Questões de Concurso Comentadas para professor - língua portuguesa

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Q2495814 Português

TEXTO 3

OBSERVAÇÕES DE UM USUÁRIO



Q38_1.png (417×722)Q38_2.png (412×130)Q38_3.png (422×743)Q38_4.png (418×467)Q38_5.png (418×673)Q38_6.png (416×131)



RIBEIRO, João Ubaldo. In: O Globo, 1º. Caderno, Opinião, 29 maio 2011 – p. 7 (texto editado)

Nos fragmentos (1) “...ensinar português é ensinar a norma culta, que, durante muito tempo, foi até mesmo ditada pelos usos de Portugal.” (linhas 73-75); (2) “...o inglês falado pelos negros passou a ser visto pela ciência linguística como black English, uma língua muito bem estruturada...” (linhas 27-30); (3) “Falar e escrever de acordo com ela é socialmente muito valorizado...” (linhas 85-86), a palavra sublinhada “muito” deve ser classificada, respectivamente, como
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Q2495812 Português

TEXTO 3

OBSERVAÇÕES DE UM USUÁRIO



Q38_1.png (417×722)Q38_2.png (412×130)Q38_3.png (422×743)Q38_4.png (418×467)Q38_5.png (418×673)Q38_6.png (416×131)



RIBEIRO, João Ubaldo. In: O Globo, 1º. Caderno, Opinião, 29 maio 2011 – p. 7 (texto editado)

Assinale a opção em que a palavra “a”, em destaque nos fragmentos, pertence à classe gramatical apresentada nos parênteses.
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Q2495805 Português

TEXTO 2

OS BENEFÍCIOS INCRÍVEIS DO TRABALHO REMOTO E POR QUE VEIO PARA FICAR



Q29_1.png (422×487)Q29_2.png (422×630)Q29_3.png (416×662)Q29_4.png (418×555)Q29_5.png (423×262)



Disponível em: https://dailyuptea.com/os-beneficios-incriveis-dotrabalho-remoto-e-por-que-veio-paraficar/?pixel=0&vid=efKrZFovCALFFs1HfTutV8uz7Px. Acesso em: 9 out. 2022.

Em termos fonéticos, assinale a opção em que todas as palavras sejam formadas por seis fonemas.
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Q2495802 Português

TEXTO 2

OS BENEFÍCIOS INCRÍVEIS DO TRABALHO REMOTO E POR QUE VEIO PARA FICAR



Q29_1.png (422×487)Q29_2.png (422×630)Q29_3.png (416×662)Q29_4.png (418×555)Q29_5.png (423×262)



Disponível em: https://dailyuptea.com/os-beneficios-incriveis-dotrabalho-remoto-e-por-que-veio-paraficar/?pixel=0&vid=efKrZFovCALFFs1HfTutV8uz7Px. Acesso em: 9 out. 2022.

Nos trechos “Isso não significa que você tem que trabalhar sem parar” (linhas 80-81) e “O trabalho remoto é recompensador para funcionários que valorizam a flexibilidade e para aqueles que tendem a se frustrar em deslocamentos longos e engarrafados” (linhas 110-114), a palavra sublinhada “que” é utilizada quatro vezes, sendo classificada, em cada uma dessas vezes, respectivamente como
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Q2495801 Português

TEXTO 2

OS BENEFÍCIOS INCRÍVEIS DO TRABALHO REMOTO E POR QUE VEIO PARA FICAR



Q29_1.png (422×487)Q29_2.png (422×630)Q29_3.png (416×662)Q29_4.png (418×555)Q29_5.png (423×262)



Disponível em: https://dailyuptea.com/os-beneficios-incriveis-dotrabalho-remoto-e-por-que-veio-paraficar/?pixel=0&vid=efKrZFovCALFFs1HfTutV8uz7Px. Acesso em: 9 out. 2022.

Verbos irregulares são aqueles que não seguem o paradigma de sua conjugação em algumas ou várias de suas flexões. A irregularidade pode se apresentar no radical e/ou nas desinências verbais. No entanto, de acordo com Cunha e Cintra (1985), “É necessário não confundir irregularidade verbal com certas discordâncias gráficas que aparecem em formas do mesmo verbo e que visam apenas a indicarlhes a uniformidade de pronúncia dentro das convenções do nosso sistema de escrita”. Sendo assim, indique a opção em que todas as formas verbais retiradas do texto pertençam a verbos irregulares.
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Q2495798 Português

TEXTO 1

ESTUDANTES DO IFF PARTICIPAM DE VISITA GUIADA NAS INSTALAÇÕES DA BIOFÁBRICA (Texto editado) 



Q21_1.png (417×677)Q21_2.png (413×356)Q21_3.png (423×637)Q21_4.png (420×507)





Disponível em: https://m1newstv.com/biofabrica-recebe-alunosdo-curso-tecnico-em-meio-ambiente-do-iff-marica/. Acesso em: 9 out. 2022. (texto editado)




O período “A professora de Meio Ambiente e Filosofia, Elane Carvalho, lembrou que alguns alunos dessas duas turmas de terceiro ano estão fazendo com a Biofábrica um projeto com produção de cartilhas pedagógicas para serem distribuídas como trabalho de conscientização no município” é composto por subordinação, contendo, além da oração principal,
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Q2495795 Português

TEXTO 1

ESTUDANTES DO IFF PARTICIPAM DE VISITA GUIADA NAS INSTALAÇÕES DA BIOFÁBRICA (Texto editado) 



Q21_1.png (417×677)Q21_2.png (413×356)Q21_3.png (423×637)Q21_4.png (420×507)





Disponível em: https://m1newstv.com/biofabrica-recebe-alunosdo-curso-tecnico-em-meio-ambiente-do-iff-marica/. Acesso em: 9 out. 2022. (texto editado)




A opção em que todas as palavras têm a mesma classificação quanto ao acento tônico é a seguinte: 
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Q2495790 Pedagogia
Um dos objetivos estabelecidos pelo art. 214 da Constituição Federal, conforme redação dada pela Emenda Constitucional no 59/2009, é
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Q2495789 Pedagogia
Conforme o parágrafo 9 do art. 26 da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei n° 9.394/96), os currículos da educação básica apontam para a(o) 
Alternativas
Q2495787 Pedagogia
A partir do documento que norteia a Política Nacional de Educação Inclusiva, pode-se considerar que a Educação Especial
Alternativas
Q2495786 Pedagogia
Na obra Educação e Desenvolvimento Social no Brasil, Luiz Antônio Cunha apresenta uma análise sociológica do sistema escolar brasileiro, que pretende 
Alternativas
Q2495784 Pedagogia
Para Luckesi, existem duas condições necessárias a todo pesquisador e avaliador, sendo uma delas
Alternativas
Q2495783 Pedagogia
O livro O que é Educação, de Carlos Brandão, discute de forma abrangente e crítica os diversos aspectos que envolvem o processo educativo, desde sua concepção até suas práticas sociais e políticas. Nesse sentido, o principal enfoque do livro é a apresentação de
Alternativas
Q2495782 Direito da Criança e do Adolescente - Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) - Lei nº 8.069 de 1990
Assinale a opção que NÃO representa uma atribuição do Conselho Tutelar, conforme o art. 136 do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
Alternativas
Q2495780 Literatura

A questão é baseadas nos textos 4, 5 e 6.


TEXTO 4

Vício na fala


Para dizerem milho dizem mio

Para melhor dizem mió

Para pior pió

Para telha dizem teia

Para telhado dizem teiado

E vão fazendo telhados


ANDRADE, Oswald de. Pau-brasil. 4 ed. São Paulo: Globo, 2000. p.80.



TEXTO 5

Poema autobiográfico


Quando eu nasci meu

pai batia sola

minha mãe pisava milho no pilão

para o angu das manhãs.


Eu sou um trabalhador

Ouvi o ritmo das caldeiras...

Obedeci ao chamado das sirenes...

Morei num mocambo do “Bode”

e hoje moro num barraco na Saúde...


Não mudei nada...


TRINDADE, Solano (1908-1974). Poemas antológicos de Solano Trindade. São Paulo: Nova Alexandria, 2007. p.52.



TEXTO 6

Mestre Amaro


O bater do martelo do mestre José Amaro cobria os rumores do dia que cantava nos passarinhos, que bulia nas árvores açoitadas pelo vento. Uma vaca mugia por longe. O martelo do mestre era forte, mais alto que tudo. O pintor Laurentino foi saindo. E o mestre, de cabeça baixa, ficara no ofício. Ouvia o gemer da filha. Batia com mais força na sola. Aquele Laurentino sairia falando da casa dele. Tinha aquela filha triste, aquela Sinhá de língua solta. Ele queria mandar em tudo como mandava no couro que trabalhava, queria bater em tudo como batia naquela sola. A filha continuava chorando como se fosse uma menina. O que era que tinha aquela moça de trinta anos? Por que chorava, sem que lhe batessem? Bem que podia ter tido um filho, um rapaz como aquele Alípio, que fosse um homem macho, de sangue quente, de força no braço. Um filho do mestre José Amaro que não lhe desse o desgosto daquela filha. 
[...] O mestre José Amaro sacudiu o ferro na sola úmida. Mais uma vez as rolinhas voaram com medo, mais uma vez o silêncio da terra se perturbava com o seu martelo enraivecido. Voltava outra vez à sua mágoa latente: o filho que lhe não viera, a filha que era uma manteiga derretida. Sinhá, sua mulher era culpada de tudo. [...] O pai fizera sela para o imperador montar. E ele ali, naquela beira de estrada, fazendo rédea para um sujeito desconhecido.

REGO, José Lins do. Fogo Morto. 77 ed. Rio de Janeiro: José Olympio, 2014. p. 39-40

A produção romanesca da segunda fase do modernismo brasileiro, na qual se insere José Lins do Rego, recebeu, com frequência, a designação de neonaturalista ou neorrealista. Contudo, diferentemente dessa produção, o romance naturalista do século XIX adotou, como princípio, a construção
Alternativas
Q2495779 Literatura

A questão é baseadas nos textos 4, 5 e 6.


TEXTO 4

Vício na fala


Para dizerem milho dizem mio

Para melhor dizem mió

Para pior pió

Para telha dizem teia

Para telhado dizem teiado

E vão fazendo telhados


ANDRADE, Oswald de. Pau-brasil. 4 ed. São Paulo: Globo, 2000. p.80.



TEXTO 5

Poema autobiográfico


Quando eu nasci meu

pai batia sola

minha mãe pisava milho no pilão

para o angu das manhãs.


Eu sou um trabalhador

Ouvi o ritmo das caldeiras...

Obedeci ao chamado das sirenes...

Morei num mocambo do “Bode”

e hoje moro num barraco na Saúde...


Não mudei nada...


TRINDADE, Solano (1908-1974). Poemas antológicos de Solano Trindade. São Paulo: Nova Alexandria, 2007. p.52.



TEXTO 6

Mestre Amaro


O bater do martelo do mestre José Amaro cobria os rumores do dia que cantava nos passarinhos, que bulia nas árvores açoitadas pelo vento. Uma vaca mugia por longe. O martelo do mestre era forte, mais alto que tudo. O pintor Laurentino foi saindo. E o mestre, de cabeça baixa, ficara no ofício. Ouvia o gemer da filha. Batia com mais força na sola. Aquele Laurentino sairia falando da casa dele. Tinha aquela filha triste, aquela Sinhá de língua solta. Ele queria mandar em tudo como mandava no couro que trabalhava, queria bater em tudo como batia naquela sola. A filha continuava chorando como se fosse uma menina. O que era que tinha aquela moça de trinta anos? Por que chorava, sem que lhe batessem? Bem que podia ter tido um filho, um rapaz como aquele Alípio, que fosse um homem macho, de sangue quente, de força no braço. Um filho do mestre José Amaro que não lhe desse o desgosto daquela filha. 
[...] O mestre José Amaro sacudiu o ferro na sola úmida. Mais uma vez as rolinhas voaram com medo, mais uma vez o silêncio da terra se perturbava com o seu martelo enraivecido. Voltava outra vez à sua mágoa latente: o filho que lhe não viera, a filha que era uma manteiga derretida. Sinhá, sua mulher era culpada de tudo. [...] O pai fizera sela para o imperador montar. E ele ali, naquela beira de estrada, fazendo rédea para um sujeito desconhecido.

REGO, José Lins do. Fogo Morto. 77 ed. Rio de Janeiro: José Olympio, 2014. p. 39-40

O realismo atribuído a personagens ficcionais constitui um efeito da linguagem literária e, portanto, não deve ser dissociado do emprego de procedimentos de construção da narrativa, como exemplifica a composição de mestre Amaro por José Lins do Rego. Nesse sentido, no texto 6, a 
Alternativas
Q2495778 Literatura

A questão é baseadas nos textos 4, 5 e 6.


TEXTO 4

Vício na fala


Para dizerem milho dizem mio

Para melhor dizem mió

Para pior pió

Para telha dizem teia

Para telhado dizem teiado

E vão fazendo telhados


ANDRADE, Oswald de. Pau-brasil. 4 ed. São Paulo: Globo, 2000. p.80.



TEXTO 5

Poema autobiográfico


Quando eu nasci meu

pai batia sola

minha mãe pisava milho no pilão

para o angu das manhãs.


Eu sou um trabalhador

Ouvi o ritmo das caldeiras...

Obedeci ao chamado das sirenes...

Morei num mocambo do “Bode”

e hoje moro num barraco na Saúde...


Não mudei nada...


TRINDADE, Solano (1908-1974). Poemas antológicos de Solano Trindade. São Paulo: Nova Alexandria, 2007. p.52.



TEXTO 6

Mestre Amaro


O bater do martelo do mestre José Amaro cobria os rumores do dia que cantava nos passarinhos, que bulia nas árvores açoitadas pelo vento. Uma vaca mugia por longe. O martelo do mestre era forte, mais alto que tudo. O pintor Laurentino foi saindo. E o mestre, de cabeça baixa, ficara no ofício. Ouvia o gemer da filha. Batia com mais força na sola. Aquele Laurentino sairia falando da casa dele. Tinha aquela filha triste, aquela Sinhá de língua solta. Ele queria mandar em tudo como mandava no couro que trabalhava, queria bater em tudo como batia naquela sola. A filha continuava chorando como se fosse uma menina. O que era que tinha aquela moça de trinta anos? Por que chorava, sem que lhe batessem? Bem que podia ter tido um filho, um rapaz como aquele Alípio, que fosse um homem macho, de sangue quente, de força no braço. Um filho do mestre José Amaro que não lhe desse o desgosto daquela filha. 
[...] O mestre José Amaro sacudiu o ferro na sola úmida. Mais uma vez as rolinhas voaram com medo, mais uma vez o silêncio da terra se perturbava com o seu martelo enraivecido. Voltava outra vez à sua mágoa latente: o filho que lhe não viera, a filha que era uma manteiga derretida. Sinhá, sua mulher era culpada de tudo. [...] O pai fizera sela para o imperador montar. E ele ali, naquela beira de estrada, fazendo rédea para um sujeito desconhecido.

REGO, José Lins do. Fogo Morto. 77 ed. Rio de Janeiro: José Olympio, 2014. p. 39-40

O texto 6 é um fragmento retirado do romance Fogo morto, de José Lins do Rego, cuja primeira edição data de 1943. A criação de mestre José Amaro como personagem, tal como se observa no texto 6, converge com aspectos norteadores do romance de 1930, uma vez que
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Q2495777 Literatura

A questão é baseadas nos textos 4, 5 e 6.


TEXTO 4

Vício na fala


Para dizerem milho dizem mio

Para melhor dizem mió

Para pior pió

Para telha dizem teia

Para telhado dizem teiado

E vão fazendo telhados


ANDRADE, Oswald de. Pau-brasil. 4 ed. São Paulo: Globo, 2000. p.80.



TEXTO 5

Poema autobiográfico


Quando eu nasci meu

pai batia sola

minha mãe pisava milho no pilão

para o angu das manhãs.


Eu sou um trabalhador

Ouvi o ritmo das caldeiras...

Obedeci ao chamado das sirenes...

Morei num mocambo do “Bode”

e hoje moro num barraco na Saúde...


Não mudei nada...


TRINDADE, Solano (1908-1974). Poemas antológicos de Solano Trindade. São Paulo: Nova Alexandria, 2007. p.52.



TEXTO 6

Mestre Amaro


O bater do martelo do mestre José Amaro cobria os rumores do dia que cantava nos passarinhos, que bulia nas árvores açoitadas pelo vento. Uma vaca mugia por longe. O martelo do mestre era forte, mais alto que tudo. O pintor Laurentino foi saindo. E o mestre, de cabeça baixa, ficara no ofício. Ouvia o gemer da filha. Batia com mais força na sola. Aquele Laurentino sairia falando da casa dele. Tinha aquela filha triste, aquela Sinhá de língua solta. Ele queria mandar em tudo como mandava no couro que trabalhava, queria bater em tudo como batia naquela sola. A filha continuava chorando como se fosse uma menina. O que era que tinha aquela moça de trinta anos? Por que chorava, sem que lhe batessem? Bem que podia ter tido um filho, um rapaz como aquele Alípio, que fosse um homem macho, de sangue quente, de força no braço. Um filho do mestre José Amaro que não lhe desse o desgosto daquela filha. 
[...] O mestre José Amaro sacudiu o ferro na sola úmida. Mais uma vez as rolinhas voaram com medo, mais uma vez o silêncio da terra se perturbava com o seu martelo enraivecido. Voltava outra vez à sua mágoa latente: o filho que lhe não viera, a filha que era uma manteiga derretida. Sinhá, sua mulher era culpada de tudo. [...] O pai fizera sela para o imperador montar. E ele ali, naquela beira de estrada, fazendo rédea para um sujeito desconhecido.

REGO, José Lins do. Fogo Morto. 77 ed. Rio de Janeiro: José Olympio, 2014. p. 39-40

A exploração de determinados recursos linguísticos tem desdobramentos importantes na experiência poética proposta no texto 5. A esse respeito, no poema de Solano Trindade (texto 5),
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Q2495776 Literatura

A questão é baseadas nos textos 4, 5 e 6.


TEXTO 4

Vício na fala


Para dizerem milho dizem mio

Para melhor dizem mió

Para pior pió

Para telha dizem teia

Para telhado dizem teiado

E vão fazendo telhados


ANDRADE, Oswald de. Pau-brasil. 4 ed. São Paulo: Globo, 2000. p.80.



TEXTO 5

Poema autobiográfico


Quando eu nasci meu

pai batia sola

minha mãe pisava milho no pilão

para o angu das manhãs.


Eu sou um trabalhador

Ouvi o ritmo das caldeiras...

Obedeci ao chamado das sirenes...

Morei num mocambo do “Bode”

e hoje moro num barraco na Saúde...


Não mudei nada...


TRINDADE, Solano (1908-1974). Poemas antológicos de Solano Trindade. São Paulo: Nova Alexandria, 2007. p.52.



TEXTO 6

Mestre Amaro


O bater do martelo do mestre José Amaro cobria os rumores do dia que cantava nos passarinhos, que bulia nas árvores açoitadas pelo vento. Uma vaca mugia por longe. O martelo do mestre era forte, mais alto que tudo. O pintor Laurentino foi saindo. E o mestre, de cabeça baixa, ficara no ofício. Ouvia o gemer da filha. Batia com mais força na sola. Aquele Laurentino sairia falando da casa dele. Tinha aquela filha triste, aquela Sinhá de língua solta. Ele queria mandar em tudo como mandava no couro que trabalhava, queria bater em tudo como batia naquela sola. A filha continuava chorando como se fosse uma menina. O que era que tinha aquela moça de trinta anos? Por que chorava, sem que lhe batessem? Bem que podia ter tido um filho, um rapaz como aquele Alípio, que fosse um homem macho, de sangue quente, de força no braço. Um filho do mestre José Amaro que não lhe desse o desgosto daquela filha. 
[...] O mestre José Amaro sacudiu o ferro na sola úmida. Mais uma vez as rolinhas voaram com medo, mais uma vez o silêncio da terra se perturbava com o seu martelo enraivecido. Voltava outra vez à sua mágoa latente: o filho que lhe não viera, a filha que era uma manteiga derretida. Sinhá, sua mulher era culpada de tudo. [...] O pai fizera sela para o imperador montar. E ele ali, naquela beira de estrada, fazendo rédea para um sujeito desconhecido.

REGO, José Lins do. Fogo Morto. 77 ed. Rio de Janeiro: José Olympio, 2014. p. 39-40

Nos textos 4 e 5, a construção da representação do trabalhador se dá por vias distintas, o que se relaciona a aspectos da biografia dos poetas e ao modo como situam seu trabalho no contexto mais amplo das tendências literárias. Solano Trindade (1908- 1974) foi um poeta negro de origem humilde nascido em Pernambuco, ao passo que Oswald de Andrade (1890-1954), herdeiro da aristocracia do café em São Paulo, foi expoente das experiências vanguardistas no Brasil. Diante do exposto, a leitura comparativa dos poemas (textos 4 e 5) demonstra que:
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Q2495775 Literatura

A questão é baseadas nos textos 4, 5 e 6.


TEXTO 4

Vício na fala


Para dizerem milho dizem mio

Para melhor dizem mió

Para pior pió

Para telha dizem teia

Para telhado dizem teiado

E vão fazendo telhados


ANDRADE, Oswald de. Pau-brasil. 4 ed. São Paulo: Globo, 2000. p.80.



TEXTO 5

Poema autobiográfico


Quando eu nasci meu

pai batia sola

minha mãe pisava milho no pilão

para o angu das manhãs.


Eu sou um trabalhador

Ouvi o ritmo das caldeiras...

Obedeci ao chamado das sirenes...

Morei num mocambo do “Bode”

e hoje moro num barraco na Saúde...


Não mudei nada...


TRINDADE, Solano (1908-1974). Poemas antológicos de Solano Trindade. São Paulo: Nova Alexandria, 2007. p.52.



TEXTO 6

Mestre Amaro


O bater do martelo do mestre José Amaro cobria os rumores do dia que cantava nos passarinhos, que bulia nas árvores açoitadas pelo vento. Uma vaca mugia por longe. O martelo do mestre era forte, mais alto que tudo. O pintor Laurentino foi saindo. E o mestre, de cabeça baixa, ficara no ofício. Ouvia o gemer da filha. Batia com mais força na sola. Aquele Laurentino sairia falando da casa dele. Tinha aquela filha triste, aquela Sinhá de língua solta. Ele queria mandar em tudo como mandava no couro que trabalhava, queria bater em tudo como batia naquela sola. A filha continuava chorando como se fosse uma menina. O que era que tinha aquela moça de trinta anos? Por que chorava, sem que lhe batessem? Bem que podia ter tido um filho, um rapaz como aquele Alípio, que fosse um homem macho, de sangue quente, de força no braço. Um filho do mestre José Amaro que não lhe desse o desgosto daquela filha. 
[...] O mestre José Amaro sacudiu o ferro na sola úmida. Mais uma vez as rolinhas voaram com medo, mais uma vez o silêncio da terra se perturbava com o seu martelo enraivecido. Voltava outra vez à sua mágoa latente: o filho que lhe não viera, a filha que era uma manteiga derretida. Sinhá, sua mulher era culpada de tudo. [...] O pai fizera sela para o imperador montar. E ele ali, naquela beira de estrada, fazendo rédea para um sujeito desconhecido.

REGO, José Lins do. Fogo Morto. 77 ed. Rio de Janeiro: José Olympio, 2014. p. 39-40

Ao longo do poema de Oswald de Andrade (texto 4), são contrastadas formas do registro oral e escrito da língua portuguesa. Esse procedimento se associa a princípios programáticos do Modernismo de 1922, na medida em que permite reconhecer, no âmbito da poesia, 
Alternativas
Respostas
8301: D
8302: B
8303: B
8304: A
8305: D
8306: C
8307: D
8308: D
8309: E
8310: C
8311: C
8312: B
8313: B
8314: A
8315: D
8316: C
8317: B
8318: C
8319: D
8320: C