Questões de Concurso
Comentadas para fgv
Foram encontradas 121.124 questões
Resolva questões gratuitamente!
Junte-se a mais de 4 milhões de concurseiros!
Eu diria que o historiador está em condições muito melhores do que o participante do presente, pela simples razão de que dispõe de um horizonte ampliado. Se o leitor pensa que o passado é uma paisagem, a história é a maneira como a representamos, e é justamente esse ato de representação que nos eleva acima do familiar para permitir-nos ter experiências substitutivas daquilo que não podemos experimentar diretamente: uma visão mais ampla.
Adaptado de GADDIS, John Lewis. El paisaje de la historia: cómo los historiadores representan el pasado. Anagrama, 2004, pp. 21-22.
Considerando a reflexão de John Lewis Gaddis, é correto afirmar que a representação do passado como paisagem
I. A preparação da guerra, especialmente em grande escala, leva os governantes, inevitavelmente, a extrair recursos da população. Com isso, cria-se uma estrutura de arrecadação, abastecimento e administração que precisa se manter e que muitas vezes cresce mais rápido do que os próprios exércitos e marinhas que sustenta. Os interesses e o poder dessa estrutura acabam limitando de forma significativa o tipo e a intensidade da guerra.
Adaptado de TILLY, Charles. Coerción, capital y los Estados europeos, 990-1990. Madrid: Alianza Editorial, 1992, p. 46.
II. É necessário revisar a ideia de que o desenvolvimento militar na Idade Moderna foi um processo conduzido principalmente pelo Estado, ligado à centralização e ao controle burocrático. Ao analisar as condições relacionadas à prática de fazer guerra por meio de contratantes privados a partir do século XVI, conclui-se que essa forma de organização não foi uma exceção nem resultado de governantes fracos ou irresponsáveis. Pelo contrário, tratava-se de uma solução lógica para mobilizar recursos, considerando as limitações dos governos da Idade Moderna e sua dependência dos recursos e da cooperação das elites.
Adaptado de PARROT, David. “Military Revolution or Military Devolution?” Stud. his., H.ª mod., 35, 2013, p. 33.
Considerando os fragmentos, assinale a opção que apresenta corretamente a interpretação dos autores sobre o desenvolvimento militar na Época Moderna.
Uma pintura do século XVIII, atribuída a um artista de destaque do período colonial, foi identificada em uma coleção particular durante a preparação de um leilão internacional. A obra, até então pouco conhecida, despertou o interesse de especialistas e foi submetida à análise técnica, sendo reconhecida por seu elevado valor histórico e artístico para o país. Diante do risco de sua saída definitiva do território nacional, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional instaurou processo de tombamento com vistas à sua preservação, nos termos do Decreto-Lei nº 25/1937. O proprietário passou a questionar os efeitos jurídicos do tombamento sobre o uso, a circulação e a eventual alienação do bem.
Considerando o caso descrito, assinale a opção que apresenta corretamente um efeito do tombamento.
I. O costume de alforriar escravos que apresentassem seu valor era largamente praticado, mas à revelia do Estado; não que o Estado se opusesse, mas porque não lhe era permitido sancioná-lo em lei, pela oposição daqueles mesmos que praticavam essa regra costumeira. Esse direito não existia em lei até 1871. É verdade que, antes dessa data, existiam circunstâncias excepcionais em que o Estado intervinha concedendo alforrias, mas, de qualquer forma, indenizavam-se os senhores, e cabia a estes a concessão da carta de alforria.
Adaptado de CUNHA, Manuela da. Antropologia do Brasil. Mito, história, etnicidade. São Paulo: Brasiliense, 1987, pp.124-125.
II. O tribunal, seja atuando de acordo com o costume, seja agindo segundo as normas de direito ou a consciência de seus membros, manteve uma posição que realmente interferiu nos destinos de senhores e escravos que a ele recorriam. Ações de liberdade, seus procedimentos e seus resultados, não eram uma prática anormal no Estado imperial brasileiro, mesmo que o acesso de escravos ao sistema judiciário tenha sido tão restrito.
Adaptado de GRINBERG, Keila. Liberata. a lei da ambiguidade - as ações de liberdade da corte de apelação do Rio de Janeiro no século XIX. Rio de Janeiro: Centro Edelstein de Pesquisa Social, 2010, p. 25.
Com base nos trechos, assinale a opção que apresenta corretamente a interpretação dos autores sobre a conquista da liberdade por pessoas escravizadas no Brasil imperial.
O trecho caracteriza um processo histórico específico de formação social e cultural.
Assinale a opção que apresenta corretamente o conceito ao qual ele se refere.
No século XVII, não havia mais de 500 homens de origem europeia na província do Espírito Santo, mas, contavam-se nela quatro reduções de índios, formadas pelos Jesuítas, as de Reritygba, hoje Benevente, Guarapary, São João, Reis Mago. Estes estabelecimentos serviam de modelo à civilização dos Guaranis, do Paraguai, tão comentada pelos mais célebres escritores.
Adaptado de SAINT-HILAIRE, A. de. Segunda Viagem ao Interior do Brasil: Espírito Santo. São Paulo: Comp. Editora Nacional, 1936, p. 17.
Considerando o trecho e o contexto da colonização do Espírito Santo no século XVII, é correto afirmar que o processo de aldeamento no Espírito Santo colonial foi favorecido pela
Embora durante o período hispânico só tenham ocorrido três reuniões de Cortes no reino (1581, 1583 e 1619), estas, dotadas de grande poder simbólico de evocação de um pacto primordial dos povos com o rei, foram importantes agentes de coesão, ao legitimarem o poder do novo monarca, ao serem palco do juramento de fidelidade dos estados ao monarca e seu descendente (uma inovação de D. Filipe I), ao restabelecerem a harmonia social quebrada pela crise sucessória.
Adaptado de Jean-Frédéric Schaub, Portugal na Monarquia Hispânica (1580-1640). Lisboa, Livros Horizonte, 2001, p. 149.
Com base no trecho e na interpretação historiográfica do período da União Ibérica, assinale a afirmativa correta.
Boa física é feita a priori. Teoria precede fato. Experiência é inútil, pois antes de ser realizada nós já possuímos o conhecimento que estamos buscando. Leis fundamentais do movimento e repouso, leis que determinam o comportamento espaço-temporal de corpos materiais, são formuladas segundo princípios abstratos e relações numéricas. Da mesma natureza daquelas que governam relações e leis das figuras e números. Nós as encontramos não na Natureza, mas em nós mesmos, em nossa mente, assim como Platão nos ensinou muito tempo atrás.
Adaptado de KOYRE, A. Galileo and the scientific revolution of the seventeenth century. Philosophical Review, v. 52, n. 4, 1943, p. 347.
Com base no trecho, assinale a opção que identifica o fundamento epistemológico da Revolução Científica do século XVII descrito por Galileu.
Se dizemos que tem o poder absoluto quem não está sujeito às leis, não se encontrará no mundo nenhum príncipe soberano, já que todos os príncipes da terra estão sujeitos às leis de Deus e da natureza, e a certas leis humanas comuns a todos os povos. É necessário que quem seja soberano não esteja de nenhum modo submetido ao império de outro e possa dar lei aos súditos e anular ou emendar as leis inúteis; isto não pode ser feito por quem esteja sujeito às leis de outra pessoa. Por isso se diz que o príncipe está isento da autoridade das leis. O próprio termo latino “ley” implica o mandato de quem tem a soberania.
Adaptado de BODIN, J. Los seis libros de la república. Madrid: Editorial Tecnos, 1997, pp.52-3.
Com base no trecho e nos fundamentos do absolutismo moderno, assinale a opção correta.
Todo um trabalho de decifração se impõe a partir de indícios frágeis. Escrutinando os ex-votos, o pesquisador medirá pacientemente a superfície, respectivamente do espaço celeste de aparição e da cena terrestre; analisará, também, o gestual e o jogo dos olhares pelo qual se estabelece a ligação entre os dois universos. Analisando as representações do purgatório em sua evolução, sublinhará as mutações características de um panteão de intercessores que, paulatinamente, vai se despovoando do século XVII ao século XVIII.
Adaptado de VOVELLE, Michel. Ideologias e mentalidades. São Paulo: Brasiliense, 1987, p.42.
Com base no trecho, assinale a opção que identifica corretamente a corrente da Nova História a que ele se refere.
Cortar o tempo em períodos é necessário para a história, seja ela entendida como o estudo da evolução das sociedades, como um tipo particular de saber e ensino, ou mesmo como a simples passagem do tempo. No entanto, esse recorte não é um mero fato cronológico, mas também expressa a ideia de transição, de mudança e até de contradição em relação à sociedade e aos valores do período precedente. Os períodos têm, portanto, um significado particular em sua própria sucessão, na continuidade temporal ou nas rupturas que tal sucessão evoca, e constituem um objeto fundamental de reflexão para o historiador.
Adaptado de LE GOFF, Jacques. ¿Realmente es necesario cortar la historia en rebanadas? México: Fondo de Cultura Económica, 2016, pp. 11-12.
Com base no trecho, assinale a opção que apresenta corretamente a interpretação do autor sobre a periodização na história.
O predomínio espiritual da tradição greco-latina no Ocidente medieval fez com que se continuasse a associar, ao longo de todo o período, os livros e a língua latina ao poder e às elites sociais. A atitude da maior parte dos governantes medievais alfabetizados em relação ao livro e às bibliotecas foi reverencial e, em alguns casos, quase “totêmica”. As bibliotecas dos reis da Antiguidade Tardia seguiram um modelo episcopal-monástico, uma vez que o modelo tardo romano de biblioteca palatina semipública ou pública havia caído no esquecimento. Contudo, a maior parte das bibliotecas dos reis da época feudal se enquadra melhor no modelo de biblioteca senhorial do que no de biblioteca monástica ou palatina ou “de Estado”. O chamado renascimento do século XII começaria a alterar essa dinâmica, quando os príncipes do Ocidente latino passariam a se tornar reis clericalizados, possuidores de bibliotecas cada vez maiores.
Adaptado de RODRÍGUEZ DE LA PEÑA, Alejandro. “Los reyes bibliófilos: bibliotecas, cultura escrita y poder en el Occidente medieval”, En la España Medieval, n.º 33, 2010, p. 9.
Com base no trecho, assinale a opção que apresenta corretamente aspectos da organização das bibliotecas no Ocidental medieval.
Os mongóis não entravam na categoria de quase humanos, de monstros que a cartografia medieval distribuía pelos confins da Ásia, nem se encaixavam nas categorias conhecidas pelos europeus, baseadas na divisão bíblica do gênero humano. Assim, foram classificados de diferentes formas: como flagelos de Deus, como um castigo pelos pecados, como demônios ou bestas. Segundo relatos às vezes contraditórios, seus costumes eram brutais, ladravam como cães e tinham o rosto plano como os macacos. Comiam carne crua e bebiam sangue, isso era verdade, visto que os habitantes da estepe, que não tinham vegetais ao seu alcance, deviam ingerir sangue fresco para obter a dose de aminoácidos para a saúde. Foram acusados inclusive de canibalismo. Mas essa acusação era falsa. Fontes chinesas, tibetanas, mongóis, armênias e georgianas também evidenciam a repulsa em relação aos mongóis, mas não lhes atribuem esse comportamento em particular. Tais acusações não são fruto da observação, mas das leituras, das elucubrações e do medo.
Adaptado de FERNÁNDEZ-ARMESTO, Felipe. Os conquistadores do horizonte: uma história global da exploração. Barcelona: Ariel, 2012.
Com base no trecho, analise as afirmativas a seguir acerca das representações europeias sobre os mongóis no período medieval.
I. As classificações dos mongóis feitas pelos europeus revelaram os limites do repertório mental e narrativo disponível para descrever práticas distintas das conhecidas, configurando um desafio conceitual.
II. As descrições europeias dos mongóis foram influenciadas por referenciais religiosos e imaginários, que os associavam a punições divinas e a figuras monstruosas, evidenciando a mediação cultural na construção dessas imagens.
III. A representação europeia dos mongóis como incivilizados, associada ao canibalismo, baseou-se em observações diretas e foi reforçada por fontes extra europeias, legitimando sua escravização pelos europeus.
Está correto o que se afirma em
Tal é o segredo da pedagogia homérica: o exemplo heroico. Homero foi o educador da Grécia: oferece constantemente ao espírito de seu discípulo modelos idealizados de virtude heroica e põe em evidência a realidade dessa recompensa suprema que é a glória.
Adaptado de MARROU, Henri-Irénée. Historia de la educación en la Antigüedad. Madrid: Akal, 1985, p. 31.
Assinale a opção que apresenta corretamente o papel das epopeias homéricas na educação e formação ética na Grécia Antiga.
Nesse caso, o Postman
Nesse cenário, os critérios de aceitação são descritos como uma forma de documentar os anseios e as necessidades do cliente, especificando como o sistema deve operar para ser aceito. Eles servem como o elo fundamental de rastreabilidade, transformando regras de negócio em cenários de teste verificáveis.
Sobre os critérios de aceitação, analise as afirmativas a seguir.
I. Servem para verificar se o sistema como um todo adere aos critérios contratuais acordados com o usuário final.
II. Ajudam a confirmar que o software cumpre todos os seus requisitos funcionais e não funcionais.
III. Auxiliam na tomada de decisão dos stakeholders sobre o "go-live" (entrada em produção).
Está correto o que se afirma em
O objetivo principal é quebrar os "silos" organizacionais, promovendo automação, compartilhamento de responsabilidades e ciclos de feedback mais rápidos.
Assim, CI/CD (CI - Continuous Integration/CD - Continuous Delivery) surge como a base técnica e prática indispensável para viabilizar os objetivos do DevOps.
Nesse contexto, faça a associação correta entre os conceitos listados a seguir e suas características.
1. CI
2. CD
( ) Entrega automática para produção ou staging.
( ) Build automático.
( ) Testes automáticos.
( ) Uma de suas variações admite aprovação humana.
Assinale a opção que apresenta a associação correta, segundo a ordem apresentada.
O teste, longe de ser apenas uma etapa final de verificação, é um processo estratégico que previne falhas, reduz custos de manutenção e assegura a satisfação do usuário. Sua importância reside na garantia de que um sistema funciona como esperado, sendo um componente fundamental para a qualidade, a confiabilidade e a segurança de qualquer produto digital.
Nesse contexto, relacione os testes listados a seguir às características que melhor os definem.
1. Integração
2. Regressão
3. Sistema
( ) É um tipo de teste, ou seja, foca no que testar.
( ) Verifica a interação entre módulos, classes ou camadas combinadas, garantindo que suas interfaces funcionem corretamente.
( ) É realizado com o software completamente integrado, confrontando-o com requisitos funcionais e não funcionais em ambiente similar ao de produção.
( ) Consiste na reexecução de testes para garantir que alterações recentes não causaram novos defeitos em funcionalidades que já estavam prontas.
Assinale a opção que indica a relação correta, segundo a ordem apresentada.
Neste contexto, relacione os conceitos apresentados a seguir às suas características.
1. Métricas de Processo
2. Métricas de Produto
( ) Tempo de resposta do sistema.
( ) Produtividade (linhas de código produzidas por pessoa/mês).
( ) Densidade de defeitos.
( ) Taxa de defeitos encontrados por fase.
Assinale a opção que apresenta a relação correta, segundo a ordem apresentada.
Sobre o tema, avalie as afirmativas a seguir.
I. Consideramos origin/develop como a branch principal, na qual o código-fonte da versão HEAD reflete um estado pronto para produção.
II. Release branches são criadas a partir da develop branch.
III. Para corrigir um bug crítico em produção, é possível criar uma branch de hotfix a partir da tag correspondente na branch master que marca a versão de produção.
Está correto o que se afirma em