Questões de Concurso
Para instituto ágata
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I. Como a BNCC é um documento de caráter normativo e define as aprendizagens essenciais que todos os alunos da Educação Básica devem desenvolver, então ela deverá ser adotada como currículo pelas redes educacionais.
II. Na BNCC, uma das competências específicas da área de Matemática é “Desenvolver o raciocínio lógico, o espírito de investigação e a capacidade de produzir argumentos convincentes, recorrendo aos conhecimentos matemáticos visando à melhoria dos índices de proficiência em matemática nas avaliações externas em larga escala.”
III. Segundo a BNCC, alfabetização matemática é definida como as competências e habilidades de raciocinar, representar, comunicar e argumentar matematicamente, de modo a favorecer o estabelecimento de conjecturas, a formulação e a resolução de problemas em uma variedade de contextos, utilizando conceitos, procedimentos, fatos e ferramentas matemáticas.
IV. A aprendizagem de Matemática no contexto escolar envolve capacidades importantes, como formular, aplicar, interpretar, avaliar e criar, que estão para além da leitura e resolução de problemas propostos ou exercícios mecânicos. Por esse motivo, algumas das habilidades propostas na Base têm como foco a resolução e elaboração de problemas.
V. O trabalho com jogos como recurso pedagógico permite ao aluno a construção e aplicação de conhecimentos a partir do desenvolvimento e criação de estratégias. Nesse sentido, desenvolver atividades lúdicas por meio de jogos pode representar um meio para efetivar a participação do aluno em sala de aula, havendo o estímulo para que ele se torne mais competitivo e preparado para enfrentar as avaliações que ocorrerão ao longo da vida estudantil. O total de afirmativas verdadeiras é
1) É possível compreender a indisciplina como algo inerente ao comportamento do aluno. E as expressões de indisciplina, na escola, estariam atreladas a alguns significados como: rebeldia, intransigência, negação e desrespeito.
2) A noção de indisciplina como um fenômeno de aprendizagem seria entendida como a incongruência entre os critérios e as expectativas assumidos pela escola em termos de comportamento, atitudes, socialização, relacionamentos e desenvolvimento cognitivo.
3) A indisciplina pode ser originada na relação professor-aluno, e que a mesma implicaria, sempre, a contravenção de princípios, regulamentos, contratos e ordens, discordando claramente dos objetivos do grupo ou da instituição e provocando situações de perturbação das relações sociais no seu interior.
Marque a alternativa correta.
I. Considerando a multiplicidade de realidades do país, a LDB é uma lei indicativa e não resolutiva das questões do dia a dia;
II. Em seu Art. 13, diz-se que os docentes incumbir-se-ão de: IV - estabelecer estratégias de recuperação para os alunos de menor rendimento;
III. A Lei nº 9.394/96, de 20 de dezembro, expressa a política e o planejamento educacional do país.
Marque a opção correta.
I. Em uma sala de aula, a professora utiliza reforços positivos, como adesivos ou elogios, para incentivar os alunos a participarem mais das atividades. Por exemplo, sempre que um aluno responde corretamente a uma pergunta, a professora elogia e dá um adesivo para ele colar em seu caderno. Com o tempo, os alunos passam a se esforçar mais para receber os elogios e adesivos, demonstrando que o comportamento foi moldado pelos reforços;
II. Durante uma aula de ciências, os alunos estão aprendendo sobre o ciclo da água. A professora apresenta um experimento simples, mostrando como a água evapora e depois se condensa para formar nuvens. Os alunos observam o experimento e discutem sobre o que estão vendo, fazendo conexões com o que já sabem sobre o assunto. Eles estão construindo ativamente seu conhecimento sobre o ciclo da água por meio da interação com o experimento e a discussão em grupo.
III. Na aula de matemática, a professora propõe um problema desafiador envolvendo frações. Em vez de explicar diretamente a solução, ela incentiva os alunos a trabalharem juntos para encontrar uma resposta. Os alunos discutem entre si, compartilham estratégias e tentam resolver o problema por conta própria. A professora atua como mediadora, fornecendo orientação quando necessário, mas permitindo que os alunos construam seu próprio entendimento do conceito de frações por meio da resolução de problemas.
Marque a opção que possui cada teoria que foi retratada nos exemplos citados.
I. A Política Nacional da Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva (PNEE-EI) (2008) e as legislações posteriores foram promissores para a educação especial na perspectiva inclusiva, pois focam no acesso, na permanência, na apropriação do conhecimento de qualidade para todos os públicos-alvo da escola;
II. A oferta do AEE deve ser realizada na Sala de Recursos Multifuncionais (SRM), de forma interdisciplinar e perpassando alguns níveis, algumas etapas e algumas modalidades da escola regular, no turno, não sendo substitutivo do ensino comum e técnico;
III. A discussão do Atendimento Educacional Especializado (AEE) na educação infantil está amparada na Constituição Federal de 1988 (BRASIL, 1988), que assegura o direito à educação da criança, de forma inalienável e incondicional.
I. O sujeito, mesmo não alfabetizado, já pode ser inserido em processos de letramento, pois já faz leitura incidental de rótulos, imagens, gestos e emoções, e, dessa forma, o contato com o mundo letrado antecede a alfabetização, que se consolida na fase escolar.
II. No ambiente escolar, a alfabetização deve acontecer concomitantemente ao letramento, que se caracteriza como o uso social da leitura e da escrita.
III. As práticas de letramento acontecem pela pragmática do uso do sistema de escrita em situações sociais de leitura e escrita.
Marque a opção correta.
( ) O Estatuto da Pessoa com Deficiência é um conjunto de normas e valores que impõe que toda pessoa com deficiência tem o direito à igualdade de oportunidades e não deve sofrer qualquer tipo de discriminação;
( ) A lei possui a finalidade de garantir e promover os direitos e liberdades fundamentais das PcD, visando a sua real inclusão social e participação ativa na sociedade;
( ) Os direitos previstos no Estatuto são: saúde, trabalho, moradia, educação, acessibilidade, discriminação, igualdade, participação, entre outros.
Marque a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo.
Leia as assertivas:
I. O brincar é uma prática cultural presente na infância, permitindo à criança vivenciar o lúdico e descobrir-se a si mesma;
II. A brincadeira contribui para o desenvolvimento cognitivo das crianças, promovendo a metacognição e o desenvolvimento da cognição;
III. Historicamente, o ato de brincar sempre esteve presente na educação infantil, sendo reconhecido como essencial para o desenvolvimento infantil;
IV. Segundo o Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil, a brincadeira é defendida como um direito da criança e uma forma de expressão, pensamento, interação e comunicação.
Assinale a alternativa correta.
I. A aprendizagem é um fenômeno observável durante toda a vida e não somente na fase de desenvolvimento infantil;
II. Piaget é um integracionista, pois ele considera a interação entre o organismo e o meio na aquisição do conhecimento. Em relação à motivação para aprender, ele a vê como um componente que envolve elementos tanto intrínsecos quanto extrínsecos;
III. A teoria de Piaget implica em diferenciar qualitativamente a lógica do funcionamento mental da criança da lógica do funcionamento mental do adulto. Ele investigou os mecanismos pelos quais a lógica infantil se transforma em lógica adulta, processo este que ocorre por meio da equilibração e desequilibração.
Marque a opção correta:
"Para que a avaliação educacional escolar assuma o seu verdadeiro papel de instrumento dialético para o crescimento, terá de se situar e estar a serviço de uma pedagogia que esteja preocupada com a transformação social e não com a sua conservação" (Adaptado de LUCKESI, 2005)
Fonte: LUCKESI, Cipriano Carlos. Avaliação da aprendizagem escolar. 17. ed. São Paulo: Cortez, 2005. Site: Avalia%E7%E3o%20da%20aprendizagem%20Escolar_Cap%EDtulo%20II.pdf (ufrrj.br) (Acesso em 18 de abril de 2024).
Assinale a alternativa que apresenta corretamente o tipo de avaliação escolar defendido no trecho.
Leia o texto abaixo para responder à questão.
O período da ditadura civil-militar brasileira (1964-1985) foi um dos períodos mais deletérios da história do país, tanto por ter desmanchado a dinâmica do período democrático anterior, quanto pelos severos déficits que legou à questão dos direitos humanos. Além das questões dos crimes de lesa-humanidade, gerou severas sequelas para inúmeras searas da nossa sociedade, por exemplo, a cultura e a educação. Nas imbricações entre cultura, educação e direitos humanos, torna-se de fundamental importância o estudo acerca da Guerrilha do Araguaia (1972-1975), evento político capitaneado pelo Partido Comunista do Brasil (PCdoB) que ousou lutar contra o fascismo ditatorial do período.
