Questões de Concurso
Sobre crase em português
Foram encontradas 8.463 questões
Resolva questões gratuitamente!
Junte-se a mais de 4 milhões de concurseiros!
Por que a IA jamais será consciente, segundo um Nobel de Física
Alguém ainda precisa fazer uma série de TV sobre a possibilidade de a inteligência artificial ser consciente ou não. Nos últimos meses, esse debate pegou fogo. Houve desde trocas de ofensas entre cientistas no Twitter (X) até abaixo-assinado chamando de "pseudociência" teorias que indicam que as IAs nunca poderão ser conscientes.
Esse é um debate altamente polarizado. De um lado, há aqueles que defendem que sim, as IAs podem se tornar conscientes, se é que já não o são. Um dos grandes expoentes desse campo é Patrick Butlin, da Universidade de Oxford. Com colegas, escreveu um célebre estudo que traz uma longa lista de critérios que eles analisam para ter certeza se uma IA é consciente. Com base neles, analisou as IAs atuais e chegou a duas conclusões.
A primeira é que nenhuma IA do presente é consciente (ainda que várias atinjam vários dos critérios, mas não todos). A segunda é que não existe nenhuma barreira técnica para construir uma IA que satisfaça todos os indicadores de consciência. Em outras palavras, na visão dele, as IAs podem, sim, ter consciência. Nessa mesma linha, o pesquisador Kyle Fish (que trabalha para a Anthropic) gosta de dizer que existe hoje uma chance de 15% a 20% de que as IAs do presente tenham alguma forma de consciência.
Nos anos 1980, o físico (e vencedor do Prêmio Nobel) Roger Penrose postulou que humanos observando esses sistemas "de fora" conseguem ver essas verdades. Logo, a compreensão consciente humana não pode ser reduzida a nenhum algoritmo. E nenhum computador conseguirá replicá-la.
Essa ideia ganhou dimensões ainda mais interessantes quando Penrose começou a trabalhar com o anestesiologista Stuart Hameroff. Hameroff pesquisa um dos grandes mistérios da medicina: ninguém sabe como os anestésicos gerais funcionam.
Eles desligam a consciência, mas deixam intactas as demais funções cerebrais. Isso é difícil de explicar pela teoria padrão de que a consciência emerge da atividade elétrica do cérebro. Para entender onde ela "mora", seria importante então entender o efeito dos anestésicos.
Ao ler o livro de Penrose sobre a irredutibilidade computacional da mente, ele teve uma ideia. Os anestésicos atuam sobre estruturas dos neurônios chamadas microtúbulos. Na sua visão, essas estruturas funcionam como computadores quânticos, que vivem em superposição até "colapsarem" de forma orquestrada.
Se ela estiver correta, as IAs jamais poderão ser conscientes. E nem os computadores quânticos, que possuem coerência quântica, mas não a estrutura "orquestrada" da mente humana. Em outras palavras: aplique um anestésico em um ser consciente e sua consciência cessará temporariamente. Aplique um anestésico em uma IA e o máximo que pode acontecer é um curto-circuito.
Ronaldo Lemos. Disponível em https://www1.folha.uol. com.br/colunas/ronaldolemos/2026/04/ acesso em 26 de abril de 2026(Adaptado).
Analise os itens abaixo, e depois, marque a alternativa que contém os itens corretos.
I. Houve desde trocas de ofensas entre cientistas no Twitter até abaixo-assinado chamando de "pseudociência" teorias que indicam que as IAs nunca poderão ser conscientes. O verbo destacado é intransitivo, por isso a oração em que ele se insere é oração sem sujeito.
II. Se ela estiver correta, as IAs jamais poderão ser conscientes. A locução verbal, quanto à sua transitividade, é de ligação, logo, o predicado é classificado como nominal.
III. Com base neles, analisou as IAs atuais e chegou a duas conclusões. Levando em consideração a regência do verbo destacado, se retirarmos o numeral “duas”, o “a” deverá receber, obrigatoriamente, o sinal indicador de crase.
IV. Eles desligam a consciência, mas deixam intactas as demais funções cerebrais. “Intactas” é, sintaticamente, um predicativo do objeto e um dos núcleos do predicado, logo o predicado da oração, em que se insere, é verbo-nominal.
Estão corretos apenas os itens:
O narrador foi uma festa em que foram servidos salgadinhos muito diferentes dos tradicionais. Um convidado se atreveu comer o misterioso talo branco que estava unido coxinha.
“Na conversa, o Dr. Manoel me explicou que a situação da epidemia na Penitenciária não era das piores se comparada à dos 7.200 presos da Casa de Detenção”. (4o parágrafo)
Assinale a alternativa em que a crase está de acordo com a norma-padrão e foi empregada pelo mesmo motivo que na passagem
O texto a seguir refere-se à questão.
Texto 1
ENTENDA POR QUE SER MULTITAREFA É UM MITO QUE FAZ MAL AO CÉREBRO
Participar de uma reunião, checar mensagens e adiantar um relatório ao mesmo tempo. Quem nunca sentiu um certo orgulho por conseguir fazer várias coisas simultaneamente? Mas, a longo prazo, a vida multitarefas, ou multitasking, cobra seu preço. Chegar ao fim do dia com a cabeça a mil e não conseguir dormir é um clássico. Viver com a sensação de cansaço também. Por essas e outras, seria sensato parar de glorificar esse comportamento e, sempre que possível, fazer uma coisa de cada vez.
Ninguém ganha com o multitasking
Multitarefa não é só realizar duas ou mais tarefas ao mesmo tempo. Alternar entre uma ação e outra ou executar várias atividades seguidas, sem pausas, são variações sobre o mesmo tema: uma tentativa de dar conta das mil e uma demandas do dia a dia. Com a divisão desproporcional das funções domésticas e do cuidado, as mulheres tendem a desenvolver ainda mais essa “capacidade”.
Pesquisadores que estudam o impacto do multitasking nos processos mentais garantem que a nossa mente não foi projetada para lidar com várias tarefas ao mesmo tempo. Por exemplo, o renomado neurocientista Earl Miller, do Massachusetts Institute of Technology (MIT), nos Estados Unidos, acredita que só podemos ter um ou dois pensamentos de cada vez.
Até a produtividade pode ser prejudicada. Ao contrário do que parece, alternar entre tarefas pode tornar tudo mais lento. Um estudo publicado no Journal of Experimental Psychology mostra que, ao mudar de atividade, o cérebro precisa se reajustar, retomar o raciocínio e lembrar as “regras” de cada função. O multitasking também nos impede de executar algumas ações no “piloto automático”, o que nos poupa alguns recursos mentais.
Pane no sistema cerebral
Um estudo da Cardiff University, do Reino Unido, indica que o multitasking tende a reconfigurar nossas conexões cerebrais, reduzindo a capacidade de manter o foco e de prestar atenção. Isso pode resultar em vários problemas, como um aumento na quantidade de erros e acidentes. Uma pesquisa de 2018, por exemplo, descobriu que adultos são mais propensos a cometer deslizes ao dirigir se estiverem realizando outras tarefas ao mesmo tempo, como ajustar o Waze ou checar o WhatsApp.
A falta de atenção também prejudica a memória, já que é preciso estar presente para que as experiências se fixem. Além disso, ao pular de uma tarefa para outra sem pausa, nosso cérebro não tem tempo de consolidar o que aprendeu ou de alcançar pensamentos mais profundos.
O multitasking também reduz a criatividade, que é estimulada quando a mente está livre de exigências complexas. “Muitas vezes, não estamos conseguindo memorizar as coisas porque não estamos presente de verdade, mas divididos em multitarefas no presencial e no online. Existe uma ilusão de que a atenção pode ser dividida, o que não é verdade”, explica Natália Mota, neurocientista e psiquiatra computacional.
Lidar com tarefas simultâneas também pode sobrecarregar o sistema nervoso e gerar sensação de urgência constante, o que contribui para o aumento da ansiedade. Tudo isso, a médio prazo, abre caminho ao esgotamento mental e ao burnout.
Monotasking e seus benefícios
Em um mundo que valoriza o multitasking como uma habilidade desejável, focar uma atividade por vez (monotasking) é cada vez mais difícil. Na correria, também parece que não temos outra opção. Mas poderíamos, pelo menos, parar de romantizar esse processo, reconhecer as suas consequências e evitar essa prática quando possível.
Um bom primeiro passo para quem deseja adotar o monotasking é limitar as distrações, começando pelos momentos de lazer — por exemplo, deixar o celular de lado enquanto assiste a séries. Já no trabalho, isso pode significar tanto procurar um local mais silencioso ou desligar notificações. Vale também agendar horários específicos para checar emails, mensagens e outras atividades que costumam nos distrair.
Mas esse talvez seja um preço necessário para perceber o que está em excesso ou o que consome mais tempo do que deveria. Essa mudança pode levar a transformações mais profundas. E o cérebro agradece.
Disponível em:
https://www1.folha.uol.com.br/equilibrio/2025/11/entenda-por-queser-multitarefa-e-um-mito-que-faz-mal-ao-cerebro.shtml. Acesso em: 10 dez. de 2025.
Durante ____ Copa América de 2024, o guatemalteco Humberto Panjoj, árbitro assistente da partida entre Canadá e Peru, desmaiou na beira do campo. A causa foi desidratação, causada pelo calor intenso. A partida tinha começado ____ 17 horas, sob temperatura de 34 ºC e umidade de 53%, na cidade americana de Kansas City, que estará entre ____ dezesseis cidades que sediarão jogos da Copa do Mundo. Depois que Panjoj foi retirado do campo, a partida transcorreu normalmente. O Canadá venceu por 1 ____ 0. [...]
O episódio chama ____ atenção para um fantasma que ronda a Copa do Mundo. Os três países que sediarão a competição − Estados Unidos, México e Canadá − de 11 de junho ____ 19 de julho estarão entre o fim da primavera e o início do verão.
(Disponível em: https://l1nk.dev/k6uq9gq. Acesso em 16 mai. 2026. Adaptado.)
Assinale a alternativa que completa correta e respectivamente as lacunas no excerto:
No trecho, o emprego da crase é obrigatório. Com base nas regras de utilização desse sinal indicativo, analise os enunciados a seguir, considerando os casos em que seu uso também é obrigatório.
I.O monitoramento ocorrerá à distância, com uso de inteligência artificial.
II.A briga foi prejudicial à nossa relação.
III.Custa à Maria ver o filho sofrer. IV.Refere-se àquilo que aconteceu ontem na festa.
Assinale a alternativa que apresenta as frases em que o emprego da crase é obrigatório.
Assinale a alternativa cujos elementos preenchem corretamente as lacunas a seguir, de acordo com a norma-padrão, na mesma ordem:
- Trouxe isso ______ você como lembrança.
- Fiz menção _____ dificuldades em geral.
- Vou comunicar minha decisão ____ chefia, _____ fim de dar ciência sobre os fatos.
- Ele merece reconhecimento, pois trabalha de sol ____ sol, sem nunca reclamar.
a inovação social envolve criar soluções originais para problemas coletivos, especialmente ligados às desigualdades e condições de vida precárias.
I. O termo a inovação social exerce a função sintática de sujeito da oração principal, classificando-se como um sujeito simples cujo núcleo é o substantivo inovação.
II. A substituição de às desigualdades por a desigualdades (sem o sinal indicativo de crase) mantém a correção gramatical da frase, desde que o termo a permaneça no singular diante do substantivo plural.
Acerca das assertivas, pode-se afirmar que:
ADICHIE, Chimamanda Ngozi. Hibisco Roxo. São Paulo: Companhia das Letras, 2011, p.39.
No trecho, a expressão “à mão” em “porta talhada à mão” apresenta acento grave indicativo de crase. Nesse contexto, seu uso se justifica pela(o)
I. Em: “[...] o que só foi possível devido à existência de ferramentas tecnológicas avançadas e à capacidade do ser humano de encontrar soluções [...]” (2º parágrafo), o emprego da crase é obrigatório.
II. Em: “Há cinco, dez anos atrás [...]” (2º parágrafo), o verbo “haver” está conjugado no futuro.
III. Em: “Carreira bem-sucedida e sustentável” (3º parágrafo), os elementos em destaque exercem a função sintática de adjunto adverbial.
IV. Em: “Profissionais que utilizam a IA tendem a ser considerados estratégicos [...]” (4º parágrafo), o sujeito em destaque é composto.
Assinale a alternativa CORRETA.
I. À prestação das passagens ficou abaixo do esperado, o que foi motivo de alegria.
II. À custa de tanta dedicação e estudo, a maioria das pessoas se formam no ensino superior no Brasil.
III.Diante da situação econômica e do sonho de correr o mundo, comprou todas a passagens à prazo.
IV.Face à face com seu sonho, decidiu que lutaria até realizá-lo.
V. À meia luz, leu até adormecer. Era seu costume todos os dias.
Está correto o emprego do acento grave (crase) em: