Questões de Concurso Comentadas para prefeitura de itapema - sc

Foram encontradas 1.319 questões

Resolva questões gratuitamente!

Junte-se a mais de 4 milhões de concurseiros!

Q3809318 Português
Uma nova pesquisa Ipsos-Ipec, realizada a pedido do Centro de Informações sobre Saúde e Álcool (CISA), confirma um movimento que já aparecia no comportamento cotidiano de milhões de brasileiros: 64% dos adultos afirmaram não beber em 2025, um avanço expressivo em relação aos 55% registrados em 2023. Entre os mais jovens, a mudança é ainda mais acentuada. A abstinência passou de 46% para 64% entre pessoas de 18 a 24 anos e de 47% para 61% no grupo de 25 a 34 anos.

Esses números ajudam a explicar histórias como a de Gabrielle Ribeiro, que aos 23 anos decidiu parar de consumir bebidas alcoólicas. Reuniu todas as garrafas que tinha em casa e as colocou dentro de um saco de lixo. A influenciadora digital trocou as festas por noites de sono, os dias de ressaca por trilhas matinais e os copos de drinks por suplementos. Perdeu 16 quilos, passou a economizar até R$ 300 por semana e, de quebra, conquistou milhares de seguidores ao compartilhar a sua história nas redes sociais.

"Parar de beber foi a melhor coisa que eu fiz por mim. É mais interessante acordar no domingo e postar foto de uma medalha de corrida do que ficar com aquela ressaca moral", conta.

Gabrielle não está sozinha na decisão de não ingerir bebidas alcoólicas. Rayane Moreira, que afirma nunca ter se identificado com o álcool, diz que cresceu vendo os conflitos que a bebida causava em casa. "Como é que eu vou beber para espairecer e trazer problemas para dentro de casa?", questionava ainda na adolescência. Mesmo depois de deixar a religião que proibia o consumo, ela manteve a decisão de não beber. Hoje, em encontros sociais, prefere sucos, água ou drinks sem álcool — os chamados mocktails.

Histórias como as de Rayane e Gabrielle mostram um comportamento que tem sido mais frequente em gerações mais novas — e que tem mexido no mercado: os brasileiros estão bebendo menos e, quando bebem, consomem com mais critério. [...] Entre os motivos apontados pelos jovens para reduzir o consumo, aparecem frases como: "Estou gastando muito dinheiro" e "Menos gasto com bebidas". Além disso, a geração Z tem menor renda disponível, o que influencia diretamente a frequência e o volume de consumo.

Crise ou oportunidade?

De maneira geral, a mudança no comportamento dos consumidores não necessariamente representa uma ameaça à indústria de bebidas, mas sim uma reconfiguração do mercado, impulsionada por consumidores mais exigentes, moderados e abertos à experimentação.

Dados da Nielsen, por exemplo, indicam que o segmento de cervejas sem álcool é o que mais cresce no país, com desempenho anual três vezes superior ao das cervejas tradicionais. Mesmo entre quem ainda consome álcool, há sinais de mudança: 41% dos entrevistados disseram ter alterado a frequência de consumo no último ano, e 43% pretendem reduzir ainda mais, motivados principalmente por saúde e questões econômicas [...]

Outro indicativo importante da mudança no perfil de consumo é a prática que ficou conhecida como "zebra stripe" — que é quando o consumidor alterna entre bebidas com e sem álcool. A prática, segundo especialistas, tem ganhado força no mercado, especialmente entre os jovens.

"A pessoa vai intercalando e, no final da noite, tomou seis cervejas, mas só três tinham álcool (...) isso permite prolongar o tempo de consumo sem perder o controle, reforçando a ideia de equilíbrio, que não significa restrição total, mas moderação consciente", explica o diretor de estratégia da Ambev, Gustavo Castro.

[...]

"Não é porque ele é um drink não alcoólico que ele tem que ser um negócio doce de grudar o paladar. Paladar infantil e não alcoólico não são a mesma coisa", pontua Maurício Porto, proprietário do bar Caledonia. A proposta é criar bebidas que sejam gostosas e complexas por si só, sem a pretensão de imitar os alcoólicos. [...] Maurício vê essa transformação como parte de um movimento maior, em que o beber se torna um hobby. "Você não tá bebendo pra ficar doidão. Você tá bebendo pra entender um negócio, pra descobrir", resume.


(Rafaela Zem. Disponível em: https://g1.globo.com/empreendedorismo/noticia/2025/11/16/consumo-al cool-brasil-pesquisa-impactos.ghtml. Acesso em 16 nov. 2025. Adaptado.)
Os textos são marcados sócio-historicamente, visto que estão diretamente relacionados às diferentes situações sociais, as quais determinam o gênero mais adequado para a comunicação, com características composicionais próprias, com enfoque temático específico, linguagem coerente com o projeto de texto. Nesse sentido, os gêneros textuais não são engessados, apresentando características próprias, mas com certa fluidez.
A respeito do texto em análise, é correto afirmar que ele é: 
Alternativas
Q3809316 Gestão de Pessoas
Durante a implementação de um novo sistema digital em órgão municipal, conflitos emergiram entre servidores experientes e recém-contratados. Os primeiros alegavam perda de autonomia; os segundos, falta de abertura para propor melhorias. Considerando os princípios de relações interpessoais e gerenciamento de divergências, a intervenção mais consistente é: 
Alternativas
Q3809315 Pedagogia

Considerando os princípios do desenvolvimento e da aprendizagem apresentados por Vygotsky (2007) em "A formação social da mente", analise as assertivas a seguir acerca da prática pedagógica:



I. O aprendizado ocorre inicialmente no plano social, por meio da interação com o outro, para depois ser internalizado pelo indivíduo, constituindo os processos psicológicos superiores.


II. Para Vygotsky, a prática pedagógica deve centrar-se exclusivamente no desenvolvimento espontâneo do estudante, evitando intervenções intencionais do professor, que podem limitar sua autonomia cognitiva.


III. A Zona de Desenvolvimento Proximal (ZDP) orienta o trabalho docente ao indicar que o estudante pode realizar determinadas tarefas com apoio de um adulto ou par mais experiente, sendo esse suporte um elemento essencial do processo educativo.



Com base nas contribuições de Vygotsky, é correto o que se afirma em: 

Alternativas
Q3809314 Pedagogia

De acordo com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei n.º 9.394/1996), as Diretrizes Curriculares Nacionais da Educação Básica e os documentos orientadores da prática pedagógica, analise as assertivas a seguir acerca das atribuições do Coordenador Pedagógico:



I. Compete ao Coordenador Pedagógico assegurar a articulação entre professores, estudantes, famílias e comunidade, favorecendo a formação integral do estudante e o fortalecimento das práticas de participação e cidadania.


II. O Coordenador Pedagógico deve limitar sua atuação a tarefas burocráticas e administrativas, sem envolvimento direto com os processos de planejamento, acompanhamento e avaliação pedagógica.


III. É responsabilidade do Coordenador Pedagógico participar da elaboração, implementação e monitoramento do Projeto Político-Pedagógico, promovendo práticas pedagógicas inclusivas, colaborativas e equitativas.



Com base na legislação e nos documentos orientadores mencionados, é correto o que se afirma em:

Alternativas
Q3809313 Pedagogia
O Decreto n.º 12.686, de 20 de outubro de 2025, que estabelece diretrizes nacionais para a promoção da educação inclusiva no Brasil, reforça o compromisso do Estado com a garantia do atendimento educacional especializado, da acessibilidade e da participação plena de todos os estudantes, independentemente de suas condições. Considerando os princípios presentes nesse decreto, assinale a alternativa que está de acordo com suas diretrizes:
Alternativas
Q3809312 Pedagogia
As teorias interacionistas, socioconstrutivistas e histórico-culturais da aprendizagem oferecem fundamentos essenciais para compreender como o sujeito aprende e, consequentemente, para orientar práticas pedagógicas mais coerentes com os processos cognitivos, afetivos e sociais dos estudantes. Nessa perspectiva, é correto afirmar que:
Alternativas
Q3809311 Pedagogia

Com base nas funções e competências do coordenador pedagógico, analise as afirmativas a seguir e registre V, para verdadeiras, e F, para falsas:



(__) Cabe ao coordenador pedagógico promover a articulação entre os professores, estimulando práticas colaborativas e reflexivas voltadas para a melhoria da aprendizagem dos estudantes.


(__) Uma das atribuições do coordenador pedagógico é fiscalizar o cumprimento estrito dos planejamentos docentes, intervindo para garantir a padronização das práticas pedagógicas na escola.


(__) O coordenador pedagógico atua como mediador dos processos formativos, organizando ações de formação continuada coerentes com as necessidades identificadas na prática escolar.


(__) A função do coordenador pedagógico restringe-se ao acompanhamento dos resultados da avaliação externa, sem envolver-se na dinâmica cotidiana do trabalho pedagógico da escola.



Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta: 

Alternativas
Q3809310 Pedagogia

Em formação continuada promovida pela Secretaria de Educação, professores debatem sobre o conceito de competência profissional docente e sua relação com a qualidade do ensino. Uma coordenadora pedagógica afirma que o professor competente é aquele que articula consistentemente as diferentes dimensões do processo de ensino e aprendizagem. Considerando essa perspectiva, analise as afirmativas apresentadas a seguir:



I. A dimensão técnica relaciona-se ao planejamento didático, aos objetivos, métodos, conteúdos e avaliação, tendo como núcleo de preocupações a organização das condições que propiciem a aprendizagem.


II. A dimensão ética é responsável pela mediação e vinculação dos elementos técnicos, humanos, políticos e estéticos, lidando com a liberdade, a escolha de valores e o compromisso moral com os interesses dos alunos.


III. A dimensão política situa o processo de ensino em uma cultura específica e com pessoas concretas, tendo como núcleo de preocupações a transformação social.



É correto o que se afirma em: 

Alternativas
Q3809309 Pedagogia
Durante reunião pedagógica, a equipe docente de uma escola municipal discute a necessidade de superar visões reducionistas do processo de ensino e aprendizagem. Um professor argumenta que a prática didática não pode se restringir à dimensão instrumental, devendo articular diferentes dimensões para uma formação integral dos estudantes. Considerando as concepções contemporâneas de Didática, é correto afirmar que a abordagem multidimensional ou fundamental:
Alternativas
Q3809308 Pedagogia
Durante a semana pedagógica de uma escola municipal, a coordenação propõe uma reflexão sobre a diferença entre planejamento e plano de ensino. Um grupo de professores manifesta descrença no planejamento, afirmando que os formulários padronizados transformam o processo em ritual burocrático. Considerando a natureza do planejamento de ensino e sua relação com a prática docente, é correto afirmar que: 
Alternativas
Q3809307 Direito Econômico
A Secretaria Municipal de Educação estuda firmar parceria com cooperativa local para fornecimento de alimentação escolar, utilizando produtos da agricultura familiar. Durante a análise jurídica, questiona-se a compatibilidade dessa contratação com os princípios da ordem econômica municipal. Considerando o disposto na Lei Orgânica sobre os fundamentos e princípios da atividade econômica, assinale a alternativa correta correta a respeito da referida parceria:
Alternativas
Q3809306 Legislação Municipal
Uma professora estatutária da rede municipal de ensino, com vinte e três anos de efetivo exercício em funções de magistério, consulta o setor de recursos humanos sobre sua situação funcional. Deseja saber as condições para aposentadoria voluntária com proventos integrais e questiona se eventual demissão administrativa poderia ser revertida judicialmente. Conforme a Lei Orgânica Municipal, é correto afirmar que:
Alternativas
Q3809303 Atualidades
A COP30, realizada em Belém em novembro de 2025, foi marcada por ampla participação social e avanços em agendas específicas, embora o resultado final tenha sido considerado insuficiente diante da urgência climática. Entre os pontos de destaque, houve a incorporação inédita de determinados temas em documentos oficiais da Convenção do Clima. Considerando os resultados da conferência, é correto afirmar que: 
Alternativas
Q3809297 Português

Analise as sentenças a seguir a respeito da pontuação:



I. "É importante lembrar que a gentileza é uma das qualidades mais bonitas do ser humano, mas, como tudo na vida, isso também pede equilíbrio. Quando exageramos, o gesto pesa no corpo e na mente."


II. "Ser gentil é saudável até o ponto em que o gesto deixa de vir da empatia e passa a nascer da necessidade de agradar."


III. "Quando praticamos um ato de gentileza — ou somos tocados por um — o cérebro celebra."



(Os excertos foram extraídos de: https://vidasimples.co/saude-emocional/existe-limites-para-a-gentilezacomo-manter-o-equilibrio-sem-se-anular/. Acesso em 26 nov. 2025.) 



A pontuação está correta em:

Alternativas
Q3809296 Português

Associe a segunda coluna de acordo com a primeira, relacionando o sentido pretendido com o uso dos artigos destacados:



Primeira coluna: sentidos



1. Substantivação


2. Sentido de posse


3. Ênfase.



Segunda coluna: artigos


(__) Ela trazia a cabeça embranquiçada pelas preocupações dos últimos anos.


(__) A pintura era de uma precisão absurda.


(__) Eu não sei lidar com o inesperado.



Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:

Alternativas
Q3809295 Português

Analise a concordância das palavras destacadas nas sentenças:



I. Vinha todo vestido em azul: azuis o chapéu, a vestimenta e a alma.


II. Elas próprias divulgaram o festival, estavam naquele projeto.


III. Enviei anexa a primeira parte do livro.



Está correta a concordância nominal em:

Alternativas
Q3809294 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Sob os trilhos do metrô, hortas urbanas combatem avanço de ultraprocessados na periferia de São Paulo


Moradores do Jardim Ibirapuera plantam legumes e verduras sem agrotóxico como alternativa à pobreza de nutrientes identificada em estudo inédito conduzido pela comunidade.


Adriano Wilkson



Debaixo dos trilhos do metrô de São Paulo, quatro agricultores urbanos observam o lento crescimento de mudas de milho cuidadosamente organizadas em um canteiro montado com restos de construção civil. Alguns metros adiante, pés de alface, couve, banana e erva-cidreira dividem terreno com uma vaca que pasta displicente.


Ao caminhar em meio ao verde, por um momento você até poderia supor que saiu da capital paulista, mas o frenesi do trânsito da avenida Guido Caloi, que dá acesso à Marginal Pinheiros, logo chama à realidade. Essa é uma das vias mais movimentadas e caóticas de São Paulo. Mas é ali, no meio de um conjunto de favelas chamado Jardim Ibirapuera, que os moradores decidiram construir uma alternativa à pobreza alimentar que assola a comunidade.


Dos 41 mil moradores do bairro, 13 mil, ou 31%, passam fome. Tecnicamente, essas pessoas vivem em "insegurança alimentar grave", o que significa que a falta de renda as impede de fazer todas as refeições que gostariam. Essa taxa é maior do que a registrada no município de São Paulo como um todo, onde 12% da população passa fome [...]. A conclusão consta em uma pesquisa inédita feita pelo Observatório Ibira30, um braço do Bloco do Beco, organização não governamental que atua no Jardim Ibirapuera desde 2003. Durante seis meses, entre janeiro e junho de 2025, pesquisadores do observatório bateram de porta em porta para entrevistar moradores e investigar seus hábitos alimentares.


As 382 entrevistas revelaram a presença da fome não apenas na ausência de alimentos, mas também no avanço de ultraprocessados e de opções menos nutritivas entre os moradores. Por exemplo, 86% dos entrevistados disseram já terem precisado trocar alimentos saudáveis por opções mais baratas e menos nutritivas.


A situação piorou durante a pandemia, quando muitos moradores perderam renda e precisaram contar com doações para sobreviver. Biscoitos, bebidas açucaradas e alimentos instantâneos se tornaram então ainda mais comuns nas despensas do bairro. Segundo a pesquisa, dois em cada três deles disseram que seus hábitos alimentares pioraram com a chegada da covid.


Foi após esse cenário de crise que um cozinheiro pernambucano viu em um terreno abandonado a chance de produzir comida de qualidade.[...] É nesse pequeno espaço que ele tenta construir, junto com os vizinhos, uma alternativa limpa e natural para substituir o avanço dos ultraprocessados. [...] Hoje as três hortas do bairro produzem verduras, legumes, frutas e plantas para chá, dos quais a população faz uso medicinal.


"Eu me considero hoje outra pessoa mexendo com a terra, trabalhando no ritmo da natureza e sabendo exatamente o que tem no alimento que eu como", afirma Neto, que, assim como os demais agricultores, não usa agrotóxico na produção e adota princípios da agroecologia para fazer a gestão de pragas. "Demora mais, às vezes a gente erra, mas vale a pena porque é saudável." [...]


A etnografia do observatório identificou que no Jardim Ibirapuera 29% dos moradores têm origem no Nordeste e três em cada quatro são pessoas pretas ou pardas. Para muitas delas os hábitos alimentares refletem a cultura e as tradições que a vida e a rotina em uma cidade como São Paulo ainda não foram capazes de apagar.


"Na São Paulo urbana e formalizada, as gôndolas dos mercados podem até ocultar as origens dos ingredientes", escreveu Marcelo Zarzuela Coelho, o Lelo, um dos coordenadores do estudo. "Mas nas periferias, o cuscuz de milho ainda é memória nordestina em estado sólido, o leite de coco ainda carrega o sopro da diáspora africana, o azeite de dendê resiste ao embranquecimento do paladar urbano, e a mandioca segue sendo mais que raiz: é símbolo de autonomia e continuidade." [...]


"Nosso sonho até 2030 é construir um tripé", explica Luiz Claudio de Souza, articulador institucional do Observatório. "Potencializar as hortas, criar um banco de alimentos, também com a contribuição de mercados e hortifrutis do bairro, e construir uma cozinha comunitária que possa manipular esses alimentos junto com a comunidade. Mas pra isso precisamos de parceiros."


Enquanto esse sonho não se concretiza, os agricultores urbanos colhem das hortas frutos que não se resumem aos vegetais que crescem ali. São valores intangíveis que se espalham pela comunidade como sementes levadas pelo vento. [...]



(Disponível em: https://ojoioeotrigo.com.br/2025/11/sob-os-trilhos-do-metro-hortas-urba nas-combatem-avanco-de-ultraprocessados-na-periferia-de-sao-paulo/. Acesso em: 25 nov. 2025. Adaptado.)

De acordo com o texto, analise as sentenças e registre V, para verdadeiras, e F, para falsas:



(__) A fome não está apenas na falta de acesso a alimentos. Diante da impossibilidade de adquirir alimentos mais nutritivos, as pessoas os trocam por ultraprocessados, que são opções mais baratas. Isso também é entendido como fome.


(__) Os planos futuros dos agricultores se estruturam em três frentes: o fortalecimento da produção nas hortas, a criação de um fundo, uma reserva de alimentos e a construção de uma cozinha comunitária para manipulação dos alimentos.


(__) O principal objetivo dos agricultores ao construir as hortas é impedir a entrada de ultraprocessados na comunidade, criando uma barreira natural e limpa e obrigando a comunidade a mudar seus hábitos alimentares.


(__) A maioria dos moradores do Jardim Ibirapuera é constituída por pessoas negras.



Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta: 

Alternativas
Q3809290 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Sob os trilhos do metrô, hortas urbanas combatem avanço de ultraprocessados na periferia de São Paulo


Moradores do Jardim Ibirapuera plantam legumes e verduras sem agrotóxico como alternativa à pobreza de nutrientes identificada em estudo inédito conduzido pela comunidade.


Adriano Wilkson



Debaixo dos trilhos do metrô de São Paulo, quatro agricultores urbanos observam o lento crescimento de mudas de milho cuidadosamente organizadas em um canteiro montado com restos de construção civil. Alguns metros adiante, pés de alface, couve, banana e erva-cidreira dividem terreno com uma vaca que pasta displicente.


Ao caminhar em meio ao verde, por um momento você até poderia supor que saiu da capital paulista, mas o frenesi do trânsito da avenida Guido Caloi, que dá acesso à Marginal Pinheiros, logo chama à realidade. Essa é uma das vias mais movimentadas e caóticas de São Paulo. Mas é ali, no meio de um conjunto de favelas chamado Jardim Ibirapuera, que os moradores decidiram construir uma alternativa à pobreza alimentar que assola a comunidade.


Dos 41 mil moradores do bairro, 13 mil, ou 31%, passam fome. Tecnicamente, essas pessoas vivem em "insegurança alimentar grave", o que significa que a falta de renda as impede de fazer todas as refeições que gostariam. Essa taxa é maior do que a registrada no município de São Paulo como um todo, onde 12% da população passa fome [...]. A conclusão consta em uma pesquisa inédita feita pelo Observatório Ibira30, um braço do Bloco do Beco, organização não governamental que atua no Jardim Ibirapuera desde 2003. Durante seis meses, entre janeiro e junho de 2025, pesquisadores do observatório bateram de porta em porta para entrevistar moradores e investigar seus hábitos alimentares.


As 382 entrevistas revelaram a presença da fome não apenas na ausência de alimentos, mas também no avanço de ultraprocessados e de opções menos nutritivas entre os moradores. Por exemplo, 86% dos entrevistados disseram já terem precisado trocar alimentos saudáveis por opções mais baratas e menos nutritivas.


A situação piorou durante a pandemia, quando muitos moradores perderam renda e precisaram contar com doações para sobreviver. Biscoitos, bebidas açucaradas e alimentos instantâneos se tornaram então ainda mais comuns nas despensas do bairro. Segundo a pesquisa, dois em cada três deles disseram que seus hábitos alimentares pioraram com a chegada da covid.


Foi após esse cenário de crise que um cozinheiro pernambucano viu em um terreno abandonado a chance de produzir comida de qualidade.[...] É nesse pequeno espaço que ele tenta construir, junto com os vizinhos, uma alternativa limpa e natural para substituir o avanço dos ultraprocessados. [...] Hoje as três hortas do bairro produzem verduras, legumes, frutas e plantas para chá, dos quais a população faz uso medicinal.


"Eu me considero hoje outra pessoa mexendo com a terra, trabalhando no ritmo da natureza e sabendo exatamente o que tem no alimento que eu como", afirma Neto, que, assim como os demais agricultores, não usa agrotóxico na produção e adota princípios da agroecologia para fazer a gestão de pragas. "Demora mais, às vezes a gente erra, mas vale a pena porque é saudável." [...]


A etnografia do observatório identificou que no Jardim Ibirapuera 29% dos moradores têm origem no Nordeste e três em cada quatro são pessoas pretas ou pardas. Para muitas delas os hábitos alimentares refletem a cultura e as tradições que a vida e a rotina em uma cidade como São Paulo ainda não foram capazes de apagar.


"Na São Paulo urbana e formalizada, as gôndolas dos mercados podem até ocultar as origens dos ingredientes", escreveu Marcelo Zarzuela Coelho, o Lelo, um dos coordenadores do estudo. "Mas nas periferias, o cuscuz de milho ainda é memória nordestina em estado sólido, o leite de coco ainda carrega o sopro da diáspora africana, o azeite de dendê resiste ao embranquecimento do paladar urbano, e a mandioca segue sendo mais que raiz: é símbolo de autonomia e continuidade." [...]


"Nosso sonho até 2030 é construir um tripé", explica Luiz Claudio de Souza, articulador institucional do Observatório. "Potencializar as hortas, criar um banco de alimentos, também com a contribuição de mercados e hortifrutis do bairro, e construir uma cozinha comunitária que possa manipular esses alimentos junto com a comunidade. Mas pra isso precisamos de parceiros."


Enquanto esse sonho não se concretiza, os agricultores urbanos colhem das hortas frutos que não se resumem aos vegetais que crescem ali. São valores intangíveis que se espalham pela comunidade como sementes levadas pelo vento. [...]



(Disponível em: https://ojoioeotrigo.com.br/2025/11/sob-os-trilhos-do-metro-hortas-urba nas-combatem-avanco-de-ultraprocessados-na-periferia-de-sao-paulo/. Acesso em: 25 nov. 2025. Adaptado.)

Considerando o texto como um todo, no excerto: "Enquanto esse sonho não se concretiza, os agricultores urbanos colhem das hortas frutos que não se resumem aos vegetais que crescem ali. São valores intangíveis que se espalham pela comunidade como sementes levadas pelo vento", a palavra intangíveis tem o mesmo sentido de:
Alternativas
Q3809288 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Sob os trilhos do metrô, hortas urbanas combatem avanço de ultraprocessados na periferia de São Paulo


Moradores do Jardim Ibirapuera plantam legumes e verduras sem agrotóxico como alternativa à pobreza de nutrientes identificada em estudo inédito conduzido pela comunidade.


Adriano Wilkson



Debaixo dos trilhos do metrô de São Paulo, quatro agricultores urbanos observam o lento crescimento de mudas de milho cuidadosamente organizadas em um canteiro montado com restos de construção civil. Alguns metros adiante, pés de alface, couve, banana e erva-cidreira dividem terreno com uma vaca que pasta displicente.


Ao caminhar em meio ao verde, por um momento você até poderia supor que saiu da capital paulista, mas o frenesi do trânsito da avenida Guido Caloi, que dá acesso à Marginal Pinheiros, logo chama à realidade. Essa é uma das vias mais movimentadas e caóticas de São Paulo. Mas é ali, no meio de um conjunto de favelas chamado Jardim Ibirapuera, que os moradores decidiram construir uma alternativa à pobreza alimentar que assola a comunidade.


Dos 41 mil moradores do bairro, 13 mil, ou 31%, passam fome. Tecnicamente, essas pessoas vivem em "insegurança alimentar grave", o que significa que a falta de renda as impede de fazer todas as refeições que gostariam. Essa taxa é maior do que a registrada no município de São Paulo como um todo, onde 12% da população passa fome [...]. A conclusão consta em uma pesquisa inédita feita pelo Observatório Ibira30, um braço do Bloco do Beco, organização não governamental que atua no Jardim Ibirapuera desde 2003. Durante seis meses, entre janeiro e junho de 2025, pesquisadores do observatório bateram de porta em porta para entrevistar moradores e investigar seus hábitos alimentares.


As 382 entrevistas revelaram a presença da fome não apenas na ausência de alimentos, mas também no avanço de ultraprocessados e de opções menos nutritivas entre os moradores. Por exemplo, 86% dos entrevistados disseram já terem precisado trocar alimentos saudáveis por opções mais baratas e menos nutritivas.


A situação piorou durante a pandemia, quando muitos moradores perderam renda e precisaram contar com doações para sobreviver. Biscoitos, bebidas açucaradas e alimentos instantâneos se tornaram então ainda mais comuns nas despensas do bairro. Segundo a pesquisa, dois em cada três deles disseram que seus hábitos alimentares pioraram com a chegada da covid.


Foi após esse cenário de crise que um cozinheiro pernambucano viu em um terreno abandonado a chance de produzir comida de qualidade.[...] É nesse pequeno espaço que ele tenta construir, junto com os vizinhos, uma alternativa limpa e natural para substituir o avanço dos ultraprocessados. [...] Hoje as três hortas do bairro produzem verduras, legumes, frutas e plantas para chá, dos quais a população faz uso medicinal.


"Eu me considero hoje outra pessoa mexendo com a terra, trabalhando no ritmo da natureza e sabendo exatamente o que tem no alimento que eu como", afirma Neto, que, assim como os demais agricultores, não usa agrotóxico na produção e adota princípios da agroecologia para fazer a gestão de pragas. "Demora mais, às vezes a gente erra, mas vale a pena porque é saudável." [...]


A etnografia do observatório identificou que no Jardim Ibirapuera 29% dos moradores têm origem no Nordeste e três em cada quatro são pessoas pretas ou pardas. Para muitas delas os hábitos alimentares refletem a cultura e as tradições que a vida e a rotina em uma cidade como São Paulo ainda não foram capazes de apagar.


"Na São Paulo urbana e formalizada, as gôndolas dos mercados podem até ocultar as origens dos ingredientes", escreveu Marcelo Zarzuela Coelho, o Lelo, um dos coordenadores do estudo. "Mas nas periferias, o cuscuz de milho ainda é memória nordestina em estado sólido, o leite de coco ainda carrega o sopro da diáspora africana, o azeite de dendê resiste ao embranquecimento do paladar urbano, e a mandioca segue sendo mais que raiz: é símbolo de autonomia e continuidade." [...]


"Nosso sonho até 2030 é construir um tripé", explica Luiz Claudio de Souza, articulador institucional do Observatório. "Potencializar as hortas, criar um banco de alimentos, também com a contribuição de mercados e hortifrutis do bairro, e construir uma cozinha comunitária que possa manipular esses alimentos junto com a comunidade. Mas pra isso precisamos de parceiros."


Enquanto esse sonho não se concretiza, os agricultores urbanos colhem das hortas frutos que não se resumem aos vegetais que crescem ali. São valores intangíveis que se espalham pela comunidade como sementes levadas pelo vento. [...]



(Disponível em: https://ojoioeotrigo.com.br/2025/11/sob-os-trilhos-do-metro-hortas-urba nas-combatem-avanco-de-ultraprocessados-na-periferia-de-sao-paulo/. Acesso em: 25 nov. 2025. Adaptado.)

A partir da leitura do texto e da mobilização de seus conhecimentos, analise as sentenças a seguir:



I. A pesquisa que identifica a realidade de pessoas em "insegurança alimentar grave" foi um estudo conduzido pela própria comunidade. 


II. No contexto da comunidade, estar entre aquelas pessoas que vivem em "insegurança alimentar grave" é resultado da falta de renda, ou seja, sem renda elas não podem fazer todas as refeições diárias.


III. No Jardim Ibirapuera há, proporcionalmente, mais pessoas em situação de vulnerabilidade alimentar do que em toda a cidade de São Paulo.



É correto o que se afirma em:

Alternativas
Q3809192 Gestão de Pessoas
Durante a implementação de um novo sistema digital em órgão municipal, conflitos emergiram entre servidores experientes e recém-contratados. Os primeiros alegavam perda de autonomia; os segundos, falta de abertura para propor melhorias. Considerando os princípios de relações interpessoais e gerenciamento de divergências, a intervenção mais consistente é:
Alternativas
Respostas
621: D
622: C
623: E
624: E
625: B
626: E
627: A
628: B
629: E
630: D
631: D
632: E
633: C
634: A
635: C
636: D
637: A
638: A
639: E
640: B