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“O fato é que, na atualidade, apesar das diversas transformações sobre o conceito, concepção, recursos e metodologias avaliativas, muitos profissionais da educação consideram a avaliação escolar como o instrumento de validação da aprendizagem, desconsiderando que esse processo também compõe, favorece e potencializa a aprendizagem.”
TIMÓTEO, W.; OLIVEIRA, I. de M.; GUEBERT, M. C. C. O Processo de Avaliação do Ensino e da Aprendizagem como Mecanismo de Garantia da Justiça Social no Ambiente Escolar. Cenas Educacionais, [S. l.], v. 7, p. e18423, 2024. DOI: 10.5281/zenodo.14582665. Disponível em: https://www. revistas.uneb.br/cenaseducacionais/article/view/18423. Acesso em: 3 mar. 2026.
Sobre a relação entre ensino, aprendizagem e avaliação escolar, assinale a alternativa CORRETA:
Para Libâneo (2001, p. 3), [...] não existe o aluno em geral, mas o aluno vivendo numa sociedade determinada, que faz parte de um grupo social e cultural determinado, sendo que estas circunstâncias interferem na sua capacidade de aprender. [...] Um bom professor que aspira ter uma boa didática necessita aprender a cada dia como lidar com a subjetividade dos alunos, sua linguagem, suas percepções, sua prática de vida. Sem esta disposição, será incapaz de colocar problemas, desafios, perguntas relacionadas com o conteúdo, condição para se conseguir uma aprendizagem significativa. E a didática, na condição de campo de produção de conhecimento sobre o ensino, cria saberes fundamentais para a formação e a prática profissional de professores, razão pela qual ela se esboça como disciplina de cursos de licenciatura, responsáveis pela formação de professores, e se manifesta no ato de ensinar. Ensinar requer uma variada e complexa articulação de saberes e abordagens passíveis de diversas formalizações teórico-científicas, científico-didáticas e pedagógicas. Esses conhecimentos são requeridos porque na atividade docente há inúmeros fatores implicados, por exemplo, a forma como o professor compreende e analisa as suas práticas educativas, articula diferentes saberes e abordagens didáticas no seu ato de ensinar.
Referência: LIBÂNEO, José Carlos. Didática. 2. ed. São Paulo: Cortez, 2017.
Associe a segunda coluna de acordo com a primeira e, em seguida, assinale a única alternativa com a sequência CORRETA sobre as abordagens didáticas.
Coluna I
(1) Abordagem didática construtivista;
(2) Abordagem didática sociocultural;
(3) Abordagem didática comportamentalista;
(4) Abordagem didática humanista;
(5) Abordagem didática tecnicista.
Coluna II
( ) A didática do professor concebe a aprendizagem como fruto da experiência, como resposta aos estímulos do docente que modela ou reforça o comportamento desejado, ensinando todos os assuntos necessários para o pleno desenvolvimento dos estudantes, enquanto estes devem se empenhar em absorver todos os conteúdos.
( ) Articula-se diretamente com o sistema produtivo, com o objetivo de aperfeiçoar a ordem social vigente, que é o capitalismo, formando mão de obra especializada para o mercado de trabalho.
( ) Fundamentada nas teorias da reestruturação que concebem a aprendizagem como uma mudança, não automática nem tampouco mecânica, antes implica que aquele que aprende tenha consciência de seus próprios saberes, sendo capaz de refletir sobre eles dando-lhes novos significados a partir dos conceitos atuais.
( ) Preconiza uma abordagem didática de ensino fundamentado na dialogicidade como instrumento que impulsiona o crescimento tanto do educando quanto do educador. Assim, nesta abordagem a aprendizagem não ocorre pela transmissão de conteúdos programados, mas pela transformação e questionamento contínuo da realidade.
( ) Pressupõe que os alunos buscam constantemente por sua autorrealização, que depende do atendimento das suas necessidades básicas (fisiológicas, segurança, afeto, estima) e que é atingida com a facilitação do ambiente onde estão inseridos (no caso, a escola).
A Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Lei nº 13.146/2015) estabelece, em seus arts. 27 a 30, que a educação constitui direito da pessoa com deficiência, devendo ser assegurado sistema educacional inclusivo em todos os níveis e modalidades. A legislação determina a garantia de condições de acesso, permanência, participação e aprendizagem, vedando a exclusão do estudante sob alegação de deficiência e proibindo a cobrança de valores adicionais pelas instituições privadas.
Considerando o disposto na Lei nº 13.146/2015, assinale a alternativa que expressa CORRETAMENTE o papel da Educação Especial na escola regular.
