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Texto 7
As quatro estações
Cunha, Antônio. Três dramas possíveis. Joinville: Editora Letradágua, 2004. p. 45-46.
Assinale a alternativa correta em relação ao texto 7.




( ) A ideia principal do texto é a de que há urgência na realização de concursos para contratação de professores efetivos nas redes públicas de ensino.
( ) Na linha 03, o elemento anafórico “desses procedimentos” retoma os seguintes termos mencionados na linha 03: “processos de atribuição, designação ou distribuição de aulas”.
( ) As redes de ensino recorrem à contratação temporária de professores, pois não há docentes efetivos suficientes.
( ) A contratação temporária de professores revela a preocupação de muitos governadores e prefeitos com a educação no país.
( ) A contratação temporária de professores deve se tornar regra nas redes de ensino municipais e estaduais no país.
( ) Na linha 16, o texto refere-se à instituição de “uma espécie de notório saber disfarçado” que se relaciona à falta de formação adequada de professoras e professores contratados temporariamente.
( ) No entanto, não digo que a descobri e que, por isso, quero possuí-la. Assim como não digo que descobri o céu, ou os animais de caça! Sempre estiveram aí, desde antes de eu nascer.
( ) Mas esse é um pensamento cheio de esquecimento! Omama nos criou, com o céu e a floresta, lá onde nossos ancestrais têm vivido desde sempre.
( ) Contam os brancos que um português disse ter descoberto o Brasil há muito tempo. Pensam mesmo, até hoje, que foi ele o primeiro a ver nossa terra.
( ) Contento-me em olhar para o céu e caçar os animais da floresta. E só. E é esse o único pensamento direito.
( ) Nossas palavras estão presentes nesta terra desde o primeiro tempo, do mesmo modo que as montanhas onde moram os xapiri. Nasci na floresta e sempre vivi nela.
Davi Kopenawa. A queda do céu: palavras de um xamã yanomami [2010]. São Paulo: Companhia das Letras, 2015.
Leia o texto 4 para responder à questão
Texto 4

Legenda: Uma vez a Dolores atendeu uma vendedora de plano de telefonia. A moça ficou 40 minutos presa na ligação com a Dolores. Nunca mais ela ligou. Dona Anésia, Instagram, @dona.anesia, 05 set. 2025. Disponível em: https://www.instagram.com/p/DOPe1hAjHwB/?img_index=10.
( ) O humor da tirinha pode ser explicado pela quebra de expectativa do leitor, já que a personagem Dolores trata a pessoa ao telefone com intimidade, mesmo sem conhecê-la.
( ) No quarto quadrinho, a partir do enunciado “Não, aqui é a Dolores”, o leitor já pode ter certeza de que a ligação recebida é de uma pessoa desconhecida e se trata de um engano.
( ) No quinto quadrinho, a palavra “aqui” refere-se à casa de Dona Anésia e pode ser classificada como uma conjunção locativa.
( ) No penúltimo quadrinho, a vírgula antes de “menina” é empregada em razão de um vocativo.
( ) No sexto quadrinho, a expressão “tomar um café” pode ser entendida como um encontro entre amigas, o que confere sentido conotativo ao enunciado.
Leia o texto 4 para responder à questão
Texto 4

Legenda: Uma vez a Dolores atendeu uma vendedora de plano de telefonia. A moça ficou 40 minutos presa na ligação com a Dolores. Nunca mais ela ligou. Dona Anésia, Instagram, @dona.anesia, 05 set. 2025. Disponível em: https://www.instagram.com/p/DOPe1hAjHwB/?img_index=10.
Texto 3
BRASIL. Ministério da Saúde, Instagram, @minsaude, 12 dez. 2025. Disponível em: https://www.instagram.com/minsaude.
Com base no texto 3, considere as seguintes afirmativas e assinale a alternativa correta.
I. O texto tem como objetivo principal alertar a população sobre a necessidade de procurar ajuda médica diante dos sintomas do vírus da zika.
II. Trata-se de um texto do tipo instrucional que apresenta características como o uso de verbos no imperativo e linguagem objetiva.
III. Trata-se de um texto argumentativo, pois tenta convencer o leitor a procurar ajuda médica a partir de exemplos reais.
