Questões de Concurso Comentadas para professor - história

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Q4112484 Geografia
As relações entre meio ambiente e questão agrária são temas de extrema importância para uma nação que busca construir o seu desenvolvimento. A função social da propriedade da terra foi colocada na Constituição de 1988 como um avanço no ordenamento jurídico do país que trata das funções da propriedade privada. Sobre a relação meio ambiente e questão agrária é incorreto afirmar:
Alternativas
Q4112482 História
“Da centralização excessiva de Pedro I, passou-se à descentralização/centralização do período regencial, que não conduzia de modo equilibrado a política no Brasil, além de ter enfrentado revoltas em muitas partes do país, cujos participantes tinham demandas que queriam em pauta para que o heterogêneo território tivesse o pleno reconhecimento de seus súditos/cidadãos, muitos dos quais [...] não participavam ativamente das decisões políticas provinciais e nacionais. A antecipação da coroação do imperador D. Pedro II pareceu uma tentativa extrema de ordenar a monarquia constitucional em meio à efervescência de projetos e demandas não atendidos em razão da ausência de um consenso.”
A partir do texto, pode-se afirmar que a coroação de Dom Pedro II como imperador do Brasil foi antecipada com o intuito de
Alternativas
Q4112478 Geografia
América Latina é marcada pelo subdesenvolvimento, pela industrialização tardia e dependente de capital externo, pelos problemas sociais e políticos e, em certa medida, pela instabilidade política. A região engloba diversas etnias, principalmente por causa de movimentos demográficos ocorridos durante a época colonial – como a chegada forçada de negros da África Subsaariana e a vinda de europeus. Tendo como base os estudos sobre sociedade, política e economia na América Latina, considere os itens abaixo:
01- Considerada economicamente subdesenvolvida, a América Latina caracteriza-se por ser grande exportadora de produtos agrícolas e minerais para os países desenvolvidos. O setor primário, portanto, é muito importante para a economia de seus países e emprega parcela significativa da população regional.
02- Agropecuária: na América Latina, o setor é marcado por grande concentração de terras, que gera diversos conflitos fundiários especialmente no México, no Brasil e na Bolívia. Em geral, a agricultura e a pecuária tradicional (culturas extensivas, com técnicas primitivas e sem seleção de plantel) fornecem alimentos para as populações urbanas e rurais. Quando moderna e mecanizada, a produção agropecuária regional está muito vinculada ao capital externo e destina-se, sobretudo, à exportação.
04-As multinacionais ingressaram na América Latina a partir do século XVIII, devido às condições favoráveis, como mão-de-obra (farto número de trabalhadores e baixos salários), matéria prima (concentração de recursos naturais e leis ambientais não rigorosas), mercado consumidor (países populosos com milhões de pessoas propícias a consumir) e isenção de impostos (os países dão incentivos fiscais para a instalação de uma empresa).
06-Os países latinos possuem, em sua grande maioria, dívidas contraídas no processo de descolonização, os referidos encontram dificuldades em pagar tais dívidas, principalmente porque são produtores primários.
08-A maioria dos países latinos sempre conviveu com inflação, que corresponde a aumentos constantes nos produtos e taxas de juros bastante elevadas. Na década de 80 não houve nenhuma expectativa de melhora, independente do seguimento, por isso ficou conhecida como a década perdida. O FMI (Fundo Monetário Internacional) se apresenta frequentemente fornecendo empréstimos e elevando mais ainda o grau de dependência, o modelo neoliberal provocou desemprego, crescimento da pobreza e elevação no custo de vida.
A soma dos itens corretos equivalem a: 
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Q4112477 História
Leia o texto abaixo:
O imperialismo e a resistência na África de 1885 à 1995.
O domínio dos europeus [...] sobre a África se estendia, também, sobre a cultura dos povos. Como ocorreu com os indígenas na América, foi necessária tentar justificar as ações colonizadoras como sendo uma forma de levar o processo civilizatório a esses povos, pois eram considerados primitivos. Isso provocou uma mudança significativa, como por exemplo, a língua local foi suprimida pelo uso obrigatório da língua do colonizador. Modificou-se, também, a forma de educação dos povos colonizados, com o intuito de desfazer crenças e costumes locais, a fim de facilitar a dominação [...].
SUZUKI, A.M.; SANTOS, J.E.; MENEZES, H.A. O imperialismo e a resistência na África de 1885 à 1995. Disponível em: Acesso em: 18 fev. 2022.
A partir do texto, pode-se constatar como uma justificativa usada pelas nações europeias para promover o Imperialismo no continente africano, no fim do século XIX e início do século XX: 

Alternativas
Q4112476 História
Dentro da História da América, o sistema colonial era caracterizado pelas relações de monopólio entre colonizador e dominado. Os europeus faziam ajustes no comércio, mas eram as colônias as responsáveis pela produção das riquezas. Os modos de fabricação também eram determinados pelo colonizador e o principal foco era sempre os lucros, favorecendo a exploração do trabalho escravo. Sobre a história da américa e o sistema colonial, julgue os itens abaixo em verdadeiros ou falsos .
( ) Nas zonas tropicais da América, o único objetivo das metrópoles era a exploração dos recursos naturais, através da agricultura e escravidão. O mercado interno dependia sempre das vontades dos dominantes. Apenas os donos de terras e escravos tinham pleno poder dentro das colônias. Por isso, muitos embates sociais ocorreram nesses territórios.
( ) No Brasil, durante o período pré-colonial, o país foi uma colônia de exploração. Inicialmente o pau brasil foi a matéria-prima mais retirada e depois a cana-de-açúcar. No caso da cana, o sistema elaborado foi o de plantation, que agrupava diferentes características: os latifúndios, a policultura, o uso de mão de obra escrava, especialmente dos africanos, e foco no lucro absoluto da metrópole (Portugal).
( ) Na História da América, após um longo processo de exploração, começaram as correntes de luta pela independência, nos séculos XVII e XIX. A Revolução Francesa, entre outras, resultaram na Unificação italiana e alemã, e na reformulação dos modos de produção das ex- colônias.
( ) Era o centro do sistema colonial, as metrópoles que disputavam e estabeleciam áreas de influência na América, na África e na Ásia. As metrópoles asseguravam de forma exclusiva o abastecimento das colônias fornecendo produtos manufaturados e a mão -de-obra escrava sempre com preços elevados. Por outro lado garantiam a apropriação de toda a produção colonial, sempre a preços baixos revendendo-a por preços mais altos no mercado europeu. Além disso, gravava o mundo colonial com tributos, que as vezes eram excessivos.
( ) Na montagem de um sistema produtor na América, os recursos naturais como terra eram abundantes. Os capitais de um modo geram, eram escassos e a mão-de-obra era ate abundante em alguns países europeus. No entanto não havia capital para remunerá-la, a solução foi utilizar na colonização americana formas de trabalho compulsório como a servidão temporária, como a mita e encomienda.
A alternativa que apresenta a sequência correta é:
Alternativas
Q4112474 História
Foi a vitória do candidato governista Júlio Prestes nas eleições de março de 1930, derrotando a candidatura de Getúlio Vargas, que era apoiada pela Aliança Liberal, que deu início a uma nova rearticulação de forças de oposição que culminou na Revolução de 1930. Os revolucionários de 30 tinham como objetivo comum impedir a posse de Júlio Prestes e derrubar o governo de Washington Luís [...]. Intermináveis negociações preliminares retardaram as ações militares dos conspiradores contra o governo de Washington Luís. Finalmente, em 26 de julho, o inesperado assassinato do [...] candidato derrotado à vice-presidência na chapa da Aliança Liberal, estimulou as adesões e acelerou os preparativos para a deflagração da revolução [...].
REVOLUÇÃO de 1930. Disponível em: https://cpdoc.fgv.br/producao/dossies/AEraVargas1/a nos20/Revolucao30 Acesso em: 20 jan. 2022.
O processo eleitoral de 1930 teve como ganhador Júlio Prestes, porém a Aliança Liberal alegou fraude no pleito. Sabendo disso e tendo como base o texto, podese afirmar que outro fator que incendiou a escalada de um movimento revolucionário no Brasil, em 1930, foi: 
Alternativas
Q4112473 História
Elas deveriam contribuir para a auto-suficiência da metrópole, transformando-se em áreas reservadas de cada potência colonizadora, na concorrência internacional com as demais. Para isso, era preciso estabelecer uma série de normas e práticas que afastassem os concorrentes da exploração das respectivas colônias. Esse conjunto de normas e práticas, criado de acordo com as concepções mercantilistas, constituía o sistema colonial. Seu eixo básico consistia no "exclusivo" metropolitano, segundo a expressiva linguagem da época, ou seja, na exclusividade do comércio externo da colônia em favor da metrópole.
FAUSTO,Boris. História do Brasil. Disponível em:<https://www.intaead.com.br/ebooks1/livros/hist%F3ria/12.Hist%F3ria%20do%20Brasil%20-%20Boris%20Fausto%20(Col%F4nia).pdf>. Acesso em: 16 FEV. 2022.
Considerando a colonização europeia na América e tendo como base o texto, pode-se afirmar que o mercantilismo, vigente na Europa entre os séculos XV e XVIII, incentivou a prática de: 
Alternativas
Q4112472 História
A principal hipótese para a legitimação do domínio imperialista europeu sobre a África e a Ásia foi a utilização ideológica de teorias raciais europeias provenientes do século XIX. As que mais se destacaram foram o evolucionismo social e o darwinismo social. [...] O darwinismo social se caracterizou como [...] teoria que legitimou o discurso ideológico europeu para dominar outros continentes. O darwinismo social compactuava com a ideia de que a teoria da evolução das espécies (Darwin) poderia ser aplicada à sociedade. Tal teoria difundia o propósito de que na luta pela vida somente as nações e as raças mais fortes e capazes sobreviveriam.
CARVALHO, Leandro. Darwinismo social e imperialismo no século XIX. Disponível em:https://mundoeducacao.uol.com.br/historiageral/ darwinismo-social-imperialismo-no-seculo-xix.htm. Acesso em: 18 fev. 2022.
O texto apresenta uma breve introdução à temática do darwinismo social, teoria utilizada durante o processo de expansão neocolonial para:
Alternativas
Q4107169 Português

Construção


Chico Buarque


Amou daquela vez como se fosse a última

Beijou sua mulher como se fosse a última

E cada filho seu como se fosse o único

E atravessou a rua com seu passo tímido


Subiu a construção como se fosse máquina

Ergueu no patamar quatro paredes sólidas

Tijolo com tijolo num desenho mágico

Seus olhos embotados de cimento e lágrima


Sentou pra descansar como se fosse sábado

Comeu feijão com arroz como se fosse um príncipe

Bebeu e soluçou como se fosse um náufrago

Dançou e gargalhou como se ouvisse música


E tropeçou no céu como se fosse um bêbado

E flutuou no ar como se fosse um pássaro

E se acabou no chão feito um pacote flácido

Agonizou no meio do passeio público

Morreu na contramão, atrapalhando o tráfego 


Amou daquela vez como se fosse o última

Beijou sua mulher como se fosse a única

E cada filho seu como se fosse o pródigo

E atravessou a rua com seu passo bêbado


Subiu a construção como se fosse sólido

Ergueu no patamar quatro paredes mágicas

Tijolo com tijolo num desenho lógico

Seus olhos embotados de cimento e tráfego


Sentou pra descansar como se fosse um príncipe

Comeu feijão com arroz como se fosse o máximo

Bebeu e soluçou como se fosse máquina

Dançou e gargalhou como se fosse o próximo


E tropeçou no céu como se ouvisse música

E flutuou no ar como se fosse sábado

E se acabou no chão feito um pacote tímido

Agonizou no meio do passeio náufrago

Morreu na contramão atrapalhando o público


Amou daquela vez como se fosse máquina

Beijou sua mulher como se fosse lógico

Ergueu no patamar quatro paredes flácidas

Sentou pra descansar como se fosse um pássaro

E flutuou no ar como se fosse um príncipe

E se acabou no chão feito um pacote bêbado

Morreu na contramão atrapalhando o sábado


Por esse pão pra comer, por esse chão pra dormir

A certidão pra nascer e a concessão pra sorrir

Por me deixar respirar, por me deixar existir

Deus lhe pague


Pela cachaça de graça que a gente tem que engolir

Pela fumaça, desgraça, que a gente tem que tossir

Pelos andaimes pingentes que a gente tem que cair

Deus lhe pague


Pela mulher carpideira pra nos louvar e cuspir

E pelas moscas bicheiras a nos beijar e cobrir

E pela paz derradeira que enfim vai nos redimir

Deus lhe pague.

No verso “ Deus lhe pague”, o termo destacado classifica-se sintaticamente como:
Alternativas
Q4107168 Português

Construção


Chico Buarque


Amou daquela vez como se fosse a última

Beijou sua mulher como se fosse a última

E cada filho seu como se fosse o único

E atravessou a rua com seu passo tímido


Subiu a construção como se fosse máquina

Ergueu no patamar quatro paredes sólidas

Tijolo com tijolo num desenho mágico

Seus olhos embotados de cimento e lágrima


Sentou pra descansar como se fosse sábado

Comeu feijão com arroz como se fosse um príncipe

Bebeu e soluçou como se fosse um náufrago

Dançou e gargalhou como se ouvisse música


E tropeçou no céu como se fosse um bêbado

E flutuou no ar como se fosse um pássaro

E se acabou no chão feito um pacote flácido

Agonizou no meio do passeio público

Morreu na contramão, atrapalhando o tráfego 


Amou daquela vez como se fosse o última

Beijou sua mulher como se fosse a única

E cada filho seu como se fosse o pródigo

E atravessou a rua com seu passo bêbado


Subiu a construção como se fosse sólido

Ergueu no patamar quatro paredes mágicas

Tijolo com tijolo num desenho lógico

Seus olhos embotados de cimento e tráfego


Sentou pra descansar como se fosse um príncipe

Comeu feijão com arroz como se fosse o máximo

Bebeu e soluçou como se fosse máquina

Dançou e gargalhou como se fosse o próximo


E tropeçou no céu como se ouvisse música

E flutuou no ar como se fosse sábado

E se acabou no chão feito um pacote tímido

Agonizou no meio do passeio náufrago

Morreu na contramão atrapalhando o público


Amou daquela vez como se fosse máquina

Beijou sua mulher como se fosse lógico

Ergueu no patamar quatro paredes flácidas

Sentou pra descansar como se fosse um pássaro

E flutuou no ar como se fosse um príncipe

E se acabou no chão feito um pacote bêbado

Morreu na contramão atrapalhando o sábado


Por esse pão pra comer, por esse chão pra dormir

A certidão pra nascer e a concessão pra sorrir

Por me deixar respirar, por me deixar existir

Deus lhe pague


Pela cachaça de graça que a gente tem que engolir

Pela fumaça, desgraça, que a gente tem que tossir

Pelos andaimes pingentes que a gente tem que cair

Deus lhe pague


Pela mulher carpideira pra nos louvar e cuspir

E pelas moscas bicheiras a nos beijar e cobrir

E pela paz derradeira que enfim vai nos redimir

Deus lhe pague.

Nos versos:
“Agonizou no meio do passeio náufrago”/“Morreu na contramão atrapalhando o público”, temos respectivamente:
Alternativas
Q4107167 Português

Construção


Chico Buarque


Amou daquela vez como se fosse a última

Beijou sua mulher como se fosse a última

E cada filho seu como se fosse o único

E atravessou a rua com seu passo tímido


Subiu a construção como se fosse máquina

Ergueu no patamar quatro paredes sólidas

Tijolo com tijolo num desenho mágico

Seus olhos embotados de cimento e lágrima


Sentou pra descansar como se fosse sábado

Comeu feijão com arroz como se fosse um príncipe

Bebeu e soluçou como se fosse um náufrago

Dançou e gargalhou como se ouvisse música


E tropeçou no céu como se fosse um bêbado

E flutuou no ar como se fosse um pássaro

E se acabou no chão feito um pacote flácido

Agonizou no meio do passeio público

Morreu na contramão, atrapalhando o tráfego 


Amou daquela vez como se fosse o última

Beijou sua mulher como se fosse a única

E cada filho seu como se fosse o pródigo

E atravessou a rua com seu passo bêbado


Subiu a construção como se fosse sólido

Ergueu no patamar quatro paredes mágicas

Tijolo com tijolo num desenho lógico

Seus olhos embotados de cimento e tráfego


Sentou pra descansar como se fosse um príncipe

Comeu feijão com arroz como se fosse o máximo

Bebeu e soluçou como se fosse máquina

Dançou e gargalhou como se fosse o próximo


E tropeçou no céu como se ouvisse música

E flutuou no ar como se fosse sábado

E se acabou no chão feito um pacote tímido

Agonizou no meio do passeio náufrago

Morreu na contramão atrapalhando o público


Amou daquela vez como se fosse máquina

Beijou sua mulher como se fosse lógico

Ergueu no patamar quatro paredes flácidas

Sentou pra descansar como se fosse um pássaro

E flutuou no ar como se fosse um príncipe

E se acabou no chão feito um pacote bêbado

Morreu na contramão atrapalhando o sábado


Por esse pão pra comer, por esse chão pra dormir

A certidão pra nascer e a concessão pra sorrir

Por me deixar respirar, por me deixar existir

Deus lhe pague


Pela cachaça de graça que a gente tem que engolir

Pela fumaça, desgraça, que a gente tem que tossir

Pelos andaimes pingentes que a gente tem que cair

Deus lhe pague


Pela mulher carpideira pra nos louvar e cuspir

E pelas moscas bicheiras a nos beijar e cobrir

E pela paz derradeira que enfim vai nos redimir

Deus lhe pague.

Sobre o texto podemos afirmar:
I – No texto, a presença de proparoxítonas colocadas sempre no final de cada verso, produzem o efeito melódico da rima.
II- No texto, metáforas e proparoxítonas constroem e desconstroem a rotina do pedreiro.
III- No verso “ Amou daquela vez como se fosse a última” Chico construiu o mau presságio usando o advérbio de modo como, e o verbo IR no imperfeito do subjuntivo.
É verdade o que se afirma em:
Alternativas
Q4107166 Português

Para que serve o saber


Mario Sergio Cortella


Clarice Lispector, grande escritora nascida na Ucrânia e que viveu no nosso país, tem uma frase magnífica que, sintetizada, dizia: “O melhor de mim é aquilo que eu não sei”. Isso significa que aquilo que eu não conheço é a minha melhor parte. Porque aquilo que eu já sei é mera repetição. Aquilo que eu não sei é o que me renova, o que me faz crescer. O conhecimento é algo que reinventa, que recria, que renova.


Essa noção é importante, pois estabelece a natureza da nossa relação com o conhecimento e suas nuances. O gênio, por exemplo, não é aquele que julga já saber. Gênio é aquele que sabe que não sabe tudo e continua na busca do saber. Gênio é aquele que se faz. O gênio não desiste de conhecer. Cuidado com gente que acha que já sabe, que acha que já conhece. Cuidado com gente que acha que o conhecimento é algo a ser concluído.


Afinal, para que serve o conhecimento? Qual é o poder do saber? Não podemos perder a perspectiva de que a finalidade do poder é servir. Servir à vida, servir a uma comunidade, servir às pessoas. Todo poder que, em vez de servir, serve a si mesmo, é um poder que não serve. O poder da informação, o poder da ciência, o poder da arte é servir.


O que fazemos com o poder do nosso saber? Nós repartimos, partilhamos, o usamos para crescer? Ou eventualmente o utilizamos para dominar? Para tornar o outro ser humano menor? Para diminuir a vida?


Conhecimento tem a finalidade de servir à vida. Mas à vida de quem? De todas e todos. À vida coletiva.

Analise as proposições abaixo:
1- No trecho “com o conhecimento e suas nuances” o termo destacado pode ser substituído sem alteração de sentido pelo termo sutileza.
2- No trecho “ Gênio é aquele que sabe que não sabe tudo e continua na busca do saber.” Há um período misto formado por uma oração subordinada substantiva e uma oração coordenada sindética.
3- No trecho “ O melhor de mim é aquilo que...” o termo sublinhado é classificado sintaticamente como objeto indireto.
4- No trecho “ Aquilo que eu não sei é o que me renova”, o pronome oblíquo átono destacado funciona sintaticamente como objeto direto e foi empregado na forma proclítica, uma vez que o termo que o antecede exige essa colocação.
Está (ão) correta (s)
Alternativas
Q4107165 Português

Para que serve o saber


Mario Sergio Cortella


Clarice Lispector, grande escritora nascida na Ucrânia e que viveu no nosso país, tem uma frase magnífica que, sintetizada, dizia: “O melhor de mim é aquilo que eu não sei”. Isso significa que aquilo que eu não conheço é a minha melhor parte. Porque aquilo que eu já sei é mera repetição. Aquilo que eu não sei é o que me renova, o que me faz crescer. O conhecimento é algo que reinventa, que recria, que renova.


Essa noção é importante, pois estabelece a natureza da nossa relação com o conhecimento e suas nuances. O gênio, por exemplo, não é aquele que julga já saber. Gênio é aquele que sabe que não sabe tudo e continua na busca do saber. Gênio é aquele que se faz. O gênio não desiste de conhecer. Cuidado com gente que acha que já sabe, que acha que já conhece. Cuidado com gente que acha que o conhecimento é algo a ser concluído.


Afinal, para que serve o conhecimento? Qual é o poder do saber? Não podemos perder a perspectiva de que a finalidade do poder é servir. Servir à vida, servir a uma comunidade, servir às pessoas. Todo poder que, em vez de servir, serve a si mesmo, é um poder que não serve. O poder da informação, o poder da ciência, o poder da arte é servir.


O que fazemos com o poder do nosso saber? Nós repartimos, partilhamos, o usamos para crescer? Ou eventualmente o utilizamos para dominar? Para tornar o outro ser humano menor? Para diminuir a vida?


Conhecimento tem a finalidade de servir à vida. Mas à vida de quem? De todas e todos. À vida coletiva.

No trecho “ Clarice Lispector, grande escritora nascida na Ucrânia e que viveu no nosso país, tem uma frase magnífica que, sintetizada, dizia:”, a expressão destacada funciona sintaticamente como:
Alternativas
Q4107164 Português

Pertencer


Clarice Lispector


Um amigo meu, médico, assegurou-me que desde o berço a criança sente o ambiente, a criança quer: nela o ser humano, no berço mesmo, já começou. Tenho certeza de que no berço a minha primeira vontade foi a de pertencer. Por motivos que aqui não importam, eu de algum modo devia estar sentindo que não pertencia a nada e a ninguém. Nasci de graça.

Se no berço experimentei esta fome humana, ela continua a me acompanhar pela vida afora, como se fosse um destino. A ponto de meu coração se contrair de inveja e desejo quando vejo uma freira: ela pertence a Deus.

Exatamente porque é tão forte em mim a fome de me dar a algo ou a alguém, é que me tornei bastante arisca: tenho medo de revelar de quanto preciso e de como sou pobre. Sou, sim. Muito pobre. Só tenho um corpo e uma alma. E preciso de mais do que isso.

Com o tempo, sobretudo os últimos anos, perdi o jeito de ser gente. Não sei mais como se é. E uma espécie toda nova de "solidão de não pertencer" começou a me invadir como heras num muro. Se meu desejo mais antigo é o de pertencer, por que então nunca fiz parte de clubes ou de associações? Porque não é isso que eu chamo de pertencer. O que eu queria, e não posso, é por exemplo que tudo o que me viesse de bom de dentro de mim eu pudesse dar àquilo que eu pertenço. Mesmo minhas alegrias, como são solitárias às vezes. E uma alegria solitária pode se tornar patética. É como ficar com um presente todo embrulhado em papel enfeitado de presente nas mãos - e não ter a quem dizer: tome, é seu, abra-o! Não querendo me ver em situações patéticas e, por uma espécie de contenção, evitando o tom de tragédia, raramente embrulho com papel de presente os meus sentimentos.

Pertencer não vem apenas de ser fraca e precisar unir-se a algo ou a alguém mais forte. Muitas vezes a vontade intensa de pertencer vem em mim de minha própria força - eu quero pertencer para que minha força não seja inútil e fortifique uma pessoa ou uma coisa.

Quase consigo me visualizar no berço, quase consigo reproduzir em mim a vaga e no entanto premente sensação de precisar pertencer. Por motivos que nem minha mãe nem meu pai podiam controlar, eu nasci e fiquei apenas: nascida. No entanto fui preparada para ser dada à luz de um modo tão bonito. Minha mãe já estava doente, e, por uma superstição bastante espalhada, acreditava -se que ter um filho curava uma mulher de uma doença. Então fui deliberadamente criada: com amor e esperança. Só que não curei minha mãe. E sinto até hoje essa carga de culpa: fizeram-me para uma missão determinada e eu falhei. Como se contassem comigo nas trincheiras de uma guerra e eu tivesse desertado. Sei que meus pais me perdoaram por eu ter nascido em vão e tê-los traído na grande esperança.

Mas eu, eu não me perdoo. Quereria que simplesmente se tivesse feito um milagre: eu nascer e curar minha mãe. Então, sim: eu teria pertencido a meu pai e a minha mãe. Eu nem podia confiar a alguém essa espécie de solidão de não pertencer porque, como desertor, eu tinha o segredo da fuga que por vergonha não podia ser conhecido. A vida me fez de vez em quando pertencer, como se fosse para me dar a medida do que eu perco não pertencendo. E então eu soube: pertencer é viver. Experimentei-o com a sede de quem está no deserto e bebe sôfrego os últimos goles de água de um cantil. E depois a sede volta e é no deserto mesmo que caminho! 

Analise as proposições abaixo:
I- No trecho “a sede de quem está no deserto e bebe sôfrego os últimos...”, o termo destacado pode ser substituído sem alteração de sentido pelo termo avidez.
II- No trecho “...tome, é seu, abra-o”, o termo destacado é classificado morfologicamente como pronome oblíquo átono e funciona sintaticamente como objeto direto.
III- No trecho “Mas eu, eu não me perdoo...”, a forma verbal sublinhada está conjugada no presente do subjuntivo.
IV- No trecho “ ... quase consigo reproduzir em mim a vaga e no entanto premente sensação de precisar pertencer” o termo destacado pode ser substituído sem alteração de sentido pelo termo primeiramente.
Estão corretas as proposições:
Alternativas
Q4107162 Português

Pertencer


Clarice Lispector


Um amigo meu, médico, assegurou-me que desde o berço a criança sente o ambiente, a criança quer: nela o ser humano, no berço mesmo, já começou. Tenho certeza de que no berço a minha primeira vontade foi a de pertencer. Por motivos que aqui não importam, eu de algum modo devia estar sentindo que não pertencia a nada e a ninguém. Nasci de graça.

Se no berço experimentei esta fome humana, ela continua a me acompanhar pela vida afora, como se fosse um destino. A ponto de meu coração se contrair de inveja e desejo quando vejo uma freira: ela pertence a Deus.

Exatamente porque é tão forte em mim a fome de me dar a algo ou a alguém, é que me tornei bastante arisca: tenho medo de revelar de quanto preciso e de como sou pobre. Sou, sim. Muito pobre. Só tenho um corpo e uma alma. E preciso de mais do que isso.

Com o tempo, sobretudo os últimos anos, perdi o jeito de ser gente. Não sei mais como se é. E uma espécie toda nova de "solidão de não pertencer" começou a me invadir como heras num muro. Se meu desejo mais antigo é o de pertencer, por que então nunca fiz parte de clubes ou de associações? Porque não é isso que eu chamo de pertencer. O que eu queria, e não posso, é por exemplo que tudo o que me viesse de bom de dentro de mim eu pudesse dar àquilo que eu pertenço. Mesmo minhas alegrias, como são solitárias às vezes. E uma alegria solitária pode se tornar patética. É como ficar com um presente todo embrulhado em papel enfeitado de presente nas mãos - e não ter a quem dizer: tome, é seu, abra-o! Não querendo me ver em situações patéticas e, por uma espécie de contenção, evitando o tom de tragédia, raramente embrulho com papel de presente os meus sentimentos.

Pertencer não vem apenas de ser fraca e precisar unir-se a algo ou a alguém mais forte. Muitas vezes a vontade intensa de pertencer vem em mim de minha própria força - eu quero pertencer para que minha força não seja inútil e fortifique uma pessoa ou uma coisa.

Quase consigo me visualizar no berço, quase consigo reproduzir em mim a vaga e no entanto premente sensação de precisar pertencer. Por motivos que nem minha mãe nem meu pai podiam controlar, eu nasci e fiquei apenas: nascida. No entanto fui preparada para ser dada à luz de um modo tão bonito. Minha mãe já estava doente, e, por uma superstição bastante espalhada, acreditava -se que ter um filho curava uma mulher de uma doença. Então fui deliberadamente criada: com amor e esperança. Só que não curei minha mãe. E sinto até hoje essa carga de culpa: fizeram-me para uma missão determinada e eu falhei. Como se contassem comigo nas trincheiras de uma guerra e eu tivesse desertado. Sei que meus pais me perdoaram por eu ter nascido em vão e tê-los traído na grande esperança.

Mas eu, eu não me perdoo. Quereria que simplesmente se tivesse feito um milagre: eu nascer e curar minha mãe. Então, sim: eu teria pertencido a meu pai e a minha mãe. Eu nem podia confiar a alguém essa espécie de solidão de não pertencer porque, como desertor, eu tinha o segredo da fuga que por vergonha não podia ser conhecido. A vida me fez de vez em quando pertencer, como se fosse para me dar a medida do que eu perco não pertencendo. E então eu soube: pertencer é viver. Experimentei-o com a sede de quem está no deserto e bebe sôfrego os últimos goles de água de um cantil. E depois a sede volta e é no deserto mesmo que caminho! 

Analise as proposições abaixo:
1- Envergar uma máscara, condição que reduz o ser humano ao aprisionamento pelos códigos sociais.
2- Reduzir o indivíduo a um organismo biológico, privando-o da transcendência, uma negação do potencial criativo inerente a qualquer ser humano. É viver por viver, nascer e tornar-se simplesmente nascido.
3- Alcançar o registro simbólico da experiência vivida, tanto para que significados sejam adquiridos, como também para que um processo de transformação ocorra.
Considerando o processo de construção de sentidos e compreensão a partir das ideias expressas no texto é possível afirmar que:
Alternativas
Q4107161 Português

Pertencer


Clarice Lispector


Um amigo meu, médico, assegurou-me que desde o berço a criança sente o ambiente, a criança quer: nela o ser humano, no berço mesmo, já começou. Tenho certeza de que no berço a minha primeira vontade foi a de pertencer. Por motivos que aqui não importam, eu de algum modo devia estar sentindo que não pertencia a nada e a ninguém. Nasci de graça.

Se no berço experimentei esta fome humana, ela continua a me acompanhar pela vida afora, como se fosse um destino. A ponto de meu coração se contrair de inveja e desejo quando vejo uma freira: ela pertence a Deus.

Exatamente porque é tão forte em mim a fome de me dar a algo ou a alguém, é que me tornei bastante arisca: tenho medo de revelar de quanto preciso e de como sou pobre. Sou, sim. Muito pobre. Só tenho um corpo e uma alma. E preciso de mais do que isso.

Com o tempo, sobretudo os últimos anos, perdi o jeito de ser gente. Não sei mais como se é. E uma espécie toda nova de "solidão de não pertencer" começou a me invadir como heras num muro. Se meu desejo mais antigo é o de pertencer, por que então nunca fiz parte de clubes ou de associações? Porque não é isso que eu chamo de pertencer. O que eu queria, e não posso, é por exemplo que tudo o que me viesse de bom de dentro de mim eu pudesse dar àquilo que eu pertenço. Mesmo minhas alegrias, como são solitárias às vezes. E uma alegria solitária pode se tornar patética. É como ficar com um presente todo embrulhado em papel enfeitado de presente nas mãos - e não ter a quem dizer: tome, é seu, abra-o! Não querendo me ver em situações patéticas e, por uma espécie de contenção, evitando o tom de tragédia, raramente embrulho com papel de presente os meus sentimentos.

Pertencer não vem apenas de ser fraca e precisar unir-se a algo ou a alguém mais forte. Muitas vezes a vontade intensa de pertencer vem em mim de minha própria força - eu quero pertencer para que minha força não seja inútil e fortifique uma pessoa ou uma coisa.

Quase consigo me visualizar no berço, quase consigo reproduzir em mim a vaga e no entanto premente sensação de precisar pertencer. Por motivos que nem minha mãe nem meu pai podiam controlar, eu nasci e fiquei apenas: nascida. No entanto fui preparada para ser dada à luz de um modo tão bonito. Minha mãe já estava doente, e, por uma superstição bastante espalhada, acreditava -se que ter um filho curava uma mulher de uma doença. Então fui deliberadamente criada: com amor e esperança. Só que não curei minha mãe. E sinto até hoje essa carga de culpa: fizeram-me para uma missão determinada e eu falhei. Como se contassem comigo nas trincheiras de uma guerra e eu tivesse desertado. Sei que meus pais me perdoaram por eu ter nascido em vão e tê-los traído na grande esperança.

Mas eu, eu não me perdoo. Quereria que simplesmente se tivesse feito um milagre: eu nascer e curar minha mãe. Então, sim: eu teria pertencido a meu pai e a minha mãe. Eu nem podia confiar a alguém essa espécie de solidão de não pertencer porque, como desertor, eu tinha o segredo da fuga que por vergonha não podia ser conhecido. A vida me fez de vez em quando pertencer, como se fosse para me dar a medida do que eu perco não pertencendo. E então eu soube: pertencer é viver. Experimentei-o com a sede de quem está no deserto e bebe sôfrego os últimos goles de água de um cantil. E depois a sede volta e é no deserto mesmo que caminho! 

1- Considerando o texto, analise as proposições abaixo:
I – No texto, a escritora aborda a questão do abandono, do desamparo e da angústia inerente ao ser humano.
II- Ao dizer que busca pertencer, na realidade a autora fala sobre um pertencimento de si e com o puro ato de viver que já traz a noção de simplesmente “ser”.
III- A autora revela o sofrimento de desamparo de não se sentir pertencente ao mundo.
IV- Segundo o texto, a autora se sentia deserdada da vida.
Está correto o que se afirma: 
Alternativas
Q4101134 História
Sobre o processo e a consolidação do feudalismo, assinale a alternativa INCORRETA. 
Alternativas
Q4101133 História
Analise as assertivas abaixo sobre as contradições e conflitos no Brasil Colonial:

I. Dois tipos de revoltas ocorreram no Brasil Colônia: rebeliões de negros contra a escravidão e a revoltas de colonos.

II. A chamada revolta de Beckham foi uma rebelião dos negros da escravidão ocorrida no Estado do Maranhão, estendendo até o Rio Grande no Norte e o Pará.

III. A maioria dos escravos trazidos para o Brasil foram enviados para o Estado da Bahia, proporcionando uma crise de mão de obra em determinadas regiões dos países.

IV. Apesar da crise na relação de trabalho no Brasil Colônia, os Jesuítas foram fundamentais para que não se permitisse o uso da mão de obra indígena de forma forçada, pois a visão humanitária da igreja católica não permitia apoio a esse modo de trabalho escravocrata.

Quais estão corretas? 
Alternativas
Q4101132 História
Analise as assertivas abaixo quanto ao significado da colonização na América:

I. A colonização na América está intimamente ligada à consolidação das monarquias absolutistas que, ao serem sistematizadas, proporcionaram o enriquecimento das metrópoles e da burguesia.

II. Os Estados Europeus Metropolitanos, por meio da colonização das colônias, aceleraram o processo de acumulação de capitais primitivos, explorando as colônias, consolidando excedente para que o mercantilismo e consequentemente o capitalismo se consolidasse.

III. O processo de colonização da América proporcionou consequências diferentes para a Europa e para a América, criando condições para a Inglaterra e a França fazerem a passagem da etapa industrial para a etapa do desenvolvimento.

Quais estão corretas?
Alternativas
Q4101131 História
No século XVI, o Estado absolutista Português já estava consolidado como importante órgão administrativo no Brasil, com um conjunto de leis que estabelecia direito ao Rei; porém, para adequar ao sistema da relação da metrópole com a colônia e coordenar a política mercantilista, foi instituído(a) o(a): 
Alternativas
Respostas
12461: D
12462: E
12463: D
12464: C
12465: D
12466: D
12467: B
12468: B
12469: D
12470: A
12471: B
12472: C
12473: C
12474: A
12475: C
12476: E
12477: A
12478: C
12479: E
12480: D