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Questões de Concurso Comentadas para instituto fênix

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Q4177618 Turismo
A Região Norte do Brasil apresenta forte potencial turístico ligado à biodiversidade e aos grandes sistemas naturais. Entre as características mais associadas ao turismo nessa região, destaca-se: 
Alternativas
Q4177617 Atualidades
A COP30, conferência da ONU sobre mudanças climáticas prevista para o Brasil, teve como cidade-sede: 
Alternativas
Q4177616 História
A Proclamação da República, ocorrida em 1889, marcou: 
Alternativas
Q4177615 Legislação dos Municípios do Estado do Rio Grande do Sul
Sobre a formação administrativa de Boa Vista do Sul, analise as assertivas a seguir.
I. O distrito foi criado inicialmente com a denominação de 27 da Boa Vista, subordinado ao município de Garibaldi.
II. A criação do município ocorreu pela Lei Estadual nº 10.632, de 28 de dezembro de 1995.
III. A instalação do município ocorreu em 1º de janeiro de 1997, constituído do distrito-sede.
IV. Desde sua criação distrital, Boa Vista do Sul pertenceu administrativamente ao município de Barão.
Está correto o que se afirma em: 
Alternativas
Q4177604 Português

TEXTO PARA A QUESTÃO.



Culpa: não sinta muito


    A culpa não desgruda. Terminou com alguém que ainda o amava? Culpa. Foi indiferente à dor do outro (ou, pior, indiferente às suas conquistas)? Que feio. Não estava ao lado dos seus pais em seus momentos finais? Perdeu a conexão com os filhos? Acontece, mas o remorso não quer saber de explicação.


    Sejam físicas ou espirituais, nossas ausências, mesmo involuntárias, nos corroem vida afora. E nem falei das culpas que nos autoinfligimos por termos cedido à covardia, ao invés de tomar a decisão que mudaria nossa história.


    É mais fácil ser inimigo de si mesmo do que chutar o balde e magoar dois ou três, se bem que a culpa não escolhe lado neste caso. É o clássico "se ficar o bicho pega, se correr o bicho come".


    Uns 15 anos atrás, li um pequeno e ótimo livro sobre o assunto, chamado O sentimento de culpa, de Paulo Sergio Guedes e Julio Walz (edição dos autores). Eles me fizeram entender a onipotência que sustenta essa relação credor/devedor, e que a verdadeira libertação está em se responsabilizar pelos seus atos, sem martirizar-se.


    Sentir-se culpado é um desperdício de energia que é recompensado, inconscientemente, pela importância que estamos nos dando.


    Ainda assim, de vez em quando, me pego alimentando esse monstro chamado culpa, que ataca principalmente as relações familiares, onde estão aqueles de quem mais cobramos e a quem mais devemos.


    São muitas promessas feitas em nome de um afeto obrigatório e pretensamente indestrutível. Maridos e mulheres são induzidos a manter a eternidade de um laço que, com o passar dos anos, pode afrouxar, sem que tenha havido má-fé de nenhuma das partes – por que se culpar?


    Pais e filhos têm seus direitos e deveres atravessados pelo que nunca pode ser previsto: os desvios naturais de rota e o livre arbítrio de cada um, que muitas vezes destoa do que se espera.


    A culpa nem sempre nasce de uma ação incorreta ou maldosa: ela quase sempre nos invade por não termos conseguido realizar a expectativa do outro.


    Por isso, mais uma vez, a amizade se destaca em sua nobreza. Ninguém culpa um amigo que foi morar em outro país ou que fica muito tempo sem dar notícias: não há abandono nem expectativas a atender, é um gostar-se sem exclusividade nem contrato.


    Se acaso as afinidades se desfizerem, nem assim colocaremos o dedo na cara do amigo: aceita-se em paz os humores do destino.


    Amigos não embaçam: desatam nós com habilidade e dormem bem à noite. Raramente dão motivos para a insônia alheia. Já as culpas geradas pelo parentesco tornam-se existenciais e crescem como tumores.


    Por dar a esse monstro insaciável o nome de amor, não temos coragem de fazer o que se deve: deixar a culpa morrer de fome.



Autora: Martha Medeiros - GZH (adaptado). 

A palavra fácil, empregada no texto, recebe acento gráfico porque é: 
Alternativas
Q4177603 Português

TEXTO PARA A QUESTÃO.



Culpa: não sinta muito


    A culpa não desgruda. Terminou com alguém que ainda o amava? Culpa. Foi indiferente à dor do outro (ou, pior, indiferente às suas conquistas)? Que feio. Não estava ao lado dos seus pais em seus momentos finais? Perdeu a conexão com os filhos? Acontece, mas o remorso não quer saber de explicação.


    Sejam físicas ou espirituais, nossas ausências, mesmo involuntárias, nos corroem vida afora. E nem falei das culpas que nos autoinfligimos por termos cedido à covardia, ao invés de tomar a decisão que mudaria nossa história.


    É mais fácil ser inimigo de si mesmo do que chutar o balde e magoar dois ou três, se bem que a culpa não escolhe lado neste caso. É o clássico "se ficar o bicho pega, se correr o bicho come".


    Uns 15 anos atrás, li um pequeno e ótimo livro sobre o assunto, chamado O sentimento de culpa, de Paulo Sergio Guedes e Julio Walz (edição dos autores). Eles me fizeram entender a onipotência que sustenta essa relação credor/devedor, e que a verdadeira libertação está em se responsabilizar pelos seus atos, sem martirizar-se.


    Sentir-se culpado é um desperdício de energia que é recompensado, inconscientemente, pela importância que estamos nos dando.


    Ainda assim, de vez em quando, me pego alimentando esse monstro chamado culpa, que ataca principalmente as relações familiares, onde estão aqueles de quem mais cobramos e a quem mais devemos.


    São muitas promessas feitas em nome de um afeto obrigatório e pretensamente indestrutível. Maridos e mulheres são induzidos a manter a eternidade de um laço que, com o passar dos anos, pode afrouxar, sem que tenha havido má-fé de nenhuma das partes – por que se culpar?


    Pais e filhos têm seus direitos e deveres atravessados pelo que nunca pode ser previsto: os desvios naturais de rota e o livre arbítrio de cada um, que muitas vezes destoa do que se espera.


    A culpa nem sempre nasce de uma ação incorreta ou maldosa: ela quase sempre nos invade por não termos conseguido realizar a expectativa do outro.


    Por isso, mais uma vez, a amizade se destaca em sua nobreza. Ninguém culpa um amigo que foi morar em outro país ou que fica muito tempo sem dar notícias: não há abandono nem expectativas a atender, é um gostar-se sem exclusividade nem contrato.


    Se acaso as afinidades se desfizerem, nem assim colocaremos o dedo na cara do amigo: aceita-se em paz os humores do destino.


    Amigos não embaçam: desatam nós com habilidade e dormem bem à noite. Raramente dão motivos para a insônia alheia. Já as culpas geradas pelo parentesco tornam-se existenciais e crescem como tumores.


    Por dar a esse monstro insaciável o nome de amor, não temos coragem de fazer o que se deve: deixar a culpa morrer de fome.



Autora: Martha Medeiros - GZH (adaptado). 

Considerando a relação entre letras e fonemas, a palavra humores, empregada no texto, apresenta: 
Alternativas
Q4177602 Português

TEXTO PARA A QUESTÃO.



Culpa: não sinta muito


    A culpa não desgruda. Terminou com alguém que ainda o amava? Culpa. Foi indiferente à dor do outro (ou, pior, indiferente às suas conquistas)? Que feio. Não estava ao lado dos seus pais em seus momentos finais? Perdeu a conexão com os filhos? Acontece, mas o remorso não quer saber de explicação.


    Sejam físicas ou espirituais, nossas ausências, mesmo involuntárias, nos corroem vida afora. E nem falei das culpas que nos autoinfligimos por termos cedido à covardia, ao invés de tomar a decisão que mudaria nossa história.


    É mais fácil ser inimigo de si mesmo do que chutar o balde e magoar dois ou três, se bem que a culpa não escolhe lado neste caso. É o clássico "se ficar o bicho pega, se correr o bicho come".


    Uns 15 anos atrás, li um pequeno e ótimo livro sobre o assunto, chamado O sentimento de culpa, de Paulo Sergio Guedes e Julio Walz (edição dos autores). Eles me fizeram entender a onipotência que sustenta essa relação credor/devedor, e que a verdadeira libertação está em se responsabilizar pelos seus atos, sem martirizar-se.


    Sentir-se culpado é um desperdício de energia que é recompensado, inconscientemente, pela importância que estamos nos dando.


    Ainda assim, de vez em quando, me pego alimentando esse monstro chamado culpa, que ataca principalmente as relações familiares, onde estão aqueles de quem mais cobramos e a quem mais devemos.


    São muitas promessas feitas em nome de um afeto obrigatório e pretensamente indestrutível. Maridos e mulheres são induzidos a manter a eternidade de um laço que, com o passar dos anos, pode afrouxar, sem que tenha havido má-fé de nenhuma das partes – por que se culpar?


    Pais e filhos têm seus direitos e deveres atravessados pelo que nunca pode ser previsto: os desvios naturais de rota e o livre arbítrio de cada um, que muitas vezes destoa do que se espera.


    A culpa nem sempre nasce de uma ação incorreta ou maldosa: ela quase sempre nos invade por não termos conseguido realizar a expectativa do outro.


    Por isso, mais uma vez, a amizade se destaca em sua nobreza. Ninguém culpa um amigo que foi morar em outro país ou que fica muito tempo sem dar notícias: não há abandono nem expectativas a atender, é um gostar-se sem exclusividade nem contrato.


    Se acaso as afinidades se desfizerem, nem assim colocaremos o dedo na cara do amigo: aceita-se em paz os humores do destino.


    Amigos não embaçam: desatam nós com habilidade e dormem bem à noite. Raramente dão motivos para a insônia alheia. Já as culpas geradas pelo parentesco tornam-se existenciais e crescem como tumores.


    Por dar a esse monstro insaciável o nome de amor, não temos coragem de fazer o que se deve: deixar a culpa morrer de fome.



Autora: Martha Medeiros - GZH (adaptado). 

Assim como em má-fé, o uso do hífen está correto em: 
Alternativas
Q4177601 Português

TEXTO PARA A QUESTÃO.



Culpa: não sinta muito


    A culpa não desgruda. Terminou com alguém que ainda o amava? Culpa. Foi indiferente à dor do outro (ou, pior, indiferente às suas conquistas)? Que feio. Não estava ao lado dos seus pais em seus momentos finais? Perdeu a conexão com os filhos? Acontece, mas o remorso não quer saber de explicação.


    Sejam físicas ou espirituais, nossas ausências, mesmo involuntárias, nos corroem vida afora. E nem falei das culpas que nos autoinfligimos por termos cedido à covardia, ao invés de tomar a decisão que mudaria nossa história.


    É mais fácil ser inimigo de si mesmo do que chutar o balde e magoar dois ou três, se bem que a culpa não escolhe lado neste caso. É o clássico "se ficar o bicho pega, se correr o bicho come".


    Uns 15 anos atrás, li um pequeno e ótimo livro sobre o assunto, chamado O sentimento de culpa, de Paulo Sergio Guedes e Julio Walz (edição dos autores). Eles me fizeram entender a onipotência que sustenta essa relação credor/devedor, e que a verdadeira libertação está em se responsabilizar pelos seus atos, sem martirizar-se.


    Sentir-se culpado é um desperdício de energia que é recompensado, inconscientemente, pela importância que estamos nos dando.


    Ainda assim, de vez em quando, me pego alimentando esse monstro chamado culpa, que ataca principalmente as relações familiares, onde estão aqueles de quem mais cobramos e a quem mais devemos.


    São muitas promessas feitas em nome de um afeto obrigatório e pretensamente indestrutível. Maridos e mulheres são induzidos a manter a eternidade de um laço que, com o passar dos anos, pode afrouxar, sem que tenha havido má-fé de nenhuma das partes – por que se culpar?


    Pais e filhos têm seus direitos e deveres atravessados pelo que nunca pode ser previsto: os desvios naturais de rota e o livre arbítrio de cada um, que muitas vezes destoa do que se espera.


    A culpa nem sempre nasce de uma ação incorreta ou maldosa: ela quase sempre nos invade por não termos conseguido realizar a expectativa do outro.


    Por isso, mais uma vez, a amizade se destaca em sua nobreza. Ninguém culpa um amigo que foi morar em outro país ou que fica muito tempo sem dar notícias: não há abandono nem expectativas a atender, é um gostar-se sem exclusividade nem contrato.


    Se acaso as afinidades se desfizerem, nem assim colocaremos o dedo na cara do amigo: aceita-se em paz os humores do destino.


    Amigos não embaçam: desatam nós com habilidade e dormem bem à noite. Raramente dão motivos para a insônia alheia. Já as culpas geradas pelo parentesco tornam-se existenciais e crescem como tumores.


    Por dar a esse monstro insaciável o nome de amor, não temos coragem de fazer o que se deve: deixar a culpa morrer de fome.



Autora: Martha Medeiros - GZH (adaptado). 

Considerando os sentidos de palavras e expressões empregadas no texto, assinale a alternativa em que a relação de antonímia contextual está corretamente indicada. 
Alternativas
Q4177600 Português

TEXTO PARA A QUESTÃO.



Culpa: não sinta muito


    A culpa não desgruda. Terminou com alguém que ainda o amava? Culpa. Foi indiferente à dor do outro (ou, pior, indiferente às suas conquistas)? Que feio. Não estava ao lado dos seus pais em seus momentos finais? Perdeu a conexão com os filhos? Acontece, mas o remorso não quer saber de explicação.


    Sejam físicas ou espirituais, nossas ausências, mesmo involuntárias, nos corroem vida afora. E nem falei das culpas que nos autoinfligimos por termos cedido à covardia, ao invés de tomar a decisão que mudaria nossa história.


    É mais fácil ser inimigo de si mesmo do que chutar o balde e magoar dois ou três, se bem que a culpa não escolhe lado neste caso. É o clássico "se ficar o bicho pega, se correr o bicho come".


    Uns 15 anos atrás, li um pequeno e ótimo livro sobre o assunto, chamado O sentimento de culpa, de Paulo Sergio Guedes e Julio Walz (edição dos autores). Eles me fizeram entender a onipotência que sustenta essa relação credor/devedor, e que a verdadeira libertação está em se responsabilizar pelos seus atos, sem martirizar-se.


    Sentir-se culpado é um desperdício de energia que é recompensado, inconscientemente, pela importância que estamos nos dando.


    Ainda assim, de vez em quando, me pego alimentando esse monstro chamado culpa, que ataca principalmente as relações familiares, onde estão aqueles de quem mais cobramos e a quem mais devemos.


    São muitas promessas feitas em nome de um afeto obrigatório e pretensamente indestrutível. Maridos e mulheres são induzidos a manter a eternidade de um laço que, com o passar dos anos, pode afrouxar, sem que tenha havido má-fé de nenhuma das partes – por que se culpar?


    Pais e filhos têm seus direitos e deveres atravessados pelo que nunca pode ser previsto: os desvios naturais de rota e o livre arbítrio de cada um, que muitas vezes destoa do que se espera.


    A culpa nem sempre nasce de uma ação incorreta ou maldosa: ela quase sempre nos invade por não termos conseguido realizar a expectativa do outro.


    Por isso, mais uma vez, a amizade se destaca em sua nobreza. Ninguém culpa um amigo que foi morar em outro país ou que fica muito tempo sem dar notícias: não há abandono nem expectativas a atender, é um gostar-se sem exclusividade nem contrato.


    Se acaso as afinidades se desfizerem, nem assim colocaremos o dedo na cara do amigo: aceita-se em paz os humores do destino.


    Amigos não embaçam: desatam nós com habilidade e dormem bem à noite. Raramente dão motivos para a insônia alheia. Já as culpas geradas pelo parentesco tornam-se existenciais e crescem como tumores.


    Por dar a esse monstro insaciável o nome de amor, não temos coragem de fazer o que se deve: deixar a culpa morrer de fome.



Autora: Martha Medeiros - GZH (adaptado). 

No texto, algumas palavras podem ser substituídas por outras de sentido próximo, desde que se preserve o contexto. Analise as assertivas a seguir.
I. Em “nossas ausências [...] nos corroem vida afora”, o verbo destacado pode ser substituído por desgastam, mantendo o sentido de consumo íntimo e prolongado.
II. Em “afeto obrigatório e pretensamente indestrutível”, o advérbio destacado pode ser substituído por supostamente, preservando a ideia de algo apresentado como verdadeiro, mas questionado pela autora.
III. Em “um monstro insaciável chamado culpa”, o adjetivo destacado pode ser substituído por moderado, mantendo a ideia de um sentimento que se alimenta continuamente.
IV. Em “a verdadeira libertação está em se responsabilizar pelos seus atos”, o termo libertação pode ser associado, no contexto, à ideia de alívio ou desprendimento do martírio provocado pela culpa.
Está correto o que se afirma em:
Alternativas
Q4177599 Português

TEXTO PARA A QUESTÃO.



Culpa: não sinta muito


    A culpa não desgruda. Terminou com alguém que ainda o amava? Culpa. Foi indiferente à dor do outro (ou, pior, indiferente às suas conquistas)? Que feio. Não estava ao lado dos seus pais em seus momentos finais? Perdeu a conexão com os filhos? Acontece, mas o remorso não quer saber de explicação.


    Sejam físicas ou espirituais, nossas ausências, mesmo involuntárias, nos corroem vida afora. E nem falei das culpas que nos autoinfligimos por termos cedido à covardia, ao invés de tomar a decisão que mudaria nossa história.


    É mais fácil ser inimigo de si mesmo do que chutar o balde e magoar dois ou três, se bem que a culpa não escolhe lado neste caso. É o clássico "se ficar o bicho pega, se correr o bicho come".


    Uns 15 anos atrás, li um pequeno e ótimo livro sobre o assunto, chamado O sentimento de culpa, de Paulo Sergio Guedes e Julio Walz (edição dos autores). Eles me fizeram entender a onipotência que sustenta essa relação credor/devedor, e que a verdadeira libertação está em se responsabilizar pelos seus atos, sem martirizar-se.


    Sentir-se culpado é um desperdício de energia que é recompensado, inconscientemente, pela importância que estamos nos dando.


    Ainda assim, de vez em quando, me pego alimentando esse monstro chamado culpa, que ataca principalmente as relações familiares, onde estão aqueles de quem mais cobramos e a quem mais devemos.


    São muitas promessas feitas em nome de um afeto obrigatório e pretensamente indestrutível. Maridos e mulheres são induzidos a manter a eternidade de um laço que, com o passar dos anos, pode afrouxar, sem que tenha havido má-fé de nenhuma das partes – por que se culpar?


    Pais e filhos têm seus direitos e deveres atravessados pelo que nunca pode ser previsto: os desvios naturais de rota e o livre arbítrio de cada um, que muitas vezes destoa do que se espera.


    A culpa nem sempre nasce de uma ação incorreta ou maldosa: ela quase sempre nos invade por não termos conseguido realizar a expectativa do outro.


    Por isso, mais uma vez, a amizade se destaca em sua nobreza. Ninguém culpa um amigo que foi morar em outro país ou que fica muito tempo sem dar notícias: não há abandono nem expectativas a atender, é um gostar-se sem exclusividade nem contrato.


    Se acaso as afinidades se desfizerem, nem assim colocaremos o dedo na cara do amigo: aceita-se em paz os humores do destino.


    Amigos não embaçam: desatam nós com habilidade e dormem bem à noite. Raramente dão motivos para a insônia alheia. Já as culpas geradas pelo parentesco tornam-se existenciais e crescem como tumores.


    Por dar a esse monstro insaciável o nome de amor, não temos coragem de fazer o que se deve: deixar a culpa morrer de fome.



Autora: Martha Medeiros - GZH (adaptado). 

No texto, a expressão “a culpa não desgruda” contribui para a construção de uma imagem recorrente do sentimento de culpa. Considerando o sentido contextual da expressão, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4177598 Português

TEXTO PARA A QUESTÃO.



Culpa: não sinta muito


    A culpa não desgruda. Terminou com alguém que ainda o amava? Culpa. Foi indiferente à dor do outro (ou, pior, indiferente às suas conquistas)? Que feio. Não estava ao lado dos seus pais em seus momentos finais? Perdeu a conexão com os filhos? Acontece, mas o remorso não quer saber de explicação.


    Sejam físicas ou espirituais, nossas ausências, mesmo involuntárias, nos corroem vida afora. E nem falei das culpas que nos autoinfligimos por termos cedido à covardia, ao invés de tomar a decisão que mudaria nossa história.


    É mais fácil ser inimigo de si mesmo do que chutar o balde e magoar dois ou três, se bem que a culpa não escolhe lado neste caso. É o clássico "se ficar o bicho pega, se correr o bicho come".


    Uns 15 anos atrás, li um pequeno e ótimo livro sobre o assunto, chamado O sentimento de culpa, de Paulo Sergio Guedes e Julio Walz (edição dos autores). Eles me fizeram entender a onipotência que sustenta essa relação credor/devedor, e que a verdadeira libertação está em se responsabilizar pelos seus atos, sem martirizar-se.


    Sentir-se culpado é um desperdício de energia que é recompensado, inconscientemente, pela importância que estamos nos dando.


    Ainda assim, de vez em quando, me pego alimentando esse monstro chamado culpa, que ataca principalmente as relações familiares, onde estão aqueles de quem mais cobramos e a quem mais devemos.


    São muitas promessas feitas em nome de um afeto obrigatório e pretensamente indestrutível. Maridos e mulheres são induzidos a manter a eternidade de um laço que, com o passar dos anos, pode afrouxar, sem que tenha havido má-fé de nenhuma das partes – por que se culpar?


    Pais e filhos têm seus direitos e deveres atravessados pelo que nunca pode ser previsto: os desvios naturais de rota e o livre arbítrio de cada um, que muitas vezes destoa do que se espera.


    A culpa nem sempre nasce de uma ação incorreta ou maldosa: ela quase sempre nos invade por não termos conseguido realizar a expectativa do outro.


    Por isso, mais uma vez, a amizade se destaca em sua nobreza. Ninguém culpa um amigo que foi morar em outro país ou que fica muito tempo sem dar notícias: não há abandono nem expectativas a atender, é um gostar-se sem exclusividade nem contrato.


    Se acaso as afinidades se desfizerem, nem assim colocaremos o dedo na cara do amigo: aceita-se em paz os humores do destino.


    Amigos não embaçam: desatam nós com habilidade e dormem bem à noite. Raramente dão motivos para a insônia alheia. Já as culpas geradas pelo parentesco tornam-se existenciais e crescem como tumores.


    Por dar a esse monstro insaciável o nome de amor, não temos coragem de fazer o que se deve: deixar a culpa morrer de fome.



Autora: Martha Medeiros - GZH (adaptado). 

 No trecho “o livre arbítrio de cada um, que muitas vezes destoa do que se espera”, a palavra “destoa” tem o sentido de: 
Alternativas
Q4177597 Português

TEXTO PARA A QUESTÃO.



Culpa: não sinta muito


    A culpa não desgruda. Terminou com alguém que ainda o amava? Culpa. Foi indiferente à dor do outro (ou, pior, indiferente às suas conquistas)? Que feio. Não estava ao lado dos seus pais em seus momentos finais? Perdeu a conexão com os filhos? Acontece, mas o remorso não quer saber de explicação.


    Sejam físicas ou espirituais, nossas ausências, mesmo involuntárias, nos corroem vida afora. E nem falei das culpas que nos autoinfligimos por termos cedido à covardia, ao invés de tomar a decisão que mudaria nossa história.


    É mais fácil ser inimigo de si mesmo do que chutar o balde e magoar dois ou três, se bem que a culpa não escolhe lado neste caso. É o clássico "se ficar o bicho pega, se correr o bicho come".


    Uns 15 anos atrás, li um pequeno e ótimo livro sobre o assunto, chamado O sentimento de culpa, de Paulo Sergio Guedes e Julio Walz (edição dos autores). Eles me fizeram entender a onipotência que sustenta essa relação credor/devedor, e que a verdadeira libertação está em se responsabilizar pelos seus atos, sem martirizar-se.


    Sentir-se culpado é um desperdício de energia que é recompensado, inconscientemente, pela importância que estamos nos dando.


    Ainda assim, de vez em quando, me pego alimentando esse monstro chamado culpa, que ataca principalmente as relações familiares, onde estão aqueles de quem mais cobramos e a quem mais devemos.


    São muitas promessas feitas em nome de um afeto obrigatório e pretensamente indestrutível. Maridos e mulheres são induzidos a manter a eternidade de um laço que, com o passar dos anos, pode afrouxar, sem que tenha havido má-fé de nenhuma das partes – por que se culpar?


    Pais e filhos têm seus direitos e deveres atravessados pelo que nunca pode ser previsto: os desvios naturais de rota e o livre arbítrio de cada um, que muitas vezes destoa do que se espera.


    A culpa nem sempre nasce de uma ação incorreta ou maldosa: ela quase sempre nos invade por não termos conseguido realizar a expectativa do outro.


    Por isso, mais uma vez, a amizade se destaca em sua nobreza. Ninguém culpa um amigo que foi morar em outro país ou que fica muito tempo sem dar notícias: não há abandono nem expectativas a atender, é um gostar-se sem exclusividade nem contrato.


    Se acaso as afinidades se desfizerem, nem assim colocaremos o dedo na cara do amigo: aceita-se em paz os humores do destino.


    Amigos não embaçam: desatam nós com habilidade e dormem bem à noite. Raramente dão motivos para a insônia alheia. Já as culpas geradas pelo parentesco tornam-se existenciais e crescem como tumores.


    Por dar a esse monstro insaciável o nome de amor, não temos coragem de fazer o que se deve: deixar a culpa morrer de fome.



Autora: Martha Medeiros - GZH (adaptado). 

No encerramento do texto, a autora afirma que é necessário “deixar a culpa morrer de fome”. Considerando o conjunto da crônica, essa imagem sugere: 
Alternativas
Q4177596 Português

TEXTO PARA A QUESTÃO.



Culpa: não sinta muito


    A culpa não desgruda. Terminou com alguém que ainda o amava? Culpa. Foi indiferente à dor do outro (ou, pior, indiferente às suas conquistas)? Que feio. Não estava ao lado dos seus pais em seus momentos finais? Perdeu a conexão com os filhos? Acontece, mas o remorso não quer saber de explicação.


    Sejam físicas ou espirituais, nossas ausências, mesmo involuntárias, nos corroem vida afora. E nem falei das culpas que nos autoinfligimos por termos cedido à covardia, ao invés de tomar a decisão que mudaria nossa história.


    É mais fácil ser inimigo de si mesmo do que chutar o balde e magoar dois ou três, se bem que a culpa não escolhe lado neste caso. É o clássico "se ficar o bicho pega, se correr o bicho come".


    Uns 15 anos atrás, li um pequeno e ótimo livro sobre o assunto, chamado O sentimento de culpa, de Paulo Sergio Guedes e Julio Walz (edição dos autores). Eles me fizeram entender a onipotência que sustenta essa relação credor/devedor, e que a verdadeira libertação está em se responsabilizar pelos seus atos, sem martirizar-se.


    Sentir-se culpado é um desperdício de energia que é recompensado, inconscientemente, pela importância que estamos nos dando.


    Ainda assim, de vez em quando, me pego alimentando esse monstro chamado culpa, que ataca principalmente as relações familiares, onde estão aqueles de quem mais cobramos e a quem mais devemos.


    São muitas promessas feitas em nome de um afeto obrigatório e pretensamente indestrutível. Maridos e mulheres são induzidos a manter a eternidade de um laço que, com o passar dos anos, pode afrouxar, sem que tenha havido má-fé de nenhuma das partes – por que se culpar?


    Pais e filhos têm seus direitos e deveres atravessados pelo que nunca pode ser previsto: os desvios naturais de rota e o livre arbítrio de cada um, que muitas vezes destoa do que se espera.


    A culpa nem sempre nasce de uma ação incorreta ou maldosa: ela quase sempre nos invade por não termos conseguido realizar a expectativa do outro.


    Por isso, mais uma vez, a amizade se destaca em sua nobreza. Ninguém culpa um amigo que foi morar em outro país ou que fica muito tempo sem dar notícias: não há abandono nem expectativas a atender, é um gostar-se sem exclusividade nem contrato.


    Se acaso as afinidades se desfizerem, nem assim colocaremos o dedo na cara do amigo: aceita-se em paz os humores do destino.


    Amigos não embaçam: desatam nós com habilidade e dormem bem à noite. Raramente dão motivos para a insônia alheia. Já as culpas geradas pelo parentesco tornam-se existenciais e crescem como tumores.


    Por dar a esse monstro insaciável o nome de amor, não temos coragem de fazer o que se deve: deixar a culpa morrer de fome.



Autora: Martha Medeiros - GZH (adaptado). 

Ao comparar relações familiares e relações de amizade, a autora constrói uma oposição importante para sua reflexão. Essa oposição permite afirmar que, no texto: 
Alternativas
Q4177595 Português

TEXTO PARA A QUESTÃO.



Culpa: não sinta muito


    A culpa não desgruda. Terminou com alguém que ainda o amava? Culpa. Foi indiferente à dor do outro (ou, pior, indiferente às suas conquistas)? Que feio. Não estava ao lado dos seus pais em seus momentos finais? Perdeu a conexão com os filhos? Acontece, mas o remorso não quer saber de explicação.


    Sejam físicas ou espirituais, nossas ausências, mesmo involuntárias, nos corroem vida afora. E nem falei das culpas que nos autoinfligimos por termos cedido à covardia, ao invés de tomar a decisão que mudaria nossa história.


    É mais fácil ser inimigo de si mesmo do que chutar o balde e magoar dois ou três, se bem que a culpa não escolhe lado neste caso. É o clássico "se ficar o bicho pega, se correr o bicho come".


    Uns 15 anos atrás, li um pequeno e ótimo livro sobre o assunto, chamado O sentimento de culpa, de Paulo Sergio Guedes e Julio Walz (edição dos autores). Eles me fizeram entender a onipotência que sustenta essa relação credor/devedor, e que a verdadeira libertação está em se responsabilizar pelos seus atos, sem martirizar-se.


    Sentir-se culpado é um desperdício de energia que é recompensado, inconscientemente, pela importância que estamos nos dando.


    Ainda assim, de vez em quando, me pego alimentando esse monstro chamado culpa, que ataca principalmente as relações familiares, onde estão aqueles de quem mais cobramos e a quem mais devemos.


    São muitas promessas feitas em nome de um afeto obrigatório e pretensamente indestrutível. Maridos e mulheres são induzidos a manter a eternidade de um laço que, com o passar dos anos, pode afrouxar, sem que tenha havido má-fé de nenhuma das partes – por que se culpar?


    Pais e filhos têm seus direitos e deveres atravessados pelo que nunca pode ser previsto: os desvios naturais de rota e o livre arbítrio de cada um, que muitas vezes destoa do que se espera.


    A culpa nem sempre nasce de uma ação incorreta ou maldosa: ela quase sempre nos invade por não termos conseguido realizar a expectativa do outro.


    Por isso, mais uma vez, a amizade se destaca em sua nobreza. Ninguém culpa um amigo que foi morar em outro país ou que fica muito tempo sem dar notícias: não há abandono nem expectativas a atender, é um gostar-se sem exclusividade nem contrato.


    Se acaso as afinidades se desfizerem, nem assim colocaremos o dedo na cara do amigo: aceita-se em paz os humores do destino.


    Amigos não embaçam: desatam nós com habilidade e dormem bem à noite. Raramente dão motivos para a insônia alheia. Já as culpas geradas pelo parentesco tornam-se existenciais e crescem como tumores.


    Por dar a esse monstro insaciável o nome de amor, não temos coragem de fazer o que se deve: deixar a culpa morrer de fome.



Autora: Martha Medeiros - GZH (adaptado). 

No texto, a culpa é apresentada como um sentimento que ultrapassa a simples consequência de uma ação moralmente condenável. Considerando a argumentação desenvolvida pela autora, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q4177354 Direito Sanitário
A Lei nº 8.080/1990 estabelece princípios que orientam as ações e os serviços públicos de saúde e os serviços privados contratados ou conveniados que integram o Sistema Único de Saúde. Considerando o Art. 7º da referida lei, analise as assertivas.
I. A universalidade de acesso assegura o acesso aos serviços de saúde em todos os níveis de assistência.
II. A integralidade de assistência compreende um conjunto articulado e contínuo de ações e serviços preventivos e curativos, individuais e coletivos, exigidos para cada caso.
III. A descentralização político-administrativa pressupõe direção única em cada esfera de governo, com ênfase na descentralização dos serviços para os municípios.
IV. A utilização da epidemiologia é prevista para estabelecer prioridades, alocar recursos e orientar a programação das ações de saúde.
Está correto o que se afirma em: 
Alternativas
Q4177349 Pedagogia
No trabalho pedagógico, as recuperações preventivas e as atividades de complementação devem integrar o acompanhamento contínuo da aprendizagem. Sobre essas práticas, é incorreto afirmar que:
Alternativas
Q4177348 Pedagogia
Na avaliação contínua e formativa, o professor acompanha o desenvolvimento da aprendizagem ao longo do processo, utiliza os resultados para realizar __________ pedagógicas e oferece __________ que auxiliem o aluno a reconhecer avanços e dificuldades.
Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas. 
Alternativas
Q4177347 Pedagogia
A educação jesuítica exerceu papel relevante durante o período colonial brasileiro. Sobre sua organização e finalidade, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q4177345 Pedagogia
Na estrutura da Base Nacional Comum Curricular, as aprendizagens do Ensino Fundamental são organizadas por meio de unidades temáticas, objetos de conhecimento e habilidades. Sobre a identificação dessas habilidades, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4177344 Pedagogia
 Nos termos da Lei de Diretrizes e Bases da Educação, são incumbências dos Municípios:
I. Exercer ação redistributiva em relação às suas escolas.
II. oferecer a educação infantil em creches e pré-escolas nas zonas urbanas e rurais, na proporção da distribuição populacional, e, com prioridade, o ensino fundamental, permitida a atuação em outros níveis de ensino somente quando estiverem atendidas plenamente as necessidades de sua área de competência e com recursos acima dos percentuais mínimos vinculados pela Constituição Federal à manutenção e desenvolvimento do ensino.
Das assertivas, pode-se afirmar que:  
Alternativas
Respostas
201: D
202: B
203: C
204: A
205: B
206: B
207: C
208: D
209: A
210: A
211: C
212: B
213: D
214: C
215: A
216: D
217: C
218: B
219: B
220: D