A Constituição Federal de 1988 instituiu o planejamento educacional como dever do Estado, vinculando-o à garantia do direito à educação e ao regime de colaboração entre União, Estados, Distrito Federal e Municípios. Nesse contexto, o Plano Nacional de Educação (PNE) - Lei nº 13.005/2014 (2014–2024), consolida-se como instrumento estruturante da política educacional brasileira, ao estabelecer diretrizes, metas e estratégias decenais voltadas à ampliação do acesso, à melhoria da qualidade, à valorização dos profissionais da educação e ao financiamento do ensino.
Considerando uma leitura crítica do PNE articulada ao processo histórico de construção das políticas públicas educacionais no Brasil, assinale a alternativa que expressa CORRETAMENTE os desafios relacionados à sua efetivação:
Com base nessa interpretação, assinale a alternativa que descreve CORRETAMENTE a visão do autor sobre os entraves à universalização da educação no Brasil:
BACICH, Lilian; Moran, José Manuel (Org.). Metodologias ativas para uma educação inovadora: uma abordagem teórico-prática. Porto Alegre; Penso, 2018.
A relação entre metodologias ativas e tecnologias em educação pode ser analisada como complementar, estratégica e mediadora pois as tecnologias potencializam, viabilizam e ampliam as práticas pedagógicas centradas no aluno. As metodologias ativas exigem pesquisa, interação autoria e resolução de problemas, enquanto as tecnologias digitais oferecem ambientes, ferramentas e recursos que tornam essas práticas possíveis.
São ambientes, ferramentas, recursos que favorecem a articulação entre tecnologias educacionais e metodologias ativas, EXCETO.
SILVA, Tomaz Tadeu da. Documentos de identidade: uma introdução às teorias do currículo. 3.ed. Belo Horizonte: Autêntica, 2010, p. 89.
Sobre as teorias de currículo pós-críticos, analise as afirmativas estabelecendo (V) VERDADEIRO ou (F) FALSO, em seguida assinale a única alternativa que apresenta a ordem CORRETA, de cima para baixo.
( ) Os currículos pós-críticos deslocam o foco da emancipação social que eram próprias das teorias críticas para analise de problemas relacionados a identidades, discursos, relações de poder, entendendo o currículo como espaço de produção de sentidos e subjetividades.
( ) Em uma perspectiva pós-critica o currículo é um artefato social, histórico e cultural, neutro e universal.
( ) O currículo pós-critico reproduz e regulamenta identidades sociais como de gênero, de raça, etnia, sexualidade, classe, cultura entendidas como construções discursivas.
( ) O currículo pós-crítico valoriza a diferença, a diversidade, a pluralidade de vozes e saberes.
SILVA, Tomaz Tadeu da. Documentos de identidade: uma introdução às teorias do currículo. 3.3e.ed. Belo Horizonte: Autêntica, 2010, p. 31-32.
Assinale a única alternativa que NÃO completa a sentença.
No campo educacional o currículo não é neutro, é um campo de disputa política, cultural e ideológica e, nesta perspectiva, os intelectuais orgânicos exercem papeis centrais:
"A escola é disputada na correlação de forças sociais, políticas e culturais, ao citar as correlações de forças na escola, explica que são forças hegemônicas burguesa que lutam para perpetuar seu domínio, sua ideologia através dos conteúdos, da organização da escola e das avaliações oficiais, nacionais e internacionais. Nessa tensão de forças de poder, o currículo é o núcleo e o espaço central mais estruturante da função da escola. Por causa disso, é o território mais cercado, mais normatizado. Mas também o mais politizado, inovado, ressignificado. Um indicador é a quantidade de diretrizes curriculares para a educação básica e para a formação docente, numa configuração política de poder"
ARROYO, Miguel Gozález. Currículo, território em disputa. 5. Ed.Petrópolis, RJ: Vozes, 2013, p. 13.
Analise os itens considerando as concepções que permeiam as teorias críticas e pós-estruturalista de currículo.
I. Os pressupostos das teorias críticas e pós estruturalistas têm contribuído para um novo olhar para a escola que não é mais o lugar da obediência, da racionalidade técnica ou da docilidade, mas é o lugar da crítica das injustiças sociais e educacionais em que se travam disputas na construção de currículos.
II. A defesa pela escola pública agregou no âmbito curricular as disputas que ultrapassaram os aspectos do direito ao acesso ao ensino e ampliam suas lutas na produção de conhecimento, como da ciência e da tecnologia, entre outras.
III. A produção de conhecimentos visa em suas relações sociais às convergências para as lógicas de dominação.
IV. A escola em seus cotidianos e práticas geram a reprodução das desigualdades e não criam espaços de diálogo, como condição para novos conhecimentos e novas racionalidades.
É CORRETO o que se afirma em
SILVA, Tomaz Tadeu da. Documentos de identidade: uma introdução às teorias do currículo. 3.ed. Belo Horizonte: Autêntica, 2010, p. 23.
Considerando as teorias tradicionais de currículo, é INCORRETO afirmar.
Sobre as teses de Vigotski, analise os itens a seguir.
I. Todas as funções psíquicas superiores têm um suporte biológico e o cérebro é o órgão principal da atividade cerebral e, portanto, da atividade psicológica.
II. As funções psíquicas têm origem nos processos sociais, porque emergem e evoluem nas relações sociais do indivíduo com o mundo social, histórico e cultural.
III. As relações sociais são mediadas por instrumentos e os instrumentos simbólicos são os que provocam transformações nos processos psíquicos.
São CORRETAS as afirmações presentes:
“No campo da formação inicial docente no Brasil, a pesquisa sobre a própria prática assume especial importância no âmbito dos estágios”, cujas propostas se caracterizam pelo que se denomina estágio com pesquisa.
GHEDIN, Evandro; OLIVEIRA, Elisangela Silva de; ALMEIDA, Whasgthon Aguiar de. Estágio com pesquisa. São Paulo: Cortez Editora, 2018. PIMENTA, Selma; LIMA, Maria do Socorro Lucena. Estágio e docência. São Paulo: Cortez, 2017.
Sobre o estágio com pesquisa, considerando a concepção apresentada pelos autores, é INCORRETO afirmar:
Cipriano Luckesi, ao abordar sobre a avaliação da aprendizagem, numa visão geral, ressalta a diferença entre “examinação” e “avaliação”. Segundo Luckesi (2013), a escola hoje ainda não avalia a aprendizagem do educando, mas sim o examina, ou seja, denominamos nossa prática de avaliação, mas, de fato, o que praticamos são exames. O autor defende que historicamente mudamos o nome, porém não modificamos a prática. Portanto, vivenciamos alguma coisa equívoca: leva o nome, mas não realiza a prática.
LUCKESI, Cipriano Carlos. Avaliação da aprendizagem escolar: estudo e proposições. 22. ed. São Paulo: Cortez Editora, 2013.
Analise as afirmativas, e em seguida assinale a alternativa que indica o número de assertivas CORRETAS:
I. Os exames são seletivos ou excludentes. Porque classificatórios, os exames excluem uma grande parte dos educandos. Muitos ficam de fora. A pirâmide educacional brasileira é perversa; o aproveitamento de nossos educandos é estatisticamente muito baixo.
II. Os denominados instrumentos de avaliação, para serem corretos, deveriam ser chamados de instrumentos de coleta de dados para a avaliação, na medida em que testes, provas, redações, monografias, arguições, em si, não avaliam, mas sim coletam dados que descrevem o desempenho provisório do aluno, dando base para a sua qualificação diante de determinados critérios. Por exemplo, um teste não avalia um aluno, mas oferece dados sobre o seu desempenho. Esse desempenho, que pode ser qualificado (avaliado), subsidia uma tomada de decisão sobre o que fazer a partir dessa avaliação.
III. Para trabalhar com avaliação, não necessitamos de mudar nossos instrumentos, necessitamos de mudar nossa postura, ou seja, ao invés de examinar, avaliar. Os resultados de um teste, no caso, podem ser lidos sob a ótica do exame ou sob a ótica da avaliação. Após a correção, se o utilizarmos sob a forma de exame, vamos classificar o aluno, minimamente, em aprovado ou reprovado; mas se o utilizamos sob a ótica da avaliação, vamos qualificar o desempenho provisório do aluno, tendo em vista encaminhar atividades que melhorem seu desempenho, caso este não seja satisfatório ainda. Desse modo, não é o instrumento que caracteriza o ato de examinar ou o ato de avaliar, mas sim a postura de avaliar ou de examinar.
IV. Frente às condições materiais que temos, somos responsáveis pelo pouco de sucesso que nosso sistema educacional tem. Assim sendo, os professores desejam aprender a fazer de outra forma. E, para isso, são necessárias duas coisas: formação e condições materiais de ensino. Formação, na medida do possível, os professores têm buscado. É preciso oferecer-lhes o melhor que temos.
V. Importa observar, em primeiro lugar, que a questão central da prática da avaliação na escola não está nos instrumentos, mas sim na postura pedagógica e consequentemente na prática da avaliação. Por exemplo, é impossível praticar avaliação dentro de um projeto pedagógico tradicional, que espera que o educando “esteja sempre pronto”, daí as provas serem pontuais, como vimos anteriormente. Um projeto pedagógico que sustente uma prática de avaliação tem na sua base a crença de que o ser humano é um ser em desenvolvimento, um ser em construção permanente. A avaliação é um ato subsidiário da obtenção de resultados os mais satisfatórios possíveis, portanto subsidiária de um processo, de um movimento construtivo.
Portanto, é um instrumento de busca de construção, por isso funciona articulado com um projeto pedagógico que se assume, que se crê e se efetua construtivamente.