Questões de Concurso
Para fcm
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Um folheto, ou panfleto, constitui um excelente meio de divulgação de uma ideia ou de informações importantes. Panfletos são muito utilizados para atingir grande número de pessoas em tempo mínimo. Considere o folheto e avalie os aspectos fonéticos, de ortografia e de acentuação das afirmações a seguir.

I. O vocábulo “livremente” quanto à acentuação tônica é paroxítono e apresenta um acento principal e outro secundário.
II. A separação silábica da palavra CON-FE-CÇÃO está correta e se explica pela presença de um dífono, ou seja, a letra “c” é pronunciada com o som de /cs/ ou /ks/.
III. As palavras “operações”, “essenciais” e “anual”, considerando-se a posição do acento tônico, são oxítonas; em relação ao número de sílabas, nem todas são polissílabas.
IV. A unidade lexical “pelo” [ê] (por+o) e o termo “pelo” (flexão de pelar) são homógrafas paroxítonas e, segundo o Novo Acordo, não se distinguem mais pelo acento diferencial.
V. A pronúncia culta de “gratuito” é gratúito, com a tônica no u do ditongo ui; por conta disso, há um erro na sua grafia, identificado pela ausência do acento agudo na letra “i” para consolidar o hiato.
Está correto apenas o que se afirma em
Na sintaxe da língua portuguesa, a colocação pronominal diz respeito ao modo como se dispõem os pronomes em relação aos demais elementos de uma oração. Há três tipos de posição que os pronomes átonos podem ocupar na oração: antes (próclise), depois (ênclise) e no meio (mesóclise) do verbo.
A esse respeito, leia a ti rinha.

Analise as asserções a seguir e a relação proposta entre elas.
I. No primeiro quadrinho, segundo os gramáticos, a colocação do pronome oblíquo átono está correta
PORQUE,
II. na frase em que foi empregada, a próclise é preferida, pois o verbo vem antecedido do advérbio
“que”
Sobre as asserções, é correto afirmar que
Os fragmentos de textos a seguir foram transcritos e adaptados de sites diversos, que tratam de fatos científicos curiosos e, ao mesmo tempo, surpreendentes.
Após a leitura, é correto afirmar que aquele em que o articulador destacado estabelece uma relação sintático-semântica de adição entre as frases é
o slogan e o hino
Carlos bozzo Junior
Em 04 de janeiro, o slogan “Pátria Amada Brasil” e a logomarca – uma bandeira do país estilizada, que remete ao nascer do sol – do novo governo presidido por Jair Bolsonaro foram anunciados via redes sociais. Reafirmando o discurso nacionalista manifesto durante sua campanha, o presidente eleito usa o último verso do Hino Nacional brasileiro como marca da recém-iniciada administração.
Símbolos patrióticos oficiais, os hinos nacionais surgiram no final do século 18 para despertar o senti mento de identidade nacional. Tanto faz se é uma marcha simples, que sua letra seja trivial, rebuscada, cheia de metáforas, pretensiosa, ou escrita no estilo parnasiano, como é o caso do hino brasileiro. Em ocasiões como a Copa do Mundo ou Olimpíadas, muitos entoam o hino com orgulho e respeito à nação que há dentro de nós.
(Folha de São Paulo, 9. Jan. 2019, p. B8. Adaptado.)
Preencha corretamente as lacunas, observando o que está em discussão.
Se o slogan do governo federal “Pátria Amada Brasil” fosse transcrito rigorosamente do Hino Nacional Brasileiro e obedecesse à gramática, ele deveria conter um (a) _______________ antes do nome do país, porque nessa estrutura frasal, “Pátria amada” é o _______________ e “Brasil”, o _______________.
A sequência que preenche corretamente as lacunas do texto é
adicto*
fraga**
Refleti muito antes de revelar: também sou usuário de droga. Pense! A mais traiçoeira. Sim, sou dependente químico, como tantos em nossa época, mundo a fora.
Entenda. Eu aspiro oxigênio. Vulgo ar. Aí. Pronto, falei!
Antes de me abrir, pensei primeiro em me tratar. A vergonha me impediu de procurar ajuda. Do ridículo de não ser compreendido ao denunciar esse vício terrível, do qual a sociedade global parece nem tomar conhecimento. Imagine chegar num AA (Aspiradores Anônimos) e declarar: Hoje fiquei quase 3 minutos sem aspirar ar. E anunciar a meta triunfal para a próxima semana: Talvez 4 minutos!
Puizé, aspiro ar desde bebê. Desconfio que minha mãe também consumia doses cavalares de ar durante a gestação. Assim fui contaminado. Ainda bem que na maternidade suspeitaram e logo me entubaram.
Vício remoto da espécie, de quando um anfíbio saiu d´água. Dizem que hoje já somos mais de 7 bilhões de viciados. Até os animais dependem dessa droga. As plantas preferem gás carbônico.
Qualquer viciado em ar sabe como é inflar os pulmões, a ânsia frenética, incessante, ah!, aquela sensação contínua de bem-estar. Vício estúpido, sei. Porque é fatal para todos, questão de tempo. Ninguém sai vivo desse hábito.
Usamos as narinas no piloto automático, nem pensamos no que fazemos. Tem gente até que respira pela boca, forma ainda mais perigosa de ingerir ar, já que a droga leva pra dentro de nós micróbios, vírus e bactérias. Ar é tão perigoso que certas bactérias o evitam, preferem a saudável vida anaeróbica.
Há casos de gente que tenta permanecer o maior tempo possível sem ar; são capazes de mergulho em apneia a grandes profundidades até quase estourarem os pulmões. Não se curam, apenas entram no Livro Guinness. Alpinistas são outros que sobem a alturas com ar rarefeito e lá em cima, narinas semi-abertas, suportam momentos terríveis de falta de ar. Experimentam uma vitória ínfima, só para contar para seus familiares que tentaram, mas, infelizmente, esse gás maldito que envolve o planeta os venceu mais uma vez. Nem o Everest consola.
Taí o problema desse vício: a abundância da substância ao nosso redor. Tal fartura impede, pelo menos, o tráfico. Somos viciados em qualquer ar: aspiramos no trânsito, em meio a plantações regadas a agrotóxicos e ao ar viciado de elevadores e ônibus lotados, recintos fechados.
As autoridades sanitárias nunca tentaram entender tamanha adição. Saber porque as crises de abstinência são tão dramáticas, às vezes poucos segundos. E mesmo como pacientes terminais, ainda assim nos agarramos às máscaras: ar, mais ar, mais, mais!
E nem o irrespirável clima do país em meio a campanhas políticas arrefece o vício. Acho que o ar não será criminalizado.
* Dependente; submisso.
** Autor do texto e colunista no jornal Extraclasse.
(Disponível em: <htt ps://www.extraclasse.org.br/edicoes/2018/09/adicto/>

adicto*
fraga**
Refleti muito antes de revelar: também sou usuário de droga. Pense! A mais traiçoeira. Sim, sou dependente químico, como tantos em nossa época, mundo a fora.
Entenda. Eu aspiro oxigênio. Vulgo ar. Aí. Pronto, falei!
Antes de me abrir, pensei primeiro em me tratar. A vergonha me impediu de procurar ajuda. Do ridículo de não ser compreendido ao denunciar esse vício terrível, do qual a sociedade global parece nem tomar conhecimento. Imagine chegar num AA (Aspiradores Anônimos) e declarar: Hoje fiquei quase 3 minutos sem aspirar ar. E anunciar a meta triunfal para a próxima semana: Talvez 4 minutos!
Puizé, aspiro ar desde bebê. Desconfio que minha mãe também consumia doses cavalares de ar durante a gestação. Assim fui contaminado. Ainda bem que na maternidade suspeitaram e logo me entubaram.
Vício remoto da espécie, de quando um anfíbio saiu d´água. Dizem que hoje já somos mais de 7 bilhões de viciados. Até os animais dependem dessa droga. As plantas preferem gás carbônico.
Qualquer viciado em ar sabe como é inflar os pulmões, a ânsia frenética, incessante, ah!, aquela sensação contínua de bem-estar. Vício estúpido, sei. Porque é fatal para todos, questão de tempo. Ninguém sai vivo desse hábito.
Usamos as narinas no piloto automático, nem pensamos no que fazemos. Tem gente até que respira pela boca, forma ainda mais perigosa de ingerir ar, já que a droga leva pra dentro de nós micróbios, vírus e bactérias. Ar é tão perigoso que certas bactérias o evitam, preferem a saudável vida anaeróbica.
Há casos de gente que tenta permanecer o maior tempo possível sem ar; são capazes de mergulho em apneia a grandes profundidades até quase estourarem os pulmões. Não se curam, apenas entram no Livro Guinness. Alpinistas são outros que sobem a alturas com ar rarefeito e lá em cima, narinas semi-abertas, suportam momentos terríveis de falta de ar. Experimentam uma vitória ínfima, só para contar para seus familiares que tentaram, mas, infelizmente, esse gás maldito que envolve o planeta os venceu mais uma vez. Nem o Everest consola.
Taí o problema desse vício: a abundância da substância ao nosso redor. Tal fartura impede, pelo menos, o tráfico. Somos viciados em qualquer ar: aspiramos no trânsito, em meio a plantações regadas a agrotóxicos e ao ar viciado de elevadores e ônibus lotados, recintos fechados.
As autoridades sanitárias nunca tentaram entender tamanha adição. Saber porque as crises de abstinência são tão dramáticas, às vezes poucos segundos. E mesmo como pacientes terminais, ainda assim nos agarramos às máscaras: ar, mais ar, mais, mais!
E nem o irrespirável clima do país em meio a campanhas políticas arrefece o vício. Acho que o ar não será criminalizado.
* Dependente; submisso.
** Autor do texto e colunista no jornal Extraclasse.
(Disponível em: <htt ps://www.extraclasse.org.br/edicoes/2018/09/adicto/>

Quando lemos um texto, é possível determinar funções da linguagem com base nas características do discurso e nas intenções do locutor. Nesse senti do, a linguagem desempenha uma, outra ou várias funções, de acordo com o elemento de comunicação posto em foco pelo produtor do texto.
Considere esse princípio e identifique corretamente qual a função da linguagem predominante na crônica.
adicto*
fraga**
Refleti muito antes de revelar: também sou usuário de droga. Pense! A mais traiçoeira. Sim, sou dependente químico, como tantos em nossa época, mundo a fora.
Entenda. Eu aspiro oxigênio. Vulgo ar. Aí. Pronto, falei!
Antes de me abrir, pensei primeiro em me tratar. A vergonha me impediu de procurar ajuda. Do ridículo de não ser compreendido ao denunciar esse vício terrível, do qual a sociedade global parece nem tomar conhecimento. Imagine chegar num AA (Aspiradores Anônimos) e declarar: Hoje fiquei quase 3 minutos sem aspirar ar. E anunciar a meta triunfal para a próxima semana: Talvez 4 minutos!
Puizé, aspiro ar desde bebê. Desconfio que minha mãe também consumia doses cavalares de ar durante a gestação. Assim fui contaminado. Ainda bem que na maternidade suspeitaram e logo me entubaram.
Vício remoto da espécie, de quando um anfíbio saiu d´água. Dizem que hoje já somos mais de 7 bilhões de viciados. Até os animais dependem dessa droga. As plantas preferem gás carbônico.
Qualquer viciado em ar sabe como é inflar os pulmões, a ânsia frenética, incessante, ah!, aquela sensação contínua de bem-estar. Vício estúpido, sei. Porque é fatal para todos, questão de tempo. Ninguém sai vivo desse hábito.
Usamos as narinas no piloto automático, nem pensamos no que fazemos. Tem gente até que respira pela boca, forma ainda mais perigosa de ingerir ar, já que a droga leva pra dentro de nós micróbios, vírus e bactérias. Ar é tão perigoso que certas bactérias o evitam, preferem a saudável vida anaeróbica.
Há casos de gente que tenta permanecer o maior tempo possível sem ar; são capazes de mergulho em apneia a grandes profundidades até quase estourarem os pulmões. Não se curam, apenas entram no Livro Guinness. Alpinistas são outros que sobem a alturas com ar rarefeito e lá em cima, narinas semi-abertas, suportam momentos terríveis de falta de ar. Experimentam uma vitória ínfima, só para contar para seus familiares que tentaram, mas, infelizmente, esse gás maldito que envolve o planeta os venceu mais uma vez. Nem o Everest consola.
Taí o problema desse vício: a abundância da substância ao nosso redor. Tal fartura impede, pelo menos, o tráfico. Somos viciados em qualquer ar: aspiramos no trânsito, em meio a plantações regadas a agrotóxicos e ao ar viciado de elevadores e ônibus lotados, recintos fechados.
As autoridades sanitárias nunca tentaram entender tamanha adição. Saber porque as crises de abstinência são tão dramáticas, às vezes poucos segundos. E mesmo como pacientes terminais, ainda assim nos agarramos às máscaras: ar, mais ar, mais, mais!
E nem o irrespirável clima do país em meio a campanhas políticas arrefece o vício. Acho que o ar não será criminalizado.
* Dependente; submisso.
** Autor do texto e colunista no jornal Extraclasse.
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Um texto sempre é construído com base na leitura de mundo do autor, ou seja, ao se reportar a outros textos, estabelece com eles uma relação direta ou indireta.
Com base na leitura do texto, informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) o que se afirma.
( ) A criação da sigla AA (Aspiradores Anônimos) remete a uma bricolagem em relação ao texto-fonte, pois alude a uma irmandade que ajuda pessoas a se recuperarem do alcoolismo.
( ) A noção de dialogismo, pela presença de diferentes vozes no texto, está exemplificada em frases como «Usamos as narinas no piloto automático» e «Acho que o ar não será criminalizado».
( ) A menção ao “Livro Guinness” é um exemplo de intertextualidade explícita, que, no texto em questão, tem como objetivo conferir atenção não só à informação, mas também à sua fonte.
( ) O uso adequado de signos verbais e não verbais nesse tipo de texto permite que se elimine um dos códigos, porque as informações são fornecidas pelo outro e há dissintonia dialógica entre eles.
De acordo com as afirmações, a sequência correta é
adicto*
fraga**
Refleti muito antes de revelar: também sou usuário de droga. Pense! A mais traiçoeira. Sim, sou dependente químico, como tantos em nossa época, mundo a fora.
Entenda. Eu aspiro oxigênio. Vulgo ar. Aí. Pronto, falei!
Antes de me abrir, pensei primeiro em me tratar. A vergonha me impediu de procurar ajuda. Do ridículo de não ser compreendido ao denunciar esse vício terrível, do qual a sociedade global parece nem tomar conhecimento. Imagine chegar num AA (Aspiradores Anônimos) e declarar: Hoje fiquei quase 3 minutos sem aspirar ar. E anunciar a meta triunfal para a próxima semana: Talvez 4 minutos!
Puizé, aspiro ar desde bebê. Desconfio que minha mãe também consumia doses cavalares de ar durante a gestação. Assim fui contaminado. Ainda bem que na maternidade suspeitaram e logo me entubaram.
Vício remoto da espécie, de quando um anfíbio saiu d´água. Dizem que hoje já somos mais de 7 bilhões de viciados. Até os animais dependem dessa droga. As plantas preferem gás carbônico.
Qualquer viciado em ar sabe como é inflar os pulmões, a ânsia frenética, incessante, ah!, aquela sensação contínua de bem-estar. Vício estúpido, sei. Porque é fatal para todos, questão de tempo. Ninguém sai vivo desse hábito.
Usamos as narinas no piloto automático, nem pensamos no que fazemos. Tem gente até que respira pela boca, forma ainda mais perigosa de ingerir ar, já que a droga leva pra dentro de nós micróbios, vírus e bactérias. Ar é tão perigoso que certas bactérias o evitam, preferem a saudável vida anaeróbica.
Há casos de gente que tenta permanecer o maior tempo possível sem ar; são capazes de mergulho em apneia a grandes profundidades até quase estourarem os pulmões. Não se curam, apenas entram no Livro Guinness. Alpinistas são outros que sobem a alturas com ar rarefeito e lá em cima, narinas semi-abertas, suportam momentos terríveis de falta de ar. Experimentam uma vitória ínfima, só para contar para seus familiares que tentaram, mas, infelizmente, esse gás maldito que envolve o planeta os venceu mais uma vez. Nem o Everest consola.
Taí o problema desse vício: a abundância da substância ao nosso redor. Tal fartura impede, pelo menos, o tráfico. Somos viciados em qualquer ar: aspiramos no trânsito, em meio a plantações regadas a agrotóxicos e ao ar viciado de elevadores e ônibus lotados, recintos fechados.
As autoridades sanitárias nunca tentaram entender tamanha adição. Saber porque as crises de abstinência são tão dramáticas, às vezes poucos segundos. E mesmo como pacientes terminais, ainda assim nos agarramos às máscaras: ar, mais ar, mais, mais!
E nem o irrespirável clima do país em meio a campanhas políticas arrefece o vício. Acho que o ar não será criminalizado.
* Dependente; submisso.
** Autor do texto e colunista no jornal Extraclasse.
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Toda língua se encontra em constante alteração, evolução e atualização, não sendo um sistema estático e fechado. O uso faz a regra e os falantes utilizam a língua de modo a suprir suas necessidades comunicativas, adaptando-a conforme suas intenções e necessidades.
A esse respeito, leia o texto escrito por Fraga e avalie as afirmações apresentadas sobre variação linguística.
I. Observa-se que, embora o texto se apresente em registro escrito, há ocorrências de características típicas da linguagem oral.
II. Ocorre um distanciamento entre autor e leitor, provocado pelo emprego de palavras com significados pouco conhecidos.
III. São amostras do português culto urbano a maneira de estruturar as frases, o vocabulário e, em algumas passagens, o significado das palavras.
IV. Verifica-se, na construção do texto, uma inadequação vocabular, demonstrada pela seleção de palavras e expressões como, por exemplo, “puizé” e “Vulgo ar”.
V. Identifica-se a variação situacional porque, de acordo com o contexto, há momentos em que é utilizado um registro formal e outros em que se usa o coloquialismo.
Está correto apenas o que se afirma em
adicto*
fraga**
Refleti muito antes de revelar: também sou usuário de droga. Pense! A mais traiçoeira. Sim, sou dependente químico, como tantos em nossa época, mundo a fora.
Entenda. Eu aspiro oxigênio. Vulgo ar. Aí. Pronto, falei!
Antes de me abrir, pensei primeiro em me tratar. A vergonha me impediu de procurar ajuda. Do ridículo de não ser compreendido ao denunciar esse vício terrível, do qual a sociedade global parece nem tomar conhecimento. Imagine chegar num AA (Aspiradores Anônimos) e declarar: Hoje fiquei quase 3 minutos sem aspirar ar. E anunciar a meta triunfal para a próxima semana: Talvez 4 minutos!
Puizé, aspiro ar desde bebê. Desconfio que minha mãe também consumia doses cavalares de ar durante a gestação. Assim fui contaminado. Ainda bem que na maternidade suspeitaram e logo me entubaram.
Vício remoto da espécie, de quando um anfíbio saiu d´água. Dizem que hoje já somos mais de 7 bilhões de viciados. Até os animais dependem dessa droga. As plantas preferem gás carbônico.