[...]
A Guerrilha do Araguaia ocorreu entre os anos de 1972 e 1975, entre o sudeste do Pará e o norte do atual Estado do Tocantins, outrora Goiás, na denominada abrangência geográfica do Bico do Papagaio. O território fora escolhido para ser a centelha revolucionária capitaneada pelo Partido Comunista do Brasil (PCdoB), a fim de colocar em xeque a ditadura vigente. A organização comunista possuía como ideário revolucionário as diretrizes chinesas emanadas por Mao Tse Tung, muito em voga nos anos 60 e denominado de maoísmo (AARÃO REIS FILHO, 1991). Em seu cerne, essa linha política preconizava as revoluções marxista-leninista de libertação nacional, do campo para cidade, melhor dito, o modelo chinês vislumbrava que a revolução seria camponesa e que cercariam as cidades com vista a derrubar a ditadura.
Para tal empreitada, a direção comunista começou a encaminhar, após um primeiro treinamento na China e com muito cuidado, os seus militantes ao almejado enclave guerrilheiro. Chegaram à região no final dos anos 60, sendo ampliado o seu contingente após o Ato Institucional nº 5 (AI-5) de 1968. Com o acirramento do período ditatorial após o AI-5, instalouse no país um período extremamente repressivo, com prisões indevidas, mortes e aniquilamento dos oponentes da ditadura, logo, sobrando poucas brechas legais para o desenvolvimento de uma política legal. Assim, com o objetivo de salvaguardar a vida dos seus militantes, bem como dar o tônus à empreitada guerrilheira, o PCdoB começou a deslocar um maior quantitativo de militantes para o espaço do Bico do Papagaio a partir dos anos 70.
Mesmo com todo o trabalho realizado, reiteramos, a repressão pegou de surpresa o nascedouro da guerrilha, antes dela conseguir fazer as articulações políticas com a população local de modo a construir uma base estratégica de sustentação. A região fora descoberta em 1972 e ficou deflagrada como uma zona de guerra, melhor dito, com aspecto de campo de concentração no arco espacial da guerrilha: ninguém poderia entrar e tampouco sair. Os primeiros a ser dizimados foram os guerrilheiros; após o massacre, a perseguição se estendeu à população campesina, com o intuito de que cessasse o apoio local aos comunistas: sem sucesso, haja vista que para os moradores locais os paulistas, como eram chamados os guerrilheiros, seriam tudo gente boa, estudada e prestadora de ajuda para o povo da região. Ou seja, a despeito de toda a campanha desferida pela corporação militar, chamando os comunistas de assassinos e bandidos, visando o divórcio entre a região e a Guerrilha, os paulistas mantinham o elo com a população local (...).
O saldo da ação militar contra os comunistas e a população campesina foi extremamente cruel, contando com dezenas de desaparecidos políticos entre os guerrilheiros: o alto escalão da ditadura desferiu a sentença de morte e a ocultação de cadáver aos seus oponentes da Guerrilha do Araguaia (GASPARI, 2002). De igual modo, sentenciou uma violência extremada para os camponeses: 1) destacamos que houve tortura e prisão à população local do Bico do Papagaio e seu entorno, assim como 2) muitos trabalhadores da roça perderam as suas terras sob a justificativa que ajudaram a guerrilha. Portanto, legou à região uma chacina, amplificando o terror pelo medo e pela impunidade, ainda, somava-se com a constante violência impetrada pelos jagunços que continuaram trabalhando a serviço das forças armadas (CAMPOS FILHO, 2014; REINA, 2019).
(FIGUEIREDO, César Alessandro Sagrillo. A Guerrilha do Araguaia após o conflito: relatos, testemunhos e memória In Escritas e escritos (im)pertinentes na
Amazônia: estudos de literatura, resistência, testemunho e ensino. Abilio Pachêco de Souza, César Alessandro Sagrillo Figueiredo e Helena Bonito Couto
Pereira. Rio Branco: Nepan Editora, 2024, p. 49; 50-52)
Leia o texto abaixo para responder à questão.
O período da ditadura civil-militar brasileira (1964-1985) foi um dos períodos mais deletérios da história do país, tanto por ter desmanchado a dinâmica do período democrático anterior, quanto pelos severos déficits que legou à questão dos direitos humanos. Além das questões dos crimes de lesa-humanidade, gerou severas sequelas para inúmeras searas da nossa sociedade, por exemplo, a cultura e a educação. Nas imbricações entre cultura, educação e direitos humanos, torna-se de fundamental importância o estudo acerca da Guerrilha do Araguaia (1972-1975), evento político capitaneado pelo Partido Comunista do Brasil (PCdoB) que ousou lutar contra o fascismo ditatorial do período.
[...]
A Guerrilha do Araguaia ocorreu entre os anos de 1972 e 1975, entre o sudeste do Pará e o norte do atual Estado do Tocantins, outrora Goiás, na denominada abrangência geográfica do Bico do Papagaio. O território fora escolhido para ser a centelha revolucionária capitaneada pelo Partido Comunista do Brasil (PCdoB), a fim de colocar em xeque a ditadura vigente. A organização comunista possuía como ideário revolucionário as diretrizes chinesas emanadas por Mao Tse Tung, muito em voga nos anos 60 e denominado de maoísmo (AARÃO REIS FILHO, 1991). Em seu cerne, essa linha política preconizava as revoluções marxista-leninista de libertação nacional, do campo para cidade, melhor dito, o modelo chinês vislumbrava que a revolução seria camponesa e que cercariam as cidades com vista a derrubar a ditadura.
Para tal empreitada, a direção comunista começou a encaminhar, após um primeiro treinamento na China e com muito cuidado, os seus militantes ao almejado enclave guerrilheiro. Chegaram à região no final dos anos 60, sendo ampliado o seu contingente após o Ato Institucional nº 5 (AI-5) de 1968. Com o acirramento do período ditatorial após o AI-5, instalouse no país um período extremamente repressivo, com prisões indevidas, mortes e aniquilamento dos oponentes da ditadura, logo, sobrando poucas brechas legais para o desenvolvimento de uma política legal. Assim, com o objetivo de salvaguardar a vida dos seus militantes, bem como dar o tônus à empreitada guerrilheira, o PCdoB começou a deslocar um maior quantitativo de militantes para o espaço do Bico do Papagaio a partir dos anos 70.
Mesmo com todo o trabalho realizado, reiteramos, a repressão pegou de surpresa o nascedouro da guerrilha, antes dela conseguir fazer as articulações políticas com a população local de modo a construir uma base estratégica de sustentação. A região fora descoberta em 1972 e ficou deflagrada como uma zona de guerra, melhor dito, com aspecto de campo de concentração no arco espacial da guerrilha: ninguém poderia entrar e tampouco sair. Os primeiros a ser dizimados foram os guerrilheiros; após o massacre, a perseguição se estendeu à população campesina, com o intuito de que cessasse o apoio local aos comunistas: sem sucesso, haja vista que para os moradores locais os paulistas, como eram chamados os guerrilheiros, seriam tudo gente boa, estudada e prestadora de ajuda para o povo da região. Ou seja, a despeito de toda a campanha desferida pela corporação militar, chamando os comunistas de assassinos e bandidos, visando o divórcio entre a região e a Guerrilha, os paulistas mantinham o elo com a população local (...).
O saldo da ação militar contra os comunistas e a população campesina foi extremamente cruel, contando com dezenas de desaparecidos políticos entre os guerrilheiros: o alto escalão da ditadura desferiu a sentença de morte e a ocultação de cadáver aos seus oponentes da Guerrilha do Araguaia (GASPARI, 2002). De igual modo, sentenciou uma violência extremada para os camponeses: 1) destacamos que houve tortura e prisão à população local do Bico do Papagaio e seu entorno, assim como 2) muitos trabalhadores da roça perderam as suas terras sob a justificativa que ajudaram a guerrilha. Portanto, legou à região uma chacina, amplificando o terror pelo medo e pela impunidade, ainda, somava-se com a constante violência impetrada pelos jagunços que continuaram trabalhando a serviço das forças armadas (CAMPOS FILHO, 2014; REINA, 2019).
(FIGUEIREDO, César Alessandro Sagrillo. A Guerrilha do Araguaia após o conflito: relatos, testemunhos e memória In Escritas e escritos (im)pertinentes na
Amazônia: estudos de literatura, resistência, testemunho e ensino. Abilio Pachêco de Souza, César Alessandro Sagrillo Figueiredo e Helena Bonito Couto
Pereira. Rio Branco: Nepan Editora, 2024, p. 49; 50-52)