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Q4341843 Raciocínio Lógico
Uma central de atendimento ao cliente funciona 7 dias por semana (de segunda-feira a domingo) e utiliza o regime de escala 6x1. Três supervisores, Ana, Bruno e Caio, possuem escalas fixas de folga:

Ana folga sempre às terças-feiras.
Bruno folga sempre às quintas-feiras.
Caio folga sempre aos domingos.

Considerando o conjunto U como os dias da semana e os conjuntos A, B e C como os dias em que Ana, Bruno e Caio estão trabalhando, respectivamente, o conjunto de dias em que a central opera com força máxima, assinale a alternativa que apresenta CORRETAMENTE os dias que compõem esse conjunto. 
Alternativas
Q4341842 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Bom dia, solidão

-

Que eu sou fã da Tamara Klink não é nenhuma novidade. Como não ser? Corajosa, inteligente, determinada — mas um modelo a não ser seguido: essa coisa de passar oito meses sozinha em um barco, com temperaturas abaixo de zero, isolada no fim do mundo, não é para o nosso bico. Melhor continuar sonhando em ser um BBB, porque Tamara é de outra natureza.

Acabei de ler Bom dia, inverno, o diário de bordo da expedição de Tamara pelo Ártico, durante o período mais hostil da região. Já havia lido Nós, também de sua autoria, e mais uma vez fiquei encantada e apavorada: como é que os pais dela não prendem essa garota ao pé da cama? Tamara é uma profissional da navegação, se prepara obstinadamente e tem a aventura no DNA, mas são muitos os inimigos: as nevascas, as tempestades, os icebergs, os animais selvagens, os enguiços mecânicos, sem falar no próprio corpo, que pode dar defeito de uma hora para outra. Ela ainda não fez 30 anos e enfrenta tudo isso com um prazer desavergonhado e um autocontrole de Buda. Alguém aí deve estar pensando: faltou falar na solidão, pior inimigo de todos.

Essa é a parte em que Tamara brilha ainda mais. A despeito de toda a palpitação que seus relatos provocam, vê-la falar sobre solidão nos acalma. Ela desestigmatiza esse estado que é natural e intrínseco a todos. Sempre defendi a importância de ter amigos íntimos e amores que façam bem à saúde, mas a relação que precisa, mesmo, dar certo, a gente sabe qual é. Se não tolerarmos nossa própria companhia, se não formos capazes de nos entretermos a sós por longos períodos, o resto desanda.

A necessidade de estar com os outros a qualquer custo, para fugir de si, é uma síndrome ainda pouco debatida e que se alimenta da desonestidade social. Casados gastam mais que solteiros, e ter filhos duplica a conta. Apoiados pela religião, nações enchem os cofres tentando nos convencer de que viver sozinho é triste e perigoso. Ora, perigoso é conviver com pessoas falsas, perigoso é se deixar guiar por convenções que nos desviam de nós mesmos. "Estar sozinha diminui as dificuldades, não aumenta". Não sou eu, é a moça do barco que diz, aquela que passava semanas sem ouvir a própria voz, mas que não parava de conversar com seus pensamentos. Em tempos de conexão frenética com desconhecidos pelas redes sociais, em que todos têm um pitaco para dar e uma verdade para vender, você confia que seus pensamentos têm sido, de fato, seus?

Adoro namorar, ser mãe, ser filha e fazer parte de turmas reais (em vez de grupos de WhatsApp), mas eu sei, ninguém me contou: a solidão escolhida é a conexão mais profunda e fértil que se pode ter na vida. Não impede outras, mas as outras serão simulacros se ela não vier primeiro.
No trecho "Corajosa, inteligente, determinada — mas um modelo a não ser seguido: essa coisa de passar oito meses sozinha em um barco, com temperaturas abaixo de zero, isolada no fim do mundo, não é para o nosso bico", o uso do travessão e dos dois-pontos contribui para a construção do ponto de vista da autora porque: 
Alternativas
Q4341841 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Bom dia, solidão

-

Que eu sou fã da Tamara Klink não é nenhuma novidade. Como não ser? Corajosa, inteligente, determinada — mas um modelo a não ser seguido: essa coisa de passar oito meses sozinha em um barco, com temperaturas abaixo de zero, isolada no fim do mundo, não é para o nosso bico. Melhor continuar sonhando em ser um BBB, porque Tamara é de outra natureza.

Acabei de ler Bom dia, inverno, o diário de bordo da expedição de Tamara pelo Ártico, durante o período mais hostil da região. Já havia lido Nós, também de sua autoria, e mais uma vez fiquei encantada e apavorada: como é que os pais dela não prendem essa garota ao pé da cama? Tamara é uma profissional da navegação, se prepara obstinadamente e tem a aventura no DNA, mas são muitos os inimigos: as nevascas, as tempestades, os icebergs, os animais selvagens, os enguiços mecânicos, sem falar no próprio corpo, que pode dar defeito de uma hora para outra. Ela ainda não fez 30 anos e enfrenta tudo isso com um prazer desavergonhado e um autocontrole de Buda. Alguém aí deve estar pensando: faltou falar na solidão, pior inimigo de todos.

Essa é a parte em que Tamara brilha ainda mais. A despeito de toda a palpitação que seus relatos provocam, vê-la falar sobre solidão nos acalma. Ela desestigmatiza esse estado que é natural e intrínseco a todos. Sempre defendi a importância de ter amigos íntimos e amores que façam bem à saúde, mas a relação que precisa, mesmo, dar certo, a gente sabe qual é. Se não tolerarmos nossa própria companhia, se não formos capazes de nos entretermos a sós por longos períodos, o resto desanda.

A necessidade de estar com os outros a qualquer custo, para fugir de si, é uma síndrome ainda pouco debatida e que se alimenta da desonestidade social. Casados gastam mais que solteiros, e ter filhos duplica a conta. Apoiados pela religião, nações enchem os cofres tentando nos convencer de que viver sozinho é triste e perigoso. Ora, perigoso é conviver com pessoas falsas, perigoso é se deixar guiar por convenções que nos desviam de nós mesmos. "Estar sozinha diminui as dificuldades, não aumenta". Não sou eu, é a moça do barco que diz, aquela que passava semanas sem ouvir a própria voz, mas que não parava de conversar com seus pensamentos. Em tempos de conexão frenética com desconhecidos pelas redes sociais, em que todos têm um pitaco para dar e uma verdade para vender, você confia que seus pensamentos têm sido, de fato, seus?

Adoro namorar, ser mãe, ser filha e fazer parte de turmas reais (em vez de grupos de WhatsApp), mas eu sei, ninguém me contou: a solidão escolhida é a conexão mais profunda e fértil que se pode ter na vida. Não impede outras, mas as outras serão simulacros se ela não vier primeiro.
No trecho "Sempre defendi a importância de ter amigos íntimos e amores que façam bem à saúde", o emprego do acento indicativo de crase em "à saúde" justifica-se porque:
Alternativas
Q4341840 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Bom dia, solidão

-

Que eu sou fã da Tamara Klink não é nenhuma novidade. Como não ser? Corajosa, inteligente, determinada — mas um modelo a não ser seguido: essa coisa de passar oito meses sozinha em um barco, com temperaturas abaixo de zero, isolada no fim do mundo, não é para o nosso bico. Melhor continuar sonhando em ser um BBB, porque Tamara é de outra natureza.

Acabei de ler Bom dia, inverno, o diário de bordo da expedição de Tamara pelo Ártico, durante o período mais hostil da região. Já havia lido Nós, também de sua autoria, e mais uma vez fiquei encantada e apavorada: como é que os pais dela não prendem essa garota ao pé da cama? Tamara é uma profissional da navegação, se prepara obstinadamente e tem a aventura no DNA, mas são muitos os inimigos: as nevascas, as tempestades, os icebergs, os animais selvagens, os enguiços mecânicos, sem falar no próprio corpo, que pode dar defeito de uma hora para outra. Ela ainda não fez 30 anos e enfrenta tudo isso com um prazer desavergonhado e um autocontrole de Buda. Alguém aí deve estar pensando: faltou falar na solidão, pior inimigo de todos.

Essa é a parte em que Tamara brilha ainda mais. A despeito de toda a palpitação que seus relatos provocam, vê-la falar sobre solidão nos acalma. Ela desestigmatiza esse estado que é natural e intrínseco a todos. Sempre defendi a importância de ter amigos íntimos e amores que façam bem à saúde, mas a relação que precisa, mesmo, dar certo, a gente sabe qual é. Se não tolerarmos nossa própria companhia, se não formos capazes de nos entretermos a sós por longos períodos, o resto desanda.

A necessidade de estar com os outros a qualquer custo, para fugir de si, é uma síndrome ainda pouco debatida e que se alimenta da desonestidade social. Casados gastam mais que solteiros, e ter filhos duplica a conta. Apoiados pela religião, nações enchem os cofres tentando nos convencer de que viver sozinho é triste e perigoso. Ora, perigoso é conviver com pessoas falsas, perigoso é se deixar guiar por convenções que nos desviam de nós mesmos. "Estar sozinha diminui as dificuldades, não aumenta". Não sou eu, é a moça do barco que diz, aquela que passava semanas sem ouvir a própria voz, mas que não parava de conversar com seus pensamentos. Em tempos de conexão frenética com desconhecidos pelas redes sociais, em que todos têm um pitaco para dar e uma verdade para vender, você confia que seus pensamentos têm sido, de fato, seus?

Adoro namorar, ser mãe, ser filha e fazer parte de turmas reais (em vez de grupos de WhatsApp), mas eu sei, ninguém me contou: a solidão escolhida é a conexão mais profunda e fértil que se pode ter na vida. Não impede outras, mas as outras serão simulacros se ela não vier primeiro.
No trecho "perigoso é se deixar guiar por convenções que nos desviam de nós mesmos", o vocábulo "que" exerce papel relevante na articulação sintática do período. Considerando sua classificação e função, analise as assertivas.

I. O vocábulo "que" classifica-se como pronome relativo, pois retoma o termo antecedente convenções.
II. A oração "que nos desviam de nós mesmos" funciona como subordinada adjetiva restritiva, delimitando o tipo de convenções a que a autora se refere.
III. O vocábulo "que" exerce função de conjunção integrante, pois introduz uma oração subordinada substantiva ligada ao nome convenções.

Está CORRETO o que se afirma em:
Alternativas
Q4341839 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Bom dia, solidão

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Que eu sou fã da Tamara Klink não é nenhuma novidade. Como não ser? Corajosa, inteligente, determinada — mas um modelo a não ser seguido: essa coisa de passar oito meses sozinha em um barco, com temperaturas abaixo de zero, isolada no fim do mundo, não é para o nosso bico. Melhor continuar sonhando em ser um BBB, porque Tamara é de outra natureza.

Acabei de ler Bom dia, inverno, o diário de bordo da expedição de Tamara pelo Ártico, durante o período mais hostil da região. Já havia lido Nós, também de sua autoria, e mais uma vez fiquei encantada e apavorada: como é que os pais dela não prendem essa garota ao pé da cama? Tamara é uma profissional da navegação, se prepara obstinadamente e tem a aventura no DNA, mas são muitos os inimigos: as nevascas, as tempestades, os icebergs, os animais selvagens, os enguiços mecânicos, sem falar no próprio corpo, que pode dar defeito de uma hora para outra. Ela ainda não fez 30 anos e enfrenta tudo isso com um prazer desavergonhado e um autocontrole de Buda. Alguém aí deve estar pensando: faltou falar na solidão, pior inimigo de todos.

Essa é a parte em que Tamara brilha ainda mais. A despeito de toda a palpitação que seus relatos provocam, vê-la falar sobre solidão nos acalma. Ela desestigmatiza esse estado que é natural e intrínseco a todos. Sempre defendi a importância de ter amigos íntimos e amores que façam bem à saúde, mas a relação que precisa, mesmo, dar certo, a gente sabe qual é. Se não tolerarmos nossa própria companhia, se não formos capazes de nos entretermos a sós por longos períodos, o resto desanda.

A necessidade de estar com os outros a qualquer custo, para fugir de si, é uma síndrome ainda pouco debatida e que se alimenta da desonestidade social. Casados gastam mais que solteiros, e ter filhos duplica a conta. Apoiados pela religião, nações enchem os cofres tentando nos convencer de que viver sozinho é triste e perigoso. Ora, perigoso é conviver com pessoas falsas, perigoso é se deixar guiar por convenções que nos desviam de nós mesmos. "Estar sozinha diminui as dificuldades, não aumenta". Não sou eu, é a moça do barco que diz, aquela que passava semanas sem ouvir a própria voz, mas que não parava de conversar com seus pensamentos. Em tempos de conexão frenética com desconhecidos pelas redes sociais, em que todos têm um pitaco para dar e uma verdade para vender, você confia que seus pensamentos têm sido, de fato, seus?

Adoro namorar, ser mãe, ser filha e fazer parte de turmas reais (em vez de grupos de WhatsApp), mas eu sei, ninguém me contou: a solidão escolhida é a conexão mais profunda e fértil que se pode ter na vida. Não impede outras, mas as outras serão simulacros se ela não vier primeiro.
No período "Se não tolerarmos nossa própria companhia, se não formos capazes de nos entretermos a sós por longos períodos, o resto desanda", as orações introduzidas por "se" estabelecem com a oração principal uma relação de: 
Alternativas
Q4341838 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Bom dia, solidão

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Que eu sou fã da Tamara Klink não é nenhuma novidade. Como não ser? Corajosa, inteligente, determinada — mas um modelo a não ser seguido: essa coisa de passar oito meses sozinha em um barco, com temperaturas abaixo de zero, isolada no fim do mundo, não é para o nosso bico. Melhor continuar sonhando em ser um BBB, porque Tamara é de outra natureza.

Acabei de ler Bom dia, inverno, o diário de bordo da expedição de Tamara pelo Ártico, durante o período mais hostil da região. Já havia lido Nós, também de sua autoria, e mais uma vez fiquei encantada e apavorada: como é que os pais dela não prendem essa garota ao pé da cama? Tamara é uma profissional da navegação, se prepara obstinadamente e tem a aventura no DNA, mas são muitos os inimigos: as nevascas, as tempestades, os icebergs, os animais selvagens, os enguiços mecânicos, sem falar no próprio corpo, que pode dar defeito de uma hora para outra. Ela ainda não fez 30 anos e enfrenta tudo isso com um prazer desavergonhado e um autocontrole de Buda. Alguém aí deve estar pensando: faltou falar na solidão, pior inimigo de todos.

Essa é a parte em que Tamara brilha ainda mais. A despeito de toda a palpitação que seus relatos provocam, vê-la falar sobre solidão nos acalma. Ela desestigmatiza esse estado que é natural e intrínseco a todos. Sempre defendi a importância de ter amigos íntimos e amores que façam bem à saúde, mas a relação que precisa, mesmo, dar certo, a gente sabe qual é. Se não tolerarmos nossa própria companhia, se não formos capazes de nos entretermos a sós por longos períodos, o resto desanda.

A necessidade de estar com os outros a qualquer custo, para fugir de si, é uma síndrome ainda pouco debatida e que se alimenta da desonestidade social. Casados gastam mais que solteiros, e ter filhos duplica a conta. Apoiados pela religião, nações enchem os cofres tentando nos convencer de que viver sozinho é triste e perigoso. Ora, perigoso é conviver com pessoas falsas, perigoso é se deixar guiar por convenções que nos desviam de nós mesmos. "Estar sozinha diminui as dificuldades, não aumenta". Não sou eu, é a moça do barco que diz, aquela que passava semanas sem ouvir a própria voz, mas que não parava de conversar com seus pensamentos. Em tempos de conexão frenética com desconhecidos pelas redes sociais, em que todos têm um pitaco para dar e uma verdade para vender, você confia que seus pensamentos têm sido, de fato, seus?

Adoro namorar, ser mãe, ser filha e fazer parte de turmas reais (em vez de grupos de WhatsApp), mas eu sei, ninguém me contou: a solidão escolhida é a conexão mais profunda e fértil que se pode ter na vida. Não impede outras, mas as outras serão simulacros se ela não vier primeiro.
Em "Em tempos de conexão frenética com desconhecidos pelas redes sociais, em que todos têm um pitaco para dar e uma verdade para vender, você confia que seus pensamentos têm sido, de fato, seus?", a função da linguagem que se sobressai é a:
Alternativas
Q4341837 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Bom dia, solidão

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Que eu sou fã da Tamara Klink não é nenhuma novidade. Como não ser? Corajosa, inteligente, determinada — mas um modelo a não ser seguido: essa coisa de passar oito meses sozinha em um barco, com temperaturas abaixo de zero, isolada no fim do mundo, não é para o nosso bico. Melhor continuar sonhando em ser um BBB, porque Tamara é de outra natureza.

Acabei de ler Bom dia, inverno, o diário de bordo da expedição de Tamara pelo Ártico, durante o período mais hostil da região. Já havia lido Nós, também de sua autoria, e mais uma vez fiquei encantada e apavorada: como é que os pais dela não prendem essa garota ao pé da cama? Tamara é uma profissional da navegação, se prepara obstinadamente e tem a aventura no DNA, mas são muitos os inimigos: as nevascas, as tempestades, os icebergs, os animais selvagens, os enguiços mecânicos, sem falar no próprio corpo, que pode dar defeito de uma hora para outra. Ela ainda não fez 30 anos e enfrenta tudo isso com um prazer desavergonhado e um autocontrole de Buda. Alguém aí deve estar pensando: faltou falar na solidão, pior inimigo de todos.

Essa é a parte em que Tamara brilha ainda mais. A despeito de toda a palpitação que seus relatos provocam, vê-la falar sobre solidão nos acalma. Ela desestigmatiza esse estado que é natural e intrínseco a todos. Sempre defendi a importância de ter amigos íntimos e amores que façam bem à saúde, mas a relação que precisa, mesmo, dar certo, a gente sabe qual é. Se não tolerarmos nossa própria companhia, se não formos capazes de nos entretermos a sós por longos períodos, o resto desanda.

A necessidade de estar com os outros a qualquer custo, para fugir de si, é uma síndrome ainda pouco debatida e que se alimenta da desonestidade social. Casados gastam mais que solteiros, e ter filhos duplica a conta. Apoiados pela religião, nações enchem os cofres tentando nos convencer de que viver sozinho é triste e perigoso. Ora, perigoso é conviver com pessoas falsas, perigoso é se deixar guiar por convenções que nos desviam de nós mesmos. "Estar sozinha diminui as dificuldades, não aumenta". Não sou eu, é a moça do barco que diz, aquela que passava semanas sem ouvir a própria voz, mas que não parava de conversar com seus pensamentos. Em tempos de conexão frenética com desconhecidos pelas redes sociais, em que todos têm um pitaco para dar e uma verdade para vender, você confia que seus pensamentos têm sido, de fato, seus?

Adoro namorar, ser mãe, ser filha e fazer parte de turmas reais (em vez de grupos de WhatsApp), mas eu sei, ninguém me contou: a solidão escolhida é a conexão mais profunda e fértil que se pode ter na vida. Não impede outras, mas as outras serão simulacros se ela não vier primeiro.
A expressão "um prazer desavergonhado", usada para caracterizar a forma como Tamara enfrenta os riscos da expedição, produz sentido que ultrapassa a descrição objetiva. No contexto, essa expressão sugere que a navegadora:
Alternativas
Q4341836 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Bom dia, solidão

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Que eu sou fã da Tamara Klink não é nenhuma novidade. Como não ser? Corajosa, inteligente, determinada — mas um modelo a não ser seguido: essa coisa de passar oito meses sozinha em um barco, com temperaturas abaixo de zero, isolada no fim do mundo, não é para o nosso bico. Melhor continuar sonhando em ser um BBB, porque Tamara é de outra natureza.

Acabei de ler Bom dia, inverno, o diário de bordo da expedição de Tamara pelo Ártico, durante o período mais hostil da região. Já havia lido Nós, também de sua autoria, e mais uma vez fiquei encantada e apavorada: como é que os pais dela não prendem essa garota ao pé da cama? Tamara é uma profissional da navegação, se prepara obstinadamente e tem a aventura no DNA, mas são muitos os inimigos: as nevascas, as tempestades, os icebergs, os animais selvagens, os enguiços mecânicos, sem falar no próprio corpo, que pode dar defeito de uma hora para outra. Ela ainda não fez 30 anos e enfrenta tudo isso com um prazer desavergonhado e um autocontrole de Buda. Alguém aí deve estar pensando: faltou falar na solidão, pior inimigo de todos.

Essa é a parte em que Tamara brilha ainda mais. A despeito de toda a palpitação que seus relatos provocam, vê-la falar sobre solidão nos acalma. Ela desestigmatiza esse estado que é natural e intrínseco a todos. Sempre defendi a importância de ter amigos íntimos e amores que façam bem à saúde, mas a relação que precisa, mesmo, dar certo, a gente sabe qual é. Se não tolerarmos nossa própria companhia, se não formos capazes de nos entretermos a sós por longos períodos, o resto desanda.

A necessidade de estar com os outros a qualquer custo, para fugir de si, é uma síndrome ainda pouco debatida e que se alimenta da desonestidade social. Casados gastam mais que solteiros, e ter filhos duplica a conta. Apoiados pela religião, nações enchem os cofres tentando nos convencer de que viver sozinho é triste e perigoso. Ora, perigoso é conviver com pessoas falsas, perigoso é se deixar guiar por convenções que nos desviam de nós mesmos. "Estar sozinha diminui as dificuldades, não aumenta". Não sou eu, é a moça do barco que diz, aquela que passava semanas sem ouvir a própria voz, mas que não parava de conversar com seus pensamentos. Em tempos de conexão frenética com desconhecidos pelas redes sociais, em que todos têm um pitaco para dar e uma verdade para vender, você confia que seus pensamentos têm sido, de fato, seus?

Adoro namorar, ser mãe, ser filha e fazer parte de turmas reais (em vez de grupos de WhatsApp), mas eu sei, ninguém me contou: a solidão escolhida é a conexão mais profunda e fértil que se pode ter na vida. Não impede outras, mas as outras serão simulacros se ela não vier primeiro.
No quarto parágrafo, após mencionar que "a necessidade de estar com os outros a qualquer custo" se alimenta da "desonestidade social", a autora afirma: "Ora, perigoso é conviver com pessoas falsas, perigoso é se deixar guiar por convenções que nos desviam de nós mesmos." O conectivo "Ora", nesse contexto, contribui para:
Alternativas
Q4341835 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Bom dia, solidão

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Que eu sou fã da Tamara Klink não é nenhuma novidade. Como não ser? Corajosa, inteligente, determinada — mas um modelo a não ser seguido: essa coisa de passar oito meses sozinha em um barco, com temperaturas abaixo de zero, isolada no fim do mundo, não é para o nosso bico. Melhor continuar sonhando em ser um BBB, porque Tamara é de outra natureza.

Acabei de ler Bom dia, inverno, o diário de bordo da expedição de Tamara pelo Ártico, durante o período mais hostil da região. Já havia lido Nós, também de sua autoria, e mais uma vez fiquei encantada e apavorada: como é que os pais dela não prendem essa garota ao pé da cama? Tamara é uma profissional da navegação, se prepara obstinadamente e tem a aventura no DNA, mas são muitos os inimigos: as nevascas, as tempestades, os icebergs, os animais selvagens, os enguiços mecânicos, sem falar no próprio corpo, que pode dar defeito de uma hora para outra. Ela ainda não fez 30 anos e enfrenta tudo isso com um prazer desavergonhado e um autocontrole de Buda. Alguém aí deve estar pensando: faltou falar na solidão, pior inimigo de todos.

Essa é a parte em que Tamara brilha ainda mais. A despeito de toda a palpitação que seus relatos provocam, vê-la falar sobre solidão nos acalma. Ela desestigmatiza esse estado que é natural e intrínseco a todos. Sempre defendi a importância de ter amigos íntimos e amores que façam bem à saúde, mas a relação que precisa, mesmo, dar certo, a gente sabe qual é. Se não tolerarmos nossa própria companhia, se não formos capazes de nos entretermos a sós por longos períodos, o resto desanda.

A necessidade de estar com os outros a qualquer custo, para fugir de si, é uma síndrome ainda pouco debatida e que se alimenta da desonestidade social. Casados gastam mais que solteiros, e ter filhos duplica a conta. Apoiados pela religião, nações enchem os cofres tentando nos convencer de que viver sozinho é triste e perigoso. Ora, perigoso é conviver com pessoas falsas, perigoso é se deixar guiar por convenções que nos desviam de nós mesmos. "Estar sozinha diminui as dificuldades, não aumenta". Não sou eu, é a moça do barco que diz, aquela que passava semanas sem ouvir a própria voz, mas que não parava de conversar com seus pensamentos. Em tempos de conexão frenética com desconhecidos pelas redes sociais, em que todos têm um pitaco para dar e uma verdade para vender, você confia que seus pensamentos têm sido, de fato, seus?

Adoro namorar, ser mãe, ser filha e fazer parte de turmas reais (em vez de grupos de WhatsApp), mas eu sei, ninguém me contou: a solidão escolhida é a conexão mais profunda e fértil que se pode ter na vida. Não impede outras, mas as outras serão simulacros se ela não vier primeiro.
A crônica apresentada parte de uma experiência de leitura e de uma figura pública para desenvolver uma reflexão sobre solidão, convivência e autonomia subjetiva. A organização predominante do texto combina:
Alternativas
Q4341834 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Bom dia, solidão

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Que eu sou fã da Tamara Klink não é nenhuma novidade. Como não ser? Corajosa, inteligente, determinada — mas um modelo a não ser seguido: essa coisa de passar oito meses sozinha em um barco, com temperaturas abaixo de zero, isolada no fim do mundo, não é para o nosso bico. Melhor continuar sonhando em ser um BBB, porque Tamara é de outra natureza.

Acabei de ler Bom dia, inverno, o diário de bordo da expedição de Tamara pelo Ártico, durante o período mais hostil da região. Já havia lido Nós, também de sua autoria, e mais uma vez fiquei encantada e apavorada: como é que os pais dela não prendem essa garota ao pé da cama? Tamara é uma profissional da navegação, se prepara obstinadamente e tem a aventura no DNA, mas são muitos os inimigos: as nevascas, as tempestades, os icebergs, os animais selvagens, os enguiços mecânicos, sem falar no próprio corpo, que pode dar defeito de uma hora para outra. Ela ainda não fez 30 anos e enfrenta tudo isso com um prazer desavergonhado e um autocontrole de Buda. Alguém aí deve estar pensando: faltou falar na solidão, pior inimigo de todos.

Essa é a parte em que Tamara brilha ainda mais. A despeito de toda a palpitação que seus relatos provocam, vê-la falar sobre solidão nos acalma. Ela desestigmatiza esse estado que é natural e intrínseco a todos. Sempre defendi a importância de ter amigos íntimos e amores que façam bem à saúde, mas a relação que precisa, mesmo, dar certo, a gente sabe qual é. Se não tolerarmos nossa própria companhia, se não formos capazes de nos entretermos a sós por longos períodos, o resto desanda.

A necessidade de estar com os outros a qualquer custo, para fugir de si, é uma síndrome ainda pouco debatida e que se alimenta da desonestidade social. Casados gastam mais que solteiros, e ter filhos duplica a conta. Apoiados pela religião, nações enchem os cofres tentando nos convencer de que viver sozinho é triste e perigoso. Ora, perigoso é conviver com pessoas falsas, perigoso é se deixar guiar por convenções que nos desviam de nós mesmos. "Estar sozinha diminui as dificuldades, não aumenta". Não sou eu, é a moça do barco que diz, aquela que passava semanas sem ouvir a própria voz, mas que não parava de conversar com seus pensamentos. Em tempos de conexão frenética com desconhecidos pelas redes sociais, em que todos têm um pitaco para dar e uma verdade para vender, você confia que seus pensamentos têm sido, de fato, seus?

Adoro namorar, ser mãe, ser filha e fazer parte de turmas reais (em vez de grupos de WhatsApp), mas eu sei, ninguém me contou: a solidão escolhida é a conexão mais profunda e fértil que se pode ter na vida. Não impede outras, mas as outras serão simulacros se ela não vier primeiro.
No trecho "mas um modelo a não ser seguido", a autora afirma admirar Tamara Klink, mas recusa tomá-la como modelo direto de comportamento. Considerando o contexto, essa aparente contradição revela que a cronista:
Alternativas
Q4341833 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Bom dia, solidão

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Que eu sou fã da Tamara Klink não é nenhuma novidade. Como não ser? Corajosa, inteligente, determinada — mas um modelo a não ser seguido: essa coisa de passar oito meses sozinha em um barco, com temperaturas abaixo de zero, isolada no fim do mundo, não é para o nosso bico. Melhor continuar sonhando em ser um BBB, porque Tamara é de outra natureza.

Acabei de ler Bom dia, inverno, o diário de bordo da expedição de Tamara pelo Ártico, durante o período mais hostil da região. Já havia lido Nós, também de sua autoria, e mais uma vez fiquei encantada e apavorada: como é que os pais dela não prendem essa garota ao pé da cama? Tamara é uma profissional da navegação, se prepara obstinadamente e tem a aventura no DNA, mas são muitos os inimigos: as nevascas, as tempestades, os icebergs, os animais selvagens, os enguiços mecânicos, sem falar no próprio corpo, que pode dar defeito de uma hora para outra. Ela ainda não fez 30 anos e enfrenta tudo isso com um prazer desavergonhado e um autocontrole de Buda. Alguém aí deve estar pensando: faltou falar na solidão, pior inimigo de todos.

Essa é a parte em que Tamara brilha ainda mais. A despeito de toda a palpitação que seus relatos provocam, vê-la falar sobre solidão nos acalma. Ela desestigmatiza esse estado que é natural e intrínseco a todos. Sempre defendi a importância de ter amigos íntimos e amores que façam bem à saúde, mas a relação que precisa, mesmo, dar certo, a gente sabe qual é. Se não tolerarmos nossa própria companhia, se não formos capazes de nos entretermos a sós por longos períodos, o resto desanda.

A necessidade de estar com os outros a qualquer custo, para fugir de si, é uma síndrome ainda pouco debatida e que se alimenta da desonestidade social. Casados gastam mais que solteiros, e ter filhos duplica a conta. Apoiados pela religião, nações enchem os cofres tentando nos convencer de que viver sozinho é triste e perigoso. Ora, perigoso é conviver com pessoas falsas, perigoso é se deixar guiar por convenções que nos desviam de nós mesmos. "Estar sozinha diminui as dificuldades, não aumenta". Não sou eu, é a moça do barco que diz, aquela que passava semanas sem ouvir a própria voz, mas que não parava de conversar com seus pensamentos. Em tempos de conexão frenética com desconhecidos pelas redes sociais, em que todos têm um pitaco para dar e uma verdade para vender, você confia que seus pensamentos têm sido, de fato, seus?

Adoro namorar, ser mãe, ser filha e fazer parte de turmas reais (em vez de grupos de WhatsApp), mas eu sei, ninguém me contou: a solidão escolhida é a conexão mais profunda e fértil que se pode ter na vida. Não impede outras, mas as outras serão simulacros se ela não vier primeiro.
No texto, a admiração da autora por Tamara Klink não se constrói como simples exaltação heroica. Ao longo da crônica, essa admiração é modulada por comentários que aproximam a experiência extrema da navegadora da vida comum do leitor. Nesse movimento argumentativo, a solidão passa a ser compreendida como:
Alternativas
Q4320437 Pedagogia
Na Educação Infantil, o acompanhamento das aprendizagens requer instrumentos coerentes com a etapa, evitando práticas classificatórias e garantindo registro do percurso de desenvolvimento. Considerando os instrumentos de acompanhamento da aprendizagem na Educação Infantil, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q4320436 Pedagogia
Na Educação Infantil, a avaliação é frequentemente confundida com verificação de desempenho e classificação, o que pode desviar sua finalidade educativa. Considerando a concepção de avaliação mediadora na Educação Infantil, analise as alternativas a seguir e assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q4320435 Pedagogia
Na organização do trabalho pedagógico na Educação Infantil, os princípios metodológicos não se reduzem à aplicação de conteúdos formais, mas orientam a forma como as experiências são planejadas e vivenciadas pelas crianças. Considerando esses princípios, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q4320434 Pedagogia
A periodização do desenvolvimento humano, em determinadas abordagens psicológicas, não se baseia apenas em critérios etários ou biológicos, mas considera as mudanças qualitativas nas relações do sujeito com o meio social. Considerando a periodização do desenvolvimento à luz da psicologia histórico-cultural, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q4320433 Pedagogia
O conceito de atividade-guia é utilizado para explicar por que, em certos períodos do desenvolvimento, uma forma de atividade assume papel central na constituição de novas capacidades psíquicas. Sobre a atividade-guia, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q4320432 Pedagogia
No âmbito da Psicologia Histórico-Cultural, o desenvolvimento infantil não é compreendido como processo exclusivamente individual, mas relacionado às interações sociais e à mediação pedagógica. Sobre a Zona de Desenvolvimento Proximal, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q4320431 Pedagogia
Ao elaborar o currículo da Educação Infantil, a equipe pedagógica deve considerar fundamentos legais e conceituais que diferenciam essa etapa das demais da Educação Básica. Considerando as concepções de currículo na Educação Infantil, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q4320430 Pedagogia
No contexto contemporâneo, a incorporação de tecnologias digitais ao ambiente escolar tem suscitado diferentes compreensões sobre seu papel no processo educativo. Considerando a relação entre tecnologia e educação, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q4320429 Pedagogia
Ao organizar seu sistema de ensino, uma rede pública precisa observar as disposições da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), pela Lei nº 9.394/1996 quanto à incumbência dos estabelecimentos de ensino e dos docentes. Considerando as diretrizes previstas na LDB e suas alterações, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Respostas
401: A
402: C
403: A
404: A
405: C
406: C
407: E
408: B
409: C
410: D
411: B
412: E
413: C
414: A
415: B
416: B
417: E
418: C
419: E
420: E