Leia o texto a seguir: O estudo da cidade urbana difundi...
O estudo da cidade urbana difundiu-se, sobretudo, a partir dos trabalhos do historiador belga Henri Pirenne (1862-1935). Em As cidades da Idade Média, obra de 1927, Pirenne retornou a uma questão clássica da história urbana: Qual é o sentido da palavra “cidade”?
(Ciro Flamarion Cardoso e Ronaldo Vainfas (orgs.), Domínios da história: ensaios de teoria e metodologia. Rio de Janeiro: Campus, 1997. Adaptado)
O historiador Pirenne entendia por cidade
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Alternativa correta: A
Tema central: A questão aborda o conceito de cidade na Idade Média segundo o historiador Henri Pirenne, um dos principais estudiosos do processo de urbanização europeia.
Resumo teórico: Durante a Idade Média, especialmente após o século XI, as cidades europeias passaram a se destacar como centros de comércio e indústria. Henri Pirenne, em sua obra As cidades da Idade Média (1927), enfatiza que as cidades possuíam personalidade jurídica, autonomia política e institucional, e se desenvolviam a partir de rotas de comércio ligadas ao Mediterrâneo e ao interior da Europa. Segundo Pirenne, a verdadeira “cidade” medieval era uma comunidade de pessoas livres, envolvida em atividades econômicas, principalmente o comércio.
Justificativa da alternativa correta (A): A alternativa A está correta porque define a cidade medieval conforme o pensamento de Pirenne: concentração humana com personalidade jurídica e economia baseada no comércio e na indústria. Ela também relaciona o renascimento urbano ao restabelecimento das rotas comerciais entre o Mediterrâneo e o interior europeu, exatamente como Pirenne defendeu. Consulte, por exemplo, Domínios da História: ensaios de teoria e metodologia, de Cardoso e Vainfas.
Análise das alternativas incorretas:
B: Acentua o processo de ruralização e o domínio religioso, o que não corresponde ao enfoque de Pirenne, que vê as cidades como centros de vida econômica e autonomia, não como fortalezas religiosas.
C: Fala em entrave ao renascimento urbano pelo capitalismo, o que não condiz com a análise de Pirenne, que associa o florescimento urbano ao desenvolvimento do comércio, não ao seu “atravancamento”.
D: Foca em manufaturas, fábricas e dependência da mão de obra urbana, o que remete a um contexto industrial moderno – não à realidade das cidades medievais, onde predominava o artesanato e o comércio.
E: Traz uma análise sociológica da mentalidade dos citadinos e da mobilidade, tema que não corresponde ao recorte de Pirenne sobre a cidade como espaço institucional e comercial.
Estratégias de interpretação: Sempre busque identificar palavras-chave do texto de apoio e relacione-as diretamente às alternativas. Fique atento a termos anacrônicos ou conceitos deslocados no tempo, que costumam ser usados como pegadinhas.
Resumo: Pirenne defendia que a cidade medieval era um centro autônomo, jurídico e econômico, surgido do comércio. Relacione sempre as alternativas ao contexto histórico correto para evitar erros.
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