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Os portugueses mal tinham consentido a Independência brasileira e já mandavam uma conta salgada, destinada a compensar os prejuízos sofridos no período colonial.
( ) Se o valor fosse atualizado, equivaleria hoje a cerca de 9 milhões de reais. ( ) A incidência de juros sobre juros e a manutenção dos vícios dos tempos de Colônia contribuíram para o enraizamento das práticas de empréstimo. ( ) Assim, em 7 de setembro de 1824, teve início a dívida externa brasileira: 3 milhões de libras esterlinas tomadas da Inglaterra. ( ) Pouco, diante dos quase 200 bilhões de dólares que temos de débito atualmente. ( ) Para liquidar a fatura, só mesmo recorrendo a um empréstimo. ( ) Mas na época não era. E foi a partir dessa dívida que teve início uma sucessão infindável de penduras.
Não foi à-toa que conquistamos o titulo de um dos países mais endividados do mundo. Em 2008, o Banco Central informou que o Brasil possui recursos para acabar com a dívida - não que vá liquidar a fatura. (Adaptado de: Maria Fernanda, Brasil: almanaque de cultura popular no 113, set. 2008.)
Assinale a alternativa que apresenta a numeração correta das idéias, de cima para baixo.
I. Diagnóstica. II. De expectativas. III. De aprendizagem. IV. Avaliação de processo. V. De reação. VI. De resultados.
Está(ão) correta(s) apenas a(s) alternativa(s):
I. A integração vertical e horizontal tem o significado de especialização.
II. O texto trata da questão das práticas interdisciplinares.
III. As práticas interdisciplinares têm o objetivo de fragmentar a educação.
IV. Surge a necessidade de promover a formação dos profissionais da educação no sentido de superar a fragmentação do conhecimento em busca de uma formação globalizadora da realidade educacional e social.
I. entender o homem como um ser humano, ético e religioso;
II. dar destaque à Medicina, à Sociologia e à Biologia;
III. conceber, ao mesmo tempo, o homem antropológico, ético e ecológico;
IV. defender os movimentos que defendem os interesses das classes sociais e as manifestações em prol das questões ambientais.
Assinale a alternativa que aponta as assertivas corretas.
Começaria tudo outra vez
É um choque quando muitas pessoas morrem juntas, numa mesma tragédia. Acidente de avião nos desestabiliza. Acidentes de ônibus, carro e atropelamentos têm um teor menor de impacto, mesmo que matem mais gente. Já com avião a catástrofe é cinematográfica e, portanto, está no limiar da ficção – e isso subverte totalmente o que costumamos chamar de vida real.
Junto com a dor vem a necessidade de culpar. Foi falha humana? Falha do equipamento? Governo omisso? Provavelmente um pouco de cada. Acidentes de avião acontecem na França, na Alemanha, na Áustria, por motivos vários. O que devemos seguir cobrando com rigor é a responsabilidade pelo caos que acontece todos os dias em nossos aeroportos, com atrasos e cancelamentos que não se explicam. Ou que talvez se expliquem se colocarmos o dedo onde dói. No caráter nacional.
O Brasil é ótimo em alguns aspectos – natureza, musicalidade, espírito esportivo – mas traz um gene defeituoso que atinge a nação inteira, mesmo que muitas pessoas se excluam dessa análise. “Eu não!” Você não, eu também não, e tantos outros repetirão: nós não! Mas não é momento de se excluir. Todos nós, sim.
O brasileiro, generalizando, sofre de fraqueza moral. A corrupção é um problema que atinge o mundo inteiro, mas aqui essa praga foi institucionalizada, está em todos os setores, em todas as relações. Pais e mães que presenteiam os filhos por tirarem boas notas já introduzem o vírus. Aprende-se que as coisas só funcionam diante de “acertos” prévios. Quando o Gérson fez aquela propaganda em que dizia que o importante era levar vantagem em tudo, estava traduzindo exatamente o que somos e pensamos. Foi na mosca. Doeu de tão verdadeiro. O aceno de um cheque basta para flexibilizar regulamentos e desfazer leis. Temos uma inclinação natural para o lucro a qualquer custo. Claro que há muita gente honesta, mas não em número suficiente para contrabalançar. E mesmo alguns desses honestos têm seu preço.
Eu sei: você não, sua família também não, a minha tampouco. Mas me permita colocar todos no mesmo barco, para não ser mais uma colunista a apontar os defeitos alheios como se estivesse acima do bem e do mal. Mesmo quem nunca fez nada errado já viu fazer e não denunciou, não interferiu. Ninguém é santo neste país, a não ser Frei Galvão.
Ando cansada de malhar apenas os políticos, como se eles tivessem sido criados em cativeiro, como se homens e mulheres com cargos públicos viessem de um país estranho ao nosso, como se o “eles lá” e o “nós aqui” determinassem uma natural fronteira ética. Então eles são a corja e nós somos as vítimas? Simples assim?
Perdoem-me os trabalhadores corretos e incorruptíveis, sei que são muitos, mas, ainda assim, muito poucos. A saída para o Brasil é uma mudança radical de caráter, uma reeducação avassaladora em todos os lares, em toda a sociedade. Como se faz isso? Talvez privilegiando o assunto no currículo escolar, incentivando a delação dos corruptos que agem em pequenas esferas e havendo muito mais rigor na punição. Mas se os próprios agentes punidores são os primeiros a aceitar uma cervejinha, o que nos resta? Nossa dignidade segue restrita a um blábláblá inoperante. Somos os reis da boa intenção, enquanto a gaiatice rola solta. Desculpem a total falta de esperança, mas para sermos um país decente pra valer, só sendo descobertos de novo.
(MEDEIROS, Martha. In: Revista O GLOBO ano 3- No 157- 29 de julho de 2007)
Na frase “... e isso subverte totalmente ...” (1º§), o verbo subverter significa, EXCETO:
Não lembro em que momento percebi que viver deveria ser uma permanente reinvenção de nós mesmos — para não morrermos soterrados na poeira da banalidade embora pareça que ainda estamos vivos. Mas compreendi, num lampejo: então é isso, então é assim. Apesar dos medos, convém não ser demais fútil nem demais acomodada. Algumas vezes é preciso pegar o touro pelos chifres, mergulhar para depois ver o que acontece: porque a vida não tem de ser sorvida como uma taça que se esvazia, mas como o jarro que se renova a cada gole bebido. Para reinventar-se é preciso pensar: isso aprendi muito cedo. Apalpar, no nevoeiro de quem somos, algo que pareça uma essência: isso, mais ou menos, sou eu. Isso é o que eu queria ser, acredito ser, quero me tornar ou já fui. Muita inquietação por baixo das águas do cotidiano. Mais cômodo seria ficar com o travesseiro sobre a cabeça e adotar o lema reconfortante: “Parar pra pensar, nem pensar!” (...) Somos demasiado frívolos: buscamos o atordoamento das mil distrações, corremos de um lado a outro achando que somos grandes cumpridores de tarefas. Quando o primeiro dever seria de vez em quando parar e analisar: quem a gente é, o que fazemos com a nossa vida, o tempo, os amores. E com as obrigações também, é claro, pois não temos sempre cinco anos de idade, quando a prioridade absoluta é dormir abraçado no urso de pelúcia e prosseguir, no sono, o sonho que afinal nessa idade ainda é a vida. Mas pensar não é apenas a ameaça de enfrentar a alma no espelho: é sair para as varandas de si mesmo e olhar em torno, e quem sabe finalmente respirar. Compreender: somos inquilinos de algo bem maior do que o nosso pequeno segredo individual. É o poderoso ciclo da existência. Nele todos os desastres e toda a beleza têm significado como fases de um processo. Se nos escondermos num canto escuro abafando nossos questionamentos, não escutaremos o rumor do vento nas árvores do mundo. Nem compreenderemos que o prato das inevitáveis perdas pode pesar menos do que o dos possíveis ganhos. (...) Para viver de verdade, pensando e repensando a existência, para que ela valha a pena, é preciso ser amado; e amar; e amar-se. Ter esperança; qualquer esperança. Questionar o que nos é imposto, sem rebeldias insensatas mas sem demasiada sensatez. Saborear o bom, mas aqui e ali enfrentar o ruim. Suportar sem se submeter, aceitar sem se humilhar, entregar-se sem renunciar a si mesmo e à possível dignidade. Sonhar, porque se desistimos disso apaga-se a última claridade e nada mais valerá a pena. Escapar, na liberdade do pensamento, desse espírito de manada que trabalha obstinadamente para nos enquadrar, seja lá no que for. E que o mínimo que a gente faça seja, a cada momento, o melhor que afinal se conseguiu fazer.
(Lya Luft , texto adaptado, http://www.pensador.info/p/artigo_de_opiniao_lya_luft/1/)
Em “para que ela valha a pena”, na expressão sublinhada não ocorre o uso do sinal indicativo de crase. Indique a opção em que este sinal foi usado INCORRETAMENTE:
Os movimentos que marcam o final do século XX destacam a informação e o conhecimento e trazem o avanço na informatização. No campo do treinamento, domina a área a seguinte tendência:
Todas as transformações tecnológicas introduzidas nas empresas atingiram na essência o principal elemento, ou seja, o homem, passando a exigir do trabalhador maior responsabilidade, autonomia e novos conhecimentos. O planejamento de programas de capacitação técnicooperacional só será eficaz se:
I - identificar o quadro de pessoal e contar com uma base segura de dados, atualizada e coletada de todos os postos de trabalho;
II - adotar uma política de treinamento com premissas básicas;
III - utilizar a rede de ensino oficial ou as escolas Senai para suprir a mão-de-obra.
A(s) afirmativa(s) correta(s) é/são somente:
A gestão de pessoas, fundada no ideário taylorista, baseado na administração científica do trabalho, continua presente nas técnicas e estratégias de desenvolvimento de pessoal. Assinale a alternativa que NÃO apresenta características deste ideário no campo organizacional:
O desenvolvimento organizacional é uma abordagem especial de mudança organizacional apoiada pela alta direção no sentido de melhorar os processos de resolução de problemas e renovação organizacional. Reunião de confrontação refere-se a:
As organizações modernas dispensam atenção aos seus funcionários tanto quanto aos seus clientes. Os programas de treinamento que destacam a importância do comprometimento das chefias na recepção, acompanhamento e avaliação do recém-contratado, visando sua adesão às metas e valores organizacionais, é crucial para a reprodução do universo simbólico da organização. Esse tipo de treinamento denomina-se:
Ao longo do tempo diferentes abordagens de gestão se configuraram ajustadas aos padrões de sua época, à mentalidade predominante e às necessidades das organizações. Nessa perspectiva, considere as afirmativas abaixo:
I - A teoria dos sistemas desenvolve uma abordagem situacional, ressaltando as condições ambientais exclusivas e fatores internos inerentes de cada organização. Nessa abordagem, concentram-se as pesquisas de estilos de liderança e natureza do relacionamento entre o líder e os membros do grupo.
II - Sob a perspectiva da teoria da contingência, pesquisadores perceberam que a interação entre as dimensões estruturais (mecanicistas) e humanas (comportamentais) das organizações sofriam influência de forças externas.
III – A teoria neoclássica das organizações emergiu das experiências de Hawthorne e aponta os efeitos potencialmente nocivos da Administração Científica do Trabalho, destacando a natureza do relacionamento social entre os integrantes de um grupo de trabalho como efeito motivador no desempenho.
A(s) afirmativa(s) correta(s) é/são somente: