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Q3523888 Português
Analise a seguinte sequência de atividades, adaptada de Lerner (2001), para responder à questão.


1. Seleção de poemas: A professora lê diversos poemas, incluindo sugestões das crianças e da bibliotecária, todos aprovados pela qualidade literária. As crianças escolhem os poemas que gostariam de gravar, compartilhando impressões e discutindo os autores.

2. Organização da tarefa: A professora forma duplas, que releem os poemas escolhidos, discutem como interpretá-los e definem quem gravará qual poema. Estudam os textos em casa.

3. Audição de gravações: As crianças ouvem gravações de poetas ou declamadores para se inspirarem.

4. Gravação e ensaio: Cada dupla grava os poemas, escuta as gravações, faz ajustes e regrava se necessário. Experimentam com outros poemas.

5. Audição: Todas as crianças escutam as gravações e trocam sugestões.

6. Gravação (segundo ensaio): As duplas regravam os poemas, ajustando conforme as sugestões dos ouvintes, repetindo até a gravação ficar satisfatória.

7. Gravação final: As duplas fazem ajustes finais, com correções da professora e das crianças, até o produto ser aprovado.

8. Audição final: Todos ouvem a gravação compilada pela professora.


(Lerner, 2001. Adaptado)
No âmbito do projeto cuja sequência foi apresentada, Lerner (2001) entende que a leitura em voz alta
Alternativas
Q3523886 Português
Leia a descrição a seguir, adaptada de Oliveira (in: Kleiman, 1995):

Diz respeito à condição decorrente da falta de oportunidade de interação intensa e sistemática com determinados aspectos culturais fundamentais nesse tipo de sociedade e não a alguma classificação técnica do grau de alfabetização desses indivíduos. O modo de inserção dos membros desse grupo na sociedade tem a marca da exclusão, em um sistema em que o pleno domínio da leitura e da escrita e de outras práticas letradas é um pressuposto da constituição das competências individuais necessárias e valorizadas nessa sociedade.

Oliveira caracteriza nesse excerto o grupo denominado
Alternativas
Q3523864 Português
Na apresentação de uma de suas técnicas voltadas à verificação da compreensão dos alunos, no capítulo 3 de seu livro Aula nota 10 3.0, Lemov (2023) exemplifica e discute diferentes formulações de perguntas que os professores podem usar para descobrir se os alunos entendem o que está sendo ensinado.
Tendo em vista esse propósito, o autor defende como mais produtivas as perguntas
Alternativas
Q3523644 Português
Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas do excerto extraído de Kleiman (1995).
“A linguagem, seja qual for a sua modalidade de comunicação, é, por natureza, _____________, incorporando o diálogo com vozes outras que as __________”. 
Alternativas
Q3523637 Português
Delors (1997) propõe ser preciso superar tensões que marcam o século XXI, para que as políticas educativas contribuam efetivamente com a construção de um mundo melhor e mais democrático. Uma dessas tensões é descrita da seguinte forma:
“[...] a mundialização da cultura vai-se realizando progressiva, mas ainda parcialmente. É, de fato, [uma tensão] inevitável, com as suas promessas e os seus riscos, dos quais o menor não é o esquecimento do caráter único de cada pessoa, de sua vocação para escolher o seu destino e realizar todas as suas potencialidades, mantendo a riqueza das suas tradições e da sua própria cultura ameaçada, se não tivermos cuidado, pelas evoluções em curso”.
Trata-se da tensão entre
Alternativas
Q3523357 Português

Considere a situação a seguir para responder à questão:


    Ao apresentar seu “batismo de fogo”, Weisz (2000) narra algumas situações que afirma terem revelado para ela o abismo que existia entre o desempenho de alguns meninos na escola e o que a vida lá fora exigia deles. Um dos casos é sobre um menino de 12 anos que ganhava a vida fabricando pipas, retido numa classe que só fazia coordenação motora. Diziam que ele não aprendia a ler porque não tinha coordenação motora. Como pode alguém que vive de fabricar pipas não ter coordenação motora? A sensação de que a escola parecia uma armadilha montada para que esses meninos não pudessem se sair bem e a convicção de que esse tipo de situação tinha um papel político muito importante perseguiram a autora durante toda a sua vida profissional.

Weisz (2000) reflete sobre como crianças vindas de contextos como o do menino que fabricava pipa tinham sua percepção a respeito do que mereciam no mundo marcada  
Alternativas
Q3523352 Português

Leia o excerto a seguir:



    _________________, é meu interesse fundamental. Daí advém o rastro do labor infantil. Aí pude encontrar a alma da criança. Em sua materialidade, há um aspecto imaterial que, na verdade, é o cerne – ou melhor dizendo, a carne – desta investigação. Toda gestualidade, todo dizer, toda pausa para um devaneio, é também matéria natural e orgânica dos brinquedos do chão. Há um vasto espectro de gestos e dizeres, de desejos e sonoridades onomatopaicas, de silêncios e modos de estar que aqui são considerados matérias do brincar, constituem patrimônio, elementos que encarnam as vontades do livre sonhar.


(Gandhy Piorski, Brinquedos do chão:

a natureza, o imaginário e o brincar, 2016. Adaptado)



Assinale a alternativa que preenche corretamente a lacuna.

Alternativas
Q3523339 Português

Leia o excerto a seguir:



    Uma reportagem do Correio Braziliense, de 22 de maio de 1988, tem como título “Brasiliense não sabe usar a língua nacional” e, como subtítulo, “Placas comerciais retratam ignorância generalizada sobre regras ortográficas primárias”.


(Magalhães, em Kleiman, 1995)



De acordo com a autora, em sua discussão sobre práticas discursivas de letramento, tais enunciados evidenciam 

Alternativas
Q3523331 Português

Leia o excerto a seguir:



    Experiência vivida no quotidiano, e assinalada por momentos de intenso esforço de compreensão de dados e de fatos complexos, a educação ao longo de toda a vida é o produto de uma __________________. Se, por um lado, implica a repetição ou imitação de gestos e de práticas, por outro é, também, um processo de apropriação singular e de criação pessoal. Junta o conhecimento não formal ao conhecimento formal, o desenvolvimento de aptidões inatas à aquisição de novas competências. Implica esforço, mas traz também a alegria da descoberta.


(Delors, Educação: um tesouro a descobrir, 1997)



Assinale a alternativa que preenche corretamente a lacuna, conforme o texto.

Alternativas
Q3523316 Português
Ceccon et al. (2009) expõem condutas possíveis para lidar com conflitos que ocorrem nas escolas e em outras organizações, apontando armadilhas que podem sabotar nossas habilidades de comunicação quando lidamos com tais situações. De acordo com os argumentos dos autores, uma dessas armadilhas é
Alternativas
Q3522497 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Seres humanos e animais selvagens podem cooperar de maneiras que você nem imagina!

Diferentes espécies de animais podem cooperar para obter benefícios mútuos, e isso não é lá grande novidade! Mesmo nós, humanos, estabelecemos esse tipo de relacionamento com outros animais, como acontece com as abelhas que polinizam nossos jardins e plantações. Mas nossa cooperação com animais selvagens pode atingir um outro nível, que exige coordenação ativa e voluntária de comportamentos entre as duas espécies.

Imagine, por exemplo, um cavaleiro e seu cavalo. Para trabalharem juntos, eles precisam estar muito sintonizados e compreender os sinais sutis um do outro. Pois saiba que a nossa espécie já conseguiu estabelecer o mesmo tipo de parceria também com diversas espécies de animais selvagens, como lobos, orcas, aves e golfinhos.

Um ótimo exemplo vem do continente africano, de onde se conhece há centenas de anos uma incrível relação entre humanos e uma ave chamada pássaro-do-mel (Indicator indicator). Quando querem coletar mel, as pessoas emitem sons específicos, como assobios ou batuques, que variam dependendo da região na África, mas que são prontamente reconhecidos e atendidos por algum pássaro-do-mel presente nas redondezas. A ave logo inicia a busca por uma colmeia e, ao encontrá-la, emite também piados específicos, que facilitam sua localização pelos humanos. Os coletores de mel afugentam as abelhas com fumaça e abrem a colmeia com facas e machados, deixando para a ave parceira a cera de abelha que ela tanto aprecia.

Disponível em:https://chc.org.br/artigo/trabalho-em-equipe
"Quando querem coletar mel, as pessoas emitem sons específicos, como assobios ou batuques, que variam dependendo da região na África, mas que são prontamente reconhecidos e atendidos por algum pássaro-do-mel presente nas redondezas."
Considerando os aspectos de concordância verbal, ortografia oficial, acentuação gráfica, bem como as relações de sinonímia e antonímia referentes ao trecho e ao texto-base, assinale a alternativa INCORRETA: 
Alternativas
Q3522458 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Seres humanos e animais selvagens podem cooperar de maneiras que você nem imagina!

Diferentes espécies de animais podem cooperar para obter benefícios mútuos, e isso não é lá grande novidade! Mesmo nós, humanos, estabelecemos esse tipo de relacionamento com outros animais, como acontece com as abelhas que polinizam nossos jardins e plantações. Mas nossa cooperação com animais selvagens pode atingir um outro nível, que exige coordenação ativa e voluntária de comportamentos entre as duas espécies.

Imagine, por exemplo, um cavaleiro e seu cavalo. Para trabalharem juntos, eles precisam estar muito sintonizados e compreender os sinais sutis um do outro. Pois saiba que a nossa espécie já conseguiu estabelecer o mesmo tipo de parceria também com diversas espécies de animais selvagens, como lobos, orcas, aves e golfinhos.

Um ótimo exemplo vem do continente africano, de onde se conhece há centenas de anos uma incrível relação entre humanos e uma ave chamada pássaro-do-mel (Indicator indicator). Quando querem coletar mel, as pessoas emitem sons específicos, como assobios ou batuques, que variam dependendo da região na África, mas que são prontamente reconhecidos e atendidos por algum pássaro-do-mel presente nas redondezas. A ave logo inicia a busca por uma colmeia e, ao encontrá-la, emite também piados específicos, que facilitam sua localização pelos humanos. Os coletores de mel afugentam as abelhas com fumaça e abrem a colmeia com facas e machados, deixando para a ave parceira a cera de abelha que ela tanto aprecia.

Disponível em:https://chc.org.br/artigo/trabalho-em-equipe
Com base nos elementos linguísticos presentes no texto, julgue as afirmativas a seguir, assinalando (V) para as verdadeiras ou (F) para as falsas:
(__)A frase 'Isso não é lá grande novidade', é classificada como negativa, classificação igualmente atribuída à construção 'Ela jamais esqueceria aquele dia tão especial'.
(__)O coletivo é um tipo de substantivo que, mesmo estando no singular, indica vários seres de uma mesma espécie. O vocábulo 'abelha', por exemplo, forma o coletivo em 'enxame'. São exemplos também de palavras que formam o coletivo: fogos de artifício = girândola; bois, médicos, examinadores = junta.
(__)O vocábulo 'coordenação' é separado em sílabas da seguinte forma: co-or-de-na-ção, apresentando o mesmo número de sílabas que o vocábulo 'expectativa'. Já 'voo' apresenta um encontro vocálico inseparável e, por isso, é considerado uma palavra monossílaba.
(__)Em 'um cavaleiro e seu cavalo', há a presença de um substantivo coletivo e de um substantivo que forma o feminino com radical diferente do masculino. Exemplo de radical diferente ocorre em: genro=nora.
(__)O vocábulo 'humano' é um adjetivo com diferentes acepções. Nos trechos 'Mesmo nós, humanos' e 'que facilitam sua localização pelos humanos ', foi empregado como adjetivo, referindo-se à natureza do homem. Em outros contextos, também pode denotar compaixão, como em 'Um chefe humano não sobrecarrega os funcionários'.
A sequência correta de preenchimento dos parênteses é: 
Alternativas
Q3522201 Português
Leia o texto para responder à questão.


Na educação, a pandemia não acabou


    Com a edição de 2023 do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb), pela primeira vez foi possível analisar em detalhes o efeito da pandemia sobre o desempenho de alunos do ensino básico. Um levantamento do Todos pela Educação revelou que em 2023 a aprendizagem média dos estudantes ainda não tinha voltado aos patamares de 2019. Projetando-se a trajetória ascendente, não é impossível que hoje já tenha voltado. Mas o ritmo lento preocupa.

    O estudo buscou ainda enquadrar o impacto da pandemia no contexto mais amplo da evolução da educação nacional nas duas últimas décadas. Nessa perspectiva, houve avanço relevante, mas longe de suficiente, no porcentual de estudantes com níveis de aprendizagem considerados “adequados” conforme os critérios do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes. 

    Os índices de sucesso se mostraram decrescentes à medida que se avança nas etapas da educação básica. Entre os alunos do 5º ano, por exemplo, em 20 anos o porcentual com nível de aprendizado adequado em português cresceu de 21% para 55% e, em matemática, de 11% para 43%. No caso dos alunos do 9º ano, as elevações foram menos expressivas: de 15% para 36% em português e de 9% para 16% em matemática. No ensino médio, a elevação em português foi a menor dos três níveis: 13 pontos porcentuais (de 19% para 32%). Em matemática, houve retrocesso – de 5,8% para 5,2%.

    Assim, é possível distinguir dois desafios críticos e persistentes para a educação básica: em termos de estágios, a formação no ensino médio; em termos de disciplinas, a formação em matemática. Nesse último caso, o tamanho do problema é evidenciado pelo desempenho das escolas particulares. Em geral, alunos do ensino privado têm resultados gerais razoavelmente próximos dos de seus pares nos países desenvolvidos e superiores aos de seus conterrâneos nas escolas públicas. Na matemática, a defasagem é geral: pior nas escolas públicas, mas ainda assim muito ruim nas escolas privadas.


(Editorial. Disponível em: https://www.estadao.com.br/opiniao, 05.05.2025. Adaptado)
O emprego do acento indicativo da crase atende à norma-padrão em:
Alternativas
Q3522200 Português
Leia o texto para responder à questão.


Na educação, a pandemia não acabou


    Com a edição de 2023 do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb), pela primeira vez foi possível analisar em detalhes o efeito da pandemia sobre o desempenho de alunos do ensino básico. Um levantamento do Todos pela Educação revelou que em 2023 a aprendizagem média dos estudantes ainda não tinha voltado aos patamares de 2019. Projetando-se a trajetória ascendente, não é impossível que hoje já tenha voltado. Mas o ritmo lento preocupa.

    O estudo buscou ainda enquadrar o impacto da pandemia no contexto mais amplo da evolução da educação nacional nas duas últimas décadas. Nessa perspectiva, houve avanço relevante, mas longe de suficiente, no porcentual de estudantes com níveis de aprendizagem considerados “adequados” conforme os critérios do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes. 

    Os índices de sucesso se mostraram decrescentes à medida que se avança nas etapas da educação básica. Entre os alunos do 5º ano, por exemplo, em 20 anos o porcentual com nível de aprendizado adequado em português cresceu de 21% para 55% e, em matemática, de 11% para 43%. No caso dos alunos do 9º ano, as elevações foram menos expressivas: de 15% para 36% em português e de 9% para 16% em matemática. No ensino médio, a elevação em português foi a menor dos três níveis: 13 pontos porcentuais (de 19% para 32%). Em matemática, houve retrocesso – de 5,8% para 5,2%.

    Assim, é possível distinguir dois desafios críticos e persistentes para a educação básica: em termos de estágios, a formação no ensino médio; em termos de disciplinas, a formação em matemática. Nesse último caso, o tamanho do problema é evidenciado pelo desempenho das escolas particulares. Em geral, alunos do ensino privado têm resultados gerais razoavelmente próximos dos de seus pares nos países desenvolvidos e superiores aos de seus conterrâneos nas escolas públicas. Na matemática, a defasagem é geral: pior nas escolas públicas, mas ainda assim muito ruim nas escolas privadas.


(Editorial. Disponível em: https://www.estadao.com.br/opiniao, 05.05.2025. Adaptado)
Considere as reescritas de informações do texto:

•  Assim, ___________ dois desafios críticos e persistentes para a educação básica: a formação no ensino médio e a formação em matemática.
•  Na matemática, os desempenhos são ___________ preocupantes: ___________ nas escolas públicas, mas ainda assim muito ___________ nas escolas privadas.

De acordo com a norma-padrão, as lacunas das frases devem ser preenchidas, respectivamente, com: 
Alternativas
Q3522199 Português
Leia o texto para responder à questão.


Na educação, a pandemia não acabou


    Com a edição de 2023 do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb), pela primeira vez foi possível analisar em detalhes o efeito da pandemia sobre o desempenho de alunos do ensino básico. Um levantamento do Todos pela Educação revelou que em 2023 a aprendizagem média dos estudantes ainda não tinha voltado aos patamares de 2019. Projetando-se a trajetória ascendente, não é impossível que hoje já tenha voltado. Mas o ritmo lento preocupa.

    O estudo buscou ainda enquadrar o impacto da pandemia no contexto mais amplo da evolução da educação nacional nas duas últimas décadas. Nessa perspectiva, houve avanço relevante, mas longe de suficiente, no porcentual de estudantes com níveis de aprendizagem considerados “adequados” conforme os critérios do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes. 

    Os índices de sucesso se mostraram decrescentes à medida que se avança nas etapas da educação básica. Entre os alunos do 5º ano, por exemplo, em 20 anos o porcentual com nível de aprendizado adequado em português cresceu de 21% para 55% e, em matemática, de 11% para 43%. No caso dos alunos do 9º ano, as elevações foram menos expressivas: de 15% para 36% em português e de 9% para 16% em matemática. No ensino médio, a elevação em português foi a menor dos três níveis: 13 pontos porcentuais (de 19% para 32%). Em matemática, houve retrocesso – de 5,8% para 5,2%.

    Assim, é possível distinguir dois desafios críticos e persistentes para a educação básica: em termos de estágios, a formação no ensino médio; em termos de disciplinas, a formação em matemática. Nesse último caso, o tamanho do problema é evidenciado pelo desempenho das escolas particulares. Em geral, alunos do ensino privado têm resultados gerais razoavelmente próximos dos de seus pares nos países desenvolvidos e superiores aos de seus conterrâneos nas escolas públicas. Na matemática, a defasagem é geral: pior nas escolas públicas, mas ainda assim muito ruim nas escolas privadas.


(Editorial. Disponível em: https://www.estadao.com.br/opiniao, 05.05.2025. Adaptado)
Mantendo-se o sentido do texto, a passagem do 1º parágrafo – Projetando-se a trajetória ascendente, não é impossível que hoje já tenha voltado. Mas o ritmo lento preocupa. – está corretamente reescrita em:
Alternativas
Q3522198 Português
Leia o texto para responder à questão.


Na educação, a pandemia não acabou


    Com a edição de 2023 do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb), pela primeira vez foi possível analisar em detalhes o efeito da pandemia sobre o desempenho de alunos do ensino básico. Um levantamento do Todos pela Educação revelou que em 2023 a aprendizagem média dos estudantes ainda não tinha voltado aos patamares de 2019. Projetando-se a trajetória ascendente, não é impossível que hoje já tenha voltado. Mas o ritmo lento preocupa.

    O estudo buscou ainda enquadrar o impacto da pandemia no contexto mais amplo da evolução da educação nacional nas duas últimas décadas. Nessa perspectiva, houve avanço relevante, mas longe de suficiente, no porcentual de estudantes com níveis de aprendizagem considerados “adequados” conforme os critérios do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes. 

    Os índices de sucesso se mostraram decrescentes à medida que se avança nas etapas da educação básica. Entre os alunos do 5º ano, por exemplo, em 20 anos o porcentual com nível de aprendizado adequado em português cresceu de 21% para 55% e, em matemática, de 11% para 43%. No caso dos alunos do 9º ano, as elevações foram menos expressivas: de 15% para 36% em português e de 9% para 16% em matemática. No ensino médio, a elevação em português foi a menor dos três níveis: 13 pontos porcentuais (de 19% para 32%). Em matemática, houve retrocesso – de 5,8% para 5,2%.

    Assim, é possível distinguir dois desafios críticos e persistentes para a educação básica: em termos de estágios, a formação no ensino médio; em termos de disciplinas, a formação em matemática. Nesse último caso, o tamanho do problema é evidenciado pelo desempenho das escolas particulares. Em geral, alunos do ensino privado têm resultados gerais razoavelmente próximos dos de seus pares nos países desenvolvidos e superiores aos de seus conterrâneos nas escolas públicas. Na matemática, a defasagem é geral: pior nas escolas públicas, mas ainda assim muito ruim nas escolas privadas.


(Editorial. Disponível em: https://www.estadao.com.br/opiniao, 05.05.2025. Adaptado)
Na discussão que estabelece a partir da edição de 2023 do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb), o editorial deixa claro que
Alternativas
Q3522197 Português
Leia o texto para responder à questão.


Singular ocorrência


    – Há ocorrências bem singulares. Está vendo aquela dama que vai entrando na igreja da Cruz? Parou agora no adro para dar uma esmola.

     – De preto?

    – Justamente; lá vai entrando; entrou.

     – Não diga mais nada. Esse olhar está dizendo que a dama é uma sua recordação de outro tempo, e não há de ser de muito tempo, a julgar pelo corpo: é moça de truz* .

    – Deve ter quarenta e seis anos.

     – Ah! conservada. Vamos lá; deixe de olhar para o chão, e conte-me tudo. Está viúva, naturalmente?

    – Não.

    – Bem; o marido ainda vive. É velho?

    – Não é casada.

    – Solteira?

     – Assim, assim. Deve chamar-se hoje D. Maria de tal. Em 1860, florescia com o nome familiar de Marocas. Não era costureira, nem proprietária, nem mestra de meninas; vá excluindo as profissões e lá chegará. Morava na rua do Sacramento. Já então era esbelta, e, seguramente, mais linda do que hoje; modos sérios, linguagem limpa. Na rua, com o vestido afogado, escorrido, sem luxo, arrastava a muitos, ainda assim.

    – Por exemplo, ao senhor.

    – Não, mas ao Andrade, um amigo meu, de vinte e seis anos, meio advogado, meio político, nascido nas Alagoas, e casado na Bahia, donde viera em 1859. Era bonita a mulher dele, afetuosa, meiga e resignada; quando os conheci, tinham uma filhinha de dois anos.

    – Apesar disso, a Marocas...?

    – É verdade, dominou-o. Olhe, se não tem pressa, conto- -lhe uma coisa interessante.

    – Diga.


(Machado de Assis. Em: http://www.dominiopublico.gov.br. Adaptado)


* de qualidade, excepcional
Assinale a alternativa que atende à norma-padrão quanto ao emprego de pronome e à colocação pronominal.
Alternativas
Q3522196 Português
Leia o texto para responder à questão.


Singular ocorrência


    – Há ocorrências bem singulares. Está vendo aquela dama que vai entrando na igreja da Cruz? Parou agora no adro para dar uma esmola.

     – De preto?

    – Justamente; lá vai entrando; entrou.

     – Não diga mais nada. Esse olhar está dizendo que a dama é uma sua recordação de outro tempo, e não há de ser de muito tempo, a julgar pelo corpo: é moça de truz* .

    – Deve ter quarenta e seis anos.

     – Ah! conservada. Vamos lá; deixe de olhar para o chão, e conte-me tudo. Está viúva, naturalmente?

    – Não.

    – Bem; o marido ainda vive. É velho?

    – Não é casada.

    – Solteira?

     – Assim, assim. Deve chamar-se hoje D. Maria de tal. Em 1860, florescia com o nome familiar de Marocas. Não era costureira, nem proprietária, nem mestra de meninas; vá excluindo as profissões e lá chegará. Morava na rua do Sacramento. Já então era esbelta, e, seguramente, mais linda do que hoje; modos sérios, linguagem limpa. Na rua, com o vestido afogado, escorrido, sem luxo, arrastava a muitos, ainda assim.

    – Por exemplo, ao senhor.

    – Não, mas ao Andrade, um amigo meu, de vinte e seis anos, meio advogado, meio político, nascido nas Alagoas, e casado na Bahia, donde viera em 1859. Era bonita a mulher dele, afetuosa, meiga e resignada; quando os conheci, tinham uma filhinha de dois anos.

    – Apesar disso, a Marocas...?

    – É verdade, dominou-o. Olhe, se não tem pressa, conto- -lhe uma coisa interessante.

    – Diga.


(Machado de Assis. Em: http://www.dominiopublico.gov.br. Adaptado)


* de qualidade, excepcional
Considere as passagens do texto:

•  – Parou agora no adro para dar uma esmola.
•  – Bem; o marido ainda vive. É velho?
•  – Já então era esbelta, e, seguramente, mais linda do que hoje; modos sérios, linguagem limpa.

No contexto em que estão empregados, os advérbios destacados estabelecem, correta e respectivamente, relações de sentido de
Alternativas
Q3522195 Português
Leia o texto para responder à questão.


Singular ocorrência


    – Há ocorrências bem singulares. Está vendo aquela dama que vai entrando na igreja da Cruz? Parou agora no adro para dar uma esmola.

     – De preto?

    – Justamente; lá vai entrando; entrou.

     – Não diga mais nada. Esse olhar está dizendo que a dama é uma sua recordação de outro tempo, e não há de ser de muito tempo, a julgar pelo corpo: é moça de truz* .

    – Deve ter quarenta e seis anos.

     – Ah! conservada. Vamos lá; deixe de olhar para o chão, e conte-me tudo. Está viúva, naturalmente?

    – Não.

    – Bem; o marido ainda vive. É velho?

    – Não é casada.

    – Solteira?

     – Assim, assim. Deve chamar-se hoje D. Maria de tal. Em 1860, florescia com o nome familiar de Marocas. Não era costureira, nem proprietária, nem mestra de meninas; vá excluindo as profissões e lá chegará. Morava na rua do Sacramento. Já então era esbelta, e, seguramente, mais linda do que hoje; modos sérios, linguagem limpa. Na rua, com o vestido afogado, escorrido, sem luxo, arrastava a muitos, ainda assim.

    – Por exemplo, ao senhor.

    – Não, mas ao Andrade, um amigo meu, de vinte e seis anos, meio advogado, meio político, nascido nas Alagoas, e casado na Bahia, donde viera em 1859. Era bonita a mulher dele, afetuosa, meiga e resignada; quando os conheci, tinham uma filhinha de dois anos.

    – Apesar disso, a Marocas...?

    – É verdade, dominou-o. Olhe, se não tem pressa, conto- -lhe uma coisa interessante.

    – Diga.


(Machado de Assis. Em: http://www.dominiopublico.gov.br. Adaptado)


* de qualidade, excepcional
Considere as passagens do texto:

•  – Ah! conservada. Vamos lá; deixe de olhar para o chão, e conte-me tudo.
•  ... e casado na Bahia, donde viera em 1859.

As formas verbais destacadas expressam, correta e respectivamente, sentidos de:
Alternativas
Q3522194 Português
Leia o texto para responder à questão.


Singular ocorrência


    – Há ocorrências bem singulares. Está vendo aquela dama que vai entrando na igreja da Cruz? Parou agora no adro para dar uma esmola.

     – De preto?

    – Justamente; lá vai entrando; entrou.

     – Não diga mais nada. Esse olhar está dizendo que a dama é uma sua recordação de outro tempo, e não há de ser de muito tempo, a julgar pelo corpo: é moça de truz* .

    – Deve ter quarenta e seis anos.

     – Ah! conservada. Vamos lá; deixe de olhar para o chão, e conte-me tudo. Está viúva, naturalmente?

    – Não.

    – Bem; o marido ainda vive. É velho?

    – Não é casada.

    – Solteira?

     – Assim, assim. Deve chamar-se hoje D. Maria de tal. Em 1860, florescia com o nome familiar de Marocas. Não era costureira, nem proprietária, nem mestra de meninas; vá excluindo as profissões e lá chegará. Morava na rua do Sacramento. Já então era esbelta, e, seguramente, mais linda do que hoje; modos sérios, linguagem limpa. Na rua, com o vestido afogado, escorrido, sem luxo, arrastava a muitos, ainda assim.

    – Por exemplo, ao senhor.

    – Não, mas ao Andrade, um amigo meu, de vinte e seis anos, meio advogado, meio político, nascido nas Alagoas, e casado na Bahia, donde viera em 1859. Era bonita a mulher dele, afetuosa, meiga e resignada; quando os conheci, tinham uma filhinha de dois anos.

    – Apesar disso, a Marocas...?

    – É verdade, dominou-o. Olhe, se não tem pressa, conto- -lhe uma coisa interessante.

    – Diga.


(Machado de Assis. Em: http://www.dominiopublico.gov.br. Adaptado)


* de qualidade, excepcional
Nas passagens – Há ocorrências bem singulares. – e – Em 1860, florescia com o nome familiar de Marocas. –, os termos destacados significam, correta e respectivamente:
Alternativas
Respostas
11961: A
11962: D
11963: C
11964: A
11965: A
11966: C
11967: C
11968: E
11969: C
11970: B
11971: C
11972: C
11973: E
11974: A
11975: C
11976: B
11977: E
11978: A
11979: D
11980: D