A arte Kusiwa, expressão gráfica e corporal do povo Wajãpi, no Amapá, foi oficialmente reconhecida, em 2002, como Patrimônio
Cultural Imaterial do Brasil por sua relevância simbólica, estética e identitária. O processo foi instruído com ampla documentação,
incluindo um catálogo e um vídeo educativo, que detalham a riqueza visual e cosmológica dessa tradição indígena. A arte Kusiwa
— termo com o qual nomeiam sua tradição gráfica — transcende a mera decoração. Ela integra pintura corporal, cerâmica,
cestaria e outros objetos, sempre com padrões reconhecíveis que carregam significados míticos e cosmológicos. A origem dos
padrões remonta à tradição oral, segundo a qual, no tempo dos ancestrais, não havia distinção entre seres. Foi mediante uma
grande festa, narrada nos mitos, que o demiurgo Janejar separou humanos e animais, e os padrões visuais passaram a expressar
essas diferenças. A arte, portanto, é um sistema de conhecimento que articula estética, espiritualidade, natureza, memória e
saberes práticos.
Disponível em: http://portal.iphan.gov.br. Acesso em: 13 maio 2025 (adaptado).
Com base na leitura do texto sobre a arte Kusiwa, um grupo de estudantes propôs um mapeamento das práticas culturais de
seu território para compreender os sentidos das expressões locais, como festas, artesanatos, formas de vestir, de falar e de
cozinhar. A professora aproveitou essa iniciativa para realizar uma avaliação processual e orientou que o mapeamento fosse
realizado por meio de entrevistas com os moradores mais velhos do bairro. Ao relacionar essa proposta com os estudos da arte
Kusiwa, o objetivo da atividade e o processo de avaliação são, respectivamente,
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