Qualquer viciado em ar sabe como é inflar os pulmões, a ânsia frenética, incessante, ah!, aquela sensação contínua de bem-estar. Vício estúpido, sei. Porque é fatal para todos, questão de tempo. Ninguém sai vivo desse hábito.
Usamos as narinas no piloto automático, nem pensamos no que fazemos. Tem gente até que respira pela boca, forma ainda mais perigosa de ingerir ar, já que a droga leva pra dentro de nós micróbios, vírus e bactérias. Ar é tão perigoso que certas bactérias o evitam, preferem a saudável vida anaeróbica.
Há casos de gente que tenta permanecer o maior tempo possível sem ar; são capazes de mergulho em apneia a grandes profundidades até quase estourarem os pulmões. Não se curam, apenas entram no Livro Guinness. Alpinistas são outros que sobem a alturas com ar rarefeito e lá em cima, narinas semi-abertas, suportam momentos terríveis de falta de ar. Experimentam uma vitória ínfima, só para contar para seus familiares que tentaram, mas, infelizmente, esse gás maldito que envolve o planeta os venceu mais uma vez. Nem o Everest consola.
Taí o problema desse vício: a abundância da substância ao nosso redor. Tal fartura impede, pelo menos, o tráfico. Somos viciados em qualquer ar: aspiramos no trânsito, em meio a plantações regadas a agrotóxicos e ao ar viciado de elevadores e ônibus lotados, recintos fechados.
As autoridades sanitárias nunca tentaram entender tamanha adição. Saber porque as crises de abstinência são tão dramáticas, às vezes poucos segundos. E mesmo como pacientes terminais, ainda assim nos agarramos às máscaras: ar, mais ar, mais, mais!
E nem o irrespirável clima do país em meio a campanhas políticas arrefece o vício. Acho que o ar não será criminalizado.
* Dependente; submisso.
** Autor do texto e colunista no jornal Extraclasse.
(Disponível em: <htt ps://www.extraclasse.org.br/edicoes/2018/09/adicto/>

O Coletivo de autores (1992) considera que a Educação Física “[...] trata, pedagogicamente, na escola, do conhecimento de uma área denominada aqui de cultura corporal”.
Tomando como referência os fundamentos nos quais se baseiam os autores, é incorreto afirmar que
Taborda de Oliveira (2002, p. 58-60) tece algumas críticas ao Coletivo de Autores (1992), afirmando que os autores reunidos ali instauram “[...] uma ruptura com uma determinada maneira de pensar a educação física escolar no Brasil, a partir, principalmente, da radicalidade com que aponta para o conflito como categoria fundante da prática pedagógica” (p. 60).
Indique abaixo se é verdadeiro (V) ou falso (F) o que se afirma em relação a essas críticas:
( ) Falta-lhes a concretude da sala de aula em sua análise.
( ) Os autores esbarram nos limites da denúncia, da abstração e da generalização.
( ) Parte de suas análises consideram, de fato, a sala de aula, mas não a concretude dos sujeitos.
( ) O espaço reservado aos sujeitos históricos não se encontra na realidade, mas antes na teoria.
( ) Suas proposições metodológicas pouco avançam no sentido daquilo que é tradicionalmente concebido como organização escolar.
( ) As perspectivas metodológicas defendidas avançam em relação ao que tradicionalmente se defende em termos de currículo, mas não se sustentam, de fato, na produção intelectual sobre currículo.
A sequência correta é
McArdle, Katch e Katch (2002), ao se referirem ao metabolismo das gorduras e dos carboidratos nas adaptações metabólicas no sistema aeróbico de treinamento, afirmam que:
I. Atletas treinados exibem maior capacidade de oxidar carboidratos.
II. Atletas treinados aerobicamente exibem maior capacidade de oxidar carboidratos.
III. O aumento da lipólise resulta do maior fluxo sanguíneo dentro do músculo treinado.
IV. O aumento da glicólise resulta do maior fluxo sanguíneo dentro do músculo treinado.
V. O exercício aeróbico regular acarreta profunda melhora na capacidade do indivíduo em oxidar ácidos graxos.
VI. A maior capacidade de fracionamento dos carboidratos explica-se, em parte, pela maior armazenagem de glicogênio no músculo treinado.
Está correto apenas o que se afirma em
Com base em McArdle, Katch e Katch (2002), pode-se afirmar que:
I. Adaptações nas funções metabólicas e fisiológicas devem ocorrer de forma semelhante para todos os indivíduos submetidos a um mesmo estímulo de treinamento.
II. Adaptações fisiológicas específicas são estimuladas pelo exercício realizado com intensidades acima dos níveis normais, de forma que as adaptações biológicas proporcionam ao corpo funcionamento com maior eficiência.
III. Adaptações fisiológicas específicas, de fato, não podem ser estimuladas pelo exercício realizado com intensidades acima de níveis normais e podem ser especialmente prejudiciais, quando se trata de cardiopatas.
IV. Adaptações nas funções metabólicas e fisiológicas, que dependem da intensidade, da duração, da frequência e da modalidade de sobrecarga imposta durante atividades físicas, estão relacionadas a uma especificidade determinada na prescrição do treinamento físico.
V. Adaptações nas funções metabólicas e fisiológicas não ocorrem de forma semelhante para todos os indivíduos submetidos a um mesmo estímulo de treinamento, já que se deve levar em conta o nível de aptidão relativa desses indivíduos no início do treinamento proposto.
VI. Adaptações fisiológicas, adquiridas pelo exercício do treinamento regular e planejado, uma vez interrompida essa atividade, são perdidas em curto espaço de tempo, ainda que, nos indivíduos altamente treinados, isso seja algo cuja ocorrência se dê de forma mais demorada.
VII.Adaptações nas funções metabólicas e fisiológicas independem da intensidade, da duração, da frequência e da modalidade de sobrecarga imposta durante atividades físicas e não estão, necessariamente, relacionadas a uma especificidade determinada na prescrição do treinamento físico.
VIII. Adaptações fisiológicas adquiridas pelo exercício do treinamento regular e planejado são perdidas em curto espaço de tempo, quando interrompido esse treinamento, tanto para indivíduos altamente treinados quanto para aqueles cuja atividade física é mantida esporadicamente.
É correto apenas o que se afirma em
São princípios do treinamento físico, preconizados em McArdle, Katch e Katch (2002):
Em Hall (2005), ao tratar das alavancas, consideram-se três tipos:
I. Alavanca de terceira classe, cuja resistência está posicionada entre a força aplicada e o fulcro.
II. Alavanca de primeira classe, cuja força aplicada está posicionada entre a resistência e o fulcro.
III. Alavanca de segunda classe, cuja resistência está posicionada entre a força aplicada e o fulcro.
IV. Alavanca de terceira classe, cuja força aplicada está posicionada entre a resistência e o fulcro.
V. Alavanca de segunda classe, cujas resistência e força aplicadas estão posicionadas em lados opostos ao fulcro.
VI. Alavanca de primeira classe, cujas resistência e força aplicadas estão posicionadas em lados opostos ao fulcro.
Está correto apenas o que se afirma em
No que diz respeito à biomecânica do músculo esquelético, suas propriedades e sua organização estrutural, importa relacionar alguns conceitos contidos em Hall (2005).
1. Elasticidade
2. Irritabilidade
3. Extensibilidade
4. Fibra muscular
5. Fibra de contração rápida
6. Fibra de contração lenta
7. Capacidade de produzir tensão
( ) Capacidade de responder a um estímulo.
( ) Célula muscular cuja fadiga é mais rápida.
( ) Componente contrátil da função muscular.
( ) Suavidade na tensão muscular transmitida ao osso.
( ) Célula muscular isolada de formato alongado.
( ) Capacidade de alongamento ou aumento de tamanho.
A sequência correta é
Fonseca e Ramos (2017, p. 197) afirmam a necessidade de “[...] que o professor compreenda e valorize a pluralidade de manifestação da cultura corporal de movimento, posta em ação por meio dos jogos, esportes, ginásticas, danças e lutas”, em consonância com o preconizado pelo Coletivo de Autores (1992).
Nessa perspectiva, os autores ressaltam ainda a importância de “[...] entender que essas manifestações corporais identificam o movimento como mais que uma simples produção motora”, entendendo-o “[...] como possibilidade de expressão de sentimentos e comunicação, bem como de promoção de lazer e saúde [...]. Nessa perspectiva, não há como se pensar em um padrão motor correto, mas, sim, em uma variação de possibilidades.” Essa é a razão pela qual defendem a necessidade de ampliação “[...] no conceito de participação nas aulas por parte do professor para tornar o processo de inclusão possível em sua ação docente” e tomam como exemplo a questão da deficiência.
Suas análises permitem afirmar que é possível pensar e instituir práticas inclusivas que consideram as pessoas com deficiência,
Costa e Sousa (2004, p.39), abordando a educação física e o esporte adaptado, indagam o seguinte: “Será possível uma educação física inclusiva?” Os autores consideram que não existem respostas para muitas das questões, entretanto entendem “[...] que este é o momento de reflexões e quem sabe descobertas”. Afirmam ainda que “[...] conviver com a diferença e a diversidade humanas é possível, mas teremos que superar valores e princípios estigmatizantes ainda tão presentes nas relações sociais entre os homens”.
Considerando essas afirmações e as conclusões a que chegam os autores, é correto afirmar que os estudos e o conhecimento produzido pela área de educação física adaptada ou especial
Numa síntese d’a transformação didático-pedagógica dos esportes, Kunz (2001, p.125) apresenta “[...] os pontos mais contravertidos do esporte para uma prática educacional na formação educacional na formação da cidadania crítica e emancipada”.
Alguns deles podem ser identificados abaixo:
I. O esporte como é conhecido, hegemonicamente, em competições e por meio de mídias de comunicação, não se apresenta como conteúdo/elemento adequado de formação geral na constituição de uma realidade educacional.
II. O esporte, nas suas características de reforço do sucesso e do insucesso, tem grande contribuição para a formação geral ofertada nas escolas, uma vez consideradas e reforçadas suas características gerais de competição e rendimento.
III. O esporte, tal como na sua forma hegemônica e como cópia irrefletida da sua forma de competição e rendimento, não fomenta vivências de sucesso para a maioria de seus praticantes.
IV. O esporte, fomentado como prática de insucesso ou fracasso no contexto escolar, é de responsabilidade exclusiva do professor, constituindo-se em opção pedagógica comprometida com o correto desenvolvimento de crianças e jovens.
V. O esporte conhecido, hegemonicamente, por seus princípios básicos de “sobrepujança” e “comparações objetivas”, uma vez implementado nas práticas escolares, não contribui para a conquista da liberdade e do aprimoramento da sensibilidade em função do seu caráter técnico-instrumental nas sociedades industriais modernas.
Está correto apenas o que afirma em
Soares (2004) aborda a educação física no Brasil, considerando saúde, higiene, raça e moral como referenciais de abordagem e de análise, privilegiando as instituições médicas e o discurso higienista, considerando que é possível encontrar, elementos que auxiliam “[...] na compreensão de uma Educação Física como sinônimo de saúde física e mental, como promotora da saúde, como regeneradora da raça, das virtudes e da moral” (p.86).
As análises da autora indicam que:
No que se refere às desigualdades raciais, devemos acentuar o papel desempenhado pela ciência que, por meio de comparações e generalizações, absolutamente descontextualizadas, ‘comprovava’, a superioridade da raça branca em relação à negra, assim como do homem em relação à mulher (p.89).
É correto afirmar que, no Brasil,