calçando de ouro a sandália velha, jogada no monturo.
Amo a prantina silenciosa do teu fio de água,
Descendo de quintais escusos sem pressa,
e se sumindo depressa na brecha de um velho cano.
Amo a avenca delicada que renasce
Na frincha de teus muros empenados,
e a plantinha desvalida de caule mole
que se defende, viceja e floresce
no agasalho de tua sombra úmida e calada [...]
Trecho do poema “Becos de Goiás” de Cora Coralina. In: CORALINA, Cora.
Poemas dos becos de Goiás e estórias mais. 23ª ed. São Paulo: Global, 2014,
p. 92.
Considere o verso “Amo tua paisagem triste, ausente e
suja.” Com base no emprego da conjunção destacada no
trecho anterior, e observando as regras de pontuação da
língua portuguesa, compreende-se que