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De acordo com as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil (DCNEI) e a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), o brincar constitui-se como eixo estruturante das práticas pedagógicas voltadas às crianças pequenas. Nesse sentido, analise as afirmativas a seguir:
I. O brincar é apenas um momento de lazer, devendo ser separado das atividades pedagógicas que visam à aprendizagem das crianças.
II. As brincadeiras e os brinquedos favorecem o desenvolvimento integral da criança, contribuindo para aspectos cognitivos, motores, afetivos e sociais.
III. As rotinas na Educação Infantil devem contemplar tempos e espaços para o brincar livre e orientado, respeitando o ritmo e as necessidades das crianças.
IV. O professor deve interferir constantemente durante as brincadeiras para direcionar o aprendizado, evitando que elas ocorram de forma espontânea.
Assinale a alternativa correta:
Uma das metas previstas na LEI 13.005/2014, que aprova o PLANO NACIONAL DE EDUCAÇÃO – PNE, estaria em elevar a taxa de alfabetização da população. Analise os itens abaixo sobre as estratégias traçadas para alcançar a META 9:
I. Em parceria com o setor da saúde, realizar ações voltadas ao atendimento dos estudantes da Educação de Jovens e Adultos (EJA), por meio de programas suplementares que ofereçam transporte, alimentação e serviços de saúde — incluindo atendimento oftalmológico e a distribuição gratuita de óculos.
II. Identificar a demanda ativa por vagas na educação de jovens e adultos realizando diagnóstico dos jovens e adultos com ensino fundamental e médio incompletos.
III. A previsão de criar benefício adicional no programa nacional de transferência de renda para jovens e adultos que frequentarem cursos de alfabetização não está prevista enquanto estratégias para elevar a taxa de alfabetização.
IV. Previsão de apoio aos projetos inovadores na educação de jovens e adultos com foco no desenvolvimento de modelos apropriados às necessidades específicas desses(as) alunos(as).
V. Nas políticas públicas de jovens e adultos, considerar as necessidades dos idosos, compreendendo suas experiências e a inclusão dos temas do envelhecimento e da velhice nas escolas.
Estão CORRETOS:
Em conformidade com a LEI 13.005/2014, que aprova o PLANO NACIONAL DE EDUCAÇÃO – PNE, mais especificamente as estratégias da META 4, analise os itens abaixo:
I. Promover a implantação de centros multidisciplinares de apoio, pesquisa e consultoria, em parceria com instituições acadêmicas e compostos por profissionais das áreas de saúde, serviço social, pedagogia e psicologia, com o objetivo de oferecer suporte aos(às) professores(as) da educação básica.
II. Garantir a oferta de educação bilíngue aos(às) alunos(as) surdos e com deficiência auditiva em escolas e classes bilíngues e em escolas inclusivas.
III. Assegurar a disponibilização de uma educação inclusiva, proibindo a exclusão de estudantes do ensino regular por motivo de deficiência e promovendo a integração pedagógica entre o ensino regular e o atendimento educacional especializado.
IV. Promover a inserção, nos cursos de licenciatura e demais formações voltadas aos profissionais da educação — inclusive em programas de pós-graduação —, de conteúdos que abordem os referenciais teóricos, as teorias de aprendizagem e os processos de ensino e aprendizagem voltados ao atendimento educacional de estudantes com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação.
V. Dar suporte à expansão das equipes de profissionais da educação para atender às necessidades do processo de escolarização.
Estão CORRETOS:
Em conformidade com o ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE, analise as proposições a seguir e coloque V para verdadeiro e F para falso:
( ) No Estatuto da criança e do adolescente está assegurado o acesso à escola pública e gratuita, próxima de sua residência, garantindo-se vagas no mesmo estabelecimento a irmãos, primos e demais familiares que frequentem o ciclo de ensino da educação básica.
( ) No Estatuto da criança e do adolescente está previsto que é dever da instituição de ensino, assegurar medidas de conscientização, prevenção e enfrentamento ao uso ou dependência de drogas ilícitas.
( ) O Estatuto da criança e do adolescente dispõe sobre o dever do estado em assegurar à criança e ao adolescente com deficiência o atendimento educacional especializado, preferencialmente na rede regular de ensino.
( ) Não há uma previsão no estatuto da criança e do adolescente acerca da oferta de ensino noturno regular contemplando o adolescente trabalhador.
( ) No Estatuto da criança e do adolescente está previsto que pais ou responsáveis devem obrigatoriamente matricular seus filhos ou pupilos na rede regular de ensino.
Assinale a alternativa correta.
Em conformidade com a LEI 13.005/2014 que aprova o PLANO NACIONAL DE EDUCAÇÃO – PNE, mais especificamente a meta 3, analise os itens abaixo:
I. Uma das estratégias previstas para a meta 3 do Plano Nacional de Educação – PNE está voltando em garantir o aproveitamento de espaços culturais, bem como a ampliação da prática desportiva, de forma integrada ao currículo escolar.
II. Uma das estratégias previstas para a meta 3 do Plano Nacional de Educação – PNE está voltando para implementação de políticas de prevenção à evasão que possa estar sendo gerada por preconceitos ou quaisquer formas de discriminação, buscando criar uma rede de proteção.
III. Uma das estratégias previstas para a meta 3 do Plano Nacional de Educação – PNE está voltando para a expansão das matrículas gratuitas de ensino médio integrado à educação profissional, lembrando das particularidades das populações do campo, das pessoas com deficiência e das comunidades indígenas e quilombolas.
IV. Uma das estratégias previstas para a meta 3 está voltada para o desenvolvimento de formas alternativas de oferta do ensino médio para atendimento aos filhos e filhas de profissionais que se dedicam a atividades de caráter itinerante.
Estão CORRETOS:
Sabemos que a educação é um direito de todos, incluindo de estudantes com Deficiência. É preciso pensar uma educação inclusiva em todos os níveis e aprendizado ao longo de toda a vida, compreendendo práticas pedagógicas que atendam às necessidades de cada indivíduo. Nesse contexto, analise as proposições a seguir e coloque V para verdadeiro e F para falso:
( ) É assegurado a pessoa com deficiência o direito a um sistema educacional inclusivo de forma a alcançar o máximo desenvolvimento possível de seus talentos e habilidades.
( ) Incumbe ao poder público a oferta de educação bilíngue para pessoas surdas.
( ) Pensando em assegurar uma educação inclusiva nos espaços educacionais, é direito da pessoa com deficiência, a disponibilização de professores para o Atendimento Educacional Especializado.
( ) É direito da pessoa com deficiência, a disponibilização de tradutores e intérpretes da Libras, de guias intérpretes e de profissionais de apoio.
( ) Os sistemas educacionais devem garantir condições de acesso, permanência, participação e aprendizagem do estudante com deficiência.
Pode-se dizer que a opção correta é:
Em conformidade com Lei Nº 9394/96 - LEI DE DIRETRIZES E BASES DA EDUCAÇÃO NACIONAL (LDB) e suas alterações, analisar os itens abaixo:
I. A educação escolar não deverá vincular-se ao mundo do trabalho, somente a sua prática social.
II. O ensino será ministrado com base no princípio do pluralismo de ideias e de concepções pedagógicas.
III. O ensino será ministrado com base no princípio do respeito à liberdade e apreço à tolerância.
IV. O ensino não será ministrado com base no princípio da coexistência de instituições públicas e privadas de ensino.
Estão CORRETOS:
Em conformidade com a Lei Nº 8069/90 - Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), sobre o dever do Estado em assegurar à criança e ao adolescente:
I. É dever do Estado assegurar à criança e ao adolescente o Atendimento Educacional Especializado, preferencialmente na rede regular de ensino.
II. É dever do Estado assegurar à criança e ao adolescente a oferta de ensino noturno regular.
III. Não é dever do Estado assegurar à criança e ao adolescente a progressiva extensão da obrigatoriedade e gratuidade ao ensino médio.
IV. Não é dever do Estado assegurar à criança e ao adolescente o atendimento no ensino fundamental, através de programas suplementares de material didático-escolar, transporte e alimentação, cabendo essa obrigatoriedade às instâncias municipais.
Estão CORRETOS:
( ) A criança e o adolescente têm direito à educação em igualdade de condições para acesso e permanência no contexto escolar.
( ) O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) não prevê o direito de contestar critérios avaliativos, não podendo recorrer às instâncias escolares superiores, uma vez que os critérios avaliativos são definidos com autonomia pela gestão escolar local de cada espaço educacional.
( ) É um direito previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) a organização e participação em entidades estudantis.
( ) O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) prevê o acesso à escola pública e gratuita, próxima de sua residência.
( ) É direito dos pais ou responsáveis participar da definição das propostas educacionais.
Assinale a alternativa correta
“Destaca-se que uma Região Metropolitana é uma área formada por diversos municípios que apresentam uma estrutura e aglomeração interligada. A necessidade de criação das Regiões Metropolitanas deriva de um processo de conurbação entre cidades, dado que estas quando pertencentes a uma mesma região metropolitana, devem apresentar sistemas de transporte, comunicação, pavimentação e outros serviços que estejam interligados entre os diferentes limites municipais. Tal estrutura torna-se relevante como medida para elaboração de estratégias de planejamento e gestão do Governo do Estado” (IPECE, 2018. Panorama Socioeconômico das Regiões Metropolitanas cearenses.
Disponível em https://www.ipece.ce.gov.br/wp-content/uploads/sites/45/2021/03/PANORAMASOCIOECONOMICO DAS REGIOES METROPOLITANAS CEARENSES 2018.pdf).
Atualmente o Estado do Ceará possui as seguintes Regiões Metropolitanas:
O fim do mundo - Cecília Meireles
A primeira vez que ouvi falar no fim do mundo, o mundo para mim não tinha nenhum sentido, ainda; de modo que não me interessava nem o seu começo nem o seu fim. Lembro-me, porém, vagamente, de umas mulheres nervosas que choravam, meio desgrenhadas, e aludiam a um cometa que andava pelo céu, responsável pelo acontecimento que elas tanto temiam.
Nada disso se entendia comigo: o mundo era delas, o cometa era para elas: nós, crianças, existíamos apenas para brincar com as flores da goiabeira e as cores do tapete.
Mas, uma noite, levantaram-me da cama, enrolada num lençol, e, estremunhada, levaram-me à janela para me apresentarem à força ao temível cometa. Aquilo que até então não me interessava nada, que nem vencia a preguiça dos meus olhos, pareceu-me, de repente, maravilhoso. Era um pavão branco, pousado no ar, por cima dos telhados? Era uma noiva, que caminhava pela noite, sozinha, ao encontro da sua festa? Gostei muito do cometa. Devia sempre haver um cometa no céu, como há lua, sol, estrelas. Por que as pessoas andavam tão apavoradas? A mim não me causava medo nenhum.
Ora, o cometa desapareceu, aqueles que choravam enxugaram os olhos, o mundo não se acabou, talvez eu tenha ficado um pouco triste – mas que importância tem a tristeza das crianças?
Passou-se muito tempo. Aprendi muitas coisas, entre as quais o suposto sentido do mundo. Não duvido de que o mundo tenha sentido. Deve ter mesmo muitos, inúmeros, pois em redor de mim as pessoas mais ilustres e sabedoras fazem cada coisa que bem se vê haver um sentido do mundo peculiar a cada um.
Dizem que o mundo termina em fevereiro próximo. Ninguém fala em cometa, e é pena, porque eu gostaria de tornar a ver um cometa, para verificar se a lembrança que conservo dessa imagem do céu é verdadeira ou inventada pelo sono dos meus olhos naquela noite já muito antiga.
O mundo vai acabar, e certamente saberemos qual era o seu verdadeiro sentido. Se valeu a pena que uns trabalhassem tanto e outros tão pouco. Por que fomos tão sinceros ou tão hipócritas, tão falsos e tão leais. Por que pensamos tanto em nós mesmos ou só nos outros. Por que fizemos voto de pobreza ou assaltamos os cofres públicos – além dos particulares. Por que mentimos tanto, com palavras tão judiciosas. Tudo isso saberemos e muito mais do que cabe enumerar numa crônica.
Se o fim do mundo for mesmo em fevereiro, convém pensarmos desde já se utilizamos este dom de viver da maneira mais digna.
Em muitos pontos da Terra há pessoas, neste momento, pedindo a Deus – dono de todos os mundos – que trate com benignidade as criaturas que se preparam para encerrar a sua carreira mortal. Há mesmo alguns místicos – segundo leio – que, na Índia, lançam flores ao fogo, num rito de adoração.
Enquanto isso, os planetas assumem os lugares que lhes competem, na ordem do universo, neste universo de enigmas a que estamos ligados e no qual por vezes nos arrogamos posições que não temos – insignificantes que somos, na tremenda grandiosidade total.
Ainda há uns dias à reflexão e ao arrependimento: por que não os utilizaremos? Se o fim do mundo não for em fevereiro, todos teremos fim, em qualquer mês...
(Quatro vozes, 1998)
O fim do mundo - Cecília Meireles
A primeira vez que ouvi falar no fim do mundo, o mundo para mim não tinha nenhum sentido, ainda; de modo que não me interessava nem o seu começo nem o seu fim. Lembro-me, porém, vagamente, de umas mulheres nervosas que choravam, meio desgrenhadas, e aludiam a um cometa que andava pelo céu, responsável pelo acontecimento que elas tanto temiam.
Nada disso se entendia comigo: o mundo era delas, o cometa era para elas: nós, crianças, existíamos apenas para brincar com as flores da goiabeira e as cores do tapete.
Mas, uma noite, levantaram-me da cama, enrolada num lençol, e, estremunhada, levaram-me à janela para me apresentarem à força ao temível cometa. Aquilo que até então não me interessava nada, que nem vencia a preguiça dos meus olhos, pareceu-me, de repente, maravilhoso. Era um pavão branco, pousado no ar, por cima dos telhados? Era uma noiva, que caminhava pela noite, sozinha, ao encontro da sua festa? Gostei muito do cometa. Devia sempre haver um cometa no céu, como há lua, sol, estrelas. Por que as pessoas andavam tão apavoradas? A mim não me causava medo nenhum.
Ora, o cometa desapareceu, aqueles que choravam enxugaram os olhos, o mundo não se acabou, talvez eu tenha ficado um pouco triste – mas que importância tem a tristeza das crianças?
Passou-se muito tempo. Aprendi muitas coisas, entre as quais o suposto sentido do mundo. Não duvido de que o mundo tenha sentido. Deve ter mesmo muitos, inúmeros, pois em redor de mim as pessoas mais ilustres e sabedoras fazem cada coisa que bem se vê haver um sentido do mundo peculiar a cada um.
Dizem que o mundo termina em fevereiro próximo. Ninguém fala em cometa, e é pena, porque eu gostaria de tornar a ver um cometa, para verificar se a lembrança que conservo dessa imagem do céu é verdadeira ou inventada pelo sono dos meus olhos naquela noite já muito antiga.
O mundo vai acabar, e certamente saberemos qual era o seu verdadeiro sentido. Se valeu a pena que uns trabalhassem tanto e outros tão pouco. Por que fomos tão sinceros ou tão hipócritas, tão falsos e tão leais. Por que pensamos tanto em nós mesmos ou só nos outros. Por que fizemos voto de pobreza ou assaltamos os cofres públicos – além dos particulares. Por que mentimos tanto, com palavras tão judiciosas. Tudo isso saberemos e muito mais do que cabe enumerar numa crônica.
Se o fim do mundo for mesmo em fevereiro, convém pensarmos desde já se utilizamos este dom de viver da maneira mais digna.
Em muitos pontos da Terra há pessoas, neste momento, pedindo a Deus – dono de todos os mundos – que trate com benignidade as criaturas que se preparam para encerrar a sua carreira mortal. Há mesmo alguns místicos – segundo leio – que, na Índia, lançam flores ao fogo, num rito de adoração.
Enquanto isso, os planetas assumem os lugares que lhes competem, na ordem do universo, neste universo de enigmas a que estamos ligados e no qual por vezes nos arrogamos posições que não temos – insignificantes que somos, na tremenda grandiosidade total.
Ainda há uns dias à reflexão e ao arrependimento: por que não os utilizaremos? Se o fim do mundo não for em fevereiro, todos teremos fim, em qualquer mês...
(Quatro vozes, 1998)