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Q4233621 Literatura

Leia o poema a seguir:


As Sem-razões do Amor

Eu te amo porque te amo.

Não precisas ser amante,

e nem sempre sabes sê-lo.

Eu te amo porque te amo.

Amor é estado de graça

e com amor não se paga.

Amor é dado de graça,

é semeado no vento,

na cachoeira, no eclipse.

Amor foge a dicionários

e a regulamentos vários.

Eu te amo porque não amo

bastante ou demais a mim.

Porque amor não se troca,

não se conjuga nem se ama.

Porque amor é amor a nada,

feliz e forte em si mesmo.

Amor é primo da morte,

e da morte vencedor,

por mais que o matem (e matam)

a cada instante de amor.

(ANDRADE, Carlos Drummond de. Corpo. Rio de Janeiro: Record, 2002.)

 

Nesse poema, é possível identificar:


I - A presença de rimas nos versos 18 e 19.


II - A partir de uma análise acerca do título, nota-se que há um jogo de palavras entre “sem” e “cem” que se relaciona com o significado do restante do poema. Além disso, pode ser vista uma dicotomia existente: mesmo que alguém tente explicar o amor, é impossível enumerá-lo.


III - O eu-lírico expressando a sua perspectiva acerca do amor.


Após analisar as alternativas, indique a opção correta:

Alternativas
Q4233620 Português

Leia o texto a seguir de “Música ao longe”, escrito por Érico Veríssimo:

 

HORA DA SESTA.

Um grande silêncio no casarão.

Faz sol, depois de uma semana de dias sombrios e úmidos.

Clarissa abre um livro para ler. Mas o silêncio é tão grande que, inquieta, ela torna a pôr o volume na prateleira, ergue-se e vai até a janela, para ver um pouco de vida.

Na frente da farmácia está um homem metido num grosso sobretudo cor de chumbo. Um cachorro magro atravessa a rua. A mulher do coletor aparece à janela.

Um rapaz de pés descalços entra na Panificadora.

Clarissa olha para o céu, que é dum azul tímido e desbotado, olha para as sombras fracas sobre a rua e depois se volta para dentro do quarto.

Aqui faz frio. Lá no fundo do espelho está uma Clarissa indecisa, parada, braços caídos, esperando. Mas esperando quê?

Clarissa recorda. Foi no verão. Todos no casarão dormiam. As moscas dançavam no ar, zumbindo. Fazia um solão terrível, amarelo e quente. No seu quarto, Clarissa não sabia que fazer. De repente pensou numa travessura. Mamãe guardava no sótão as suas latas de doce, os seus bolinhos e os seus pães que deviam durar toda a semana. Era proibido entrar lá. Quem entrava, dos pequenos, corria o risco de levar palmadas no lugar de costume.

Mas o silêncio da sesta estava cheio de convites traiçoeiros. Clarissa ficou pensando.

Lembrou-se de que a chave da porta da cozinha servia no quartinho do sótão.

Foi buscá-la na ponta dos pés. Encontrou-a no lugar. Subiu as escadas devagarinho. Os degraus rangiam e a cada rangido ela levava um sustinho que a fazia estremecer.

Clarissa subia, com a grande chave na mão.

Ninguém… Silêncio…

Diante da porta do sótão, parou, com o coração aos pulos. Experimentou a chave. A princípio não entrava bem na fechadura. Depois entrou. Com muita cautela, abriu a porta e se viu no meio duma escuridão perfumada, duma escuridão fresca que cheirava a doces, bolinhos e pão.

Comeu muito. Desceu cheia de medo. No outro dia D. Clemência descobriu a violação, e Clarissa levou meia dúzia de palmadas.

Agora ela recorda… E de repente se faz uma grande claridade, ela tem a grande ideia. “A chave da cozinha serve na porta do quarto do sótão.” O quarto de Vasco fica no sótão…

Vasco está no escritório… Todos dormem… Oh!

E se ela fosse buscar a chave da cozinha e subisse, entrasse no quarto de Vasco e descobrisse o grande mistério?

Não. Não sou mais criança. Não. Não fica direito uma moça entrar no quarto dum rapaz.

Mas ele não está lá… que mal faz? Mesmo que estivesse, é teu primo. Sim, não sejas medrosa.

Vamos. Não. Não vou. Podem ver. Que é que vão pensar? Subo a escada, alguém me vê, pergunta: “Aonde vais, Clarissa?” Ora, vou até o quartinho das malas. Pronto. Ninguém pode desconfiar. Vou. Não, não vou. Vou, sim!

(Porto Alegre: Globo, 1981. pp. 132-133)

 

No final do texto acima, lê-se o seguinte trecho: “Subo a escada, alguém me vê, pergunta: “Aonde vais, Clarissa?” Ora, vou até o quartinho das malas. Pronto. Ninguém pode desconfiar. Vou. Não, não vou. Vou, sim!”. Considerando-o, analise as seguintes afirmações e em seguida assinale a alternativa correta:


I - O termo “aonde” pode ser substituído por “onde” sem que haja alteração de sentido.


II - De acordo com a norma padrão da língua portuguesa, a vírgula depois de “vais” pode ser retirada sem que haja alteração de sentido.


III - Todos os verbos do trecho acima estão na primeira pessoa do singular.

Alternativas
Q3768793 Atualidades
Nos últimos meses, o cenário internacional tem sido marcado por reconfigurações geopolíticas, negociações multilaterais e tensões envolvendo conflitos armados, fluxos migratórios e disputas energéticas. Os organismos internacionais têm reforçado alertas sobre os impactos humanitários e sobre a necessidade de cooperação entre países, especialmente diante de crises no Oriente Médio e no Leste Europeu. Considerando esses acontecimentos recentes e suas repercussões globais:
Alternativas
Q3768792 Meio Ambiente
A Agenda 2030 estabelece metas planetárias para enfrentar desafios sociais, econômicos e ambientais, envolvendo governos, empresas e sociedade civil. Seus objetivos buscam uma visão integrada de desenvolvimento que considere diferentes dimensões da vida humana. Nesse sentido:
Alternativas
Q3768790 Direito Constitucional
A Constituição Federal de 1988 consolidou um conjunto amplo de direitos fundamentais, abrangendo dimensões civis, políticas e sociais. Tais direitos possuem proteção especial, composta por mecanismos que impedem retrocessos e asseguram sua continuidade histórica. Nessa perspectiva, é correto afirmar que:
Alternativas
Q3768788 Meteorologia
Nas últimas décadas, sucessivos relatórios do IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas) têm reforçado que o aquecimento global não resulta apenas do aumento das temperaturas médias, mas de alterações sistêmicas em múltiplos componentes do clima, incluindo circulação atmosférica, regimes hídricos, frequência de eventos extremos e estabilidade dos ecossistemas. Pesquisas recentes apontam que tais alterações já produzem impactos observáveis em diferentes regiões do planeta, influenciando agricultura, infraestrutura urbana, saúde pública e segurança hídrica. Considerando o consenso científico internacional sobre o tema:
Alternativas
Q3768787 História
O período conhecido como Era Vargas (1930– 1945) representou uma profunda reorganização do Estado brasileiro, marcada pela centralização política, por reformas institucionais e por iniciativas voltadas ao desenvolvimento industrial e à regulamentação das relações de trabalho. Considerando os impactos estruturais dessa fase histórica:
Alternativas
Q3768786 História
Os movimentos de contestação colonial ocorridos no final do século XVIII refletiram descontentamentos diversos, influenciados tanto pelo Iluminismo quanto pelas particularidades econômicas e sociais de cada região. A Inconfidência Mineira e a Conjuração Baiana, embora contemporâneas, apresentaram propósitos e composições sociais distintas. Considerando os principais aspectos que diferenciam esses dois movimentos:
Alternativas
Q3768782 Matemática
Em um experimento de geometria, considera-se um painel quadrado ABCD. Esse painel é girado 20° no sentido horário em torno de seu centro, produzindo uma nova posição para o quadrado, agora denominado EFGH. Determine a medida, em graus, do ângulo <EAB.

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Alternativas
Q3768774 Português
Leia o bilhete inspirado em linguagem regional: “Pai, fui ajudar Dona Nair a organizar o depósito. Volto antes do pôr do sol. Deixei o feijão no fogo bem baixinho. — Pedro.”
A partir do bilhete, a afirmação correta é:
Alternativas
Q3768773 Português
Leia o trecho inspirado em Suassuna: “O canto da viola descia manso, como água de cacimba que corre lenta, mas nunca falha.”
A figura de linguagem presente no trecho é:
Alternativas
Q3768772 Português
Leia o fragmento inspirado em Rachel de Queiroz: “O amanhecer trouxe uma claridade mansa, que parecia pedir calma. As pessoas saíram devagar, como se o dia precisasse ser descoberto com cuidado.”
O trecho que apresenta coesão e coerência adequadas é:
Alternativas
Q3768771 Português
Leia o trecho inspirado em Graciliano Ramos: “O menino caminhou pela estrada poeirenta, guardando na memória cada sombra que o sol desenhava no chão.”
Assinale a frase pontuada corretamente.
Alternativas
Q3768770 Português
Leia o fragmento inspirado em Suassuna: “As histórias que o povo contava ganhavam vida própria, como se cada palavra abrisse uma porta para outro mundo, cheio de assombrações e risos.”
Assinale a alternativa em que o verbo concorda corretamente com o sujeito.
Alternativas
Q3768769 Português
Leia o trecho inspirado no estilo de Manuel Bandeira: “Havia no alpendre algumas cadeiras antigas, gastas de tanto uso, que guardavam a memória dos encontros e conversas que o tempo insistia em levar.”
Assinale a frase em que a concordância está adequada ao padrão da norma-padrão.
Alternativas
Q3768768 Português
Leia o fragmento inspirado em Jorge Amado: “Quando o barco encostava no cais, os pescadores sempre diziam que o mar ensinava mais que muita escola, bastando ouvir suas marés pacientes.”
Assinale a alternativa que apresenta uma forma verbal corretamente flexionada no tempo e na pessoa indicados.
Alternativas
Q3768767 Português
Leia o trecho inspirado em Rachel de Queiroz: “O céu amanheceu de um azul quase transparente, como se o vento tivesse varrido a noite para longe e deixado apenas o silêncio fresco da madrugada.”
Assinale a alternativa que apresenta interpretação coerente e alinhada ao uso da comparação, sem criar informações paralelas.
Alternativas
Q3768766 Português
Leia o trecho inspirado em Graciliano Ramos: “O homem ajeitou o chapéu, mediu a distância até o açude e preparou-se para a caminhada, certo de que o sol daquele dia cobraria caro cada passo mal calculado.”
Assinale a alternativa em que a análise da palavra destacada está correta, sem margem para dupla interpretação.
Alternativas
Q3768765 Português
Leia o trecho inspirado em Ariano Suassuna:
“Havia na tarde uma claridade morna, dessas que não apressam ninguém. O vaqueiro, acostumado ao rumor seco da caatinga, seguia em passo constante, reparando nos pequenos brilhos espalhados pela paisagem, como se cada pedra guardasse um resto de história.”
Considerando o trecho, assinale a alternativa que melhor sintetiza a atitude do vaqueiro em relação ao ambiente, sem extrapolar informações ausentes.
Alternativas
Q3759650 Terapia Ocupacional
As inovações tecnológicas ampliaram as possibilidades terapêuticas na reabilitação ocupacional, incluindo realidade virtual, exoesqueletos e robótica interativa. Considerando princípios de acessibilidade e adaptação, qual proposição expressa aplicação integrada desses recursos?
Alternativas
Respostas
41: D
42: E
43: B
44: E
45: A
46: D
47: E
48: A
49: D
50: E
51: C
52: B
53: A
54: E
55: A
56: D
57: D
58: B
59: C
60: A