Questões de Concurso
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I. Se um crime de lesão corporal de natureza grave resulta em incapacidade para as ocupações habituais, por mais de trinta dias; perigo de vida; debilidade permanente de membro, sentido ou função; aceleração de parto, então a pena aplicável ao agente será de reclusão, de um a cinco anos, conforme o artigo 129, § 1º, do Código Penal.
II. Extraviar livro oficial ou qualquer documento, de que tem a guarda em razão do cargo, assim como sonegá-lo ou inutilizálo, total ou parcialmente, é um crime com pena de reclusão, de um a quatro anos, se o fato não constitui crime mais grave, de acordo com as disposições do artigo 314 do Código Penal.
III. Pescar mediante a utilização de explosivos ou substâncias que, em contato com a água, produzam efeitos semelhantes aos explosivos; ou mesmo com substâncias tóxicas, ou outro meio proibido pela autoridade competente, é um crime cuja pena compreende a reclusão de cinco a quinze anos, conforme o artigo 35 da Lei Federal nº 9.605, de 1998.
Marque a alternativa CORRETA:
I. O crime de lesão corporal de natureza grave, se resulta em incapacidade permanente para o trabalho; enfermidade incurável; perda ou inutilização do membro, sentido ou função; deformidade permanente; ou aborto, prevê pena de detenção, de cinco a doze anos, e multa, de acordo com os termos do artigo 129 do Código Penal.
II. De acordo com o disposto no artigo 155 do Código Penal, subtrair, para si ou para outrem, coisa alheia móvel é um crime com pena e de reclusão, de um a quatro anos, e multa. Ainda de acordo com o referido texto legal, se o criminoso é primário, sendo de pequeno valor a coisa furtada, o juiz pode substituir a pena de reclusão pela de detenção, diminuí-la de um a dois terços, ou aplicar somente a pena de multa.
III. O artigo 2º, VII, da Lei nº 12.318, de 2010, prevê que mudar o domicílio da criança para local próximo ao outro genitor ou a seus familiares, como os avós, com a devida justificativa, é uma forma exemplificativa de alienação parental.
Marque a alternativa CORRETA:
I. Em relação ao furto de coisa comum, o Código Penal determina que é punível a subtração de coisa comum fungível, cujo valor não excede a quota a que tem direito o agente, conforme disposto no artigo 156, § 2º, do referido diploma legal.
II. Todos os julgamentos dos órgãos do Poder Judiciário devem ser públicos e todas as decisões devem ser fundamentadas, sob pena de nulidade, podendo a lei limitar a presença, em determinados atos, às próprias partes e a seus advogados, ou somente a estes, em casos nos quais a preservação do direito à intimidade do interessado no sigilo não prejudique o interesse público à informação, conforme determina o artigo 93, da Constituição Federal de 1988.
III. A Constituição Federal de 1988, em seu artigo 98, prevê que a União, no Distrito Federal e nos territórios, e os estados podem criar a justiça de paz, remunerada, composta de cidadãos eleitos pelo voto direto, universal e secreto, com mandato de quatro anos e competência para, na forma da lei, celebrar casamentos, verificar, de ofício ou em face de impugnação apresentada, o processo de habilitação e exercer atribuições conciliatórias, sem caráter jurisdicional, além de outras atribuições previstas na legislação.
Marque a alternativa CORRETA:
O mineiro Ícaro Miguel, de 24 anos, é o mais novo líder do ranking mundial da Federação Internacional de Taekwondo (Word Taekwondo), na categoria até 87 kg. A atualização de abril foi divulgada ontem (01/04/2020) no site da entidade. Ainda em clima de comemoração, o atleta descreveu a emoção ao se ver no topo do ranking, em uma postagem em rede social.
I. De acordo com o texto, Ícaro Miguel é o maior medalhista olímpico brasileiro nas modalidades de Judô e natação.
II. Ícaro Miguel é uma das principais promessas do Brasil no Taekwondo, mas esse status não lhe garante a presença nos Jogos Olímpicos de Tóquio, afirma o texto.
Marque a alternativa CORRETA:
Para compreendermos a questão da autoridade em nossos dias, devemos buscar na base histórica da formação de nossa sociedade contemporânea indícios que confirmam e influenciam as relações da nossa época atual, desde os primeiros indícios da sociedade Grega e, posteriormente, sua efetivação na vida pública/política no Império Romano, culminando na era cristã.
