Questões de Concurso Para educação

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Q3928813 Física
    Uma esfera não condutora com raio igual a 1 m tem uma carga de 10 C distribuída uniformemente sobre todo seu volume. É feito, então, um buraco esférico, centrado no centro desta esfera, de modo que se retira metade da sua carga. Esta esfera com um buraco é colocada na presença de outra esfera não condutora, preenchida uniformemente com uma carga de 5 C e com raio igual a 80 cm, de tal forma que suas superfícies ficam a 20 cm de distância, conforme ilustrado na figura a seguir.

Captura_de tela 2026-03-12 142654.png (563×253)

Considerando as informações apresentadas e que as esferas estejam no vácuo, o qual tem permissividade elétrica igual εa e constante de força elétrica Captura_de tela 2026-03-12 142705.png (153×98), assinale a opção que apresenta corretamente a intensidade do campo elétrico resultante, em N/m2, no ponto médio entre os centros das esferas.
Alternativas
Q3928812 Física
Considerando que R represente a constante universal dos gases, se um mol de um gás ideal, que ocupa um volume inicial V, sofrer compressão isotérmica até atingir a metade do seu volume inicial (V/2), a variação de entropia desse gás será igual a
Alternativas
Q3928811 Física
    Um mol de um gás ideal monoatômico está inicialmente em equilíbrio termodinâmico em um recipiente que é fechado e isolado termicamente. Acima do recipiente, há um êmbolo em repouso e em equilíbrio mecânico, mas que pode se mover livremente sem atrito, conforme a figura a seguir.

Captura_de tela 2026-03-12 142631.png (264×325)

    Um corpo de massa igual à do êmbolo é colocado em cima deste, fazendo-o se mover até outro ponto de equilíbrio termodinâmico e mecânico, de modo que o êmbolo fica novamente em repouso, de acordo com a figura subsequente.

Captura_de tela 2026-03-12 142638.png (258×321)

A partir das informações apresentadas e considerando que a compressão do gás ideal ocorra em um processo quase estático e adiabático e que todo o sistema esteja no vácuo, assinale a opção que corresponde à razão entre a temperatura do gás comprimido em equilíbrio e a temperatura inicial do gás. 
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Q3928810 Engenharia Mecânica
    O ciclo termodinâmico mostrado na figura a seguir representa o funcionamento de um motor de três tempos, associados a três processos: uma expansão isovolumétrica de A até B; uma expansão isotérmica de B até C; uma contração isobárica de C até A.

Captura_de tela 2026-03-12 142622.png (440×354)

Considerando as informações apresentadas e que o fluido de trabalho seja um gás ideal, assinale a opção que corresponde ao valor da eficiência térmica do ciclo de Carnot que opera entre as temperaturas mínima e máxima do ciclo termodinâmico representado pela figura precedente.
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Q3928809 Engenharia Hidráulica
    Em um canal subterrâneo que tem área de seção transversal igual a 2a, a água escoa com velocidade v. O canal se divide em dois canais, com metade da vazão indo para cada um deles. O canal mais profundo tem área de seção transversal igual a a, enquanto o canal superior sofre um estreitamento até ficar com área de seção transversal igual a a/2, conforme mostrado na figura a seguir.

Captura_de tela 2026-03-12 142608.png (532×287)

A partir dessas informações e desprezando a diferença de profundidade entre os canais, assinale a opção que corresponde à diferença de pressão entre o canal superior após o estreitamento e o canal inferior, considerando que a densidade da água seja p = 1 g/cm3, que a velocidade da água no canal antes de este se dividir seja v = 1 m/s e que a água escoe como um fluido incompressível e não viscoso.
Alternativas
Q3928808 Física
    Um projétil de massa m é lançado obliquamente da superfície da Terra, com velocidade Captura_de tela 2026-03-12 142535.png (25×44), formando um ângulo de 60° com a superfície horizontal. Quando o projétil atinge a altura máxima hmáxima, ele explode, dividindo-se em dois corpos de massas idênticas, denotados por A e B. Imediatamente após a explosão, o corpo A fica parado e o corpo B se move na mesma direção em que o projétil estava se movendo imediatamente antes da explosão, conforme ilustra a figura a seguir.

Captura_de tela 2026-03-12 142545.png (545×310)

Com base nessas informações, assinale a opção que corresponde ao valor da energia liberada pela explosão do projétil.
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Q3928807 Física
    Um corpo, inicialmente em repouso, está no topo de um plano inclinado, de altura h. O ângulo entre o plano e a direção horizontal é dado por θ, e a aceleração da gravidade é representada por g, conforme ilustrado na figura a seguir.

Captura_de tela 2026-03-12 142446.png (283×177)

    Sabe-se que há atrito entre o corpo e a superfície do plano inclinado e que o coeficiente de atrito estático é o dobro do coeficiente de atrito cinético e tem valor adimensional igual a 1. Sabe-se, também, que o valor de θ é o menor valor possível para que o corpo não permaneça em repouso. Sobre o corpo atua a força peso.

    A partir dessas informações, assinale a opção que corresponde ao tempo que o corpo demorará para descer do topo até a base do plano inclinado.
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Q3928806 Inglês
Text for question.

    The elevation of scientific discourse to a major component in the project of modernity and the Eurocentrism inherent in the Western scientific enterprise have aided both the development of racial hierarchies and the creation of the long-enduring myth of science as an impartial, pure and value-free endeavour, superior to other peoples’ modes of thinking. It is also to be argued that it is one thing to ‘discover’, identify, categorise and classify plants, beetles as well as peoples, but quite another to transform such categories and classifications into hierarchies that suggest stratification in terms of social and moral inferiority. The process of categorisation would then not in itself be normative, but rather evaluative attributions would be based upon moral and social preferences, subjective value judgements and the striving for political power.
    The conundrum of the conceptual status and the socio-political consequences of the Enlightenment has not been resolved satisfactorily. Yet there now exists agreement on some parameters. The consensus is that scientific racism, racial medicine and colonial rule were for a time closely linked, variously reinforced and justified each other. Claims to racial superiority and Western scientific and medical hegemony are seen to have emerged alongside each other in the wake of the Enlightenment, culminating eventually not only in scientifically based racism in the nineteenth century and racial medicine in the twentieth century, but also in the perceived enhancement and legitimisation of colonial expansion by reference to medical and scientific progress. The interrelatedness of race, science and medicine, and its extension to the colonial realm during the nineteenth century, in particular, therefore constitutes one major focus for work and research.


Waltraud Ernst. Historical and contemporary perspectives on race, science and medicine.
In: Waltraud Ernst and Bernard Harris (eds.) Race, Science and Medicine, 1700–1960.
London: Routledge, 1999.
In Waltraud Ernst’s text, the word “conundrum”, used in the beginning of the second paragraph, could be correctly replaced, without changing the overall meaning of the sentence, with
Alternativas
Q3928805 Inglês
Text for question.

    The elevation of scientific discourse to a major component in the project of modernity and the Eurocentrism inherent in the Western scientific enterprise have aided both the development of racial hierarchies and the creation of the long-enduring myth of science as an impartial, pure and value-free endeavour, superior to other peoples’ modes of thinking. It is also to be argued that it is one thing to ‘discover’, identify, categorise and classify plants, beetles as well as peoples, but quite another to transform such categories and classifications into hierarchies that suggest stratification in terms of social and moral inferiority. The process of categorisation would then not in itself be normative, but rather evaluative attributions would be based upon moral and social preferences, subjective value judgements and the striving for political power.
    The conundrum of the conceptual status and the socio-political consequences of the Enlightenment has not been resolved satisfactorily. Yet there now exists agreement on some parameters. The consensus is that scientific racism, racial medicine and colonial rule were for a time closely linked, variously reinforced and justified each other. Claims to racial superiority and Western scientific and medical hegemony are seen to have emerged alongside each other in the wake of the Enlightenment, culminating eventually not only in scientifically based racism in the nineteenth century and racial medicine in the twentieth century, but also in the perceived enhancement and legitimisation of colonial expansion by reference to medical and scientific progress. The interrelatedness of race, science and medicine, and its extension to the colonial realm during the nineteenth century, in particular, therefore constitutes one major focus for work and research.


Waltraud Ernst. Historical and contemporary perspectives on race, science and medicine.
In: Waltraud Ernst and Bernard Harris (eds.) Race, Science and Medicine, 1700–1960.
London: Routledge, 1999.
Waltraud Ernst’s text leads to the conclusion that, for him,
Alternativas
Q3928804 Inglês
Text for question.

    The elevation of scientific discourse to a major component in the project of modernity and the Eurocentrism inherent in the Western scientific enterprise have aided both the development of racial hierarchies and the creation of the long-enduring myth of science as an impartial, pure and value-free endeavour, superior to other peoples’ modes of thinking. It is also to be argued that it is one thing to ‘discover’, identify, categorise and classify plants, beetles as well as peoples, but quite another to transform such categories and classifications into hierarchies that suggest stratification in terms of social and moral inferiority. The process of categorisation would then not in itself be normative, but rather evaluative attributions would be based upon moral and social preferences, subjective value judgements and the striving for political power.
    The conundrum of the conceptual status and the socio-political consequences of the Enlightenment has not been resolved satisfactorily. Yet there now exists agreement on some parameters. The consensus is that scientific racism, racial medicine and colonial rule were for a time closely linked, variously reinforced and justified each other. Claims to racial superiority and Western scientific and medical hegemony are seen to have emerged alongside each other in the wake of the Enlightenment, culminating eventually not only in scientifically based racism in the nineteenth century and racial medicine in the twentieth century, but also in the perceived enhancement and legitimisation of colonial expansion by reference to medical and scientific progress. The interrelatedness of race, science and medicine, and its extension to the colonial realm during the nineteenth century, in particular, therefore constitutes one major focus for work and research.


Waltraud Ernst. Historical and contemporary perspectives on race, science and medicine.
In: Waltraud Ernst and Bernard Harris (eds.) Race, Science and Medicine, 1700–1960.
London: Routledge, 1999.
It can be inferred from Waltraud Ernst’s text that scientifically based racism and colonial expansion
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Q3928803 Inglês
Text for question.

     Space medicine is an emerging field that blends emergency care, physiology, psychology and toxicology to help astronauts manage the health challenges of space flight. Its key focus is understanding how the body responds in the absence of gravity. In space, astronauts live in microgravity, a state of near weightlessness caused by continuous free fall while orbiting the planet.
     Although gravity is still present, its effects are greatly diminished. Fluids move upward, muscles weaken and bones lose mass. These changes can disrupt normal body function in ways that are still being studied.
     “Microgravity is not an environment we evolved for,” says Dr. Lisa McNamee, who works with space medicine. “It acts like a stress test on the body, and that tells us things about human physiology that we’d never discover in a lab,” she adds.
     Other risks include radiation, pressure changes, disrupted sleep cycles, lunar dust and g-forces. These forces, caused by changes in acceleration, can place added strain on the body.

Niamh Shaw. Medicine’s final frontier: How space is changing what we know about health.
Internet: <www.irishtimes.com> (adapted).
With the sentence “Fluids move upward, muscles weaken and bones lose mass” (second sentence of the second paragraph), Niamh Shaw mentions bodily changes that
Alternativas
Q3928802 Inglês
Text for question.

     Space medicine is an emerging field that blends emergency care, physiology, psychology and toxicology to help astronauts manage the health challenges of space flight. Its key focus is understanding how the body responds in the absence of gravity. In space, astronauts live in microgravity, a state of near weightlessness caused by continuous free fall while orbiting the planet.
     Although gravity is still present, its effects are greatly diminished. Fluids move upward, muscles weaken and bones lose mass. These changes can disrupt normal body function in ways that are still being studied.
     “Microgravity is not an environment we evolved for,” says Dr. Lisa McNamee, who works with space medicine. “It acts like a stress test on the body, and that tells us things about human physiology that we’d never discover in a lab,” she adds.
     Other risks include radiation, pressure changes, disrupted sleep cycles, lunar dust and g-forces. These forces, caused by changes in acceleration, can place added strain on the body.

Niamh Shaw. Medicine’s final frontier: How space is changing what we know about health.
Internet: <www.irishtimes.com> (adapted).
Niamh Shaw’s main purpose with her text is to
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Q3928801 Educação Artística
Captura_de tela 2026-03-12 141927.png (413×303)
Foto: Douglas Júnior. Internet: <g1.globo.com>.

A imagem anterior retrata uma apresentação de cacuriá, dança típica surgida como parte das festividades do Divino Espírito Santo e tornada patrimônio cultural imaterial do Maranhão em 2018. Essa dança envolve música, dança, brincadeira e jogos de sentido. Considerando as expressões e linguagens artísticas encontradas na cultura popular brasileira e conhecimentos gerais em artes, assinale a opção correta.
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Q3928800 Estatuto da Pessoa com Deficiência - Lei nº 13.146 de 2015
    Tecnologia assistiva (ou ajuda técnica), conforme definida na Lei Brasileira de Inclusão, são produtos, equipamentos, dispositivos, recursos, metodologias, estratégias, práticas e serviços que objetivem promover a funcionalidade, relacionada à atividade e à participação da pessoa com deficiência ou com mobilidade reduzida, visando à autonomia, independência, qualidade de vida e inclusão social.

Brasil. Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania. Manual de acessibilidade em eventos presenciais. 1.ª ed. Secretaria Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência, 2025. Internet: <gov.br>.

Considerando as informações apresentadas, assinale a opção correta acerca do uso de tecnologia assistiva em eventos e produções artísticas.
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Q3928799 Literatura
Com relação ao gênero literário dramático e sua produção artística como espetáculo, assinale a opção correta. 
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Q3928798 Literatura
Amor

    Todo o seu desejo vagamente artístico encaminhara-se há muito no sentido de tornar os dias realizados e belos; com o tempo seu gosto pelo decorativo se desenvolvera e suplantara a íntima desordem. Parecia ter descoberto que tudo era passível de aperfeiçoamento, a cada coisa se emprestaria uma aparência harmoniosa; a vida podia ser feita pela mão do homem.
    No fundo, Ana sempre tivera necessidade de sentir a raiz firme das coisas. E isso um lar perplexamente lhe dera. Por caminhos tortos, viera a cair num destino de mulher, com a surpresa de nele caber como se o tivesse inventado.
        (...)
      O bonde vacilava nos trilhos, entrava em ruas largas. Ana respirou profundamente e uma grande aceitação deu ao seu rosto um ar de mulher. O bonde se arrastava, em seguida estacava. Até Humaitá tinha tempo de descansar. Foi então que olhou para o homem parado no ponto.
     A diferença entre ele e os outros é que ele estava realmente parado. De pé, suas mãos se mantinham avançadas. Era um cego.
    O que havia mais que fizesse Ana se aprumar em desconfiança? Alguma coisa intranquila estava sucedendo. Então ela viu: o cego mascava chicles... Um homem cego mascava chicles.
     Ana ainda teve tempo de pensar por um segundo que os irmãos viriam jantar — o coração batia-lhe violento, espaçado. Inclinada, olhava o cego profundamente, como se olha o que não nos vê. Ele mastigava goma na escuridão. Sem sofrimento, com os olhos abertos. O movimento da mastigação fazia-o parecer sorrir e de repente deixar de sorrir, sorrir e deixar de sorrir — como se ele a tivesse insultado, Ana olhava-o. E quem a visse teria a impressão de uma mulher com ódio.

Clarice Lispector. Todos os contos. Benjamin Moser (org.).
Rio de Janeiro: Rocco, 2016, p. 145-7 (com adaptações).

O texto Amor ilustra um aspecto marcante e inovador da narrativa intimista de Clarice Lispector no contexto da terceira fase do Modernismo brasileiro. Esse aspecto corresponde 
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Q3928797 Português
Amor

    Todo o seu desejo vagamente artístico encaminhara-se há muito no sentido de tornar os dias realizados e belos; com o tempo seu gosto pelo decorativo se desenvolvera e suplantara a íntima desordem. Parecia ter descoberto que tudo era passível de aperfeiçoamento, a cada coisa se emprestaria uma aparência harmoniosa; a vida podia ser feita pela mão do homem.
    No fundo, Ana sempre tivera necessidade de sentir a raiz firme das coisas. E isso um lar perplexamente lhe dera. Por caminhos tortos, viera a cair num destino de mulher, com a surpresa de nele caber como se o tivesse inventado.
        (...)
      O bonde vacilava nos trilhos, entrava em ruas largas. Ana respirou profundamente e uma grande aceitação deu ao seu rosto um ar de mulher. O bonde se arrastava, em seguida estacava. Até Humaitá tinha tempo de descansar. Foi então que olhou para o homem parado no ponto.
     A diferença entre ele e os outros é que ele estava realmente parado. De pé, suas mãos se mantinham avançadas. Era um cego.
    O que havia mais que fizesse Ana se aprumar em desconfiança? Alguma coisa intranquila estava sucedendo. Então ela viu: o cego mascava chicles... Um homem cego mascava chicles.
     Ana ainda teve tempo de pensar por um segundo que os irmãos viriam jantar — o coração batia-lhe violento, espaçado. Inclinada, olhava o cego profundamente, como se olha o que não nos vê. Ele mastigava goma na escuridão. Sem sofrimento, com os olhos abertos. O movimento da mastigação fazia-o parecer sorrir e de repente deixar de sorrir, sorrir e deixar de sorrir — como se ele a tivesse insultado, Ana olhava-o. E quem a visse teria a impressão de uma mulher com ódio.

Clarice Lispector. Todos os contos. Benjamin Moser (org.).
Rio de Janeiro: Rocco, 2016, p. 145-7 (com adaptações).

No texto Amor, a imagem de um cego no ponto do bonde provoca na personagem Ana uma reação tão intensa que “quem a visse teria a impressão de uma mulher com ódio”. Pelos sentidos veiculados no fragmento, infere-se que tal reação se deve
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Q3928796 Literatura
Botafogo                                                          Murilo Mendes
Desfilam algas, sereias, peixes e galeras
E legiões de homens desde a pré-história
Diante do Pão de Açúcar impassível.
Um aeroplano bica a pedra amorosamente
A filha do português debruçou-se à janela
Os anúncios luminosos leem seu busto
A enseada encerrou-se num arranha-céu.

Murilo Mendes. Os quatro elementos. Internet: <www.algumapoesia.com.br>.

O Modernismo brasileiro recebeu forte influência das vanguardas europeias, cujos conceitos passaram a fazer parte definitivamente da arte brasileira a partir da Semana de Arte Moderna. No texto Botafogo, que integra o Modernismo brasileiro, verifica-se que o autor foi influenciado, principalmente, pelo(a) 
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Q3928795 Literatura
Memórias de um sargento de milícias

    Viu-se na rua, sem saber para onde ir, tendo por única fortuna uma bacia de barbear embaixo do braço, um par de navalhas e outro de lancetas na algibeira. Verdade é que quem tinha consigo estes trastes estava com as armas e uniforme do ofício; porém isso não bastava; o pobre rapaz estava em apertos. (...)
    No largo do Paço um marujo que estava sentado em uma pedra junto ao mar chamou-o para que lhe fizesse a barba: mãos à obra, que já naquele dia não morria de fome.
    Todo barbeiro é tagarela, e principalmente quando tem pouco que fazer; começou portanto a puxar conversa com o freguês. Foi a sua salvação e fortuna.
    O navio a que o marujo pertencia viajava para a Costa e ocupava-se no comércio de negros; era um dos comboios que traziam fornecimento para o Valongo, e estava pronto a largar.
    — Ó mestre! disse o marujo no meio da conversa, você também não é sangrador?
    — Sim, eu também sangro...
    — Pois olhe, você estava bem bom, se quisesse ir conosco... para curar a gente a bordo; morre-se ali que é uma praga.
    — Homem, eu da cirurgia não entendo muito...
    — Pois já não disse que sabe também sangrar?
    — Sim...
    — Então já sabe até demais.
    No dia seguinte saiu o nosso homem pela barra fora: a fortuna tinha-lhe dado o meio, cumpria sabê-lo aproveitar; de oficial de barbeiro dava um salto mortal a médico de navio negreiro; restava unicamente saber fazer render a nova posição. Isso ficou por sua conta.

Manuel Antônio de Almeida. Memórias de um sargento de milícias.
São Paulo: Ática, 2001, p. 43.
O romance Memórias de um sargento de milícias foi publicado entre 1852 e 1853, mas os fatos narrados se passam em um período anterior, compreendido entre 1808 e 1820. Considerando essa informação e o trecho do romance apresentado anteriormente, assinale a opção correta em relação a essa obra no contexto da literatura brasileira. 
Alternativas
Q3928794 Português
Memórias de um sargento de milícias

    Viu-se na rua, sem saber para onde ir, tendo por única fortuna uma bacia de barbear embaixo do braço, um par de navalhas e outro de lancetas na algibeira. Verdade é que quem tinha consigo estes trastes estava com as armas e uniforme do ofício; porém isso não bastava; o pobre rapaz estava em apertos. (...)
    No largo do Paço um marujo que estava sentado em uma pedra junto ao mar chamou-o para que lhe fizesse a barba: mãos à obra, que já naquele dia não morria de fome.
    Todo barbeiro é tagarela, e principalmente quando tem pouco que fazer; começou portanto a puxar conversa com o freguês. Foi a sua salvação e fortuna.
    O navio a que o marujo pertencia viajava para a Costa e ocupava-se no comércio de negros; era um dos comboios que traziam fornecimento para o Valongo, e estava pronto a largar.
    — Ó mestre! disse o marujo no meio da conversa, você também não é sangrador?
    — Sim, eu também sangro...
    — Pois olhe, você estava bem bom, se quisesse ir conosco... para curar a gente a bordo; morre-se ali que é uma praga.
    — Homem, eu da cirurgia não entendo muito...
    — Pois já não disse que sabe também sangrar?
    — Sim...
    — Então já sabe até demais.
    No dia seguinte saiu o nosso homem pela barra fora: a fortuna tinha-lhe dado o meio, cumpria sabê-lo aproveitar; de oficial de barbeiro dava um salto mortal a médico de navio negreiro; restava unicamente saber fazer render a nova posição. Isso ficou por sua conta.

Manuel Antônio de Almeida. Memórias de um sargento de milícias.
São Paulo: Ática, 2001, p. 43.
No fragmento apresentado da obra Memórias de um sargento de milícias, o emprego da palavra “fortuna” no primeiro, no terceiro e no último parágrafos contribui para a caracterização do personagem central do episódio narrado, o barbeiro, porque
Alternativas
Respostas
19061: A
19062: X
19063: E
19064: X
19065: A
19066: B
19067: B
19068: D
19069: A
19070: B
19071: C
19072: E
19073: D
19074: A
19075: C
19076: C
19077: D
19078: A
19079: C
19080: B