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Q1820059 Português
TEXTO 04
Do direito de não informar
RIO DE JANEIRO – Evidente, é o progresso. Os meios de comunicação, com os recursos tecnológicos de hoje, colocam os personagens da comédia humana em exposição quase total. Acompanhamos o cotidiano, invadimos a privacidade alheia com as câmeras, os vídeos, as escutas telefônicas, as tomografias computadorizadas dos doentes, o estado terminal dos moribundos.
Desde o pé enfaixado do presidente, as tíbias esquálidas do delegado suspeito de mutretas graves, o aparelho urinário do governador que estava morrendo de câncer generalizado, tudo fica escancarado na TV, nas revistas e nos jornais em nome do sagrado direito que tem o povo de estar informado.
Pessoalmente, não considero sagrado esse direito, duvido até mesmo de que tenhamos o direito de saber tudo de todos. Trabalhei durante anos com um repórter - dos melhores que conheci - que foi entrevistar um deputado recém-eleito, na faixa da meia-idade, e quis saber se ele tomava Viagra. Certa vez, o fotógrafo de uma revista foi à minha casa e queria fotografar os meus sapatos. O pauteiro da matéria garantira que eu possuía uma esplêndida coleção de sapatos italianos, eu seria uma espécie de Imelda Marcos, a mulher do ditador filipino, que tinha mais de mil pares de sapatos.
Quem estaria interessado nos meus tênis esmolambados, nas vias urinárias do governador já morto, em quem toma ou não toma viagra? Vi, na semana passada, a foto do pé enfaixado de Lula. Recebi uma informação que não me interessava. Como vingança, darei uma informação que não deve interessar a ninguém: estarei fora do país por uma semana. Pessoas mal informadas, em Paris e em Lyon, querem saber como vai a literatura brasileira. Talvez aproveite a oportunidade e fale sobre a coleção de sapatos italianos que não tenho.
(CONY, Carlos Heitor. In: Folha de S. Paulo, 23 de novembro de 2003, p. 2.)

TEXTO 05

Uma maior depuração entre o que se pode entender por literal, por figurado e por antífrase, na perspectiva constitutiva do discurso irônico, parece revelar que a ironia é produzida, como estratégia significante, no nível do discurso, devendo ser descrita e analisada da perspectiva da enunciação e, mais diretamente, do edifício retórico instaurado por uma enunciação. Isso significa que o discurso irônico joga essencialmente com a ambiguidade, convidando o receptor a, no mínimo, uma dupla decodificação, isto é, linguística e discursiva.
(BRAIT, Beth. Ironia em perspectiva polifônica. Campinas: UNICAMP. 1996, p.96.)
Sabe-se que a crônica se caracteriza, dentre outros aspectos, por lançar um olhar sobre o cotidiano, em geral, com o uso do humor e criticidade. Tendo por base a noção de ironia relevada no Texto 05, assinale a alternativa em que esteja presente o tom irônico no Texto 04, do colunista Carlos Heitor Cony:
Alternativas
Q1820058 Português
TEXTO 03

LUSOFONIA

Escrevo um poema sobre a rapariga que está sentada
no café, em frente da chávena de café, enquanto
alisa os cabelos com a mão. Mas não posso escrever este
poema sobre essa rapariga porque, no brasil, a palavra
rapariga não quer dizer o que ela diz em portugal.
Então,
terei de escrever a mulher nova do café, a jovem do café,
a menina do café, para que a reputação da pobre rapariga
que alisa os cabelos com a mão, num café de lisboa, não
fique estragada para sempre quando este poema atravessar o
atlântico para desembarcar no rio de janeiro. E isto tudo
sem pensar em áfrica, porque aí lá terei
de escrever sobre a moça do café, para
evitar o tom demasiado continental da rapariga, que é
uma palavra que já me está a pôr com dores
de cabeça até porque, no fundo, a única coisa que eu queria
era escrever um poema sobre a rapariga do
café. A solução, então, é mudar de café, e limitar-me a
escrever um poema sobre aquele café onde nenhuma
rapariga se pode sentar à mesa
porque só servem café ao balcão.
(JÚDICE, N. Matéria do Poema. Lisboa: D. Quixote, 2008.) 
O Texto 03 “Lusofonia” traz em relevo as funções metalinguística e poética. Seu caráter metalinguístico justifica-se pela:
Alternativas
Q1820057 Português
TEXTO 02

A metamorfose
Luis Fernando Verissimo

Uma barata acordou um dia e viu que tinha se transformado num ser humano. Começou a mexer suas patas e viu que só tinha quatro, que eram grandes e pesadas e de articulação difícil. Não tinha mais antenas. Quis emitir um som de surpresa e sem querer deu um grunhido. As outras baratas fugiram aterrorizadas para trás do móvel. Ela quis segui-las, mas não coube atrás do móvel. O seu segundo pensamento foi: “Que horror… Preciso acabar com essas baratas…”
Pensar, para a ex-barata, era uma novidade. Antigamente ela seguia seu instinto. Agora precisava raciocinar. Fez uma espécie de manto com a cortina da sala para cobrir sua nudez. Saiu pela casa e encontrou um armário num quarto, e nele, roupa de baixo e um vestido. Olhou-se no espelho e achou-se bonita. Para uma ex-barata. Maquiou-se. Todas as baratas são iguais, mas as mulheres precisam realçar sua personalidade. Adotou um nome: Vandirene. Mais tarde descobriu que só um nome não bastava. A que classe pertencia?… Tinha educação?…. Referências?… Conseguiu a muito custo um emprego como faxineira. Sua experiência de barata lhe dava acesso a sujeiras mal suspeitadas. Era uma boa faxineira.
Difícil era ser gente… Precisava comprar comida e o dinheiro não chegava. As baratas se acasalam num roçar de antenas, mas os seres humanos não. Conhecem-se, namoram, brigam, fazem as pazes, resolvem se casar, hesitam. Será que o dinheiro vai dar? Conseguir casa, móveis, eletrodomésticos, roupa de cama, mesa e banho. Vandirene casou-se, teve filhos. Lutou muito, coitada. Filas no Instituto Nacional de Previdência Social. Pouco leite. O marido desempregado… Finalmente acertou na loteria. Quase quatro milhões! Entre as baratas ter ou não ter quatro milhões não faz diferença. Mas Vandirene mudou. Empregou o dinheiro. Mudou de bairro. Comprou casa. Passou a vestir bem, a comer bem, a cuidar onde põe o pronome. Subiu de classe. Contratou babás e entrou na Pontifícia Universidade Católica.
Vandirene acordou um dia e viu que tinha se transformado em barata. Seu penúltimo pensamento humano foi: “Meu Deus!… A casa foi dedetizada há dois dias!…”. Seu último pensamento humano foi para seu dinheiro rendendo na financeira e que o safado do marido, seu herdeiro legal, o usaria. Depois desceu pelo pé da cama e correu para trás de um móvel. Não pensava mais em nada. Era puro instinto. Morreu cinco minutos depois, mas foram os cinco minutos mais felizes de sua vida. Kafka não significa nada para as baratas…
(VERÍSSIMO, Luís Fernando. A metamorfose. in Ed Morte e outras histórias. Porto Alegre. L&PM Editores, 1979.)
A diferenciação entre tipos textuais e gêneros textuais se apresenta em diversos níveis. O texto apresentado (A Metamorfose) se insere na tipologia (i) _____________________________. Embora essa seja a tipologia predominante; segundo Luiz Antônio Marcuschi (Produção Textual, Análise de Gêneros e Compreensão), há certa heterogeneidade tipológica nos textos em geral, como no trecho a seguir “Todas as baratas são iguais, mas as mulheres precisam realçar sua personalidade”, no qual se evidencia a tipologia (ii)_________________________ , posto que há a emissão de uma ideia genérica a respeito do comportamento feminino. Já sua classificação em gênero se dá como (iii) _____________________; um gênero que evoluiu com o passar do tempo, saindo da esfera (iv) ______________________ e passando ao universo literário propriamente dito.
As palavras que completam, respectiva e corretamente, os espaços do texto anterior são:
Alternativas
Q1820056 Português
TEXTO 02

A metamorfose
Luis Fernando Verissimo

Uma barata acordou um dia e viu que tinha se transformado num ser humano. Começou a mexer suas patas e viu que só tinha quatro, que eram grandes e pesadas e de articulação difícil. Não tinha mais antenas. Quis emitir um som de surpresa e sem querer deu um grunhido. As outras baratas fugiram aterrorizadas para trás do móvel. Ela quis segui-las, mas não coube atrás do móvel. O seu segundo pensamento foi: “Que horror… Preciso acabar com essas baratas…”
Pensar, para a ex-barata, era uma novidade. Antigamente ela seguia seu instinto. Agora precisava raciocinar. Fez uma espécie de manto com a cortina da sala para cobrir sua nudez. Saiu pela casa e encontrou um armário num quarto, e nele, roupa de baixo e um vestido. Olhou-se no espelho e achou-se bonita. Para uma ex-barata. Maquiou-se. Todas as baratas são iguais, mas as mulheres precisam realçar sua personalidade. Adotou um nome: Vandirene. Mais tarde descobriu que só um nome não bastava. A que classe pertencia?… Tinha educação?…. Referências?… Conseguiu a muito custo um emprego como faxineira. Sua experiência de barata lhe dava acesso a sujeiras mal suspeitadas. Era uma boa faxineira.
Difícil era ser gente… Precisava comprar comida e o dinheiro não chegava. As baratas se acasalam num roçar de antenas, mas os seres humanos não. Conhecem-se, namoram, brigam, fazem as pazes, resolvem se casar, hesitam. Será que o dinheiro vai dar? Conseguir casa, móveis, eletrodomésticos, roupa de cama, mesa e banho. Vandirene casou-se, teve filhos. Lutou muito, coitada. Filas no Instituto Nacional de Previdência Social. Pouco leite. O marido desempregado… Finalmente acertou na loteria. Quase quatro milhões! Entre as baratas ter ou não ter quatro milhões não faz diferença. Mas Vandirene mudou. Empregou o dinheiro. Mudou de bairro. Comprou casa. Passou a vestir bem, a comer bem, a cuidar onde põe o pronome. Subiu de classe. Contratou babás e entrou na Pontifícia Universidade Católica.
Vandirene acordou um dia e viu que tinha se transformado em barata. Seu penúltimo pensamento humano foi: “Meu Deus!… A casa foi dedetizada há dois dias!…”. Seu último pensamento humano foi para seu dinheiro rendendo na financeira e que o safado do marido, seu herdeiro legal, o usaria. Depois desceu pelo pé da cama e correu para trás de um móvel. Não pensava mais em nada. Era puro instinto. Morreu cinco minutos depois, mas foram os cinco minutos mais felizes de sua vida. Kafka não significa nada para as baratas…
(VERÍSSIMO, Luís Fernando. A metamorfose. in Ed Morte e outras histórias. Porto Alegre. L&PM Editores, 1979.)
Referenciação é uma atividade discursiva na qual o sujeito – por conta da interação verbal – opera sobre o material linguístico que tem à sua disposição e procede escolhas significativas para representar o estado das coisas, de modo condizente com a sua proposta de sentido.” (KOCH, Ingedore Villaça. Ler e compreender: os sentidos do texto. São Paulo: Contexto, 2010.)
Uma estratégia de referenciação é a introdução (construção), em que um “objeto” aparece inicialmente no texto. Na crônica em análise, tomemos por base de construção a palavra “barata”, em sua primeira aparição. Outra estratégia é a retomada (ou manutenção), caso que pode ser exemplificado – tendo em vista o mesmo termo de construção - por todos os termos grifados a seguir, exceto:
Alternativas
Q1820055 Português
TEXTO 02

A metamorfose
Luis Fernando Verissimo

Uma barata acordou um dia e viu que tinha se transformado num ser humano. Começou a mexer suas patas e viu que só tinha quatro, que eram grandes e pesadas e de articulação difícil. Não tinha mais antenas. Quis emitir um som de surpresa e sem querer deu um grunhido. As outras baratas fugiram aterrorizadas para trás do móvel. Ela quis segui-las, mas não coube atrás do móvel. O seu segundo pensamento foi: “Que horror… Preciso acabar com essas baratas…”
Pensar, para a ex-barata, era uma novidade. Antigamente ela seguia seu instinto. Agora precisava raciocinar. Fez uma espécie de manto com a cortina da sala para cobrir sua nudez. Saiu pela casa e encontrou um armário num quarto, e nele, roupa de baixo e um vestido. Olhou-se no espelho e achou-se bonita. Para uma ex-barata. Maquiou-se. Todas as baratas são iguais, mas as mulheres precisam realçar sua personalidade. Adotou um nome: Vandirene. Mais tarde descobriu que só um nome não bastava. A que classe pertencia?… Tinha educação?…. Referências?… Conseguiu a muito custo um emprego como faxineira. Sua experiência de barata lhe dava acesso a sujeiras mal suspeitadas. Era uma boa faxineira.
Difícil era ser gente… Precisava comprar comida e o dinheiro não chegava. As baratas se acasalam num roçar de antenas, mas os seres humanos não. Conhecem-se, namoram, brigam, fazem as pazes, resolvem se casar, hesitam. Será que o dinheiro vai dar? Conseguir casa, móveis, eletrodomésticos, roupa de cama, mesa e banho. Vandirene casou-se, teve filhos. Lutou muito, coitada. Filas no Instituto Nacional de Previdência Social. Pouco leite. O marido desempregado… Finalmente acertou na loteria. Quase quatro milhões! Entre as baratas ter ou não ter quatro milhões não faz diferença. Mas Vandirene mudou. Empregou o dinheiro. Mudou de bairro. Comprou casa. Passou a vestir bem, a comer bem, a cuidar onde põe o pronome. Subiu de classe. Contratou babás e entrou na Pontifícia Universidade Católica.
Vandirene acordou um dia e viu que tinha se transformado em barata. Seu penúltimo pensamento humano foi: “Meu Deus!… A casa foi dedetizada há dois dias!…”. Seu último pensamento humano foi para seu dinheiro rendendo na financeira e que o safado do marido, seu herdeiro legal, o usaria. Depois desceu pelo pé da cama e correu para trás de um móvel. Não pensava mais em nada. Era puro instinto. Morreu cinco minutos depois, mas foram os cinco minutos mais felizes de sua vida. Kafka não significa nada para as baratas…
(VERÍSSIMO, Luís Fernando. A metamorfose. in Ed Morte e outras histórias. Porto Alegre. L&PM Editores, 1979.)
No processo de escrita, por diversas vezes, os autores recorrem a processos de intertextualidade. Bakhtin afirma em sua obra Estética da criação verbal que “cada enunciado é um elo da cadeia muito complexa de outros enunciados”. Diante desse conceito, julgue os itens a seguir:
I. Há na crônica de Luis Fernando Verissimo uma intertextualidade explícita com a obra Metamorfose de Franz Kafka, embora ocorra uma inversão nos textos; já que – em Kafka – é o ser humano quem se transforma em uma barata. II. Analisando este trecho: “O seu primeiro pensamento humano foi: que vergonha, estou nua!”, pode-se entender um tipo de intertextualidade implícita, ao retomar ao episódio bíblico narrado no livro do Gênesis em que Adão e Eva assim se veem após comerem do fruto da árvore que estava no centro do jardim. III. No seguinte trecho “Conseguiu a muito custo um emprego como faxineira. Sua experiência de barata lhe dava acesso a sujeiras mal suspeitadas. Era uma boa faxineira.”, percebemos uma intertextualidade explícita com o livro “A hora da estrela” de Clarice Lispector, em que Macabea era também uma faxineira, que buscava uma forma de ser “gente”, de ser vista e amada pelas pessoas.
Está(ão) CORRETA(s) a(s) afirmativa(s):
Alternativas
Q1820054 Português
TEXTO 01

Disparada
Geraldo Vandré/Theo de Barros

Prepare o seu coração pras coisas que eu vou contar
Eu venho lá do sertão, eu venho lá do sertão
Eu venho lá do sertão e posso não lhe agradar
Aprendi a dizer não, ver a morte sem chorar
E a morte, o destino, tudo, a morte e o destino, tudo
Estava fora do lugar, eu vivo pra consertar

Na boiada já fui boi, mas um dia me montei
Não por um motivo meu, ou de quem comigo houvesse
Que qualquer querer tivesse, porém por necessidade
Do dono de uma boiada cujo vaqueiro morreu

Boiadeiro muito tempo, laço firme e braço forte
Muito gado, muita gente, pela vida segurei
Seguia como num sonho, e boiadeiro era um rei
Mas o mundo foi rodando nas patas do meu cavalo
E nos sonhos que fui sonhando, as visões se clareando
As visões se clareando, até que um dia acordei

Então não pude seguir valente lugar-tenente
E dono de gado e gente, porque gado a gente marca
Tange, ferra, engorda e mata, mas com gente é diferente
Se você não concordar, não posso me desculpar
Não canto pra enganar, vou pegar minha viola
Vou deixar você de lado, vou cantar noutro lugar

Na boiada já fui boi, boiadeiro já fui rei
Não por mim nem por ninguém, que junto comigo houvesse
Que quisesse ou que pudesse, por qualquer coisa de seu
Por qualquer coisa de seu querer ir mais longe do que eu

Mas o mundo foi rodando nas patas do meu cavalo
E já que um dia montei agora sou cavaleiro
Laço firme e braço forte num reino que não tem rei
Ao trabalhar, em sala de aula, com a canção/letra “Disparada” (Texto 01), de Geraldo Vandré, o professor de língua portuguesa despertará, no estudante, o interesse por textos de diversas naturezas e usos. Assinale, nas alternativas abaixo, a competência específica de língua portuguesa do ensino fundamental, que melhor se aplica a essa atividade:
Alternativas
Q1820053 Português
TEXTO 01

Disparada
Geraldo Vandré/Theo de Barros

Prepare o seu coração pras coisas que eu vou contar
Eu venho lá do sertão, eu venho lá do sertão
Eu venho lá do sertão e posso não lhe agradar
Aprendi a dizer não, ver a morte sem chorar
E a morte, o destino, tudo, a morte e o destino, tudo
Estava fora do lugar, eu vivo pra consertar

Na boiada já fui boi, mas um dia me montei
Não por um motivo meu, ou de quem comigo houvesse
Que qualquer querer tivesse, porém por necessidade
Do dono de uma boiada cujo vaqueiro morreu

Boiadeiro muito tempo, laço firme e braço forte
Muito gado, muita gente, pela vida segurei
Seguia como num sonho, e boiadeiro era um rei
Mas o mundo foi rodando nas patas do meu cavalo
E nos sonhos que fui sonhando, as visões se clareando
As visões se clareando, até que um dia acordei

Então não pude seguir valente lugar-tenente
E dono de gado e gente, porque gado a gente marca
Tange, ferra, engorda e mata, mas com gente é diferente
Se você não concordar, não posso me desculpar
Não canto pra enganar, vou pegar minha viola
Vou deixar você de lado, vou cantar noutro lugar

Na boiada já fui boi, boiadeiro já fui rei
Não por mim nem por ninguém, que junto comigo houvesse
Que quisesse ou que pudesse, por qualquer coisa de seu
Por qualquer coisa de seu querer ir mais longe do que eu

Mas o mundo foi rodando nas patas do meu cavalo
E já que um dia montei agora sou cavaleiro
Laço firme e braço forte num reino que não tem rei
No verso “Na boiada já fui boi, mas um dia me montei / Não por um motivo meu, ou de quem comigo houvesse / Que qualquer querer tivesse, porém por necessidade / Do dono de uma boiada cujo vaqueiro morreu”, da canção “Disparada” (Texto 01), o valor semântico das palavras destacadas é, respectivamente, de: 
Alternativas
Q1820052 Português
TEXTO 01

Disparada
Geraldo Vandré/Theo de Barros

Prepare o seu coração pras coisas que eu vou contar
Eu venho lá do sertão, eu venho lá do sertão
Eu venho lá do sertão e posso não lhe agradar
Aprendi a dizer não, ver a morte sem chorar
E a morte, o destino, tudo, a morte e o destino, tudo
Estava fora do lugar, eu vivo pra consertar

Na boiada já fui boi, mas um dia me montei
Não por um motivo meu, ou de quem comigo houvesse
Que qualquer querer tivesse, porém por necessidade
Do dono de uma boiada cujo vaqueiro morreu

Boiadeiro muito tempo, laço firme e braço forte
Muito gado, muita gente, pela vida segurei
Seguia como num sonho, e boiadeiro era um rei
Mas o mundo foi rodando nas patas do meu cavalo
E nos sonhos que fui sonhando, as visões se clareando
As visões se clareando, até que um dia acordei

Então não pude seguir valente lugar-tenente
E dono de gado e gente, porque gado a gente marca
Tange, ferra, engorda e mata, mas com gente é diferente
Se você não concordar, não posso me desculpar
Não canto pra enganar, vou pegar minha viola
Vou deixar você de lado, vou cantar noutro lugar

Na boiada já fui boi, boiadeiro já fui rei
Não por mim nem por ninguém, que junto comigo houvesse
Que quisesse ou que pudesse, por qualquer coisa de seu
Por qualquer coisa de seu querer ir mais longe do que eu

Mas o mundo foi rodando nas patas do meu cavalo
E já que um dia montei agora sou cavaleiro
Laço firme e braço forte num reino que não tem rei
A música “Disparada” (Texto 01), foi inscrita no Festival da Record de 1966, e defendida pelo intérprete Jair Rodrigues. Na letra, o “eu lírico” faz uma comparação entre o comportamento do “boi” e do ser humano (“gente”). Evidencia-se nisso que:
Alternativas
Q1820051 Português
TEXTO 01

Disparada
Geraldo Vandré/Theo de Barros

Prepare o seu coração pras coisas que eu vou contar
Eu venho lá do sertão, eu venho lá do sertão
Eu venho lá do sertão e posso não lhe agradar
Aprendi a dizer não, ver a morte sem chorar
E a morte, o destino, tudo, a morte e o destino, tudo
Estava fora do lugar, eu vivo pra consertar

Na boiada já fui boi, mas um dia me montei
Não por um motivo meu, ou de quem comigo houvesse
Que qualquer querer tivesse, porém por necessidade
Do dono de uma boiada cujo vaqueiro morreu

Boiadeiro muito tempo, laço firme e braço forte
Muito gado, muita gente, pela vida segurei
Seguia como num sonho, e boiadeiro era um rei
Mas o mundo foi rodando nas patas do meu cavalo
E nos sonhos que fui sonhando, as visões se clareando
As visões se clareando, até que um dia acordei

Então não pude seguir valente lugar-tenente
E dono de gado e gente, porque gado a gente marca
Tange, ferra, engorda e mata, mas com gente é diferente
Se você não concordar, não posso me desculpar
Não canto pra enganar, vou pegar minha viola
Vou deixar você de lado, vou cantar noutro lugar

Na boiada já fui boi, boiadeiro já fui rei
Não por mim nem por ninguém, que junto comigo houvesse
Que quisesse ou que pudesse, por qualquer coisa de seu
Por qualquer coisa de seu querer ir mais longe do que eu

