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Homem de 68 anos, residente em uma instituição de longa permanência para idosos (ILPI), encontra-se acamado em decorrência de sequelas motoras de um acidente vascular cerebral isquêmico prévio e doença renal crônica estável (creatinina: 2,3 mg/dL). O paciente possui diagnóstico de infecção pelo HIV, há vinte anos, mantendo controle virológico adequado com terapia antirretroviral. Durante a visita de rotina da equipe de saúde, a caderneta de vacinação é revisada e nota-se a ausência de imunização contra o pneumococo. A Rede de Imunobiológicos para Pessoas com Situações Especiais (RIE) é consultada a respeito desse paciente.
Com base nas diretrizes mais recentes do Ministério da Saúde para a vacinação pneumocócica nesse cenário, é correto afirmar:
Homem de 30 anos procura atendimento com história de sudorese noturna, perda ponderal e febre intermitente há 9 meses. Ao exame físico, apresenta linfadenopatia extensa. Os resultados laboratoriais são negativos para o HIV e outras potenciais causas infecciosas de linfadenopatia. A biópsia linfonodal demonstra perda da arquitetura linfoide habitual e presença de algumas células grandes de núcleo bilobado, com aspecto em “olhos de coruja” e halo claro perinuclear. Essas células grandes estão cercadas por um número significativo de células de infiltração.
Assinale a alternativa que apresenta corretamente a célula infiltrante que tem o maior impacto negativo no prognóstico desse paciente.
Homem de 32 anos é levado ao serviço de emergência após sofrer um ferimento cortante na perna em um acidente no canteiro de obras. À admissão: apresenta-se prostrado devido à perda de sangue; os sinais vitais revelam temperatura de 37,0 ºC; frequência cardíaca de 50 bpm e pressão arterial de 105 x 60 mmHg. A ferida foi suturada e o paciente recebe uma transfusão de concentrado de hemácias tipo A negativo. Em 15 minutos, ele passa a queixar-se de sensação de calor ao longo do braço em que o sangue estava sendo infundido e dor torácica. Novos sinais vitais mostram temperatura de 39,1 ºC; frequência cardíaca de 110 bpm e pressão arterial de 95 x 55 mmHg. A revisão adicional do prontuário do paciente indica que seu tipo sanguíneo é O negativo.
Constitui o resultado laboratorial consistente com a evolução descrita:
Homem de 45 anos dá entrada no serviço de emergência com queixa de dor e edema no braço, cãibras musculares, calafrios, febre e vômitos. O paciente relata que estava movendo uma pilha de madeira quando foi picado por uma aranha preta com uma marcação alaranjada em forma de ampulheta. Ele é tratado com soro antilatrodéctico, recebendo alta após apresentar sinais vitais estáveis por duas horas. Dez dias depois, o paciente procura atendimento, queixando-se de febre e dor articular. Os sinais vitais revelam temperatura de 37,5 ºC; frequência cardíaca de 75 bpm e frequência respiratória de 16 irpm.
Nesse momento, qual dos seguintes achados é esperado ao exame físico?
Homem de 82 anos, com doença renal crônica estágio 4 estável, é admitido no serviço de urgência com um exantema cutâneo eritematoso bolhoso disseminado. O histórico também é relevante para hipertensão arterial e gota, para as quais faz uso regular de ramipril e alopurinol. Ao ser questionado, o paciente lembra que, há alguns dias, iniciou uma nova medicação para sua hipertensão, mas não se recorda do nome. Ao exame físico: temperatura: 38,3 ºC; frequência cardíaca: 132 bpm; pressão arterial: 98 x 49 mmHg. Exames séricos: ureia: 105 mg/dL; creatinina: 3,8 mg/dL (de base: 2,3 mg/dL); contagem de eosinófilos: 1.300/mm3.
Assinale a alternativa que indica corretamente a medicação que, provavelmente, foi iniciada recentemente por esse paciente.
Mulher de 60 anos é admitida no hospital após uma crise tônico-clônica. Ela é intubada e submetida a ventilação mecânica para proteção de vias aéreas. Ao exame físico: desidratada 1+/4; pressão arterial: 100 x 80 mmHg; temperatura: 38,7 ºC. Exames séricos: creatinina: 3,4 mg/dL; hemoglobina: 7,8 g/dL; plaquetas: 30.000/mm3; haptoglobina: reduzida; ADAMTS-13: pendente. Nesse ínterim, a paciente inicia corticoides e plasmaférese com plasma fresco congelado. Uma semana depois, ela está fora da ventilação mecânica e a repetição dos exames séricos mostra: plaquetas: 196.000/mm3; haptoglobina: normal; bicarbonato: 38 mEq/L; pH: 7,47.
Nesse caso, qual é a causa provável da alcalose?
Homem de 20 anos é atendido no ambulatório após uma internação hospitalar recente, quando se apresentou com cefaleia e foi constatada hipertensão acelerada. A pressão arterial (PA) foi inicialmente estabilizada com agentes intravenosos e ele recebeu alta após sua PA ser estabilizada com anlodipino 10 mg/dia, ramipril 10 mg/dia e indapamida 2,5 mg/dia. No ambulatório, ele menciona que seu pai teve uma hemorragia intracraniana na faixa dos trinta anos e, desde então, faz uso de medicamentos anti-hipertensivos. O paciente nega etilismo, tabagismo, uso de drogas ou outros antecedentes. Ao exame físico de agora: PA: 154 x 97 mmHg. Exames séricos atuais: creatinina: 0,86 mg/dL; sódio: 142 mEq/L; potássio: 2,9 mEq/L; bicarbonato: 34 mEq/L; concentração de renina plasmática: baixa; aldosterona plasmática: alta.
Considerando o exposto, a principal hipótese diagnóstica é
Mulher de 87 anos queixa-se de prurido generalizado intenso, sem exantema associado. Emolientes não proporcionaram nenhum alívio. O histórico é notável para nefropatia diabética em uso de insulina e necessita de quatro agentes anti-hipertensivos para controlar sua pressão arterial e doença cardíaca isquêmica. Ela tem doença renal crônica estágio 5, optando pelo manejo conservador. Exames séricos: ureia: 126,5 mg/dL; fosfato: 4,0 mg/dL (normal: 2,5 a 4,5); cálcio corrigido: 9,4 mg/dL (normal: 8,8 a 10,4).
Frente ao relato, a próxima conduta apropriada é prescrever
Mulher de 42 anos com obesidade é atendida no pronto-atendimento com 2 semanas de piora de dispneia aos esforços, fadiga e palpitações ocasionais. Ela nega tosse, febre ou calafrios recentes. A única medicação em uso é anticoncepcional oral. De positivo, ela teve uma síndrome gripal 1 mês antes, que se resolveu em alguns dias com manejo conservador. Ao exame físico: frequência cardíaca: 108 bpm; pressão arterial: 102 x 76 mmHg; frequência respiratória: 16 irpm; SatO₂ em ar ambiente: 97%; pressão venosa jugular estimada: 10 cmH₂O; não há sopros; pulmões estão limpos; extremidades inferiores estão aquecidas, com edema discreto distal simétrico (1+/4). O eletrocardiograma mostra taquicardia sinusal e baixa voltagem precordial.
Nesse contexto, o ecocardiograma provavelmente deve demonstrar
Mulher de 55 anos, com história de hipotireoidismo e cirurgia de artrodese lombar, apresenta-se para acompanhamento de rotina. O rastreamento recente por densitometria óssea é notável por T-scores de: –1,3 na coluna lombar (L1-L4); –2,3 no colo do fêmur; –1,6 no fêmur total. Ela não tem história pessoal de fratura. A menopausa ocorreu aos 51 anos, e atualmente ela apresenta fogachos leves, mas nenhum outro sintoma da menopausa. Ela consome 3 porções de laticínios, por dia, suplementadas com vitamina D. A dosagem sérica de 25-hidroxivitamina D é de 31 ng/mL (normal: 30 a 80).
Nesse momento, o próximo passo apropriado é
Homem de 47 anos com história de diabetes mellitus tipo 1, há 19 anos, não apresenta complicações relacionadas à doença e nenhuma queixa específica. Ele está em uso das insulinas degludeca e asparte. A pressão arterial é 129 x 68 mmHg e o IMC de 28 kg/m². Resultados dos exames séricos: hemoglobina glicada: 7,2%; colesterol total: 173 mg/dL; LDL: 92 mg/dL; HDL: 45 mg/dL; triglicerídeos: 178 mg/dL; creatinina sérica: 0,85 mg/dL. Relação albumina/creatinina urinária: 19 mg/g de creatinina (normal < 30 mg/g).
Em relação à conduta apropriada para reduzir o risco de doença cardiovascular, a orientação deve ser
Mulher de 45 anos é atendida em consulta de retorno com queixas de inquietação frequente durante o sono e sonolência diurna ao longo dos últimos meses. O histórico é relevante para cardiomiopatia não isquêmica, insuficiência cardíaca (IC) classe funcional II, hipertensão arterial e fibrilação atrial. Em relação à arritmia, houve falha a múltiplos medicamentos antiarrítmicos e a uma tentativa de ablação por cateter 4 meses antes. As medicações em uso regular incluem: rivaroxabana (20 mg/dia); sacubitril/valsartana (97/103 mg, 12/12 horas); metoprolol (100 mg/dia), furosemida (40 mg/dia) e espironolactona (25 mg/dia). Ao exame físico: frequência cardíaca: 92 bpm; pressão arterial: 118 x 78 mmHg; altura: 1,78 m; peso: 62,6 kg; cardíaco: ritmo irregular, com sopro holossistólico de grau 2/6 que se irradia para a axila, sem galopes; pulmonar: pulmões limpos; extremidades: sem edema. Ela é submetida a um estudo do sono e é diagnosticada com apneia central do sono.
Além de sua história de IC, constitui um fator de risco significativo para apneia central do sono, nessa paciente,
Homem de 42 anos é atendido em consulta de retorno por alterações em exames hepáticos. Os exames séricos iniciais demonstram AST (TGO) de 78 U/L e ALT (TGP) de 64 U/L. Os exames foram repetidos um mês após, e a AST e a ALT permanecem elevadas. A creatina quinase é normal. As sorologias virais, ceruloplasmina e eletroforese de proteínas séricas não demonstram alterações. Os resultados de uma terceira rodada de exames evidenciam ferro sérico de 201 μg/dL (normal: 50 a 170), ferritina de 289 ng/mL (normal: 20 a 300) e saturação de transferrina de 53% (normal: 20 a 50). O paciente não faz uso de nenhuma medicação e relata consumir cerca de 1 a 2 cervejas, por semana, socialmente.
Qual exame é o indicado para confirmar o diagnóstico desse paciente?
Mulher de 24 anos é levada ao serviço de emergência pelos pais cerca de 3 a 4 horas após ingerir múltiplos comprimidos desconhecidos do armário de medicamentos de sua avó. Ela apresenta náuseas, vômitos, dor abdominal, visão amarelada e escotomas. Ao exame físico, apresenta-se letárgica e confusa; frequência cardíaca: 98 bpm; frequência respiratória: 22 irpm; pressão arterial: 80 x 44 mmHg; cardíaco: bulhas rítmicas e normofonéticas, sem sopros; pulmonar normal. O eletrocardiograma sugere ritmo juncional com frequência de 95/min. A gasometria arterial e os exames séricos mostram: pH: 7,28; PCO₂: 35,6 mmHg; PO₂: 72 mmHg; bicarbonato: 20,2 mEq/L; sódio: 138 mEq/L; potássio: 5,6 mEq/L; ureia: 31 mg/dL; creatinina: 0,8 mg/dL.
Com base no descrito, qual é o provável fármaco ingerido?
Mulher de 77 anos é avaliada por lesão renal aguda (LRA) após ter sido internada, há 2 dias, devido a choque séptico e síndrome do desconforto respiratório agudo secundários à pneumonia adquirida na comunidade. Ela foi intubada e recebeu suporte vasopressor. Nas primeiras 18 horas de internação, a paciente recebeu 3.600 mL de solução de ringer lactato. As medicações atuais incluem norepinefrina, ceftriaxona, claritromicina, vancomicina e dexmedetomidina. Ao exame físico: encontra-se sob ventilação mecânica; temperatura: 38,4 °C; pressão arterial: 88 x 52 mmHg; frequência cardíaca: 105 bpm; frequência respiratória: 16 irpm; SatO₂ de 90% com FiO₂ de 50%; o exame pulmonar evidencia estertores difusos. Há um cateter venoso central posicionado com medida da pressão venosa central de 14 mmHg. O débito urinário é de 30 mL/hora, sendo refratário a doses crescentes de furosemida intravenosa em bolus. Exames séricos atuais: creatinina: 3,4 mg/dL; sódio: 134 mEq/L; potássio: 6,4 mEq/L; cloreto: 100 mEq/L; bicarbonato: 12 mEq/L. A radiografia de tórax mostra infiltrado bilateral difuso e cefalização da trama vascular.
De acordo com os dados apresentados, a conduta terapêutica apropriada é
Mulher de 19 anos procura atendimento com queixa principal de “aperto no peito” ao ar livre. Relata que esteve assintomática durante todo o verão, mas os sintomas iniciaram no outono. O histórico médico é relevante para sintomas semelhantes no outono anterior, que remitiram no inverno, fazendo com que ela se esquecesse do ocorrido até o momento. A paciente nega sintomas em ambientes fechados, mas nota a opressão torácica ao sentar-se na área externa de sua casa ou ao andar de carro com as janelas abertas. Sinais vitais: temperatura: 36,9 ºC; frequência cardíaca: 85 bpm; frequência respiratória: 21 irpm; o exame físico não apresenta alterações.
A partir do exposto, é correto afirmar que o manejo apropriado para essa paciente é o uso de
Mulher de 18 anos é levada ao serviço de emergência com edema importante de lábios e língua. O histórico médico é relevante para a realização de exodontia de dente siso no início daquele mesmo dia. A paciente nega ingestão de alimentos incomuns ou uso de novos cosméticos/maquiagem. Os sinais vitais são normais e o exame físico revela edema subcutâneo de língua e lábios, sem prurido associado. Não há sinais adicionais de exantema ou urticária. Ao ser interrogada, a paciente relata que sentiu uma sensação de “formigamento” e plenitude nos lábios e na língua antes do início do edema, que evoluiu ao longo de 3 horas. O histórico familiar é positivo para sintomas semelhantes em sua mãe e seu avô paterno, com episódios semelhantes quando submetidos a procedimentos odontológicos.
Nessa circunstância, o tratamento apropriado para essa paciente é prescrever
Mulher de 57 anos apresenta quadro de fraqueza muscular simétrica e indolor. Ao exame físico, ela apresenta dificuldade para se levantar de uma posição sentada (caracterizando fraqueza proximal de membros inferiores); nota-se exantema violáceo periocular (heliótropo) e na região torácica anterior (sinal do “V” do decote). Os exames laboratoriais demonstram nível de creatinoquinase (CK) de 380 U/L (normal: 10 a 70). A biópsia muscular subsequente revela inflamação e atrofia perifascicular.
Nesse caso, o exame complementar que, provavelmente, pode confirmar o diagnóstico é a presença de anticorpos
Homem de 31 anos, previamente hígido, procura a unidade de saúde relatando ansiedade intensa. Refere que, por iniciativa própria, realizou um “check-up” em uma clínica popular que incluiu uma ultrassonografia cervical, sem que houvesse qualquer sintoma prévio local (nega disfagia, rouquidão ou dispneia). O exame físico cervical não evidencia linfonodomegalias ou massas palpáveis. Os exames laboratoriais revelam TSH e T4 livre normais. A ultrassonografia descreve dois nódulos na tireoide:
– Lobo direito: nódulo de 2,6 cm, puramente cístico (anecoico), com reforço acústico posterior e fina parede regular, sem qualquer componente sólido interno.
– Lobo esquerdo: nódulo de 1,3 cm, sólido, hipoecoico, com margens irregulares e presença de focos ecogênicos puntiformes no seu interior.
Nessa circunstância, é correto afirmar:
Homem de 34 anos é admitido no hospital devido a um quadro de diarreia aquosa massiva e prolongada nos últimos três dias. O exame físico e os testes laboratoriais indicaram a presença de um tumor pancreático e o radioimunoensaio confirma o diagnóstico de VIPoma. O paciente recebe hidratação vigorosa por via intravenosa e é programado para cirurgia.
Nesse cenário, o medicamento apropriado para controlar a diarreia desse paciente é