IV. O texto tem como um de seus objetivos orientar a população a prevenir a doença, já que contém dicas de como evitar a proliferação do mosquito transmissor da doença.




[...]
É histórico o entendimento de que o técnico administrativo tem o papel de executar, e não de refletir, uma vez que questões de natureza complexa, que envolvem o futuro das instituições são tarefas para docentes (SANTOS, 2010, p. 40).
E assim a carreira dos Técnicos em Assuntos Educacionais [TAE] vai se constituindo, sem muito amparo na legislação, que é confusa e recente. Os editais de concurso estabeleciam as atribuições do cargo conforme a legislação, porém a realidade quando do início de suas atividades era diversa. Como construir uma identidade neste contexto? Servidores com formações diferentes, embora com uma única descrição de atividades a ser desempenhadas.
Um outro viés que o TAE se deparou foi o convívio com o Pedagogo. Atribuições muito semelhantes, alguns servidores TAEs tem formação em Pedagogia, mas o trabalho que desenvolvem é diferente? Se são quase as mesmas atribuições por que não se ampliaram as vagas para Pedagogo ao invés de criar o cargo de Técnico em Assuntos Educacionais. A formação em Pedagogia faz alguma diferença?
Esse conflito se deve também a legislação que ora exigia formação em Pedagogia somente, ora exigia formação em qualquer Licenciatura, fazendo com que a identidade destes servidores se tornasse frágil. Assim, a lei que deveria conduzir a uma identidade, acabou por desconstruí-la. Conforme o Edital 15/2016 IFPR, as atribuições do cargo de Pedagogo e TAE são
Pedagogo = Implementar a execução, avaliar e coordenar a (re)construção do projeto pedagógico de escolas de educação infantil, de ensino médio ou ensino profissionalizante com a equipe escolar. Viabilizar o trabalho pedagógico coletivo e facilitar o processo comunicativo da comunidade escolar e de associações a ela vinculadas. Assessorar nas atividades de ensino, pesquisa e extensão. TAE = Coordenar as atividades de ensino, planejamento, orientação, supervisionando e avaliando estas atividades, para assegurar a regularidade do desenvolvimento do processo educativo. Assessorar nas atividades de ensino, pesquisa e extensão (EDITAL IFPR, 2016).
É clara a similaridade das atribuições de ambos os cargos, que aponta para práticas de natureza essencialmente pedagógicas, assessoramento nas atividades de ensino, pesquisa e extensão; atividades fim das instituições escolares. O que os diferencia então? Primeiramente distinguir o TAE significa dizer que ele não é um Pedagogo e isto precisa ficar bem claro; lhe são atribuídas funções e cobrados saberes que são especificamente encontrados em suas formações. Suas formações acadêmicas lhes permitem atuar em atividades essencialmente pedagógicas e contribuir também com “pensar os processos da educação” dentre a pluralidade de conhecimento que possuem.
[...]
Fonte: LEWANDOWSKI, Jacqueline Maria Duarte. Os Técnicos em Assuntos Educacionais do Instituto Federal do Paraná: em busca de sua identidade profissional. Dissertação (Mestrado em Educação). Programa de Pós-Graduação em Educação. Universidade Estadual do Oeste do Paraná. Cascavel: Unioeste, 2028. Disponível em: https://tede.unioeste.br/bitstream/tede/4027/5/Jacqueline_Lewandowski_2018.pdf. Acesso em: 03 abr. 2026.
Em sua dissertação, Lewandowski (2018) investiga o trabalho do Técnico em Assuntos Educacionais (TAE) e tensiona a identidade deste profissional frente às atribuições de outros profissionais que compartilham o mesmo ambiente de trabalho, como os pedagogos, os professores e os gestores escolares. Neste processo de análise, a autora articula diversos autores para embasar os seus posicionamentos. Na listagem abaixo, assinale os posicionamentos utilizados pela autora na sua dissertação para discutir a identidade profissional do TAE.
I - A identidade então é marcada pela diferença. E os TAEs, neste contexto, apesar de desempenharem suas funções no espaço escolar não formal, ou seja, fora da sala de aula, não significa que desenvolvam atividades-meio, apenas de suporte às atividades docentes, e que as atividades-fim sejam de responsabilidade exclusiva destes.
II - A construção de uma identidade também se caracteriza por negar o que não lhe cabe fazer, ou o que não é sua atribuição e reconhecer o valor de seu trabalho. Precisam [os TAEs] se reconhecer perante a comunidade acadêmica como sujeito integrante insubstituível, e ser identificado da mesma maneira pelos demais servidores.
III - Ao dizer que o técnico em assuntos educacionais não é pedagogo, estamos afirmando uma diferença, excluindo-o da categoria de pedagogos, dizendo que não pertencem a categoria de pedagogos.
IV - Por se tratar de servidores [os TAEs] que não possuem uma marca característica, como por exemplo o Pedagogo, as chefias também não têm clareza de suas atribuições, falta o entendimento dos colegas e dos próprios TAEs.
V - Percebemos que a busca pela identidade dos TAEs vem desde o momento da criação do cargo, busca por autoafirmação e reconhecimento da comunidade acadêmica, busca pela apropriação de suas atribuições de maneira que sejam constituídas suas características e referências.
Assinale a alternativa que agrupa os posicionamentos encontrados na dissertação de Lewandowski (2018) para a discussão sobre a identidade do TAE.
I – Comparando os dados dos anos 2014 e 2015, este último foi superior em número de vagas, em número de ingressos e em número de concluintes.
II - Comparando os dados dos anos 2009 e 2010, este último foi superior em número de vagas, em número de concluintes e na taxa de concluintes.
III - Comparando os dados dos anos 2010 e 2015, o primeiro foi inferior em número de vagas e em número de concluintes, mas apresentou maior taxa de concluintes.
IV - Comparando os dados dos anos 2000 e 2015, este último foi superior em número de vagas, em número de concluintes e na taxa de concluintes.
V - Comparando os dados dos anos 2000 e 2010, o primeiro foi inferior em número de vagas, em número de concluintes e na taxa de concluintes.
Assinale a alternativa que agrupa somente as afirmativas verdadeiras.
[...]
A expansão e a massificação da educação superior representam o primeiro passo no sentido da democratização do sistema, porém não são suficientes para a inclusão, de fato, das camadas social e historicamente excluídas. Ezcurra (2011) nos mostra em suas análises que tem havido, na América Latina como um todo e o caso brasileiro não é exceção a esta regra, um fenômeno de massificação da educação superior que tem expulsado do sistema as camadas socialmente desfavorecidas. Estas têm sido vítimas de uma tendência estrutural do sistema - “una inclusión excluyente, según classes y sectores sociales, socialmente condicionada (p. 62)” – que se traduz na dificuldade de acesso e, sobretudo, de permanência dos estudantes das classes populares. [...]
Apesar das políticas voltadas para a “democratização” do ensino superior a partir de 2003 (Governos Lula e Dilma), como o Programa Universidade para Todos (PROUNI) , aprovado pela Lei n. 11.096, de 13/01/2005, que facilita o acesso de estudantes de baixa renda nas IES privadas; o Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais – REUNI, instituído pelo Decreto no 6.096, de 24 de abril de 2007, que tem promovido a expansão e interiorização das universidades federais; as políticas de ação afirmativa, consolidadas pela Lei no 12.711, de 29/08/2012 (cotas reservadas a estudantes provenientes da escola pública nas universidades federais, priorizando os alunos de baixa renda e o recorte étnico-racial), entre outras medidas, a inclusão dos segmentos marginalizados socialmente ainda não se concretizou no Brasil, em especial nos cursos de alta demanda, que conferem maior possibilidade de mobilidade social.
[...]
Fonte: PAULA, Maria de Fátima Costa de; Políticas de democratização da educação superior brasileira: limites e desafios para a próxima década. Avaliação: Revista da Avaliação da Educação Superior, Campinas, v. 22, n. 2, p. 301-315, jul. 2017. DOI: https://doi.org/10.1590/S1414-40772017000200002 . Acesso em: 02 abr. 2026.
Sobre os índices de evasão observados nos cursos superiores no Brasil, tendo como referência o artigo de Paula (2017), assinale a afirmativa correta.