Mas o mundo foi rodando nas patas do meu cavalo
E já que um dia montei agora sou cavaleiro
Laço firme e braço forte num reino que não tem rei
A música “Disparada” (Texto 01) foi inscrita no Festival da Record de 1966, e defendida pelo intérprete Jair Rodrigues.
Pode-se inferir da letra que o “eu-lírico”:
Alternativas
Q1819435 Pedagogia
O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) - Lei 8.069/90, promulgada em 13 de julho de 1990 mudou a concepção social e cultural no Brasil. O ECA trouxe inovações ao país ao definir um conjunto de leis próprias incorporadas aos avanços preconizados pela Convenção sobre os Direitos da Criança das Nações Unidas aprovada e assinada pelo país em 1989. Outrossim, suscitou o marco legal do Artigo 227 da Constituição Federal, que determina direitos e garantias fundamentais a crianças e adolescentes.
ECA: Estatuto da Criança e do Adolescente - Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990 - Brasília, DF: Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente, 2019. Disponível em: https://www.gov.br>pt-br>crianca-e-adolescente.
Nessa direção, o ECA no Capítulo IV - Do Direito à Educação, à Cultura, ao Esporte e ao Lazer - Artigo 53 dispõe sobre os direitos da criança e do adolescente à educação visando ao pleno desenvolvimento de sua pessoa, preparo para o exercício da cidadania e qualificação para o trabalho. Acerca desses direitos, avalie as afirmações a seguir.
I. Igualdade de condições para o acesso e permanência na escola. II. Opinar sobre os dispositivos legais na (re)elaboração do regimento interno da escola. III. Direito de ser respeitado por seus educadores. IV. Participar na elaboração da proposta curricular do município. V. Acesso à escola pública e gratuita próxima de sua residência.
É correto apenas o que se afirma em:
Alternativas
Q1819434 Pedagogia
A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB - 9.394/96), estabelece a finalidade da educação brasileira, como esta deve ser organizada e quais os órgãos administrativos responsáveis. No que tange a organização da educação nacional, determina competências específicas que a União, os Estados, Distrito Federal e os Municípios organizarão, em regime de colaboração, os respectivos sistemas de ensino.
LDB: lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. - 4. ed. - Brasília, DF: Senado Federal, Coordenações de Edições Técnicas, 2020.
Considerando as competências específicas atribuídas ao Município, avalie as afirmações a seguir.
I. Coletar, analisar e disseminar informações sobre a educação. II. Organizar, manter e desenvolver os órgãos e instituições oficiais dos seus sistemas de ensino, integrando-os às políticas e planos educacionais da União e dos Estados. III. Autorizar, credenciar e supervisionar os estabelecimentos do seu sistema de ensino. IV. Oferecer a educação infantil em creches e pré-escolas, e, com prioridade, o ensino fundamental, permitida a atuação em outros níveis de ensino somente quando estiverem atendidas plenamente as necessidades de sua área de competência e com recursos acima dos percentuais mínimos vinculados pela Constituição Federal à manutenção e desenvolvimento do ensino. V. Exercer ação redistributiva em relação às suas escolas.
É correto o que se afirma em:
Alternativas
Q1819433 Pedagogia
Educação inclusiva, como concepção de ensino contemporâneo, contribui significativamente na evolução das políticas, nas práticas pedagógicas e no sistema de ensino ao instituir como princípio a "igualdade nas possibilidades de escolarização". O que implica, acesso igualitário a oportunidades, valorização das diferenças e as diversidades sociais, étnicas, intelectuais, culturais, físicas, sensoriais e de gênero. O ponto de inclusão nessas possibilidades, são pertinentes as afirmações de Mantoan (2003) ao inferir que é " preciso mudar a escola e, mais precisamente o ensino nela ministrado".
Inclusão escolar: o que é? por quê? como fazer? / Maria Teresa Eglér Mantoan. — São Paulo: Moderna, 2003. — (Coleção cotidiano escolar)
Considerando o texto e os pressupostos de Mantoan quanto às tarefas fundamentais que a escola deve assumir na perspectiva da educação inclusiva, avalie as afirmações a seguir.
I. Recriar o modelo educativo escolar, tendo como eixo o ensino para todos. II. Reorganizar pedagogicamente as escolas, abrindo espaços para que a cooperação, o diálogo, a solidariedade, a criatividade e o espírito crítico sejam exercitados nas escolas, por professores, administradores, funcionários e alunos, porque são habilidades mínimas para o exercício da verdadeira cidadania. III. A inclusão é uma provocação, cuja intenção é melhorar a qualidade do ensino das escolas, atingindo todos os alunos a partir do processo da individualização de habilidades. IV. Garantir aos alunos tempo e liberdade para aprender, bem como um ensino que não segrega e que reprova a repetência. V. Formar, aprimorar continuamente e valorizar o professor, para que tenha condições e estímulo para ensinar a todos, sem exclusões e exceções.
É correto o que se afirma em:
Alternativas
Q1819432 Pedagogia
O Projeto Político Pedagógico, ou simplesmente PPP, é como um dos principais documentos norteadores do trabalho pedagógico escolar. Nessa perspectiva, ao promover a (re) elaboração do PPP da escola, implica compreendê-lo como compromisso coletivo e dialógico fundamentado no exercício e na definição da identidade institucional sob o princípio democrático. Veiga (2005), ao abordar as perspectivas para reflexão em torno do PPC e seus conceitos fundamentais, reforça a importância quanto aos pressupostos legais, princípios, aspectos teórico-metodológicos e elementos constituintes para que o projeto traga mudanças significativas para o desenvolvimento educacional e, consequentemente, a construção do indivíduo cidadão.
REZENDE, Lúcia Maria Gonçalves de; VEIGA, Ilma Passos Alencastro (Orgs.). Escola: espaço o projeto político-pedagógico. 8.ed. Campinas: Papirus, 2005. 200 p.
Nessa perspectiva, acerca dos enfoques apresentados acima sobre Projeto Político Pedagógico, avalie as afirmações a seguir.
I. O projeto político pedagógico, ao dar uma nova identidade à escola, deve contemplar a qualidade do ensino que se busca e implica em duas dimensões indissociáveis: a formal ou técnica e a política. II. Um projeto pedagógico de qualidade deve ser um processo participativo de decisões. III. A (re) elaboração do PPP da escola é atribuição exclusiva do gestor escolar, de forma a assegurar a dimensão administrativa. IV. Os movimentos do processo de construção do projeto pedagógico estão marcados por três movimentos distintos, porém interdependentes: ato situacional, ato conceitual e ato operativo. V. O projeto pedagógico é um exercício de autonomia da escola na busca pela qualidade com equidade e fortalecimento da escola através de práticas antiautoritárias baseada em quatro dimensões: administrativa, jurídica, financeira e pedagógica.
É correto apenas o afirmado em:
Alternativas
Q1819431 Pedagogia
No ano de 2020, com o alastramento da COVID - 19 (coronavírus) e, consequentemente, a decretação de calamidade pública no país e a necessidade de isolamento social, suscitou grandes desafios educativos e sociais que, consequentemente, ocasionou mudanças quanto ao uso e à importância das inovações produzidas pelas Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) e das competências mediáticas nas escolas. De todos os cenários, o da educação foi foco de grandes discussões, preocupações e difícil solução, uma vez que a escola é constituída de aglomerações de sujeitos aprendentes. Enfim, resultando no cancelamento das atividades educativas presenciais, a educação revestiu-se de adequações e esforços tecnológicos na transição do ensino presencial para o ensino remoto de maneira emergencial. Gerando assim, uma metamoforse educativa pós-coronavírus: uma leitura com as tecnologias e a metodologia dos Episódios de Aprendizagem Situados (EAS), de autoria do professor italiano Pier Cesare Rivoltella (2013).
Sousa, G. R. de, Borges, E. M., & Colpas, R. D. (2020). Em defesa das tecnologias de informação e comunicação na educação básica: diálogos em tempos de pandemia. Plurais Revista Multidisciplinar, 5(1), 146-169. https://doi.org/10.29378/plurais.2447- 9373.2020.v5.n1.146-169
Considerando a situação apresentada e o método de ensino à luz dos Episódio de Aprendizagem Situados (EAS), como contribuição necessária de renovação educativa, tecnológica e crítica, avalie as afirmações a seguir.
I. O conceito de Episódio de Aprendizagem Situados (EAS) se origina no interior da reflexão do Mobile Learning/Aprendizagem móvel e nas atividades de microlearning/microatividades, impulsionadas pela cultura digital e suas fragmentações e recombinações de formatos textuais e transmidiáticos. II. Com a gênese no conceito de mobile learning e raízes na neurociência, no enativismo e na teoria da simplexidade, a proposta de ensinar por EAS parte dos fundamentos das neurociências para atualizar os saberes sobre como aprendemos. III. A aprendizagem nos fundamentos da EAS remete a três modalidades fundamentais que têm como pano de fundo as emoções: experiência/ensaio e erro, repetição/e exercício e imitação. IV. Os EAS inspiram-se nas concepções de Freinet, cuja principal ideia está na ligação a posteriori e no trabalho cooperativo entre os pares. V. Na metodologia EAS, os elementos estruturantes estão organicamente articulados, cujo ritmo o ternário da didática resultante da combinação: “encontre, elabore e compartilhe”, “compreenda, aja e reflita”, e “pesquise, compartilhe e apresente".
É correto o afirmado em:
Alternativas
Q1819430 Pedagogia
Numa pedagogia contemporânea centrada nas aprendizagens significativas, é essencial pensar a avaliação do processo ensino-aprendizagem como instrumento que possibilite a emancipação dos sujeitos. Dessa forma, a avaliação é espaço de mediação, aproximação e diálogo entre as formas de ensino do professor e os percursos de aprendizagens dos alunos.
Disponível em: http://www.construirnoticias.com.br/avaliacao-formativa-reguladora-intencionalidadecaracteristicas-e-principios%C2%B9/. Acesso em: 28/03/2021.
Nessa linha de pensamento, a avaliação da aprendizagem, ancorada numa perspectiva formativa reguladora, apresenta as seguintes intencionalidades, características e princípios:
I. O Mecanismo integrativo e orientador do trabalho docente e das aprendizagens. II. O gerar constantemente de informações para tomadas de decisões que intencionem o aperfeiçoamento do trabalho pedagógico e conscientizem os alunos de suas produções. III. Vai além da tradição de uma prática avaliativa punitiva e excludente que tanto está presente nas salas de aula e que tanto se faz imperativo superar. IV. Reforça a natureza tradicional da classificação dos alunos de forma sistemática na condução da reprovação. V. Favorece um pensar reflexivo e fundamentado não somente sobre o que se aprende, mas, principalmente, sobre como se está aprendendo.
Está correto o que é afirmado em: 
Alternativas
Q1819429 Pedagogia
A Pedagogia de Projetos visa à ressignificação do espaço escolar, transformando-o num espaço de interações e ressignificações de aprendizagens; aberto a realidade e as múltiplas dimensões. Nesse sentido, projetos de trabalho emerge como uma proposta de inovação à prática pedagógica numa perspectiva de compreensão das interfaces entre o ensino e aprendizagem apontando caminhos para a interdisciplinaridade como processo de interação entre saberes diferentes e, ao mesmo tempo, indissociáveis na produção de sentido da vida.
Moura. D. P. Pedagogia de Projetos: Contribuições para Uma Educação Transformadora. Só Pedagogia.Virtuous Tecnologia da Informação,2008- 2021.Disponível em http://www.pedagogia.com.br/artigos/pedagogiadepr ojeros/index.php?pagina=2. Acesso em 26/03/2021
Considerando os projetos de trabalho como um dos "caminhos mais promissores para a organização do conhecimento escolar, a partir de problemas que emergem das reais necessidades dos alunos"; a metodologia do trabalho docente por projetos pode ser dividida em 4 etapas.
A alternativa que contém a sequência correta é:
Alternativas
Q1819428 Pedagogia
Diante da complexidade da sociedade contemporânea e, consequentemente, das dificuldades e incertezas enfrentadas pela educação, a dimensão ética do trabalho docente tem sido uma das pautas chamadas ao debate sob os mais diversos enfoques e matizes. Nas reflexões de Tardif (2001), a ética, enquanto manifestação cultural, é um estruturante central inerente ao processo de trabalho, ou seja, está implicada nas relações sociais expressadas no processo de trabalho, particularmente na tarefa docente. Nesse sentido, a ética está no cerne do trabalho docente, manifestada concretamente no processo de ensino, uma vez que é constituído de interações humanas.
I.P.A.VEIGA & J. C. S. ARAÚJO Revista de Educação PUC-Campinas, Campinas, n. 22, p. 41- 55, junho 2007
Nesse sentido, sob o ponto de vista ético, Tardif coloca em evidência algumas condições, tensões e dilemas que fazem parte do trabalho docente entre eles:
I. O trabalho com grupos de alunos, uma vez que levanta um problema ético particular, o da equidade do tratamento. II. O comportamento simbólico do ensino, já que, quando se ensina, ensina-se sempre numa língua, em função de discursos, de conhecimentos, de habilidades que os alunos devem dominar. III. As abordagens pedagógicas e as pseudoconcepções sobre o ensino. IV. A escolha dos meios utilizados pelo professor para controlar o ensino. V. A luta pela primazia da dimensão ética como construção neutra na profissionalização docente.
Está correto o que é afirmado em:
Alternativas
Q1819427 Pedagogia
A educação é um fenômeno social, portanto impossível de ser pensada de forma isolada, distante de sua ação e influência social. Com efeito, retomar a função social da escola no cenário contemporâneo é condição imprescindível na ressignificação de sua constituição como espaço formativo de empoderamento de crianças e adolescentes e propiciador de sua elevação a sujeitos de direitos e protagonistas de sua própria história.
SANTOS, Emina Márcia Nery dos; LIMA, Francisco Willams Campos; VALE, Cassio. Decálogo da escola como espaço de proteção social: consolidando a função social da escola como espaço democratizante. Eccos - Revista Cientifica, São Paulo, n. 54, p. 1-18, e8338, jul./set. 2020. Disponível em: https://doi.org/10.5585/eccos.n54.8338
O trecho acima é parte do artigo que, ao referenciar sobre o tema, classifica algumas condições estruturantes que podem potencializar a escola como espaço de proteção social. Pelo exposto, a função social da escola está pautada na:
I. Universalidade e obrigatoriedade. II. Inclusão. III. Linearidade e hierarquização curricular. IV. Meritocracia. V. Democratização.
Está correto apenas o que é afirmado em:
Alternativas
Q1819426 Pedagogia
Nos discursos educacionais, são enfáticas as afirmações em defesa do ensino voltado para a construção de competências. Essa sustentação, quase sempre, está pautada nas abordagens de Perrenoud (1999), ao propor a pedagogia das competências como “uma possível resposta à crise da escola”, ao evidenciar o quanto o currículo e as práticas pedagógicas centrados na transmissão de conhecimentos terminam por não ter um valor útil na vida do sujeito.
PERRENOUD, P. Construir competências desde a escola. Tradução. Bruno Charles Magne. Porto Alegre: Artmed, 1999a.
Nesse contexto, a partir do fragmento acima, avalie as afirmações que descrevem com precisão a noção de competências como tendência na produção dos currículos na perspectiva da pedagogia das competências a seguir:
I. A pedagogia das competências foca sua atenção na imprescindível condição de transmissão dos conhecimentos historicamente construídos e transmitidos de geração a geração. II. Na perspectiva da pedagogia das competências, o currículo é concebido como um agrupamento de assuntos para serem memorizados e uma sequência de exercícios a serem praticados até serem dominados pelos alunos. III. Competência é a capacidade de agir eficazmente em um determinado tipo de situação, apoiada em conhecimentos, mas sem limitar-se a eles. IV. Uma abordagem por competências determina o lugar dos conhecimentos - eruditos ou não - na ação: eles constituem recursos, frequentemente determinantes, para identificar e resolver problemas, para preparar e para tomar decisões. V. Na pedagogia das competências, o papel da escola é ensinar conteúdos que o meio produtivo elegeu como importantes.
Está correto o que é afirmado em:
Alternativas
Q1819425 Matemática
Um estudante pegou uma régua que está graduada em cm e a usou para medir o comprimento do desenho de um carro, conforme a figura abaixo:
Imagem associada para resolução da questão

A medida encontrada foi igual a:
Alternativas
Respostas
2361: A
2362: A
2363: C
2364: D
2365: B
2366: C
2367: B
2368: B
2369: D
2370: B
2371: A
2372: D
2373: E
2374: E
2375: C
2376: B
2377: B
2378: C
2379: C
2380: A