I. Segundo o texto, a visão de autoridade na sociedade romana esteve muito ligada à forte influência da cultura grega. Sendo assim, por estar intimamente ligada ao politeísmo, a questão da autoridade se limita à política.
II. O texto afirma que, devido à concepção de democracia surgida na Grécia, a autoridade, para os gregos, era constituída à base dos argumentos. Ou seja, quanto mais persuasivo o argumento, maiores as chances de sua validação pelo grupo, em diversas esferas, com única exceção para os períodos de guerra.
Marque a alternativa CORRETA:
No que se refere à sistemática de ensino de língua materna, pesquisas na área de linguagem revelam que, apesar da grande preocupação dos investigadores e de significativos avanços das teorias linguísticas, as práticas pedagógicas insistem no repasse de conteúdos gramaticais de forma fragmentada e descontextualizada, enfatizando-se um ensino burocratizante dos atos de ler, escrever e falar, que aposta numa concepção de linguagem enquanto sistema e de um ensino meramente prescritivo e metalinguístico.
I. As informações presentes no texto permitem inferir que o processo de ensino e aprendizagem de Língua Portuguesa necessita de análises e propostas pedagógicas que efetivamente insiram no contexto da sala de aula os saberes linguísticos advindos da ciência da linguagem, bem como os saberes didáticos e pedagógicos que favoreçam um aprendizado satisfatório.
II. Uma das ideias presentes no texto é a de que, devido à grande preocupação dos investigadores e de significativos avanços das teorias linguísticas, as práticas pedagógicas têm apostado cada vez mais numa concepção de linguagem enquanto sistema e de um ensino contextualizado, voltado para a análise crítica da realidade e o desenvolvimento de conhecimentos técnicos e científicos.
III. Após a análise do texto, é possível concluir que a eficácia do processo de ensino e aprendizagem só ocorre na medida em que a formação dos profissionais acontece de forma bem fundamentada nos conhecimentos linguísticos e didáticos, como também estruturada a partir de um projeto políticopedagógico do curso de graduação.
Marque a alternativa CORRETA:
No que se refere à sistemática de ensino de língua materna, pesquisas na área de linguagem revelam que, apesar da grande preocupação dos investigadores e de significativos avanços das teorias linguísticas, as práticas pedagógicas insistem no repasse de conteúdos gramaticais de forma fragmentada e descontextualizada, enfatizando-se um ensino burocratizante dos atos de ler, escrever e falar, que aposta numa concepção de linguagem enquanto sistema e de um ensino meramente prescritivo e metalinguístico.
I. Após a análise do texto, é possível inferir que a escola precisa romper de modo radical com a tradição de um ensino burocratizante dos atos de ler, escrever e falar, que sobrevive insistentemente no ensino brasileiro. Assim, defende o texto, aos alunos deve ser dado o acesso apenas aos conhecimentos científicos, sem que sejam apresentados às possibilidades da sua língua materna.
II. As informações presentes no texto permitem concluir que a construção das práticas pedagógicas deve favorecer a adoção de uma concepção interacional da linguagem e a utilização de metodologias de ensino ajustadas a uma proposta de ensino que prima por um aprendizado significativo da língua.
III. O texto defende que a escola precisa acolher os conhecimentos linguísticos e didático-pedagógicos para favorecer um ensino produtivo que possa garantir aos estudantes um domínio efetivo das atividades linguageiras que se processam nos contextos sociointeracionais dos quais participam.
Marque a alternativa CORRETA:
No que se refere à sistemática de ensino de língua materna, pesquisas na área de linguagem revelam que, apesar da grande preocupação dos investigadores e de significativos avanços das teorias linguísticas, as práticas pedagógicas insistem no repasse de conteúdos gramaticais de forma fragmentada e descontextualizada, enfatizando-se um ensino burocratizante dos atos de ler, escrever e falar, que aposta numa concepção de linguagem enquanto sistema e de um ensino meramente prescritivo e metalinguístico.
I. O texto defende que o futuro professor precisa conscientizar-se de que deve dominar o aparato teórico para poder tomar decisões sobre sua prática, no que diz respeito ao planejamento das aulas, à seleção de atividades, ao gerenciamento da sala de aula e ao processo de avaliação.
II. O texto estimula o futuro professor a buscar saber o que é ensinar, o que é método de ensino, o que é língua, o que significa conhecer a Língua Portuguesa e por que ensiná-la a alunos brasileiros falantes dessa língua. Dessa forma, defende o texto, o professor poderá formar cidadãos mais qualificados para os desafios impostos pelo mercado de trabalho e mais preparados para terem uma posição ativa em um mundo rico em novas tecnologias.
III. O texto leva o leitor a inferir que pesquisas na área de linguagem revelam que as práticas pedagógicas de ensino de língua materna insistem no repasse de conteúdos gramaticais de forma fragmentada e descontextualizada, enfatizando-se um ensino burocratizante dos atos de escrever, falar e ler.
Marque a alternativa CORRETA:
Os gêneros textuais são “modelos” de textos que circulam socialmente e que estabelecem formas próprias de organização do discurso. São caracterizados pelo conteúdo temático, pelo estilo e pela construção composicional, que numa esfera de utilização apresentam tipos relativamente estáveis de enunciados, tais como o conto, o relato, o texto de opinião, a entrevista, o artigo, o resumo, a receita, a conta de luz, os manuais, entre outros. A escolha do gênero depende do contexto imediato e, consequentemente, da finalidade a que se destina, dos destinatários e do conteúdo.
I. As informações presentes no texto permitem concluir que a escolha do gênero textual depende de aspectos subjetivos do artista, dos seus interesses pessoais e dos seus sentimentos, em detrimento do contexto e dos destinatários da mensagem que ele deseja passar.
II. De acordo com as informações do texto, pode-se inferir que os gêneros textuais são entidades políticas e formas de ação social incontornáveis em qualquer situação comunicativa. Nessa perspectiva, o texto defende a ideia de que escrever é uma forma de resistir à cultura dominante, ao consumismo e à degradação ambiental.
III. Após a análise do texto, é possível inferir que os gêneros textuais contribuem para que o aluno perceba a organização e os elementos de construção dos diferentes gêneros ou tipos textuais para que possa reconhecer a finalidade, as características e produzir textos, seja do tipo narrativo, descritivo, argumentativo ou expositivo, entre outros.
Marque a alternativa CORRETA:
Os gêneros textuais são “modelos” de textos que circulam socialmente e que estabelecem formas próprias de organização do discurso. São caracterizados pelo conteúdo temático, pelo estilo e pela construção composicional, que numa esfera de utilização apresentam tipos relativamente estáveis de enunciados, tais como o conto, o relato, o texto de opinião, a entrevista, o artigo, o resumo, a receita, a conta de luz, os manuais, entre outros. A escolha do gênero depende do contexto imediato e, consequentemente, da finalidade a que se destina, dos destinatários e do conteúdo.
I. O texto leva o leitor a entender que, no ambiente escolar, o trabalho com a diversidade de gêneros textuais possibilita o confronto de diferentes discursos sobre a mesma temática e ainda permite uma metodologia interdisciplinar com atenção especial para o funcionamento da língua e para as atividades culturais e sociais.
II. O texto leva o leitor a concluir que, nas práticas comunicativas, os indivíduos fazem uso de inúmeros gêneros textuais, sempre com o objetivo de tonar a mensagem mais clara, abstrata, imediata e intrincada. Assim, afirma o texto, ao escolher um gênero literário, o escritor está fazendo uma escolha política.
III. Uma das ideias presentes no texto é a de que os gêneros textuais são “modelos” de textos que circulam socialmente e que estabelecem formas próprias de organização do discurso. De acordo com o texto, eles são caracterizados pelo conteúdo temático, pelo estilo e pela construção composicional, que, numa esfera de utilização, apresentam tipos relativamente estáveis de enunciados.
Marque a alternativa CORRETA:
Os gêneros textuais são “modelos” de textos que circulam socialmente e que estabelecem formas próprias de organização do discurso. São caracterizados pelo conteúdo temático, pelo estilo e pela construção composicional, que numa esfera de utilização apresentam tipos relativamente estáveis de enunciados, tais como o conto, o relato, o texto de opinião, a entrevista, o artigo, o resumo, a receita, a conta de luz, os manuais, entre outros. A escolha do gênero depende do contexto imediato e, consequentemente, da finalidade a que se destina, dos destinatários e do conteúdo.
I. As informações presentes no texto permitem inferir que os gêneros textuais são fenômenos históricos, profundamente vinculados à vida cultural e social. São fruto de trabalho coletivo e contribuem para ordenar e estabilizar as atividades comunicativas do dia a dia.
II. O texto apresenta alguns exemplos de gêneros textuais, tais como o diálogo face a face, o bilhete, a carta (pessoal, comercial etc.), a receita culinária, o horóscopo, o artigo, o romance, o conto, a novela, o cardápio de restaurante, a lista de compras, a aula virtual, a piada, a resenha, o inquérito policial, o ofício, o requerimento, a ata.
III. Após a análise do texto, é possível concluir que, atualmente, identifica-se uma grande diversidade de gêneros na literatura, os quais representam instrumentos estanques e limitadores da ação criativa, ao mesmo tempo em que impõem regras inflexíveis aos escritores e aos autores, como uma “receita” para a arte.
Marque a alternativa CORRETA:
I. O Barroco foi uma escola profundamente intimista. A prosa, tanto nos romances como nos contos, aprofunda a tendência já trilhada por alguns autores das décadas anteriores no Brasil, em busca de uma literatura intimista, de sondagem psicológica, introspectiva, com destaque para as crônicas urbanas nas misteriosas cidades de um país recémdescoberto: o Brasil.
II. O período de 1922 a 1930 é o mais radical do movimento modernista no Brasil, justamente em consequência da necessidade de definições e do redescobrimento da cultura da Antiguidade Clássica. Daí o caráter anárquico desta primeira fase modernista e seu forte sentido saudosista, com claras referências às culturas grega e romana, aos deuses do Olimpo e aos heróis da história antiga.
III. O romance naturalista foi cultivado no Brasil por Aluísio Azevedo e Júlio Ribeiro. Aqui, Raul Pompéia também pode ser incluído, mas seu caso é muito particular, pois seu romance “O Ateneu” ora apresenta características naturalistas, ora realistas, ora impressionistas. A narrativa naturalista é marcada pela forte análise social, a partir de grupos humanos marginalizados, valorizando o coletivo. Os títulos das obras naturalistas apresentam quase sempre a mesma preocupação: “O mulato”, “O cortiço”, “Casa de pensão”, “O Ateneu”.
Marque a alternativa CORRETA:
I. Manter e ampliar os programas e as ações de correção de fluxo do Ensino Fundamental, por meio do acompanhamento individualizado dos alunos com rendimento escolar defasado e pela adoção de práticas como aulas de reforço no turno complementar, estudos de recuperação e progressão parcial, de forma a reposicioná-los no ciclo escolar de maneira compatível com sua idade, é uma das estratégias da meta 2 do Plano Nacional de Educação.
II. Disciplinar, no âmbito dos sistemas de ensino, a organização flexível do trabalho pedagógico, incluindo adequação do calendário escolar de acordo com a realidade local, a identidade cultural e as condições climáticas da região é uma das estratégias da meta 2 do Plano Nacional de Educação.
Marque a alternativa CORRETA:
I. Desenvolver tecnologias pedagógicas que combinem, de maneira articulada, a organização do tempo e das atividades didáticas entre a escola e o ambiente comunitário, considerando as especificidades da educação especial, das escolas do campo e das comunidades indígenas e quilombolas é uma das estratégias da meta 2 do Plano Nacional de Educação.
II. Institucionalizar o programa nacional de renovação da Educação Básica, a fim de incentivar práticas pedagógicas com abordagens interdisciplinares estruturadas pela relação entre teoria e prática, por meio de currículos escolares que organizem, de maneira flexível e diversificada, é uma das estratégias da meta 2 do Plano Nacional de Educação.
Marque a alternativa CORRETA:
I. Ao mesmo tempo em que se procura o moderno, o original e o polêmico, o nacionalismo dos escritores árcades se manifesta em suas múltiplas facetas: uma volta às origens, à pesquisa das fontes quinhentistas, à procura de uma língua brasileira (a língua falada pelo povo nas ruas), uma volta às paródias, numa tentativa de repensar a história e a literatura brasileiras, e à valorização do índio verdadeiramente brasileiro.
II. A poesia parnasiana preocupa-se com a forma e a objetividade, com seus sonetos alexandrinos perfeitos. Olavo Bilac, Raimundo Correia e Alberto de Oliveira formam a trindade parnasiana. O Parnasianismo é a manifestação poética do Realismo, dizem alguns estudiosos da literatura brasileira, embora ideologicamente não mantenha todos os pontos de contato com os romancistas realistas e naturalistas. Seus poetas estavam à margem das grandes transformações do final do século XIX e início do século XX.
III. Raul Pompéia, Machado de Assis e Aluízio Azevedo são representantes da escola realista no Brasil. Ideologicamente, os autores desse período são antimonárquicos, assumindo uma defesa clara do ideal republicano, como nos romances “O mulato”, “O cortiço” e “O Ateneu”. Eles negam a burguesia a partir da família e a expressão "Realismo" é uma denominação genérica da escola literária, que abriga três tendências distintas: “romance realista”, “romance naturalista” e “poesia parnasiana”
Marque a alternativa CORRETA:
I. A Constituição Federal de 1988, em seu artigo 208, inciso VII e a Lei de Diretrizes e Bases da Educação, em seu artigo 15, asseguram à gestão escolar a autonomia nas dimensões administrativa, pedagógica e financeira. A autonomia, nesse contexto, é sinônimo de responsabilidade individual e coletiva, com envolvimento da comunidade escolar para alcance das metas estabelecidas. Dessa forma, ter autonomia significa também não esquecer que a escola está inserida num processo que envolve as relações internas e externas, o sistema educativo e a comunidade escolar.
II. A equipe gestora da escola é composta de profissionais com funções técnicas específicas, que têm a responsabilidade de colocar em prática as políticas e os planos elaborados coletivamente para o alcance de metas. Assim, é fundamental que o diretor, o coordenador pedagógico e o supervisor, como articuladores de execução do projeto maior da escola, reúnam-se para discutir sobre o planejamento da instituição.
Marque a alternativa CORRETA:
I. O romance realista foi exaustivamente cultivado no Brasil por Machado de Assis. Trata-se de uma narrativa mais preocupada com a análise psicológica, fazendo a crítica à sociedade a partir do comportamento de determinados personagens. Por exemplo, os cinco romances da fase realista de Machado de Assis apresentam nomes próprios em seus títulos (“Brás Cubas”; “Quincas Borba”; “Dom Casmurro”, “Esaú e Jacó”; e “Aires”). Isso revela uma clara preocupação com o indivíduo.
II. Embora o Barroco brasileiro seja datado de 1768, com a fundação da Arcádia Ultramarina e a publicação do livro “Obras”, de Cláudio Manuel da Costa, o movimento ganha corpo a partir de 1724, com a fundação da Academia Brasílica dos Esquecidos. Esse fato assinala a decadência dos valores defendidos pelo Barroco e a ascensão do movimento árcade. O termo barroco denomina genericamente todas as manifestações artísticas dos anos de 1600 e início dos anos de 1700. Além da literatura, estende-se à música, pintura, escultura e arquitetura da época.
III. José de Alencar aparece na literatura brasileira como o consolidador do romance, um ficcionista que cai no gosto popular. Sua obra é um retrato fiel de suas posições políticas e sociais. Ele defendia o “casamento” entre o nativo e o europeu colonizador, numa troca de favores: uns ofereciam a natureza virgem, um solo esplêndido; outros, a cultura. Da soma desses fatores resultaria um Brasil independente. “O guarani” é o melhor exemplo, ao se observar a relação do principal personagem da obra, o índio Peri, com a família de D. Antônio de Mariz.
Marque a alternativa CORRETA:
O que existe ou não existe numa língua?
(Marcos Bagno)
Quando se trata de falar sobre a língua, o verbo existir pode ter dois sentidos muito diferentes. A pessoa que se guia pelo purismo linguístico (uma espécie de racismo gramatical, nada menos), quando topa, por exemplo, com uma construção do tipo “pra mim fazer”, exclama categoricamente: “‘Pra mim fazer’ não existe em português!”. Não importa que a imensa maioria da população brasileira use essa construção: o fato de não estar prevista na (limitadíssima e paupérrima) norma-padrão convencional é suficiente para decretar sua inexistência. Me divirto muito com isso. Se a coisa “não existe”, para que então afirmar essa não-existência? Tá lá no Freud, e se chama denegação. Se o Antigo Testamento precisou condenar a homossexualidade é porque ela existia, sim, alegre e saltitante, na sociedade hebraica daquela época. Afinal, ninguém precisa dizer que não existem elefantes na Amazônia: se fôssemos listar todas as espécies animais que não existem lá, estaríamos fazendo um trabalho inútil e, convenhamos, ridículo.
Por outro lado, quando uma linguista diz que determinada categoria gramatical (ou qualquer outro elemento) não existe numa língua, ela está enunciando aquilo que a pesquisa acumulada a respeito do fenômeno permite concluir. Não se trata de listar todas as categorias gramaticais que não existem numa língua, mas de procurar entender, num quadro mais amplo de comparação, sobretudo entre línguas aparentadas, porque aquela categoria específica, se algum dia existiu, desapareceu devido aos processos de mudança linguística. Além disso, quando a linguista diz que X não existe, ela está se referindo à língua falada espontânea, ao discurso menos monitorado possível, porque é nessa modalidade de uso que se pode realmente detectar com certeza a gramática internalizada das pessoas que falam, bem como os processos de mudança em andamento. E é precisamente disso que quero tratar aqui hoje: da inexistência, no PB (português brasileiro), de pronomes oblíquos de 3ª pessoa. Já se assustou? Não precisa.
As formas oblíquas de 3ª p. — o, a, os, as — não pertencem à gramática do PB (gramática entendida aqui como o conhecimento intuitivo que cada uma de nós tem da língua que fala). Essas formas só podem ser adquiridas por meio do acesso à cultura letrada, da instrução formal, do ensino consciente da língua. A esse ensino consciente podemos contrapor a aquisição inconsciente da língua, que é o misterioso processo pelo qual aprendemos a falar nossa língua materna (ou línguas no plural, no caso das pessoas sortudas que nascem e crescem em ambientes multilíngues).
Quem nos revela melhor do que ninguém a (in)existência de categorias gramaticais numa língua são as crianças, especialmente as que ainda não tiveram acesso à educação formal. Uma menina de mais ou menos 7 anos já é dotada de um conhecimento fabuloso de sua língua. Se formos coletar a fala espontânea de crianças brasileiras dessa idade, seja de que classe social for, não vamos encontrar absolutamente nenhuma ocorrência de o/a/os/as como pronomes oblíquos. Se, por outro lado, formos coletar a fala de crianças dessa idade que tenham como língua materna português europeu, galego, espanhol, catalão, provençal, francês e italiano (para ficar só nessas línguas do grupo românico), vamos encontrar uma farta ocorrência dos pronomes oblíquos de 3ª p. dessas línguas. A réplica daquela velha parlenda brasileira “— Cadê o docinho que tava aqui? — O gato comeu” seria traduzida em todas essas línguas pelo equivalente a “o gato o comeu”. Se as crianças brasileiras não produzem o/a/os/as é porque não adquiriram esses pronomes no ambiente familiar, e se não adquiriram é porque seus pais, tios, avós etc. não usam esses pronomes. Simples assim.
(Disponível em: https://bit.ly/372nb5v. Acesso em nov. 2020)
Leia o texto 'O que existe ou não existe numa língua?' e, em seguida, analise as afirmativas abaixo:
I. Uma forma de oferecer maior objetividade ao texto, modificando as formas verbais, sem alterar a função discursiva do trecho “Não importa que a imensa maioria da população brasileira use essa construção...”, seria reescrevê-lo da seguinte maneira: “Não importa a imensa população brasileira usar essa construção...”. O mesmo fenômeno pode ocorrer em enunciados como I. Joana quer que você faça aquela deliciosa torta; II. Joana quer fazer aquela deliciosa torta.
II. No trecho “Se a coisa ‘não existe’, para que então afirmar essa não-existência?”, o uso de pronome apassivador confere objetividade ao texto, pois evita-se a voz passiva analítica da forma verbal. Já o pronome demostrativo exerce papel importante na retomada das ideias, corroborando com a progressão sequencial.
III. No fragmento “se fôssemos listar todas as espécies animais que não existem lá, estaríamos fazendo um trabalho inútil e, convenhamos, ridículo”, o uso da primeira pessoa do plural, com destaque para o isolamento da forma verbal “convenhamos”, por vírgulas, convida o leitor a compartilhar do mesmo ponto de vista do autor. Fenômeno idêntico se dá com algumas expressões, gramaticalmente bem localizadas, como a do enunciado a seguir: “O aumento acentuado da pobreza pode levar o Brasil novamente para o Mapa da Fome. Isso é a meu ver, um grave retrocesso”.
Marque a alternativa CORRETA:
O que existe ou não existe numa língua?
(Marcos Bagno)
Quando se trata de falar sobre a língua, o verbo existir pode ter dois sentidos muito diferentes. A pessoa que se guia pelo purismo linguístico (uma espécie de racismo gramatical, nada menos), quando topa, por exemplo, com uma construção do tipo “pra mim fazer”, exclama categoricamente: “‘Pra mim fazer’ não existe em português!”. Não importa que a imensa maioria da população brasileira use essa construção: o fato de não estar prevista na (limitadíssima e paupérrima) norma-padrão convencional é suficiente para decretar sua inexistência. Me divirto muito com isso. Se a coisa “não existe”, para que então afirmar essa não-existência? Tá lá no Freud, e se chama denegação. Se o Antigo Testamento precisou condenar a homossexualidade é porque ela existia, sim, alegre e saltitante, na sociedade hebraica daquela época. Afinal, ninguém precisa dizer que não existem elefantes na Amazônia: se fôssemos listar todas as espécies animais que não existem lá, estaríamos fazendo um trabalho inútil e, convenhamos, ridículo.
Por outro lado, quando uma linguista diz que determinada categoria gramatical (ou qualquer outro elemento) não existe numa língua, ela está enunciando aquilo que a pesquisa acumulada a respeito do fenômeno permite concluir. Não se trata de listar todas as categorias gramaticais que não existem numa língua, mas de procurar entender, num quadro mais amplo de comparação, sobretudo entre línguas aparentadas, porque aquela categoria específica, se algum dia existiu, desapareceu devido aos processos de mudança linguística. Além disso, quando a linguista diz que X não existe, ela está se referindo à língua falada espontânea, ao discurso menos monitorado possível, porque é nessa modalidade de uso que se pode realmente detectar com certeza a gramática internalizada das pessoas que falam, bem como os processos de mudança em andamento. E é precisamente disso que quero tratar aqui hoje: da inexistência, no PB (português brasileiro), de pronomes oblíquos de 3ª pessoa. Já se assustou? Não precisa.
As formas oblíquas de 3ª p. — o, a, os, as — não pertencem à gramática do PB (gramática entendida aqui como o conhecimento intuitivo que cada uma de nós tem da língua que fala). Essas formas só podem ser adquiridas por meio do acesso à cultura letrada, da instrução formal, do ensino consciente da língua. A esse ensino consciente podemos contrapor a aquisição inconsciente da língua, que é o misterioso processo pelo qual aprendemos a falar nossa língua materna (ou línguas no plural, no caso das pessoas sortudas que nascem e crescem em ambientes multilíngues).
Quem nos revela melhor do que ninguém a (in)existência de categorias gramaticais numa língua são as crianças, especialmente as que ainda não tiveram acesso à educação formal. Uma menina de mais ou menos 7 anos já é dotada de um conhecimento fabuloso de sua língua. Se formos coletar a fala espontânea de crianças brasileiras dessa idade, seja de que classe social for, não vamos encontrar absolutamente nenhuma ocorrência de o/a/os/as como pronomes oblíquos. Se, por outro lado, formos coletar a fala de crianças dessa idade que tenham como língua materna português europeu, galego, espanhol, catalão, provençal, francês e italiano (para ficar só nessas línguas do grupo românico), vamos encontrar uma farta ocorrência dos pronomes oblíquos de 3ª p. dessas línguas. A réplica daquela velha parlenda brasileira “— Cadê o docinho que tava aqui? — O gato comeu” seria traduzida em todas essas línguas pelo equivalente a “o gato o comeu”. Se as crianças brasileiras não produzem o/a/os/as é porque não adquiriram esses pronomes no ambiente familiar, e se não adquiriram é porque seus pais, tios, avós etc. não usam esses pronomes. Simples assim.
(Disponível em: https://bit.ly/372nb5v. Acesso em nov. 2020)
Leia o texto 'O que existe ou não existe numa língua?' e, em seguida, analise as afirmativas abaixo:
I. A apreciação inicial do autor é verdadeira, pois a “normapadrão” considera erro o emprego do pronome oblíquo associado ao infinitivo em enunciados como “A atividade é para mim fazer”. Nesse caso, o pronome “mim” deveria ser substituído por um do caso reto (eu).
II. No trecho “Quem nos revela melhor do que ninguém a (in)existência de categorias gramaticais numa língua”, o uso do prefixo entre parênteses sugere uma alternância na construção do enunciado. A mesma função e sentido o prefixo -in possui nos seguintes exemplos: “ele induziu a testemunha”; “foi infiel a sua esposa”.
III. Ao afirmar que “as formas oblíquas de 3ª p. — o, a, os, as — não pertencem à gramática do PB (gramática entendida aqui como o conhecimento intuitivo que cada uma de nós tem da língua que fala)", o autor sugere que construções como “Quem as elogiou pelo lindo trabalho?” ou “Fi-lo perder tempo” são mais “adquiridas” por meio do acesso à cultura escolar letrada.
Marque a alternativa CORRETA:
Ofertas de ações no Brasil
Por Tatiana Bautzer, em 2020.
O mercado de capitais brasileiro voltou à atividade com toda força no segundo trimestre de 2020, impulsionado por investidores locais, os quais estavam a procura de alternativas para os retornos mínimos com renda fixa, ainda que a crise da Covid-19 continue aumentando o impacto negativo sobre a economia.
As ofertas de ações de empresas brasileiras cresceram 10% no primeiro semestre de 2020, para 9,9 bilhões de dólares, segundo dados da Refinitiv, surpreendendo muitos banqueiros de investimento, especialmente pelo contraste com a paralisia do mercado de fusões e aquisições.
Empresas de outros mercados da América Latina não recorreram a ofertas de ações, com a empresa aérea panamenha Copa Holdings, como a única empresa não brasileira a concluir uma venda de ações na América Latina no primeiro semestre de 2020. Na América Latina, as ofertas de ações caíram 13%, para 10,2 bilhões de dólares.
A primeira onda de transações depois do início da pandemia de Covid-19 foi de ofertas subsequentes (de empresas já listadas na Bolsa de Valores) buscando "capital de resgate", disse o diretor de Equity Capital Markets para a América Latina do banco Morgan Stanley, Eduardo Mendez. O banco liderou os rankings de emissões de ações na América Latina e Brasil no primeiro semestre de 2020.
Foi o caso da varejista de eletroeletrônicos Via Varejo, que teve alta demanda por sua oferta de ações de 4,45 bilhões de reais, ainda que boa parte das suas mais de mil lojas físicas estivesse fechada por restrições para conter a pandemia. O Grupo SBF, dono da varejista de artigos esportivos Centauro, que também foi fortemente afetada pela pandemia, levantou 900 milhões de reais em junho de 2020 no mercado de ações.
O BTG Pactual, maior banco de investimentos independente da América Latina, captou 2,6 bilhões de reais em junho de 2020 para expandir sua atividade de varejo. Banqueiros de investimento dizem que até 50 empresas estão em discussões para novas emissões de ações, embora nem todas as operações venham a mercado em 2020.
Enquanto investidores estrangeiros continuam cautelosos, muitos investidores locais continuaram comprando ações mesmo durante os períodos de maior volatilidade do Ibovespa. No segundo trimestre de 2020, o índice Ibovespa subiu mais de 30%.
Analistas do Morgan Stanley estimam que as ações representem 25% do total de ativos sob gestão no Brasil em 2025, o dobro dos atuais 12%.
(Disponível em: https://bit.ly/32i2cL7. Copyright © Thomson
Reuters. Com adaptações.)
Leia o texto 'Ofertas de ações no Brasil' e, em seguida, analise as afirmativas abaixo:
I. No segundo trimestre de 2020, o índice Ibovespa caiu mais de 30% devido a fatores externos, como a alta do dólar e o aumento na oferta e na demanda de petróleo, de acordo com o texto.
II. Analistas do banco Morgan Stanley estimam que as ações representem 25% do total de ativos sob gestão no Brasil em 2025, o dobro dos atuais 12%, conforme pode ser percebido a partir da leitura cuidadosa das informações do texto.
III. De um modo geral, na América Latina, as ofertas de ações subiram 13%, para 10,2 bilhões de dólares, como se pode concluir a partir da leitura cuidadosa das informações do texto.
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