Questões de Concurso
Para instituto aocp
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I. Usa-se o hífen nas formações prefixais em que o prefixo termina com a mesma vogal com que se inicia o segundo elemento, como em: “anti-ibérico”, “auto-observação”, “micro-onda”, “semi-interno”.
II. O prefixo “co-” aglutina-se, em geral, ao segundo elemento, mesmo quando este se inicia com a vogal “o”, como em: “coobrigação”, “coocupante”, entre outros.
III. Deve-se usar acento circunflexo em “pôde”, forma da terceira pessoa do singular do pretérito perfeito do modo indicativo do verbo “poder”, para distingui-la de “pode”, que é a forma da terceira pessoa do singular do presente do modo indicativo.
IV. Emprega-se o hífen nas palavras compostas que designam espécies botânicas e zoológicas, estejam ou não ligadas por preposição ou qualquer outro elemento, como em: “abóbora-menina”, “couve-flor”, “erva-doce”.
V. Palavras como “eletrótica” e “suprauricular” perderam o hífen por serem compostas por prefixos técnicos.
I. O hipertexto é o texto construído eletronicamente, produto linguístico das novas tecnologias de escritura, que materializam elementos próprios da oralidade e/ou da escrita.
II. O ponto fundamental de uma boa organização hipertextual está nos chamados links ou nexos, que devem ser suficientemente significativos e organizados para promover liberdade ao leitor, sem gerar desorientação.
III. O hipertexto tem como característica principal a linearidade, visando novas formas de expressão para as quais são necessários leitores especialmente passivos.
IV. No hipertexto, há uma justaposição de três sistemas: o alfabético da escrita une-se ao pictórico e ao auditivo, criando a possibilidade de conversão para um mesmo espaço, o ciberespaço.
V. Uma característica importante do hipertexto é a iteratividade, que diz respeito à polifonia e à intertextualidade, isto é, às várias formas de recursividade a notas, citações e consultas a outros textos.
Leia o Texto IV, a seguir, para responder à questão
Texto IV

LETRAS, Português e Cia. O gênero textual meme. Letras, Português e Cia, 28 set. 2018. Disponível em: https://letrasportuguesaecia.blogspot.com/2018/09/o-genero-textual-meme.html. Acesso em: 25 mar. 2025.
Embora o status do meme como gênero textual ainda seja debatido entre estudiosos, é inegável que esse tipo de construção verbo-visual circula amplamente em espaços digitais e possui intencionalidade comunicativa clara, sendo capaz de mobilizar inferência e referências culturais. Com base no meme apresentado, analise as assertivas e assinale a alternativa que aponta a(s) correta(s).
I. O meme em questão ativa o processo inferencial ao associar o desgaste físico típico de fim de semestre ao filme “À Espera de um Milagre”, atribuindo novo sentido à expressão.
II. A ausência de marcas linguísticas formais no meme apresentado compromete sua função comunicativa, tornando-o um texto de difícil apreensão em contextos educacionais.
III. O meme em questão é estruturado de forma verbo-visual, o que caracteriza sua multimodalidade, ativando no leitor múltiplas habilidades para a construção do sentido.
IV. A compreensão do meme apresentado depende, necessariamente, do reconhecimento do filme referenciado, sem o qual não há possibilidade de construção de sentido.
V. Por se tratar de um produto do humor digital, o meme não pode ser considerado uma prática discursiva relevante para a análise textual em ambientes formais de ensino.
I. A intertextualidade ocorre quando, em um texto, está inserido outro texto (intertexto) anteriormente produzido, que faz parte da memória social de uma coletividade ou da memória discursiva.
II. A intertextualidade explícita ocorre, por exemplo, por meio de citações, referências, menções, resumos, resenhas e traduções.
III. O plágio é um tipo particular de intertextualidade explícita, com valor de captação, no qual o produtor do texto espera (ou deseja) que o interlocutor não tenha na memória o intertexto e sua fonte.
IV. Nos casos de intertextualidade implícita, o produtor do texto espera que o leitor/ouvinte seja capaz de reconhecer a presença do intertexto, pela ativação do texto-fonte em sua memória discursiva, visto que, se tal não ocorrer, estará prejudicada a construção do sentido, particularmente no caso da subversão.
V. A canção Sabiá, de Chico Buarque e Tom Jobim, estabelece uma intertextualidade explícita com o poema Canção do Exílio, de Gonçalves Dias, ao evocar, em novo contexto histórico e poético, o desejo de retorno e pertencimento à terra natal.
“Sei que o amor existe Eu não sou mais triste E que a nova vida Já vai chegar”
I. Por apresentarem uma linguagem predominantemente informal e temática cotidiana, as tirinhas não exigem do leitor habilidades de análise textual ou inferência de sentidos, sendo apropriadas, por isso, apenas para o ensino em níveis iniciais de escolarização.
II. A presença do humor nas tirinhas pode funcionar como estratégia discursiva para provocar reflexão sobre questões sociais e culturais.
III. As tirinhas podem ser utilizadas como ferramenta pedagógica para desenvolver competências linguísticas e interpretativas, por sua capacidade de integrar diferentes linguagens e aproximar-se da realidade dos estudantes/interlocutores.
IV. A relação dialógica presente nas tirinhas, conforme propõe Bakhtin, permite que esse gênero seja trabalhado como instrumento de reflexão sobre linguagem, ideologia e interação social.
V. O gênero tirinha pode ser considerado multimodal, uma vez que integra, de forma articulada, elementos verbais (como diálogos e demais textos escritos) e não verbais (como imagens e expressões faciais dos personagens), exigindo do leitor a mobilização de diferentes habilidades interpretativas para a construção do sentido.
Variação linguística
O termo variação se aplica a uma característica das línguas humanas que faz parte de sua própria natureza: a heterogeneidade. A palavra língua nos dá uma ilusão de uniformidade, de homogeneidade, que não corresponde aos fatos. Quando nos referimos ao português, ao francês, ao chinês, ao árabe etc., usamos um rótulo único para designar uma multiplicidade de modos de falar decorrente da multiplicidade das sociedades e das culturas em que as línguas são faladas. Cada um desses modos de falar recebe o nome de variedade linguística. Por isso, muitos autores definem língua como “um conjunto de variedades” e substituem a noção da língua como um sistema pela noção da língua como um polissistema, formado por essas múltiplas variedades.
A variação linguística se manifesta desde o nível mais elevado e coletivo – quando comparamos, por exemplo, o português falado em dois países diferentes (Brasil e Angola) – até o nível mais baixo e individual, quando observamos o modo de falar de uma única pessoa, a tal ponto que é possível dizer que o número de “línguas” num país é o mesmo de habitantes de seu território. Entre esses dois níveis extremos, a variação é observada em diversos outros níveis: grandes regiões, estados, regiões dentro dos estados, classes sociais, faixas etárias, níveis de renda, graus de escolarização, profissões, acesso às tecnologias de informação, usos escritos e usos falados.
A consciência de que a língua é variável remonta à Antiguidade, quando os primeiros estudiosos da língua grega tentaram sistematizá-la para o ensino e para a crítica literária. Eles, no entanto, fizeram uma avaliação negativa da variação, que viram como um obstáculo para a unificação territorial e para a difusão da língua. Foi nessa época (século III a.C.) que surgiu a disciplina chamada gramática, dedicada explicitamente a criar um modelo de língua que se elevasse acima da variação e servisse de instrumento de controle social por meio de um instrumento linguístico. A consequência cultural desse processo histórico é que o termo língua passou a ser usado, no senso comum, para rotular exclusivamente esse modelo idealizado, literário, enquanto todos os usos reais, principalmente falados, foram lançados à categoria do erro.
Com os avanços das ciências da linguagem, essa visão foi abandonada: o exame minucioso de cada variedade linguística revela que ela tem sua própria lógica gramatical, é tão regrada quanto a língua literária idealizada, e serve perfeitamente bem como recurso de interação e integração social para seus falantes. Diante disso, um novo projeto de educação linguística vem se formando: é preciso ampliar o repertório e a competência linguística dos aprendizes, levá-los a se apoderar da escrita e dos muitos gêneros discursivos associados a ela, sem contudo desprezar suas variedades linguísticas de origem, valorizando-as, ao contrário, como elementos formadores de sua identidade individual e social e como patrimônio cultural do país.
BAGNO, Marcos. Variação linguística. Glossário Ceale – Centro de Alfabetização, Leitura e Escrita. Universidade Federal de Minas Gerais, 2013. Disponível em: https://www.ceale.fae.ufmg.br/glossarioceale/verbetes/preconceitolinguistico. Acesso em: 21 mar. 2025.
Texto II
Considerando a relação entre os Textos I e II, assinale a alternativa correta.

I. A linguagem utilizada no Texto II reproduz traços da oralidade própria de uma variedade popular rural, conferindo verossimilhança à fala dos personagens.
II. De acordo com a sociolinguística, a escolha linguística dos personagens do Texto II fere princípios de coerência e aceitabilidade textual, já que se distancia da norma culta.
III. A intencionalidade comunicativa do Texto II está relacionada tanto à construção do humor quanto à valorização de uma identidade cultural marcada pela fala regional.
IV. O Texto II explicita a necessidade do uso da língua como um sistema homogêneo, no qual a variedade padrão deve prevalecer como modelo linguístico superior, a fim de que possa ser efetivamente compreendida por todos.
I. No trecho “Por isso, muitos autores definem língua como ‘um conjunto de variedades’ e substituem a noção da língua como um sistema pela noção da língua como um polissistema, formado por essas múltiplas variedades: grandes regiões, estados, regiões dentro dos estados, classes sociais, faixas etárias [...]”, o uso dos dois-pontos está adequado à norma-padrão, pois introduz uma enumeração que exemplifica o conceito anterior.
II. Em “Foi nessa época (século III a.C.) que surgiu a disciplina chamada gramática, dedicada explicitamente a criar um modelo de língua que se elevasse acima da variação e servisse de instrumento de controle social por meio de um instrumento linguístico.”, o termo “século III a.C.” é um aposto e sua pontuação entre parênteses poderia ser substituída por travessões, sem prejuízo de sentido ou de correção gramatical.
III. Em “Eles, no entanto, fizeram uma avaliação negativa da variação [...]”, a concordância verbal está adequada à norma-padrão, mesmo com a intercalação do termo “no entanto” entre o sujeito “eles” e o verbo “fizeram”.
IV. O excerto “Por isso, muitos autores definem língua como ‘um conjunto de variedades’ [...]” contém o pronome demonstrativo “isso”, que funciona como um elemento de coesão referencial catafórico, por antecipar no enunciado a justificativa que será dada a seguir.
V. Em “Eles, no entanto, fizeram uma avaliação negativa da variação, que viram como um obstáculo para a unificação territorial e para a difusão da língua.”, o termo “Eles” funciona como um elemento de coesão referencial anafórica, ao retomar o termo “os estudiosos” apresentado anteriormente no texto.
“Entre esses dois níveis extremos, a variação é observada em diversos outros níveis: grandes regiões, estados, regiões dentro dos estados, classes sociais, faixas etárias, níveis de renda, graus de escolarização, profissões, acesso às tecnologias de informação, usos escritos e usos falados.”.
Sobre o assunto, assinale a alternativa correta.
I. A gramática normativa foi historicamente concebida como um modelo que eleva a língua acima da variação, servindo a interesses de unificação e controle social.
II. A rejeição das variedades linguísticas não está relacionada a fatores culturais ou políticos, mas, principalmente, a critérios técnicos de inteligibilidade e clareza.
III. A perspectiva do texto propõe que toda variedade linguística, mesmo divergente da norma padrão, possui uma estrutura interna coerente e funcional.
IV. A concepção de língua como polissistema, adotada por diversos autores, reforça a ideia de que a heterogeneidade linguística é uma falha a ser corrigida pelo ensino.
No artigo 5º dessa lei, são apresentados conceitos fundamentais, incluindo um que define que a habilitação de um terminal para envio e recebimento de pacotes de dados pela internet, por meio da atribuição ou autenticação de um endereço IP (Internet Protocol) é denominada
No artigo 5º da LGPD, são definidos conceitos fundamentais, incluindo o conceito que se refere à pessoa natural ou jurídica, de direito público ou privado, que realiza o tratamento de dados pessoais em nome do controlador, seguindo suas instruções, o qual recebe o nome de