Questões de Concurso
Para defensoria pública
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Mariana, psicóloga com alguns anos de formação clínica, possui dois sobrinhos, filhos de sua única irmã Miriam. Certo dia, em uma conversa familiar, Miriam informou a toda a família que as crianças estão sofrendo muito com a separação conjugal dela e do marido.
Miriam foi casada com Ricardo e, após doze anos de relacionamento, o casal decidiu se separar. Comunicaram essa decisão aos filhos de 5 e 7 anos e resolveram que seriam pais amigos e presentes, o que motivou a opção pela guarda compartilhada. No entanto, após 1 ano da separação, Ricardo entrou com uma ação judicial de reversão da guarda para unilateral, sob a alegação que Míriam não estava dando permissão total para seu acesso aos filhos.
O juiz determinou perícia psicológica e o ex-casal Míriam e Ricardo, de comum acordo, sugeriu que o trabalho fosse realizado pela psicóloga Mariana, pois ela conhecia melhor do que ninguém as crianças, a história do casal e poderia também oferecer melhores custos para a família que, naquele momento, atravessava dificuldades financeiras.
Levando-se em consideração o Código de Ética Profissional do Psicólogo divulgado pelo Conselho Federal de Psicologia é correto afirmar que
Márcia era solteira, tinha 32 anos, trabalhava em uma empresa multinacional como assistente financeira de uma equipe de trabalho, cursava pós-graduação. Chamava a atenção dos colegas de curso por irradiar imensa alegria, por vezes, parecendo excessivamente dramática, como se encenasse situações. Mostrava-se bastante impressionada com os conteúdos do programa. Participava de um subgrupo de estudos com mais 4 colegas. Aproximou-se especialmente de seu amigo Pedro, para quem reclamava, no decorrer das semanas, de diversas doenças e lesões (cair no estacionamento, torcer o pescoço ao olhar pela janela) que interferiam nas suas atividades de estudo e de trabalho. Desorganizava-se, deixando para a última hora tarefas que exigiam significativo planejamento; fazia promessas para outras pessoas que eram impossíveis de cumprir, embora ficasse obstinada por obter a aprovação delas; quando quebrava uma promessa, inventava mentiras para obter simpatia e compreensão; interrompia reuniões para falar de seu mais recente namorado, com grande entusiasmo; mantinha atitude de forte otimismo frente ao futuro amoroso, embora rapidamente mudasse de namorado, tendo planejado o casamento com a maioria deles, apesar de serem apenas conhecidos dela e de não manter fortes relações interpessoais; mostrava-se insinuante, especialmente para os professores do curso de sexo masculino, que acabavam por ajudá-la a resolver os problemas que ela havia criado por causa de sua desorganização.
Os sintomas desenvolvidos por Márcia indicam um transtorno de personalidade