Questões de Concurso
Comentadas para professor - língua portuguesa
Foram encontradas 24.151 questões
Resolva questões gratuitamente!
Junte-se a mais de 4 milhões de concurseiros!
I-Os estudos bakhtinianos buscavam um entrelaçamento entre sujeito e objeto, baseando-se em uma síntese dialética inserida em um universo cultural e histórico. Nessa concepção, a língua não pode ser entendida como se fosse um sistema abstrato de normas, haja vista que ela apresenta uma realidade, extremamente, dinâmica e viva diante das interações verbais dos interlocutores, estando, assim, em constante evolução. II- A voz do herói sobre si mesmo e o mundo é tão plena como a palavra comum do autor; não está subordinada à imagem objetificada do herói como uma de suas características, mas tampouco serve de intérprete da voz do autor. Ela possui independência excepcional na estrutura da obra, é como se soasse ao lado da palavra do autor coadunando-se de modo especial com ela e com as vozes plenivalentes de outros heróis. (BAKHTIN, 1981, p. 03) III- A ideia de que o uso da língua efetua-se em forma de enunciados (orais e escritos), concretos e únicos, “proferidos” pelos participantes de uma ou outra esfera da atividade humana; que o enunciado é irrepetível, tendo em vista que é um evento único (pode somente ser citado); que o enunciado é a unidade real da comunicação discursiva, já que o discurso só tem possibilidade de existir na forma de enunciados e que o estudo do enunciado como unidade real da comunicação discursiva permite compreender de uma maneira mais correta a natureza das unidades da língua.
Identifique abaixo as afirmativas verdadeiras ( V ) e as falsas ( F ).
( ) A concepção interacionista da linguagem é capaz de aprimorar o processo de ensino-aprendizagem de língua portuguesa, especialmente no que tange à variação linguística e à norma-padrão.
( ) O pensamento, produzido no âmbito psíquico do indivíduo, correlaciona-se à capacidade do homem de organizar seus pensamentos, o que exclui os fatores extralinguísticos do processo de enunciação. Essa é a concepção de linguagem como expressão do pensamento.
( ) A concepção de linguagem como forma de interação resultou de uma visão monológica da língua, isto é, afastou o falante do processo de produção, do que é histórico e social da língua. Nela a língua é vista como código a ser compreendido por quem fala e quem escuta.
( ) De acordo com concepção da linguagem como instrumento de comunicação, o objetivo do ensino de LP é pragmático e utilitário, ou seja, trata de desenvolver e aperfeiçoar os comportamentos linguísticos do aluno como emissor e receptor de mensagens usando códigos diversos – verbais e não verbais.
Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.
Considere a afirmação.
“Não existe possibilidade de trabalhar a língua sem atinar para o sistema, de modo que o trabalho com a gramática tem seu lugar garantido no trabalho com a língua materna”.
(Luiz Antônio Marcushi)
Identifique abaixo as afirmativas verdadeiras ( V ) e as falsas ( F ) em relação ao assunto.
( ) Não existe língua sem gramática.
( ) A gramática reflete as diversidades geográficas, sociais e de registro da língua.
( ) O foco do ensino de gramática deve ser seu caráter prescritivo.
( ) O falante deve fazer-se entender e não explicar o que está fazendo com a língua que fala.
( ) Os falantes têm liberdade total de compor seus enunciados. Cada um, a seu modo, escolhe as palavras que nele usa, como as usa e a maneira como os estrutura. A liberdade de expressão é fato.
Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.
Considere a frase: “Balneário Camboriú é lugar do qual bom cidadãos fazem história”.
Assinale a frase que apresenta uma verdade em relação a ela.
O Outro
Ele queria muito ser eleito. Não: ele precisava muito ser eleito. Estava atrás de um emprego que lhe desse um bom salário, mordomias e verbas para gastar na contratação de assessores – além, claro, das múltiplas oportunidades que, como vereador, teria.
O problema era arrumar votos. Não tinha amigos, não era conhecido, nem sequer recebera um apelido pitoresco que pudesse usar na propaganda. Mas o pior não era isso. O pior que combinava um visual péssimo – baixinho, gordinho, careca – com uma congênita inabilidade para falar em público. Em desespero, resolveu procurar um marqueteiro. Estava disposto a gastar uma boa grana nisso, desde que pudesse adquirir uma nova imagem, uma imagem capaz de garantir a eleição.
O marqueteiro, famoso, exigiu honorários salgados, mas garantiu resultados. Que, de fato, não se fizeram esperar. Em poucas semanas o candidato era outro. Mais magro, mais alto (saltos especiais) com uma bela peruca, parecia agora um galã de novela. Além disso, transformara-se num fantástico orador, um orador capaz de galvanizar o público com uma única frase.
Se foi eleito? Foi eleito com uma avalanche de votos. O que representou um duplo alívio: de um lado, conquistava o cargo tão sonhado. De outro, podia deixar de lado a peruca, os sapatos com saltos especiais e a dieta. E também podia falar normalmente, no tom meio fanhoso que o caracterizava.
E aí começaram as surpresas desagradáveis. Quando foi tomar posse, ninguém o reconheceu. Mas como? Então era aquele tipo charmoso, magnético, da tevê e dos cartazes? Era ele sim, como o comprovou, mostrando a identidade.
Não foi a única contrariedade. Logo descobriu que, como vereador, era péssimo: não sabia falar, não convencia ninguém, sequer era procurado por lobistas. Bom mesmo, concluiu com amargura, era o Outro, aquele que o marqueteiro tinha inventado. Aquele sim podia fazer uma grande carreira, chegando quem sabe à Presidência.
Mas onde estava o Outro? Só uma pessoa poderia ajudá-lo nessa busca, o marqueteiro. Só que o marqueteiro tinha sumido. Com o dinheiro ganho nas eleições resolvera passar dois anos em alguma praia do Caribe.
Todas as noites o vereador sonha com o Outro. Vê-o na Câmara, discursando, empolgando multidões. Mas não sabe o que fazer para encontrá-lo. Sabe, sim, o que dirá se isso um dia acontecer. E o que dirá, numa voz fanhosa e emocionada, será: o senhor pode contar com meu voto - para sempre.
(Moacyr Scliar. O imaginário cotidiano. São Paulo, Gaia, 2006)
O Outro
Ele queria muito ser eleito. Não: ele precisava muito ser eleito. Estava atrás de um emprego que lhe desse um bom salário, mordomias e verbas para gastar na contratação de assessores – além, claro, das múltiplas oportunidades que, como vereador, teria.
O problema era arrumar votos. Não tinha amigos, não era conhecido, nem sequer recebera um apelido pitoresco que pudesse usar na propaganda. Mas o pior não era isso. O pior que combinava um visual péssimo – baixinho, gordinho, careca – com uma congênita inabilidade para falar em público. Em desespero, resolveu procurar um marqueteiro. Estava disposto a gastar uma boa grana nisso, desde que pudesse adquirir uma nova imagem, uma imagem capaz de garantir a eleição.
O marqueteiro, famoso, exigiu honorários salgados, mas garantiu resultados. Que, de fato, não se fizeram esperar. Em poucas semanas o candidato era outro. Mais magro, mais alto (saltos especiais) com uma bela peruca, parecia agora um galã de novela. Além disso, transformara-se num fantástico orador, um orador capaz de galvanizar o público com uma única frase.
Se foi eleito? Foi eleito com uma avalanche de votos. O que representou um duplo alívio: de um lado, conquistava o cargo tão sonhado. De outro, podia deixar de lado a peruca, os sapatos com saltos especiais e a dieta. E também podia falar normalmente, no tom meio fanhoso que o caracterizava.
E aí começaram as surpresas desagradáveis. Quando foi tomar posse, ninguém o reconheceu. Mas como? Então era aquele tipo charmoso, magnético, da tevê e dos cartazes? Era ele sim, como o comprovou, mostrando a identidade.
Não foi a única contrariedade. Logo descobriu que, como vereador, era péssimo: não sabia falar, não convencia ninguém, sequer era procurado por lobistas. Bom mesmo, concluiu com amargura, era o Outro, aquele que o marqueteiro tinha inventado. Aquele sim podia fazer uma grande carreira, chegando quem sabe à Presidência.
Mas onde estava o Outro? Só uma pessoa poderia ajudá-lo nessa busca, o marqueteiro. Só que o marqueteiro tinha sumido. Com o dinheiro ganho nas eleições resolvera passar dois anos em alguma praia do Caribe.
Todas as noites o vereador sonha com o Outro. Vê-o na Câmara, discursando, empolgando multidões. Mas não sabe o que fazer para encontrá-lo. Sabe, sim, o que dirá se isso um dia acontecer. E o que dirá, numa voz fanhosa e emocionada, será: o senhor pode contar com meu voto - para sempre.
(Moacyr Scliar. O imaginário cotidiano. São Paulo, Gaia, 2006)
Considere o trecho retirado do texto.
“Não foi a única contrariedade. Logo descobriu que, como vereador, era péssimo: não sabia falar, não convencia ninguém, sequer era procurado por lobistas. Bom mesmo, concluiu com amargura, era o Outro, aquele que o marqueteiro tinha inventado”.
