Questões de Concurso Comentadas para prefeitura de varginha - mg

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Q3691711 Português
Quem sabe Deus está ouvindo


          Outro dia eu estava distraído, chupando um caju na varanda, e fiquei com a castanha na mão, sem saber onde botar. Perto de mim havia um vaso de antúrio; pus a castanha ali, calcandoa um pouco para entrar na terra, sem sequer me dar conta do que fazia.

           Na semana seguinte a empregada me chamou a atenção: a castanha estava brotando. Alguma coisa verde saía da terra, em forma de concha. Dois ou três dias depois acordei cedo, e vi que durante a noite aquela coisa verde lançara para o ar um caule com pequenas folhas. É impressionante a rapidez com que essa plantinha cresce e vai abrindo folhas novas. Notei que a empregada regava com especial carinho a planta, e caçoei dela:

           — Você vai criar um cajueiro aí?

           Embaraçada, ela confessou: tinha de arrancar a mudinha, naturalmente; mas estava com pena.

          — Mas é melhor arrancar logo, não é? Fiquei em silêncio. Seria exagero dizer: silêncio criminoso — mas confesso que havia nele um certo remorso. Um silêncio covarde. Não tenho terra onde plantar um cajueiro, e seria uma tolice permitir que ele crescesse ali mais alguns centímetros, sem nenhum futuro. Eu fora o culpado, com meu gesto leviano de enterrar a castanha, mas isto a empregada não sabe: ela pensa que tudo foi obra do acaso. Arrancar a plantinha com a minha mão — disso eu não seria capaz; nem mesmo dar ordem para que ela o fizesse. Se ela o fizer, darei de ombros e não pensarei mais no caso; mas que o faça com sua mão, por sua iniciativa. Para a castanha e sua linda plantinha seremos dois deuses contrários, mas igualmente ignaros: eu, o deus da Vida; ela, o da Morte.

           Hoje pela manhã ela começou a me dizer alguma coisa — “seu Rubem, o cajueiro…” — mas o telefone tocou, fui atender, e a frase não se completou. Agora mesmo ela voltou da feira; trouxe um pequeno vaso com terra e transplantou para ele a mudinha. Veio me mostrar: 

         — Eu comprei um vaso.
       
         — Ahn...
         
          Depois de um silêncio, eu disse:
 
         — Cajueiro sente muito a mudança, morre à toa... Ela olhou a plantinha e disse com convicção: — Esse aqui não vai morrer, não senhor.

          Eu devia lhe perguntar o que ela vai fazer com aquilo, daqui a uma, duas semanas. Ela espera, talvez, que eu o leve para o quintal de algum amigo; ela mesma não tem onde plantá-lo. Senti que ela tivera medo de que eu a censurasse pela compra do vaso e ficara aliviada com minha indiferença. Antes de me sentar para escrever, eu disse, sorrindo, uma frase profética, dita apenas por dizer:

         — Ainda vou chupar muito caju desse cajueiro!

          Ela riu muito, depois ficou séria, levou o vaso para a varanda, e, ao passar por mim na sala, disse baixo, com certa gravidade:

          — É capaz mesmo, seu Rubem; quem sabe Deus está ouvindo o que o senhor está dizendo...

        Mas eu acho, sem falsa modéstia, que Deus deve andar muito ocupado com as bombas de hidrogênio e outros assuntos maiores.



BRAGA, R. Ai de ti, Copacabana! Rio de Janeiro, 1960. Disponível em < https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/12044/quemsabe-deus-esta-ouvindo>. 
A figura de linguagem presente no trecho “— Cajueiro sente muito a mudança, morre à toa...” é a de:
Alternativas
Q3691710 Português
Quem sabe Deus está ouvindo


          Outro dia eu estava distraído, chupando um caju na varanda, e fiquei com a castanha na mão, sem saber onde botar. Perto de mim havia um vaso de antúrio; pus a castanha ali, calcandoa um pouco para entrar na terra, sem sequer me dar conta do que fazia.

           Na semana seguinte a empregada me chamou a atenção: a castanha estava brotando. Alguma coisa verde saía da terra, em forma de concha. Dois ou três dias depois acordei cedo, e vi que durante a noite aquela coisa verde lançara para o ar um caule com pequenas folhas. É impressionante a rapidez com que essa plantinha cresce e vai abrindo folhas novas. Notei que a empregada regava com especial carinho a planta, e caçoei dela:

           — Você vai criar um cajueiro aí?

           Embaraçada, ela confessou: tinha de arrancar a mudinha, naturalmente; mas estava com pena.

          — Mas é melhor arrancar logo, não é? Fiquei em silêncio. Seria exagero dizer: silêncio criminoso — mas confesso que havia nele um certo remorso. Um silêncio covarde. Não tenho terra onde plantar um cajueiro, e seria uma tolice permitir que ele crescesse ali mais alguns centímetros, sem nenhum futuro. Eu fora o culpado, com meu gesto leviano de enterrar a castanha, mas isto a empregada não sabe: ela pensa que tudo foi obra do acaso. Arrancar a plantinha com a minha mão — disso eu não seria capaz; nem mesmo dar ordem para que ela o fizesse. Se ela o fizer, darei de ombros e não pensarei mais no caso; mas que o faça com sua mão, por sua iniciativa. Para a castanha e sua linda plantinha seremos dois deuses contrários, mas igualmente ignaros: eu, o deus da Vida; ela, o da Morte.

           Hoje pela manhã ela começou a me dizer alguma coisa — “seu Rubem, o cajueiro…” — mas o telefone tocou, fui atender, e a frase não se completou. Agora mesmo ela voltou da feira; trouxe um pequeno vaso com terra e transplantou para ele a mudinha. Veio me mostrar: 

         — Eu comprei um vaso.
       
         — Ahn...
         
          Depois de um silêncio, eu disse:
 
         — Cajueiro sente muito a mudança, morre à toa... Ela olhou a plantinha e disse com convicção: — Esse aqui não vai morrer, não senhor.

          Eu devia lhe perguntar o que ela vai fazer com aquilo, daqui a uma, duas semanas. Ela espera, talvez, que eu o leve para o quintal de algum amigo; ela mesma não tem onde plantá-lo. Senti que ela tivera medo de que eu a censurasse pela compra do vaso e ficara aliviada com minha indiferença. Antes de me sentar para escrever, eu disse, sorrindo, uma frase profética, dita apenas por dizer:

         — Ainda vou chupar muito caju desse cajueiro!

          Ela riu muito, depois ficou séria, levou o vaso para a varanda, e, ao passar por mim na sala, disse baixo, com certa gravidade:

          — É capaz mesmo, seu Rubem; quem sabe Deus está ouvindo o que o senhor está dizendo...

        Mas eu acho, sem falsa modéstia, que Deus deve andar muito ocupado com as bombas de hidrogênio e outros assuntos maiores.



BRAGA, R. Ai de ti, Copacabana! Rio de Janeiro, 1960. Disponível em < https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/12044/quemsabe-deus-esta-ouvindo>. 
Pela última fala da empregada, conclui-se que, para ela:
Alternativas
Q3691618 Matemática
Davi começou aprender sobre Regras de Potenciação e na primeira explicação, o seu professor iniciou apresentando as seguintes propriedades:

x1 = x e xm / xn = xm-n

Posteriormente, o professor solicitou ao Davi para que ele escrevesse 2 exemplos numéricos dessa propriedade. E Davi escreveu:

Exemplo 1: 24 / 23 = 24−3 = 21 = 2
Exemplo 2: 34 / 35 = 34−5 = 3 −1 = −3


O professor analisou os exemplos apresentados e deu um feedback ao Davi. Assinale a alternativa que é o feedback correto para que as Regras de Potenciação sejam explicadas corretamente. 
Alternativas
Q3691616 Matemática
Na sua aula de Matemática, você explicou aos alunos que um número primo é um número natural com exatamente dois divisores naturais distintos. E posteriormente, aplicou um teste perguntando se os números 1, 2, 6, 7 e 14 são números primos. As respostas foram as seguintes:

I. 1 não é um número primo pois D(1) = {1}
II. 1 é um número primo pois D(1) = {1,1}
III. 14 não é um número primo pois D(14) = {1,2,7,14}
IV. 14 é um número primo pois D(14) = {1,14}

O resultado foi que 20 alunos responderam as afirmações I e IV; outros 10 alunos responderam as afirmações II e III e os demais 5 alunos responderam as afirmações I e III.
Com base nesse cenário, assinale a alternativa correta:
Alternativas
Q3691615 Matemática
Você está explicando sobre Números Naturais, em uma aula de Matemática, abordando sobre o tema de propriedades da adição: propriedade de fechamento, associativa, elemento neutro e comutativa.
Analise os itens a seguir sobre o tema e assinale a alternativa correta:

I. Comutativa: No conjunto dos números naturais, a adição é comutativa, pois a ordem das parcelas altera a soma, ou seja, somando a primeira parcela com a segunda parcela, teremos resultados diferentes que se somando a segunda parcela com a primeira parcela.

m + n = n − m

II. Associativa: A adição no conjunto dos números naturais é associativa, pois na adição de três ou mais parcelas de números naturais quaisquer é possível associar as parcelas de quaisquer modos, ou seja, com três números naturais, somando o primeiro com o segundo e ao resultado obtido somarmos um terceiro, obteremos um resultado que é igual à soma do primeiro com a soma do segundo e o terceiro.

A + B + C = A + B + C
Alternativas
Q3691614 Matemática
Durante uma aula de matemática, o professor explicou a notação científica aplicada a medidas de distância. Ele pediu aos alunos que escrevessem a distância entre São Paulo e o Japão, de aproximadamente 18.500 km, convertida para metros e expressa em notação científica.
Após a atividade, o professor analisou as respostas dos alunos e apresentou a resolução correta no quadro.
Assinale a alternativa que apresenta corretamente essa distância em metros, usando notação científica: 
Alternativas
Q3691613 Matemática

Resolva a equação:


2(x − 3)/3 + 4 = x + 5


Assinale a resposta correta:

Alternativas
Q3691612 Matemática
Um número natural foi multiplicado por 15, e depois somado com 103. O resultado foi 298. Assinale a alternativa que indica qual era o número original:
Alternativas
Q3691610 Matemática
João Paulo levou seus alunos para fazer uma dinâmica da aula de Matemática no pátio da escola. O tema era geometria, especificamente sobre a classificação dos triângulos quanto ao número de lados. Ele organizou os alunos de forma a formar um triângulo com lados de medidas diferentes. Portanto, ele formou um triângulo __________.
Assinale a alternativa que completa a lacuna de forma correta.
Alternativas
Q3691609 Pedagogia
Segundo Vasconcelos (2002), podemos realizar planejamentos em diferentes níveis de abrangência. A seguir são apresentados alguns níveis de planejamento. Assinale a alternativa que apresenta o argumento INCORRETO.
Alternativas
Q3691608 Matemática

Um aluno veio lhe mostrar as seguintes frações:


15/3 e 0/8


Ele pergunta quais tipos de frações são essas apresentadas acima. Assinale a alternativa correta.

Alternativas
Q3691607 Pedagogia
De acordo com Moran (2000), para que as estratégias funcionem como mediadoras de aprendizagem, é imprescindível que o professor que as planeja e organiza esteja imbuído de uma nova perspectiva para seu papel: o de ser, ele mesmo, um mediador pedagógico. Para que ele seja um mediador pedagógico terá que desenvolver algumas características.
Analise os itens a seguir sobre o tema e assinale a alternativa correta:

I. Disponibilidade para o diálogo. Com as novas tecnologias, o diálogo tornar-se-á muito mais frequente e contínuo, com outra dimensão de espaço e tempo (não só o encontro semanal com os alunos, durante as aulas).

II. Criatividade para auxiliar o aluno, com soluções para situações novas e inesperadas, mas sem se envolver. Essa criatividade deve ser nos moldes do que foi planejado, de forma padrão, pois os alunos podem dispersar muito. 
Alternativas
Q3691606 Pedagogia
Assinale a alternativa correta e completa de acordo com as diretrizes e bases da educação nacional, dada pela Lei nº 9.394/1996, do que trata a respeito do ensino fundamental, que menciona que é obrigatório e tem como objetivo a formação básica do cidadão, mediante: 
Alternativas
Q3691605 Pedagogia
De acordo VASCONCELLOS (2000), o planejamento enquanto processo envolve dois grandes subprocessos. Quais são eles? Assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3691604 Pedagogia
João Pedro é um professor de Matemática do ensino fundamental nos anos finais e frequentemente utiliza diferentes recursos didáticos e materiais para melhorar a didática e metodologia do ensino. Ele já utilizou jogos, calculadoras, planilhas eletrônicas e softwares de geometria dinâmica. E recentemente gostaria de implementar a história da matemática para despertar mais interesse sobre os assuntos e o contexto que foram desenvolvidos.
De acordo com a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), a respeito das unidades temáticas, objetos de conhecimento e habilidades, o que João Pedro poderá complementar ou integrar em sua didática e materiais utilizados para melhorar a qualidade do ensino em suas aulas? Assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3691603 Pedagogia
Luckesi (2011) aborda o planejamento como um modo de prever a administração de recursos escassos. Analise os itens a seguir sobre a definição geral de planejamento dada pelo autor:

I. É um conjunto de ações coordenadas entre si, que concorrem para a obtenção de um certo resultado desejado.
II. É um processo que consiste em preparar um conjunto de decisões sem ter que agir, para atingir determinados objetivos.
III. É uma tomada de decisões, dentre possíveis alternativas, visando atingir os resultados previstos de forma mais eficiente e econômica.



Está correto o que se afirma:
Alternativas
Q3691602 Pedagogia
De acordo com o Art. 32 da Lei nº 9.394/1996, qual é um dos objetivos do ensino fundamental relacionado à matemática? 
Alternativas
Q3691601 Pedagogia
Com base nos Artigos 1º, 2º e 22 da Lei nº 9.394/1996, qual alternativa expressa corretamente a função social da escola em relação à formação pessoal e social do educando?
Alternativas
Q3691600 Pedagogia
De acordo com o § 7º do Art. 211 da Constituição Federal, qual instrumento é utilizado como referência para garantir o padrão mínimo de qualidade do ensino, considerando as condições adequadas de oferta?
Alternativas
Q3691599 Pedagogia
Em relação a Base Nacional Comum Curricular (2018), especificamente a área de Matemática na etapa do ensino Fundamental, tem-se as seguintes afirmações:

( ) A Matemática se restringe apenas à quantificação de fenômenos determinísticos – contagem, medição de objetos, grandezas – e das técnicas de cálculo com os números e com as grandezas, estudos relacionados a incerteza proveniente de fenômenos de caráter aleatório.

( ) O letramento matemático é a capacidade individual de formular, empregar e interpretar a matemática em uma variedade de contextos. Isso inclui raciocinar matematicamente e utilizar conceitos, procedimentos, fatos e ferramentas matemáticas para descrever, explicar e predizer fenômenos.

( ) Os processos matemáticos são potencialmente ricos para o desenvolvimento de competências fundamentais para o letramento matemático (raciocínio, representação, comunicação e argumentação) e para o desenvolvimento do pensamento computacional.


Assinale a alternativa que indica a sequência de classificação correta sobre as afirmativas acima:
Alternativas
Respostas
481: D
482: B
483: E
484: D
485: A
486: E
487: A
488: D
489: C
490: D
491: B
492: B
493: D
494: E
495: A
496: C
497: B
498: C
499: C
500: E