Questões de Concurso Comentadas para professor - educação infantil

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Q3828158 Pedagogia
 O planejamento de ensino envolve a organização das ações docentes. Segundo José Carlos Libâneo, o planejamento deve articular a preparação das aulas com a realidade social. Sobre os níveis de planejamento, registre V, para as afirmativas verdadeiras, e F, para as falsas:

(__) O Plano de Ensino (ou Plano de Curso) é a previsão dos objetivos e tarefas do trabalho docente para um ano ou semestre, detalhando as unidades temáticas e a sequência de conteúdos.

(__) O Plano de Aula é o detalhamento da execução de uma unidade ou tópico, onde o professor organiza os procedimentos de ensino, os recursos didáticos e a avaliação para um encontro específico.

(__) O planejamento é um ato puramente burocrático que deve ser feito apenas para entregar à coordenação pedagógica, não sendo necessário consultá-lo ou alterá-lo durante o processo de ensino.

(__) O planejamento deve possuir flexibilidade, permitindo ao professor readequar suas estratégias e conteúdos diante das necessidades e respostas apresentadas pelos alunos durante as aulas.


Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA dos itens acima, de cima para baixo: 
Alternativas
Q3828157 Pedagogia
O conceito de Recursos Educacionais Abertos (REA) é central na democratização do conhecimento na era digital. Analise as afirmativas a seguir sobre os "5 Rs" que caracterizam um REA genuíno:

I. A licença de um REA deve permitir Reter (fazer e possuir cópias), Reutilizar (usar em diversos contextos), Revisar (adaptar e modificar), Remixar (combinar com outros conteúdos) e Redistribuir (compartilhar com outros).

II. Um material disponível gratuitamente na internet é automaticamente um REA, mesmo que possua copyright tradicional "todos os direitos reservados" que impeça sua modificação ou redistribuição.


III. O uso de REA na prática pedagógica incentiva a autoria docente e discente, pois permite que professores e alunos adaptem os materiais didáticos às suas realidades locais e culturais.


Está CORRETO o que se afirma em:
Alternativas
Q3828156 Pedagogia
Henri Wallon propõe uma psicogênese da pessoa completa, integrando afetividade, movimento e inteligência. Analise as afirmativas a seguir sobre a "Lei da Alternância Funcional" no desenvolvimento infantil segundo Wallon:

I. O desenvolvimento ocorre através de uma alternância entre fases centrípetas (voltadas para a construção do eu, com predomínio da afetividade) e fases centrífugas (voltadas para o conhecimento do mundo exterior, com predomínio da inteligência).

II. O estágio sensório-motor e projetivo é caracteristicamente centrípeto, focado na introspecção e no isolamento da criança, que rejeita a exploração do espaço físico ao seu redor.

III. A afetividade e a inteligência não se desenvolvem linearmente, mas revezam-se na preponderância de cada estágio, sem que uma elimine a outra, havendo uma integração progressiva na formação da personalidade.


Está CORRETO o que se afirma em:
Alternativas
Q3828155 Pedagogia
A autonomia universitária é um princípio constitucional que abrange as dimensões didático-científica, administrativa e de gestão financeira. Acerca das faculdades das universidades quanto à contratação de pessoal estrangeiro, registre V, para as afirmativas verdadeiras, e F, para as falsas:

(__) As universidades gozam de autonomia para admitir professores, técnicos e cientistas estrangeiros, na forma da lei, visando o intercâmbio científico e tecnológico.

(__) A autonomia universitária é absoluta, permitindo à universidade descumprir a legislação trabalhista nacional ao contratar estrangeiros sem visto de trabalho.

(__) É vedada a contratação de estrangeiros para cargos de direção ou chefia de departamentos de pesquisa nas universidades públicas, sendo exclusivo para brasileiros natos.

(__) As atividades de pesquisa e extensão podem ser dissociadas do ensino caso a universidade opte por focar apenas na formação técnica de mão de obra.



Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA dos itens acima, de cima para baixo:
Alternativas
Q3828154 Pedagogia
O Plano de Carreira do Magistério estrutura a evolução funcional dos professores. Considerando os conceitos clássicos de progressão presentes na legislação educacional e no plano municipal, assinale a alternativa CORRETA sobre a Progressão por Qualificação (mudança de nível).
Alternativas
Q3828153 Pedagogia
A Lei Brasileira de Inclusão define conceitos fundamentais para a garantia da acessibilidade. Assinale a alternativa CORRETA que diferencia "Desenho Universal" de "Adaptação Razoável" segundo o Art. 3º da Lei nº 13.146/2015 − Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Estatuto da Pessoa com Deficiência).
Alternativas
Q3828152 Pedagogia
A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) define o conjunto orgânico e progressivo de aprendizagens essenciais. No contexto das competências gerais, o documento define "Competência" de maneira específica. Assinale a alternativa CORRETA que apresenta essa definição.
Alternativas
Q3828151 Pedagogia
As Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil estabelecem que as práticas pedagógicas na Educação Infantil devem ter como eixos norteadores as interações e a brincadeira. Analise as afirmativas a seguir sobre a organização do currículo e a avaliação nesta etapa:

I. A avaliação far-se-á mediante o acompanhamento e registro do desenvolvimento das crianças, sem o objetivo de promoção, mesmo para o acesso ao ensino fundamental.

II. O currículo deve ser concebido como um conjunto de experiências que promovem o desenvolvimento integral de crianças de 0 a 5 anos de idade.

III. É obrigatória a retenção de crianças na pré-escola caso não tenham atingido o nível de alfabetização necessário para o ingresso no ensino fundamental.


Está CORRETO o que se afirma em:
Alternativas
Q3828150 Pedagogia
A alteração da Lei Federal nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996 (Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional − LDB), pelas Leis Federais nº 10.639, de 9 de janeiro de 2003, e nº 11.645, de 10 de março de 2008, que dispõem sobre o ensino de História e Cultura Afro-Brasileira, Africana e dos Povos Indígenas Brasileiros, tornou obrigatório o estudo desses conteúdos na educação básica. Analise as afirmativas a seguir sobre a implementação desse conteúdo:

I. O conteúdo programático incluirá o estudo da História da África e dos Africanos, a luta dos negros e dos povos indígenas no Brasil, a cultura negra e indígena brasileira e o negro e o índio na formação da sociedade nacional.

II. Os conteúdos referentes à História e Cultura Afro-Brasileira e dos Povos Indígenas Brasileiros serão ministrados no âmbito de todo o currículo escolar, em especial nas áreas de Educação Artística e de Literatura e História Brasileiras.

III. A obrigatoriedade desses conteúdos aplica-se exclusivamente às escolas públicas, sendo facultativa para os estabelecimentos de ensino fundamental e médio particulares.


Está CORRETO o que se afirma em:
Alternativas
Q3828149 Pedagogia
 O Estatuto da Criança e do Adolescente impõe aos dirigentes de estabelecimentos de ensino fundamental a obrigação de comunicar ao Conselho Tutelar situações específicas que envolvem os alunos. Sobre essas comunicações obrigatórias, registre V, para as afirmativas verdadeiras, e F, para as falsas:

(__) Os dirigentes devem comunicar casos de maus-tratos envolvendo seus alunos, independentemente da gravidade aparente da lesão.

(__) A comunicação de reiteração de faltas injustificadas e de evasão escolar deve ser feita ao Conselho Tutelar, esgotados os recursos escolares.

(__) O dirigente escolar pode expulsar o aluno indisciplinado sem comunicar a nenhum órgão, pois possui autonomia pedagógica absoluta.

(__) A escola deve comunicar elevados níveis de repetência ao Conselho Tutelar.



Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA dos itens acima, de cima para baixo:
Alternativas
Q3828148 Pedagogia
A Constituição Federal de 1988 (CF/88) estabelece fontes de financiamento para a educação, distinguindo impostos de contribuições sociais. O Salário-Educação é uma fonte adicional de financiamento do ensino básico público. Com base no § 5º do Art. 212 da CF/88, assinale a alternativa CORRETA sobre a natureza e distribuição desse recurso.
Alternativas
Q3828147 Pedagogia
A Educação Profissional e Tecnológica (EPT) integra os diferentes níveis e modalidades de educação e articula-se com o ensino regular. Assinale a alternativa CORRETA sobre a organização dos cursos de educação profissional técnica de nível médio, conforme o Art. 36-B da Lei nº 9.394/1996 − Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) .
Alternativas
Q3828146 Administração Pública
O Plano Municipal de Educação (PME) de Riacho das Almas estabelece metas para o decênio 2015-2025. Sobre o monitoramento e a avaliação periódica do cumprimento dessas metas, assinale a alternativa CORRETA que identifica as instâncias responsáveis por esse acompanhamento.
Alternativas
Q3828145 Português
A linguagem formal, também chamada de linguagem culta, caracteriza-se pelo respeito às normas gramaticais. Apresenta-se por meio do uso da norma padrão, da pronúncia clara e precisa das palavras, da variedade e riqueza vocabular e do registro cuidadoso e erudito da língua.

Geralmente, emprega-se essa linguagem em situações que exigem formalidade ou quando não há intimidade ou descontração entre os interlocutores. Com base nisso, analise os enunciados a seguir e identifique aquele que está INCORRETO em relação à linguagem culta. 
Alternativas
Q3828144 Português
A pontuação indica, na escrita, as diferentes possibilidades de entonação da fala. Além disso, contribui para a expressão de pensamentos, emoções e significados, tornando a compreensão do texto mais precisa. Entre os sinais de pontuação, a vírgula é aquele que mais exige cuidado. Com base nisso, analise o emprego da vírgula nos enunciados a seguir:
I. O professor de matemática, durante a aula, devolveu, em silêncio, os trabalhos avaliados. II. Recife, a Veneza brasileira, se desenvolveu muito nas últimas décadas. III. Estamos, Sara, à sua espera! IV. O tapete persa, nos serviu de cama durante muitos anos.

A pontuação está CORRETA em:
Alternativas
Q3828143 Português
Por que estudo citado por 25 anos para defender agrotóxico mais usado no Brasil foi invalidado


Um estudo publicado há 25 anos que concluía que o agrotóxico glifosato não apresentava risco à saúde humana ou causava câncer foi excluído em dezembro da revista científica que o publicou, a Regulatory Toxicology and Pharmacology.

O glifosato é um agrotóxico popular em todo o mundo, incluindo Brasil e Estados Unidos. Associado especialmente à produção de soja transgênica, o herbicida contribuiu para que o Brasil se tornasse o maior produtor do grão no mundo, superando os Estados Unidos.

Em um comunicado, o atual editor-chefe da publicação, Martin van den Berg, explicou que a exclusão "baseia-se em vários problemas críticos considerados suficientes para comprometer a integridade acadêmica deste artigo e de suas conclusões".

Entre os problemas encontrados, está a participação de funcionários da empresa Monsanto, hoje comprada pela Bayer, na elaboração do artigo, além de se basear em único estudo da empresa. A Monsanto foi a principal produtora histórica do glifosato, comercializado sob a marca Roundup.

O artigo excluído, feito em 1999 e publicado em 2000, teve impacto significativo nas decisões regulatórias relacionadas ao glifosato e ao Roundup por décadas, segundo a própria revista científica.

" As preocupações tornam necessária esta retratação para preservar a integridade científica da revista", escreveu o editor van den Berg.

"A falta de clareza sobre quais partes do artigo foram redigidas por funcionários da Monsanto gera incerteza quanto à integridade das conclusões. Especificamente, o artigo afirma a ausência de carcinogenicidade associada ao glifosato ou à sua formulação técnica, o Roundup", continua.

O comunicado afirma ainda que processos na Justiça mostraram que os autores podem ter recebido compensação financeira da Monsanto pelo trabalho no artigo, o que não foi declarado.

O editor disse que entrou em contato com o único autor do artigo vivo, Gary M. Williams, para questioná-lo sobre as acusações, mas não obteve resposta.

Ao jornal New York Times, um porta-voz da Bayer afirmou que o envolvimento da Monsanto no artigo de 2000 "não chegou ao nível de autoria e foi devidamente divulgado na seção de agradecimentos".

No Brasil, em 2019, Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou resultado da sua reavaliação toxicológica do glifosato. O parecer da área técnica foi de que ele podia continuar sendo permitido no país, já que não havia evidências científicas de que ele cause câncer, mutações ou má formação em fetos.

Nos EUA, a Agência de Proteção Ambiental (EPA) ainda considera o herbicida seguro. Haverá uma reavaliação em 2026, após uma ação judicial movida por organizações ambientalistas, de segurança alimentar e de defesa de trabalhadores rurais.

A União Europeia renovou a aprovação do glifosato por mais 10 anos em novembro de 2023.

As renovações contrastam com o que concluiu a Agência Internacional para Pesquisa sobre Câncer (Iarc), parte da Organização Mundial de Saúde, em 2015. Com base em centenas de pesquisas, a agência apontou que o glifosato era "provavelmente cancerígeno" para humanos.

Em 2018, a Monsanto foi condenada pela Justiça americana a pagar US$ 289 milhões ao jardineiro Dewayne Johnson, que afirma que o câncer que teve em 2014 foi causado pelo uso de um dos agrotóxicos que contêm glifosato da empresa.

O processo foi o primeiro alegando que agrotóxicos com glifosato causam câncer a ir a julgamento.

Segundo o New York Times, desde então, a Bayer pagou mais de US$ 10 bilhões (R$ 54 bilhões) para encerrar cerca de 100 mil processos relacionados ao Roundup e enfrenta a possibilidade de novos processos.

Os acordos não incluíram admissão de responsabilidade ou irregularidade, e a Bayer continuou a vender o produto.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/clymlk6ge1ko
"A União Europeia renovou a aprovação do glifosato por mais 10 anos em novembro de 2023."
O vocábulo 'Europeia', de acordo com o Novo Acordo Ortográfico, não recebe acento. Analise os vocábulos presentes nas alternativas a seguir e identifique aquela cujo acento está INCORRETO, seja por ausência ou presença indevida.
Alternativas
Q3828142 Português
Por que estudo citado por 25 anos para defender agrotóxico mais usado no Brasil foi invalidado


Um estudo publicado há 25 anos que concluía que o agrotóxico glifosato não apresentava risco à saúde humana ou causava câncer foi excluído em dezembro da revista científica que o publicou, a Regulatory Toxicology and Pharmacology.

O glifosato é um agrotóxico popular em todo o mundo, incluindo Brasil e Estados Unidos. Associado especialmente à produção de soja transgênica, o herbicida contribuiu para que o Brasil se tornasse o maior produtor do grão no mundo, superando os Estados Unidos.

Em um comunicado, o atual editor-chefe da publicação, Martin van den Berg, explicou que a exclusão "baseia-se em vários problemas críticos considerados suficientes para comprometer a integridade acadêmica deste artigo e de suas conclusões".

Entre os problemas encontrados, está a participação de funcionários da empresa Monsanto, hoje comprada pela Bayer, na elaboração do artigo, além de se basear em único estudo da empresa. A Monsanto foi a principal produtora histórica do glifosato, comercializado sob a marca Roundup.

O artigo excluído, feito em 1999 e publicado em 2000, teve impacto significativo nas decisões regulatórias relacionadas ao glifosato e ao Roundup por décadas, segundo a própria revista científica.

" As preocupações tornam necessária esta retratação para preservar a integridade científica da revista", escreveu o editor van den Berg.

"A falta de clareza sobre quais partes do artigo foram redigidas por funcionários da Monsanto gera incerteza quanto à integridade das conclusões. Especificamente, o artigo afirma a ausência de carcinogenicidade associada ao glifosato ou à sua formulação técnica, o Roundup", continua.

O comunicado afirma ainda que processos na Justiça mostraram que os autores podem ter recebido compensação financeira da Monsanto pelo trabalho no artigo, o que não foi declarado.

O editor disse que entrou em contato com o único autor do artigo vivo, Gary M. Williams, para questioná-lo sobre as acusações, mas não obteve resposta.

Ao jornal New York Times, um porta-voz da Bayer afirmou que o envolvimento da Monsanto no artigo de 2000 "não chegou ao nível de autoria e foi devidamente divulgado na seção de agradecimentos".

No Brasil, em 2019, Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou resultado da sua reavaliação toxicológica do glifosato. O parecer da área técnica foi de que ele podia continuar sendo permitido no país, já que não havia evidências científicas de que ele cause câncer, mutações ou má formação em fetos.

Nos EUA, a Agência de Proteção Ambiental (EPA) ainda considera o herbicida seguro. Haverá uma reavaliação em 2026, após uma ação judicial movida por organizações ambientalistas, de segurança alimentar e de defesa de trabalhadores rurais.

A União Europeia renovou a aprovação do glifosato por mais 10 anos em novembro de 2023.

As renovações contrastam com o que concluiu a Agência Internacional para Pesquisa sobre Câncer (Iarc), parte da Organização Mundial de Saúde, em 2015. Com base em centenas de pesquisas, a agência apontou que o glifosato era "provavelmente cancerígeno" para humanos.

Em 2018, a Monsanto foi condenada pela Justiça americana a pagar US$ 289 milhões ao jardineiro Dewayne Johnson, que afirma que o câncer que teve em 2014 foi causado pelo uso de um dos agrotóxicos que contêm glifosato da empresa.

O processo foi o primeiro alegando que agrotóxicos com glifosato causam câncer a ir a julgamento.

Segundo o New York Times, desde então, a Bayer pagou mais de US$ 10 bilhões (R$ 54 bilhões) para encerrar cerca de 100 mil processos relacionados ao Roundup e enfrenta a possibilidade de novos processos.

Os acordos não incluíram admissão de responsabilidade ou irregularidade, e a Bayer continuou a vender o produto.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/clymlk6ge1ko
"As preocupações tornam necessária esta retratação para preservar a integridade científica da revista."
Considerando o significado das palavras empregadas no trecho, identifique a alternativa INCORRETA.
Alternativas
Q3828141 Português
Por que estudo citado por 25 anos para defender agrotóxico mais usado no Brasil foi invalidado


Um estudo publicado há 25 anos que concluía que o agrotóxico glifosato não apresentava risco à saúde humana ou causava câncer foi excluído em dezembro da revista científica que o publicou, a Regulatory Toxicology and Pharmacology.

O glifosato é um agrotóxico popular em todo o mundo, incluindo Brasil e Estados Unidos. Associado especialmente à produção de soja transgênica, o herbicida contribuiu para que o Brasil se tornasse o maior produtor do grão no mundo, superando os Estados Unidos.

Em um comunicado, o atual editor-chefe da publicação, Martin van den Berg, explicou que a exclusão "baseia-se em vários problemas críticos considerados suficientes para comprometer a integridade acadêmica deste artigo e de suas conclusões".

Entre os problemas encontrados, está a participação de funcionários da empresa Monsanto, hoje comprada pela Bayer, na elaboração do artigo, além de se basear em único estudo da empresa. A Monsanto foi a principal produtora histórica do glifosato, comercializado sob a marca Roundup.

O artigo excluído, feito em 1999 e publicado em 2000, teve impacto significativo nas decisões regulatórias relacionadas ao glifosato e ao Roundup por décadas, segundo a própria revista científica.

" As preocupações tornam necessária esta retratação para preservar a integridade científica da revista", escreveu o editor van den Berg.

"A falta de clareza sobre quais partes do artigo foram redigidas por funcionários da Monsanto gera incerteza quanto à integridade das conclusões. Especificamente, o artigo afirma a ausência de carcinogenicidade associada ao glifosato ou à sua formulação técnica, o Roundup", continua.

O comunicado afirma ainda que processos na Justiça mostraram que os autores podem ter recebido compensação financeira da Monsanto pelo trabalho no artigo, o que não foi declarado.

O editor disse que entrou em contato com o único autor do artigo vivo, Gary M. Williams, para questioná-lo sobre as acusações, mas não obteve resposta.

Ao jornal New York Times, um porta-voz da Bayer afirmou que o envolvimento da Monsanto no artigo de 2000 "não chegou ao nível de autoria e foi devidamente divulgado na seção de agradecimentos".

No Brasil, em 2019, Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou resultado da sua reavaliação toxicológica do glifosato. O parecer da área técnica foi de que ele podia continuar sendo permitido no país, já que não havia evidências científicas de que ele cause câncer, mutações ou má formação em fetos.

Nos EUA, a Agência de Proteção Ambiental (EPA) ainda considera o herbicida seguro. Haverá uma reavaliação em 2026, após uma ação judicial movida por organizações ambientalistas, de segurança alimentar e de defesa de trabalhadores rurais.

A União Europeia renovou a aprovação do glifosato por mais 10 anos em novembro de 2023.

As renovações contrastam com o que concluiu a Agência Internacional para Pesquisa sobre Câncer (Iarc), parte da Organização Mundial de Saúde, em 2015. Com base em centenas de pesquisas, a agência apontou que o glifosato era "provavelmente cancerígeno" para humanos.

Em 2018, a Monsanto foi condenada pela Justiça americana a pagar US$ 289 milhões ao jardineiro Dewayne Johnson, que afirma que o câncer que teve em 2014 foi causado pelo uso de um dos agrotóxicos que contêm glifosato da empresa.

O processo foi o primeiro alegando que agrotóxicos com glifosato causam câncer a ir a julgamento.

Segundo o New York Times, desde então, a Bayer pagou mais de US$ 10 bilhões (R$ 54 bilhões) para encerrar cerca de 100 mil processos relacionados ao Roundup e enfrenta a possibilidade de novos processos.

Os acordos não incluíram admissão de responsabilidade ou irregularidade, e a Bayer continuou a vender o produto.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/clymlk6ge1ko
"Associado especialmente à produção de soja transgênica, o herbicida contribuiu para que o Brasil se tornasse o maior produtor do grão no mundo, superando os Estados Unidos."
Quanto ao sinal indicativo de crase em 'à produção', identifique a afirmativa CORRETA.
Alternativas
Q3828140 Português
Por que estudo citado por 25 anos para defender agrotóxico mais usado no Brasil foi invalidado


Um estudo publicado há 25 anos que concluía que o agrotóxico glifosato não apresentava risco à saúde humana ou causava câncer foi excluído em dezembro da revista científica que o publicou, a Regulatory Toxicology and Pharmacology.

O glifosato é um agrotóxico popular em todo o mundo, incluindo Brasil e Estados Unidos. Associado especialmente à produção de soja transgênica, o herbicida contribuiu para que o Brasil se tornasse o maior produtor do grão no mundo, superando os Estados Unidos.

Em um comunicado, o atual editor-chefe da publicação, Martin van den Berg, explicou que a exclusão "baseia-se em vários problemas críticos considerados suficientes para comprometer a integridade acadêmica deste artigo e de suas conclusões".

Entre os problemas encontrados, está a participação de funcionários da empresa Monsanto, hoje comprada pela Bayer, na elaboração do artigo, além de se basear em único estudo da empresa. A Monsanto foi a principal produtora histórica do glifosato, comercializado sob a marca Roundup.

O artigo excluído, feito em 1999 e publicado em 2000, teve impacto significativo nas decisões regulatórias relacionadas ao glifosato e ao Roundup por décadas, segundo a própria revista científica.

" As preocupações tornam necessária esta retratação para preservar a integridade científica da revista", escreveu o editor van den Berg.

"A falta de clareza sobre quais partes do artigo foram redigidas por funcionários da Monsanto gera incerteza quanto à integridade das conclusões. Especificamente, o artigo afirma a ausência de carcinogenicidade associada ao glifosato ou à sua formulação técnica, o Roundup", continua.

O comunicado afirma ainda que processos na Justiça mostraram que os autores podem ter recebido compensação financeira da Monsanto pelo trabalho no artigo, o que não foi declarado.

O editor disse que entrou em contato com o único autor do artigo vivo, Gary M. Williams, para questioná-lo sobre as acusações, mas não obteve resposta.

Ao jornal New York Times, um porta-voz da Bayer afirmou que o envolvimento da Monsanto no artigo de 2000 "não chegou ao nível de autoria e foi devidamente divulgado na seção de agradecimentos".

No Brasil, em 2019, Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou resultado da sua reavaliação toxicológica do glifosato. O parecer da área técnica foi de que ele podia continuar sendo permitido no país, já que não havia evidências científicas de que ele cause câncer, mutações ou má formação em fetos.

Nos EUA, a Agência de Proteção Ambiental (EPA) ainda considera o herbicida seguro. Haverá uma reavaliação em 2026, após uma ação judicial movida por organizações ambientalistas, de segurança alimentar e de defesa de trabalhadores rurais.

A União Europeia renovou a aprovação do glifosato por mais 10 anos em novembro de 2023.

As renovações contrastam com o que concluiu a Agência Internacional para Pesquisa sobre Câncer (Iarc), parte da Organização Mundial de Saúde, em 2015. Com base em centenas de pesquisas, a agência apontou que o glifosato era "provavelmente cancerígeno" para humanos.

Em 2018, a Monsanto foi condenada pela Justiça americana a pagar US$ 289 milhões ao jardineiro Dewayne Johnson, que afirma que o câncer que teve em 2014 foi causado pelo uso de um dos agrotóxicos que contêm glifosato da empresa.

O processo foi o primeiro alegando que agrotóxicos com glifosato causam câncer a ir a julgamento.

Segundo o New York Times, desde então, a Bayer pagou mais de US$ 10 bilhões (R$ 54 bilhões) para encerrar cerca de 100 mil processos relacionados ao Roundup e enfrenta a possibilidade de novos processos.

Os acordos não incluíram admissão de responsabilidade ou irregularidade, e a Bayer continuou a vender o produto.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/clymlk6ge1ko
"Um estudo publicado há 25 anos que concluía que o agrotóxico glifosato não apresentava risco à saúde humana ou causava câncer foi excluído em dezembro da revista científica que o publicou, a Regulatory Toxicology and Pharmacology."
Considerando o texto-base sobre esse estudo, identifique a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q3828139 Português
Por que estudo citado por 25 anos para defender agrotóxico mais usado no Brasil foi invalidado


Um estudo publicado há 25 anos que concluía que o agrotóxico glifosato não apresentava risco à saúde humana ou causava câncer foi excluído em dezembro da revista científica que o publicou, a Regulatory Toxicology and Pharmacology.

O glifosato é um agrotóxico popular em todo o mundo, incluindo Brasil e Estados Unidos. Associado especialmente à produção de soja transgênica, o herbicida contribuiu para que o Brasil se tornasse o maior produtor do grão no mundo, superando os Estados Unidos.

Em um comunicado, o atual editor-chefe da publicação, Martin van den Berg, explicou que a exclusão "baseia-se em vários problemas críticos considerados suficientes para comprometer a integridade acadêmica deste artigo e de suas conclusões".

Entre os problemas encontrados, está a participação de funcionários da empresa Monsanto, hoje comprada pela Bayer, na elaboração do artigo, além de se basear em único estudo da empresa. A Monsanto foi a principal produtora histórica do glifosato, comercializado sob a marca Roundup.

O artigo excluído, feito em 1999 e publicado em 2000, teve impacto significativo nas decisões regulatórias relacionadas ao glifosato e ao Roundup por décadas, segundo a própria revista científica.

" As preocupações tornam necessária esta retratação para preservar a integridade científica da revista", escreveu o editor van den Berg.

"A falta de clareza sobre quais partes do artigo foram redigidas por funcionários da Monsanto gera incerteza quanto à integridade das conclusões. Especificamente, o artigo afirma a ausência de carcinogenicidade associada ao glifosato ou à sua formulação técnica, o Roundup", continua.

O comunicado afirma ainda que processos na Justiça mostraram que os autores podem ter recebido compensação financeira da Monsanto pelo trabalho no artigo, o que não foi declarado.

O editor disse que entrou em contato com o único autor do artigo vivo, Gary M. Williams, para questioná-lo sobre as acusações, mas não obteve resposta.

Ao jornal New York Times, um porta-voz da Bayer afirmou que o envolvimento da Monsanto no artigo de 2000 "não chegou ao nível de autoria e foi devidamente divulgado na seção de agradecimentos".

No Brasil, em 2019, Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou resultado da sua reavaliação toxicológica do glifosato. O parecer da área técnica foi de que ele podia continuar sendo permitido no país, já que não havia evidências científicas de que ele cause câncer, mutações ou má formação em fetos.

Nos EUA, a Agência de Proteção Ambiental (EPA) ainda considera o herbicida seguro. Haverá uma reavaliação em 2026, após uma ação judicial movida por organizações ambientalistas, de segurança alimentar e de defesa de trabalhadores rurais.

A União Europeia renovou a aprovação do glifosato por mais 10 anos em novembro de 2023.

As renovações contrastam com o que concluiu a Agência Internacional para Pesquisa sobre Câncer (Iarc), parte da Organização Mundial de Saúde, em 2015. Com base em centenas de pesquisas, a agência apontou que o glifosato era "provavelmente cancerígeno" para humanos.

Em 2018, a Monsanto foi condenada pela Justiça americana a pagar US$ 289 milhões ao jardineiro Dewayne Johnson, que afirma que o câncer que teve em 2014 foi causado pelo uso de um dos agrotóxicos que contêm glifosato da empresa.

O processo foi o primeiro alegando que agrotóxicos com glifosato causam câncer a ir a julgamento.

Segundo o New York Times, desde então, a Bayer pagou mais de US$ 10 bilhões (R$ 54 bilhões) para encerrar cerca de 100 mil processos relacionados ao Roundup e enfrenta a possibilidade de novos processos.

Os acordos não incluíram admissão de responsabilidade ou irregularidade, e a Bayer continuou a vender o produto.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/clymlk6ge1ko
"Os acordos não incluíram admissão de responsabilidade ou irregularidade, e a Bayer continuou a vender o produto."
Identifique a alternativa que classifica CORRETAMENTE o tempo e o modo do verbo 'incluir', utilizado no  trecho.
Alternativas
Respostas
1421: D
1422: B
1423: C
1424: A
1425: C
1426: B
1427: A
1428: A
1429: C
1430: C
1431: D
1432: B
1433: B
1434: A
1435: A
1436: D
1437: D
1438: A
1439: C
1440: A