Foram encontradas 2.989 questões
Resolva questões gratuitamente!
Junte-se a mais de 4 milhões de concurseiros!
Para a maioria das pessoas, perder a carteira ou a bolsa é mais do que um inconveniente. Embora os celulares agora permitam fazer pagamentos, armazenem documentos e nos ajudem a achar o caminho de casa, ainda há algo tranquilizador em ter tudo isso em versão física.
Além disso, a perda desses itens pode significar ter de passar pelo inconveniente de cancelar cartões ou trocar as fechaduras de sua casa.
Mas há um lugar em que você tem uma probabilidade grande de encontrar seus pertences: Tóquio.
Com a população da cidade se aproximando rapidamente de 14 milhões de pessoas, milhões de itens desaparecem a cada ano. Mas um número impressionante deles volta para casa.
Em 2018, mais de 545 mil documentos de identificação foram devolvidos a seus proprietários pela Polícia Metropolitana de Tóquio — 73% do total dos que foram perdidos. Da mesma forma, 130 mil telefones celulares (83%) e 240 mil carteiras (65%) foram devolvidos aos seus donos. Frequentemente, isso foi feito no mesmo dia.
Tais atos de integridade não são tão raros no Japão, país natal de Behrens. "[Para os japoneses] é algo do tipo 'É claro que eles devolveriam'", diz. De certa forma, tornou-se incomum não devolver um item perdido. Isso sim seria uma surpresa. [...]
William Park e Johanna Airth Disponível em: Future https://www.bbc.com/portuguese/vert-fut-51214484 Acesso em: 04 fev. 2010. (Fragmento)
Hidrogéis são redes tridimensionais de polímeros – naturais ou sintéticos – capazes de reter grande quantidade de água em sua estrutura. Outra característica importante é a elasticidade desses compostos.
Uma das novas aplicações, desenvolvida no Canadá, é um sensor que, grudado à pele, transforma estímulos mecânicos, como tensão e deformação, e outros sinais, como umidade, em sinais elétricos. O dispositivo foi batizado de AISkin (de pele iônica artificial em inglês), e os primeiros resultados foram publicados na revista Materials Horizons.
A previsão é que o sensor possa incrementar tecnologias vestíveis em áreas diversas. No artigo, os cientistas relatam testes bem-sucedidos com a detecção do movimento de um dedo da mão, o que poderia ajudar, na área da saúde, o acompanhamento de processos de reabilitação, por exemplo. Outro teste foi feito com um touch pad (painel sensível ao toque) grudado à mão de uma pessoa, no qual foi possível controlar ações em um jogo eletrônico no computador.
A inspiração para o novo sensor veio diretamente da pele humana, uma rede polimérica com presença de uma variedade de sensores neurais. Esses sensores transformam os estímulos recebidos – como um aperto de mão ou a aproximação do fogo – em sinais elétricos pelo transporte de íons (átomos eletricamente carregados, positiva ou negativamente, por terem perdido ou ganhado elétrons). Essa capacidade é chamada de transdução – a transformação de estímulo ou sinal de um tipo em outro. [...]
Pezzo, Mariana Disponível em: https://sinteses.blogfolha.uol.com.br/2020/01/23/de-piscina-de-ions-a-bebedouro-de-bacterias-o-potencial-do-hidrogel/ Acesso em: 23 jan. 2020. (Fragmento)
Ao entregar o rebanho ao pastor, o proprietário anota o número de animais: uma pedrinha para cada ovelha. Assim, na volta da pastagem poderá conferir que nenhuma foi perdida (ou comida…).
Repetidos ao longo de milênios, rituais como este acabaram levando à compreensão de que o rebanho e o monte de pedrinhas têm algo abstrato em comum: o número de objetos.
Foi muito lento. “Muitas eras devem ter passado antes que o homem descobrisse que um casal de pássaros e um par de dias são ambos ocorrências do número 2”, ponderou o filósofo Bertrand Russel. Mais do que qualquer outra coisa, foram nossos dedos que contribuíram para essa construção abstrata. “É à possibilidade de articular os dez dedos que a humanidade deve o seu êxito no cálculo”, escreveu o historiador Tobias Dantzig.
Vestígios estão presentes em muitos idiomas. Por exemplo, em português e outras línguas usamos “dígito” (“dedo”, em latim) como sinônimo de algarismo. Mas o indício mais notável da origem anatômica do número está no fato de quase todo o mundo usar o sistema decimal de numeração.
É um sistema posicional, o valor de cada “dígito” depende da posição. Por exemplo, em 3.333 o “3” da direita vale 3 mesmo, o próximo vale 30=3x10, o seguinte 300=3x10² e o da esquerda 3.000=3x10³.
Por que usamos 10, e não outro número, como a base desse sistema numeração? Simplesmente porque temos 10 dedos nas mãos e, desde tempos imemoriais, os usamos para contar. Mas a humanidade experimentou outras bases.
Alguns povos antigos da Oceania usaram a base 5. Talvez contassem com uma só mão, usando a outra como indicador, enquanto seguravam a arma debaixo do braço? Na base 5, há apenas cinco dígitos (0 a 4) e, por exemplo, 3.333 representa o número 3+3x5+3x5²+3x5³, ou seja, 468 (na base 10). Os símbolos V=5, L=50 e D=500 na numeração romana sinalizam um uso antigo da base 5.
Outros povos, em todos os continentes, usaram a base 20. Presumivelmente, contavam também com os pés... Existem vestígios em línguas como o francês (80 é “quatre-vingts”) e o inglês (“3-score” significa 60). Já os babilônios criaram um sistema posicional de base 60. Devemos a eles a divisão da hora em 60 minutos e do minuto em 60 segundos.
Para quem está habituado ao sistema decimal, bases maiores do que 10 apresentam um inconveniente: é necessário inventar símbolos para os dígitos acima de 9. Na base 16, muito utilizada em programação, são usadas letras: A é 10, B é 11, C é 12, D é 13, E é 14 e F é 15. Quanto é 3E8 vezes 5DC nessa base?
VIANA, Marcelo Disponível em https://www1.folha.uol.com.br/colunas/marceloviana/ 2020/01/aprendemos-a-contar-com-os-dedos.shtml Acesso em: 05 fev.2020. (Fragmento)
Talvez nenhum lugar ilustre melhor a união entre passado e presente na Olimpíada de Tóquio-2020 como o novo estádio olímpico.
O evento no Japão começará em seis meses, dia 24 de julho e irá até 9 de agosto. Os Jogos Paraolímpicos vão de 25 de agosto a 6 de setembro.
A estrutura do principal palco de Tóquio é recente, foi inaugurada em dezembro de 2019, mas construída no lugar onde ficava o antigo estádio olímpico, posto de pé para a edição de 1964 do evento.
Neste ano, o local receberá as cerimônias de abertura e de encerramento, jogos de futebol e provas de atletismo.
Seu novo projeto arquitetônico, assinado por Kengo Kuma, usa elementos de madeira que rementem à cultura tradicional japonesa e também um teto de vidro para melhor aproveitar a luz natural do sol. [...]
GABRIEL, João Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/esporte/2020/01/olimpiada-mescla-heranca-dos-jogos-de-1964-com-japao-atual.shtml Acesso em: 23 jan. 2020.
No início do século 17, questionando velhas ideias de Aristóteles, a ciência começou a se perguntar de que é feita a luz: (1) pequenas partículas (teoria corpuscular) ou ondas vibrando (teoria ondulatória)? Apesar do apoio de Newton, três séculos depois, a teoria corpuscular estava em apuros: (2) ela não explica fenômenos como a refração, e também era desabonada pelos avanços no eletromagnetismo.
A descoberta empírica da eletricidade (eletricidade estática) e do magnetismo (ímãs) remonta à antiguidade, mas seu estudo científico também começou no século 17. Foi ficando claro que os dois estão diretamente relacionados: (3) ímãs em movimento geram corrente elétrica — é assim que hidrelétricas transformam movimento de água em eletricidade e corrente elétrica gera magnetismo. [...]
Isso culminou na unificação realizada em 1865 pelo britânico James Clerk Maxwell (1831–1879): (4) sua teoria matemática explica eletricidade e magnetismo como faces de uma única entidade, chamada campo eletromagnético, que se move no espaço à velocidade da luz sob a forma de ondas (dependendo do comprimento, são ondas de rádio, micro-ondas, luz visível, raios X, raios gama etc.). Foi por meio das equações de Maxwell que a divindade proclamou “Faça-se a luz!”.
VIANA, Marcelo Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/marceloviana/ 2020/01/a-luz-e-feita-de-ondas-ou-particulas.shtml Acesso em: 05 fev.2020. (Fragmento)
Dois jovens soldados britânicos dormem, encostados numa árvore, num campo ocupado na Primeira Guerra Mundial no início de “1917”. Um oficial os acorda e pede que o sigam. Caminham pela trincheira — as trilhas escavadas na terra exibem placas cujos nomes, “rua Paraíso” e “rua Sortuda”, soam irônicos no cenário.
O general, então, anuncia a missão dos rapazes. O irmão de um deles, que integra um pelotão a alguns quilômetros dali, está prestes a embarcar numa emboscada armada pelos alemães. A tarefa da dupla é, então, impedir o ataque planejado.
Os espectadores acompanham cada passo dos soldados, como se tivessem os olhos colados às suas nucas.
E eles não desgrudam nos mais de cem minutos seguintes do filme — somos sugados pelo verdadeiro labirinto que é a guerra, enquanto os soldados funcionam como o novelo de lã que guia o caminho. Isso porque o longa, que estreia agora, foi filmado de modo a imitar um plano-sequência, uma tomada única e contínua, sem cortes.
Não foi uma tarefa simples. George MacKay, que interpreta um dos jovens, conta que a equipe ensaiou por cinco meses antes das filmagens. Ele e o colega Dean-Charles Chapman corriam por campos vazios, obedecendo a marcas no chão.
Os ensaios orientaram não só a coreografia dos atores e da câmera como, em muitos casos, a própria elaboração dos cenários, já que as trincheiras eram escavadas de acordo com o ritmo emocional das cenas e das necessidades da equipe de fotografia.
“Em geral, com a edição, é possível ajustar o ritmo do filme, prolongando um momento, ou optando por um ângulo diferente. Mas aqui antecipamos todo o processo. Precisávamos decidir tudo isso antes”, conta o ator.
MacKay também afirma que os planos do filme têm cerca de cinco minutos cada um — o mais longo, oito. Para que tudo saísse como planejado, cada tomada foi repetida em média 20 vezes. Uma delas exigiu 54 regravações.
“Eu me lembro que, quando ensaiamos alguns dos momentos mais físicos do filme, pensei ‘só consigo fazer isso umas cinco vezes e se vamos fazer 50, tenho que malhar’.”
A façanha deu certo, e o filme se tornou um inesperado favorito ao Oscar de melhor filme. [...]
BALBI, Clara Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2020/01/entenda-como-1917-construiu-a-ilusao-de-ser-um-filme-sem-cortes.shtml Acesso em: 23 jan. 2020. (Fragmento)
Um celeiro de jovens artistas ao longo das últimas décadas, o Paço das Artes finalmente ganhou uma sede própria. A inauguração do espaço, que passa a ocupar a garagem do antigo casarão de Nhonhô Magalhães, no bairro paulistano de Higienópolis, acontece neste fim de semana, com uma mostra da veterana Regina Silveira.
A mudança ocorre depois de um período de incertezas da instituição, despejada do prédio que ocupou por 22 anos na Cidade Universitária, em 2016.
Desde então, a instituição ocupava uma pequena sala no Museu da Imagem e do Som, o MIS — ambos são administrados pela mesma organização social. A área disponível ali equivalia a menos de um décimo do que o Paço tinha no campus da USP, de cerca de mil metros quadrados.
A entrega das chaves do novo lar aconteceu em dezembro de 2018. O prédio, construído na década de 1930 pelo barão do café Carlos Leôncio Magalhães, foi comprado do estado paulista pelo shopping Pátio Higienópolis em 2005.
Uma cláusula do contrato previa, porém, que parte do imóvel deveria ser cedida ao estado, para uso cultural, por 20 anos, renováveis por mais 20.
A diretora artística do Paço, Priscila Arantes, diz que as obras de renovação — ainda em curso quando a repórter visitou o endereço — tiveram como objetivo adequar o local às normas museológicas, tornando os banheiros acessíveis e implementando rampas, por exemplo.
Ela estima que a reforma, assinada pelo arquiteto Álvaro Razuk, tenha custado R$ 1 milhão.
A saída da Cidade Universitária ocorreu após pedido do Instituto Butantã, dono do edifício. Na época, circularam abaixo-assinados contra o despejamento. Hoje, um centro administrativo com cerca de 400 funcionários do instituto funciona ali.
Questionada sobre o período no MIS, Arantes o descreve como “traumático”. “Ficamos no limbo. Não só pela confusão de uma instituição dentro de outra, mas caímos um degrau na invisibilidade.” [...]
Ainda assim, Arantes comemora a mudança para o casarão. Mas um período de adaptação é certo.
Primeiro, porque, apesar da ampliação do espaço em relação ao MIS, a antiga garagem que corresponde ao espaço expositivo deste novo Paço mede cerca de 300 metros quadrados, ou menos de um terço da área que o centro cultural tinha na Cidade Universitária. Também tem um pé-direito baixo, em geral considerado problemático para a montagem de exposições de arte contemporânea.
Segundo, porque a convivência com o campus da USP era estreita. Agora, além da mudança no perfil do bairro onde funciona, ele terá uma entrada pelo shopping ao lado e deve dividir o restante do espaço do casarão, que tem área total de 800 metros quadrados, com eventos.
A diretora artística diz não temer essas transformações. “Fizemos um levantamento com o setor educativo e estamos estudando a possibilidade de parcerias. O Paço é historicamente nômade”, afirma, lembrando que o espaço passou por cinco endereços desde a sua fundação, há 50 anos. [...]
BALBI, Clara Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2020/01/paco-das-artes-inaugura-sede-propria-em-higienopolis-depois-de-50-anos-nomades.shtml Acesso em: 23 jan. 2020. (Adaptado)
“A diretora artística do Paço, Priscila Arantes, diz que as obras de renovação — ainda em curso quando a repórter visitou o endereço — tiveram como objetivo adequar o local às normas museológicas, tornando os banheiros acessíveis e implementando rampas, por exemplo.”
De acordo com o texto, assinale a alternativa que NÃO mantém a mesma relação de sentido estabelecida no período acima.
Um celeiro de jovens artistas ao longo das últimas décadas, o Paço das Artes finalmente ganhou uma sede própria. A inauguração do espaço, que passa a ocupar a garagem do antigo casarão de Nhonhô Magalhães, no bairro paulistano de Higienópolis, acontece neste fim de semana, com uma mostra da veterana Regina Silveira.
A mudança ocorre depois de um período de incertezas da instituição, despejada do prédio que ocupou por 22 anos na Cidade Universitária, em 2016.
Desde então, a instituição ocupava uma pequena sala no Museu da Imagem e do Som, o MIS — ambos são administrados pela mesma organização social. A área disponível ali equivalia a menos de um décimo do que o Paço tinha no campus da USP, de cerca de mil metros quadrados.
A entrega das chaves do novo lar aconteceu em dezembro de 2018. O prédio, construído na década de 1930 pelo barão do café Carlos Leôncio Magalhães, foi comprado do estado paulista pelo shopping Pátio Higienópolis em 2005.
Uma cláusula do contrato previa, porém, que parte do imóvel deveria ser cedida ao estado, para uso cultural, por 20 anos, renováveis por mais 20.
A diretora artística do Paço, Priscila Arantes, diz que as obras de renovação — ainda em curso quando a repórter visitou o endereço — tiveram como objetivo adequar o local às normas museológicas, tornando os banheiros acessíveis e implementando rampas, por exemplo.
Ela estima que a reforma, assinada pelo arquiteto Álvaro Razuk, tenha custado R$ 1 milhão.
A saída da Cidade Universitária ocorreu após pedido do Instituto Butantã, dono do edifício. Na época, circularam abaixo-assinados contra o despejamento. Hoje, um centro administrativo com cerca de 400 funcionários do instituto funciona ali.
Questionada sobre o período no MIS, Arantes o descreve como “traumático”. “Ficamos no limbo. Não só pela confusão de uma instituição dentro de outra, mas caímos um degrau na invisibilidade.” [...]
Ainda assim, Arantes comemora a mudança para o casarão. Mas um período de adaptação é certo.
Primeiro, porque, apesar da ampliação do espaço em relação ao MIS, a antiga garagem que corresponde ao espaço expositivo deste novo Paço mede cerca de 300 metros quadrados, ou menos de um terço da área que o centro cultural tinha na Cidade Universitária. Também tem um pé-direito baixo, em geral considerado problemático para a montagem de exposições de arte contemporânea.
Segundo, porque a convivência com o campus da USP era estreita. Agora, além da mudança no perfil do bairro onde funciona, ele terá uma entrada pelo shopping ao lado e deve dividir o restante do espaço do casarão, que tem área total de 800 metros quadrados, com eventos.
A diretora artística diz não temer essas transformações. “Fizemos um levantamento com o setor educativo e estamos estudando a possibilidade de parcerias. O Paço é historicamente nômade”, afirma, lembrando que o espaço passou por cinco endereços desde a sua fundação, há 50 anos. [...]
BALBI, Clara Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2020/01/paco-das-artes-inaugura-sede-propria-em-higienopolis-depois-de-50-anos-nomades.shtml Acesso em: 23 jan. 2020. (Adaptado)
Um celeiro de jovens artistas ao longo das últimas décadas, o Paço das Artes finalmente ganhou uma sede própria. A inauguração do espaço, que passa a ocupar a garagem do antigo casarão de Nhonhô Magalhães, no bairro paulistano de Higienópolis, acontece neste fim de semana, com uma mostra da veterana Regina Silveira.
A mudança ocorre depois de um período de incertezas da instituição, despejada do prédio que ocupou por 22 anos na Cidade Universitária, em 2016.
Desde então, a instituição ocupava uma pequena sala no Museu da Imagem e do Som, o MIS — ambos são administrados pela mesma organização social. A área disponível ali equivalia a menos de um décimo do que o Paço tinha no campus da USP, de cerca de mil metros quadrados.
A entrega das chaves do novo lar aconteceu em dezembro de 2018. O prédio, construído na década de 1930 pelo barão do café Carlos Leôncio Magalhães, foi comprado do estado paulista pelo shopping Pátio Higienópolis em 2005.
Uma cláusula do contrato previa, porém, que parte do imóvel deveria ser cedida ao estado, para uso cultural, por 20 anos, renováveis por mais 20.
A diretora artística do Paço, Priscila Arantes, diz que as obras de renovação — ainda em curso quando a repórter visitou o endereço — tiveram como objetivo adequar o local às normas museológicas, tornando os banheiros acessíveis e implementando rampas, por exemplo.
Ela estima que a reforma, assinada pelo arquiteto Álvaro Razuk, tenha custado R$ 1 milhão.
A saída da Cidade Universitária ocorreu após pedido do Instituto Butantã, dono do edifício. Na época, circularam abaixo-assinados contra o despejamento. Hoje, um centro administrativo com cerca de 400 funcionários do instituto funciona ali.
Questionada sobre o período no MIS, Arantes o descreve como “traumático”. “Ficamos no limbo. Não só pela confusão de uma instituição dentro de outra, mas caímos um degrau na invisibilidade.” [...]
Ainda assim, Arantes comemora a mudança para o casarão. Mas um período de adaptação é certo.
Primeiro, porque, apesar da ampliação do espaço em relação ao MIS, a antiga garagem que corresponde ao espaço expositivo deste novo Paço mede cerca de 300 metros quadrados, ou menos de um terço da área que o centro cultural tinha na Cidade Universitária. Também tem um pé-direito baixo, em geral considerado problemático para a montagem de exposições de arte contemporânea.
Segundo, porque a convivência com o campus da USP era estreita. Agora, além da mudança no perfil do bairro onde funciona, ele terá uma entrada pelo shopping ao lado e deve dividir o restante do espaço do casarão, que tem área total de 800 metros quadrados, com eventos.
A diretora artística diz não temer essas transformações. “Fizemos um levantamento com o setor educativo e estamos estudando a possibilidade de parcerias. O Paço é historicamente nômade”, afirma, lembrando que o espaço passou por cinco endereços desde a sua fundação, há 50 anos. [...]
BALBI, Clara Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2020/01/paco-das-artes-inaugura-sede-propria-em-higienopolis-depois-de-50-anos-nomades.shtml Acesso em: 23 jan. 2020. (Adaptado)
O planejamento de cardápios visa estabelecer os parâmetros que irão contribuir para a montagem das refeições, com o objetivo de atender às expectativas e aos desejos dos clientes em potencial. Para isso, é importante valorizar os hábitos culturais e regionais, as preferências do público atendido, procurando, ao máximo, respeitar a cultura alimentar do paciente.
Em relação a esse tema, assinale a alternativa INCORRETA.
Segundo a CVS 05/2013, as etapas de recepção, de armazenamento, de produção e de distribuição de alimentos precisam ser realizadas com muito cuidado a fim de evitar contaminação alimentar e desperdício de alimentos. Para isso, é importante controlar principalmente os alimentos perecíveis.
Diante das exigências sobre segurança dos alimentos nas etapas de produção em um serviço de alimentação, assinale a alternativa INCORRETA.
A Resolução CFN nº 333, de 03/02/2004, dispõe sobre o Código de Ética Profissional dos técnicos em Nutrição e Dietética.
Baseando-se nessa resolução, são deveres do técnico em nutrição (artigo 5º), EXCETO:
A técnica dietética é a sistematização e o estudo dos procedimentos para tornar possível a utilização dos alimentos, visando à preservação do valor nutritivo e à obtenção dos caracteres sensoriais desejados (Phillipi, 2014). Para isso, é importante entender o que ocorre nas etapas de preparação dos alimentos a fim de poder minimizar as perdas nutricionais e econômicas, por exemplo.
Com base nessas informações, assinale a alternativa INCORRETA.
A cocção dos alimentos é considerada uma etapa de preparo, que é frequentemente utilizada para permitir o consumo de alguns alimentos. Além dos objetivos sensoriais, também tem finalidade digestiva, nutricional e econômica.
Baseando-se nessas informações, assinale a alternativa correta.
O ovo é um alimento muito consumido e, em algumas vezes, é usado no planejamento de cardápios em substituição à carne ou como segunda opção proteica, é também considerado boa fonte de proteínas, de vitaminas A, B e D. A composição nutricional da clara e da gema são bem distintas e possuem especificidades interessantes.
Em relação às características do ovo, assinale a alternativa INCORRETA.
Manipuladores de alimentos são definidos como qualquer pessoa do serviço de alimentação que entra em contato direto ou indireto com o alimento. Eles devem ser supervionados e capacitados periodicamente, além de manterem um adequado controle de saúde a fim de reduzir o risco de contaminação alimentar. Em relação ao controle de saúde dos funcionários de uma unidade de alimentação, a CVS 05/2013 estabelece alguns critérios.
Em relação ao texto acima, assinale a alternativa INCORRETA.
O controle de temperatura dos alimentos é uma medida de qualidade extremamente importante para a segurança dos alimentos. É importante controlar a temperatura em diversas etapas de produção (recebimento, armazenamento, pré-preparo, cocção, distribuição e exposição).
Baseando-se nessas informações e de acordo com a legislação sanitária vigente, assinale a alternativa INCORRETA.
A Resolução RDC nº 216, de 15 de setembro de 2004, dispõe sobre o Regulamento Técnico de Boas Práticas para serviços de alimentação.
Com base nessa legislação, assinale a alternativa INCORRETA.
Recentemente na ExpoZebu, o Brasil entrou novamente para o livro dos recordes (Guinnes Book) com a preparação de um cozido, feito em uma única panela, para alimentar 11 mil pessoas. Para preparar 4.778 quilos de carne in natura, com consistência de um cozido, mas não de sopa, estavam presentes 20 chefes de cozinha. Foi utilizada uma panela que pesava cerca de 1371 quilos, com 3,5 metros de diâmetro e 1 metro de altura, o que leva a uma capacidade de 9,6 mil litros. A cocção da preparação teve início às 2h da madrugada, e o cozido foi servido no final da tarde. As carnes utilizadas foram acém e coxão duro, cujo indicador de parte comestível era de 1,25. A porção servida foi de 320 gramas por pessoa e sobraram apenas 110 quilos da preparação no final do evento.
Baseando-se nessas informações, assinale a alternativa que reflete o valor mais próximo do indicador de conversão da preparação.
As necessidades e as recomendações de nutrientes estabelecidas pelas Dietary Reference Intakes (DRI) configuram-se como um conjunto de valores de referência para ingestão de nutrientes a serem utilizados no planejamento e na avaliação de dietas de indivíduos e de populações saudáveis.
O nutricionista solicita seu acompanhamento e auxílio na discussão de duas situações a fim de emitir um relatório/parecer sobre a alimentação e realizar intervenção nutricional.
Situação A: Banco de dados com média de ingestão de nutrientes de três recordatórios alimentares de 24h (coletados em dias alternados) de 50 pacientes ambulatoriais.
Situação B: Valores médios de ingestão de nutrientes de três recordatórios alimentares de 24h (coletados em dias alternados) de um paciente do ambulatório.
Com base nessas informações, analise as afirmativas abaixo como Verdadeiras (V) ou Falsas (F).
( ) Para a realização do planejamento dietético na Situação A, devem ser utilizados os valores de referência específicos das RDA (Recommeded Dietary Allowance), quando disponíveis.
( ) Para a realização da avaliação da adequação de ingestão alimentar, devem-se utilizar os valores de referência da EAR (Estimated Average Requirement) em ambas situações, quando disponíveis.
( ) Para a realização da avaliação da meta de ingestão alimentar, devem-se utilizar os valores de referência da AI (Adequate Intake) na situação B, quando a EAR não estiver disponível.
( ) Para a realização da avaliação do nível mais alto de ingestão diária de nutrientes com risco de efeitos adversos à saúde na situação B, devem-se utilizar os valores de referência da UL (Tolerable Upper Intake Level).
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta, de cima para baixo.