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Q34791 Português
O heroísmo é um dos últimos enigmas do comportamento
humano. Quando se trata de entendê-lo por meio de
explicações racionais, é tão incompreensível quanto sua gêmea
maligna, a brutalidade.
Os psicopatas são mais transparentes do que os heróis.
Pelo menos já descobrimos o que os torna perigosos: sua
incapacidade de sentir qualquer empatia pelos outros. Já o
heroísmo extremo é de difícil explicação científica. Trata-se de
um impulso ilógico que desafia a biologia, a psicologia e o bom
senso. Charles Darwin tinha dificuldades em explicar a ideia de
se expor para salvar a vida de um estranho. "Aquele disposto a
sacrificar a sua vida, como muitos selvagens o fazem, em vez
de trair seus companheiros, frequentemente não deixa
descendentes para herdar sua nobre natureza", observou ele,
que consequentemente não conseguia encaixar o heroísmo na
teoria da sobrevivência do mais forte.
Morrer pelos próprios filhos? Perfeitamente lógico. De
acordo com Darwin, nossa única razão de existir é passar
nossos genes para a próxima geração. Mas, e morrer pelos
outros? Contraproducente. Afinal, não importa quantos heróis
fossem gerados, bastaria uma besta egoísta atleticamente
sexual para minar toda a linhagem heroica. Os filhos dos
egoístas se multiplicariam, enquanto os filhos dos super-heróis
que seguissem o exemplo do superpai se sacrificariam até à
extinção. Não é difícil de entender por que o comportamento
heroico é raro.
Então, se todas as forças evolutivas e consequências
desvantajosas conspiram contra o heroísmo, por que tal comportamento
existe? Segundo o biólogo Lee Dugatkin, o heroísmo,
uma forma de altruísmo, provavelmente data da época em
que vivíamos em tribos nômades, onde as pessoas tinham entre
si alguma conexão familiar. Ao praticar um ato heroico, elas
estariam salvando uma parte de seu material genético.
Estamos cercados de situações que banalizam o mal.
Segundo Hannah Arendt, teórica política alemã, a brutalidade é
disseminada. Gostamos de pensar que a linha entre o bem e o
mal é impermeável, que as pessoas que cometem atrocidades
estão no lado mau, nós no lado bom, e que jamais cruzaremos
a fronteira. Para banalizar o bem, entretanto, precisamos
construir circunstâncias contrárias àquelas que insidiosamente
nos corrompem: uma sociedade detentora de sistemas que
permitam a contestação, a crítica e a verdade. Quem sabe
assim não precisaremos de super-heróis para garantir direitos
básicos de cidadania.
(Andrea Kauffmann Zeh, O Estado de S. Paulo, Aliás, J7, 21 de
junho de 2009, com adaptações)
Conclui-se corretamente do texto que
Alternativas
Q34790 Português
O heroísmo é um dos últimos enigmas do comportamento
humano. Quando se trata de entendê-lo por meio de
explicações racionais, é tão incompreensível quanto sua gêmea
maligna, a brutalidade.
Os psicopatas são mais transparentes do que os heróis.
Pelo menos já descobrimos o que os torna perigosos: sua
incapacidade de sentir qualquer empatia pelos outros. Já o
heroísmo extremo é de difícil explicação científica. Trata-se de
um impulso ilógico que desafia a biologia, a psicologia e o bom
senso. Charles Darwin tinha dificuldades em explicar a ideia de
se expor para salvar a vida de um estranho. "Aquele disposto a
sacrificar a sua vida, como muitos selvagens o fazem, em vez
de trair seus companheiros, frequentemente não deixa
descendentes para herdar sua nobre natureza", observou ele,
que consequentemente não conseguia encaixar o heroísmo na
teoria da sobrevivência do mais forte.
Morrer pelos próprios filhos? Perfeitamente lógico. De
acordo com Darwin, nossa única razão de existir é passar
nossos genes para a próxima geração. Mas, e morrer pelos
outros? Contraproducente. Afinal, não importa quantos heróis
fossem gerados, bastaria uma besta egoísta atleticamente
sexual para minar toda a linhagem heroica. Os filhos dos
egoístas se multiplicariam, enquanto os filhos dos super-heróis
que seguissem o exemplo do superpai se sacrificariam até à
extinção. Não é difícil de entender por que o comportamento
heroico é raro.
Então, se todas as forças evolutivas e consequências
desvantajosas conspiram contra o heroísmo, por que tal comportamento
existe? Segundo o biólogo Lee Dugatkin, o heroísmo,
uma forma de altruísmo, provavelmente data da época em
que vivíamos em tribos nômades, onde as pessoas tinham entre
si alguma conexão familiar. Ao praticar um ato heroico, elas
estariam salvando uma parte de seu material genético.
Estamos cercados de situações que banalizam o mal.
Segundo Hannah Arendt, teórica política alemã, a brutalidade é
disseminada. Gostamos de pensar que a linha entre o bem e o
mal é impermeável, que as pessoas que cometem atrocidades
estão no lado mau, nós no lado bom, e que jamais cruzaremos
a fronteira. Para banalizar o bem, entretanto, precisamos
construir circunstâncias contrárias àquelas que insidiosamente
nos corrompem: uma sociedade detentora de sistemas que
permitam a contestação, a crítica e a verdade. Quem sabe
assim não precisaremos de super-heróis para garantir direitos
básicos de cidadania.
(Andrea Kauffmann Zeh, O Estado de S. Paulo, Aliás, J7, 21 de
junho de 2009, com adaptações)
O texto permite afirmar, corretamente, que
Alternativas
Q34789 Português
O heroísmo é um dos últimos enigmas do comportamento
humano. Quando se trata de entendê-lo por meio de
explicações racionais, é tão incompreensível quanto sua gêmea
maligna, a brutalidade.
Os psicopatas são mais transparentes do que os heróis.
Pelo menos já descobrimos o que os torna perigosos: sua
incapacidade de sentir qualquer empatia pelos outros. Já o
heroísmo extremo é de difícil explicação científica. Trata-se de
um impulso ilógico que desafia a biologia, a psicologia e o bom
senso. Charles Darwin tinha dificuldades em explicar a ideia de
se expor para salvar a vida de um estranho. "Aquele disposto a
sacrificar a sua vida, como muitos selvagens o fazem, em vez
de trair seus companheiros, frequentemente não deixa
descendentes para herdar sua nobre natureza", observou ele,
que consequentemente não conseguia encaixar o heroísmo na
teoria da sobrevivência do mais forte.
Morrer pelos próprios filhos? Perfeitamente lógico. De
acordo com Darwin, nossa única razão de existir é passar
nossos genes para a próxima geração. Mas, e morrer pelos
outros? Contraproducente. Afinal, não importa quantos heróis
fossem gerados, bastaria uma besta egoísta atleticamente
sexual para minar toda a linhagem heroica. Os filhos dos
egoístas se multiplicariam, enquanto os filhos dos super-heróis
que seguissem o exemplo do superpai se sacrificariam até à
extinção. Não é difícil de entender por que o comportamento
heroico é raro.
Então, se todas as forças evolutivas e consequências
desvantajosas conspiram contra o heroísmo, por que tal comportamento
existe? Segundo o biólogo Lee Dugatkin, o heroísmo,
uma forma de altruísmo, provavelmente data da época em
que vivíamos em tribos nômades, onde as pessoas tinham entre
si alguma conexão familiar. Ao praticar um ato heroico, elas
estariam salvando uma parte de seu material genético.
Estamos cercados de situações que banalizam o mal.
Segundo Hannah Arendt, teórica política alemã, a brutalidade é
disseminada. Gostamos de pensar que a linha entre o bem e o
mal é impermeável, que as pessoas que cometem atrocidades
estão no lado mau, nós no lado bom, e que jamais cruzaremos
a fronteira. Para banalizar o bem, entretanto, precisamos
construir circunstâncias contrárias àquelas que insidiosamente
nos corrompem: uma sociedade detentora de sistemas que
permitam a contestação, a crítica e a verdade. Quem sabe
assim não precisaremos de super-heróis para garantir direitos
básicos de cidadania.
(Andrea Kauffmann Zeh, O Estado de S. Paulo, Aliás, J7, 21 de
junho de 2009, com adaptações)
Justifica-se a primeira afirmativa do texto porque
Alternativas
Q34788 Direito Constitucional
São sistemas de governo:
Alternativas
Q34787 Sociologia
Considere as proposições abaixo.

I. A capacidade de adoção de novas medidas é constrangida pelos resultados das decisões passadas.

II. Em cada ciclo decisório são consideradas como opções políticas apenas as alternativas que não diferem significativamente das políticas existentes.

III. O pluralismo do processo decisório é garantido pelas estratégias de negociação e de ajuste mútuo entre os atores envolvidos.

O modelo de análise de políticas públicas que corresponde à essas três afirmativas é:
Alternativas
Q34785 Sociologia
A política eleitoral constitui o mecanismo pelo qual o indivíduo, enquanto cidadão, pode reivindicar seu direito a bens e serviços. Embora como produtores imediatos os trabalhadores não tenham direito legal ao produto, como cidadãos podem obter tal direito via sistema político. Ademais, novamente como cidadãos e não como produtores imediatos, podem intervir na própria organização da produção e na alocação dos lucros.

(Adam Przeworsky. Capitalismo e Social-democracia, 1989, p. 24)

Neste trecho, o autor interpreta que
Alternativas
Q34784 Sociologia
A chamada "escola sociológica de Chicago" se constitui como uma tradição de pesquisa na sociologia norte-americana na primeira metade do século XX. Considere as seguintes proposições:

I. O crescimento da estrutura urbana nas cidades apresenta dois padrões: o central e o axial.

II. A moderna cidade industrial pode ser caracterizada como um mecanismo psicofísico dotado concomitantemente de uma ordem moral e de uma estrutura física.

III. Uma das características típicas da moderna cidade industrial é a mobilidade propiciada aos indivíduos ou grupos, seja compreendida como locomoção espacial, seja como mobilidade vertical na ordem social.

É correto o que se afirma em
Alternativas
Q34783 Sociologia
Um dos objetivos centrais da obra de Pierre Bourdieu (1930-2002) é o estabelecimento dos fundamentos teóricos e epistemológicos da sociologia como ciência empírica. Nesse sentido, no livro O ofício do sociólogo, escrito em parceria com Jean-Claude Chamboredon e Jean Claude Passeron, admite como técnicas de ruptura com o saber imediato do senso comum:
Alternativas
Q34782 Sociologia
Entre os requisitos necessários para o funcionamento da poliarquia, Robert Dahl estabelece a presença de algumas garantias institucionais, tais como:
Alternativas
Q34781 Sociologia
Bronislaw Malinowski (1884-1942), autor de obras como Os Argonautas do Pacífico Ocidental e Crime e costume na sociedade selvagem, pode ser considerado um dos fundadores da moderna Antropologia Social britânica. A respeito de sua teoria funcionalista é possível afirmar que
Alternativas
Q34780 Sociologia
Na definição operacional de variáveis empíricas de pesquisa social é necessário
Alternativas
Q34779 Sociologia
O economista brasileiro Celso Furtado (1920-2004) introduziu uma importante inovação no debate sobre o subdesenvolvimento em meados do século XX, ao caracterizá-lo como uma formação histórica autônoma em vez de uma etapa necessária para a consecução do desenvolvimento capitalista. Constituem dimensões nucleares de sua definição de subdesenvolvimento:
Alternativas
Q34778 Sociologia
Aaron Cicourel, Harold Garfinkel e Georg Simmel são autores representativos, respectivamente, das seguintes correntes de teoria sociológica:
Alternativas
Q34776 Sociologia
Consiste a se observar observando, a observar o observador em seu trabalho de observação ou de transcrição de suas observações, por um retorno sobre a experiência do campo, sobre a relação com os informantes.

O trecho acima se refere ao seguinte instrumental de pesquisa:
Alternativas
Q34775 Sociologia
No que se refere ao espaço urbano, segundo o paradigma estrutural-funcional marxista, é correto afirmar:
Alternativas
Q34774 Sociologia
Historicamente, o processo de ampliação da cidadania produziu a incorporação progressiva de diferentes segmentos populacionais à igualdade formal e a expansão da codificação de direitos nas instituições dos estados nacionais. De acordo com essa perspectiva, o conceito de cidadania incluiu sucessivamente:
Alternativas
Q34773 Sociologia
Em relação à sociologia do conhecimento presente em Marx, Weber e Durkheim, a associação adequada entre, de um lado, a forma de entendimento do mundo empírico (princípio de realidade) e a sua transposição para o modelo conceitual (princípio de conhecimento) é:
Alternativas
Q34772 Sociologia
Na pesquisa científica são geralmente utilizados dois tipos de raciocínio. O primeiro decompõe a realidade a fim de descobrir seus elementos formadores. O outro a reconstrói sob uma nova forma, a partir desses elementos descobertos, proporcionando assim uma visão de conjunto. Tais operações são, respectivamente:
Alternativas
Q34771 Sociologia
Quando analisa a mercadoria, Karl Marx enfatiza o duplo caráter do trabalho nela materializado, considerando-o em sua relação com o valor de uso e com o valor de troca. As categorias do trabalho estão respectivamente relacionadas com essas duas formas do valor:
Alternativas
Q34770 Sociologia
Segundo Max Weber, a luta pela apropriação diferencial dos bens em uma dada sociedade pode ser caracterizada a partir de três dimensões. Correlacione corretamente a dimensão ao seu conceito:
Alternativas
Respostas
2081: E
2082: B
2083: C
2084: A
2085: E
2086: A
2087: E
2088: B
2089: C
2090: D
2091: B
2092: C
2093: B
2094: C
2095: D
2096: C
2097: D
2098: E
2099: A
2100: C