Questões de Concurso Comentadas para idesg

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Q2549574 Noções de Informática
Para identificar automaticamente o segundo valor mais alto em uma lista de dados, qual função do Excel 2016 (Pt-Br) você utilizaria?
Alternativas
Q2549572 Noções de Informática
No Word 2016 (Pt-Br), qual é o método mais eficiente para criar um formulário interativo com caixas de seleção e campos de preenchimento?
Alternativas
Q2549570 Português

Atenção: Leia atentamente o texto a seguir e responda a questão.


Tretas da vida

"Que maravilha de serenata, cara! É a primeira vez que ganho uma!"

Carlos Starling | 12/12/2023


    Certa vez, arranquei a cabeça do dedão do pé. Chutei o chão descalço. A tentativa de encobrir o goleiro me custou metade daquele que um dia soube que se chamava “hálux”.

    Durante semanas, essa foi a treta que atormentou minha vida. Até hoje, quando calço sapatos de bico fino, me vem à memória aquele chute ________[MAL/MAU] dado.

    Passou a dor, ficou a sequela.

    No princípio da adolescência, me apaixonei por uma moça linda e serelepe. Olhos de jabuticaba e puxadinhos! Lindos.

    Deu certo! Quase certo! A convite da candidata a sogra, fui passar uns dias na casa dela em Bambuí! Fiquei confortavelmente alocado no quarto da moça. Ela, obviamente, foi dormir no quarto das irmãs.

    Naquela época, vigorava a dura lei do “comeu, casou”.

    Na primeira noite, após uma sessão quente de namoro, quando ainda pegava no sono, uma música do outro lado da janela me acordou! Uma serenata do ex dela!

    Para mim?! Não, para ela, claro! O pior é que o cara tocava e cantava bem. Tava bonito! 

    Quando ele cantou, ‘abre a janela meu amor’, eu não resisti! Pisquei a luz! Ele empolgou e cantou mais afinado ainda. Foi quando eu abri a janela. Que maravilha de serenata, cara! É a primeira vez que ganho uma! Desse jeito eu me apaixono!! Pude perceber a decepção dele e a gargalhada dos amigos que bateram em retirada.

    O meu namoro com a moça terminou por ali! Acho que ela percebeu que tinha gente mais apaixonada do que eu. Eu também! No dia seguinte, passei a mão na minha mochila e fui para a estrada pegar carona e voltar para Ibiá. A estrada cura tudo, até amor ________[MAL/MAU] resolvido.

    Tretas da vida! Vida sem tretas não é vida.

    Hoje, após vários anos, escrevo esse texto durante um voo turbulento entre São Paulo e BH. Turbulência de céu claro. Balança, mas não cai! Espero.

    Após vários anos, muitas tretas, amores perdidos e achados, ainda não descobri os atalhos dessa estrada. Continuo pegando carona na vida que passa a jato e que o tempo nos presenteia.

    O dedão continua doendo com sapatos finos. A moça de olhos puxadinhos, eu nunca mais encontrei. Mas não me esqueço daquela serenata.



STARLING, Carlos. Tretas da vida. Estado de Minas, 12 de dezembro de 2023. Colunistas. Disponível em: https://www.em.com.br/colunistas/carlos-starling/2024/01/6791228-as-maos.html. Acesso em: 23 jan. 2024. Adaptado.

No nono parágrafo do texto, foram grifadas duas orações iniciadas pelo conectivo QUE. Assinale a alternativa que apresenta a classificação sintática correta dessas orações.
Alternativas
Q2549569 Português

Atenção: Leia atentamente o texto a seguir e responda a questão.


Tretas da vida

"Que maravilha de serenata, cara! É a primeira vez que ganho uma!"

Carlos Starling | 12/12/2023


    Certa vez, arranquei a cabeça do dedão do pé. Chutei o chão descalço. A tentativa de encobrir o goleiro me custou metade daquele que um dia soube que se chamava “hálux”.

    Durante semanas, essa foi a treta que atormentou minha vida. Até hoje, quando calço sapatos de bico fino, me vem à memória aquele chute ________[MAL/MAU] dado.

    Passou a dor, ficou a sequela.

    No princípio da adolescência, me apaixonei por uma moça linda e serelepe. Olhos de jabuticaba e puxadinhos! Lindos.

    Deu certo! Quase certo! A convite da candidata a sogra, fui passar uns dias na casa dela em Bambuí! Fiquei confortavelmente alocado no quarto da moça. Ela, obviamente, foi dormir no quarto das irmãs.

    Naquela época, vigorava a dura lei do “comeu, casou”.

    Na primeira noite, após uma sessão quente de namoro, quando ainda pegava no sono, uma música do outro lado da janela me acordou! Uma serenata do ex dela!

    Para mim?! Não, para ela, claro! O pior é que o cara tocava e cantava bem. Tava bonito! 

    Quando ele cantou, ‘abre a janela meu amor’, eu não resisti! Pisquei a luz! Ele empolgou e cantou mais afinado ainda. Foi quando eu abri a janela. Que maravilha de serenata, cara! É a primeira vez que ganho uma! Desse jeito eu me apaixono!! Pude perceber a decepção dele e a gargalhada dos amigos que bateram em retirada.

    O meu namoro com a moça terminou por ali! Acho que ela percebeu que tinha gente mais apaixonada do que eu. Eu também! No dia seguinte, passei a mão na minha mochila e fui para a estrada pegar carona e voltar para Ibiá. A estrada cura tudo, até amor ________[MAL/MAU] resolvido.

    Tretas da vida! Vida sem tretas não é vida.

    Hoje, após vários anos, escrevo esse texto durante um voo turbulento entre São Paulo e BH. Turbulência de céu claro. Balança, mas não cai! Espero.

    Após vários anos, muitas tretas, amores perdidos e achados, ainda não descobri os atalhos dessa estrada. Continuo pegando carona na vida que passa a jato e que o tempo nos presenteia.

    O dedão continua doendo com sapatos finos. A moça de olhos puxadinhos, eu nunca mais encontrei. Mas não me esqueço daquela serenata.



STARLING, Carlos. Tretas da vida. Estado de Minas, 12 de dezembro de 2023. Colunistas. Disponível em: https://www.em.com.br/colunistas/carlos-starling/2024/01/6791228-as-maos.html. Acesso em: 23 jan. 2024. Adaptado.

A qual classe de palavras pertencem as duas vogais “A” em destaque no quinto parágrafo da crônica?
Alternativas
Q2549566 Português

Atenção: Leia atentamente o texto a seguir e responda a questão.


Tretas da vida

"Que maravilha de serenata, cara! É a primeira vez que ganho uma!"

Carlos Starling | 12/12/2023


    Certa vez, arranquei a cabeça do dedão do pé. Chutei o chão descalço. A tentativa de encobrir o goleiro me custou metade daquele que um dia soube que se chamava “hálux”.

    Durante semanas, essa foi a treta que atormentou minha vida. Até hoje, quando calço sapatos de bico fino, me vem à memória aquele chute ________[MAL/MAU] dado.

    Passou a dor, ficou a sequela.

    No princípio da adolescência, me apaixonei por uma moça linda e serelepe. Olhos de jabuticaba e puxadinhos! Lindos.

    Deu certo! Quase certo! A convite da candidata a sogra, fui passar uns dias na casa dela em Bambuí! Fiquei confortavelmente alocado no quarto da moça. Ela, obviamente, foi dormir no quarto das irmãs.

    Naquela época, vigorava a dura lei do “comeu, casou”.

    Na primeira noite, após uma sessão quente de namoro, quando ainda pegava no sono, uma música do outro lado da janela me acordou! Uma serenata do ex dela!

    Para mim?! Não, para ela, claro! O pior é que o cara tocava e cantava bem. Tava bonito! 

    Quando ele cantou, ‘abre a janela meu amor’, eu não resisti! Pisquei a luz! Ele empolgou e cantou mais afinado ainda. Foi quando eu abri a janela. Que maravilha de serenata, cara! É a primeira vez que ganho uma! Desse jeito eu me apaixono!! Pude perceber a decepção dele e a gargalhada dos amigos que bateram em retirada.

    O meu namoro com a moça terminou por ali! Acho que ela percebeu que tinha gente mais apaixonada do que eu. Eu também! No dia seguinte, passei a mão na minha mochila e fui para a estrada pegar carona e voltar para Ibiá. A estrada cura tudo, até amor ________[MAL/MAU] resolvido.

    Tretas da vida! Vida sem tretas não é vida.

    Hoje, após vários anos, escrevo esse texto durante um voo turbulento entre São Paulo e BH. Turbulência de céu claro. Balança, mas não cai! Espero.

    Após vários anos, muitas tretas, amores perdidos e achados, ainda não descobri os atalhos dessa estrada. Continuo pegando carona na vida que passa a jato e que o tempo nos presenteia.

    O dedão continua doendo com sapatos finos. A moça de olhos puxadinhos, eu nunca mais encontrei. Mas não me esqueço daquela serenata.



STARLING, Carlos. Tretas da vida. Estado de Minas, 12 de dezembro de 2023. Colunistas. Disponível em: https://www.em.com.br/colunistas/carlos-starling/2024/01/6791228-as-maos.html. Acesso em: 23 jan. 2024. Adaptado.

Levando-se em consideração as informações do texto, o que o autor da crônica entende por “treta”?
Alternativas
Q2549565 Português

Atenção: Leia atentamente o texto a seguir e responda a questão.


As mãos

O mundo é mais fácil com ternura

Carlos Starling | 23/01/2024


    Hoje ganhei de uma paciente um creme para as mãos. Junto havia um bilhetinho de agradecimento pelo sucesso obtido através de tratamento de uma situação complexa contra a qual lutava há mais de quatro anos.

    O bilhete escrito em papel minúsculo e o simbolismo do creme para as mãos foram emocionantes.

    Comecemos pela escrita com caneta esferográfica azul em espaço reduzido. Palavras de carinho com letras miúdas expressam gratidão do fundo da alma. Coisa de alguém que sofreu e não perdeu a esperança. Amor atomizado.

    O creme é a expressão máxima de ternura para com as mãos ressecadas pelo álcool, que lhe deram alívio. Simboliza o fim da aspereza com que a vida lhe tratará até o controle de sua tormenta infecciosa. Felicidade compartilhava comigo. O meu ‘eu médico’, com 42 anos de trabalho, se sentiu acolhido e realizado.

    O cuidado dela com as minhas mãos expressava a consciência máxima do respeito ao profissional que a atendera.

    Ao longo de todos esses anos, já recebi presentes e carinho de inúmeros pacientes.

    Durante o internato rural, em Jequitaí, Norte de Minas, um pescador, percebendo a minha total inabilidade para aquela atividade beira-rio, me presenteou com um belíssimo dourado. Mais tarde, celebrando o “meu” feito e contando estória de pescador, tomamos uma no bar da esquina. Ele confirmou a minha versão dos fatos.

    Dias depois, fiz o parto de sua mulher. Nasceu uma linda menina, que hoje já deve ser mãe, e ele avô! Milagre dos peixes?! Claro que sim!

    Vida que flui com carinho, como as águas do Jequitaí para o São Francisco e deste para o mar.

    Outro presente inesquecível foi um cordeiro inteiro deixado dentro de uma megacaixa de isopor na portaria do hospital. O meu susto e do porteiro ao abrirmos a caixa foi enorme. Pensamos se tratar de um corpo. Era um corpo. Corpo de cordeiro, que pelo tamanho não havia geladeira que coubesse. Fui socorrido pelo superchefe Ivo Faria, que transformou o problema em prazerosa solução.

    Na madrugada do meu dia de São Sebastião, ganhei um presente às avessas. A fiação do prédio onde fica o nosso centro de pesquisas foi furtada. Furto frequente em BH, que compromete a vida de muita gente.

    No nosso caso, comprometeu um estoque de vacinas contra Covid-19, que estamos pesquisando em parceria com o CT-Vacinas da UFMG. Consequência grave, que atrasa todo esforço para nos tornarmos independentes na produção de vacinas. Ainda deve estar fresco na memória de todos o sufoco que passamos há cerca de três anos, quando os países produtores de vacinas reservaram os seus estoques para as suas próprias populações.

    A pandemia de Covid-19 nos deu a oportunidade de enxergar um outro conceito de segurança nacional. Muito além de armas para proteger nossas fronteiras e território, precisamos de gente capacitada para fazer ciência e desenvolver insumos que protejam nossa população. [...]

    As mãos que furtam fios nas madrugadas de BH certamente são estômagos vazios de uma complexa rede criminosa promovida pela desigualdade social. Coisa que só nossas mãos podem resolver.

    Presentes às avessas também me emocionam. Flechas de São Sebastião.



STARLING, Carlos. As mãos. Estado de Minas, 23 de janeiro de 2024. Colunistas. Disponível em: https://www.em.com.br/colunistas/carlosstarling/2023/12/6668841-tretas-da-vida.html. Acesso em: 23 jan. 2024. Adaptado.

Quais são, respectivamente, os núcleos do sujeito da oração que compõe o segundo parágrafo do texto?
Alternativas
Q2549564 Português

Atenção: Leia atentamente o texto a seguir e responda a questão.


As mãos

O mundo é mais fácil com ternura

Carlos Starling | 23/01/2024


    Hoje ganhei de uma paciente um creme para as mãos. Junto havia um bilhetinho de agradecimento pelo sucesso obtido através de tratamento de uma situação complexa contra a qual lutava há mais de quatro anos.

    O bilhete escrito em papel minúsculo e o simbolismo do creme para as mãos foram emocionantes.

    Comecemos pela escrita com caneta esferográfica azul em espaço reduzido. Palavras de carinho com letras miúdas expressam gratidão do fundo da alma. Coisa de alguém que sofreu e não perdeu a esperança. Amor atomizado.

    O creme é a expressão máxima de ternura para com as mãos ressecadas pelo álcool, que lhe deram alívio. Simboliza o fim da aspereza com que a vida lhe tratará até o controle de sua tormenta infecciosa. Felicidade compartilhava comigo. O meu ‘eu médico’, com 42 anos de trabalho, se sentiu acolhido e realizado.

    O cuidado dela com as minhas mãos expressava a consciência máxima do respeito ao profissional que a atendera.

    Ao longo de todos esses anos, já recebi presentes e carinho de inúmeros pacientes.

    Durante o internato rural, em Jequitaí, Norte de Minas, um pescador, percebendo a minha total inabilidade para aquela atividade beira-rio, me presenteou com um belíssimo dourado. Mais tarde, celebrando o “meu” feito e contando estória de pescador, tomamos uma no bar da esquina. Ele confirmou a minha versão dos fatos.

    Dias depois, fiz o parto de sua mulher. Nasceu uma linda menina, que hoje já deve ser mãe, e ele avô! Milagre dos peixes?! Claro que sim!

    Vida que flui com carinho, como as águas do Jequitaí para o São Francisco e deste para o mar.

    Outro presente inesquecível foi um cordeiro inteiro deixado dentro de uma megacaixa de isopor na portaria do hospital. O meu susto e do porteiro ao abrirmos a caixa foi enorme. Pensamos se tratar de um corpo. Era um corpo. Corpo de cordeiro, que pelo tamanho não havia geladeira que coubesse. Fui socorrido pelo superchefe Ivo Faria, que transformou o problema em prazerosa solução.

    Na madrugada do meu dia de São Sebastião, ganhei um presente às avessas. A fiação do prédio onde fica o nosso centro de pesquisas foi furtada. Furto frequente em BH, que compromete a vida de muita gente.

    No nosso caso, comprometeu um estoque de vacinas contra Covid-19, que estamos pesquisando em parceria com o CT-Vacinas da UFMG. Consequência grave, que atrasa todo esforço para nos tornarmos independentes na produção de vacinas. Ainda deve estar fresco na memória de todos o sufoco que passamos há cerca de três anos, quando os países produtores de vacinas reservaram os seus estoques para as suas próprias populações.

    A pandemia de Covid-19 nos deu a oportunidade de enxergar um outro conceito de segurança nacional. Muito além de armas para proteger nossas fronteiras e território, precisamos de gente capacitada para fazer ciência e desenvolver insumos que protejam nossa população. [...]

    As mãos que furtam fios nas madrugadas de BH certamente são estômagos vazios de uma complexa rede criminosa promovida pela desigualdade social. Coisa que só nossas mãos podem resolver.

    Presentes às avessas também me emocionam. Flechas de São Sebastião.



STARLING, Carlos. As mãos. Estado de Minas, 23 de janeiro de 2024. Colunistas. Disponível em: https://www.em.com.br/colunistas/carlosstarling/2023/12/6668841-tretas-da-vida.html. Acesso em: 23 jan. 2024. Adaptado.

A quais classes de palavras, respectivamente, as palavras sublinhadas na porção central da crônica pertencem, tendo em vista seus empregos no enunciado?
Alternativas
Q2549563 Português

Atenção: Leia atentamente o texto a seguir e responda a questão.


As mãos

O mundo é mais fácil com ternura

Carlos Starling | 23/01/2024


    Hoje ganhei de uma paciente um creme para as mãos. Junto havia um bilhetinho de agradecimento pelo sucesso obtido através de tratamento de uma situação complexa contra a qual lutava há mais de quatro anos.

    O bilhete escrito em papel minúsculo e o simbolismo do creme para as mãos foram emocionantes.

    Comecemos pela escrita com caneta esferográfica azul em espaço reduzido. Palavras de carinho com letras miúdas expressam gratidão do fundo da alma. Coisa de alguém que sofreu e não perdeu a esperança. Amor atomizado.

    O creme é a expressão máxima de ternura para com as mãos ressecadas pelo álcool, que lhe deram alívio. Simboliza o fim da aspereza com que a vida lhe tratará até o controle de sua tormenta infecciosa. Felicidade compartilhava comigo. O meu ‘eu médico’, com 42 anos de trabalho, se sentiu acolhido e realizado.

    O cuidado dela com as minhas mãos expressava a consciência máxima do respeito ao profissional que a atendera.

    Ao longo de todos esses anos, já recebi presentes e carinho de inúmeros pacientes.

    Durante o internato rural, em Jequitaí, Norte de Minas, um pescador, percebendo a minha total inabilidade para aquela atividade beira-rio, me presenteou com um belíssimo dourado. Mais tarde, celebrando o “meu” feito e contando estória de pescador, tomamos uma no bar da esquina. Ele confirmou a minha versão dos fatos.

    Dias depois, fiz o parto de sua mulher. Nasceu uma linda menina, que hoje já deve ser mãe, e ele avô! Milagre dos peixes?! Claro que sim!

    Vida que flui com carinho, como as águas do Jequitaí para o São Francisco e deste para o mar.

    Outro presente inesquecível foi um cordeiro inteiro deixado dentro de uma megacaixa de isopor na portaria do hospital. O meu susto e do porteiro ao abrirmos a caixa foi enorme. Pensamos se tratar de um corpo. Era um corpo. Corpo de cordeiro, que pelo tamanho não havia geladeira que coubesse. Fui socorrido pelo superchefe Ivo Faria, que transformou o problema em prazerosa solução.

    Na madrugada do meu dia de São Sebastião, ganhei um presente às avessas. A fiação do prédio onde fica o nosso centro de pesquisas foi furtada. Furto frequente em BH, que compromete a vida de muita gente.

    No nosso caso, comprometeu um estoque de vacinas contra Covid-19, que estamos pesquisando em parceria com o CT-Vacinas da UFMG. Consequência grave, que atrasa todo esforço para nos tornarmos independentes na produção de vacinas. Ainda deve estar fresco na memória de todos o sufoco que passamos há cerca de três anos, quando os países produtores de vacinas reservaram os seus estoques para as suas próprias populações.

    A pandemia de Covid-19 nos deu a oportunidade de enxergar um outro conceito de segurança nacional. Muito além de armas para proteger nossas fronteiras e território, precisamos de gente capacitada para fazer ciência e desenvolver insumos que protejam nossa população. [...]

    As mãos que furtam fios nas madrugadas de BH certamente são estômagos vazios de uma complexa rede criminosa promovida pela desigualdade social. Coisa que só nossas mãos podem resolver.

    Presentes às avessas também me emocionam. Flechas de São Sebastião.



STARLING, Carlos. As mãos. Estado de Minas, 23 de janeiro de 2024. Colunistas. Disponível em: https://www.em.com.br/colunistas/carlosstarling/2023/12/6668841-tretas-da-vida.html. Acesso em: 23 jan. 2024. Adaptado.

Qual é a figura de linguagem que se manifesta nas duas expressões destacadas no penúltimo parágrafo do texto?
Alternativas
Q2549562 Português

Atenção: Leia atentamente o texto a seguir e responda a questão.


As mãos

O mundo é mais fácil com ternura

Carlos Starling | 23/01/2024


    Hoje ganhei de uma paciente um creme para as mãos. Junto havia um bilhetinho de agradecimento pelo sucesso obtido através de tratamento de uma situação complexa contra a qual lutava há mais de quatro anos.

    O bilhete escrito em papel minúsculo e o simbolismo do creme para as mãos foram emocionantes.

    Comecemos pela escrita com caneta esferográfica azul em espaço reduzido. Palavras de carinho com letras miúdas expressam gratidão do fundo da alma. Coisa de alguém que sofreu e não perdeu a esperança. Amor atomizado.

    O creme é a expressão máxima de ternura para com as mãos ressecadas pelo álcool, que lhe deram alívio. Simboliza o fim da aspereza com que a vida lhe tratará até o controle de sua tormenta infecciosa. Felicidade compartilhava comigo. O meu ‘eu médico’, com 42 anos de trabalho, se sentiu acolhido e realizado.

    O cuidado dela com as minhas mãos expressava a consciência máxima do respeito ao profissional que a atendera.

    Ao longo de todos esses anos, já recebi presentes e carinho de inúmeros pacientes.

    Durante o internato rural, em Jequitaí, Norte de Minas, um pescador, percebendo a minha total inabilidade para aquela atividade beira-rio, me presenteou com um belíssimo dourado. Mais tarde, celebrando o “meu” feito e contando estória de pescador, tomamos uma no bar da esquina. Ele confirmou a minha versão dos fatos.

    Dias depois, fiz o parto de sua mulher. Nasceu uma linda menina, que hoje já deve ser mãe, e ele avô! Milagre dos peixes?! Claro que sim!

    Vida que flui com carinho, como as águas do Jequitaí para o São Francisco e deste para o mar.

    Outro presente inesquecível foi um cordeiro inteiro deixado dentro de uma megacaixa de isopor na portaria do hospital. O meu susto e do porteiro ao abrirmos a caixa foi enorme. Pensamos se tratar de um corpo. Era um corpo. Corpo de cordeiro, que pelo tamanho não havia geladeira que coubesse. Fui socorrido pelo superchefe Ivo Faria, que transformou o problema em prazerosa solução.

    Na madrugada do meu dia de São Sebastião, ganhei um presente às avessas. A fiação do prédio onde fica o nosso centro de pesquisas foi furtada. Furto frequente em BH, que compromete a vida de muita gente.

    No nosso caso, comprometeu um estoque de vacinas contra Covid-19, que estamos pesquisando em parceria com o CT-Vacinas da UFMG. Consequência grave, que atrasa todo esforço para nos tornarmos independentes na produção de vacinas. Ainda deve estar fresco na memória de todos o sufoco que passamos há cerca de três anos, quando os países produtores de vacinas reservaram os seus estoques para as suas próprias populações.

    A pandemia de Covid-19 nos deu a oportunidade de enxergar um outro conceito de segurança nacional. Muito além de armas para proteger nossas fronteiras e território, precisamos de gente capacitada para fazer ciência e desenvolver insumos que protejam nossa população. [...]

    As mãos que furtam fios nas madrugadas de BH certamente são estômagos vazios de uma complexa rede criminosa promovida pela desigualdade social. Coisa que só nossas mãos podem resolver.

    Presentes às avessas também me emocionam. Flechas de São Sebastião.



STARLING, Carlos. As mãos. Estado de Minas, 23 de janeiro de 2024. Colunistas. Disponível em: https://www.em.com.br/colunistas/carlosstarling/2023/12/6668841-tretas-da-vida.html. Acesso em: 23 jan. 2024. Adaptado.

Em qual dos trechos abaixo, extraídos da crônica, é possível identificar o emprego da voz verbal passiva?
Alternativas
Q2539020 Medicina
Ao receber uma chamada de emergência relatando uma parada cardiorrespiratória (PCR) em um adulto, qual é a conduta inicial recomendada para o médico regulador do SAMU ao orientar o solicitante por telefone? 
Alternativas
Q2539019 Medicina
Com base no protocolo de biossegurança para atendimento pré-hospitalar móvel, qual das seguintes opções descreve corretamente as regras gerais de biossegurança durante o atendimento? 
Alternativas
Q2539018 Medicina
Durante a condução de um paciente com suspeita de Acidente Vascular Cerebral (AVC) no ambiente pré-hospitalar, qual das seguintes condutas NÃO é recomendada de acordo com o Protocolo SAMU 192? 
Alternativas
Q2539016 Medicina

Preencha corretamente as lacunas a seguir.


Você, como médico socorrista-regulador, é chamado para atender um paciente que está experienciando uma crise convulsiva prolongada. Para gerenciar essa situação adequadamente, é essencial administrar _________ (1) para interromper a convulsão e monitorar __________ (2) para avaliar a necessidade de intervenções adicionais.

Alternativas
Q2539014 Medicina

A competência técnica do Médico Regulador se sintetiza em sua capacidade de “julgar”, discernindo o grau presumido de urgência e prioridade de cada caso, segundo as informações disponíveis, fazendo ainda o enlace entre os diversos níveis assistenciais do sistema, visando dar a melhor resposta possível para as necessidades dos pacientes. Assim, deve o Médico Regulador:


I. Julgar e decidir sobre a gravidade de um caso que lhe está sendo comunicado por rádio ou telefone, estabelecendo uma gravidade presumida;


II. Monitorar e orientar o atendimento feito por outro profissional de saúde habilitado (médico intervencionista, enfermeiro, técnico ou auxiliar de enfermagem), por profissional da área de segurança ou bombeiro militar (no limite das competências desses profissionais) ou ainda por leigo que se encontre no local da situação de urgência; - definir e acionar o serviço de destino do paciente, informando-o sobre as condições e previsão de chegada do mesmo, sugerindo os meios necessários ao seu acolhimento;


III. Definir e pactuar a implantação de protocolos de intervenção médica pré-hospitalar, garantindo perfeito entendimento entre o médico regulador e o intervencionista, quanto aos elementos de decisão e intervenção, objetividade nas comunicações e precisão nos encaminhamentos decorrentes.


Estão corretas: 

Alternativas
Q2539013 Medicina
Um médico está coordenando o tratamento de um paciente que chegou ao serviço de emergência apresentando sintomas de infarto agudo do miocárdio. Após a estabilização inicial, o ECG confirma um infarto com elevação do segmento ST (STEMI). Qual das seguintes abordagens é a mais adequada para o manejo imediato deste paciente? 
Alternativas
Q2539012 Medicina
Um médico recebeu um chamado sobre um paciente com suspeita de acidente vascular encefálico (AVE). O paciente apresenta paralisia facial súbita, fraqueza no braço direito e dificuldade na fala. Qual é a ação inicial mais importante para manejar este caso, considerando a possibilidade tanto de AVE isquêmico quanto hemorrágico? 
Alternativas
Q2539011 Medicina
Você é o médico responsável por coordenar a resposta médica após um terremoto que afetou uma área residencial densamente povoada. Ao implementar estratégias de triagem e assistência, qual das seguintes abordagens é a mais adequada para maximizar a eficácia do atendimento e apoio à comunidade afetada? 
Alternativas
Q2539010 Medicina
Sobre as compressões torácicas de boa qualidade durante a RCP, todas as seguintes práticas são recomendadas, EXCETO:
Alternativas
Q2539009 Medicina
Durante o atendimento a um paciente adulto em crise convulsiva, quais são os cuidados específicos a serem observados na administração de Diazepam e Fenitoína, de acordo com os protocolos de emergência?
Alternativas
Q2539008 Medicina
O Médico Socorrista é chamado para atender um adulto que sofreu uma súbita perda de consciência acompanhada de contrações musculares involuntárias, cianose, sialorreia, lábios e dentes cerrados, e eventual liberação esfincteriana. Qual deve ser a conduta inicial apropriada?
Alternativas
Respostas
4681: D
4682: B
4683: A
4684: D
4685: C
4686: B
4687: A
4688: B
4689: C
4690: A
4691: C
4692: D
4693: A
4694: C
4695: A
4696: B
4697: C
4698: D
4699: B
4700: B