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A mulher é o sujeito do feminismo, mas a categoria “mulher” foi construída em meio a relações marcadas pelo patriarcado e pela dominação masculina [...] Em suma, um ideal convencional de feminilidade permanece atuante, mesmo entre autoras e autores capazes de compreender o trabalho social de conformação das mulheres aos papéis tradicionais a elas atribuídos.
A solução encontrada para o problema passou pela distinção entre sexo e gênero, que se tornou
central para o feminismo, com o primeiro termo se referindo ao fenômeno biológico e o segundo, à
construção social. O par sexo/gênero codifica o “não se nasce mulher, torna-se mulher” de Simone de
Beauvoir: o que aceitamos como “a feminilidade” não é a expressão de uma natureza, mas o resultado
do trabalho de pressões, constrangimentos e expectativas sociais. (MIGUEL, Luis Felipe. A Identidade
e a Diferença. In.: MIGUEL, Luís Felipe; BIROLI, Flávia. Feminismo e Política. São Paulo: BoiTempo,
2014, p. 79)
Em relação ao olhar do passado sobre o país, surge a questão do indígena como história e como problema. O Censo Demográfico 2010 contabilizou a população indígena com base nas pessoas que se declararam indígenas, no quesito cor ou raça, e nos residentes em Terras Indígenas que não se declararam, mas se consideraram indígenas e revelou que, das 896 mil pessoas que se declaravam ou se consideravam indígenas, 572 mil ou 63,8%, viviam na área rural e 517 mil, ou 57,5%, moravam em Terras Indígenas oficialmente reconhecidas. (Fonte: FUNAI).
Segundo a Constituição Federal de 1988, no Capítulo VIII, Dos índios:
Art. 231. São reconhecidos aos índios sua organização social, costumes, línguas, crenças e tradições, e os direitos originários sobre as terras que tradicionalmente ocupam, competindo à União demarcá-las, proteger e fazer respeitar todos os seus bens.
Parágrafo 1º - São terras tradicionalmente ocupadas pelos índios as por eles habitadas em caráter permanente, as utilizadas para as suas atividades produtivas, as imprescindíveis à preservação dos recursos ambientais necessários a seu bem-estar e as necessárias a sua reprodução física e cultural, segundo seus usos, costumes e tradições.
Parágrafo 2º - As terras tradicionalmente ocupadas pelos índios destinam-se a sua posse permanente, cabendo-lhes o usufruto exclusivo das riquezas do solo, dos rios e dos lagos nela existentes.
Parágrafo 3º - O aproveitamento dos recursos hídricos, incluídos os potenciais energéticos, a pesquisa e a lavra das riquezas minerais em terras indígenas só podem ser efetivados com autorização do Congresso Nacional, ouvidas as comunidades afetadas, ficando-lhes assegurada participação nos resultados da lavra, na forma da lei.
Parágrafo 4º - As terras de que trata este artigo são inalienáveis e indisponíveis, e os direitos sobre elas, imprescritíveis.
.....
Art. 232. Os índios, suas comunidades e organizações são partes legítimas para ingressar em juízo em defesa de seus direitos e interesses, intervindo o Ministério Público em todos os atos do processo. (Constituição Federal, 1988)
Sobre o tratamento da legislação brasileira sobre os índios, é CORRETO afirmar:
A criança e o adolescente que se identificam e são identificados como brancos têm muito a ganhar com um ensino qualificado das histórias e culturas afro-brasileiras e indígenas. Se um menino que se identifica como branco se acha no direito de xingar um colega de classe identificado como negro por causa de sua raça ou cor, esse menino necessita de tanta ajuda quanto seu colega que sofre o preconceito [...] (ALBERTI, Verena. Algumas estratégias para o ensino de história e cultura afro-brasileira. In.: PEREIRA, Amilcar Araujo, MONTEIRO, Ana Maria (Orgs.). Ensino de História e culturas afrobrasileiras e indígenas. Rio de Janeiro: Pallas, 2013. p. 28)
No Brasil, por meio da legislação, o ensino de história e cultura da África e dos afrodescendentes e indígenas são obrigatórios. Primeiro, a Lei 10.639/03, que tornou obrigatório em todas as escolas do país o ensino de história e cultura da África e afro-brasileira e, posteriormente, a Lei 11.645/08, que acrescentou a essa obrigatoriedade o ensino de história e cultura indígena. Tomando como base o trecho e o conhecimento da Lei, é CORRETO afirmar:
A discussão de Cidadania é presente e importante no Brasil contemporâneo. Há 30 anos, a Constituição Federal de 1988 já dava destaque com um dos 5 fundamentos (Soberania, cidadania, dignidade da pessoa humana, valores sociais do trabalho e da livre iniciativa e pluralismo político). No ensino de História, Cidadania está atrelada a tudo o que é essencial para a formação tanto no ensino fundamental como no médio.
Sobre a Cidadania no Ensino de História, é CORRETO afirmar:
Observe a charge:

Na charge, os personagens Calvin e Haroldo, criações do cartunista Bill Watterson, conversam sobre
a atividade escolar a partir de artigo de jornal. Ao que parece, o Calvin não compreendeu bem a
intenção da atividade, que está relacionada com o uso de novas linguagens no ensino de História.
Qual o objetivo da atividade proposta pelo(a) professor(a) do Calvin?
A questão da História do Brasil na escola requer, portanto, um compromisso político e cultural, para que a História seja cuidadosamente estudada, que a seleção de conteúdos da História do Brasil seja central e prioritária e que se obedeça a critérios metodológicos e com fundamentação teórica rigorosa tanto no que se refere à historiografia quanto à pedagogia, para evitar-se um ensino dogmático e ideológico. (BITTENCOURT, Circe. História. Identidade nacional e ensino de História do Brasil. In. KARNAL, Leandro (org.). História na sala de aula: conceitos, práticas e propostas. 5. ed. São Paulo: Contexto, 2007. p. 203).
Atualmente, tramita no poder legislativo, principalmente no âmbito municipal, já que o projeto foi retirado da pauta no âmbito federal, o Projeto Escola Sem Partido, que apresenta como objetivo a proibição de manifestações ideológicas e político-partidárias por parte de professores em sala de aula.
A autora Circe Bittencourt, ao sugerir critérios metodológicos e teóricos para “evitar-se um ensino dogmático e ideológico”,
Imagens diversas produzidas pela capacidade artística humana também nos informam sobre o passado das sociedades, sobre suas sensações, seu trabalho, suas paisagens, caminhos, cidades e guerras [...]. Para todos esses documentos existem métodos de análise comuns, mas é preciso estar atento às características de suas linguagens, de suas formas específicas de produzir e veicular as informações. (BITTENCOURT, Circe. Maria Fernandes. Ensino de História: fundamentos e métodos. São Paulo: Cortez, 2004. p. 353-354)
A autora Circe Bittencourt destaca a utilização de documentos não escritos na sala de aula. Sobre sua utilização, é CORRETO afirmar:
É um erro gravíssimo afirmar, como faz um livro didático de História para 8ª série, que nos “séculos XVI [sic] e XVII [sic], desenvolveu-se uma forma de pensamento, baseada na razão, denominada iluminismo”. Mas talvez seja apenas sinal de intolerância, má vontade ou mesmo incompreensão do avaliador do livro [...]. (MUNAKATA, Kazumi. Histórias que os livros didáticos contam, depois que acabou a ditadura no Brasil. In. FREITAS, Marcos (Org). Historiografia Brasileira em perspectiva. São Paulo: Contexto, 2000, p. 273).
No trecho acima, Munakata faz citação a uma série de artigos, publicados em abril de 1994, pela Folha de S. Paulo, sobre os trabalhos de uma comissão de professores universitários de todo o país que avaliava os livros didáticos e apontava distorções e erros. Sobre o livro didático de História, é CORRETO afirmar:
O objetivo primeiro do conhecimento histórico é a compreensão dos processos e dos sujeitos históricos, o desvendamento das relações que se estabelecem entre os grupos humanos em diferentes tempos e espaços. Os historiadores estão atentos às diferentes e múltiplas possibilidades e alternativas apresentadas nas sociedades, tanto nas de hoje quanto nas do passado, que emergiram da ação consciente ou inconsciente dos homens; procuram apontar para os desdobramentos que se impuseram com o desenrolar das ações desses sujeitos. (BEZERRA, Holien Gonçalves. Ensino de História: conteúdos e conceitos básicos. In. KARNAL, Leandro (Org). História na sala de aula: conceitos, práticas e propostas. São Paulo, 2007. p. 42)
Com relação à definição de conhecimento histórico de Bezerra (2007), o papel o historiador está corretamente sintetizado em:
De acordo com o Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros é, dever do Jornalista:
(1) Divulgar os fatos e as informações de interesse público.
(2) Assumir responsabilidade somente por tarefas para as quais esteja capacitado.
(3) Combater e denunciar todas as formas de corrupção.
(4) Respeitar as campanhas de seus competidores, jamais procurando destruí-las.
(5) Lutar pela liberdade de pensamento e de expressão.
Estão CORRETOS os itens:
Sobre as diretrizes da Lei 12.527 de Acesso à Informação, NÃO é correto afirmar:
A qualidade e o valor dos subsídios informativos para a fonte original dependem de vários fatores. Analise as afirmativas abaixo, identificando-as com V ou F, conforme sejam verdadeiras ou falsas.
( ) A qualidade da informação definida pelos valores noticiosos.
( ) A ênfase no interesse das minorias e dissidentes, cujos direitos civis e políticos podem sofrer efeitos negativos.
( ) O relacionamento entre a fonte e o jornalista ou editor.
( ) O julgamento exclusivo do jornalista.
A sequência CORRETA, de cima para baixo, é:
Sobre a terminologia do telejornalismo, numere a coluna da direita de acordo com a da esquerda:
(1) Relação e ordem de entrada das matérias no telejornal, sua divisão por blocos chamadas etc.
(2) Recurso visual que consiste em uma imagem congelada do repórter ao telefone.
(3) Substituição de uma imagem eletrônica com material proveniente de outra fonte.
(4) Pequena chamada gravada pelo repórter sobre uma notícia para o telejornal.
(5) Ruído do ambiente ou música que acompanha, ao fundo, a fala do repórter.
( ) Chromakey
( ) Background
( ) Santinho
( ) Espelho
( ) Teaser
A sequência numérica CORRETA, de cima para baixo, é:
Sobre o telejornalismo, analise as afirmativas:
(1) Jamais gravar entrevista telejornalística sem o conhecimento da pessoa entrevistada.
(2) A repetição de palavras na televisão, desde que na medida certa, ajuda na compreensão da notícia.
(3) O repórter não deve deixar para o operador de câmera a escolha das locações da matéria.
(4) As fontes são as únicas matérias-primas para a elaboração das reportagens telejornalísticas.
(5) O repórter não deve colher o som ambiente simultaneamente com as imagens da matéria.
Estão CORRETAS apenas as afirmativas:
Sobre o radiojornalismo, analise as afirmativas:
(1) As emissoras de rádio são obrigadas a preservar gravações jornalísticas por 60 dias.
(2) O ouvinte tem o direito de saber como está sendo informado.
(3) No rádio, as palavras não são suficientes para desmontar falsas imagens.
(4) O uso do ontem no lide envelhece a notícia no rádio.
(5) Jamais gravar entrevista sem o conhecimento da pessoa entrevistada.
Estão CORRETAS apenas as afirmativas:
Analise as seguintes afirmativas, segundo Heródoto Barbeiro e Paulo Rodolfo de Lima, sobre o rádio via internet:
(1) Mesmo com o advento do rádio na internet, os atuais aparelhos de rádio não desaparecerão, mas coexistirão com ele.
(2) O rádio na internet ampliará a interatividade com os ouvintes, muito além da já existente.
(3) O rádio na internet integrará uma rede fora de qualquer controle de quem quer que seja.
(4) O rádio na internet caminha para a ampliação da irradiação e o aumento da concorrência.
(5) O rádio na internet agrega arquivos, dados, textos e imagens na programação normal.
Estão CORRETAS apenas as afirmativas: