. A amígdala está relacionada às
respostas a ameaças, enquanto a ínsula participa da percepção de estados
corporais de mal-estar. O resultado dessas ativações é familiar para muitas
pessoas: tensão no corpo, sensação de desconforto e tendência a se defender ou
a encerrar rapidamente a conversa.
Posteriormente, entra em
ação o córtex pré-frontal dorsolateral, região associada a funções cognitivas
superiores, como planejamento, inibição de impulsos e tomada de decisões. Essa
área contribui para regular as reações emocionais e possibilita uma avaliação
mais refletida da situação.
Aceitar um ponto de vista
diferente do nosso exige esforço mental. O cérebro precisa manter
simultaneamente dois modelos mentais incompatíveis: aquilo em que acreditamos e
aquilo que o outro afirma. Em seguida, é necessário comparar essas
representações e avaliar se alguma delas deve ser modificada.
Esse processo envolve também
a chamada dissonância cognitiva, isto é, o mal-estar psicológico que surge
quando uma informação ameaça a coerência da nossa visão de mundo ou da nossa
identidade. Em muitas situações, esse desconforto leva as pessoas a reforçar as
crenças que já possuem, em vez de considerar seriamente o ponto de vista
contrário.
Além disso, diversas crenças
estão ligadas ao sentimento de pertencimento a determinados grupos sociais.
Alterar uma perspectiva pode ser vivido, ainda que de forma inconsciente, como
um risco social, como sentir constrangimento, perder status ou ser excluído. O
cérebro social tende a evitar esse tipo de ameaça.
Outro elemento importante
nesse processo é o estresse. Quando os níveis de estresse são elevados ou
prolongados, o sistema nervoso entra em estado de alerta. Nessa condição,
diminui a capacidade do córtex pré-frontal de regular as emoções e de lidar com
divergências de forma equilibrada. Assim, ouvir com calma e refletir sobre
argumentos diferentes torna-se mais difícil.
Apesar dessas dificuldades,
há um aspecto positivo: os sistemas cerebrais envolvidos na regulação emocional
e no controle cognitivo são maleáveis e se modificam com a experiência.
A dificuldade de ouvir
opiniões divergentes aparece com frequência no debate social contemporâneo,
especialmente em contextos nos quais decisões coletivas precisam ser tomadas,
como equipes de trabalho, instituições ou espaços de liderança. Quando um desacordo
não é bem conduzido, ele gera conflitos interpessoais, falhas de comunicação e
deterioração do clima emocional.
Felizmente, é possível treinar a capacidade de escuta. Estudos desenvolvidos pelo grupo Neurociência do Bem-estar da Universidade de Sevilha mostram que o treinamento da regulação fisiológica e emocional está associado a uma maior capacidade de pensar antes de responder, ouvir com menor reatividade e conduzir conversas difíceis com mais clareza.
Assim, o objetivo não é evitar o desconforto provocado pela
discordância, mas aprender a regulá-lo. Ouvir não significa concordar nem
abandonar os próprios valores. Significa sustentar o desconforto pelo tempo
necessário para ampliar a compreensão da situação.
Em um mundo cada vez mais
polarizado, a capacidade de escutar opiniões é compreendida como uma habilidade
a ser desenvolvida. Entender como o cérebro reage às divergências é um passo
importante para substituir reações automáticas por respostas mais calmas,
claras e conscientes.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/crm83ke7d4ro.adaptado.
Assinale a alternativa CORRETA que contenha apenas termos adjetivos.
O texto seguinte servirá
de base para responder à questão.
O que acontece no cérebro
quando ouvimos opiniões diferentes — e como treinar nossa capacidade de escuta
Ouvir uma opinião contrária
à nossa quase sempre provoca alguma reação. Embora muitas vezes atribuamos essa
dificuldade a fatores culturais ou pessoais, a ciência mostra que ela também
está relacionada ao funcionamento do cérebro.
A neurociência explica por
que ouvir ideias diferentes é tão desafiador. A discordância ativa sistemas
cerebrais responsáveis por detectar conflitos e preservar a coerência interna
do pensamento. Por isso, quando nos deparamos com ideias que entram em choque
com nossas crenças, tendemos a reagir rapidamente e, muitas vezes, de forma
defensiva.
Quando somos expostos a uma
opinião que contradiz a nossa forma de pensar, o cérebro não começa avaliando
argumentos de maneira racional. Antes disso, ele identifica que existe um
conflito. Uma das regiões envolvidas nesse processo é o córtex cingulado anterior
(CCA). Essa estrutura atua como um sistema de monitoramento responsável por
detectar inconsistências entre expectativas e realidade, além de conflitos
entre respostas ou entre crenças.
Estudos indicam que o córtex
cingulado anterior participa de circuitos ligados tanto ao controle cognitivo
quanto ao processamento da dor física e social. Por essa razão, uma opinião
contrária pode ser percebida pelo cérebro como algo desconfortável ou potencialmente
ameaçador, mesmo quando não há confronto direto entre as pessoas.
Outras regiões cerebrais
também entram em atividade nesse processo. A amígdala está relacionada às
respostas a ameaças, enquanto a ínsula participa da percepção de estados
corporais de mal-estar. O resultado dessas ativações é familiar para muitas
pessoas: tensão no corpo, sensação de desconforto e tendência a se defender ou
a encerrar rapidamente a conversa.
Posteriormente, entra em
ação o córtex pré-frontal dorsolateral, região associada a funções cognitivas
superiores, como planejamento, inibição de impulsos e tomada de decisões. Essa
área contribui para regular as reações emocionais e possibilita uma avaliação
mais refletida da situação.
Aceitar um ponto de vista
diferente do nosso exige esforço mental. O cérebro precisa manter
simultaneamente dois modelos mentais incompatíveis: aquilo em que acreditamos e
aquilo que o outro afirma. Em seguida, é necessário comparar essas
representações e avaliar se alguma delas deve ser modificada.
Esse processo envolve também
a chamada dissonância cognitiva, isto é, o mal-estar psicológico que surge
quando uma informação ameaça a coerência da nossa visão de mundo ou da nossa
identidade. Em muitas situações, esse desconforto leva as pessoas a reforçar as
crenças que já possuem, em vez de considerar seriamente o ponto de vista
contrário.
Além disso, diversas crenças
estão ligadas ao sentimento de pertencimento a determinados grupos sociais.
Alterar uma perspectiva pode ser vivido, ainda que de forma inconsciente, como
um risco social, como sentir constrangimento, perder status ou ser excluído. O
cérebro social tende a evitar esse tipo de ameaça.
Outro elemento importante
nesse processo é o estresse. Quando os níveis de estresse são elevados ou
prolongados, o sistema nervoso entra em estado de alerta. Nessa condição,
diminui a capacidade do córtex pré-frontal de regular as emoções e de lidar com
divergências de forma equilibrada. Assim, ouvir com calma e refletir sobre
argumentos diferentes torna-se mais difícil.
Apesar dessas dificuldades,
há um aspecto positivo: os sistemas cerebrais envolvidos na regulação emocional
e no controle cognitivo são maleáveis e se modificam com a experiência.
A dificuldade de ouvir
opiniões divergentes aparece com frequência no debate social contemporâneo,
especialmente em contextos nos quais decisões coletivas precisam ser tomadas,
como equipes de trabalho, instituições ou espaços de liderança. Quando um desacordo
não é bem conduzido, ele gera conflitos interpessoais, falhas de comunicação e
deterioração do clima emocional.
Felizmente, é possível treinar a capacidade de escuta. Estudos desenvolvidos pelo grupo Neurociência do Bem-estar da Universidade de Sevilha mostram que o treinamento da regulação fisiológica e emocional está associado a uma maior capacidade de pensar antes de responder, ouvir com menor reatividade e conduzir conversas difíceis com mais clareza.
Assim, o objetivo não é evitar o desconforto provocado pela
discordância, mas aprender a regulá-lo. Ouvir não significa concordar nem
abandonar os próprios valores. Significa sustentar o desconforto pelo tempo
necessário para ampliar a compreensão da situação.
Em um mundo cada vez mais
polarizado, a capacidade de escutar opiniões é compreendida como uma habilidade
a ser desenvolvida. Entender como o cérebro reage às divergências é um passo
importante para substituir reações automáticas por respostas mais calmas,
claras e conscientes.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/crm83ke7d4ro.adaptado.
Em relação ao emprego do acento indicativo de crase nos trechos destacados, assinale a alternativa CORRETA.
O texto seguinte servirá
de base para responder à questão.
O que acontece no cérebro
quando ouvimos opiniões diferentes — e como treinar nossa capacidade de escuta
Ouvir uma opinião contrária
à nossa quase sempre provoca alguma reação. Embora muitas vezes atribuamos essa
dificuldade a fatores culturais ou pessoais, a ciência mostra que ela também
está relacionada ao funcionamento do cérebro.
A neurociência explica por
que ouvir ideias diferentes é tão desafiador. A discordância ativa sistemas
cerebrais responsáveis por detectar conflitos e preservar a coerência interna
do pensamento. Por isso, quando nos deparamos com ideias que entram em choque
com nossas crenças, tendemos a reagir rapidamente e, muitas vezes, de forma
defensiva.
Quando somos expostos a uma
opinião que contradiz a nossa forma de pensar, o cérebro não começa avaliando
argumentos de maneira racional. Antes disso, ele identifica que existe um
conflito. Uma das regiões envolvidas nesse processo é o córtex cingulado anterior
(CCA). Essa estrutura atua como um sistema de monitoramento responsável por
detectar inconsistências entre expectativas e realidade, além de conflitos
entre respostas ou entre crenças.
Estudos indicam que o córtex
cingulado anterior participa de circuitos ligados tanto ao controle cognitivo
quanto ao processamento da dor física e social. Por essa razão, uma opinião
contrária pode ser percebida pelo cérebro como algo desconfortável ou potencialmente
ameaçador, mesmo quando não há confronto direto entre as pessoas.
Outras regiões cerebrais
também entram em atividade nesse processo. A amígdala está relacionada às
respostas a ameaças, enquanto a ínsula participa da percepção de estados
corporais de mal-estar. O resultado dessas ativações é familiar para muitas
pessoas: tensão no corpo, sensação de desconforto e tendência a se defender ou
a encerrar rapidamente a conversa.
Posteriormente, entra em
ação o córtex pré-frontal dorsolateral, região associada a funções cognitivas
superiores, como planejamento, inibição de impulsos e tomada de decisões. Essa
área contribui para regular as reações emocionais e possibilita uma avaliação
mais refletida da situação.
Aceitar um ponto de vista
diferente do nosso exige esforço mental. O cérebro precisa manter
simultaneamente dois modelos mentais incompatíveis: aquilo em que acreditamos e
aquilo que o outro afirma. Em seguida, é necessário comparar essas
representações e avaliar se alguma delas deve ser modificada.
Esse processo envolve também
a chamada dissonância cognitiva, isto é, o mal-estar psicológico que surge
quando uma informação ameaça a coerência da nossa visão de mundo ou da nossa
identidade. Em muitas situações, esse desconforto leva as pessoas a reforçar as
crenças que já possuem, em vez de considerar seriamente o ponto de vista
contrário.
Além disso, diversas crenças
estão ligadas ao sentimento de pertencimento a determinados grupos sociais.
Alterar uma perspectiva pode ser vivido, ainda que de forma inconsciente, como
um risco social, como sentir constrangimento, perder status ou ser excluído. O
cérebro social tende a evitar esse tipo de ameaça.
Outro elemento importante
nesse processo é o estresse. Quando os níveis de estresse são elevados ou
prolongados, o sistema nervoso entra em estado de alerta. Nessa condição,
diminui a capacidade do córtex pré-frontal de regular as emoções e de lidar com
divergências de forma equilibrada. Assim, ouvir com calma e refletir sobre
argumentos diferentes torna-se mais difícil.
Apesar dessas dificuldades,
há um aspecto positivo: os sistemas cerebrais envolvidos na regulação emocional
e no controle cognitivo são maleáveis e se modificam com a experiência.
A dificuldade de ouvir
opiniões divergentes aparece com frequência no debate social contemporâneo,
especialmente em contextos nos quais decisões coletivas precisam ser tomadas,
como equipes de trabalho, instituições ou espaços de liderança. Quando um desacordo
não é bem conduzido, ele gera conflitos interpessoais, falhas de comunicação e
deterioração do clima emocional.
Felizmente, é possível treinar a capacidade de escuta. Estudos desenvolvidos pelo grupo Neurociência do Bem-estar da Universidade de Sevilha mostram que o treinamento da regulação fisiológica e emocional está associado a uma maior capacidade de pensar antes de responder, ouvir com menor reatividade e conduzir conversas difíceis com mais clareza.
Assim, o objetivo não é evitar o desconforto provocado pela
discordância, mas aprender a regulá-lo. Ouvir não significa concordar nem
abandonar os próprios valores. Significa sustentar o desconforto pelo tempo
necessário para ampliar a compreensão da situação.
Em um mundo cada vez mais
polarizado, a capacidade de escutar opiniões é compreendida como uma habilidade
a ser desenvolvida. Entender como o cérebro reage às divergências é um passo
importante para substituir reações automáticas por respostas mais calmas,
claras e conscientes.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/crm83ke7d4ro.adaptado.
Assim, o objetivo não é evitar o desconforto provocado pela discordância, mas aprender a "regulá-lo".
Em relação à colocação pronominal no trecho destacado, assinale a alternativa CORRETA.
Considere a seguinte situação hipotética. No município de Riacho Frio (PI), durante o período de estiagem severa, um empresário do setor de construção civil determinou a retirada irregular de areia das margens de um rio intermitente para abastecer suas obras. A atividade foi realizada sem licença ambiental. A extração causou assoreamento e destruição de vegetação ciliar. Constatou-se que:
• O fato ocorreu em período de seca extrema;
• A atividade foi realizada à noite para evitar fiscalização;
• O empresário, após autuado, colaborou com as investigações e iniciou espontaneamente a recuperação da área degradada;
• Não possuía condenações anteriores por crimes ambientais.
Considerando a Lei nº 9.605/1998, assinale a alternativa CORRETA:
Considere a seguinte situação hipotética.
No município de Parnaíba-PI, durante o processo de licenciamento ambiental de empreendimento turístico de grande porte, foi elaborado Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e respectivo RIMA. Após a divulgação do relatório, uma associação ambientalista local protocolou pedido formal de realização de audiência pública, alegando necessidade de maior participação social diante dos possíveis impactos sobre ecossistemas costeiros.
O empreendedor sustentou que a audiência pública não seria necessária, afi rmando que sua realização dependeria exclusivamente da vontade do órgão licenciador.
À luz da Resolução CONAMA nº 09/1987, a audiência pública:
Uma empresa de infraestrutura logística protocolou pedido de licenciamento ambiental junto ao órgão ambiental estadual do Piauí para implantação de complexo portuário no litoral piauiense, em área próxima a manguezais e ecossistemas costeiros sensíveis.
Durante a análise preliminar, o corpo técnico concluiu que o empreendimento é potencialmente causador de signifi cativa degradação do meio ambiente, considerando a magnitude das obras, o volume de dragagem previsto e a interferência em áreas ecologicamente relevantes.
À luz da Resolução CONAMA nº 01/1986, diante da classificação do empreendimento como potencialmente causador de signifi cativa degradação ambiental, deve-se exigir:
Em relação à criação, implantação e gestão das unidades de conservação, considerando o Sistema Nacional de Unidades de Conservação (Lei nº 9.985/2000), julgue cada item abaixo como verdadeiro (V) ou falso (F).
( ) O subsolo e o espaço aéreo, sempre que infl uírem na estabilidade do ecossistema, integram os limites das unidades de conservação.
( ) O Plano de Manejo de uma unidade de conservação deve ser elaborado no prazo de cinco anos a partir da data de sua criação.
( ) É proibida a introdução nas unidades de conservação de espécies não autóctones.
( ) Área de Proteção Ambiental e Reserva Particular do Patrimônio Natural devem possuir uma zona de amortecimento e, quando conveniente, corredores ecológicos.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:
Considere a seguinte situação hipotética.
No município de Floriano, localizado na bacia do rio Parnaíba, no Piauí, estudos técnicos identifi caram aumento do assoreamento do leito do rio após anos de supressão da mata ciliar para expansão agropecuária. Como consequência, houve redução da profundidade do canal, maior turbidez da água e aumento da frequência de enxurradas durante eventos de chuva intensa.
Diante desse cenário, o órgão ambiental estadual determinou a recomposição da mata ciliar ao longo das margens do curso d’água, com base em medidas de recuperação ambiental previstas na legislação.
Do ponto de vista técnico e ecológico, a recomposição da vegetação ciliar contribui principalmente para:
Durante período de estiagem severa em municípios da bacia do Rio Parnaíba (PI), instalouse confl ito entre usuários da água para irrigação agrícola, abastecimento urbano, dessedentação animal e geração de energia.
Com base na Lei nº 9.433/1997 (Política Nacional de Recursos Hídricos), associe previsões legais da Coluna I às respectivas situações da Coluna II.
Coluna I - Tratamento jurídico em situação de escassez
I - Possui prioridade legal expressa.
II - Não possui prioridade sobre os usos essenciais.
Coluna II - Situações
( ) Uso da água para consumo humano.
( ) Uso da água para dessedentação de animais.
( ) Uso da água para irrigação agrícola.
( ) Uso da água para geração de energia elétrica.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA, de cima para baixo:
Considere a seguinte situação hipotética.
Um produtor rural localizado no semiárido piauiense perfurou poço tubular em sua propriedade com o objetivo de captar água subterrânea para irrigação de cultura de milho durante o período de estiagem. Ao ser fiscalizado pelo órgão gestor de recursos hídricos, alegou que, por se tratar de propriedade privada e de água subterrânea localizada em seu terreno, não haveria necessidade de qualquer autorização formal, bastando comunicar o município.
Com base na Lei nº 9.433/1997, que institui a Política Nacional de Recursos Hídricos, para realizar a captação pretendida o produtor deverá