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Q4118004 Agropecuária
Leia o texto a seguir.

A implantação da Rota da Avicultura Caipira na Região Integrada de Desenvolvimento do Distrito Federal e Entorno (RIDE-DF) marca um novo passo para estruturar a produção, ampliar o acesso a mercados e fortalecer a renda de pequenos produtores da região. Criada em 2024, a Rota da Avicultura Caipira tem o objetivo de estruturar a cadeia produtiva, promover a organização dos produtores, estimular a inovação e ampliar o acesso a mercados. A proposta da Rota é realizar um diagnóstico territorial para identificar gargalos, potencialidades e estratégias capazes de orientar políticas públicas mais eficientes e alinhadas às realidades locais.

MIDR-BRASIL. Avicultura caipira avança na RIDE-DF com foco em mercado e renda no campo. Disponível em: https://www.gov.br/mdr/pt br/noticias/avicultura-caipira-avanca-na-ride-df-com-foco-em-mercado-e-renda no-campo. Acesso em: 07 abr. 2026. 

Qual ramo produtivo se beneficia diretamente com a implantação da rota descrita no texto? 
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Q4118003 História
Leia o texto a seguir.

Em reconhecimento ao serviço prestado por Eugênio à causa revolucionária, o Congresso Estadual aprova a Lei nº 361, de 30/06/1910, com a seguinte redação: “Art. 1º. Fica considerado feriado, em todo o território do Estado, o dia 1º de maio de cada anno, como data comemorativa da entrada triumphal, nesta Capital, da Legião Democrata, que, ao mando do intemerato coronel Eugênio Jardim, no anno de 1909, operou em defesa dos interesses do mesmo Estado”.

AMORIM, V. A. J. De José a Eugênio: trajetória genealógica da tríade “Rodrigues Jardim” em Goiás. Revista do Instituto Histórico e Geográfico de Goiás, n. 35, 2024, p. 145. [Adaptado]. 

O artigo apresentado homenageia qual evento histórico goiano? 
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Q4118002 História e Geografia de Estados e Municípios
Cidades históricas preservam um vasto conjunto de construções, monumentos e traços arquitetônicos de períodos passados, como o colonial ou imperial, e, consequentemente, funcionam como gigantescos "museus a céu aberto”. Em Goiás, são cidades históricas:
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Q4118001 História e Geografia de Estados e Municípios
Leia o texto a seguir.

A região de Campinas, antes da primeira década do século XIX, constituía-se em um grande vazio demográfico. Os primeiros povoadores paulistas e portugueses contornavam o Mato Grosso Goiano, floresta luxuriante que dificultava a penetração, obrigando-os a dar voltas enormes quando de suas viagens pela Capitania de Goiás. Aqueles que vinham do Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais, no final do século XVIII, tinham de percorrer a estrada real, que, do Paranaíba, nas imediações da atual Catalão, demandava Santa Cruz, Bonfim (hoje Silvânia), Meiaponte (Pirenópolis), Ouro Fino, Ferreiro e Cidade de Goiás, onde adentravam pela Cambaúba, hoje na saída para Aruanã.

PINHEIRO, Antônio César C. Campina, a Igreja e Goiânia. In: OLIVEIRA, Eliézer Cardoso; [et al.]. Goiânia 90 anos. Goiânia, GO: Edições Goiás +300, 2024, p. 57.

O texto demonstra a dificuldade dos colonizadores de
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Q4118000 Atualidades
Conforme dados do Boletim do Comércio Exterior de 2025, elaborado pelo Instituto Mauro Borges, Goiás fechou o ano com exportações totais de US$ 13,4 bilhões e superávit da balança comercial de US$ 8 bilhões, resultado 20% superior ao registrado em 2024. Economicamente, quais foram os três principais países de maior destino das exportações dos produtos goianos em 2025?
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Q4117993 Português
Texto 3


Grafias surpreendentes revelam escrita baseada na oralidade


    Nestes nossos tempos de redes sociais e de aplicativos de mensagens, todos passamos a escrever com muito mais frequência, mas sempre preocupados em simular uma fala descontraída com nosso interlocutor. Surge, assim, um registro escrito informal, que vai migrando para outros domínios, aqueles em que, há não muito tempo, cultivávamos algum grau de formalidade.


    Nos diálogos escritos, lançamos mão de muitos pontos de exclamação para mostrar entusiasmo pela conversa (Bom dia!) e suprimimos o ponto final para não sermos deselegantes ou grosseiros. Num papo ainda mais informal, simulamos a linguagem das histórias em quadrinhos e fazemos uma longa sequência de vogais para tentar reproduzir excepcionalmente a fala (oiii!). Palavras que não imaginaríamos escritas aparecem diante de nossos olhos e ficam registradas para a posteridade: “oie”, “tá bão”, “óia”.


    Os emojis, as figurinhas e os memes, às vezes, substituem as palavras nessa comunicação escrita informal, em que importa ser engraçado e simpático. As frases são curtas, no melhor estilo telegráfico (saberão os jovens o que significa “telegráfico”?). Procura-se mimetizar a fala, que é o referencial dessas mensagens. Daí ser problemático usar o aplicativo para outros tipos de comunicação, que requerem, na vida real, alguma formalidade.


    Como a fala é o referencial, por excelência, das mensagens trocadas nos aplicativos, nos chats e nas redes sociais, passamos a escrever não só como falamos, mas também como ouvimos, o que pode nos pôr diante de algumas grafias surpreendentes. Os exemplos que trago aqui não foram colhidos fortuitamente; são, na verdade, cada vez mais frequentes.


    Um site de nome “Dicionário Informal” registra a forma “dale”, assim definida: “vibração positiva, comemoração, enaltecer algo ou alguém” e seguida de “abonação”: “Dale Ayrton Senna do Brasil!” “Dale”, na verdade, é “dá-lhe”. Dizemos “dá-lhe” quando torcemos para que, numa disputa, alguém vença o adversário. Algumas pessoas pronunciam o “lh” como “l”, o que é muito comum. A grafia, no entanto, é objeto de convenção. Ou era.


    Grafias como “agente” no lugar de “a gente”, “afim” no lugar de “a fim”, “com certeza” no lugar de “com certeza”, “fachetária” no lugar de “faixa etária” ou mesmo “ainda sim” no lugar de “ainda assim” e “dale” no lugar de “dá-lhe” são típicas de uma espécie de “português de ouvido”, que revela certa imaturidade no manejo da língua, sobretudo na sua dimensão formal.


NICOLETI, Thaís. Grafias surpreendentes revelam escrita baseada na oralidade. Folha de S.Paulo [edição virtual], São Paulo, 18 abr. 2022. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/blogs/thais nicoleti/2022/04/grafias-surpreendentes-revelam-escrita-baseada-na oralidade.shtml. Acesso em: 06 abr. 2026.
No quarto parágrafo do Texto 3, no período “Como a fala é o referencial, por excelência, das mensagens trocadas nos aplicativos, nos chats e nas redes sociais, passamos a escrever não só como falamos, mas também como ouvimos, o que pode nos pôr diante de algumas grafias surpreendentes.”, a expressão “o que” exerce função coesiva ao 
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Q4117992 Português
Texto 3


Grafias surpreendentes revelam escrita baseada na oralidade


    Nestes nossos tempos de redes sociais e de aplicativos de mensagens, todos passamos a escrever com muito mais frequência, mas sempre preocupados em simular uma fala descontraída com nosso interlocutor. Surge, assim, um registro escrito informal, que vai migrando para outros domínios, aqueles em que, há não muito tempo, cultivávamos algum grau de formalidade.


    Nos diálogos escritos, lançamos mão de muitos pontos de exclamação para mostrar entusiasmo pela conversa (Bom dia!) e suprimimos o ponto final para não sermos deselegantes ou grosseiros. Num papo ainda mais informal, simulamos a linguagem das histórias em quadrinhos e fazemos uma longa sequência de vogais para tentar reproduzir excepcionalmente a fala (oiii!). Palavras que não imaginaríamos escritas aparecem diante de nossos olhos e ficam registradas para a posteridade: “oie”, “tá bão”, “óia”.


    Os emojis, as figurinhas e os memes, às vezes, substituem as palavras nessa comunicação escrita informal, em que importa ser engraçado e simpático. As frases são curtas, no melhor estilo telegráfico (saberão os jovens o que significa “telegráfico”?). Procura-se mimetizar a fala, que é o referencial dessas mensagens. Daí ser problemático usar o aplicativo para outros tipos de comunicação, que requerem, na vida real, alguma formalidade.


    Como a fala é o referencial, por excelência, das mensagens trocadas nos aplicativos, nos chats e nas redes sociais, passamos a escrever não só como falamos, mas também como ouvimos, o que pode nos pôr diante de algumas grafias surpreendentes. Os exemplos que trago aqui não foram colhidos fortuitamente; são, na verdade, cada vez mais frequentes.


    Um site de nome “Dicionário Informal” registra a forma “dale”, assim definida: “vibração positiva, comemoração, enaltecer algo ou alguém” e seguida de “abonação”: “Dale Ayrton Senna do Brasil!” “Dale”, na verdade, é “dá-lhe”. Dizemos “dá-lhe” quando torcemos para que, numa disputa, alguém vença o adversário. Algumas pessoas pronunciam o “lh” como “l”, o que é muito comum. A grafia, no entanto, é objeto de convenção. Ou era.


    Grafias como “agente” no lugar de “a gente”, “afim” no lugar de “a fim”, “com certeza” no lugar de “com certeza”, “fachetária” no lugar de “faixa etária” ou mesmo “ainda sim” no lugar de “ainda assim” e “dale” no lugar de “dá-lhe” são típicas de uma espécie de “português de ouvido”, que revela certa imaturidade no manejo da língua, sobretudo na sua dimensão formal.


NICOLETI, Thaís. Grafias surpreendentes revelam escrita baseada na oralidade. Folha de S.Paulo [edição virtual], São Paulo, 18 abr. 2022. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/blogs/thais nicoleti/2022/04/grafias-surpreendentes-revelam-escrita-baseada-na oralidade.shtml. Acesso em: 06 abr. 2026.
No terceiro parágrafo do Texto 3, no período “Daí ser problemático usar o aplicativo para outros tipos de comunicação, que requerem, na vida real, alguma formalidade.”, o verbo “requerer” foi empregado como 
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Q4117991 Português
Texto 3


Grafias surpreendentes revelam escrita baseada na oralidade


    Nestes nossos tempos de redes sociais e de aplicativos de mensagens, todos passamos a escrever com muito mais frequência, mas sempre preocupados em simular uma fala descontraída com nosso interlocutor. Surge, assim, um registro escrito informal, que vai migrando para outros domínios, aqueles em que, há não muito tempo, cultivávamos algum grau de formalidade.


    Nos diálogos escritos, lançamos mão de muitos pontos de exclamação para mostrar entusiasmo pela conversa (Bom dia!) e suprimimos o ponto final para não sermos deselegantes ou grosseiros. Num papo ainda mais informal, simulamos a linguagem das histórias em quadrinhos e fazemos uma longa sequência de vogais para tentar reproduzir excepcionalmente a fala (oiii!). Palavras que não imaginaríamos escritas aparecem diante de nossos olhos e ficam registradas para a posteridade: “oie”, “tá bão”, “óia”.


    Os emojis, as figurinhas e os memes, às vezes, substituem as palavras nessa comunicação escrita informal, em que importa ser engraçado e simpático. As frases são curtas, no melhor estilo telegráfico (saberão os jovens o que significa “telegráfico”?). Procura-se mimetizar a fala, que é o referencial dessas mensagens. Daí ser problemático usar o aplicativo para outros tipos de comunicação, que requerem, na vida real, alguma formalidade.


    Como a fala é o referencial, por excelência, das mensagens trocadas nos aplicativos, nos chats e nas redes sociais, passamos a escrever não só como falamos, mas também como ouvimos, o que pode nos pôr diante de algumas grafias surpreendentes. Os exemplos que trago aqui não foram colhidos fortuitamente; são, na verdade, cada vez mais frequentes.


    Um site de nome “Dicionário Informal” registra a forma “dale”, assim definida: “vibração positiva, comemoração, enaltecer algo ou alguém” e seguida de “abonação”: “Dale Ayrton Senna do Brasil!” “Dale”, na verdade, é “dá-lhe”. Dizemos “dá-lhe” quando torcemos para que, numa disputa, alguém vença o adversário. Algumas pessoas pronunciam o “lh” como “l”, o que é muito comum. A grafia, no entanto, é objeto de convenção. Ou era.


    Grafias como “agente” no lugar de “a gente”, “afim” no lugar de “a fim”, “com certeza” no lugar de “com certeza”, “fachetária” no lugar de “faixa etária” ou mesmo “ainda sim” no lugar de “ainda assim” e “dale” no lugar de “dá-lhe” são típicas de uma espécie de “português de ouvido”, que revela certa imaturidade no manejo da língua, sobretudo na sua dimensão formal.


NICOLETI, Thaís. Grafias surpreendentes revelam escrita baseada na oralidade. Folha de S.Paulo [edição virtual], São Paulo, 18 abr. 2022. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/blogs/thais nicoleti/2022/04/grafias-surpreendentes-revelam-escrita-baseada-na oralidade.shtml. Acesso em: 06 abr. 2026.
No Texto 3, a referência ao “português de ouvido” relaciona se a um fenômeno de variação linguística em que  
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Q4117990 Português
Texto 2


    O hipertexto refere-se à escritura eletrônica não sequencial e não linear, que se bifurca e permite ao leitor o acesso a um número praticamente ilimitado de outros textos a partir de escolhas locais e sucessivas, em tempo real. Assim, o leitor tem condições de definir interativamente o fluxo de sua leitura a partir de assuntos tratados no texto sem se prender a uma sequência fixa ou a tópicos estabelecidos por um autor. Trata-se de uma forma de estruturação textual que faz do leitor simultaneamente coautor do texto final. O hipertexto se caracteriza, pois, como um processo de escritura/leitura eletrônica multilinearizado, multisequencial e indeterminado, realizado em um novo espaço de escrita. Assim, ao permitir vários níveis de tratamento de um tema, o hipertexto oferece a possibilidade de múltiplos graus de profundidade simultaneamente, já que não tem sequência definida, mas liga textos não necessariamente correlacionados.


MARCUSCHI, Luiz Antônio. O hipertexto como um novo espaço de escrita em sala de aula. Linguagem & Ensino, Pelotas, v. 4, n. 1, p. 79-111, 2001.
No Texto 2, o hipertexto é caracterizado como uma forma de escrita e leitura que se distingue dos textos lineares, principalmente, por 
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Q4117989 Português
Texto 2


    O hipertexto refere-se à escritura eletrônica não sequencial e não linear, que se bifurca e permite ao leitor o acesso a um número praticamente ilimitado de outros textos a partir de escolhas locais e sucessivas, em tempo real. Assim, o leitor tem condições de definir interativamente o fluxo de sua leitura a partir de assuntos tratados no texto sem se prender a uma sequência fixa ou a tópicos estabelecidos por um autor. Trata-se de uma forma de estruturação textual que faz do leitor simultaneamente coautor do texto final. O hipertexto se caracteriza, pois, como um processo de escritura/leitura eletrônica multilinearizado, multisequencial e indeterminado, realizado em um novo espaço de escrita. Assim, ao permitir vários níveis de tratamento de um tema, o hipertexto oferece a possibilidade de múltiplos graus de profundidade simultaneamente, já que não tem sequência definida, mas liga textos não necessariamente correlacionados.


MARCUSCHI, Luiz Antônio. O hipertexto como um novo espaço de escrita em sala de aula. Linguagem & Ensino, Pelotas, v. 4, n. 1, p. 79-111, 2001.
No período “O hipertexto se caracteriza, pois, como um processo de escritura/leitura eletrônica multilinearizado, multisequencial e indeterminado, realizado em um novo espaço de escrita.”, do Texto 2, a conjunção “pois” indica o valor semântico de 
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Q4117988 Português
Texto 2


    O hipertexto refere-se à escritura eletrônica não sequencial e não linear, que se bifurca e permite ao leitor o acesso a um número praticamente ilimitado de outros textos a partir de escolhas locais e sucessivas, em tempo real. Assim, o leitor tem condições de definir interativamente o fluxo de sua leitura a partir de assuntos tratados no texto sem se prender a uma sequência fixa ou a tópicos estabelecidos por um autor. Trata-se de uma forma de estruturação textual que faz do leitor simultaneamente coautor do texto final. O hipertexto se caracteriza, pois, como um processo de escritura/leitura eletrônica multilinearizado, multisequencial e indeterminado, realizado em um novo espaço de escrita. Assim, ao permitir vários níveis de tratamento de um tema, o hipertexto oferece a possibilidade de múltiplos graus de profundidade simultaneamente, já que não tem sequência definida, mas liga textos não necessariamente correlacionados.


MARCUSCHI, Luiz Antônio. O hipertexto como um novo espaço de escrita em sala de aula. Linguagem & Ensino, Pelotas, v. 4, n. 1, p. 79-111, 2001.
Sequências textuais são unidades básicas e estruturais que compõem os gêneros textuais. Diferentemente dos gêneros, que são infinitos, as sequências são limitadas e estabilizadas, funcionando como uma “gramática” que organiza o texto para cumprir propósitos comunicativos específicos. No Texto 2, predomina o emprego da sequência textual  
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Q4117987 Português
Texto 1


Clichês na ponta da língua


     Outro dia, queixei-me da cacofonia provocada pelo bater dos martelos na mídia. A frequência com que os jornais, sites e a turma do rádio e da televisão se referem a “bater o martelo”, para dizer que alguém tomou uma decisão, é ensurdecedora — aliás, ensurdecedora também é uma palavra de ensurdecer. Até há pouco, só os juízes e leiloeiros batiam o martelo e, mesmo assim, discretamente. Hoje, pelo bater do martelo à nossa volta, é incrível que ainda consigamos nos escutar.


    “Bater o martelo” é um clichê, uma expressão que nos vem à ponta da língua ou ao teclado sem que precisemos pensar. Clichês têm vida própria e, quase sempre, sem razão de ser. “Na ponta do lápis”, para indicar um cálculo feito com precisão, é outro. Como usar um lápis se não for pela ponta que contém o grafite? Já “na ponta da faca” é o contrário. Quando ouço falar num picadinho feito “na ponta da faca”, pergunto-me se a lâmina, e não a ponta, não seria mais prática para o cozinheiro.


    Uma frase que comece por “Na verdade...” também me intriga. Eu próprio às vezes me distraio e a uso. Mas alguém começará uma frase por “Na mentira...”? E o que dizer de “pontuar” no sentido de garantir, afirmar, deixar claro? “Fulano pontuou que sua dieta o proíbe de comer carambola” ou coisa assim. Se temos o verbo pontuar, por que não o verbo virgular, para significar uma coisa que talvez ainda não se possa afirmar com certeza? “Fulano virgulou que...”


    Incompreensível também é chamar de “bloquinho” um megabloco de Carnaval composto de 1 milhão de figurantes. Aliás, o correto seria nem chamá-lo de bloco, se por bloco entende-se historicamente um grupo de foliões em cortejo pelas ruas, cantando e dançando ao som de surdos e tamborins. Um amontoado de gente na fila do gargarejo de um palco, pulando de um pé para o outro e tentando ver o artista pelo telão, não é um bloco — é um show como outro qualquer, com ou sem Carnaval.


    Eu sei, essas ranhetices são firulas, para as quais a voz do povo não está nem aí. Pronto — virgulei.



CASTRO, Ruy. Clichês na ponta da língua. Folha de S.Paulo [edição virtual], São Paulo, 18 fev. 2026. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/ruycastro/2026/02/cliches-na-ponta-da lingua.shtml. Acesso em: 06 abr. 2026. 
No encerramento do Texto 1, ao empregar a expressão “Pronto — virgulei”, o autor 
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Q4117986 Português
Texto 1


Clichês na ponta da língua


     Outro dia, queixei-me da cacofonia provocada pelo bater dos martelos na mídia. A frequência com que os jornais, sites e a turma do rádio e da televisão se referem a “bater o martelo”, para dizer que alguém tomou uma decisão, é ensurdecedora — aliás, ensurdecedora também é uma palavra de ensurdecer. Até há pouco, só os juízes e leiloeiros batiam o martelo e, mesmo assim, discretamente. Hoje, pelo bater do martelo à nossa volta, é incrível que ainda consigamos nos escutar.


    “Bater o martelo” é um clichê, uma expressão que nos vem à ponta da língua ou ao teclado sem que precisemos pensar. Clichês têm vida própria e, quase sempre, sem razão de ser. “Na ponta do lápis”, para indicar um cálculo feito com precisão, é outro. Como usar um lápis se não for pela ponta que contém o grafite? Já “na ponta da faca” é o contrário. Quando ouço falar num picadinho feito “na ponta da faca”, pergunto-me se a lâmina, e não a ponta, não seria mais prática para o cozinheiro.


    Uma frase que comece por “Na verdade...” também me intriga. Eu próprio às vezes me distraio e a uso. Mas alguém começará uma frase por “Na mentira...”? E o que dizer de “pontuar” no sentido de garantir, afirmar, deixar claro? “Fulano pontuou que sua dieta o proíbe de comer carambola” ou coisa assim. Se temos o verbo pontuar, por que não o verbo virgular, para significar uma coisa que talvez ainda não se possa afirmar com certeza? “Fulano virgulou que...”


    Incompreensível também é chamar de “bloquinho” um megabloco de Carnaval composto de 1 milhão de figurantes. Aliás, o correto seria nem chamá-lo de bloco, se por bloco entende-se historicamente um grupo de foliões em cortejo pelas ruas, cantando e dançando ao som de surdos e tamborins. Um amontoado de gente na fila do gargarejo de um palco, pulando de um pé para o outro e tentando ver o artista pelo telão, não é um bloco — é um show como outro qualquer, com ou sem Carnaval.


    Eu sei, essas ranhetices são firulas, para as quais a voz do povo não está nem aí. Pronto — virgulei.



CASTRO, Ruy. Clichês na ponta da língua. Folha de S.Paulo [edição virtual], São Paulo, 18 fev. 2026. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/ruycastro/2026/02/cliches-na-ponta-da lingua.shtml. Acesso em: 06 abr. 2026. 
No primeiro parágrafo do Texto 1, no trecho “aliás, ensurdecedora também é uma palavra de ensurdecer”, o verbo “ensurdecer” é uma palavra formada pelo processo de derivação  
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Q4117985 Português
Texto 1


Clichês na ponta da língua


     Outro dia, queixei-me da cacofonia provocada pelo bater dos martelos na mídia. A frequência com que os jornais, sites e a turma do rádio e da televisão se referem a “bater o martelo”, para dizer que alguém tomou uma decisão, é ensurdecedora — aliás, ensurdecedora também é uma palavra de ensurdecer. Até há pouco, só os juízes e leiloeiros batiam o martelo e, mesmo assim, discretamente. Hoje, pelo bater do martelo à nossa volta, é incrível que ainda consigamos nos escutar.


    “Bater o martelo” é um clichê, uma expressão que nos vem à ponta da língua ou ao teclado sem que precisemos pensar. Clichês têm vida própria e, quase sempre, sem razão de ser. “Na ponta do lápis”, para indicar um cálculo feito com precisão, é outro. Como usar um lápis se não for pela ponta que contém o grafite? Já “na ponta da faca” é o contrário. Quando ouço falar num picadinho feito “na ponta da faca”, pergunto-me se a lâmina, e não a ponta, não seria mais prática para o cozinheiro.


    Uma frase que comece por “Na verdade...” também me intriga. Eu próprio às vezes me distraio e a uso. Mas alguém começará uma frase por “Na mentira...”? E o que dizer de “pontuar” no sentido de garantir, afirmar, deixar claro? “Fulano pontuou que sua dieta o proíbe de comer carambola” ou coisa assim. Se temos o verbo pontuar, por que não o verbo virgular, para significar uma coisa que talvez ainda não se possa afirmar com certeza? “Fulano virgulou que...”


    Incompreensível também é chamar de “bloquinho” um megabloco de Carnaval composto de 1 milhão de figurantes. Aliás, o correto seria nem chamá-lo de bloco, se por bloco entende-se historicamente um grupo de foliões em cortejo pelas ruas, cantando e dançando ao som de surdos e tamborins. Um amontoado de gente na fila do gargarejo de um palco, pulando de um pé para o outro e tentando ver o artista pelo telão, não é um bloco — é um show como outro qualquer, com ou sem Carnaval.


    Eu sei, essas ranhetices são firulas, para as quais a voz do povo não está nem aí. Pronto — virgulei.



CASTRO, Ruy. Clichês na ponta da língua. Folha de S.Paulo [edição virtual], São Paulo, 18 fev. 2026. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/ruycastro/2026/02/cliches-na-ponta-da lingua.shtml. Acesso em: 06 abr. 2026. 
Ao afirmar que se queixou da “cacofonia provocada pelo bater dos martelos na mídia”, o cronista produz um efeito de sentido que decorre do fato de ele 
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Q4117984 Psiquiatria
Leia o caso a seguir.
Um paciente de 45 anos, com histórico de uso nocivo de álcool muito importante (consumo diário de destilados), é admitido na unidade de emergência 48 horas após sua última ingestão alcoólica. Apresenta-se agitado, desorientado no tempo e no espaço, com tremores grosseiros de extremidades, sudorese profusa, taquicardia e relatos de alucinações visuais ("vê bichos na parede"). Ao exame físico, apresenta-se afebril e pressão arterial de 160/100 mmHg.
Considerando o diagnóstico de Delirium Tremens, qual é a conduta terapêutica inicial correta nesse caso?
Alternativas
Q4117983 Medicina
Leia o caso a seguir.
Homem, 68 anos, há poucos meses com urgência miccional, polaciúria, nictúria, hesitação miccional, jato urinário fraco e sensação de esvaziamento incompleto. Na Escala IPSS (Escore Internacional de Sintomas Prostáticos), faz 18 pontos. PSA 2,3 ng/mL e USG de próstata mostram um volume prostático de 45 cm³.
 Qual o tratamento inicial indicado para esse paciente, além de orientações comportamentais?
Alternativas
Q4117982 Medicina
Leia o caso a seguir.
Criança, 5 anos, com febre de 39ºC há 8 dias, com exsudato amigdaliano, adenopatia cervical anterior, ausência de tosse e importante odinofagia. Levando em consideração os Critérios de Centor Modificado, há alta probabilidade de amigdalite aguda causada por infecção por estreptococos betahemolíticos do grupo A. Contudo, a criança tem alergia a penicilina, com história de reação anafilática.
Qual o tratamento adequado nesse caso? 
Alternativas
Q4117981 Medicina
Leia o caso a seguir.
Homem, 22 anos, sabidamente portador de Anemia Falciforme (Genótipo SS), é admitido na emergência com quadro de febre (38,5°C), dor torácica intensa e tosse produtiva há 12 horas. Ao exame físico: taquipneico (FR: 28 irpm), SatO2: 89% em ar ambiente, e presença de estertores crepitantes em base pulmonar direita. A radiografia de tórax revela um novo infiltrado alveolar no lobo inferior direito.
Além de oxigenioterapia e analgesia, qual é a conduta imediata adequada para o tratamento desse quadro de síndrome torácica aguda?
Alternativas
Q4117980 Medicina
Leia o caso a seguir.
Mulher, 78 anos, com histórico de osteoartrite e hipertensão, queixa-se de insônia de início recente, tristeza e ansiedade após o falecimento de um familiar. A filha solicita uma medicação "para os nervos". Ao revisar o prontuário, você nota que a paciente já teve dois episódios de quedas no último ano; orienta, então, terapia cognitivo-comportamental e higiene do sono. Após alguns meses, retornam, dizendo não ter havido melhora e os sintomas persistem incômodos e atrapalhando a qualidade de vida.
Segundo os Critérios de Beers, qual conduta é a adequada nesse caso? 
Alternativas
Q4117979 Medicina
Leia o caso a seguir.
Idosa, 82 anos, com Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica classificação GOLD 4E, em uso de formoterol, tiotrópio e budesonida (LABA+LAMA+ICS) em doses otimizadas, em uso de oxigenioterapia domiciliar, vacinação em dia, permanece com grande desconforto devido a uma dispneia de repouso.
Qual medicação pode ser prescrita para os cuidados paliativos e alívio da dispneia nesse caso? 
Alternativas
Respostas
1161: D
1162: B
1163: C
1164: A
1165: A
1166: C
1167: B
1168: A
1169: D
1170: B
1171: A
1172: C
1173: D
1174: B
1175: A
1176: C
1177: B
1178: A
1179: A
1180: A