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Da renda à ciência, desigualdade racial segue
moldando o Brasil
Neste 21 de março, Dia Internacional contra a Discriminação Racial, olhar para a desigualdade no Brasil é, inevitavelmente, olhar para o que persiste. Não apenas nos indicadores, mas nas estruturas que atravessam o tempo e organizam silenciosamente a vida social. Como resume o economista Mário Theodoro - ex-pesquisador do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (lpea) e uma das principais referências no tema -, " a pobreza, a miséria e, principalmente, a desigualdade são fenômenos que remontam à própria criação do Brasil e têm raízes na questão racial".
Os dados mais recentes do Ipea não deixam espaço para dúvida: mesmo diante de avanços importantes nas políticas públicas, a desigualdade racial permanece como uma presença constante. Ela não se limita a um campo específico ― infiltra-se na renda, atravessa o acesso a serviços, delimita trajetórias e chega, inclusive, à forma como o país produz e organiza seus próprios dados.
Mais do que um desvio ou uma exceção, trata-se de um padrão que se repete. Uma engrenagem que se ajusta ao tempo, mas não se desfaz, e que segue desafiando tanto a ação do Estado quanto a capacidade de compreender, em profundidade, o Brasil que se constrói todos os dias.
O estudo Desigualdade de raça e gênero e impactos distributivos dos gastos públicos com saúde e educação no Brasil mostra que as políticas públicas têm, sim, potência transformadora. Ao incorporar serviços de saúde e educação ao cálculo da renda ampliada, a desigualdade diminui de forma expressiva - o índice de Theil (medida estatística de desigualdade econômica e concentração de renda) recua de 0,62 para 0,38, sinalizando o efeito redistributivo do Estado.
Mas há camadas que resistem.
Entre 11% e 12% da desigualdade total ainda se explica por fatores como raça e gênero, revelando que essas dimensões continuam a organizar o acesso a oportunidades. Mesmo quando o Estado atua, as marcas da desigualdade não desaparecem por completo - elas se reconfiguram.
Essa distância se amplia quando se observa o gasto privado: entre as famílias de maior renda no país, por exemplo, as chefiadas por homens brancos chegam a investir em saúde até 150% do que é gasto por famílias negras. Em um mesmo país, convivem realidades profundamente distintas, separadas por barreiras que nem sempre são visíveis, mas são persistentemente eficazes.
E quando raça e gênero se cruzam, o cenário se torna ainda mais complexo. As desigualdades não apenas se somam - elas se aprofundam, revelando um tecido social onde as diferenças se entrelaçam e se reforçam mutuamente.
Há ainda um outro desafio, mais silencioso: o de medir a desigualdade. O estudo Avanços entre desafios: uma análise da evolução da qualidade das informações de raça/cor na Rais e no Novo Caged aponta melhorias importantes na qualidade dos registros, como a redução de informações ignoradas ao longo do tempo. Mas revela também que os dados ainda carregam distorções.
Bases administrativas seguem apresentando sobrerrepresentação de pessoas brancas e sub - representação de pessoas pretas quando comparadas a outras fontes, como a PNAD Contínua. Em anos recentes, essa diferença ultrapassou três pontos percentuais - e já foi ainda maior.
São pequenas distâncias nos números, mas grandes no que elas significam.
Porque medir mal é, muitas vezes, enxergar menos. E enxergar menos é também limitar a capacidade de agir.
Quando reunidos, os estudos apontam para uma mesma direção: a desigualdade racial no Brasil não é episódica. Não é um resíduo do passado. É uma presença ativa, que se reorganiza e se mantém ao longo do tempo.
Ela atravessa a renda, o acesso a serviços, os espaços de poder e até os instrumentos que deveriam revelá-la. Está nas trajetórias individuais, mas também nas estruturas que as condicionam.
E é justamente essa persistência que torna o desafio mais complexo - e mais urgente.
Fonte: https://www.ipea.gov.brlportal/ categorias/45-todas-as-
noticias/noticias/16302-da-renda-a-ciencia-desigualdade-racial-segue-
moldando-o-brasil (adaptado).
Preenche, CORRETA e respectivamente, as lacunas:
Constitui direito fundamental do Auxiliar em Saúde Bucal recusar-se a exercer a profissão em âmbito público ou privado onde as condições de trabalho não sejam dignas, seguras e salubres (1º parte). Além disso, visando agilizar o atendimento na unidade, é permitido a este profissional/delegar suas funções a pessoas não habilitadas, desde que haja a devida autorização verbal do cirurgião-dentista chefe (2º parte).
Pode-se afirmar que:
I. Acolher na unidade de saúde significa receber bem o usuário, com atenção e disponibilidade para escutar, buscando valorizar as particularidades de cada caso e solidarizar-se com ele.
II. A equipe de saúde bucal deve restringir o seu atendimento clínico estritamente à demanda previamente agendada, devendo as urgências odontológicas com dor aguda serem remetidas exclusivamente às Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) da região.
III. A correta identificação de necessidades não só auxilia no processo de acolhimento do cidadão e na oferta do cuidado integral, mas também organiza o fluxo da demanda e orienta o tempo em que o atendimento clínico deve ocorrer de forma resolutiva.
Está(ão) CORRETA(S):
( ) O Brasil Sorridente apresenta como uma de suas principais linhas de ação a reorganização da Atenção Básica, especialmente por meio da inclusão e atuação das equipes de Saúde Bucal na Estratégia Saúde da Família.
( ) A referida Política caracteriza-se como um programa isolado e vertical, com Foco exclusivo na assistência odontológica de altíssima complexidade e sem articulação com outras políticas públicas de saúde do Sistema Único de Saúde.
( ) A reorientação do modelo assistencial proporcionada por essa política conta com eixos estruturantes fortemente baseados na promoção do acesso universal e na assistência integral em saúde bucal para os cidadãos.
Qual alternativa preenche, CORRETAIVENTE, de cima para baixo, os parênteses acima?
I. É atribuição do ASB proceder à desinfecção e à esterilização de materiais e instrumentos utilizados na clínica odontologica.
II. O ASB está autorizado a realizar, de forma autônoma e sem a supervisão do cirurgião-dentista, o diagnostico de cárie e o selamento de cavidades em pacientes infantis.
III. Constitui competência do ASB instrumentalizar e auxiliar o cirurgião-dentista e/ou o Técnico em Saúde Bucal (TSB) diretamente nos procedimentos clínicos.
Está(ão) CORRETA(S):
I. Consideram-se documentos correntes aqueles em curso ou que, mesmo sem movimentação, constituam objeto de consultas frequentes.
II. Conslderam-se documentos intermediários aqueles que, não sendo de uso corrente nos órgãos produtores, aguardam a sua eliminação ou recolhimento para guarda permanente.
III. Os documentos de valor permanente são passíveis de alienação ou prescrição, a depender de decisão discricionária justificada pelo administrador público.
Está(ão) CORRETA(S):
A Lei Complementar no 101/2000 (Lei de Responsabilidade Fiscal) estabelece parâmetros rigorosos para o controle das contas e das finanças públicas. Nesse sentido, analise as partes que seguem:
Para os fins da lei, entende-se como despesa total com pessoal o somatório dos gastos do ente com os ativos, inativos e pensionistas, relativos a mandatos eletivos, cargos, funções ou empregos ( 1º parte). Contudo, na verificação do atendimento dos limites de despesa com pessoal, serão obrigatoriamente computadas as despesas de indenização por demissão de servidores ou empregados (2º parte)
Pode se afirmar que:
Preenche, CORRETA e respectivamente, as lacunas:
( ) Em comunicações dirigidas aos Chefes de Poder, utiliza-se a expressão "Excelentíssimo Senhor" seguida do cargo respectivo no vocativo.
( ) O vocativo a ser empregado em comunicações oficiais dirigidas a um Senador da República é "Excelentíssimo Senhor Senador".
( ) Os pronomes de tratamento, embora se refiram à segunda pessoa gramatical, levam a concordância verbal para a terceira pessoa.
Qual alternativa preenche, CORRETAIVENTE, de cima para baixo, os parênteses acima?
I. O pregão é a modalidade obrigatória para a aquisição de bens e serviços comuns.
II. O leilão e a modalidade de licitação utilizada para a alienação de bens imóveis ou de bens moveis inservíveis ou legalmente apreendidos.
III. A criação de novas modalidades de licitação ou a combinação das modalidades já existentes é permitida, desde que seja devidamente justificada pela complexidade do objeto.
Está CORRETO o que se afirma em:
I. É atribuição do Monitor do Primeira Infância Melhor (PIM) planejar e realizar a formação inicial, a educação permanente e continuada dos visitadores.
II. O Monitor do Primeira Infância Melhor (PIM) deve revisar os formulários de cadastro e monitoramento da atenção antes de sua inserção no Sistema de Informação do Primeira Infância Melhor (SisPIM).
III. A realização da avaliação do desenvolvimento infantil e o preenchimento de formulários devem ser delegados exclusivamente ao Grupo Técnico Municipal (GTM), sem a participação do Monitor do Primeira Infância Melhor (PIM).
Está(ão) CORRETA(S):
Preenche, CORRETA e respectivamente, as lacunas:
A atuação Intersetorial nos territórios exige que os profissionais compreendam profundamente a realidade local para intervir de maneira efetiva. No escopo de trabalho do Primeira Infância Melhor (PIM), o conceito de vulnerabilidade estrutura o foco da gestão e as metodologias de atenção familiar. Compreender esse conceito de forma correta afasta a equipe de visões preconceituosas e culpabilizadoras. Acerca da concepção de vulnerabilidade e risco social adotada pelas diretrizes do Primeira Infância Melhor (PIM), assinale a alternativa CORRETA.
Preenche, CORRETA e respectivamente, as lacunas
( ) O visitador do Programa Criança Feliz (PCF) pode ser o mesmo visitador do Primeira Infância Melhor (PIM), desde que atenda às famílias que fazem parte do público-alvo federal.
( ) Os recursos financeiros oriundos do Programa Criança Feliz (PCF) e do Primeira Infância melhor (PIM) não podem ser acumulados, devendo o município escolher apenas uma fonte de financiamento.
( ) A figura do Supervisor do Programa Criança Feliz (PCF) poderá ser exercida pelo Monitor do Primeira Infância Melhor (PIM), devendo este ser referenciado ao Centro de Referência de Assistência Social (CRAS).
Qual alternativa preenche, CORRETAMENTE, de cima para baixo, os parênteses acima?
A visita domiciliar e o eixo central das intervenções para a promoção do desenvolvimento infantil. O planejamento dessas ações deve seguir diretrizes rigorosas estabelecidas pelas políticas públicas de proteção à infância. Acerca disso, analise as partes a seguir:
No âmbito da metodologia do Primeira Infância Melhor (PIM), o planejamento dos atendimentos ocorre sempre a partir de um Plano Singular de Atendimento, pautado nas necessidades da família (1º parte). Durante a visita, o momento da reflexão conjunta deve ser evitado pé/o visitado a visto que os responsáveis pela criança não possuem conhecimento técnico para avaliar as atividades propostas (2º parte).
Pode-se afirmar que
A metodologia de atendimento do Primeira Infância Melhor (PIM) organiza-se de acordo com a faixa etária da criança e o período gestacional, visando promover intervenções oportunas. Com base nisso, analise as partes que seguem:
Para as famílias com crianças menores de quatro anos de idade, preconiza-se o atendimento semanal por meio de visitas domiciliares, podendo uma das visitas mensais ser substituída por atividade em grupo (1º parte). Por outro lado, para famílias com crianças de quatro a menores de seis anos, o atendimento deve ser obrigatoriamente mensal, realizado de forma exclusiva em espaços da rede de saúde (2° parte).
Pode-se afirmar que: