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I. O art. 198 da Constituição Federal estabelece explicitamente que o SUS é organizado “de forma descentralizada, com direção única em cada esfera de governo” e constitui uma “rede regionalizada e hierarquizada”, conforme texto constitucional.
II. A Lei nº 8.142/1990, art. 1º, § 3º, condiciona o recebimento de recursos federais (repasse fundo a fundo) pelos municípios à existência e funcionamento de Conselho de Saúde, sendo esta uma exigência legal objetiva.
III. A Estratégia Saúde da Família (ESF) foi originalmente criada em 1994 (não estabelecida pela CF/88) e posteriormente consolidada como estratégia prioritária por políticas subsequentes do Ministério da Saúde, não constando da Constituição Federal de 1988.
IV. O art. 35 da Lei nº 8.080/1990 estabelece que “O SUS será financiado, em cada nível, por recursos do orçamento da seguridade social, da União, do Estado e do Município”, tornando obrigatória a participação financeira de todos os entes federativos, não sendo exclusiva da União.
V. De acordo com a Lei nº 8.142/1990 e Decreto nº 7.508/2011, as Comissões Intergestores Tripartite (CIT) e Bipartite (CIB) atuam como instâncias de pactuação, consenso e negociação entre entes federativos, com deliberação em matérias específicas pactuadas, sem caráter deliberativo irrestrito sobre todas as decisões do SUS.
VI. A Lei nº 8.142/1990, art. 1º, estabelece que a participação da comunidade ocorre de forma permanente por meio de Conselhos (instâncias consultivas e deliberativas permanentes) e periódica por meio de Conferências (mínimo a cada 4 anos), sendo ambas as formas essenciais para o exercício do controle social, não sendo exclusiva de conferências.
I. São componentes da Prevenção de Deficiências Físicas ligadas à Hanseníase: diagnóstico precoce, tratamento regular com PQT-U e aplicação de BCG em contatos; detecção precoce e tratamento adequado das reações e neurites; apoio a manutenção da condição emocional e integração social e; realização de autocuidados.
II. O Sistema Único de Saúde (SUS) disponibiliza o tratamento e acompanhamento dos pacientes em unidades básicas de saúde (UBS) e em referência, não sendo necessário internação; o tratamento medicamentoso é realizado com a associação de três antimicrobianos - rifampicina, dapsona e clofazimina – a qual denominamos de Poliquimioterapia Única (PQT-U); a duração do tratamento varia de acordo com a forma clínica da doença (paucibacilar e multibacilar).
III. O sinais e sintomas são: manchas brancas, avermelhadas, acastanhadas ou amarronzadas e/ou área(s) da pele com alteração da sensibilidade térmica e/ou dolorosa e/ou tátil; comprometimento do(s) nervo(s) periférico(s) – geralmente espessamento, associado à alterações sensitivas e/ou motoras e/ou autonômicas; áreas com diminuição dos pelos e do suor; sensação de formigamento e/ou fisgadas, principalmente nas mãos e nos pés; diminuição ou ausência da sensibilidade e/ou da força muscular na face, e/ou nas mãos e/ou nos pés e; caroços no corpo, em alguns casos avermelhados e dolorosos.
IV. A transmissão ocorre quando uma pessoa com hanseníase (na forma infectante e sem tratamento) elimina o bacilo para o meio exterior superiores (por meio do espirro, objetos utilizados pelo paciente, ou abraço), infectando outras pessoas suscetíveis, não sendo necessário um contato próximo e prolongado.
I. Atividades de vacinação de alta qualidade; Calendário técnico nacional de vacinação.
II. Câmara técnica; Distribuição de imunobiológicos.
III. Hesitação vacinal; Monitoramento dos dados de vacinação.
IV. Operação gota; Rede de frio; Regras para registros vacinais.
A Estratégia Saúde da Família (ESF) constitui o modelo prioritário da atenção básica no Brasil, visando a integralidade do cuidado e a proximidade com a comunidade. Sobre o assunto, analise as assertivas e assinale a alternativa correta.
I. A ESF organiza suas ações considerando a territorialização e o cadastro individual de toda a população adscrita, garantindo vínculo com os usuários e acompanhamento contínuo.
II. O foco da ESF é exclusivamente o atendimento curativo individual, sendo secundária a realização de ações coletivas e preventivas de saúde.
III. As equipes de Saúde da Família são multiprofissionais, podendo incluir médicos, enfermeiros, cirurgiões-dentistas, agentes comunitários de saúde, técnicos ou auxiliares de enfermagem, de acordo com as necessidades epidemiológicas do território.
IV. Realiza funções cruciais dentro da Atenção Primária, no tocante à organização da Rede de Atenção à Saúde (RAS), compondo a base do Sistema Único de Saúde.
(_) A HAS é causa indireta de cardiopatia e nefropatia hipertensivas, não necessariamente sendo fator de risco para doenças decorrentes de aterosclerose e trombose.
( ) Frequentemente a HAS é associada às alterações funcionais ou estruturais de órgãos-alvo como coração, encéfalo, rins e vasos sanguíneos, além de alterações metabólicas, com aumento do risco de eventos cardiovasculares.
( ) A HAS pode ter os fatores de risco individuais identificados em estágios iniciais da condição crônica. Como a HAS é uma condição geralmente assintomática, seu rastreamento deve ser realizado anualmente com duas medidas de PA em consultório. A Atenção Primária à saúde tem um papel importante na prevenção, rastreio e acompanhamento dessa condição crônica e, quando necessário, por realizar o encaminhamento adequado ao atendimento especializado.
( ) As estratégias de prevenção da HAS incluem a alimentação saudável, redução do consumo de sódio e de ultra processados; controle do peso corporal; prática de atividade física; redução ou cessação da ingesta de álcool; prevenção e cessação do tabagismo; gerenciamento do estresse; qualidade do sono; medição regular da PA; gerenciamento de outras comorbidades; e estratificação do risco cardiovascular em uma unidade de saúde ambulatorial.
I. Verificar o estado geral da criança, presença de icterícia e sinais de alerta (sonolência excessiva, febre, abaulamento da fontanela, entre outros).
II. Estado geral da mãe (cicatrização da episiotomia ou da cesárea, queixas e dificuldades enfrentadas nos primeiros dias, estado de sono e vigília, entre outros).
III. Aleitamento materno conforme preconizado pela Organização Mundial de Saúde (OMS), pega e sucção, oferta, lesões mamilares, hidratação da mãe e do bebê.
IV. Avaliar a carteirinha da criança quanto a vacinas já realizadas e que ainda precisam sem feitas. Testes do pezinho, orelhinha, coraçãozinho e olhinho.
( ) O aleitamento materno exclusivo até os 6 meses é considerado uma intervenção em saúde pública, com maior potencial para redução da mortalidade infantil.
( ) A prática do aleitamento materno deve ser iniciada somente após os 3 meses de vida, garantindo que o bebê receba outros líquidos antes do leite materno, para favorecer o desenvolvimento imunológico e gastrintestinal.
( ) O aleitamento materno exclusivo até os 6 meses não apresenta impacto significativo na prevenção de doenças infecciosas, gastrointestinais e respiratórias no lactente.
( ) Estudos mostram que a amamentação exclusiva por 4 meses está associada a benefícios pequenos no crescimento infantil, quando comparada à amamentação exclusiva por 6 meses até 2 anos.
I. Inscrever a gestante no pré-natal, abrindo a carteirinha da gestante.
II. Vincular as gestantes no hospital/maternidade, de acordo com sua Estratificação de Risco.
III. Realizar as consultas de pré-natal conforme cronograma, avaliando em cada consulta possíveis alterações e mudança na Estratificação de Risco.
IV. Garantir no mínimo 4 consultas de pré-natal, considerando a abertura da carteirinha da gestante no primeiro trimestre de gestação.
Conforme estabelecido pela Linha Guia da Rede Mãe Paranaense, sobre a estratificação de risco de gestantes, relacione as colunas e assinale a alternativa com a sequência correta.
1. Estratificação de Risco.
2. Risco habitual.
3. Risco intermediário.
4. Alto risco.
( ) Gestantes que apresentam fatores de riscos como, condições clínicas pré-existentes (cardiopatias, nefropatias, neoplasias, entre outras) e/ou intercorrências clínicas (placenta prévia, doenças infectocontagiosas vividas na gestação atual, má formação fetal confirmada, entre outras).
( ) Elemento orientador para organização da atenção nos seus diversos níveis: Atenção Primária, Secundária e Terciária.
( ) Gestantes que apresentam fatores de riscos relacionados às características individuais como raça e/ou etnia negra ou indígena, idade < 20 anos e > 40 anos, baixa escolaridade e com história reprodutiva anterior de pelo menos 1 filho morto e/ou 3 filhos vivos.
( ) Gestantes que não apresentam fatores de risco individual, sociodemográficos, de história reprodutiva anterior, de doença ou agravo de saúde.
O Eletrocardiograma (ECG) é utilizado em ambientes de saúde de vários níveis de complexidade, auxiliando no diagnóstico e manejo de condições agudas e crônicas de pacientes que são atendidos. Sobre este exame, considerando a interface com a Enfermagem, analise as assertivas e assinale a alternativa correta.
I. O ECG de superfície corporal padrão de 12 derivações fornece uma correlação mais precisa das alterações evidenciadas pelo formato de onda, podendo indicar problemas cardíacos, como arritmias, ataques cardíacos e desequilíbrios eletrolíticos.
II. Um ECG mede a atividade elétrica dos batimentos cardíacos. A cada batimento, uma onda elétrica percorre o coração. Essa onda faz com que o músculo se contraia e bombeie o sangue para fora do coração, despolarizando e repolarizando os átrios e ventrículos, representada pela sequência P, Q, R, S eT.
III. Para o padrão de 12 derivações, comumente são colocados 06 eletrodos na superfície do tórax do paciente e 4 eletrodos nos membros, sendo 1 eletrodo em cada membro.
IV. Antes da realização do procedimento de ECG, é importante que a enfermagem oriente o paciente sobre o objetivo do exame e as etapas da realização, garantindo a qualidade da gravação do traçado, além de respeitar a privacidade do paciente.