Questões de Concurso Comentadas para iv - ufg

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Q4132010 Português
Leia o Texto 2 para responder à questão.


Texto 2


Becos da minha terra...

Amo tua paisagem triste, ausente e suja.

Teu ar sombrio.

Tua velha umidade andrajosa.

Teu lodo negro, esverdeado, escorregadio.

E a réstia de sol que ao meio-dia desce fugidia,

e semeias polmes dourados no teu lixo pobre,

calçando de ouro a sandália velha, jogada no monturo.

Amo a prantina silenciosa do teu fio de água,

Descendo de quintais escusos sem pressa,

e se sumindo depressa na brecha de um velho cano.

Amo a avenca delicada que renasce

Na frincha de teus muros empenados,

e a plantinha desvalida de caule mole

que se defende, viceja e floresce

no agasalho de tua sombra úmida e calada [...]


Trecho do poema “Becos de Goiás” de Cora Coralina. In: CORALINA, Cora. Poemas dos becos de Goiás e estórias mais. 23ª ed. São Paulo: Global, 2014, p. 92.
Considerando o trecho do poema de Cora Coralina — “E a réstia de sol que ao meio-dia desce fugidia e semeias polmes dourados no teu lixo pobre, calçando de ouro a sandália velha, jogada no monturo” —, as relações sintáticas entre as estruturas oracionais permitem perceber que 
Alternativas
Q4132009 Português
Leia o Texto 2 para responder à questão.


Texto 2


Becos da minha terra...

Amo tua paisagem triste, ausente e suja.

Teu ar sombrio.

Tua velha umidade andrajosa.

Teu lodo negro, esverdeado, escorregadio.

E a réstia de sol que ao meio-dia desce fugidia,

e semeias polmes dourados no teu lixo pobre,

calçando de ouro a sandália velha, jogada no monturo.

Amo a prantina silenciosa do teu fio de água,

Descendo de quintais escusos sem pressa,

e se sumindo depressa na brecha de um velho cano.

Amo a avenca delicada que renasce

Na frincha de teus muros empenados,

e a plantinha desvalida de caule mole

que se defende, viceja e floresce

no agasalho de tua sombra úmida e calada [...]


Trecho do poema “Becos de Goiás” de Cora Coralina. In: CORALINA, Cora. Poemas dos becos de Goiás e estórias mais. 23ª ed. São Paulo: Global, 2014, p. 92.
Considere o verso “Amo tua paisagem triste, ausente e suja.” Com base no emprego da conjunção destacada no trecho anterior, e observando as regras de pontuação da língua portuguesa, compreende-se que
Alternativas
Q4132008 Português
Leia o Texto 2 para responder à questão.


Texto 2


Becos da minha terra...

Amo tua paisagem triste, ausente e suja.

Teu ar sombrio.

Tua velha umidade andrajosa.

Teu lodo negro, esverdeado, escorregadio.

E a réstia de sol que ao meio-dia desce fugidia,

e semeias polmes dourados no teu lixo pobre,

calçando de ouro a sandália velha, jogada no monturo.

Amo a prantina silenciosa do teu fio de água,

Descendo de quintais escusos sem pressa,

e se sumindo depressa na brecha de um velho cano.

Amo a avenca delicada que renasce

Na frincha de teus muros empenados,

e a plantinha desvalida de caule mole

que se defende, viceja e floresce

no agasalho de tua sombra úmida e calada [...]


Trecho do poema “Becos de Goiás” de Cora Coralina. In: CORALINA, Cora. Poemas dos becos de Goiás e estórias mais. 23ª ed. São Paulo: Global, 2014, p. 92.
No trecho do poema “Becos de Goiás”, de Cora Coralina, o eu lírico descreve um cenário marcado por imagens de degradação — “paisagem triste, ausente e suja”, “velha umidade andrajosa”, “lodo negro, esverdeado, escorregadio”, “lixo pobre”. Ainda assim, a voz poética declara reiteradamente: “Amo…”. Qual efeito de sentido característico da obra da autora é gerado pelo contraste?
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Q4132007 Português
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Texto 1


Todas as vezes em que se fala sobre a incrível capacidade humana de dominar a natureza – com os elogios de praxe à nossa inventividade e poderio e, mais ainda, o orgulho de uma racionalidade que se aproxima da petulância – Benauro Roberto de Oliveira, um paulista estudioso da história natural e social –, conta e reconta em suas competentes e concorridas aulas uma das lendárias manifestações que cercam a personalidade de Jacques-Yves Cousteau, o francês que se tornou o maior dos oceanógrafos do século 20.

Dizem que um jovem jornalista entrevistava Cousteau sobre o nosso temor aos tubarões e desejava saber quais as chances de um de nós escapar no enfrentamento direto com um desses estupendos animais. O cientista respondeu que as probabilidades de sair ileso eram nulas. O jornalista não se satisfez e perguntou, em sequência, se o tubarão atacaria se já estivesse alimentado, se fosse de noite, se estivéssemos numa jaula, se fôssemos muitos, se carregássemos um arpão, se entregássemos alguma isca etc.; a cada pergunta, a resposta de Cousteau era a mesma: o bicho atacará de qualquer modo. Irritado, o jovem bradou: mas isso não tem lógica! Com paciência, o genial pesquisador dos mares retrucou: Tem sim, mas é a lógica do tubarão...

É preciso lembrar insistentemente a sabedoria emanada dos muitos modos como a vida se expressa no planeta no qual habitamos (e que muitos preferem chamar de “nosso” planeta, com uma dissimulada satisfação de dono): não somos proprietários, e sim usuários compartilhantes. Podemos, em alguns momentos da nossa história, imaginar que controlamos, dominamos e possuímos sem restrições tudo que nesta terra está, com uma ilusão fugaz de invulnerável soberania [...].


CORTELLA, M. S. Não espere pelo Epitáfio!: Provações filosóficas. 16 ed. Petrópolis/RJ: Vozes Nobilis, 2014, p. 31. 
O modo de organização do discurso e a natureza do raciocínio empreendido pelo filósofo Mário Sérgio Cortella, valendo-se da voz do estudioso Benauro Robert de Oliveira diante da experiência vivida por Jacques-Yves Cousteau, consistem em um raciocínio
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Q4132006 Português
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Texto 1


Todas as vezes em que se fala sobre a incrível capacidade humana de dominar a natureza – com os elogios de praxe à nossa inventividade e poderio e, mais ainda, o orgulho de uma racionalidade que se aproxima da petulância – Benauro Roberto de Oliveira, um paulista estudioso da história natural e social –, conta e reconta em suas competentes e concorridas aulas uma das lendárias manifestações que cercam a personalidade de Jacques-Yves Cousteau, o francês que se tornou o maior dos oceanógrafos do século 20.

Dizem que um jovem jornalista entrevistava Cousteau sobre o nosso temor aos tubarões e desejava saber quais as chances de um de nós escapar no enfrentamento direto com um desses estupendos animais. O cientista respondeu que as probabilidades de sair ileso eram nulas. O jornalista não se satisfez e perguntou, em sequência, se o tubarão atacaria se já estivesse alimentado, se fosse de noite, se estivéssemos numa jaula, se fôssemos muitos, se carregássemos um arpão, se entregássemos alguma isca etc.; a cada pergunta, a resposta de Cousteau era a mesma: o bicho atacará de qualquer modo. Irritado, o jovem bradou: mas isso não tem lógica! Com paciência, o genial pesquisador dos mares retrucou: Tem sim, mas é a lógica do tubarão...

É preciso lembrar insistentemente a sabedoria emanada dos muitos modos como a vida se expressa no planeta no qual habitamos (e que muitos preferem chamar de “nosso” planeta, com uma dissimulada satisfação de dono): não somos proprietários, e sim usuários compartilhantes. Podemos, em alguns momentos da nossa história, imaginar que controlamos, dominamos e possuímos sem restrições tudo que nesta terra está, com uma ilusão fugaz de invulnerável soberania [...].


CORTELLA, M. S. Não espere pelo Epitáfio!: Provações filosóficas. 16 ed. Petrópolis/RJ: Vozes Nobilis, 2014, p. 31. 
A crase é um fenômeno linguístico que marca, por meio do acento grave, uma fusão de vogais idênticas e contíguas (a + a = à). Em geral, trata-se de uma relação de regência que demanda uma preposição a + o artigo definido feminino a, podendo ocorrer também, no entanto, com pronomes demonstrativos (àquele, àquela, àquilo) e, ainda, com pronomes relativos (à qual, às quais). A respeito do caso de sua ocorrência no trecho “Todas as vezes em que se fala sobre a incrível capacidade humana de dominar a natureza – com os elogios de praxe à nossa inventividade e poderio e, mais ainda, o orgulho de uma racionalidade que se aproxima da petulância […]”, e em observância às regras de uso obrigatório e facultativo, a crase, nesse caso, é 
Alternativas
Q4132005 Português
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Texto 1


Todas as vezes em que se fala sobre a incrível capacidade humana de dominar a natureza – com os elogios de praxe à nossa inventividade e poderio e, mais ainda, o orgulho de uma racionalidade que se aproxima da petulância – Benauro Roberto de Oliveira, um paulista estudioso da história natural e social –, conta e reconta em suas competentes e concorridas aulas uma das lendárias manifestações que cercam a personalidade de Jacques-Yves Cousteau, o francês que se tornou o maior dos oceanógrafos do século 20.

Dizem que um jovem jornalista entrevistava Cousteau sobre o nosso temor aos tubarões e desejava saber quais as chances de um de nós escapar no enfrentamento direto com um desses estupendos animais. O cientista respondeu que as probabilidades de sair ileso eram nulas. O jornalista não se satisfez e perguntou, em sequência, se o tubarão atacaria se já estivesse alimentado, se fosse de noite, se estivéssemos numa jaula, se fôssemos muitos, se carregássemos um arpão, se entregássemos alguma isca etc.; a cada pergunta, a resposta de Cousteau era a mesma: o bicho atacará de qualquer modo. Irritado, o jovem bradou: mas isso não tem lógica! Com paciência, o genial pesquisador dos mares retrucou: Tem sim, mas é a lógica do tubarão...

É preciso lembrar insistentemente a sabedoria emanada dos muitos modos como a vida se expressa no planeta no qual habitamos (e que muitos preferem chamar de “nosso” planeta, com uma dissimulada satisfação de dono): não somos proprietários, e sim usuários compartilhantes. Podemos, em alguns momentos da nossa história, imaginar que controlamos, dominamos e possuímos sem restrições tudo que nesta terra está, com uma ilusão fugaz de invulnerável soberania [...].


CORTELLA, M. S. Não espere pelo Epitáfio!: Provações filosóficas. 16 ed. Petrópolis/RJ: Vozes Nobilis, 2014, p. 31. 
No trecho, “É preciso lembrar insistentemente a sabedoria emanada dos muitos modos como a vida se expressa no planeta no qual habitamos […]”, a expressão em destaque
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Q4131764 Estatuto da Pessoa com Deficiência - Lei nº 13.146 de 2015
Leia o caso a seguir.

Ao chegar à escola, M., uma pessoa com deficiência, encontrou o piso completamente irregular, não sendo possível a sua locomoção.

De acordo com o Estatuto da Pessoa com deficiência, esse problema configura 
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Q4131763 Estatuto da Pessoa com Deficiência - Lei nº 13.146 de 2015
A Lei nº 13.146/2015 diz respeito
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Q4131762 Saúde Pública
O art. 11 do Estatuto da Criança e do Adolescente assevera que é assegurado acesso integral às linhas de cuidado voltadas à saúde da criança e do adolescente, por intermédio do Sistema Único de Saúde, observado o princípio da equidade no acesso a ações e serviços para promoção, proteção e recuperação da saúde. Sendo assim, no parágrafo seguinte, o mesmo documento faz saber que crianças e adolescentes com deficiência deverão ser atendidos
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Q4131761 Português
Leia o texto a seguir.

[...] nenhuma criança nasce preconceituosa. Ela aprende a sêlo. Todos nós cumprimos uma longa trajetória de socialização que se inicia na família, vizinhança, escola, igreja, círculo de amizades e se prolonga até a inserção em instituições enquanto profissionais ou atuando em comunidades e movimentos sociais e políticos. Sendo assim, podemos considerar que os primeiros julgamentos raciais apresentados pelas crianças são frutos do seu contato com o mundo adulto.

GOMES, N. L. et al. Alguns termos e conceitos presentes no debate sobre relações raciais no Brasil: uma breve discussão. In: Secretaria de Educação Continuada (org.). Educação anti-racista: caminhos abertos pela Lei Federal nº 10.639/03. Brasília: Ministério da Educação, Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade, 2005. (Coleção Educação para todos).

Segundo o autor do texto, o preconceito é algo que
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Q4131760 Pedagogia
Quando se fala na educação infantil, sobretudo das crianças de 0 a 5 anos, é preciso entender a necessidade do cuidado e da educação, para além do desenvolvimento físico e cognitivo. Então, é importante atentar às especificidades que incluem:
Alternativas
Q4131759 Pedagogia
A professora da classe “B”, com crianças de 5 anos, propôs a seguinte brincadeira: com uma música cantada por todos, de modo que cada criança tocasse na cabeça, ombro, joelhos, rosto, pés, braços e pernas de acordo com os comandos. Sobre qual eixo estruturante especificamente refere-se a brincadeira?
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Q4131758 Pedagogia
Para a BNCC da Educação Infantil, a brincadeira é um eixo estruturante da prática pedagógica. Nesse sentido, é importante compreender as diferenças entre o brincar livre e a orientação dada pelo docente. Assim, brincar para a BNCC é 
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Q4131757 Direito da Criança e do Adolescente - Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) - Lei nº 8.069 de 1990
Segundo o Estatuto da Criança e do Adolescente, Lei nº 8.069/1990, em seu art. 2º , é considerada criança
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Q4131756 Pedagogia
Leia o caso a seguir.

A professora M. leu com seus alunos a história de um livro infantil sobre uma criança que, por ser muito tímida, sentia-se isolada dos coleguinhas. Mas aos poucos as crianças da sala passaram a acolhê-la para que não se sentisse sozinha, chamando-a para fazer as brincadeiras e tarefas com ela. A professora M. finalizou a história falando da importância de não excluir ninguém e que é essa a atitude que todos devem sempre fazer com todas as pessoas.

Ao fazer com a turma a leitura da história, qual habilidade da BNCC a professora reforçou com seus alunos? 
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Q4131755 Pedagogia
A Lei nº 9.394/1996, no art. 29, aponta que a educação infantil tem como finalidade
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Q4131754 Pedagogia
De acordo com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação, considera-se de 0 a 5 anos a etapa referente
Alternativas
Q4131753 Pedagogia
Leia o texto a seguir.

Ao serem desenvolvidos de forma adequada, os projetos na educação infantil podem transformar os pequenos em verdadeiros estudantes, propondo uma forma de trabalhar temas que sejam de seu interesse e que surjam de suas necessidades. Para tanto, é preciso respeitar tais necessidades das crianças e colocá-las em constante reflexão sobre o mundo e a realidade, discutindo os significados destes temas em seu dia a dia. Acreditamos que essa perspectiva do trabalho por meio de projetos possibilitará às crianças um espaço de aprendizagens significativas.

SANTOS, Danielle Aparecida do Nascimento dos; CARVALHO, Denise Alessi Delfim de. PEDAGOGIA DE PROJETOS NA EDUCAÇÃO INFANTIL: significados gerados na tematização da prática. Revista Teias. Rio de Janeiro, v. 23, n. 71, p. 348-361, out. 2022. Disponível em: http://educa.fcc.org.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1982- 03052022000400348&lng=pt&nrm=iso. Acesso em: 08 jan. 2026.

De acordo com o texto, os projetos na educação infantil significam
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Q4131752 Pedagogia
De acordo com a BNCC, a avaliação na educação infantil tem como finalidade 
Alternativas
Q4131751 Pedagogia
Leia o texto a seguir.

Segundo essa perspectiva, a relação professor e alunos dá-se por meio de interações colaborativas e de significado. Assim, o docente atua como mediador, contribuindo para a interação da criança com o meio social.

Essa teoria educacional denomina-se
Alternativas
Respostas
741: B
742: A
743: D
744: A
745: C
746: C
747: D
748: A
749: C
750: B
751: C
752: A
753: B
754: D
755: B
756: A
757: C
758: B
759: D
760: A