Questões de Concurso
Comentadas para professor - língua portuguesa
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Para algumas tribos, no começo dos tempos, a Lua vivia na Terra. Era uma moça branca, tão branca, que brilhava. Chamava-se Capei. Vivia nas matas e [...] acendia as luzes dos vaga-lumes. Conhecia todas as coisas e punha ordem em tudo o que existe, desde marés até nascimentos de crianças. Todos iam consultá-la antes de fazerem qualquer coisa, porque ela sabia de tudo. Certo dia, ela foi ofendida por um feiticeiro, então decidiu buscar outros caminhos. Resolveu ir para o céu e, para isso, construiu uma grande escada de cipós. Mas tinha de haver alguém para segurar a ponta lá de cima, e a coruja fez esse favor. Capei subiu, subiu, até chegar ao céu e lá ?cou, instruindo suas ?lhas estrelas sobre como brilhar para ensinar os caminhos aos homens. Capei continua brilhando no céu e mantendo a ordem de todas as coisas na Terra. Sua grande ajudante é a coruja, que enxerga à noite e tornou-se o símbolo da sabedoria, a ponto de conseguir aconselhar os homens.
PIAI, Arlete; PACCINI, M. Júlia. Viajando pelo folclore de norte a sul. São Paulo: Cortez, 2004.
TEXTO 2 -
[...] a teoria mais aceita atualmente é uma quarta teoria que propõe que a origem da Lua se deu por meio da colisão entre a Terra com um objeto tão grande quanto Marte há cerca de 4,5 bilhões de anos, que teria feito com que ambos se misturassem e, depois, parte do material resultante da colisão se desprendesse, originando a Lua. Seja qual for sua origem, a Lua possui forte influência sobre a Terra. Principalmente quando falamos de campo gravitacional.
A atração existente entre a Lua e a Terra provoca o efeito das marés. [...]
LUA. Disponível em: .<www.infoescola.com/lua/>. Acesso em: 9 mar. 2017.
Sobre a influência da Lua na Terra, assinale a alternativa que ocorre a intertextualidade entre o texto 1 e 2:
COBRA COME LESMA?
No Brasil, existem certas espécies de cobras que não são perigosas e cuja alimentação se baseia exclusivamente no consumo de lesmas e caracóis que vivem no solo e em árvores. Estamos falando das cobras malacófagas. Mala... O quê?! Não se assuste com o nome: malaco (vem do latim mollis) quer dizer molusco, e fagos significa comedora. Assim, cobras malacófagas são aquelas que se alimentam de moluscos. Simples assim!
No Brasil, são conhecidas 17 espécies de cobras com essas características. Elas são muito importantes na agricultura. Por quê? Bem, como são comedoras de moluscos, contribuem no controle das pragas que poderiam acabar com uma plantação. Interessante, não é mesmo? O problema é que algumas pessoas confundem as malacófagas com cobras venenosas e acabam matando esses animais − por puro desconhecimento
Revista Ciência Hoje das Crianças, junho de 2009, no 22. p. 15. Fragmento.
No trecho "... e acabam matando esses animais...", a expressão destacada refere-se a:
Conto de verão nº 2: "Bandeira branca"
Ele: tirolês. Ela: odalisca. Eram de culturas muito diferentes, não podia dar certo. Mas tinham só quatro anos e se entenderam. [...] ficaram sentados no chão, fazendo um montinho de confete, serpentina e poeira [...].
Encontraram-se de novo no baile infantil do clube, no ano seguinte. Ele com o mesmo tirolês, [...] ela de egípcia. [...] Passaram o tempo todo de mãos dadas. Só no terceiro Carnaval se falaram.
— Como é teu nome?
— Janice. E o teu?
— Píndaro.
[...]
— Que nome!
Ele de legionário romano, ela de índia americana.
Só no sétimo baile (pirata, chinesa) desvendaram o mistério de só se encontrarem no Carnaval [...]. Ela morava no interior, vinha visitar uma tia [...].
[...] quase no fim do baile, na hora do "Bandeira branca", ele veio e a puxou pelo braço, e os dois foram para o meio do salão, abraçados. E, quando se despediram, ela o beijou na face [...].No baile do ano em que fizeram 13 anos, pela primeira vez as fantasias dos dois combinaram. Toureiro e bailarina espanhola. Formavam um casal!
Beijaram-se muito [...]. Até na boca. [...]No ano seguinte, ela não apareceu no baile. Ele ficou o tempo tozo à procura, um havaiano desconsolado.
[...]Mas, no ano seguinte, [...] lá estava ela! Quinze anos. Uma moça. Peitos, tudo. Uma fantasia indefinida.
[...]Estava diferente. [...] Contou que faltara no ano anterior porque a avó morrera, logo no Carnaval.
[...] quando a banda começou a tocar "Bandeira branca" e ele se dirigiu para a saída, tonto e amargurado, sentiu que alguém o pegava pela mão, virou-se e era ela. Era ela, meu Deus, puxando-o para o salão. Ela enlaçando-o com os dois braços para dançarem assim [...]. Ela encostando a cabeça no seu ombro.Encontraram-se de novo 15 anos depois. Aliás, neste Carnaval. Por acaso, num aeroporto. Ela desembarcando [...] para visitar a mãe. Ele embarcando para encontrar os filhos no Rio.
[...]
[...] ele pensando: digo ou não digo que aquele foi o momento mais feliz da minha vida, "Bandeira branca", a cabeça dela no meu ombro [...]. E ela pensando: como é mesmo o nome dele? Péricles. Será Péricles? Ele: digo ou não digo [...]. Ela: Petrarco. Pôncio. Ptolomeu...
VERISSIMO, Luis Fernando. In: MORICONI, Ítalo (Org.). Os cem melhores contos brasileiros do século. Rio de Janeiro: Objetiva, 2001.
No que se refere a estrutura narrativa do conto, as afirmações sobre o texto estão corretas, EXCETO:
(__)O ensino fundamental será presencial, sendo o ensino a distância utilizado como complementação da aprendizagem ou em situações emergenciais.
(__)Os estabelecimentos que utilizam progressão regular por série podem adotar no ensino fundamental o regime de progressão continuada, sem prejuízo da avaliação do
(__)processo de ensino-aprendizagem, observadas as normas do respectivo sistema de ensino.
(__)É facultado aos sistemas de ensino desdobrar o ensino fundamental em ciclos.
(__)O estudo sobre os símbolos internacionais será incluído como tema transversal nos currículos do ensino fundamental.
Marque a alternativa que indica a sequência CORRETA, de cima para baixo:
"Brasileiras que tiveram malas trocadas por bagagens com drogas deixam prisão na Alemanha, diz família."
Por Michael Gomes, G1 Goiás − 11/04/2023, 12h19.
"Você mexe comigo
Quando começo a mexer
Mexe, mexe, mainha
Quero sambar com você
Roda, roda, mainha
Quero quebrar com você".
https://www.letras.mus.br/e-o-tchan/281588/- Mexe, Mexe, Mainha - É o Tchan
Informe o tipo de variação linguística apresentada no trecho da música Mexe, mexe, mainha da banda É o Tchan:
I.Antes das locuções adverbiais, prepositivas e conjuntivas.
II.Antes de palavras femininas.
De acordo com as considerações feitas, assinale a alternativa cujo uso da crase NÃO deve ser empregado:
Levando em conta esta diretriz, todas as alternativas estão corretas, EXCETO:
Concretamente, a atuação dos sujeitos se dará pela leitura, escuta e produção (oral e escrita) de textos, mas seguramente também pela reflexão sobre os recursos mobilizados nesses textos, para poder incluir o eixo da análise linguística. Os textos são unidades concretas dos gêneros praticados em cada um destes campos: os gêneros do dia a dia (recados, bilhetes, diálogos, conversas, leituras de receitas, instruções etc.); a produção artístico-literária em sua babélica diversidade de gêneros; os discursos das esferas públicas: jornalísticos, publicitários, políticos, jurídicos, reivindicatórios etc.; os gêneros próprios da comunicação acadêmica, em geral a distância, tais como relatórios, ensaios, projetos etc.; e, por fim, a variada gama de gêneros discursivos que circulam no mundo do trabalho e que variam segundo o tipo de trabalho e o lugar que se ocupa neste trabalho.
Com base no posicionamento de Geraldi (2015), assinale a alternativa CORRETA:
PRONOMINAIS
Dê-me um cigarro
Diz a gramática
Do professor e do aluno
E do mulato sabido
Mas o bom negro e o bom branco
Da Nação Brasileira
Dizem todos os dias
Deixa disso camarada
Me dá um cigarro.
Disponível em: <https://www.pensador.com/frase/NTU4NjA3>/. Acesso em: 10 nov. 2022.
O poema de Oswald de Andrade fomenta diversas reflexões a respeito do ensino de gramática normativa, e o faz a partir de uma questão de variação dialetal (Dê-me um cigarro / me dá um cigarro). De acordo com seus conhecimentos sobre variações linguísticas e o ensino de gramática normativa, analise as alternativas e assinale a única CORRETA:
TEXTO 01
Mesmo com tantas lacunas na estrutura arquitetônica e humana do sistema educacional brasileiro, as práticas de linguagem da alta modernidade, cada vez mais presentes no cotidiano social dos alunos, impulsionam o professor a promover ainda mais mudanças em sua ação docente (MELO; OLIVEIRA; VALEZI, 2012, p. 148).
TEXTO 02
Tem o desafio da/da:: escola... que tem um acervo pequeno, tem uma biblioteca... escassa... e de difícil acesso... e que também não disponibiliza... eh:: recursos pra que a gente teja trabalhando com a maior diversidade de mídias... e de material eh... impresso, xerocopiado, enfim. Então como a gente tem essa lacuna, a escola não tem, por exemplo... uma máquina de xerox... a escola não... não... agora que implantou, mas não tinha um laboratório de informática pr'os alunos pesquisarem na Web... a escola que não tem um data show... então tudo isso fica difícil, porque quando a gente quer trabalhar com um texto comum pra todos, a gente não tem como xerocar. Então às vezes, como professora, a gente dá o nosso jeitinho pra chegar lá e/e:: conseguir dar uma aula diferenciada.
Entrevista com uma professora do nono ano do ensino fundamental na rede pública de Campina Grande.
A partir da comparação feita entre os dois textos, assinale a alternativa INCORRETA: