Questões Discursivas

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Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: PND Prova: INEP - 2025 - PND - HISTÓRIA - Licenciatura |
Q3711524 História
Imagem associada para resolução da questão 
NORFINI, A. Assalto dos cabanos ao trem. Aquarela. Museu de Arte de Belém (Mabe), Belém, 1940.
Disponível em: https://pt.m.wikipedia.org.
Acesso em: 16 jul. 2025.

Em seu planejamento anual, uma professora de História optou por realizar uma aula sobre a Cabanagem (1835-1840) utilizando imagens. Entre elas, destacou as possibilidades de compreensão dessa aquarela, que faz parte do acervo do Museu de Arte de Belém (Mabe). A professora pode relacionar essa aquarela ao processo de formação do Estado nacional brasileiro, na medida em que a pintura enfatiza a
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Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: PND Prova: INEP - 2025 - PND - HISTÓRIA - Licenciatura |
Q3711523 Pedagogia
A arte Kusiwa, expressão gráfica e corporal do povo Wajãpi, no Amapá, foi oficialmente reconhecida, em 2002, como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil por sua relevância simbólica, estética e identitária. O processo foi instruído com ampla documentação, incluindo um catálogo e um vídeo educativo, que detalham a riqueza visual e cosmológica dessa tradição indígena. A arte Kusiwa — termo com o qual nomeiam sua tradição gráfica — transcende a mera decoração. Ela integra pintura corporal, cerâmica, cestaria e outros objetos, sempre com padrões reconhecíveis que carregam significados míticos e cosmológicos. A origem dos padrões remonta à tradição oral, segundo a qual, no tempo dos ancestrais, não havia distinção entre seres. Foi mediante uma grande festa, narrada nos mitos, que o demiurgo Janejar separou humanos e animais, e os padrões visuais passaram a expressar essas diferenças. A arte, portanto, é um sistema de conhecimento que articula estética, espiritualidade, natureza, memória e saberes práticos.

Disponível em: http://portal.iphan.gov.br. Acesso em: 13 maio 2025 (adaptado).
Com base na leitura do texto sobre a arte Kusiwa, um grupo de estudantes propôs um mapeamento das práticas culturais de seu território para compreender os sentidos das expressões locais, como festas, artesanatos, formas de vestir, de falar e de cozinhar. A professora aproveitou essa iniciativa para realizar uma avaliação processual e orientou que o mapeamento fosse realizado por meio de entrevistas com os moradores mais velhos do bairro. Ao relacionar essa proposta com os estudos da arte Kusiwa, o objetivo da atividade e o processo de avaliação são, respectivamente,
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Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: PND Prova: INEP - 2025 - PND - HISTÓRIA - Licenciatura |
Q3711522 Pedagogia
A arte Kusiwa, expressão gráfica e corporal do povo Wajãpi, no Amapá, foi oficialmente reconhecida, em 2002, como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil por sua relevância simbólica, estética e identitária. O processo foi instruído com ampla documentação, incluindo um catálogo e um vídeo educativo, que detalham a riqueza visual e cosmológica dessa tradição indígena. A arte Kusiwa — termo com o qual nomeiam sua tradição gráfica — transcende a mera decoração. Ela integra pintura corporal, cerâmica, cestaria e outros objetos, sempre com padrões reconhecíveis que carregam significados míticos e cosmológicos. A origem dos padrões remonta à tradição oral, segundo a qual, no tempo dos ancestrais, não havia distinção entre seres. Foi mediante uma grande festa, narrada nos mitos, que o demiurgo Janejar separou humanos e animais, e os padrões visuais passaram a expressar essas diferenças. A arte, portanto, é um sistema de conhecimento que articula estética, espiritualidade, natureza, memória e saberes práticos.

Disponível em: http://portal.iphan.gov.br. Acesso em: 13 maio 2025 (adaptado).
Durante uma aula sobre patrimônio imaterial, o professor apresentou as pinturas corporais tradicionais dos Wajãpi, destacando a importância de compreender tais práticas no contexto histórico desse grupo étnico. O uso dessas pinturas possibilita
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Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: PND Prova: INEP - 2025 - PND - HISTÓRIA - Licenciatura |
Q3711521 Pedagogia
Minha cidade



CORA CORALINA. Poemas dos becos de Goiás e estórias mais.

São Paulo: Global, 2006.
Fundamentada pelas teorias de Vygotsky, uma professora de História utilizou o poema de Cora Coralina, no Ensino Fundamental, com o objetivo de trabalhar os conceitos de patrimônio material e imaterial, pois
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Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: PND Prova: INEP - 2025 - PND - HISTÓRIA - Licenciatura |
Q3711520 Pedagogia
Minha cidade



CORA CORALINA. Poemas dos becos de Goiás e estórias mais.

São Paulo: Global, 2006.
Ao introduzir uma aula sobre patrimônio cultural brasileiro, um professor de História utilizou esse poema de Cora Coralina. Em seu planejamento, estava prevista uma avaliação diagnóstica, em que o
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Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: PND Prova: INEP - 2025 - PND - HISTÓRIA - Licenciatura |
Q3711519 História
Minha cidade



CORA CORALINA. Poemas dos becos de Goiás e estórias mais.

São Paulo: Global, 2006.
Em uma aula de História do Ensino Médio, uma professora utilizou o poema de Cora Coralina para debater a história local. Ao associar o uso da linguagem literária com a abordagem da história local, a professora analisa que
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Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: PND Prova: INEP - 2025 - PND - HISTÓRIA - Licenciatura |
Q3711518 História
EVERETT. Martin Luther and Lucifer. Xilogravura. Everett Collection Inc., 1535. Imagem associada para resolução da questão
Disponível em: https://everettondemand.com.
Acesso em: 16 jul. 2025.

Durante uma aula sobre a Reforma Protestante, um professor distribuiu aos estudantes a reprodução dessa gravura, publicada em Leipzig, em 1535, na qual Martinho Lutero aparece ao lado da figura do diabo. Essa imagem representa uma forma de
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Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: PND Prova: INEP - 2025 - PND - HISTÓRIA - Licenciatura |
Q3711517 História
TEXTO 1
Imagem associada para resolução da questão
DUBOIS, F. Massacre da noite de São Bartolomeu. Óleo sobre tela,
93,5 × 151,4 cm. Museu Cantonal des Beaux-Arts, Suíça, 1572.
Disponível em: https://pt.m.wikipedia.org. Acesso em: 16 jul. 2025.

TEXTO 2
Imagem associada para resolução da questão
LUYKEN, J. Anneken Hendriks, Dam, Amsterdam [Anneken Hendriks,
uma menonita frísia, queimada em Amsterdã]. Gravura, 1685.
Disponível em: https://pt.wikipedia.org. Acesso em: 16 jul. 2025.

Com base nos textos 1 e 2, a que acontecimentos marcantes da Europa no século XVI eles se referem, respectivamente?
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Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: PND Prova: INEP - 2025 - PND - HISTÓRIA - Licenciatura |
Q3711516 Pedagogia

TEXTO 1


Imagem associada para resolução da questão


 FEDERICI, S. Calibã e a bruxa: mulheres, corpo e acumulação primitiva.


São Paulo: Elefante, 2017.



TEXTO 2


Nas cidades medievais, as mulheres trabalhavam como ferreiras, açougueiras, padeiras, candeleiras, chapeleiras, cervejeiras, cardadeiras de lã e comerciantes. Em Frankfurt, havia aproximadamente duzentas ocupações nas quais participavam entre 1 300 e 1 500 mulheres. Na Inglaterra, 72 das 85 guildas incluíam mulheres entre seus membros. Algumas guildas, incluindo a da indústria da seda, eram controladas por elas; em outras, a porcentagem de trabalho de mulheres era tão alta quanto a dos homens. No século XIV, as mulheres também estavam tornando-se professoras escolares, bem como médicas e cirurgiãs, e começavam a competir com homens formados em universidades, obtendo em certas ocasiões uma alta reputação.


FEDERICI, S. Calibã e a bruxa: mulheres, corpo e acumulação primitiva.


São Paulo: Elefante, 2017.


Em uma aula para a Educação Básica, um professor constatou a percepção, entre os estudantes, de que o trabalho na esfera pública nas cidades medievais era realizado, quase que exclusivamente, por homens, enquanto as mulheres ficariam restritas a tarefas domésticas na esfera privada. Ao utilizar ambos os recursos didáticos — a fonte imagética e o texto acadêmico —, a metodologia adotada pelo professor, para abordar o espaço urbano medieval, foi a

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Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: PND Prova: INEP - 2025 - PND - HISTÓRIA - Licenciatura |
Q3711515 Pedagogia
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OESTERHELD, H. G. O eternauta. São Paulo: Martins Fontes, 2011.

Uma professora de História dos Anos Finais do Ensino Fundamental decidiu utilizar trechos da história em quadrinhos O eternauta, produzida na Argentina, como ponto de partida para discutir o exílio e os movimentos de resistência às ditaduras militares no Cone Sul, que articularam verdadeiras redes de solidariedade internacional. Com base nessa atividade, é adequado propor que os estudantes
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Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: PND Prova: INEP - 2025 - PND - HISTÓRIA - Licenciatura |
Q3711514 História
TEXTO 1
A organização Avós da Praça de Maio encontrou o neto número 133 sequestrado pela ditadura argentina que controlou o país de 1976 a 1983. Segundo o Ministério da Justiça e Direitos Humanos da Argentina, ainda existem mais de trezentas pessoas de aproximadamente 45 anos, nascidas entre 1975 e 1983, que seguem desaparecidas. As Avós da Praça de Maio calculam que cerca de 500 bebês de presos políticos foram sequestrados e entregues a famílias de militares, abandonados em instituições de caridade ou vendidos.
LEÓN, L. P. Avós encontram neto n. 133 sequestrado pela ditadura argentina.
Disponível em: https://agenciabrasil.ebc.com.br.
Acesso em: 5 maio 2025 (adaptado).

TEXTO 2
Há exatos 50 anos, no dia 11 de setembro de 1973, as Forças Armadas, lideradas pelo general Augusto Pinochet, deram um golpe de Estado, que encerrou o governo socialista e democrático de Salvador Allende. O país se juntava, então, a outros vizinhos latino-americanos que estavam sob o controle de governos autoritários, como era o caso do próprio Brasil desde 1964. Foram 17 anos até que o Chile voltasse a ter eleições presidenciais e as Forças Armadas deixassem o poder. Mas as heranças sombrias desse período continuam a se fazer presentes na sociedade chilena.

CARDOSO, R. Chile, 50 anos do golpe: a luta contra um passado mal resolvido.


Disponível em: https://agenciabrasil.ebc.com.br.


Acesso em: 5 maio 2025.



Com base nos textos, uma professora de História precisa realizar uma atividade interdisciplinar, considerando a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) do Ensino Fundamental. Qual opção representa o componente curricular e os objetivos de aprendizagem que devem ser utilizados, respectivamente?
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Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: PND Prova: INEP - 2025 - PND - HISTÓRIA - Licenciatura |
Q3711513 Pedagogia
Um site publicou, em 2025, a seguinte manchete: “MP investiga 18 casos de racismo religioso”. A reportagem apresentava uma série de denúncias de violência e intolerância contra centros de religiões de matriz africana, como apedrejamentos, tentativa de interromper os rituais e a depredação de carros. Segundo o depoimento de um dos frequentadores: “a gente tem que resistir a tudo o que for possível para que a gente sobreviva, mas a nossa sobrevivência também depende das autoridades para que cumpram as leis que já existem”.

Disponível em: https://g1.globo.com (adaptado).
Uma professora usou a reportagem como ponto de partida para um debate sobre as heranças sociais e culturais da escravidão na formação da sociedade brasileira. “Mas por que a gente tem que estudar religião na aula de História?”, perguntou um aluno. “Isso aí nem é religião, é feitiçaria”, rebateu outro. De acordo com a Lei n. 10 639/03, que estabelece a obrigatoriedade do ensino de história e cultura afro-brasileira nas escolas, a justificativa para a inclusão desse conteúdo no currículo escolar é
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Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: PND Prova: INEP - 2025 - PND - HISTÓRIA - Licenciatura |
Q3711512 Pedagogia
Um site publicou, em 2025, a seguinte manchete: “MP investiga 18 casos de racismo religioso”. A reportagem apresentava uma série de denúncias de violência e intolerância contra centros de religiões de matriz africana, como apedrejamentos, tentativa de interromper os rituais e a depredação de carros. Segundo o depoimento de um dos frequentadores: “a gente tem que resistir a tudo o que for possível para que a gente sobreviva, mas a nossa sobrevivência também depende das autoridades para que cumpram as leis que já existem”.

Disponível em: https://g1.globo.com (adaptado).
A partir da repercussão criada após a publicação da reportagem, o professor de História dos Anos Finais do Ensino Fundamental resolveu trabalhar a temática da intolerância religiosa sob a perspectiva da História e Cultura Afro-brasileira e dos Direitos Humanos. Para que isso fosse possível, o professor
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Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: PND Prova: INEP - 2025 - PND - HISTÓRIA - Licenciatura |
Q3711511 História
 A partir de uma proposta interdisciplinar, professoras de História e Geografia exibiram para a turma o filme Narradores de Javé (2004). A história trata do fictício vilarejo de Javé e da tentativa de seus moradores em impedir a construção de uma hidroelétrica que inundaria a localidade, obrigando seus moradores a deixarem suas casas. A forma de impedir tal processo seria provar que Javé era um local considerado patrimônio histórico relevante, merecedor de preservação, o que seria comprovado por meio da produção de um livro contando a história de fundação do lugar. Como comunidade não alfabetizada, a tarefa de recolher a história ficou a cargo da única pessoa escolarizada, o ex-funcionário dos Correios, Antonio Biá, que, com base em relatos orais, constrói versões diferentes sobre a origem da comunidade.
Após exibir o filme, as professoras propuseram que os estudantes produzissem um vídeo com familiares sobre a trajetória de vida do membro mais idoso da família, e cada relato deveria explorar memórias e temporalidades. As professoras organizaram um guia para orientar os estudantes acerca da metodologia da história oral, com objetivo de
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Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: PND Prova: INEP - 2025 - PND - HISTÓRIA - Licenciatura |
Q3711510 História
 A partir de uma proposta interdisciplinar, professoras de História e Geografia exibiram para a turma o filme Narradores de Javé (2004). A história trata do fictício vilarejo de Javé e da tentativa de seus moradores em impedir a construção de uma hidroelétrica que inundaria a localidade, obrigando seus moradores a deixarem suas casas. A forma de impedir tal processo seria provar que Javé era um local considerado patrimônio histórico relevante, merecedor de preservação, o que seria comprovado por meio da produção de um livro contando a história de fundação do lugar. Como comunidade não alfabetizada, a tarefa de recolher a história ficou a cargo da única pessoa escolarizada, o ex-funcionário dos Correios, Antonio Biá, que, com base em relatos orais, constrói versões diferentes sobre a origem da comunidade.
As professoras de História e Geografia utilizaram o filme com o objetivo de problematizar o confronto de memórias e das versões dos acontecimentos do passado, de natureza oral e escrita, e a questão do deslocamento territorial de comunidades inundadas. A atividade expressa uma estratégia didática que identifica
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Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: PND Prova: INEP - 2025 - PND - HISTÓRIA - Licenciatura |
Q3711509 Pedagogia
“Em 1965, recebi um telefonema avisando-me de que havia uma ordem de prisão contra mim. Quando desliguei, bateram na porta, era a polícia. Abri e disse: vou me trocar. Sentaram-se na sala. No quarto, fiz um bilhete para Dona Pepe, mãe de Ivo Valença, coloquei-o numa garrafa e desci pela varanda recomendando meu filho recém-nascido. Tirei os lençóis do berço para evitar que meu bebê sufocasse. Fui mais uma vez conduzida para a Secretaria de Segurança Pública.” Assim, Mércia Albuquerque Ferreira narra a quarta de suas doze prisões. Elas estão listadas no final do seu livro Diários 1973-74. Nascida em Pernambuco em 1934, ela era recém-formada em Direito em 1964, quando viu uma cena que mudou sua vida: o líder comunista Gregório Bezerra estava sendo torturado no meio da rua, no Recife. Horrorizada, ela chegou em casa e anunciou para o marido, Octávio, que se dedicaria à defesa de presos políticos. Assim foi feito, e fragmentos expressivos dessa vivência foram registrados numa escrita íntima repleta de revolta, angústia, mas também de ternura e até, eventualmente, de humor. As páginas de Mércia intercalam descrições sobre o estado deprimente dos presos depois de sessões de torturas, conversas duras com militares e policiais e, sobretudo, momentos de atenção e carinho com mães desesperadas que batiam à sua porta, quase todos os dias, em busca dos filhos desaparecidos. Depois de confiar, num momento de aflição, seu recém-nascido a uma vizinha, ela tentou cuidar dos filhos de outras famílias como se fossem seus.

ARAGÃO, H. Uma advogada nos porões da tortura.

Folha de S. Paulo, 1 mar. 2024 (adaptado).
Um professor de História do 9º ano do Ensino Fundamental utilizou a fonte citada no texto para elaboração de um plano de aula. Considerando a especificidade da fonte, elegeu como objetivo e metodologia, respectivamente,
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Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: PND Prova: INEP - 2025 - PND - HISTÓRIA - Licenciatura |
Q3711508 Pedagogia
“Em 1965, recebi um telefonema avisando-me de que havia uma ordem de prisão contra mim. Quando desliguei, bateram na porta, era a polícia. Abri e disse: vou me trocar. Sentaram-se na sala. No quarto, fiz um bilhete para Dona Pepe, mãe de Ivo Valença, coloquei-o numa garrafa e desci pela varanda recomendando meu filho recém-nascido. Tirei os lençóis do berço para evitar que meu bebê sufocasse. Fui mais uma vez conduzida para a Secretaria de Segurança Pública.” Assim, Mércia Albuquerque Ferreira narra a quarta de suas doze prisões. Elas estão listadas no final do seu livro Diários 1973-74. Nascida em Pernambuco em 1934, ela era recém-formada em Direito em 1964, quando viu uma cena que mudou sua vida: o líder comunista Gregório Bezerra estava sendo torturado no meio da rua, no Recife. Horrorizada, ela chegou em casa e anunciou para o marido, Octávio, que se dedicaria à defesa de presos políticos. Assim foi feito, e fragmentos expressivos dessa vivência foram registrados numa escrita íntima repleta de revolta, angústia, mas também de ternura e até, eventualmente, de humor. As páginas de Mércia intercalam descrições sobre o estado deprimente dos presos depois de sessões de torturas, conversas duras com militares e policiais e, sobretudo, momentos de atenção e carinho com mães desesperadas que batiam à sua porta, quase todos os dias, em busca dos filhos desaparecidos. Depois de confiar, num momento de aflição, seu recém-nascido a uma vizinha, ela tentou cuidar dos filhos de outras famílias como se fossem seus.

ARAGÃO, H. Uma advogada nos porões da tortura.

Folha de S. Paulo, 1 mar. 2024 (adaptado).
Para trabalhar pressupostos teórico-metodológicos do ensino, um professor de História elegeu a fonte citada no texto para discussão com estudantes do Ensino Médio, considerando a sua especificidade por ser
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Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: PND Prova: INEP - 2025 - PND - HISTÓRIA - Licenciatura |
Q3711507 Pedagogia
A violência, independentemente de idade ou sexo, participava da rotina e só chamava a atenção quando, aplicada de modo exagerado, ocasionava invalidez ou morte. Havia alguns que requintavam a perversidade, obrigando pessoas a castigar seus entes queridos. Via-se, então, filho espancar mãe, irmão bater em irmã e assim por diante. O “tronco” era, todavia, o mais encontradiço de todos os castigos, imperando na 7ª Inspetoria. Consistia na trituração do tornozelo da vítima, colocando-a entre duas estacas enterradas juntas em ângulo agudo. As extremidades, ligadas por roldanas, eram aproximadas lenta e continuamente. Tanto sofreram os índios na peia e no “tronco” que, embora o Código Penal capitule como crime a prisão em cárcere privado, deve-se saudar a adoção desse delito como um inegável progresso no exercício da “proteção ao índio”.


Relatório do Procurador Jader Figueiredo. Brasília, 1968.

Disponível em: https://midia.mpf.mp.br

Acesso em: 22 maio 2025 (adaptado).
Um professor de História da 3ª série do Ensino Médio apresenta à turma a referida fonte, como motivação inicial para a abordagem da temática planejada, com o objetivo de
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Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: PND Prova: INEP - 2025 - PND - HISTÓRIA - Licenciatura |
Q3711506 História
A violência, independentemente de idade ou sexo, participava da rotina e só chamava a atenção quando, aplicada de modo exagerado, ocasionava invalidez ou morte. Havia alguns que requintavam a perversidade, obrigando pessoas a castigar seus entes queridos. Via-se, então, filho espancar mãe, irmão bater em irmã e assim por diante. O “tronco” era, todavia, o mais encontradiço de todos os castigos, imperando na 7ª Inspetoria. Consistia na trituração do tornozelo da vítima, colocando-a entre duas estacas enterradas juntas em ângulo agudo. As extremidades, ligadas por roldanas, eram aproximadas lenta e continuamente. Tanto sofreram os índios na peia e no “tronco” que, embora o Código Penal capitule como crime a prisão em cárcere privado, deve-se saudar a adoção desse delito como um inegável progresso no exercício da “proteção ao índio”.


Relatório do Procurador Jader Figueiredo. Brasília, 1968.

Disponível em: https://midia.mpf.mp.br

Acesso em: 22 maio 2025 (adaptado).
Esse trecho corresponde a uma fração de um documento que tem mais de 7 mil páginas, produzido durante a Ditadura Militar no Brasil, cujo objetivo era denunciar os crimes contra os povos indígenas no país. O relatório, apelidado de “Figueiredo”, esteve extraviado desde a década de 1960 até 2012, quando foi recuperado e serviu de importante subsídio para a Comissão Nacional da Verdade.

Uma professora, ao trabalhar o tema Ditadura Militar no Brasil, utilizou essa fonte. Qual alternativa apresenta, respectivamente, a metodologia que possibilita a participação ativa dos estudantes e o objetivo do uso do relatório?
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Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: PND Prova: INEP - 2025 - PND - QUÍMICA - Licenciatura |
Q3711425 Química
Um professor de um curso técnico em Química propôs uma atividade experimental em que os estudantes simularam a formação de chuva ácida em laboratório, borbulhando dióxido de enxofre (SO2) em água destilada até o pH atingir 4. Em seguida, aqueceram levemente o sistema e observaram que o pH da solução aumentou ligeiramente.
Essa variação de pH pode ser explicada de acordo com a equação:
                                                                        Imagem associada para resolução da questão

Com essa prática experimental proposta pelo professor e seus conhecimentos sobre equilíbrio químico, acidez e pH, é correto afirmar que ele utiliza uma abordagem interdisciplinar quando discute sobre os(as)
Alternativas
Respostas
1101: A
1102: A
1103: B
1104: B
1105: D
1106: D
1107: B
1108: A
1109: D
1110: C
1111: A
1112: C
1113: B
1114: D
1115: C
1116: B
1117: B
1118: B
1119: D
1120: C