Questões de Concurso Comentadas para pedagogo

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Ano: 2016 Banca: FUNEC Órgão: FUNEC - MG Prova: FUNEC - 2016 - FUNEC - MG - Pedagogo |
Q2754640 Português

TEXTO II

A árvore e a árvore

Por vezes, caminhando pelas ruas da cidade, tenho a impressão de que as árvores conversam entre si. O diálogo das árvores nem sempre é ouvido pelos ouvidos, por causa do bulício das ruas, do rumor dos veículos e da zoeira das pessoas. E de madrugada, quando os últimos bêbados se recolhem trôpegos fugindo da aurora, e a brisa matinal leva o sono do rosto das operárias que marcham em direção às fábricas; é nesse momento fluido e tênue que pode ser captado o sussurro das árvores, em meio aos pipilos dos pardais alvoroçados.

E lá estavam as duas árvores a conversar:

— Bom dia, dona Magnólia!

— Bom dia, dona Cássia!

— Dormiu bem?

— Mais ou menos. Esta noite o bem-te-vi, meu inquilino, cismou de acordar e ficou discutindo com a bem- te-vi, no meu galho lá em cima.

— Não diga! Discutindo o quê?

— O papo de sempre, ora essa. Estavam reclamando do custo de vida.

— Ué, mas passarinho também tem esse problema? Pensei que essa preocupação fosse apenas manha dos empregados da Prefeitura que vêm cortar nossa copa todos os anos.

— Qual nada! Passarinho voa azucrinado. A própria bem-te-vi se lastima de que o galho onde eles moram quase não tem folhas; de noite ela molha a cabecinha no sereno. Ficou resfriada, a pobrezinha.

— Então por que eles não se mudam?

— Mudar para onde?

— Ali adiante há um ipê-amarelo com vagas para passarinhos.

— Pois sim. A senhora não viu a placa no tronco? Só há um galhinho vago, muito do mixuruco, e mesmo assim só se aceitam casais de passarinhos sem filhotes.

— Sem filhotes?

— Sem filhotes.

— Mas isso é um absurdo!

— Concordo, mas vai- se fazer o quê? Se até casas de tijolo são alugadas apenas para casais sem filhos. Fazem isso com as pessoas, vão ter consideração para com passarinho?

— Escute, e ali na quaresmeira do outro quarteirão?

— Ah, lá o aluguel é caríssimo. Só mora sabiá-de-papo-amarelo e periquito verde.

— Cruz-credo! — Falou bem. Está tudo pela hora da morte pros passarinhos.

— Mas ouvi dizer que alguns têm boa mordomia...

— Ah, os canários-da-terra... Grande vantagem! Têm alpiste importado, ovo cozido, verdurinha fresca todos os dias, mas, em compensação, vivem presos na gaiola.

— Perderam a liberdade.

— Desaprenderam até de voar!

— Não é à toa que o bairro está cheio de chupim.

— Claro, dona Magnólia. Chupim sempre se ajeita. Quem manda tico- tico ser bobo?

— Reparou que ninguém acaba com chupim? Eles estão em tucum, paineira, sibipiruna.

— Tem chupim até no pau-ferro.

— Se adaptam a qualquer lugar. Bichinho aproveitador está ali. Sabe quando vão acabar com os chupins aqui na zona? .

— Quando, dona Magnólia?

— Dia de São Nunca. E enquanto isso, os bem-te- vis que se danem.

— Ainda mais agora, com o aumento dos impostos.

— Vai ser um horror.

— Horror mesmo.

— Não sei como eles não se revoltam.

— Revoltam nada. Bem-te-vi só sabe dizer: "Bem te vi! Bem te vi!". Viu, e daí? Que adianta ver? As árvores também vêem cada uma, mas não adianta reclamar.

— Houve o caso daquela andorinha, está esquecendo?

— A tolinha. Só porque morava em beiral, achava que podia modificar a situação. Uma andorinha só não muda coisa alguma. Bastou chegar aqui o tucano, deitou falação, disse que fazia e aprontava, tudo se amoitou.

— Aquele tucano foi demais. Verde-amarelo, e bom de bico!

— É, dona Magnólia, mas qualquer dia a árvore cai, não cai?

— Sei lá. Ainda bem que a Prefeitura vai mandar plantar mais cem mil árvores na cidade. Só assim para resolver o problema da moradia dos passarinhos.

— Tomara mesmo. Avise o bem-te-vi para ele aguentar a barra mais um pouco. Quem sabe, um dia, a bem-te-vi possa botar os ovinhos em paz.

— Deus a ouça, dona Cássia.

— Amém, dona Magnólia...

(DIAFÉRIA.Lourenço.Em A morte sem colete. 4a ed. São Paulo:

Moderna, 1983.)

Entre os recursos expressivos empregados no texto, destaca-se a:

Alternativas
Ano: 2016 Banca: FUNEC Órgão: FUNEC - MG Prova: FUNEC - 2016 - FUNEC - MG - Pedagogo |
Q2754635 Português

TEXTO II

A árvore e a árvore

Por vezes, caminhando pelas ruas da cidade, tenho a impressão de que as árvores conversam entre si. O diálogo das árvores nem sempre é ouvido pelos ouvidos, por causa do bulício das ruas, do rumor dos veículos e da zoeira das pessoas. E de madrugada, quando os últimos bêbados se recolhem trôpegos fugindo da aurora, e a brisa matinal leva o sono do rosto das operárias que marcham em direção às fábricas; é nesse momento fluido e tênue que pode ser captado o sussurro das árvores, em meio aos pipilos dos pardais alvoroçados.

E lá estavam as duas árvores a conversar:

— Bom dia, dona Magnólia!

— Bom dia, dona Cássia!

— Dormiu bem?

— Mais ou menos. Esta noite o bem-te-vi, meu inquilino, cismou de acordar e ficou discutindo com a bem- te-vi, no meu galho lá em cima.

— Não diga! Discutindo o quê?

— O papo de sempre, ora essa. Estavam reclamando do custo de vida.

— Ué, mas passarinho também tem esse problema? Pensei que essa preocupação fosse apenas manha dos empregados da Prefeitura que vêm cortar nossa copa todos os anos.

— Qual nada! Passarinho voa azucrinado. A própria bem-te-vi se lastima de que o galho onde eles moram quase não tem folhas; de noite ela molha a cabecinha no sereno. Ficou resfriada, a pobrezinha.

— Então por que eles não se mudam?

— Mudar para onde?

— Ali adiante há um ipê-amarelo com vagas para passarinhos.

— Pois sim. A senhora não viu a placa no tronco? Só há um galhinho vago, muito do mixuruco, e mesmo assim só se aceitam casais de passarinhos sem filhotes.

— Sem filhotes?

— Sem filhotes.

— Mas isso é um absurdo!

— Concordo, mas vai- se fazer o quê? Se até casas de tijolo são alugadas apenas para casais sem filhos. Fazem isso com as pessoas, vão ter consideração para com passarinho?

— Escute, e ali na quaresmeira do outro quarteirão?

— Ah, lá o aluguel é caríssimo. Só mora sabiá-de-papo-amarelo e periquito verde.

— Cruz-credo! — Falou bem. Está tudo pela hora da morte pros passarinhos.

— Mas ouvi dizer que alguns têm boa mordomia...

— Ah, os canários-da-terra... Grande vantagem! Têm alpiste importado, ovo cozido, verdurinha fresca todos os dias, mas, em compensação, vivem presos na gaiola.

— Perderam a liberdade.

— Desaprenderam até de voar!

— Não é à toa que o bairro está cheio de chupim.

— Claro, dona Magnólia. Chupim sempre se ajeita. Quem manda tico- tico ser bobo?

— Reparou que ninguém acaba com chupim? Eles estão em tucum, paineira, sibipiruna.

— Tem chupim até no pau-ferro.

— Se adaptam a qualquer lugar. Bichinho aproveitador está ali. Sabe quando vão acabar com os chupins aqui na zona? .

— Quando, dona Magnólia?

— Dia de São Nunca. E enquanto isso, os bem-te- vis que se danem.

— Ainda mais agora, com o aumento dos impostos.

— Vai ser um horror.

— Horror mesmo.

— Não sei como eles não se revoltam.

— Revoltam nada. Bem-te-vi só sabe dizer: "Bem te vi! Bem te vi!". Viu, e daí? Que adianta ver? As árvores também vêem cada uma, mas não adianta reclamar.

— Houve o caso daquela andorinha, está esquecendo?

— A tolinha. Só porque morava em beiral, achava que podia modificar a situação. Uma andorinha só não muda coisa alguma. Bastou chegar aqui o tucano, deitou falação, disse que fazia e aprontava, tudo se amoitou.

— Aquele tucano foi demais. Verde-amarelo, e bom de bico!

— É, dona Magnólia, mas qualquer dia a árvore cai, não cai?

— Sei lá. Ainda bem que a Prefeitura vai mandar plantar mais cem mil árvores na cidade. Só assim para resolver o problema da moradia dos passarinhos.

— Tomara mesmo. Avise o bem-te-vi para ele aguentar a barra mais um pouco. Quem sabe, um dia, a bem-te-vi possa botar os ovinhos em paz.

— Deus a ouça, dona Cássia.

— Amém, dona Magnólia...

(DIAFÉRIA.Lourenço.Em A morte sem colete. 4a ed. São Paulo:

Moderna, 1983.)

Marque a alternativa que apresenta a análise INCORRETA das orações destacadas.

Alternativas
Ano: 2016 Banca: FUNEC Órgão: FUNEC - MG Prova: FUNEC - 2016 - FUNEC - MG - Pedagogo |
Q2754633 Português

TEXTO II

A árvore e a árvore

Por vezes, caminhando pelas ruas da cidade, tenho a impressão de que as árvores conversam entre si. O diálogo das árvores nem sempre é ouvido pelos ouvidos, por causa do bulício das ruas, do rumor dos veículos e da zoeira das pessoas. E de madrugada, quando os últimos bêbados se recolhem trôpegos fugindo da aurora, e a brisa matinal leva o sono do rosto das operárias que marcham em direção às fábricas; é nesse momento fluido e tênue que pode ser captado o sussurro das árvores, em meio aos pipilos dos pardais alvoroçados.

E lá estavam as duas árvores a conversar:

— Bom dia, dona Magnólia!

— Bom dia, dona Cássia!

— Dormiu bem?

— Mais ou menos. Esta noite o bem-te-vi, meu inquilino, cismou de acordar e ficou discutindo com a bem- te-vi, no meu galho lá em cima.

— Não diga! Discutindo o quê?

— O papo de sempre, ora essa. Estavam reclamando do custo de vida.

— Ué, mas passarinho também tem esse problema? Pensei que essa preocupação fosse apenas manha dos empregados da Prefeitura que vêm cortar nossa copa todos os anos.

— Qual nada! Passarinho voa azucrinado. A própria bem-te-vi se lastima de que o galho onde eles moram quase não tem folhas; de noite ela molha a cabecinha no sereno. Ficou resfriada, a pobrezinha.

— Então por que eles não se mudam?

— Mudar para onde?

— Ali adiante há um ipê-amarelo com vagas para passarinhos.

— Pois sim. A senhora não viu a placa no tronco? Só há um galhinho vago, muito do mixuruco, e mesmo assim só se aceitam casais de passarinhos sem filhotes.

— Sem filhotes?

— Sem filhotes.

— Mas isso é um absurdo!

— Concordo, mas vai- se fazer o quê? Se até casas de tijolo são alugadas apenas para casais sem filhos. Fazem isso com as pessoas, vão ter consideração para com passarinho?

— Escute, e ali na quaresmeira do outro quarteirão?

— Ah, lá o aluguel é caríssimo. Só mora sabiá-de-papo-amarelo e periquito verde.

— Cruz-credo! — Falou bem. Está tudo pela hora da morte pros passarinhos.

— Mas ouvi dizer que alguns têm boa mordomia...

— Ah, os canários-da-terra... Grande vantagem! Têm alpiste importado, ovo cozido, verdurinha fresca todos os dias, mas, em compensação, vivem presos na gaiola.

— Perderam a liberdade.

— Desaprenderam até de voar!

— Não é à toa que o bairro está cheio de chupim.

— Claro, dona Magnólia. Chupim sempre se ajeita. Quem manda tico- tico ser bobo?

— Reparou que ninguém acaba com chupim? Eles estão em tucum, paineira, sibipiruna.

— Tem chupim até no pau-ferro.

— Se adaptam a qualquer lugar. Bichinho aproveitador está ali. Sabe quando vão acabar com os chupins aqui na zona? .

— Quando, dona Magnólia?

— Dia de São Nunca. E enquanto isso, os bem-te- vis que se danem.

— Ainda mais agora, com o aumento dos impostos.

— Vai ser um horror.

— Horror mesmo.

— Não sei como eles não se revoltam.

— Revoltam nada. Bem-te-vi só sabe dizer: "Bem te vi! Bem te vi!". Viu, e daí? Que adianta ver? As árvores também vêem cada uma, mas não adianta reclamar.

— Houve o caso daquela andorinha, está esquecendo?

— A tolinha. Só porque morava em beiral, achava que podia modificar a situação. Uma andorinha só não muda coisa alguma. Bastou chegar aqui o tucano, deitou falação, disse que fazia e aprontava, tudo se amoitou.

— Aquele tucano foi demais. Verde-amarelo, e bom de bico!

— É, dona Magnólia, mas qualquer dia a árvore cai, não cai?

— Sei lá. Ainda bem que a Prefeitura vai mandar plantar mais cem mil árvores na cidade. Só assim para resolver o problema da moradia dos passarinhos.

— Tomara mesmo. Avise o bem-te-vi para ele aguentar a barra mais um pouco. Quem sabe, um dia, a bem-te-vi possa botar os ovinhos em paz.

— Deus a ouça, dona Cássia.

— Amém, dona Magnólia...

(DIAFÉRIA.Lourenço.Em A morte sem colete. 4a ed. São Paulo:

Moderna, 1983.)

De acordo com o TEXTO II, é INCORRETO inferir que:

Alternativas
Ano: 2016 Banca: FUNEC Órgão: FUNEC - MG Prova: FUNEC - 2016 - FUNEC - MG - Pedagogo |
Q2754631 Português

A desigualdade começa nos primeiros anos de

vida

Pesquisas em diversos campos confirmam que a primeira infância é uma etapa fundamental para o desenvolvimento do potencial das pessoas, conforme estabelecido na Convenção sobre os Direitos da Criança de 1989, da qual o Brasil é signatário. Há vasta bibliografia em diferentes áreas do conhecimento que mostram que os indivíduos aprendem com seu entorno desde o primeiro dia de vida – e por isso é fundamental garantir a infraestrutura adequada para uma educação atenta à qualidade das interações entre adultos e crianças, de tal forma que as oportunidades de aprendizagem estejam sempre presentes, e não apenas na escola. As neurociências mostram que o desenvolvimento do cérebro alcança sua maior velocidade nessa fase. A economia mostra que a primeira infância é um investimento com um retorno de até US$17 por dólar investido. É indiscutível que a aprendizagem na primeira infância determina o futuro dos indivíduos, e não apenas em termos de desempenho escolar ao longo da vida, mas também em uma série de indicadores de bem-estar e redução de envolvimento em atividades de risco – como criminalidade e uso de drogas.

No entanto, a brecha entre as crianças mais e menos vulneráveis se abre muito cedo, tanto na escola quanto em casa. Enquanto 51% da população de 0 a 3 anos das famílias no quartil mais alto de renda frequentam a escola, apenas 22% das crianças das famílias no quartil mais baixo têm acesso à educação. E em casa o acesso a oportunidades de aprendizagem também se distribui de forma desigual: aos 4 anos, as crianças mais pobres terão escutado até 30 milhões de palavras a menos do que as que se encontram em situação menos vulnerável. As pesquisas mostram que o papel das famílias na educação e as suas expectativas em relação aos benefícios que ela proporciona são determinantes na trajetória escolar dos filhos – e, novamente, essa expectativa costuma ser maior entre as famílias com maior nível socioeconômico. Torna-se evidente que o desenho das políticas públicas deverá prever ações que envolvam as famílias e elevem a educação na primeira infância ao mais alto nível de prioridade na sociedade.

As políticas para o desenvolvimento infantil são um importante motor para a promoção da equidade, especialmente diante da constatação de que a população infantil está desproporcionalmente representada na pobreza. No Brasil, onde a situação é particularmente alarmante, para cada pessoa maior de 65 anos vivendo na pobreza, há cerca de 7 crianças e jovens nessa situação, segundo estudo promovido pela Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal).

Com o objetivo de elaborar uma agenda da América Latina para o Desenvolvimento na Primeira Infância, por iniciativa do Todos Pela Educação, do Diálogo Interamericano e da Fundação Maria Cecília Souto Vidigal, um grupo de gestores públicos, especialistas e membros de organizações da sociedade civil de onze países se reuniu no Brasil para elaborar um diagnóstico das políticas públicas e apontar caminhos para garantir os direitos e o desenvolvimento na primeira infância.

O diagnóstico mostra que nos últimos quinze anos houve importantes conquistas na região: alguns países apresentaram avanços pontuais nos programas de atendimento à primeira infância, porém ainda sem a necessária integração das políticas públicas; outros normativamente já apontam para essa integração; e por último estão os que conseguiram integrar na prática as políticas públicas de atendimento à primeira infância, como é o caso de Chile, Colômbia, Cuba e Equador. O Brasil, embora aponte para a integração das políticas públicas no programa Brasil Carinhoso, não executa de forma articulada as políticas para a primeira infância que são responsabilidade da assistência e do desenvolvimento social, da saúde e da educação, por exemplo, nas três esferas de governo. Isto é, a articulação da escola com o posto de saúde depende da iniciativa e da capacidade de articulação local dos gestores escolares, pois não há nenhum registro do desenvolvimento da criança compartilhado por pediatras e professores, nem se prevê a formação necessária para que esses profissionais articulem seus saberes.

Com esses desafios em perspectiva, a Agenda Regional para o Desenvolvimento Integral na Primeira Infância sistematiza o que entendemos serem os cinco principais avanços necessários para consolidar o atendimento de qualidade às crianças dessa faixa etária na América Latina: a definição de métricas que permitam monitorar o desenvolvimento infantil e identificar as situações de desigualdade; a criação de uma instância nacional com autoridade orçamentária e política para realizar as articulações necessárias entre as políticas públicas; a definição de mecanismos de articulação das políticas no território; a ampliação e o fortalecimento da gestão do conhecimento sobre o tema; e o estabelecimento de uma coalizão regional visando consolidar as políticas de desenvolvimento infantil como prioridade de todos os países.

Diante da constatação de que a primeira infância é determinante para o desenvolvimento do indivíduo, não podemos mais negligenciar a importância estratégica dessa agenda para garantir uma educação de qualidade para todos e promover o desenvolvimento social e econômico do país. O desafio da universalização da pré-escola e da ampliação do acesso à creche no Brasil abre para o país a oportunidade de fazer avançar de forma vigorosa o desenvolvimento infantil.

*Alejandra Meraz Velasco é superintendente do movimento Todos Pela Educação (Època, 20/04/2016)

Em ''Há vasta bibliografia em diferentes áreas do conhecimento que mostram que os indivíduos aprendem com seu entorno desde o primeiro dia de vida – e por isso é fundamental garantir a infraestrutura adequada para uma educação atenta à qualidade das interações entre adultos e crianças,...''

Que relação o termo destacado exerce sobre a oração anterior a ele?

Alternativas
Ano: 2016 Banca: FUNEC Órgão: FUNEC - MG Prova: FUNEC - 2016 - FUNEC - MG - Pedagogo |
Q2754629 Português

A desigualdade começa nos primeiros anos de

vida

Pesquisas em diversos campos confirmam que a primeira infância é uma etapa fundamental para o desenvolvimento do potencial das pessoas, conforme estabelecido na Convenção sobre os Direitos da Criança de 1989, da qual o Brasil é signatário. Há vasta bibliografia em diferentes áreas do conhecimento que mostram que os indivíduos aprendem com seu entorno desde o primeiro dia de vida – e por isso é fundamental garantir a infraestrutura adequada para uma educação atenta à qualidade das interações entre adultos e crianças, de tal forma que as oportunidades de aprendizagem estejam sempre presentes, e não apenas na escola. As neurociências mostram que o desenvolvimento do cérebro alcança sua maior velocidade nessa fase. A economia mostra que a primeira infância é um investimento com um retorno de até US$17 por dólar investido. É indiscutível que a aprendizagem na primeira infância determina o futuro dos indivíduos, e não apenas em termos de desempenho escolar ao longo da vida, mas também em uma série de indicadores de bem-estar e redução de envolvimento em atividades de risco – como criminalidade e uso de drogas.

No entanto, a brecha entre as crianças mais e menos vulneráveis se abre muito cedo, tanto na escola quanto em casa. Enquanto 51% da população de 0 a 3 anos das famílias no quartil mais alto de renda frequentam a escola, apenas 22% das crianças das famílias no quartil mais baixo têm acesso à educação. E em casa o acesso a oportunidades de aprendizagem também se distribui de forma desigual: aos 4 anos, as crianças mais pobres terão escutado até 30 milhões de palavras a menos do que as que se encontram em situação menos vulnerável. As pesquisas mostram que o papel das famílias na educação e as suas expectativas em relação aos benefícios que ela proporciona são determinantes na trajetória escolar dos filhos – e, novamente, essa expectativa costuma ser maior entre as famílias com maior nível socioeconômico. Torna-se evidente que o desenho das políticas públicas deverá prever ações que envolvam as famílias e elevem a educação na primeira infância ao mais alto nível de prioridade na sociedade.

As políticas para o desenvolvimento infantil são um importante motor para a promoção da equidade, especialmente diante da constatação de que a população infantil está desproporcionalmente representada na pobreza. No Brasil, onde a situação é particularmente alarmante, para cada pessoa maior de 65 anos vivendo na pobreza, há cerca de 7 crianças e jovens nessa situação, segundo estudo promovido pela Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal).

Com o objetivo de elaborar uma agenda da América Latina para o Desenvolvimento na Primeira Infância, por iniciativa do Todos Pela Educação, do Diálogo Interamericano e da Fundação Maria Cecília Souto Vidigal, um grupo de gestores públicos, especialistas e membros de organizações da sociedade civil de onze países se reuniu no Brasil para elaborar um diagnóstico das políticas públicas e apontar caminhos para garantir os direitos e o desenvolvimento na primeira infância.

O diagnóstico mostra que nos últimos quinze anos houve importantes conquistas na região: alguns países apresentaram avanços pontuais nos programas de atendimento à primeira infância, porém ainda sem a necessária integração das políticas públicas; outros normativamente já apontam para essa integração; e por último estão os que conseguiram integrar na prática as políticas públicas de atendimento à primeira infância, como é o caso de Chile, Colômbia, Cuba e Equador. O Brasil, embora aponte para a integração das políticas públicas no programa Brasil Carinhoso, não executa de forma articulada as políticas para a primeira infância que são responsabilidade da assistência e do desenvolvimento social, da saúde e da educação, por exemplo, nas três esferas de governo. Isto é, a articulação da escola com o posto de saúde depende da iniciativa e da capacidade de articulação local dos gestores escolares, pois não há nenhum registro do desenvolvimento da criança compartilhado por pediatras e professores, nem se prevê a formação necessária para que esses profissionais articulem seus saberes.

Com esses desafios em perspectiva, a Agenda Regional para o Desenvolvimento Integral na Primeira Infância sistematiza o que entendemos serem os cinco principais avanços necessários para consolidar o atendimento de qualidade às crianças dessa faixa etária na América Latina: a definição de métricas que permitam monitorar o desenvolvimento infantil e identificar as situações de desigualdade; a criação de uma instância nacional com autoridade orçamentária e política para realizar as articulações necessárias entre as políticas públicas; a definição de mecanismos de articulação das políticas no território; a ampliação e o fortalecimento da gestão do conhecimento sobre o tema; e o estabelecimento de uma coalizão regional visando consolidar as políticas de desenvolvimento infantil como prioridade de todos os países.

Diante da constatação de que a primeira infância é determinante para o desenvolvimento do indivíduo, não podemos mais negligenciar a importância estratégica dessa agenda para garantir uma educação de qualidade para todos e promover o desenvolvimento social e econômico do país. O desafio da universalização da pré-escola e da ampliação do acesso à creche no Brasil abre para o país a oportunidade de fazer avançar de forma vigorosa o desenvolvimento infantil.

*Alejandra Meraz Velasco é superintendente do movimento Todos Pela Educação (Època, 20/04/2016)

Segundo a autora, ''As políticas públicas para o desenvolvimento infantil é um importante motor para a promoção da equidade.''

Considerando essa afirmativa, assinale a única alternativa que NÃO corrobora com suas ideias.

Alternativas
Ano: 2016 Banca: FUNEC Órgão: FUNEC - MG Prova: FUNEC - 2016 - FUNEC - MG - Pedagogo |
Q2754621 Português

A desigualdade começa nos primeiros anos de

vida

Pesquisas em diversos campos confirmam que a primeira infância é uma etapa fundamental para o desenvolvimento do potencial das pessoas, conforme estabelecido na Convenção sobre os Direitos da Criança de 1989, da qual o Brasil é signatário. Há vasta bibliografia em diferentes áreas do conhecimento que mostram que os indivíduos aprendem com seu entorno desde o primeiro dia de vida – e por isso é fundamental garantir a infraestrutura adequada para uma educação atenta à qualidade das interações entre adultos e crianças, de tal forma que as oportunidades de aprendizagem estejam sempre presentes, e não apenas na escola. As neurociências mostram que o desenvolvimento do cérebro alcança sua maior velocidade nessa fase. A economia mostra que a primeira infância é um investimento com um retorno de até US$17 por dólar investido. É indiscutível que a aprendizagem na primeira infância determina o futuro dos indivíduos, e não apenas em termos de desempenho escolar ao longo da vida, mas também em uma série de indicadores de bem-estar e redução de envolvimento em atividades de risco – como criminalidade e uso de drogas.

No entanto, a brecha entre as crianças mais e menos vulneráveis se abre muito cedo, tanto na escola quanto em casa. Enquanto 51% da população de 0 a 3 anos das famílias no quartil mais alto de renda frequentam a escola, apenas 22% das crianças das famílias no quartil mais baixo têm acesso à educação. E em casa o acesso a oportunidades de aprendizagem também se distribui de forma desigual: aos 4 anos, as crianças mais pobres terão escutado até 30 milhões de palavras a menos do que as que se encontram em situação menos vulnerável. As pesquisas mostram que o papel das famílias na educação e as suas expectativas em relação aos benefícios que ela proporciona são determinantes na trajetória escolar dos filhos – e, novamente, essa expectativa costuma ser maior entre as famílias com maior nível socioeconômico. Torna-se evidente que o desenho das políticas públicas deverá prever ações que envolvam as famílias e elevem a educação na primeira infância ao mais alto nível de prioridade na sociedade.

As políticas para o desenvolvimento infantil são um importante motor para a promoção da equidade, especialmente diante da constatação de que a população infantil está desproporcionalmente representada na pobreza. No Brasil, onde a situação é particularmente alarmante, para cada pessoa maior de 65 anos vivendo na pobreza, há cerca de 7 crianças e jovens nessa situação, segundo estudo promovido pela Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal).

Com o objetivo de elaborar uma agenda da América Latina para o Desenvolvimento na Primeira Infância, por iniciativa do Todos Pela Educação, do Diálogo Interamericano e da Fundação Maria Cecília Souto Vidigal, um grupo de gestores públicos, especialistas e membros de organizações da sociedade civil de onze países se reuniu no Brasil para elaborar um diagnóstico das políticas públicas e apontar caminhos para garantir os direitos e o desenvolvimento na primeira infância.

O diagnóstico mostra que nos últimos quinze anos houve importantes conquistas na região: alguns países apresentaram avanços pontuais nos programas de atendimento à primeira infância, porém ainda sem a necessária integração das políticas públicas; outros normativamente já apontam para essa integração; e por último estão os que conseguiram integrar na prática as políticas públicas de atendimento à primeira infância, como é o caso de Chile, Colômbia, Cuba e Equador. O Brasil, embora aponte para a integração das políticas públicas no programa Brasil Carinhoso, não executa de forma articulada as políticas para a primeira infância que são responsabilidade da assistência e do desenvolvimento social, da saúde e da educação, por exemplo, nas três esferas de governo. Isto é, a articulação da escola com o posto de saúde depende da iniciativa e da capacidade de articulação local dos gestores escolares, pois não há nenhum registro do desenvolvimento da criança compartilhado por pediatras e professores, nem se prevê a formação necessária para que esses profissionais articulem seus saberes.

Com esses desafios em perspectiva, a Agenda Regional para o Desenvolvimento Integral na Primeira Infância sistematiza o que entendemos serem os cinco principais avanços necessários para consolidar o atendimento de qualidade às crianças dessa faixa etária na América Latina: a definição de métricas que permitam monitorar o desenvolvimento infantil e identificar as situações de desigualdade; a criação de uma instância nacional com autoridade orçamentária e política para realizar as articulações necessárias entre as políticas públicas; a definição de mecanismos de articulação das políticas no território; a ampliação e o fortalecimento da gestão do conhecimento sobre o tema; e o estabelecimento de uma coalizão regional visando consolidar as políticas de desenvolvimento infantil como prioridade de todos os países.

Diante da constatação de que a primeira infância é determinante para o desenvolvimento do indivíduo, não podemos mais negligenciar a importância estratégica dessa agenda para garantir uma educação de qualidade para todos e promover o desenvolvimento social e econômico do país. O desafio da universalização da pré-escola e da ampliação do acesso à creche no Brasil abre para o país a oportunidade de fazer avançar de forma vigorosa o desenvolvimento infantil.

*Alejandra Meraz Velasco é superintendente do movimento Todos Pela Educação (Època, 20/04/2016)

''A primeira infância é uma etapa fundamental para o desenvolvimento do potencial das pessoas''. Assinale a alternativa que NÂO corrobora com o excerto acima:

Alternativas
Ano: 2016 Banca: FUNEC Órgão: FUNEC - MG Prova: FUNEC - 2016 - FUNEC - MG - Pedagogo |
Q2754619 Português

A desigualdade começa nos primeiros anos de

vida

Pesquisas em diversos campos confirmam que a primeira infância é uma etapa fundamental para o desenvolvimento do potencial das pessoas, conforme estabelecido na Convenção sobre os Direitos da Criança de 1989, da qual o Brasil é signatário. Há vasta bibliografia em diferentes áreas do conhecimento que mostram que os indivíduos aprendem com seu entorno desde o primeiro dia de vida – e por isso é fundamental garantir a infraestrutura adequada para uma educação atenta à qualidade das interações entre adultos e crianças, de tal forma que as oportunidades de aprendizagem estejam sempre presentes, e não apenas na escola. As neurociências mostram que o desenvolvimento do cérebro alcança sua maior velocidade nessa fase. A economia mostra que a primeira infância é um investimento com um retorno de até US$17 por dólar investido. É indiscutível que a aprendizagem na primeira infância determina o futuro dos indivíduos, e não apenas em termos de desempenho escolar ao longo da vida, mas também em uma série de indicadores de bem-estar e redução de envolvimento em atividades de risco – como criminalidade e uso de drogas.

No entanto, a brecha entre as crianças mais e menos vulneráveis se abre muito cedo, tanto na escola quanto em casa. Enquanto 51% da população de 0 a 3 anos das famílias no quartil mais alto de renda frequentam a escola, apenas 22% das crianças das famílias no quartil mais baixo têm acesso à educação. E em casa o acesso a oportunidades de aprendizagem também se distribui de forma desigual: aos 4 anos, as crianças mais pobres terão escutado até 30 milhões de palavras a menos do que as que se encontram em situação menos vulnerável. As pesquisas mostram que o papel das famílias na educação e as suas expectativas em relação aos benefícios que ela proporciona são determinantes na trajetória escolar dos filhos – e, novamente, essa expectativa costuma ser maior entre as famílias com maior nível socioeconômico. Torna-se evidente que o desenho das políticas públicas deverá prever ações que envolvam as famílias e elevem a educação na primeira infância ao mais alto nível de prioridade na sociedade.

As políticas para o desenvolvimento infantil são um importante motor para a promoção da equidade, especialmente diante da constatação de que a população infantil está desproporcionalmente representada na pobreza. No Brasil, onde a situação é particularmente alarmante, para cada pessoa maior de 65 anos vivendo na pobreza, há cerca de 7 crianças e jovens nessa situação, segundo estudo promovido pela Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal).

Com o objetivo de elaborar uma agenda da América Latina para o Desenvolvimento na Primeira Infância, por iniciativa do Todos Pela Educação, do Diálogo Interamericano e da Fundação Maria Cecília Souto Vidigal, um grupo de gestores públicos, especialistas e membros de organizações da sociedade civil de onze países se reuniu no Brasil para elaborar um diagnóstico das políticas públicas e apontar caminhos para garantir os direitos e o desenvolvimento na primeira infância.

O diagnóstico mostra que nos últimos quinze anos houve importantes conquistas na região: alguns países apresentaram avanços pontuais nos programas de atendimento à primeira infância, porém ainda sem a necessária integração das políticas públicas; outros normativamente já apontam para essa integração; e por último estão os que conseguiram integrar na prática as políticas públicas de atendimento à primeira infância, como é o caso de Chile, Colômbia, Cuba e Equador. O Brasil, embora aponte para a integração das políticas públicas no programa Brasil Carinhoso, não executa de forma articulada as políticas para a primeira infância que são responsabilidade da assistência e do desenvolvimento social, da saúde e da educação, por exemplo, nas três esferas de governo. Isto é, a articulação da escola com o posto de saúde depende da iniciativa e da capacidade de articulação local dos gestores escolares, pois não há nenhum registro do desenvolvimento da criança compartilhado por pediatras e professores, nem se prevê a formação necessária para que esses profissionais articulem seus saberes.

Com esses desafios em perspectiva, a Agenda Regional para o Desenvolvimento Integral na Primeira Infância sistematiza o que entendemos serem os cinco principais avanços necessários para consolidar o atendimento de qualidade às crianças dessa faixa etária na América Latina: a definição de métricas que permitam monitorar o desenvolvimento infantil e identificar as situações de desigualdade; a criação de uma instância nacional com autoridade orçamentária e política para realizar as articulações necessárias entre as políticas públicas; a definição de mecanismos de articulação das políticas no território; a ampliação e o fortalecimento da gestão do conhecimento sobre o tema; e o estabelecimento de uma coalizão regional visando consolidar as políticas de desenvolvimento infantil como prioridade de todos os países.

Diante da constatação de que a primeira infância é determinante para o desenvolvimento do indivíduo, não podemos mais negligenciar a importância estratégica dessa agenda para garantir uma educação de qualidade para todos e promover o desenvolvimento social e econômico do país. O desafio da universalização da pré-escola e da ampliação do acesso à creche no Brasil abre para o país a oportunidade de fazer avançar de forma vigorosa o desenvolvimento infantil.

*Alejandra Meraz Velasco é superintendente do movimento Todos Pela Educação (Època, 20/04/2016)

Analise as assertivas abaixo, em relação ao assunto discutido no TEXTO I.

I- De acordo com a argumentação desenvolvida no primeiro parágrafo, a infância define o futuro do indivíduo.

II- A autora deixa implícita a necessidade do desenvolvimento de política pública.

III- O texto afirma que o Brasil ainda não promove uma política pública que integre assistência social, saúde e educação.

Estão CORRETAS:

Alternativas
Q2732613 Legislação Municipal

Ainda de acordo com o Estatuto do Servidor Público de Coruripe, a critério da Administração e no interesse do Serviço Público poderá ser concedido ao servidor que não esteja em estágio probatório, licença para a realização de cursos de Aperfeiçoamento, Especialização, Mestrado ou Doutorado, relacionado ao seu serviço público, no país ou Exterior,

Alternativas
Q2732612 Legislação Municipal

De acordo com o Estatuto do Servidor Público de Coruripe, julgue os itens a seguir:


I - O servidor que fizer jus aos adicionais de insalubridade e de periculosidade deverá optar por um deles;

II - Na concessão dos adicionais de atividades penosas, de insalubridade e de periculosidade, serão observadas as situações estabelecidas em legislação específica, porém, as definições numéricas de porcentagens de acréscimo pecuniário, em face de cada grau, poderão ser definidas através de Decreto Municipal;

III - A servidora gestante ou lactante será afastada, enquanto durar a gestação e a lactação, das operações e locais previstos neste artigo, exercendo suas atividades em local salubre e em serviço não penoso e não perigoso;

IV - O direito ao adicional de insalubridade ou periculosidade só será concedido mediante laudo técnico, devidamente subscrito por profissional habilitado, que ateste o ambiente insalubre ou periculoso, o qual se expõe aquele servidor ou sua respectiva classe, adicional esse que será considerado cessado com a eliminação das condições ou dos riscos que deram causa a sua concessão.


Estão corretas:

Alternativas
Q2732611 Direito Constitucional

De acordo com a EC19/1998, são estáveis após três anos de efetivo exercício os servidores nomeados para cargo de provimento efetivo em virtude de concurso público. Acerca da estabilidade, julgue os seguintes itens:


I - O servidor público estável só perderá o cargo em virtude de: sentença judicial transitada em julgado; mediante processo administrativo em que lhe seja assegurada ampla defesa; ou mediante procedimento de avaliação periódica de desempenho, na forma de lei complementar, assegurada ampla defesa;

II - Invalidada por sentença judicial a demissão do servidor estável, será ele reintegrado, e o eventual ocupante da vaga, se estável, reconduzido ao cargo de origem, com indenização integral pelo tempo trabalhado e aproveitado em outro cargo ou posto em disponibilidade com remuneração proporcional ao tempo de serviço;

III - Extinto o cargo ou declarada a sua desnecessidade, o servidor estável ficará em disponibilidade, com remuneração proporcional ao tempo de serviço, até seu adequado aproveitamento em outro cargo;

IV - Como condição para a aquisição da estabilidade, é obrigatória a avaliação especial de desempenho por comissão instituída para essa finalidade.


Estão corretas:

Alternativas
Q2732610 Direito Administrativo

Concurso público é um processo seletivo que permite o acesso a emprego ou cargo público de modo amplo e democrático. É um procedimento impessoal onde é assegurada igualdade de oportunidades a todos interessados em concorrer para exercer as atribuições oferecidas pelo Estado, a quem incumbirá identificar e selecionar os mais adequados mediante critérios objetivos.


(Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Concurso_p%C3%BAblico)


Observando-se o que estabelece a Lei 8.112/1990, especialmente em sua Seção IV, que dispõe acerca da Posse e do Exercício, marque a alternativa INCORRETA:

Alternativas
Q2732609 Direito Administrativo

Na Lei 8027/1990, que dispõe sobre as normas se condutas dos servidores públicos, os atos de advertência, suspensão e demissão deverão sempre mencionar a causa da penalidade aplicada. Com base na lei acima citada, analise as proposições a seguir:


I - É falta administrativa, punível com a pena de advertência por escrito, ausentar-se do serviço durante o expediente, sem prévia autorização do superior imediato;

II - É falta administrativa, punível com a pena de advertência, retirar, sem prévia autorização, por escrito da autoridade competente, qualquer documento ou objeto da repartição;

III - É falta administrativa, punível com a pena de demissão, a bem do serviço público, utilizar pessoal ou recursos materiais da repartição em serviços ou atividades particulares;

IV - É falta administrativa, punível com a pena de suspensão por até 90 (noventa) dias, cumulada, se couber, com a destituição do cargo em comissão, atuar como procurador ou intermediário junto a repartições públicas;


É correto afirmar:

Alternativas
Q2732608 Noções de Informática

As notas de rodapé e notas de fim são usadas nos documentos impressos para explicar e comentar o texto de um documento. Você poderá usar notas de rodapé para fazer comentários detalhados e notas de fim para fazer citações de fontes.


Microsoft. Suporte. Disponível em: <https://support.office.com/pt-br/article/Inserir-excluir-ou-editar-notas-de-rodap%25C3%25A9-e-notas-de-fim-54a7235b-6488-4b88-8ee7-f3d66d3372d9?ui=pt-BR&rs=pt-BR&ad=BR&fromAR=1https://support.office.com/pt-br/article/Inserir-excluir-ou-editar-notas-de-rodap%25C3%25A9-e-notas-de-fim-54a7235b-6488-4b88-8ee7-f3d66d3372d9?ui=pt-BR&rs=pt-BR&ad=BR&fromAR=1>. Acesso em: 12 de julho de 2016.


Diante do texto explicativo, acima, para que possamos dispor do recurso de inserção de nota de rodapé ou inserção de nota de fim é necessário clicarmos em uma guia específica do Microsoft Word. Para que possamos ter acesso a esse recurso de edição de texto, precisamos clicar em qual guia do Microsoft Word? Assinale a alternativa correta a seguir:

Alternativas
Q2732607 Noções de Informática

O Bloqueador de Pop-ups limita ou bloqueia pop-ups nos sites que você visita. Você pode escolher o nível de bloqueio que prefere, ative ou desative o recurso de notificações quando os pop-ups estão bloqueados ou criar uma lista de sites cujos pop-ups você não deseja bloquear. As configurações do Bloqueador de Pop-ups só se aplicam ao Internet Explorer.


Microsoft. Suporte. Disponível em: <https://support.microsoft.com/pt-br/help/17474>. Acesso em: 12 de julho de 2016.


Destarte, o bloqueador de Pop-ups para ser desabilitado ou habitado, no Internet 8, deve ser realizado por intermédio do botão:

Alternativas
Q2732606 Arquitetura de Software

A criptografia, considerada como a ciência e a arte de escrever mensagens em forma cifrada ou em código, é um dos principais mecanismos de segurança que você pode usar para se proteger dos riscos associados ao uso da Internet.


A primeira vista ela até pode parecer complicada, mas para usufruir dos benefícios que proporciona você não precisa estudá-la profundamente e nem ser nenhum matemático experiente. Atualmente, a criptografia já está integrada ou pode ser facilmente adicionada à grande maioria dos sistemas operacionais e aplicativos e para usá-la, muitas vezes, basta a realização de algumas configurações ou cliques de mouse.


Centro de Estudos, Resposta e Tratamento de Incidentes de Segurança no Brasil. Cartilha de Segurança para Internet. Disponível em: < http://cartilha.cert.br/criptografia/>. Acesso em 12 de julho de 2016.


Tendo como base o texto extraído da Cartilha de Segurança para Internet. Por meio do uso da criptografia você não pode:

Alternativas
Q2732605 Noções de Informática

Os programas de controle de sistema controlam o uso do hardware, software e dos dados do sistema do computador. O principal programa de controle do sistema é o sistema operacional. O sistema operacional supervisiona a operação geral do computador, incluindo a monitoração do status do computador e o escalonamento de operações do computador, o que inclui os processos de entrada e saída. Além disso, o sistema operacional aloca tempo da CPU e memória principal para os programas em execução no computador, e também oferece uma interface entre o usuário e o hardware, que oculta do usuário a complexidade do próprio hardware. Ou seja, o usuário não precisa conhecer a real operação do hardware, apenas o que o hardware fará e o que você deve fazer para obter os resultados almejados.


TURBAN, Efraim; RAINER, R. Kelly; POTTER, Richard E. Administração de Tecnologia da Informação. Teoria e Prática. 2. ed. Elsevier: São Paulo, 2002.


Ao lermos o texto, na parte superior da questão, verificamos que o sistema operacional, em um sistema computacional, exerce um papel de grande relevância. Graças a ele, toda complexidade do hardware é ocultada do usuário comum. Desta forma, considere as afirmativas a seguir:


I – Gerenciamento de processos significa gerenciar o programa ou os programas (também denominados jobs) em execução no processador em um determinado momento;

II – Compartilhamento de tempo (time-sharing) é uma extensão da multiprogramação. Nesse modo, alguns usuários trabalham online com a mesma CPU, mas cada usuário utiliza um terminal de entrada/saída diferente;

III – A interface gráfica com usuário (GUI – Grafical User Interface) permite um controle direto sobre os objetos visíveis (ícones) e ações que substituem a sintaxe de comandos complexos.


Está (ão) correta (s) afirmativa (s):

Alternativas
Q2732604 Noções de Informática

A CPU (central processing unit – unidade central de processamento) executa a verdadeira computação ou “cálculos” dentro de todo computador. A CPU é um microprocessador (como um Pentium 4 da Intel) formado por milhões de transistores microscópios incorporados a um circuito em um minibiscoito de silício ou chip. (Daí os microprocessadores específicos serem chamados frequentemente de chips). O microprocessador possui partes diferentes que executam funções distintas.


TURBAN, Efraim; RAINER, R. Kelly; POTTER, Richard E. Administração de Tecnologia da Informação. Teoria e Prática. 2. ed. Elsevier: São Paulo, 2002.


De acordo com o texto acima, a CPU é formada por um conjunto de partes, onde cada uma possui uma finalidade na execução de instruções em um computador. Dentre essas partes, os registradores possuem a função de armazenar dados e instruções. Diante disso, marque a alternativa, abaixo, que preenche a lacuna com a opção que define corretamente o conceito de registradores:


Os registradores são áreas de armazenamento de ______ velocidade que guardam pouquíssimos dados e instruções por períodos ______ de tempo.

Alternativas
Q2732603 História

Analise as afirmativas sobre a emancipação política de Alagoas:


I - O desmembramento de Alagoas da Capitania de Pernambuco tem relações diretas com a Revolução Pernambucana de 1817;

II - Apesar de não apresentar um desenvolvimento econômico, Alagoas conquistou a sua emancipação política como prêmio por não participar da Revolução Pernambucana de 1817;

III - Não havia interesse da elite alagoana na emancipação política da comarca devido à sua lealdade a coroa portuguesa;

IV - A emancipação política de Alagoas foi conquistada com a participação ativa da elite na Revolução Pernambucana de 1817.


Marque a alternativa que apresenta as afirmativas corretas:

Alternativas
Q2732601 Geografia

“Só poderemos elaborar a História de Coruripe, a partir do seu meio ambiente e suas influências na predestinação histórica de sua gente“.


LEMOS, J. R. (1999) Coruripe: sua história, sua gente, suas instituições. Maceió, Prefeitura Municipal de Coruripe. 51p


Sobre os aspectos geográficos de Coruripe é correto afirmar:

Alternativas
Q2732600 História

Apesar das controvérsias sobre o naufrágio do Bispo Sardinha, a versão com maior base documental é a de Gabriel Soares de Sousa em Tratado Descritivo do Brasil em 1587.


A partir da história oficial, analise as seguintes afirmativas sobre este fato histórico:


I - O bispo D. Pero Fernandes Sardinha seguia para Portugal a fim de elogiar pessoalmente os feitos do Governador Geral Duarte da Costa e de seu filho D. Álvaro da Costa para a coroa portuguesa;

II - A nau Nossa Senhora da Ajuda na qual viajava D. Pero Fernandes Sardinha naufragou nos Baixios de D. Rodrigo, próximos a Foz do Rio Coruripe;

III - O bispo e 91 tripulantes da nau foram devorados pelos caetés, índios antropófagos que lutavam contra a ocupação dos europeus na região;

IV - Um edito real perdoou os índios caetés com a condição de se converterem ao cristianismo.



Assinale a alternativa que apresenta as afirmativas corretas:

Alternativas
Respostas
13021: C
13022: B
13023: A
13024: B
13025: B
13026: D
13027: D
13028: D
13029: E
13030: C
13031: E
13032: C
13033: D
13034: A
13035: C
13036: E
13037: C
13038: B
13039: A
13040: D