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Q3459360 Português

TEXTO 2


Desempregada garimpa comida em caçambas de lixo da Ceagesp


        Duas vezes por semana, a doméstica desempregada Regina dos Passos da Conceição, de 45 anos, sai de casa bem cedo puxando um carrinho de compras. Ela faz a feira na Ceagesp — Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo, a maior central de abastecimento de frutas, legumes e verduras da América Latina. A viagem de ida, de ônibus e trem, dura duas horas. Ela escolhe abobrinhas, batatas, cenouras, chuchus, folhas de couve-flor, pepinos, repolhos e tomates. Regina não faz compras, como a maioria dos consumidores da Ceagesp. Ela cata alimentos em caçambas de lixo do lado de fora dos pavilhões.


         Na manhã de terça-feira, a jornada começou pelo portão 14 da Ceagesp. Logo foi abordada por um segurança:


        — A senhora vai fazer compras?

        — Não.

       — Então deixe o carrinho aqui do lado de fora.


         Como a Ceagesp não permite catadores, as coletas são feitas clandestinamente. Regina obedeceu ao guarda e entrou com uma sacola de feira vermelha. Peregrinando entre caçambas de detritos, achou, na primeira, quatro tomates. O fruto estava meio amassado, mas poderia ser consumido se cortado em pedacinhos, avaliou. Ao lado, no fundo de outra lixeira, havia dezenas de abobrinhas. Regina pegou uma ripa de madeira com um prego na ponta e as espetou uma a uma. Conseguiu quatro.


         — Sinto vergonha de catar comida do lixo. As pessoas têm nojo. Mas não tenho alternativas — diz ela, que perdeu o emprego no início da pandemia.


         De lá, caminhou mais duas quadras e encontrou um pepino no chão, debaixo de uma carreta, e folhas de couve-flor que também iriam para a sopa de legumes à noite. Com os R$ 150 que recebe do auxílio emergencial, Regina paga contas de água e luz; parcelas do IPTU e as prestações de uma televisão comprada em 60 vezes no carnê. Uma vez ao mês, compra três quilos de carne de segunda e manda moer, para comer ao longo dos dias.


         O nutricionista Antônio Herbert Lancha Júnior, professor da USP e do comitê científico da Sociedade Brasileira de Alimentação e Nutrição (SBAN), avaliou, vendo as imagens registradas de Regina, que os produtos pareciam em bom estado, mas observou que é comum a presença de roedores nestes locais:


         — São cenas chocantes. A gente já havia assistido a esse tipo de humilhação em tempos de guerras e extrema pobreza pelo mundo. No Brasil, é algo que vinha desaparecendo — disse.


         O GLOBO acompanhou Regina até sua casa, mas sua mãe, uma senhora de 80 anos, com quem ela divide a precariedade alimentar, pediu que a mesa de jantar não fosse fotografada. A Ceagesp informou que tem o programa “kit-feira” para distribuir alimentos. 


Disponível em: https://oglobo.globo.com/brasil/direitos-humanos/a-raspa-o-resto-pratos-da-fome-no-brasil-sao-feitos-com-alimentos doados-ou-encontrados-no-lixo-25175650 

 A história é contada por
Alternativas
Q3459359 Português

TEXTO 2


Desempregada garimpa comida em caçambas de lixo da Ceagesp


        Duas vezes por semana, a doméstica desempregada Regina dos Passos da Conceição, de 45 anos, sai de casa bem cedo puxando um carrinho de compras. Ela faz a feira na Ceagesp — Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo, a maior central de abastecimento de frutas, legumes e verduras da América Latina. A viagem de ida, de ônibus e trem, dura duas horas. Ela escolhe abobrinhas, batatas, cenouras, chuchus, folhas de couve-flor, pepinos, repolhos e tomates. Regina não faz compras, como a maioria dos consumidores da Ceagesp. Ela cata alimentos em caçambas de lixo do lado de fora dos pavilhões.


         Na manhã de terça-feira, a jornada começou pelo portão 14 da Ceagesp. Logo foi abordada por um segurança:


        — A senhora vai fazer compras?

        — Não.

       — Então deixe o carrinho aqui do lado de fora.


         Como a Ceagesp não permite catadores, as coletas são feitas clandestinamente. Regina obedeceu ao guarda e entrou com uma sacola de feira vermelha. Peregrinando entre caçambas de detritos, achou, na primeira, quatro tomates. O fruto estava meio amassado, mas poderia ser consumido se cortado em pedacinhos, avaliou. Ao lado, no fundo de outra lixeira, havia dezenas de abobrinhas. Regina pegou uma ripa de madeira com um prego na ponta e as espetou uma a uma. Conseguiu quatro.


         — Sinto vergonha de catar comida do lixo. As pessoas têm nojo. Mas não tenho alternativas — diz ela, que perdeu o emprego no início da pandemia.


         De lá, caminhou mais duas quadras e encontrou um pepino no chão, debaixo de uma carreta, e folhas de couve-flor que também iriam para a sopa de legumes à noite. Com os R$ 150 que recebe do auxílio emergencial, Regina paga contas de água e luz; parcelas do IPTU e as prestações de uma televisão comprada em 60 vezes no carnê. Uma vez ao mês, compra três quilos de carne de segunda e manda moer, para comer ao longo dos dias.


         O nutricionista Antônio Herbert Lancha Júnior, professor da USP e do comitê científico da Sociedade Brasileira de Alimentação e Nutrição (SBAN), avaliou, vendo as imagens registradas de Regina, que os produtos pareciam em bom estado, mas observou que é comum a presença de roedores nestes locais:


         — São cenas chocantes. A gente já havia assistido a esse tipo de humilhação em tempos de guerras e extrema pobreza pelo mundo. No Brasil, é algo que vinha desaparecendo — disse.


         O GLOBO acompanhou Regina até sua casa, mas sua mãe, uma senhora de 80 anos, com quem ela divide a precariedade alimentar, pediu que a mesa de jantar não fosse fotografada. A Ceagesp informou que tem o programa “kit-feira” para distribuir alimentos. 


Disponível em: https://oglobo.globo.com/brasil/direitos-humanos/a-raspa-o-resto-pratos-da-fome-no-brasil-sao-feitos-com-alimentos doados-ou-encontrados-no-lixo-25175650 

O texto tem como objetivo principal 



Alternativas
Q2374065 Pedagogia
Analise o excerto a seguir.

“É considerada como uma área interdisciplinar do conhecimento, que engloba produtos, recursos, metodologias, estratégias, práticas e serviços para promover a funcionalidade, relacionada à atividade e participação de pessoas com deficiência, incapacidades ou mobilidade reduzida, para lhes proporcionar autonomia, independência, qualidade de vida e inclusão em todos os âmbitos da sociedade.”
(VARELA e OLIVER, 2013, p.1773)

O excerto traz elementos que expressam a definição de
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Q2374064 Pedagogia
Observar como a criança chega à escola é muito importante. A sua integridade está relacionada à garantia de direitos. Analise a descrição a seguir.

Eles podem ser físicos, psicológicos, sexuais, abandono, negligências, abusos econômico-financeiros, omissão, violação de direitos e autonegligência.

Esta descrição refere-se a situações de 
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Q2374063 Pedagogia
Refere-se ao conjunto de práticas que tem por finalidade proporcionar um ambiente seguro, acolhedor e inclusivo para estudantes, professores, funcionários e familiares. Esse processo pode ocorrer em distintos momentos: no início, no meio e/ou no final do ano letivo, bem como no momento da chegada e/ou saída do aluno da escola, em função de campanhas educativas, entre outras possibilidades. Essa descrição diz respeito ao
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Q2374062 Enfermagem
A ocupação de Cuidador integra a Classificação Brasileira de Ocupações (CBO) sob o código 5162. A respeito do fazer profissional e das relações desse profissional no ambiente de trabalho, é correto afirmar: 
Alternativas
Q2374061 Pedagogia
A oferta do Atendimento Educacional Especializado (AEE) deve constar no 
Alternativas
Q2374060 Pedagogia
Estudantes que apresentam um quadro de alterações no desenvolvimento neuropsicomotor e comprometimento nas relações sociais, na comunicação ou nas estereotipias motoras são compreendidos como alunos com
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Q2374059 Pedagogia
A deficiência visual é caracterizada pela perda total (cegueira) ou parcial (baixa visão) da capacidade visual de um ou dos dois olhos. No caso dos deficientes visuais, eles possuem uma privação 
Alternativas
Q2374058 Pedagogia
Os estudos acerca do desenvolvimento humano revelam que este é baseado em como e por que o organismo humano cresce e se modifica ao longo da vida. Sobre isso, Vygotsky defende que as crianças aprendem por meio da
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Q2374057 Noções de Primeiros Socorros
Um dos conhecimentos básicos para o cuidador educacional em seu fazer profissional são os primeiros socorros, pois esses conhecimentos contribuem para a segurança dos estudantes no ambiente escolar. Sendo assim, analise a situação a seguir. 


Paulo é um estudante matriculado na Escola Municipal da Luz. Ele apresenta deficiência intelectual severa e, no horário do intervalo, estava brincando junto aos demais estudantes, sob o olhar atento de Clara Maria, a cuidadora que lhe acompanha. De repente, o seu nariz começou a sangrar. A cuidadora, imediatamente, agiu conforme as orientações de primeiros socorros e, em seguida, foi ao encontro da direção escolar para os demais encaminhamentos. 

Ao se deparar com um estudante em perda excessiva de sangue pela via nasal, uma das medidas de primeiros socorros que o cuidador deve tomar é:
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Q2374056 Pedagogia
A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei N.º 9.394/1996) prevê o serviço de apoio especializado aos alunos com deficiência matriculados nas escolas da Educação Básica. Sendo assim, compreende-se que o profissional cuidador educacional 
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Q2374055 Estatuto da Pessoa com Deficiência - Lei nº 13.146 de 2015
A Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Lei N.º 13.146) foi promulgada em 06 de julho de 2015. No Art. 1º, constata-se que essa lei é destinada a assegurar e a promover, em condições de igualdade, o exercício dos direitos e das liberdades fundamentais por pessoa com deficiência, visando à sua inclusão
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Q2374054 Pedagogia
Analise os itens listados a seguir.

I - Igualdade de condições para o acesso e permanência na escola;
II - Respeito à liberdade e apreço à tolerância;
III - Vinculação entre a educação escolar, o trabalho e as práticas sociais;
IV - Garantia do direito à educação e à aprendizagem ao longo da vida.

Esses itens pertencem aos
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Q2374053 Direito da Criança e do Adolescente - Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) - Lei nº 8.069 de 1990
De acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei N.º 8.069/1990 – Art. 4º), “é dever da família, da comunidade, da sociedade em geral e do poder público assegurar, com absoluta prioridade, a efetivação dos direitos referentes à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao esporte, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária” (BRASIL, 1990). Sendo assim, a garantia de prioridade compreende
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Q2374052 Pedagogia
Maria Eugênia é uma cuidadora educacional que atua na Escola Municipal Viva Feliz do município de Trindade/GO. Atualmente, ela acompanha duas crianças autistas. A atuação dessa profissional, no ambiente escolar, não se confunde com a do professor de sala, porque o cuidador 
Alternativas
Q2374051 Pedagogia
O trabalho de cuidador no ambiente educacional exige bastante dedicação devido à necessidade de uma relação de confiança, afetuosa e respeitosa com os estudantes que necessitam de seus cuidados. A função essencial do cuidador na escola é 
Alternativas
Q2374050 Edificações
Para operar máquinas pesadas, são necessários vários pré-requisitos e procedimentos operacionais de segurança no equipamento. Entre esees procedimentos, pode-se citar inspeções, ajustes de acessórios e manutenção básica. De acordo com a legislação vigente em nosso país, os pré-requisitos necessários para operar máquina pesada em via pública são: 
Alternativas
Q2374049 Edificações
A maioria dos acidentes envolvendo a operação e a manutenção de máquinas pesadas pode ser evitada se forem seguidas regras de segurança e precauções básicas. De acordo com essas regras, o operador deve ler e entender todos os avisos de segurança constantes do manual e dos decalques de segurança existentes na máquina antes de operá-la ou fazer sua manutenção. Conforme as regras de operação, antes de ligar o equipamento, o operador deve
Alternativas
Q2374048 Edificações
Em algumas motoniveladoras, existe um modo de operação de segurança que permite ao operador o deslocamento da máquina em caso de falha no sistema de controle da transmissão. Se uma falha ocorrer, a transmissão poderá funcionar no modo de segurança em apenas uma marcha à frente ou à ré. De acordo com o dispositivo de segurança encontrado em algumas motoniveladoras, esse sistema é conhecido como modos
Alternativas
Respostas
21: A
22: C
23: B
24: D
25: A
26: B
27: D
28: D
29: C
30: B
31: B
32: B
33: B
34: A
35: B
36: D
37: A
38: B
39: D
40: D