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Com a ascensão de Getúlio Vargas ao poder, começou lentamente a tomar corpo no Brasil um movimento, conhecido como nacional-desenvolvimentismo, que tinha como objetivo tornar a economia nacional em algo mais sofisticado do que uma simples fornecedora de produtos primários para o mercado internacional. Libertar o país da dependência da agricultura e torná-lo uma nação industrializada não seria uma tarefa fácil, nem rápida, mas até certo ponto, tal pretensão foi alcançada. [...]
(Disponível em: https://www.abphe.org.br/arquivos/2015. Acesso em julho de 2024.)
O período desenvolvimentista costuma ser dividido em dois. O primeiro, “industrialização restringida”, em que o capital estrangeiro foi pouco relevante, atuando em ramos menos dinâmicos, e compreendeu todo o período Vargas – incluindo o interregno Dutra. Já o segundo período, “industrialização pesada”, que tem início no governo Juscelino Kubitschek – JK, é caracterizado, dentre outros fatores, pela:
É extensa a literatura sobre o populismo. Nos quinze anos seguintes, a política brasileira foi dominada por Getúlio Vargas, que, apesar de ser um político do sistema velho, estava apto, disposto e capaz de formar e dirigir uma nova aliança populista. Consequentemente, organizou-se o Ministério do Trabalho, e os sindicatos trabalhistas, virtualmente ilegais antes da Revolução, foram estabelecidos e inspirados pelo novo “pai do povo”. Além disso, enquanto sua atuação na área da reforma democrática estava longe de ser impressiva, Vargas conseguiu apoio significativo entre as camadas médias da sociedade brasileira, através da defesa de uma linha nacionalista e da promoção de uma política de industrialização e diversificação econômica, pela criação de empresas estatais e financiamentos do Banco do Brasil.
(WEFFORT, Francisco, 1989.)
No contexto do colapso da chamada “República Velha” e a emergência de Vargas ao poder, com um tipo de governo peculiar, alguns fatores se destacam, tais como:
Texto I
Na teoria, os meios educacionais almejam a aprendizagem significativa, mas na prática: “[...] a aprendizagem que muitas vezes ainda ocorre na escola é outra: a aprendizagem mecânica, aquela praticamente sem significado, puramente memorística, que serve para as provas e é esquecida, apagada, logo após”.
(Moreira, 2012, p. 12.)
Texto II
Para quando a aprendizagem é arbitrária ela se resume a uma memorização, o que ele chama de aprendizagem mecânica, na qual o aluno tende rapidamente a esquecer, pois não relacionou o que aprendeu com o que já sabia, daí a arbitrariedade, e, também, por não ter aprendido o conceito em sua substância, só sabe reproduzi-lo da forma que memorizou.
(NODA, M., 2005.)
Para que se consiga fugir dos protótipos de aprendizagens e avaliações mencionadas nos textos anteriores, é necessário que:
O que caracterizou, principalmente, o mercantilismo, na fase em que se expandiu por quase todas as nações da Europa, do século XVI ao XVIII, justamente no período colonial da história brasileira, é que nunca se incorporou propriamente, numa doutrina econômica de claras e coerentes formulações e de rígidos artigos. Nunca passou de uma série de práticas visando atingir certos objetivos empíricos. Não teve nenhum teorizador, embora se possam apontar alguns expoentes dessas ideias mais ou menos imperfeitamente postas em prática para a obtenção de certos resultados econômicos. [...]
(FURTADO, C., 2007.)
Na Europa, o mercantilismo é, às vezes, visto como uma fase na evolução histórica do capitalismo. Vários são os elementos fundamentais nessa doutrina, dentre os quais podemos destacar:
Há dois lados na divisão internacional do trabalho: um em que alguns países especializam-se em ganhar, e outro em que se especializaram em perder. Nossa comarca do mundo, que hoje chamamos de América Latina, foi precoce: especializou-se em perder desde os remotos tempos em que os europeus do Renascimento se abalançaram pelo mar e fincaram os dentes em sua garganta. É a América Latina, a região das veias abertas. Desde o descobrimento até nossos dias, tudo se transformou em capital europeu ou, mais tarde, norte-americano, e como tal tem-se acumulado e se acumula até hoje nos distantes centros de poder. Tudo: a terra, seus frutos e suas profundezas, ricas em minerais, os homens e sua capacidade de trabalho e de consumo, os recursos naturais e os recursos humanos.
(GALEANO, 1985, p. 1.)
Essa situação de dependência econômica, enquanto parte do sistema, fez com que a sociedade colonial formada no interior desses espaços dominados sofresse, na sua organização, influências diretas, tais como:
A produção histórica da América Latina começa com o desmantelamento de todo um mundo histórico, provavelmente a maior aniquilação sociocultural e demográfica da história que chegou ao nosso conhecimento [...] se trata, primeiro, da desintegração dos padrões de poder e de civilização de algumas das mais avançadas experiências históricas da espécie. Segundo, do extermínio físico, em pouco mais de três décadas, as primeiras do século XVI, de mais da metade da população dessas sociedades, cujo total imediatamente antes de sua destruição é estimado em mais de cem milhões de pessoas.
(Quijano, 2005 b, p. 16.)
Nesse contexto de conquista e colonização, as relações de poder entre colonizadores e colonizados consistiram:
[...] Houve um tempo em que o ensino da história nas escolas não era mais do que uma forma de educação cívica. Seu principal objetivo era confirmar a nação no estado em que se encontrava no momento, legitimar sua ordem social e política – e ao mesmo tempo seus dirigentes – e inculcar nos membros da nação – vistos, então, mais como súditos do que como cidadãos participantes – o orgulho de a ela pertencerem, respeito por ela e dedicação para servi-la.
(LAVILLE, 1999, p. 26.)
Ao considerar que o ensino de história, atualmente, não está mais especificamente a serviço da manutenção do status quo das elites e da afirmação do Estado, é preciso partir do pressuposto de que a disciplina sofreu mudanças ao longo do tempo. Essas mudanças:

(Disponível em: https://despertasaocaetano.com.br. Acesso em: julho de 2024.)
Na imagem, destaca-se uma situação do cotidiano que fere o direito à acessibilidade em virtude da presença da seguinte barreira:

(Disponível em: https://diversa.org.br. Acesso em: junho de 2024.)
É pertinente o que se afirma em:
( ) Os sistemas de ensino assegurarão aos educandos com altas habilidades ou superdotação: currículos, métodos, técnicas, recursos educativos e organização específica para atender às suas necessidades.
( ) Terminalidade específica e aceleração são certificações de conclusão de escolaridade fundamentadas em avaliação pedagógica e com histórico escolar que apresentam, de forma descritiva, habilidades e competências específicas do aprendiz.
( ) Alunos com transtornos globais do desenvolvimento têm direito de acesso igualitário aos benefícios dos programas sociais suplementares disponíveis para o respectivo nível do ensino regular.
( ) A educação especial para o trabalho, mediante articulação com órgãos afins, será garantida, inclusive provendo condições adequadas para os que não revelarem capacidade de inserção no trabalho competitivo.
( ) A educação especial é uma modalidade suplementar ao ensino regular ofertado, preferencialmente na rede pública de ensino, para educandos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação.
A sequência está correta em