Questões de Concurso
Comentadas para professor - artes
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Coluna 1 Arte-educadores
1. Ingrid Koudela 2. Keith Swanwick. 3. Fernando Hernandez 4. Mirian Celeste e Gisa Picosque
Coluna 2 Propostas pedagógicas
( ) jogo teatral ( ) cultura visual ( ) teoria espiral ( ) proposta cartográfica de territórios da arte & cultura
Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.
É um lugar-comum dizer que as palavras da língua têm uma origem múltipla. Os mais patriotas erroneamente costumam afirmar que o português “é a língua mais rica de todas”, porque “no Brasil há pessoas de todos os lugares do mundo”. Esse patriotismo é exagerado e ingênuo, para não dizermos errôneo. A Inglaterra e a França abrigam hoje uma variedade muitíssimo maior de línguas do que o Brasil, faladas por imigrantes de ex-colônias nos quatro cantos do mundo. Os EUA e a Austrália não ficam atrás, por serem polos econômicos. Em outros tempos, o Brasil teve, de fato, um grande afluxo de italianos, espanhóis, sírio-libaneses, alemães e japoneses (e poloneses e ucranianos). Contudo, são raras as regiões brasileiras que preservam entre os descendentes algum dialeto minoritário vivo. A língua portuguesa, por isso, é considerada por muitos a única do Brasil, afirmação que nada mais revela que o desprezo político-ideológico pelas minorias linguísticas. Os próprios falantes de línguas minoritárias acabam por circunscrever sua expressão aos familiares, particularmente aos mais idosos, e, com a morte deles, bilíngues ativos acabam tornando-se bilíngues virtuais, ou seja, monolíngues com um tesouro em estado passivo pouco ou nunca explorado pela investigação linguística. Exceto por artificialismo alavancado por uma espécie de xenofobia linguística, disfarçada de orgulho nacional (como é o caso do islandês ou do letão), o léxico de uma língua é um caldeirão de palavras de origem variada. E tem sido assim sempre. Conhecer essas múltiplas facetas da sociedade brasileira e descrever sua expressão linguística são passos metodológicos dos quais a etimologia da língua portuguesa não pode prescindir e algo muito mais interessante do que a pregação demagógica e irrefletida do normativismo, que, ao fim e ao cabo, se revela sem brilho, sem graça, estéril e niveladora.
Disponível em: http://revistalingua.uol.com.br/textos/96/patriotismo-linguistico-298630-1.asp [Adaptado] Acesso em 15/fev/2014.
Analise as afirmativas abaixo, considerando o texto.
1. O texto afirma que apenas especialistas sabem que as palavras de uma língua têm uma origem múltipla, fato que justifica o patriotismo linguístico por parte dos leigos. 2. No primeiro parágrafo, o uso dos termos “erroneamente”, “exagerado” e “ingênuo” revela um posicionamento neutro do autor em relação ao patriotismo linguístico. 3. Depreende-se do texto que a riqueza econômica de um país pode torná-lo linguisticamente plural, uma vez que atrai novos imigrantes de diferentes nacionalidades. 4. O Brasil já foi um país multilíngue e, diferentemente dos EUA e da Austrália, vive uma realidade praticamente monolíngue, o que explica a xenofobia de alguns. 5. No último parágrafo, os termos “sem brilho”, “sem graça”, “estéril” e “niveladora” fazem referência à etimologia da língua portuguesa.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
A pensar fundo na questão, eu diria que ler devia ser proibido.
Afinal de contas, ler faz muito mal às pessoas: acorda os homens para realidades impossíveis, tornando-os incapazes de suportar o mundo insosso e ordinário em que vivem. A leitura induz à loucura, desloca o homem do humilde lugar que lhe fora destinado no corpo social. Não me deixam mentir os exemplos de Don Quixote e Madame Bovary. O primeiro, coitado, de tanto ler aventuras de cavalheiros que jamais existiram meteuse pelo mundo afora, a crer-se capaz de reformar o mundo, quilha de ossos que mal sustinha a si e ao pobre Rocinante. Quanto à pobre Emma Bovary, tornou-se esposa inútil para fofocas e bordados, perdendo-se em delírios sobre bailes e amores cortesãos.
Ler realmente não faz bem. A criança que lê pode se tornar um adulto perigoso, inconformado com os problemas do mundo, induzido a crer que tudo pode ser de outra forma. Afinal de contas, a leitura desenvolve um poder incontrolável. Liberta o homem excessivamente. Sem a leitura, ele morreria feliz, ignorante dos grilhões que o encerram. Sem a leitura, ainda, estaria mais afeito à realidade quotidiana, se dedicaria ao trabalho com afinco, sem procurar enriquecê-la com cabriolas da imaginação.
Sem ler, o homem jamais saberia a extensão do prazer. Não experimentaria nunca o sumo Bem de Aristóteles: O conhecer. Mas para que conhecer se, na maior parte dos casos, o que necessita é apenas executar ordens? Se o que deve, enfim, é fazer o que dele esperam e nada mais?
Ler pode provocar o inesperado. Pode fazer com que o homem crie atalhos para caminhos que devem, necessariamente, ser longos. Ler pode gerara invenção. Pode estimular a imaginação de forma a levar o ser humano além do que lhe é devido.
Além disso, os livros estimulam o sonho, a imaginação, a fantasia. Nos transportam a paraísos misteriosos, nos fazem enxergar unicórnios azuis e palácios de cristal. Nos fazem acreditar que a vida é mais do que um punhado de pó em movimento. Que há algo a descobrir. Há horizontes para além das montanhas, há, estrelas por trás das nuvens. Estrelas jamais percebidas. É preciso desconfiar desse pendor para o absurdo que nos impede de aceitar nossas realidades cruas.
Não, não deem mais livros às escolas. Pais, não leiam para os seus filhos, pode levá-los a desenvolver esse gosto pela aventura e pela descoberta que fez do homem um animal diferente. Antes estivesse ainda a passear de quatro patas, sem noção de progresso e civilização, mas tampouco sem conhecer guerras, destruição, violência. Professores, não contem histórias, pode estimular uma curiosidade indesejável em seres que a vida destinou para a repetição e para o trabalho duro.
Ler pode ser um problema, pode gerar seres humanos conscientes demais dos seus direitos políticos em um mundo administrado, onde ser livre não passa de uma ficção sem nenhuma verossimilhança. Seria impossível controlar e organizar a sociedade se todos os seres humanos soubessem o que desejam. Se todos se pusessem a articular bem suas demandas, a fincar sua posição no mundo, a fazer dos discursos os instrumentos de conquista de sua liberdade.
O mundo já vai por um bom caminho. Cada vez mais as pessoas leem por razões utilitárias: para compreender formulários, contratos, bulas de remédio, projetos, manuais etc. Observem as filas, um dos pequenos cancros da civilização contemporânea. Bastaria um livro para que todos se vissem magicamente transportados para outras dimensões, menos incômodas. É esse o tapete mágico, o pó de pirlimpimpim, a máquina do tempo. Para o homem que lê, não há fronteiras, não há cortes, prisões tampouco. O que é mais subversivo do que a leitura?
É preciso compreender que ler para se enriquecer culturalmente ou para se divertir deve ser um privilégio concedido apenas a alguns, jamais àqueles que desenvolvem trabalhos práticos ou manuais. Seja em filas, em metrôs, ou no silêncio da alcova... Ler deve ser coisa rara, não para qualquer um.
Afinal de contas, a leitura é um poder, e o poder é para poucos.
Para obedecer não é preciso enxergar, o silêncio é a linguagem da submissão. Para executar ordens, a palavra é inútil.
Além disso, a leitura promove a comunicação de dores, alegrias, tantos outros sentimentos... A leitura é obscena. Expõe o íntimo, torna coletivo o individual e público, o secreto, o próprio. A leitura ameaça os indivíduos, porque os faz identificar sua história a outras histórias. Torna-os capazes de compreender e aceitar o mundo do outro. Sim, a leitura devia ser proibida.
Ler pode tornar o homem perigosamente humano.
(Guiomarde Grammon)
Considere a última frase do texto para responder à questão
“Ler pode tornar o homem perigosamente humano. ”
Sobre a palavra “perigosamente”, identifique a opção em que se faz, corretamente, uma análise morfossintática e semântica, respectivamente:
Coluna 1 Racionalidades
1. Interdisciplinar 2. Expressiva 3. Perceptiva
Coluna 2 Descrições
( ) Sustenta que a Arte é essencial para que os alunos possam projetar sentimentos, emoções de seu mundo interior.
( ) Estabelece que, se o ensino de Arte quiser reconhecimento similar a de outras matérias curriculares, deve organizar seus conteúdos de acordo com as disciplinas (Estética, História da Arte, Crítica e Produção Artística) que compõem seu objeto de estudo.
( ) Defende a necessidade de que, por meio da Arte, os alunos possam desenvolver sua percepção visual na análise de qualidades estéticas.
Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.
Diante desse contexto, sugerem que, para a concretização dessa nova proposta pedagógica, o professor estude e organize as práticas escolares artísticas e estéticas junto às crianças, inter-relacionando as seguintes fases:
I. Constatação das vivências artísticas e estéticas da criança e suas relações.
II. Encaminhamentos, a partir das contestações, de análises dos conceitos, roteiros e aulas de Arte.
III. Discussões periódicas a respeito dos patamares em que se encontram os saberes artísticos e estéticos das crianças.
Quais estão corretas?
I–igualdade de condições para o acesso e permanência na escola;
II-direito de ser respeitado por seus educadores;
III-direito de contestar critérios avaliativos, não podendo recorrer às instâncias escolares superiores;
IV-direito de organização e participação em entidades estudantis;
V-acesso à escola pública e gratuita próxima de sua residência.
( ) I- maus-tratos envolvendo seus alunos;
( ) II- reiteração de faltas justificadas e de evasão escolar, esgotados os recursos escolares;
( ) III- elevados níveis de repetência
A partir do fragmento acima, extraído dos PCN’s, assinale V para a afirmativa verdadeira e F para a falsa.
( ) A experiência de produzir e fruir arte dilata a sensibilidade e cria novas possibilidades de cognição. ( ) O ensino-aprendizagem da arte contribui para o fortalecimento da dimensão estética, na medida em que expande a capacidade perceptiva da realidade. ( ) O aprendizado das linguagens da arte permite a memorização de novos códigos e a reprodução fiel de obras icônicas.
1. Período colonial (XVI-XIX) 2. Período Imperial (XIX) 3. Modernidade (1920-1980) 4. Pós-Modernidade (a partir de 1980)
( ) Nesta fase, nos Estados Unidos, artistas e professores difundem uma nova metodologia para o ensino de artes, introduzida posteriormente no Brasil como Abordagem Triangular. ( ) Inspirado no neoclassicismo francês, foi criado o primeiro estabelecimento superior de ensino de artes, com aulas de desenho, pintura, escultura e arquitetura. ( ) A atividade artística era aprendida e transmitida nas corporações de ofício, nas oficinas dos artífices e nos conventos religiosos. ( ) A educação, segundo a Escola Nova, é o meio privilegiado para remodelar a sociedade e o ensino de arte deve se pautar na livre expressão da potencialidade criadora.
Assinale a opção que apresenta a relação correta, de cima para baixo.
Assinale a opção que completa corretamente as lacunas do fragmento acima.
Assinale a opção que completa corretamente as lacunas do fragmento acima.
Os dois autores abordam o tema da fruição da obra de arte. A esse respeito, assinale a opção que relaciona corretamente fruição artística e cultura.
Assinale a opção que indica corretamente a que profissional o texto acima se refere.