Avalie as afirmativas abaixo:
1. A palavra “não” em todos os seus usos tem a mesma classificação morfológica e desempenha a mesma função sintática.
2. A palavra sublinhada exerce a mesma função sintática desta sublinhada na frase: “Não foi recebido, ninguém o atendeu”.
3. A frase “Logo descobriu” denota tempo; é, pois, subordinada substantiva temporal.
4. A expressão “com amargura” é composta – morfologicamente – por uma preposição e um substantivo e exerce a função de adjunto adverbial.
5. Nas duas vezes em que aparece, a palavra “que” tem funções sintáticas diferentes, já que em uma delas é pronome relativo.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas
corretas.
O Outro
Ele queria muito ser eleito. Não: ele precisava muito ser eleito. Estava atrás de um emprego que lhe desse um bom salário, mordomias e verbas para gastar na contratação de assessores – além, claro, das múltiplas oportunidades que, como vereador, teria.
O problema era arrumar votos. Não tinha amigos, não era conhecido, nem sequer recebera um apelido pitoresco que pudesse usar na propaganda. Mas o pior não era isso. O pior que combinava um visual péssimo – baixinho, gordinho, careca – com uma congênita inabilidade para falar em público. Em desespero, resolveu procurar um marqueteiro. Estava disposto a gastar uma boa grana nisso, desde que pudesse adquirir uma nova imagem, uma imagem capaz de garantir a eleição.
O marqueteiro, famoso, exigiu honorários salgados, mas garantiu resultados. Que, de fato, não se fizeram esperar. Em poucas semanas o candidato era outro. Mais magro, mais alto (saltos especiais) com uma bela peruca, parecia agora um galã de novela. Além disso, transformara-se num fantástico orador, um orador capaz de galvanizar o público com uma única frase.
Se foi eleito? Foi eleito com uma avalanche de votos. O que representou um duplo alívio: de um lado, conquistava o cargo tão sonhado. De outro, podia deixar de lado a peruca, os sapatos com saltos especiais e a dieta. E também podia falar normalmente, no tom meio fanhoso que o caracterizava.
E aí começaram as surpresas desagradáveis. Quando foi tomar posse, ninguém o reconheceu. Mas como? Então era aquele tipo charmoso, magnético, da tevê e dos cartazes? Era ele sim, como o comprovou, mostrando a identidade.
Não foi a única contrariedade. Logo descobriu que, como vereador, era péssimo: não sabia falar, não convencia ninguém, sequer era procurado por lobistas. Bom mesmo, concluiu com amargura, era o Outro, aquele que o marqueteiro tinha inventado. Aquele sim podia fazer uma grande carreira, chegando quem sabe à Presidência.
Mas onde estava o Outro? Só uma pessoa poderia ajudá-lo nessa busca, o marqueteiro. Só que o marqueteiro tinha sumido. Com o dinheiro ganho nas eleições resolvera passar dois anos em alguma praia do Caribe.
Todas as noites o vereador sonha com o Outro. Vê-o na Câmara, discursando, empolgando multidões. Mas não sabe o que fazer para encontrá-lo. Sabe, sim, o que dirá se isso um dia acontecer. E o que dirá, numa voz fanhosa e emocionada, será: o senhor pode contar com meu voto - para sempre.
(Moacyr Scliar. O imaginário cotidiano. São Paulo, Gaia, 2006)
Identifique abaixo as afirmativas verdadeiras ( V ) e as falsas ( F ) de acordo com a Teoria Histórico-Cultural.
( ) Ao problematizar a relação do desenvolvimento dos conceitos cotidianos e científicos, Vigotski destaca a verdadeira natureza dessas duas linhas opostas, qual seja, a conexão entre a zona de desenvolvimento proximal e o nível do desenvolvimento atual da criança.
( ) De acordo com Vigotski, os conceitos científicos, de caráter social, são constituídos no dinâmico e complexo processo que envolve o ensino escolar. Processo este que integra a cooperação sistemática do professor com a criança. Segundo o autor, no curso da ação cooperativa, que abarca a participação do adulto, as funções psíquicas superiores da criança se desenvolvem.
( ) Para a Teoria Histórico-Cultural, a palavra, seu significado, aparece inicialmente com uma função referencial, nominativa, com o objetivo de agir em direção ao outro e, aos poucos, incorpora outras funções relativas à natureza da consciência humana. Essa forma de organização da consciência, do psiquismo, que caminha em direção à formação do pensamento intelectual, mediada sempre pela palavra, recebe o nome de elaboração conceitual.
( ) Para a Teoria Histórico-Cultural, os processos tipicamente humanos, tais como o pensamento, a fala, a memória, a atenção voluntária, a imaginação, o desenvolvimento da vontade, a capacidade de planejar, de tomar decisões, de estabelecer relações, de elaborar conceitos, de desenvolver o raciocínio dedutivo e o pensamento abstrato são chamados de funções psicológicas inferiores.
Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.
Baseado no excerto, acima, assinale a alternativa que o contraria:
II- Por meio da leitura realizada com prazer, é possível desenvolver a imaginação, embrenhando no mundo da imaginação, desenvolvendo a escuta lenta, enriquecendo o vocabulário, envolvendo linguagens diferenciadas.
III- A leitura não precisa ser, necessariamente, dinâmica e descontraída, pois é uma das formas de adquirir, apenas, informações.
Sobre os excertos, acima, assinale a alternativa CORRETA:
I- Promovendo a formação do sujeito crítico e reflexivo, uma vez que é por meio do desenvolvimento dessas habilidades que os estudantes podem posicionar-se em situações, sejam elas cotidianas ou não, com autonomia. II-Visando à formação de um cidadão mais crítico, reflexivo e capaz de atuar na sociedade em seu favor, considerando os valores éticos, morais e sociais. III- Ser leitor é compreender situações para a formação cultural do indivíduo, ou seja, "[…] é condição para a verdadeira ação cultural que deve ser implementada nas escolas” (SILVA, 1991, p.79-80)
I. Apesar de haver dois desvios à norma culta da língua, estes não se configuram como erro, uma vez que se trata de uma canção popular e, portanto, deve adequar-se ao contexto. II. Se a redução do verbo “está” fosse substituída por sua versão formal, não haveria prejuízo à musicalidade, mas comprometeria o caráter oral característico da canção. III. Caso o verso fosse “corrigido” conforme prescreve a norma culta da língua, isso não descaracterizaria a canção como popular. Ao contrário, a tornaria ainda mais acessível a todos, já que estaria de acordo com um padrão.
O BALLET DA ORTOGRAFIA Às vezes quero dizer que saí e mandam botar acento no "i", porque se tirar o acento, quem sai não sou eu, é o outro - e é aí que está a diferença. Falam-me em ditongos, em hiatos, em dissílabos e proparoxítonas - palavras que me trazem amargas recordações de uma infância cheia de zeros. Quando vou a uma festa, nunca sei se devo dançar com "ç" ou com "s". Só depois dos primeiros passos é que percebo que quem dansa com "s" não sabe dançar. (...) (Leon Eliachar)
I.Comumente, a ideia de cultura está associada à erudição ou à intelectualidade, mas "cultura" é o conjunto de costumes, normas e valores que um grupo ou sociedade possui. II.Arte pode ser entendida como a atividade humana ligada às manifestações de ordem estética ou comunicativa, realizada por meio de uma grande variedade de linguagens, tais como: arquitetura, desenho, escultura, pintura, escrita, música, dança, teatro e cinema, em suas variadas combinações. III.De acordo com as várias culturas do mundo, a definição de "arte" se mantém invariável e, de certa forma, estática, por estar ligada essencialmente à visão estética e objetiva. IV.A arte pode ser expressa no aspecto da transmissão de um senso de novidade e ineditismo, na excitação da imaginação e na fantasia, no aspecto prazer ou beleza. V.Literatura é a técnica de compor e expor textos escritos, em prosa ou em verso, de acordo com princípios teóricos e práticos, o exercício dessa técnica ou da eloquência e poesia.
Estão corretas, Apenas:
I.Coesão é o emprego de mecanismo de sintaxe que relaciona palavras, orações, frases e/ou parágrafos entre si. Em outras palavras, a coesão ocorre quando, através de um pronome relativo, uma conjunção, ou um pronome oblíquo átono, há uma relação correta entre o que se vai dizer e o que já foi dito. São muitos os erros de coesão no dia a dia e, entre eles, está o mau uso do pronome relativo e do pronome oblíquo átono. Este depende da regência do verbo; aquele, do seu antecedente. (...)
II.Os tipos textuais designam uma sequência definida pela natureza linguística de sua composição. São observados aspectos lexicais, sintáticos, tempos verbais, relações lógicas. Os tipos textuais são o narrativo, descritivo, argumentativo/dissertativo, injuntivo e expositivo.
III.Os textos injuntivos descrevem características tanto físicas quanto psicológicas acerca de um determinado indivíduo ou objeto. Os tempos verbais aparecem demarcados no presente ou no pretérito imperfeito. Ex: "Perto do mar, junto às velhas e carcomidas muralhas musgosas de uma antiga fortaleza, em redor da qual cresce a erva como a hera de um solar em ruínas, há uma tosca vivenda dentro de um pequeno cercado de espinheiros e miúdas e coloridas rosas agrestes".
Está(ão) correta(s):