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Leia o Texto 2 para responder à questão.
Texto 2
a favor dos sem partido
sem dinheiro pra passagem
a favor dos estudantes
emperrando as engrenagens
a favor de uma garota
que tinha um olhar selvagem
e carregava um cartaz
escrito apenas “CORAGEM”
vou às ruas e hoje escrevo
uma balada-homenagem
vi um velho de muletas –
velhice = jardinagem –
caminhar cinco quilômetros
na maior camaradagem
vi uma mulher dançando
com seus cabelos na aragem
do alto de um edifício
incentivando a passagem
da passeata – e por isso
rendo aqui minha homenagem
que o governo não ignore –
nem se esconda na folhagem
da retórica política –
essa universal mensagem
pra que a esperança não morra
depois de nadar, na margem
nem a justiça se torne
iada, rancor, miragem
– ao eventual ouvinte
do poder, presto homenagem
dói o dia, dói a vida
dói em cada cartilagem
à dor, cerne da poesia
me doo nesta homenagem.
CORSALETTI, Fabrício. Balada a favor das últimas manifestações. In:
CORSALETTI, F. Baladas. São Paulo: Companhia das Letras, 2016.
Leia o Texto 1 para responder à questão.
Texto 1
Nosso tema é o óbvio. Acho mesmo que os cientistas trabalham é com o óbvio. O negócio deles – nosso negócio – é lidar com o óbvio. Aparentemente, Deus é muito treteiro, faz as coisas de forma tão recôndita e disfarçada que se precisa desta categoria de gente – os cientistas – para ir tirando os véus, desvendando, a fim de revelar a obviedade do óbvio. O ruim deste procedimento é que parece um jogo sem fim. De fato, só conseguimos desmascarar uma obviedade para descobrir outras, mais óbvias ainda.
Para começar, antes de entrar na obviedade educacional – que é nosso tema – vejamos algumas outras obviedades. É óbvio, por exemplo, que todo santo dia o sol nasce, se levanta, dá sua volta pelo céu, e se põe. Sabemos hoje muito bem que isto não é verdade. Mas foi preciso muita astúcia e gana para mostrar que a aurora e o crepúsculo são tretas de Deus. Não é assim? Gerações de sábios passaram por sacrifícios, recordados por todos, porque disseram que Deus estava nos enganando com aquele espetáculo diário. Demonstrar que a coisa não era como parecia, além de muito difícil, foi penoso, todos sabemos.
Outra obviedade, tão óbvia quanto esta ou mais óbvia ainda, é que os pobres vivem dos ricos. Está na cara? Sem os ricos o que é que seria dos pobres? Quem é que poderia fazer uma caridade? Me dá um empreguinho aí! Seria impossível arranjar qualquer ajuda. Me dá um dinheirinho aí! Sem rico o mundo estaria incompleto, os pobres estariam perdidos. Mas vieram uns Barbados dizendo que não, e atrapalharam tudo. Tiraram aquela obviedade e puseram outra oposta no lugar. Aliás, uma obviedade subversiva.
Uma terceira obviedade que vocês conhecem bem, por ser patente, é que os negros são inferiores aos brancos. Basta olhar! Eles fazem um esforço danado para ganhar a vida, mas não ascendem como a gente. Sua situação é de uma inferioridade social e cultural tão visível, tão evidente, que é óbvia. Pois não é assim, dizem os cientistas. Não é assim, não. É diferente! Os negros foram inferiorizados. Foram e continuam sendo postos nessa posição de inferioridade por tais e quais razões históricas. Razões que nada têm a ver com suas capacidades e aptidões inatas mas, sim, tendo que ver com certos interesses muito concretos.
RIBEIRO, Darcy. Sobre o óbvio. In: RIBEIRO, D. Ensaios insólitos. Rio de
Janeiro: Fundação Biblioteca nacional; Brasília: Ed. UnB, 2011. p. 3-4.
[Adaptado].
Leia o Texto 1 para responder à questão.
Texto 1
Nosso tema é o óbvio. Acho mesmo que os cientistas trabalham é com o óbvio. O negócio deles – nosso negócio – é lidar com o óbvio. Aparentemente, Deus é muito treteiro, faz as coisas de forma tão recôndita e disfarçada que se precisa desta categoria de gente – os cientistas – para ir tirando os véus, desvendando, a fim de revelar a obviedade do óbvio. O ruim deste procedimento é que parece um jogo sem fim. De fato, só conseguimos desmascarar uma obviedade para descobrir outras, mais óbvias ainda.
Para começar, antes de entrar na obviedade educacional – que é nosso tema – vejamos algumas outras obviedades. É óbvio, por exemplo, que todo santo dia o sol nasce, se levanta, dá sua volta pelo céu, e se põe. Sabemos hoje muito bem que isto não é verdade. Mas foi preciso muita astúcia e gana para mostrar que a aurora e o crepúsculo são tretas de Deus. Não é assim? Gerações de sábios passaram por sacrifícios, recordados por todos, porque disseram que Deus estava nos enganando com aquele espetáculo diário. Demonstrar que a coisa não era como parecia, além de muito difícil, foi penoso, todos sabemos.
Outra obviedade, tão óbvia quanto esta ou mais óbvia ainda, é que os pobres vivem dos ricos. Está na cara? Sem os ricos o que é que seria dos pobres? Quem é que poderia fazer uma caridade? Me dá um empreguinho aí! Seria impossível arranjar qualquer ajuda. Me dá um dinheirinho aí! Sem rico o mundo estaria incompleto, os pobres estariam perdidos. Mas vieram uns Barbados dizendo que não, e atrapalharam tudo. Tiraram aquela obviedade e puseram outra oposta no lugar. Aliás, uma obviedade subversiva.
Uma terceira obviedade que vocês conhecem bem, por ser patente, é que os negros são inferiores aos brancos. Basta olhar! Eles fazem um esforço danado para ganhar a vida, mas não ascendem como a gente. Sua situação é de uma inferioridade social e cultural tão visível, tão evidente, que é óbvia. Pois não é assim, dizem os cientistas. Não é assim, não. É diferente! Os negros foram inferiorizados. Foram e continuam sendo postos nessa posição de inferioridade por tais e quais razões históricas. Razões que nada têm a ver com suas capacidades e aptidões inatas mas, sim, tendo que ver com certos interesses muito concretos.
RIBEIRO, Darcy. Sobre o óbvio. In: RIBEIRO, D. Ensaios insólitos. Rio de
Janeiro: Fundação Biblioteca nacional; Brasília: Ed. UnB, 2011. p. 3-4.
[Adaptado].
Leia o Texto 1 para responder à questão.
Texto 1
Nosso tema é o óbvio. Acho mesmo que os cientistas trabalham é com o óbvio. O negócio deles – nosso negócio – é lidar com o óbvio. Aparentemente, Deus é muito treteiro, faz as coisas de forma tão recôndita e disfarçada que se precisa desta categoria de gente – os cientistas – para ir tirando os véus, desvendando, a fim de revelar a obviedade do óbvio. O ruim deste procedimento é que parece um jogo sem fim. De fato, só conseguimos desmascarar uma obviedade para descobrir outras, mais óbvias ainda.
Para começar, antes de entrar na obviedade educacional – que é nosso tema – vejamos algumas outras obviedades. É óbvio, por exemplo, que todo santo dia o sol nasce, se levanta, dá sua volta pelo céu, e se põe. Sabemos hoje muito bem que isto não é verdade. Mas foi preciso muita astúcia e gana para mostrar que a aurora e o crepúsculo são tretas de Deus. Não é assim? Gerações de sábios passaram por sacrifícios, recordados por todos, porque disseram que Deus estava nos enganando com aquele espetáculo diário. Demonstrar que a coisa não era como parecia, além de muito difícil, foi penoso, todos sabemos.
Outra obviedade, tão óbvia quanto esta ou mais óbvia ainda, é que os pobres vivem dos ricos. Está na cara? Sem os ricos o que é que seria dos pobres? Quem é que poderia fazer uma caridade? Me dá um empreguinho aí! Seria impossível arranjar qualquer ajuda. Me dá um dinheirinho aí! Sem rico o mundo estaria incompleto, os pobres estariam perdidos. Mas vieram uns Barbados dizendo que não, e atrapalharam tudo. Tiraram aquela obviedade e puseram outra oposta no lugar. Aliás, uma obviedade subversiva.
Uma terceira obviedade que vocês conhecem bem, por ser patente, é que os negros são inferiores aos brancos. Basta olhar! Eles fazem um esforço danado para ganhar a vida, mas não ascendem como a gente. Sua situação é de uma inferioridade social e cultural tão visível, tão evidente, que é óbvia. Pois não é assim, dizem os cientistas. Não é assim, não. É diferente! Os negros foram inferiorizados. Foram e continuam sendo postos nessa posição de inferioridade por tais e quais razões históricas. Razões que nada têm a ver com suas capacidades e aptidões inatas mas, sim, tendo que ver com certos interesses muito concretos.
RIBEIRO, Darcy. Sobre o óbvio. In: RIBEIRO, D. Ensaios insólitos. Rio de
Janeiro: Fundação Biblioteca nacional; Brasília: Ed. UnB, 2011. p. 3-4.
[Adaptado].
O automatismo permitia criar a partir do fluxo livre do pensamento, gerando produções não convencionais. Esse procedimento sustentou a ideia de “antiarte” como reação ao absurdo da Primeira Guerra Mundial.
O automatismo celebrava o irracional e o experimentalismo, e foi utilizado, principalmente, por artistas:
A estrofe abaixo, do poema épico “O Caramuru”, de Santa Rita Durão, fala da morte de Moema e serviu de inspiração para a pintura que retrata a personagem já desfalecida na areia da praia, após nadar tentando alcançar o navio de seu amado.
“Perde o lume dos olhos, pasma, e treme,
pálida a cor, o aspecto moribundo,
com mão já sem vigor, soltando o leme,
entre as falsas escumas desce ao fundo:
Mas na onda do mar, que irado freme,
tornando a aparecer desde o profundo;
ah Diogo cruel! disse com mágoa,
e sem mais vista ser, sorveu-se n’água.”
O famoso quadro “Moema”, que compõe o acervo do MASP, foi pintado por quem?
Identifique abaixo as afirmativas verdadeiras ( V ) e falsas ( F ) sobre a Arte Indígena Contemporânea (AIC) no Brasil.
( ) Teve como marco fundador a primeira exposição de Abdias Nascimento, na Galeria de Arte do Harlem, realizada em 1968, durante seu exílio nos Estados Unidos.
( ) A obra de Daiara Tukano reflete sobre colonialismo, violência, desigualdade, ecologia, direitos indígenas e a promoção de justiça aos povos originários no Brasil.
( ) Jaider Esbell defendia que a AIC ultrapassa circuitos econômicos e midiáticos, afirmando-se como um gesto de empoderamento que repensa as relações entre humanidade e ambiente.
( ) O Coletivo Mahku, no Acre, é um grupo multimídia, que une diferentes linguagens artísticas com o propósito de vender arte para comprar terras ao redor da aldeia, protegendo-as do desmatamento.
Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.
Considere a seguinte situação:
A escola propôs o desenvolvimento de um projeto interdisciplinar sobre cuidados com o meio ambiente, a fim de desenvolver a consciência ecológica dos estudantes e despertar o interesse para cuidados como reciclagem e reutilização de materiais.
Com relação a essa temática, quais entre os artistas listados a seguir abordam esses temas em seus trabalhos?
Analise as afirmativas abaixo:
1. Figurino, maquiagem, cenário, sonoplastia, iluminação e objetos de cena são elementos que constituem a linguagem teatral.
2. No Brasil, o surgimento do teatro remonta às práticas de evangelização dos jesuítas, no século XVI.
3. O teatro surgiu no Império Romano, no século X, a partir de festejos realizados em homenagens aos deuses.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
Na Base Nacional Comum Curricular (BNCC), os Objetos de Conhecimento do componente Arte são como eixos estruturantes que devem contemplar as cinco unidades temáticas a fim de orientar o processo de ensino-aprendizagem.
“Elementos da linguagem” é um desses Objetos de Conhecimento. Sobre ele, é correto afirmar que:
Identifique abaixo as afirmativas verdadeiras ( V ) e falsas ( F ) com base nas Diretrizes Curriculares Nacionais Gerais para a Educação Básica (Resolução CNE/CEB nº 4, de 13/07/2010).
( ) A Educação Especial constitui uma modalidade de ensino transversal a todos os níveis, etapas e modalidades da educação.
( ) A Educação Infantil, primeira etapa da Educação Básica, é composta pela Creche e pela Pré-Escola.
( ) O Ensino Fundamental tem duração de nove anos, com matrícula obrigatória a partir dos seis anos de idade.
( ) O Ensino Médio deve ter duração máxima de três anos.
( ) São modalidades da Educação Básica: Educação de Jovens e Adultos, Educação Especial, Educação Profissional e Tecnológica, Educação do Campo, Educação Escolar Indígena, Educação Escolar Quilombola e Educação a Distância.
Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.
O Marco Legal do Saneamento Básico no Brasil estabelece metas de universalização dos serviços de água e esgoto.
Esse marco regulatório prevê metas de ..................... de acesso à água potável e ............. de coleta e tratamento de esgoto até .................... .
Assinale a alternativa que completa corretamente as lacunas do texto.
Caxambu do Sul, localizado na Região Oeste de Santa Catarina, possui características hidrográficas próprias de sua posição geográfica.
Assinale a alternativa correta sobre a bacia hidrográfica em que o município está inserido.
A COP29, realizada em Baku, no Azerbaijão, em novembro de 2024, produziu um acordo sobre financiamento climático destinado a países em desenvolvimento.
Assinale a alternativa que descreve corretamente o resultado principal dessa conferência.