Questões de Concurso Comentadas para fumarc

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Q3700491 Português
A questão refere-se ao texto abaixo.

Ninguém

A rua estava fria. Era sábado ao anoitecer, mas eu estava chegando e não saindo. Passei no bar e comprei um maço de cigarros. Vinte cigarros. Eram os vinte amigos que iam passar a noite comigo.

A porta se fechou como uma despedida para a rua. Mas a porta sempre se fechava assim. Ela se fechou com um som abafado e rouco. Mas era sempre assim que ela se fechava. Um som que parecia o adeus de um condenado. Mas a porta simplesmente se fechara e ela sempre fechava assim. Todos os dias ela se fechava assim.

Acender o fogo, esquentar o arroz, fritar o ovo. A gordura estala e espirra, ferindo minhas mãos. A comida estava boa. Estava realmente boa, embora tenha ficado quase a metade no prato. Havia uma casquinha de ovo e pensei em pedir-me desculpas por isso. Sorri com esse pensamento. Acho que sorri. Devo ter sorrido. Era só uma casquinha.

Busquei no silêncio da copa algum inseto, mas eles já haviam todos adormecidos para a manhã de domingo. Então eu falei em voz alta. Precisava ouvir alguma coisa e falei em voz alta. Foi só uma frase banal. Se houvesse alguém perto, diria que eu estava ficando doido. Eu podia dizer o que quisesse. Não havia ninguém para me ouvir. Eu podia rolar no chão, ficar nu, arrancar os cabelos, gemer, chorar, soluçar, perder a fala, não havia ninguém. Eu podia até morrer.

De manhã, o padeiro me perguntou se estava tudo bom. Eu sorri e disse que estava. Na rua, o vizinho me perguntou se estava tudo certo. Eu disse que sim e sorri. Também meu patrão me perguntou e eu sorrindo disse que sim. Veio a tarde e meu primo me perguntou se estava tudo em paz e eu sorri dizendo que estava. Depois, sorri e disse que sim, estava tudo azul.

(VILELA, Luiz. Tremor de Terra. 4. ed. São Paulo: Ed. Ática, 1977. p. 93).
No último parágrafo, a repetição do verbo “sorrir” é irônica, porque 
Alternativas
Q3700490 Português
A questão refere-se ao texto abaixo.

Ninguém

A rua estava fria. Era sábado ao anoitecer, mas eu estava chegando e não saindo. Passei no bar e comprei um maço de cigarros. Vinte cigarros. Eram os vinte amigos que iam passar a noite comigo.

A porta se fechou como uma despedida para a rua. Mas a porta sempre se fechava assim. Ela se fechou com um som abafado e rouco. Mas era sempre assim que ela se fechava. Um som que parecia o adeus de um condenado. Mas a porta simplesmente se fechara e ela sempre fechava assim. Todos os dias ela se fechava assim.

Acender o fogo, esquentar o arroz, fritar o ovo. A gordura estala e espirra, ferindo minhas mãos. A comida estava boa. Estava realmente boa, embora tenha ficado quase a metade no prato. Havia uma casquinha de ovo e pensei em pedir-me desculpas por isso. Sorri com esse pensamento. Acho que sorri. Devo ter sorrido. Era só uma casquinha.

Busquei no silêncio da copa algum inseto, mas eles já haviam todos adormecidos para a manhã de domingo. Então eu falei em voz alta. Precisava ouvir alguma coisa e falei em voz alta. Foi só uma frase banal. Se houvesse alguém perto, diria que eu estava ficando doido. Eu podia dizer o que quisesse. Não havia ninguém para me ouvir. Eu podia rolar no chão, ficar nu, arrancar os cabelos, gemer, chorar, soluçar, perder a fala, não havia ninguém. Eu podia até morrer.

De manhã, o padeiro me perguntou se estava tudo bom. Eu sorri e disse que estava. Na rua, o vizinho me perguntou se estava tudo certo. Eu disse que sim e sorri. Também meu patrão me perguntou e eu sorrindo disse que sim. Veio a tarde e meu primo me perguntou se estava tudo em paz e eu sorri dizendo que estava. Depois, sorri e disse que sim, estava tudo azul.

(VILELA, Luiz. Tremor de Terra. 4. ed. São Paulo: Ed. Ática, 1977. p. 93).
A ação que mostra o momento de maior tensão da personagem é: 
Alternativas
Q3700489 Português
A questão refere-se ao texto abaixo.

Ninguém

A rua estava fria. Era sábado ao anoitecer, mas eu estava chegando e não saindo. Passei no bar e comprei um maço de cigarros. Vinte cigarros. Eram os vinte amigos que iam passar a noite comigo.

A porta se fechou como uma despedida para a rua. Mas a porta sempre se fechava assim. Ela se fechou com um som abafado e rouco. Mas era sempre assim que ela se fechava. Um som que parecia o adeus de um condenado. Mas a porta simplesmente se fechara e ela sempre fechava assim. Todos os dias ela se fechava assim.

Acender o fogo, esquentar o arroz, fritar o ovo. A gordura estala e espirra, ferindo minhas mãos. A comida estava boa. Estava realmente boa, embora tenha ficado quase a metade no prato. Havia uma casquinha de ovo e pensei em pedir-me desculpas por isso. Sorri com esse pensamento. Acho que sorri. Devo ter sorrido. Era só uma casquinha.

Busquei no silêncio da copa algum inseto, mas eles já haviam todos adormecidos para a manhã de domingo. Então eu falei em voz alta. Precisava ouvir alguma coisa e falei em voz alta. Foi só uma frase banal. Se houvesse alguém perto, diria que eu estava ficando doido. Eu podia dizer o que quisesse. Não havia ninguém para me ouvir. Eu podia rolar no chão, ficar nu, arrancar os cabelos, gemer, chorar, soluçar, perder a fala, não havia ninguém. Eu podia até morrer.

De manhã, o padeiro me perguntou se estava tudo bom. Eu sorri e disse que estava. Na rua, o vizinho me perguntou se estava tudo certo. Eu disse que sim e sorri. Também meu patrão me perguntou e eu sorrindo disse que sim. Veio a tarde e meu primo me perguntou se estava tudo em paz e eu sorri dizendo que estava. Depois, sorri e disse que sim, estava tudo azul.

(VILELA, Luiz. Tremor de Terra. 4. ed. São Paulo: Ed. Ática, 1977. p. 93).
O segundo parágrafo 
Alternativas
Q3700488 Português
A questão refere-se ao texto abaixo.

Ninguém

A rua estava fria. Era sábado ao anoitecer, mas eu estava chegando e não saindo. Passei no bar e comprei um maço de cigarros. Vinte cigarros. Eram os vinte amigos que iam passar a noite comigo.

A porta se fechou como uma despedida para a rua. Mas a porta sempre se fechava assim. Ela se fechou com um som abafado e rouco. Mas era sempre assim que ela se fechava. Um som que parecia o adeus de um condenado. Mas a porta simplesmente se fechara e ela sempre fechava assim. Todos os dias ela se fechava assim.

Acender o fogo, esquentar o arroz, fritar o ovo. A gordura estala e espirra, ferindo minhas mãos. A comida estava boa. Estava realmente boa, embora tenha ficado quase a metade no prato. Havia uma casquinha de ovo e pensei em pedir-me desculpas por isso. Sorri com esse pensamento. Acho que sorri. Devo ter sorrido. Era só uma casquinha.

Busquei no silêncio da copa algum inseto, mas eles já haviam todos adormecidos para a manhã de domingo. Então eu falei em voz alta. Precisava ouvir alguma coisa e falei em voz alta. Foi só uma frase banal. Se houvesse alguém perto, diria que eu estava ficando doido. Eu podia dizer o que quisesse. Não havia ninguém para me ouvir. Eu podia rolar no chão, ficar nu, arrancar os cabelos, gemer, chorar, soluçar, perder a fala, não havia ninguém. Eu podia até morrer.

De manhã, o padeiro me perguntou se estava tudo bom. Eu sorri e disse que estava. Na rua, o vizinho me perguntou se estava tudo certo. Eu disse que sim e sorri. Também meu patrão me perguntou e eu sorrindo disse que sim. Veio a tarde e meu primo me perguntou se estava tudo em paz e eu sorri dizendo que estava. Depois, sorri e disse que sim, estava tudo azul.

(VILELA, Luiz. Tremor de Terra. 4. ed. São Paulo: Ed. Ática, 1977. p. 93).
No início do texto, o fragmento que anuncia a solidão da personagem é: 
Alternativas
Q3700487 Matemática
Uma casa da rua “X” tem 6 m de frente por 7 m de fundo.

Quantos m2 esta casa tem de construção? 
Alternativas
Q3700486 Matemática
Sálvio, um trabalhador do frigorífico em Divino, ganha R$ 3.000,00 por mês. A sua despesa mensal é de R$ 2.870,00. Ele quer comprar uma televisão que custa R$ 1.300,00.

Quanto tempo ele terá que economizar para comprar a TV à vista? 
Alternativas
Q3700484 Matemática
Dona Amélia é a doceira mais famosa do Divino. Ela fabrica uma bala chamada “Pingo de Mel” que ela vende a R$ 9,60 uma embalagem com 12 balas.

Qual o preço de uma bala? 
Alternativas
Q3700483 Matemática
A fábrica de fogos da cidade de Belo Monte vendeu para a festa 390 caixas de fogos de artifício Estrela Prateada para a Prefeitura nas seguintes condições:

uma caixa ................... R$ 60,00 duas caixas ................ 10% de desconto 3 caixas ou mais ......... 30% de desconto

A Prefeitura comprou com desconto de 30%. Qual o valor do desconto que a Prefeitura obteve? 
Alternativas
Q3700482 Matemática
Na festa do Divino, no município de mesmo nome, há uma apresentação de Congado e Cavalhada. Soltam-se muitos foguetes. Os promotores compraram para a festa 250 caixas de foguetes Rojão com 3 tiros a R$ 40,00 a caixa.

Quanto eles gastaram em dinheiro? 
Alternativas
Q3700481 Matemática
Para a festa de São Sebastião, as quituteiras da cidade de Belo Monte produziram 5.000 pamonhas. A metade era de pamonhas doce e o resto de pamonhas salgadas.

Quantas eram as pamonhas salgadas? 
Alternativas
Q3700480 Matemática
Uma fazenda produziu 80 sacas de arroz. Cada saca tem 60 quilos.

Quantos quilos de arroz foram produzidos? 
Alternativas
Q3700479 Matemática
O número 2.983.005 pode ser classificado como ímpar ou par? Por quê? 
Alternativas
Q3700478 Matemática
A cidade de Santo Antônio tem um milhão, seiscentos e quinze habitantes.

Como posso escrever este número?  
Alternativas
Q3700477 Português
Há uma frase exclamativa em: 
Alternativas
Q3700476 Português
Está CORRETA a acentuação gráfica em: 
Alternativas
Q3700475 Português
A grafia das palavras está correta, EXCETO em: 
Alternativas
Q3700474 Português
A divisão silábica está CORRETA em:
Alternativas
Q3700473 Português
O termo destacado é pronome demonstrativo em: 
Alternativas
Q3700472 Português
Os termos destacados são substantivos, EXCETO em:
Alternativas
Q3700471 Português

Gatos sempre conseguem encontrar o caminho de volta para casa?


Bela Lobato


    Os gatos são conhecidos por sua independência e a excelente capacidade de orientação. Um caso recente nos Estados Unidos levou essa capacidade ao extremo: o gato Rayne Beau perdeu-se durante uma viagem com os donos e caminhou 1.257 quilômetros ao longo de dois meses para voltar para casa.


    Entre o Parque Nacional de Yellowstone e a cidade de Roseville, na Califórnia, o gato andou o equivalente à distância entre Curitiba e Goiânia. Quando foi encontrado, ainda estava cerca de 300 quilômetros distante de casa, fraco demais para continuar a jornada.


    Mas o que permite que gatos façam viagens tão longas e encontrem o caminho de volta para casa? Especialistas explicam que, além do olfato apurado, os felinos têm uma forte ligação com seu território, que demarcam com feromônios. Essas substâncias químicas indicam para eles o local seguro e são deixadas no ambiente de várias formas.


    Uma delas é por meio de esfregadas que dão com o rosto nas coisas e pessoas. Isso demarca o território com marcas invisíveis, reconhecíveis apenas pelo olfato, indicando a si mesmos e a outros animais que aquele território lhes pertence.


    Ao contrário dos cães, gatos não buscam apenas os donos, mas o próprio território, onde sentem segurança. Para eles, o lar é onde têm alimentação e proteção, e essa ligação é ainda mais forte do que o vínculo com os humanos. 


Disponível em: https://www.msn.com/pt-br/saude/other/gatos-sempre-conseguem-encontrar-o-caminho-de-volta-para-casa/ar-AA1tioHP Acesso em: 17 out. 2024 (Adaptado) 

De acordo com o texto, todas as afirmativas abaixo estão corretas, EXCETO: 
Alternativas
Respostas
381: C
382: C
383: A
384: D
385: A
386: D
387: C
388: A
389: B
390: D
391: C
392: B
393: C
394: C
395: B
396: A
397: A
398: D
399: C
400: D