Questões de Concurso

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Q3458078 História
Leia o texto a seguir:

    A distinção entre paisagem física e paisagem cultural, como feita na História, e que ainda prevalece na Geografia, deve ceder espaço para uma nova visão.

(Ciro Flamarion Cardoso e Ronaldo Vainfas (orgs.), Domínios da história: ensaios de teoria e metodologia. Rio de Janeiro: Campus, 1997. Adaptado)

A nova visão a que o texto se refere compreende
Alternativas
Q3458077 História
Leia o texto a seguir:

   O estudo da cidade urbana difundiu-se, sobretudo, a partir dos trabalhos do historiador belga Henri Pirenne (1862-1935). Em As cidades da Idade Média, obra de 1927, Pirenne retornou a uma questão clássica da história urbana: Qual é o sentido da palavra “cidade”?

(Ciro Flamarion Cardoso e Ronaldo Vainfas (orgs.), Domínios da história: ensaios de teoria e metodologia. Rio de Janeiro: Campus, 1997. Adaptado)

O historiador Pirenne entendia por cidade
Alternativas
Q3458073 História
Leia o texto a seguir:

   As questões que nos levam a pensar a História como um saber necessário para a formação das crianças e jovens na escola são as originárias do tempo presente. O passado que deve impulsionar a dinâmica do ensino- -aprendizagem no Ensino Fundamental é aquele que dialoga com o tempo atual.

(BRASIL/Ministério da Educação, BNCC. Base Nacional Comum Curricular: Ensino Fundamental – História. Adaptado)

De acordo com a BNCC, a relação passado/presente citada no trecho
Alternativas
Q3458072 História
Leia o texto a seguir:

     Até o período da “corrida para a África”, o pensamento racista competia com muitas ideias livremente expressas que, dentro do ambiente geral de liberalismo, disputavam entre si a aceitação da opinião pública. Somente algumas delas chegaram a tornar-se ideologias plenamente desenvolvidas, isto é, sistemas baseados numa única opinião suficientemente forte para atrair e persuadir um grupo de pessoas e bastante ampla para orientá-las nas experiências e situações da vida moderna. Somente duas ideologias sobressaíram-se e praticamente derrotaram todas as outras: a ideologia que interpreta a história como uma luta econômica de classes, e a que interpreta a história como uma luta natural entre raças. Ambas atraíram as massas de tal forma que puderam arrolar o apoio do Estado e se estabelecer como doutrinas nacionais oficiais.

(Hannah Arendt, Origens do totalitarismo. São Paulo: Companhia. das Letras, 1997. Adaptado)

O texto faz referência, respectivamente,
Alternativas
Q3458071 História
Leia o texto a seguir:

     A catástrofe do entreguerras, que de modo nenhum se devia deixar retornar, se devera em grande parte ao colapso do sistema comercial e financeiro global e à consequente fragmentação do mundo em pretensas economias ou impérios nacionais autárquicos em potencial. O sistema global fora um dia estabilizado pela hegemonia, ou pelo menos centralidade, da economia britânica e sua moeda, a libra esterlina. No entreguerras, a Grã-Bretanha e a libra não eram mais suficientemente fortes para carregar esse fardo, que agora só podia ser assumido pelos EUA e o dólar. A Grande Depressão se devera ao fracasso do livre mercado irrestrito. Daí em diante o mercado teria de ser suplementado pelo esquema de planejamento público e administração econômica, ou trabalhar dentro dele. Finalmente, por motivos sociais e políticos, não se devia permitir um retorno do desemprego em massa.

(Eric Hobsbawm, Era dos extremos: O breve século XX: 1914 – 1991. São Paulo: Companhia das Letras, 1995. Adaptado)

A partir do trecho, é correto afirmar que, no pós-guerra, 
Alternativas
Q3458070 História
Leia o texto a seguir:

    As sociedades da Europa beligerante começaram a vergar sob as extraordinárias pressões da guerra em massa. Baixara a onda inicial de patriotismo que se seguira à eclosão da guerra. Em 1916, o cansaço de guerra transformava-se em hostilidade surda e calada em relação a uma matança aparentemente interminável e incerta, que ninguém parecia ter vontade de acabar. Enquanto, em 1914, os adversários da guerra se sentiam desamparados e isolados, em 1916, podiam sentir que falavam pela maioria. Em todos os grandes países beligerantes, o movimento trabalhista organizado nas vastas indústrias de armamentos tornou-se um centro de militância industrial e antiguerra.

(Eric Hobsbawm, Era dos extremos: O breve século XX: 1914 – 1991. São Paulo: Companhia das Letras, 1995. Adaptado)

Em relação à luta contra a guerra, é correto afirmar que
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Q3458069 História
Leia o texto a seguir:

   A Revolução Francesa é assim a revolução do seu tempo, e não apenas uma, embora a mais proeminente, do seu tipo. E suas origens devem portanto ser procuradas não meramente em condições gerais da Europa, mas sim na situação específica da França. Sua peculiaridade é talvez melhor ilustrada em termos internacionais. Durante todo o século XVIII, a França foi o maior rival econômico da Grã-Bretanha. Seu comércio externo, que se multiplicou quatro vezes entre 1720 e 1780, causava ansiedade; seu sistema colonial foi em certas áreas (como nas Índias Ocidentais) mais dinâmico que o britânico. Mesmo assim a França não era uma potência como a Grã-Bretanha, cuja política externa já era substancialmente determinada pelos interesses da expansão capitalista.

(Eric Hobsbawm, A era das revoluções – 1789-1848. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1998. Adaptado)

A razão pela qual a França não era uma potência como a Grã-Bretanha relaciona-se ao fato de que aquela
Alternativas
Q3456787 História
Durante o governo de Juscelino Kubitschek (1956−1961), o Brasil passou por um período de acelerado crescimento econômico e grandes obras de infraestrutura. Esse período ficou marcado pelo chamado Plano de Metas, que tinha como um de seus principais lemas "Cinquenta anos em cinco". Nesse contexto, assinale a alternativa que apresenta corretamente uma das ações de maior destaque desse governo.
Alternativas
Q3456786 História e Geografia de Estados e Municípios
Antes de sua emancipação, que ocorreu em 20 de março de 1963, o território onde hoje se encontra a cidade de Anchieta/SC pertenceu a três outros municípios. Qual das alternativas abaixo NÃO cita um desses municípios?
Alternativas
Q3456785 História e Geografia de Estados e Municípios
Analisando os aspectos históricos de Santa Catarina, qual das alternativas abaixo traz uma informação importante sobre a influência de povos espanhóis, alemães, italianos e portugueses açorianos em sua formação?
Alternativas
Q3456332 História
Esperava-se que a população do mundo [...] se estabilizasse em cerca de 10 bilhões de seres humanos, [...] por volta de 2030, essencialmente por um declínio na taxa de nascimento do Terceiro Mundo. [...] Era certo que os movimentos previsíveis da população mundial aumentariam os desequilíbrios entre as diversas regiões. No todo, como no Breve Século XX, os países ricos e desenvolvidos seriam aqueles cuja população seria a primeira a estabilizar-se, ou mesmo a não se reproduzir mais, como vários desses países já não o faziam na década de 1990. Cercados por países pobres com imensos exércitos de jovens clamando pelos modestos empregos no mundo rico, que tornam homens e mulheres ricos pelos padrões de El Salvador ou Marrocos, esses países de muitos cidadãos velhos e poucos filhos enfrentam a opção de permitir a imigração em massa (que [produziria] problemas políticos imensos) [ou] entrincheirar-se contra os imigrantes dos quais precisam.

(Eric J. Hobsbawm, Era dos extremos: o breve século XX: 1914-1991, 1995)

As afirmações e reflexões do historiador baseiam-se nas considerações
Alternativas
Q3456331 História
Entre todas as revoluções contemporâneas, a Revolução Francesa foi a única ecumênica. Seus exércitos partiram para revolucionar o mundo; suas ideias de fato o revolucionaram. A revolução americana foi um acontecimento crucial na história americana, mas (exceto nos países diretamente envolvidos nela ou por ela) deixou poucos traços relevantes em outras partes.

(Eric J. Hobsbawm, A era das revoluções - 1789-1848, 1998)

O caráter “ecumênico”, ou seja, universal, da Revolução Francesa de 1789, foi expresso pela
Alternativas
Q3456330 História
Foi só a partir de 1884 que o imperialismo – surgido do colonialismo e gerado pela incompatibilidade do sistema de Estados nacionais com o desenvolvimento econômico e industrial do último terço do século XIX – iniciou a sua política de expansão por amor à expansão, e esse novo tipo de política expansionista diferia tanto das conquistas de característica nacional, antes levadas adiante por meio de guerras fronteiriças, quanto diferia a política imperialista da verdadeira formação de impérios, ao estilo de Roma. Por outro lado, o seu fim parecia inevitável depois que a “liquidação do Império de Sua Majestade” [...] se tornou fato consumado em consequência da declaração de independência da Índia.

(Hannah Arendt, Origens do totalitarismo, 1997)

A longa cronologia mencionada pelo excerto
Alternativas
Q3456329 História
A propriedade sobre escravos não se limitava a grandes senhores de engenho, fazendeiros e mineradores. Tanto no campo como na cidade era grande o número de pequenos escravistas, donos de um, dois, três escravos, trabalhadores na pequena lavoura, nos serviços de rua ou no de casa. Por todas essas características, os escravos marcaram em profundidade os costumes, o imaginário, a cultura [...] de nossa população. Tendo sido o Brasil o último país do hemisfério a abolir a escravidão, em 1888, pode-se dizer que a história do século XIX brasileiro, que viu esse imenso território formar-se enquanto nação independente, se confunde com a história do apogeu e da queda do regime escravista.

(João José Reis, “’Nos achamos em campo a tratar da liberdade’: a resistência negra no Brasil oitocentista”. In: Carlos Guilherme Motta (org.) Viagem incompleta. A experiência brasileira (1500 – 2000). Formação: histórias. São Paulo: Editora SENAC, 2000)

O excerto refere-se
Alternativas
Q3456328 História
A opção de Maria Quitéria de Jesus pela causa da independência é exemplar. Não sabia ler ou escrever, mas ouviu histórias na pequena propriedade de seu pai no interior da Bahia, sobre a opressão de Portugal, fazendo seu coração “arder de amor à Pátria”. Fugiu para a casa da irmã casada, que a ajudou a vestir-se de homem para assim poder entrar para o exército patriótico. Participou de algumas batalhas, distinguiu-se em ação e finalmente foi recebida pelo imperador, em agosto de 1823, que a condecorou com a ordem do Cruzeiro e a promoveu a alferes.

(Maria Lígia Coelho Prado, América Latina no século XIX - Tramas, telas e textos. São Paulo, 2014)

A biografia de Maria Quitéria de Jesus revela a 
Alternativas
Q3456327 História
Não se pode negar que tal denominação [América Latina], no presente, é hegemônica, sendo adotada internacionalmente por historiadores, cientistas sociais e pela imprensa em geral. Assim, aqui também adotamos a noção de América Latina, cientes das implicações políticas de sua invenção e dos problemas que sua utilização pode gerar. Não propomos apresentar interpretações generalizantes para toda a região. No decorrer de nossas análises, enfatizaremos as especificidades nacionais conectadas a contextos latino-americanos mais amplos.

(Maria Lígia Prado e Gabriela Pellegrino, História da América Latina, 2014)

As historiadoras entendem que o conceito de América Latina
Alternativas
Q3456326 História
O advento da Renascença propriamente dita – trazendo consigo novas ciências, como a arqueologia, a epigrafia e a crítica textual, para iluminar o passado clássico – de repente estendeu a lembrança e a emulação da Antiguidade até uma escala enorme e explosiva. Arquitetura, pintura, escultura, poesia, filosofia, teoria política e militar, todas se esforçaram em recuperar a liberdade e beleza das obras antes destinadas ao esquecimento.

(Perry Anderson, Linhagens do Estado absolutista, 1998)
A afirmação “recuperar a liberdade e beleza das obras antes destinadas ao esquecimento” implicava, para os contemporâneos do Renascimento,
Alternativas
Q3456325 História
As catástrofes eram entendidas, dentro da tradição judaica, em termos de martirologia, o que por sua vez tinha base histórica tanto nos primeiros séculos de nossa era, quando judeus e cristãos desafiaram o poder do Império Romano, quanto nas condições medievais, quando se oferecia aos judeus o batismo como alternativa para se livrarem das perseguições, mesmo se a causa da violência fosse política e econômica, e não religiosa.

(Hannah Arendt, Origens do totalitarismo, 1997)

O excerto analisa a questão das perseguições aos judeus no final do Império Romano e na Idade Média Ocidental, acentuando
Alternativas
Q3456324 História
Os povos de língua tupi-guarani que vasculharam e fizeram migrações sucessivas e progressivas por milhões de quilômetros quadrados do território tropical e subtropical da América do Sul caracterizam-se por forte adaptabilidade aos domínios de florestas, ao uso dos rios, incluindo moradias e tabas construídas em pontos de diques marginais e sítios de baixos terraços. [...] os tupis incorporaram pela primeira vez, na pré-história brasileira, toda a faixa litorânea frontal do país, tendo por preferência barras de rios e riachos encostados em morrotes ou maciços costeiros florestados. E chegaram até a Amazônia.

(Aziz Nacib Ab’Sáber, “Incursões à pré-história da América tropical”. In: Carlos Guilherme Mota (Org.) Viagem incompleta: a experiência brasileira (1500 – 2000). Formação: histórias, 2000)

A ocupação do litoral pelos tupis, mencionada pelo excerto,
Alternativas
Q3456323 História
Cinco séculos de história podem representar muito, considerada a história das civilizações americanas, sobretudo no que diz respeito à experiência particular afro-luso­ -brasileira. Experiência de uma cultura já miscigenada na Península Ibérica, que viria a predominar nessas partes do globo, gerando interpretações inéditas, muito difundidas e discutíveis sobre a “adaptabilidade” dos portugueses nos trópicos, e que marcariam [fundamentalmente] o pensamento no Brasil do século XX.

(Carlos Guilherme Mota, “Introdução”. In: Carlos Guilherme Mota (0rg.) Viagem incompleta: a experiência brasileira (1500-2000). Formação: Histórias, 2000)

O excerto faz uma espécie de balanço dos quinhentos anos da história do Brasil, referindo-se à
Alternativas
Respostas
5961: C
5962: A
5963: E
5964: D
5965: B
5966: C
5967: D
5968: C
5969: D
5970: D
5971: A
5972: D
5973: E
5974: B
5975: C
5976: C
5977: A
5978: B
5979: C
5980: B